31 de dezembro de 2008

Mais livros, mais livres

Para pensar acordado




Ao concluir a gestão do prefeito Marco Tebaldi, um conhecido provérbio italiano, pode servir de reflexão.

Ao término do jogo, o rei e o pião voltam para mesma caixa.

A vida segue e não tem nada tão reconfortante, como um dia depois do outro.


30 de dezembro de 2008

Verticalização

Caso o IPPUJ, continue com a ideia de jerico de manter em pauta o debate de aumentar o gabarito, para 30 pavimentos, para atender o desejo de 2 ou 3 construtoras de fora, que prefeririam, que o gabarito, aumentasse dos absurdos 24 pavimentos atuais, para 30 inicialmente, sem prejuízo que o numero pudesse ser revisto, de acordo com novos desejos.
É bom começar a dar uma olhada nesta imagem.
A imagem de Dubai, serve de referencia para o que pode chegar a ser o visual da pujante e cosmopolita cidade de Joinville em Santa Catarina.

O contador de centavos



Numa viagem recente, Sentou ao meu lado um menino de uns nove anos, ao seu lado uma senhora que pela idade e pelo carinho e atenção que lhe dispensava, só poderia ser a sua avó.
Pela frente duas horas de proximidade e de forçada intimidade. Aos poucos o menino começou a procurar nos bolsos da sua calça e das suas mãos ainda pequenas começaram a surgir moedas, pequenas moedas de um centavo, nem lembrava que existiam, de cinco centavos e algumas, poucas, de dez centavos.
O seu punho cheio de moedas se abria aos poucos e com a dificuldade natural de gente tão jovem, começou a contar, a formar pequenos montes, e durante tempo interminável, contou e recontou a sua fortuna.
O jovem poupador tinha conseguido o que aos seus olhos, parecia uma verdadeira fortuna, depois de contar e recontar, de trocar e voltar a trocar de um bolso, para outro, concluiu a sua tarefa. Não pude deixar de perguntar, quanto era o valor do seu tesouro, ele orgulhoso respondeu 3,42.
O orgulho na sua mirada, transmitiu, num átimo o quanto de esforço, o quanto de poupança estava acumulada naquela pequena fortuna. Não pude deixar de sentir uma pitada de orgulho, deste pequeno poupador, que construiu o seu pequeno tesouro na persistência, no esforço e na perseverança.
A experiência me transmitiu uma mensagem de esperança e me levou a acreditar que os valores do trabalho e do esforço, ainda têm vez e lugar neste país.
Acabou a viagem e ficou na minha memória a imagem da avó dizendo ao neto, com orgulho, você este rico e o brilho nos olhos do pequeno poupador.

29 de dezembro de 2008

Para pensar acordado









É da natureza humana, pensar sabiamente e agir de uma forma totalmente absurda


Anatole France

Entenda o Mercosul / Mercosur


Para descontrair um pouco, neste periodo festivo, um pouco de cultura e conhecimento da mão de um de nossos colaboradores fieis


ARGENTINA Eles confundem primeira-dama com chefe de governo, luta-livre com futebol e lamúrias de corno com música. Fizeram uma guerra contra uma ilha habitada apenas por pingüins. E perderam.

PARAGUAI A rigor não é nem país – é apenas uma feira livre com status de nação. Falsificam tudo: DVDs, cigarros, videogames e a história de Itaipu.

URUGUAI Também não é exatamente um país, é uma fazenda. 90% da população é vaca. O resto é ovelha.

VENEZUELA Eles têm certeza de que Simon Bolívar e o Batman são a mesma pessoa. O presidente é uma mistura de Fidel Castro com Didi Mocó. Têm muito petróleo. Eles usam pra beber e tomar banho.

PAÍSES ASSOCIADOS

Bolívia: o presidente é a cara do Zacarias. Mas faz o Lula de bobo

Chile: não é país, é molho apimentado.

Peru: você levaria a sério um lugar chamado Frango ? Pois é.

Colômbia: a maior intelectual deles é a Shakira o restante vive em função da "farinha".

Equador: não é país, é linha. E atualmente anda fora da linha

E finalmente...

BRASIL Metade da população passa o dia inteiro batendo tambor pra outra metade rebolar. Têm bananas na cabeça e tocam pandeiro por qualquer motivo besta (epidemia de disenteria, volta da dengue, aumento da inflação etc). O presidente é um homem singular: nunca acertou um plural...

28 de dezembro de 2008

Quando o governo estimula a industria...


Clique na imagem para aumentar e entender o nível de promiscuidade que existe hoje na indústria automobilística. O setor hoje mantém um elevado nível de interação entre os diversos fabricantes, o que se por um lado reduz o risco para a indústria, cria uma falsa ilusão de diversidade de oferta para os compradores.

A reforma das nossas praças




As maquetes digitais apresentadas pelo IPPUJ, não fazem justiça ao resultado final obtido com a reforma da praça Lauro Muller, o leitor Gert Fischer envia as imagens que permitem ilustrar a forte parceria publica-privada, que permite a valorização do espaço publico.
O projeto do IPPUJ logrou uma perfeita integração entre os interesses públicos e os privados.
Tem razão os técnicos do IPPUJ em se queixar do criticismo deste espaço. Se eles não deram tanta chance, aqui no blog teríamos muito pouco para escrever.
As duas imagens, serão incluidas na proxiam edição do Projeto (Fazendo) Arte na Calçada, pela sua criatividade, não poderiam ficar de fora, desta importante iniciativa cultural.

Previsões para 2009

Do blog de Josias de Souza da Folha de São Paulo

Cinco previsões 'infalíveis' para 2009. Pode cobrar!

1. Conforme alardeado por Lula, o Produto Interno Bruto crescerá 4% no próximo ano -desde que o percentual apurado não seja inferior;

2. É possível que Dilma Rousseff, a preferida de Lula, suba nas pesquisas. Isso, naturalmente, se ela não em(pac)ar nos níveis atuais ou decrescer;

3. Pode ser que José Serra prevaleça como candidato oficial do PSDB à sucessão de Lula, na hipótese de não perder a vaga para Aécio Neves;

4. Michel Temer (PMDB-SP) pode mesmo ser eleito presidente da Câmara, contanto que não perca a vaga para nenhum outro candidato;

5. No Senado, Tião Viana (PT-AC) pode virar presidente. Diante da divisão do PMDB, é possível que o candidato petista se torne um fator de unificação dos partidos -desde que não divida, colocando a vitória em risco.

Como se vê, excluídos os inúmeros fatores que, por imprevisíveis, não se pode prever, 2009 será um ano muito previsível.

Podemos acrescentar uma previsão local, a tarifa de ónibus em Joinville não deve aumentar, Claro que caso as planilhas das empresas mostrem diferenças entre preços e custos, deverá se produzir um aumento leve, abaixo porem do solicitado pelas empresas.

27 de dezembro de 2008

Dicas para Obama, podem servir tambem aqui...

Como titulo "Roosevelt mostra o caminho a Obama", Paul Krugman escreve interessante artigo na Folha de São Paulo, que transcrevo, como sempre em azul. A sua leitura vale a pena, porque as dicas, que se desprendem do seu texto, fazem também sentido muito mais perto de nós. Não vou me referir nem ao PAC, nem a falta de controle e o excesso de corrupção que la como aqui, ameaçavam os resultados pretendidos, como especialmente a credibilidade do governo.

Gostaria de, ao ler o texto, fazer uma claro paralelo, com a situação que encontrara o prefeito eleito Carlito Merss, ao assumir a prefeitura Municipal de Joinville.
O negrito de algumas partes do artigo, são nossos e tem por objetivo, destacar e facilitar a leitura de alguns pontos que parecem mais importantes.

Os desafios que Carlito Merss, tem pela frente não são poucos, alem de começar a trabalhar desde o primeiro momento, terá que dedicar um esforço adicional a desarmar as armadilhas que o prefeito Tebaldi e sua equipe tem deixado espalhadas pelos peabirus complexos e burocráticos da administração municipal. Ninguém poderia por outro lado esperar entusiasmo do prefeito derrotado, e Carlito deve estar atento a isto.

Desfazer a imagem de corrupção desta administração, seja ela verdadeira ou não, requererá um enorme esforço e já nos primeiros dias o novo prefeito terá oportunidade de sinalizar aos joinvilenses o seu perfil e a sua forma de ser, não faltarão oportunidades já antes do Carnaval.

Roosevelt mostra caminho a Obama

PAUL KRUGMAN
DO "NEW YORK TIMES"

OS TEMPOS mudaram.
Em 1996, o presidente Bill Clinton, sob ataque da direita, declarou que "a era do governo grande acabou".
Mas o presidente eleito Barack Obama, propelido por uma onda de repulsa àquilo que o conservadorismo causou, diz que deseja "fazer do governo uma vez mais algo de positivo".
Antes que Obama possa tornar o governo positivo, porém, ele terá de torná-lo bom. De fato, ele terá de ser um goo-goo.
"Goo-goo", se vocês não sabem o que quer dizer o termo, é uma expressão secular que designa os proponentes de um bom governo ("good government"), reformistas que combatiam a corrupção e o compadrio. O presidente Franklin Roosevelt foi um dos grandes goo-goo, e tornou o governo a um só tempo muito maior e muito mais limpo. Obama terá de fazer a mesma coisa.
Seria desnecessário dizer que o governo Bush representa um exemplo extremo de "anti-goo-goo". Mas os adeptos de Bush jamais tiveram de se preocupar com governar bem e de maneira honesta. Mesmo que fracassassem em seus postos (como o fizeram tantas vezes), podiam alegar os fracassos mesmos como confirmação da validade de sua ideologia de antagonismo à idéia de governo, e como demonstração de que o setor público não é capaz de fazer coisa alguma direito.
O governo Obama por outro lado, se verá em posição semelhante à que o "New Deal" enfrentava nos anos 1930.
Como no caso do New Deal, a administração que está chegando terá de expandir vigorosamente o papel do governo no resgate à economia debilitada.
Mas também como na era do "New Deal", a equipe de Obama enfrenta oponentes políticos que aproveitarão quaisquer sinais de corrupção ou abuso, ou os inventarão, se necessário, para tentar desacreditar o programa da nova administração.
Roosevelt conseguiu navegar em segurança por essas águas políticas traiçoeiras e melhorou fortemente a reputação do governo enquanto o expandia imensamente. Como define um recente estudo do Serviço Nacional de Pesquisa Econômica, "antes de 1932, a administração da assistência pública era vista por todos como politicamente corrupta", e os imensos programas de assistência do New Deal "ofereciam uma oportunidade de corrupção única na história do país". No entanto, "por volta de 1940 as acusações de corrupção e manipulação política haviam diminuído consideravelmente".
Como Roosevelt conseguiu expandir o governo e mantê-lo limpo?
Uma grande parte da resposta está na fiscalização incorporada desde o início aos programas do New Deal. A Administração de Progresso de Obras (WPA), em particular, tinha uma poderosa divisão independente de "investigação de progresso", cuja função era investigar queixas de fraude. A divisão era tão diligente que, em 1940, quando um subcomitê do Congresso estudou a Administração de Progresso de Obras, não conseguiu encontrar nem ao menos uma irregularidade séria que a divisão não tivesse detectado.
Roosevelt também garantiu que o Congresso não enxertasse medidas politiqueiras nos projetos de lei de estímulo; não havia verbas reservadas a fins políticos nas leis que criaram a WPA e nas demais medidas de emergência.
Por fim, mas não menos importante, Roosevelt criou um elo emocional com os americanos da classe trabalhadora, que ajudou a sustentar seu governo em meio aos revezes e fracassos em seus esforços para resolver os problemas econômicos.
Que lições a equipe de Obama tem a extrair disso?
Primeiro, a administração do plano de recuperação econômica precisa ser muito limpa.
Considerações puramente econômicas poderiam sugerir certos expedientes sorrateiros com o objetivo de promover uma adoção rápida das medidas de estímulo, mas o aspecto político da situação requer grande cuidado para determinar como o dinheiro poderá ser gasto. A fiscalização é crucial: os inspetores gerais terão de ser fortes e independentes, e os responsáveis por denúncias terão de ser premiados, e não punidos como o foram nos anos Bush.
Segundo, o plano tem de estar completamente livre de gastos motivados por considerações políticas. O vice-presidente eleito Joseph Biden recentemente prometeu que o plano "não se tornará uma árvore de Natal" -o novo governo terá de cumprir essa promessa.
Por fim, a administração Obama e os democratas em geral precisam fazer tudo o que puderem para promover a formação de um elo com o público semelhante àquele de que Roosevelt desfrutava. Pouco importam os resultados favoráveis de Obama nas pesquisas atuais, baseados na esperança de sucesso. Ele necessitará de uma base forte de apoio que continue ao seu lado mesmo quando as coisas não estiverem indo tão bem.
E preciso dizer que os democratas começaram mal quanto a isso. A tentativa de coroar Caroline Kennedy como senadora parece confirmar 40 anos de propaganda conservadora de denúncia às "elites liberais". E tenho certeza de que não fui a última pessoa a fazer careta ante as reportagens sobre a casa de luxo que os Obama alugaram para férias na praia. Não porque haja algo de errado em a família do presidente eleito tirar férias agradáveis, mas por que o simbolismo importa, e aquelas não eram as imagens que deveríamos estar contemplando em um momento no qual milhões de norte-americanos estão aterrorizados quanto às suas finanças.
Está bem, a história mal começou. Mas é exatamente esse o ponto. Reparar os problemas econômicos requererá tempo, e a equipe de Obama precisa começar a pensar já, enquanto as esperanças ainda são fortes, sobre como acumular e preservar capital político suficiente para realizar o trabalho até o fim.


Tradução de PAULO MIGLIACCI

O Jornal Folha de São Paulo

Na sua seção Painel, traz duas notas, que transcrevo na integra:

Tutu mineiro 1. A suspeita de uma "caixinha" mantida por donos de cartórios para patrocinar deputados estaduais mineiros e evitar mudanças na lei que rege o setor foi levantada em debates na Assembléia em novembro.

Tutu mineiro 2. "Debaixo desse tutu, tem lingüiça", disse o deputado Adalclever Lopes (PMDB). "Há seis anos, discutimos esse assunto nesta Casa, e sempre os milionários e magnatas dos cartórios compram a maioria", disse.

Fiquei pensando que a resposta a muitas das horas perdidas e das taxas pagas nos cartórios catarinenses, pode ser parecida a do Tutu Mineiro, será que temos aqui um Pirão com lingüiça catarinense? Uma boa olhada no aumento das obrigações dos cidadãos com o objetivo único de aumentar os custos e dificultar a vida das pessoas, com especial lembrança do caso criado pela portaria do DETRAN SC, podem ajudar a iluminar o mundo da luz insuficiente.
Podemos estar perto de um caso de corrupção, transvestido de um aumento da burocracia.

Como funcionam as piramides

Para entender como funciona o esquema das pirâmides, como a de Bernard Madoff, evidentemente a partir de um determinado ponto seria preciso que toda a população do mundo participasse, para garantir o retorno dos que começaram antes.
O que é evidentemente impossível.
A partir do 7 nível, é preciso o envolvimento de 46.656 para manter o esquema funcionando, a partir do 11 nível, seria preciso contar com toda a população do Reino Unido, para o 12 nível, deveríamos contar com toda a população dos Estados Unidos, para que a pirâmide se sustentasse.
Na improbabilidade de chegar ao 14 nível, seria preciso contar com uma quantidade de participantes superior a toda a população mundial.

Biodiver-cidade


A infeliz portaria Fundema 007/08 não permite muitas coisas, que deveria permitir, por exemplo não permite o plantio da Palmeira Imperial nas ruas e praças de Joinville. Ao querer os técnicos regulamentar tudo e mais um pouco, acabam esquecendo o que é na realidade importante e deixaram de fora da lista de Schindler do verde urbano, entre outras muitas espécies, a Roystonea oleracea, as centenárias palmeiras que formam a Rua das Palmeiras (Alameda Bruestlein) e que tem a sua historia documentada e intimamente ligada a historia de Joinville, formam parte da nossa paisagem urbana, desde muito antes das invasões barbaras. também esqueceram da R. regia, a R. borinquensis e tantas outras árvores, arvoretas e palmeiras que pelas suas características, não podem ficar de fora do nosso verde urbano publico.

A portaria é mais um exemplo de como funciona o serviço publico, no lugar de cuidar das árvores e do verde urbano, que é o que deveria fazer. A Fundema foi incapaz de tomar as medidas necessárias previstas na lei, para preservar as Tipuanas da praça Nereu Ramos, que tinham sido tombadas pelo prefeito municipal Marco Tebaldi, através do Decreto Municipal 12.388 de 02 de maio de 2005 , o que levou a sua queda e conseqüente perda de importante patrimônio vegetal e paisagístico. A Fundema se dedica a funções burocráticas enfadonhas e a elaboração de documentos técnicos e portarias, que em nada ajudam a preservação do verde urbano, a sua melhoria e qualificação.

Porém se permite elaborar a portaria que determina o que a própria prefeitura deveria fazer e não faz, porque a responsabilidade de projetar o espaço urbano e do município e dos órgãos como a mesma Fundema e o IPPUJ, por tanto são eles quem devem seguir as normas estabelecidas na citada portaria.

A Fundema se da ao trabalho ainda, de publicar uma portaria capenga, que engessa o verde urbano, reduz a biodiversidade da cidade e nos deixa mais pobres. Ao pretender determinar tudo até os seus mais mínimos detalhes, esquece a metade do que é importante, como por exemplo as especificações nutricionais e de fito sanidade. E cria um monstrengo de difícil cumprimento para a própria Fundema e suas empresas tercerizadas e pelos demais órgãos da administração municipal . Alem de falta de bom senso é um desperdício inútil de recursos públicos e de esforço. Um tiro no pé.

Afortunadamente a revisão da portaria 007/08, a sua revogação ou a sua adequação a realidade municipal, são ações simples, que só servem para evidenciar ainda mais o desnecessário da sua publicação.

O nome das coisas



O que começou como uma marolinha, um resfriado ou pouco mais. Depois se considerou uma parada técnica e que pode levar a estagnação, começa a tomar ares de recessão, a palavra já começa a ser citada, uma e outra vez.


Seria bom lembrar que outros nomes podem aparecer, nenhum deles bom ou recomendável, seja a estagnação, a recessão, nada impedirá que caso não se tome às medidas adequadas acabemos numa depressão




Vamos brindar ao ano novo

Os nossos melhores desejos para 2009

Os 12 pedidos da Acij a Carlito Merss


A Associação Empresarial de Joinville (Acij) apresentou 12 propostas ao prefeito eleito Carlito Merss. O que quer a mais influente entidade empresarial do município na próxima gestão está na lista abaixo. Confira. Em azul as solicitações da ACIJ, em vermelho os nossos comentários.



Definitivamente são outros os ares que sopram na ACIJ, a entidade parece menos preocupada com a cidade e com os assuntos comunitários e parece unicamente focada nos “grandes temas de infra-estrutura” Temas alias que parecem mais adequados para uma agenda com o governador do estado, com quem a entidade mantem alias uma excelente relação.

  1. Ações voltadas à concretizar a instalação do parque tecnológico junto à UFSC, inclusive aquisição da área de 812.000 m2 (declaração de utilidade pública já efetivada).

Não existe a mesma unanimidade fora da ACIJ, sobre se o melhor lugar para a instalação do parque Tecnológico deva ser feita junto a UFSC, alias o forte envolvimento da própria ACIJ, apoiando a compra do imóvel da UFSC e forçando o aumento do perímetro urbano, para muito alem do recomendável e a valorização de uma área ate ontem rural, são aspectos que precisam ser melhor esclarecidos.

  1. Realização de melhorias no aeroporto de Joinville, inclusive desapropriação e liberação da área necessária ao prolongamento da pista (projetos já existentes).

As obras de ampliação do aeroporto de Joinville, são de responsabilidade da INFRAERO, no passado recente a prefeitura municipal realizou fortes investimentos, participando com ate 30 % dos custos da reforma do aeroporto, sem que o investimento tenha representado num aumento do movimento de cargas e passageiros do aeroporto. A ampliação do aeroporto, não parece uma obra prioritária, visto o forte investimento que exigiria de novo do poder municipal e o baixo retorno. Por exemplo a diferença de passageiros embarcados em Joinville entre 2007 e 2008 é de 1,60 % e a diferença de desembarcados é de 0,06 %. Provavelmente seria mais produtivo tentar aumentar o numero de vôos, a freqüência e o numero de destinos.

  1. Duplicação da Rua Dona Francisca ao longo de sua passagem pelo Distrito Industrial (projeto já existente).

Em outra época a ACIJ, teria tido o cuidado de fazer o pedido para a duplicação da Rua Dona Francisca em toda sua extensão e não unicamente na sua passagem pelo Distrito Industrial. Esquece a entidade empresarial que não existe ainda o projeto de financiamento, a famosa engenharia financeira. Uma entidade como a ACIJ, não deveria cometer erros tais, como confundir projeto de engenharia ou estudo de engenharia, com o conjunto de estudos e projetos que permitam a sua licitação e construção. Acaba parecendo que a entidade empresarial, ao igual que o prefeito municipal, na sua ânsia de ver realizados os seus desejos, confunde ficção com realidade, ou que não avalia, com a isenção necessária todas as informações que recebe. O histórico da entidade tem sido de bandeiras comunitárias, perde credibilidade, quando pontualiza desta maneira os seus pedidos, que passam a atender exclusivamente o interesse de poucos.

Ainda seria importante para Joinville e para a própria ACIJ, a concretização de outros projetos de circulação viaria, como a Almirante Jaceguay, o Binário da Vilanova, o Binário da Max Colin, que a entidade esquece, tal vez por entender equivocadamente, que não são do seu interesse direto, foram se os tempos em que o que era bom para Joinville era bom para a ACIJ.

  1. Plano de Gerenciamento Costeiro – praticar ajustes no projeto de lei com vistas a compatibilizá-lo com o projeto do Plano Diretor (áreas de transição).

A ACIJ, busca reverter as derrotas que sofreu na discussão do Plano Diretor, é porem importante que o emaranhado legal que esta se tecendo e que pode acabar comprometendo o desenvolvimento sustentável, seja resolvido.

  1. Plano Diretor – ajustar o projeto para que contemple também, no perímetro urbano, a área já destinada a UFSC, a área prevista para o parque tecnológico e uma área de transição, que admita inclusive uso industrial (Distrito Industrial da Zona Sul).

Como já comentamos, a entidade busca no grito, aumentar o perímetro urbano para atender os seus interesses, o Conselho da cidade deliberou no sentido de não aumentar ainda mais o perímetro urbano. A ACIJ, agora busca que seja aumentado e ainda o avanço da cidade, para fora dos seus eixos naturais de desenvolvimento, no que representara no futuro um maior custo para todos e uma cidade menos eficiente. A privatização do lucro e a socialização do prejuízo, aparecem em estado puro, na lista de pedidos da entidade.

  1. Código Florestal – Terras de Marinha – Mata Atlântica: desenvolver ações nas áreas administrativa, legislativa e no judiciário, que tendam a reconhecer ao município a plenitude de sua competência para dispor sobre o uso do solo urbano.

Ninguém pode acusar a entidade de não dispor de uma competente equipe de assessores jurídicos, esta solicitação ignora princípios claros de legalidade, principalmente os referentes a precedência legal. Querer fazer de Joinville uma cidade livre, não sujeita a legislação atual, serviria para retirar as amarras, as salvaguardas que garantem um freio mínimo ao capitalismo mais selvagem.

  1. Revisão do projeto de lei que disciplina a proteção ao patrimônio histórico e cultural de Joinville, principalmente para reduzir o impacto negativo ao desenvolvimento urbano, decorrente da excessiva indicação de imóveis para tombamento.

O triste papel recente que a entidade tem protagonizado na preservação do patrimônio histórico desta cidade, não parece que a qualifique para fazer este tipo de pedidos, quem conhece bem as entrelinhas da entidade sabe que por trás deste pedido, existe a solicitação de uma patente de corso. Parece que foi no neolítico que o presidente da ACIJ, presidiu a comissão Joinville 150 anos. O impacto negativo, se tiver, se origina na falta de preservação dos valores e tradições desta comunidade. ACIJ até agora só tem agido para evitar a preservação e permitir e ainda estimular a destruição dos poucos elementos ainda remanescentes. É provável que este pedido tenha sido incluído para excluir determinado conjunto de prédios industriais centenários localizados na área central da cidade, de quaisquer projeto de preservação historica.

  1. Desenvolver um projeto para o Vale do Rio Itapocú, que será, no futuro, a última fonte adicional de abastecimento de água para Joinville (saneamento básico da área da bacia, levantamento dos recursos hídricos, fixação da barra do Itapocú).

Projetos que transcendem os limites do município e que invadem os limites de outros, devem ser encaminhados ao governo estadual e devem contar com o apoio do município, porem seria mais adequado solicitar o mesmo empenho nas bacias que se encontram dentro dos limites do município, de forma a aumentar a sua capacidade e preservar as suas nascentes.

  1. Atuar, fortemente, na desburocratização dos procedimentos administrativos adotados na Prefeitura.

Por uma vez 100 % de acordo, pena que a entidade esqueça a bom transito, que tem tido com os últimos dois prefeitos do município, que o tem governado durante 12 anos, parece que a ACIJ, tenha militado durante este tempo na oposição.

  1. Desenvolver ações que assegurem à Baia da Babitonga a preservação de sua vocação para o desenvolvimento econômico regional, sobretudo instalação/ampliação de portos, aeroporto, ferrovias, usina de regaseificação, rodovias e navegação fluvial.

Deveria ser melhor discutida qual é a verdadeira vocação da Baia de Babitonga, neste aspecto tampouco existe fora da mesa de diretoria da ACIJ e mesma unanimidade. Teria sido mais adequado se a lista dos pedidos da ACIJ tivesse incluídos alguns adjetivos como “sustentável” ou “equilibrado”, porem não parecem formar parte do vocabulário da entidade empresa.

  1. Praticar as ações necessárias para a efetiva implementação do projeto do desvio ferroviário (retirada dos trilhos na área urbana);

De fato o bom transito que o prefeito eleito mantem com o governo federal, deve ajudar a viabilizar a retirada dos trilhos.

  1. Desenville – manter e aprimorar esse instituto que poderá ser relevante para o relacionamento governantes – governados. Pede a criação de pauta alternativa, que pode ser estabelecida alternativamente pela administração pública ou pelos representantes da sociedade.

De novo a ACIJ, consegue surpreender, nenhum conselho, dos muitos que compõem o emaranhado municipal, tem sido mais chapa branca que o Desenville, não cabem os pedidos na lista, na realidade o Desenville deveria ser extinto porque representa um ambiente privilegiado de um setor econômico, que desta forma se exime de participar dos demais conselhos e ambientes de participação que existem na municipalidade. Ganharia muito ACIJ se exercitara um pouco o principio da humildade e ganharia mais Joinville, se a sua entidade empresarial maior, estivesse mais comprometida com o desenvolvimento de toda a cidade e não só de ver os seus pleitos particulares atendidos.

Deixou saudade aquela ACIJ, que liderou a Campanha do Voto por Joinville, o Vote Certo, a que se solicitou as correções dos inumeros erros apresentados na duplicação da BR 101. Aquela entidade que conquistou a credibilidade da sociedade joinvilense, pela sua forte posição comunitaria.

26 de dezembro de 2008

Caso continue o Motim da Policia Militar




o
governo do estado poderia optar por pedir ajuda a policia holandesa. Em lugar de requerer os serviços da Força Nacional de Segurança e principalmente no litoral, para reforçar a tradicional Operação Veraneio, agentes de policia da Holanda, como esta da imagem, seriam muito bem recebidas pelos turistas, e porque não, também receberiam o aplauso dos próprios catarinenses. Fica aqui a sugestão.

uma velha historia sobre a crise...

A CRISE

"UM HOMEM VIVIA À BEIRA DE UMA ESTRADA E VENDIA CACHORRO QUENTE.
ELE NÃO TINHA RÁDIO, TELEVISÃO NEM LIA JORNAIS, MAS PRODUZIA E VENDIA BONS CACHORROS QUENTES.


ELE SE PREOCUPAVA COM A DIVULGAÇÃO DO SEU NEGÓCIO E COLOCAVA CARTAZES PELA ESTRADA, OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA E O POVO COMPRAVA.

AS VENDAS FORAM AUMENTANDO E, CADA VEZ MAIS ELE COMPRAVA O MELHOR PÃO E A MELHOR SALSICHA.

FOI NECESSÁRIO TAMBÉM ADQUIRIR UM FOGÃO MAIOR PARA ATENDER UMA GRANDE QUANTIDADE DE FREGUESES, E O NEGÓCIO PROSPERAVA.. . . SEU CACHORRO QUENTE ERA O MELHOR DE TODA REGIÃO!


VENCEDOR, ELE CONSEGUIU PAGAR UMA BOA ESCOLA AO FILHO. O MENINO CRESCEU E FOI ESTUDAR ECONOMIA NUMA DAS MELHORES FACULDADES DO PAÍS.

FINALMENTE, O FILHO JÁ FORMADO, VOLTOU PARA CASA, NOTOU QUE O PAI CONTINUAVA COM A VIDINHA DE SEMPRE E TEVE UMA SÉRIA CONVERSA COM ELE:
- PAI, ENTÃO VOCÊ NÃO OUVE RADIO? VOCÊ NÃO VÊ TELEVISÃO E NÃO LÊ OS JORNAIS?
HÁ UMA GRANDE CRISE NO MUNDO.

A SITUAÇÃO DO NOSSO PAÍS É CRÍTICA. ESTA TUDO RUIM. O BRASIL VAI QUEBRAR.

DEPOIS DE OUVIR AS CONSIDERAÇÕES DO FILHO DOUTOR, O PAI PENSOU: BEM, SE MEU FILHO QUE ESTUDOU ECONOMIA, LÊ JORNAIS, VÊ TELEVISÃO, ACHA ISTO ENTÃO SÓ PODE ESTAR COM A RAZÃO.

COM MEDO DA CRISE, O PAI PROCUROU UM FORNECEDOR DE PÃO MAIS BARATO ( E CLARO, PIOR ) E COMEÇOU A COMPRAR SALSICHAS MAIS BARATA ( QUE ERA, TAMBÉM, A PIOR ).
PARA ECONOMIZAR, PAROU DE FAZER CARTAZES DE PROPAGANDA NA ESTRADA.

ABATIDO PELA NOTICIA DA CRISE JÁ NÃO OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA.

TOMADAS
ESSAS 'PROVIDÊNCIAS', AS VENDAS COMEÇARAM A CAIR E FORAM CAINDO, CAINDO E CHEGARAM A NÍVEIS INSUPORTÁVEIS E O NEGÓCIO DE CACHORRO QUENTE DO VELHO, QUE ANTES GERAVA RECURSOS ATÉ PARA FAZER O FILHO ESTUDAR ECONOMIA NA MELHOR ESCOLA, QUEBROU.


O PAI, TRISTE, ENTÃO FALOU PARA O FILHO: - 'VOCÊ ESTAVA CERTO, MEU FILHO, NÓS ESTAMOS NO MEIO DE UMA GRANDE CRISE. '
E COMENTOU COM OS AMIGOS, ORGULHOSO:
- 'BENDITA A HORA EM QUE EU FIZ MEU FILHO ESTUDAR ECONOMIA, ELE ME AVISOU DA CRISE ...'


APRENDAMOS UMA GRANDE LIÇÃO :
VIVEMOS EM UM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTICIAS E SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS NOS INFLUENCIARÃO A PONTO DE ROUBAR A NOSSA FELICIDADE E PROSPERIDADE DE NOSSOS NEGÓCIOS, ENFIM ARRUINANDO NOSSA VIDA.

Honestidade





Chegara um dia em que nossos filhos, cheios de vergonha, lembrarão destes dias estranhos, em que a honestidade mais singela era considerada coragem.

Yevgeny Yevtushenko (1933-?) Poeta russo.

Jornal A Noticia

O jornal A Noticia,publica hoje dia 26 de Dezembro, dois textos de opinião importantes, que o blog da Associação de moradores do Bairro América reproduz na integra.
São os textos de Anselmo Fabio de Moraes, sobre o EIV ( Estudo de Impacto de Vizinhança) e do Arqto. Sérgio Gollnick, sobre a verticalização, ambos temas também abordados neste espaço.
Para quem tiver interesse em ler os textos originais, recomendamos:

Motim na Policia Militar


Preocupante o motim instalado na Policia Militar de Santa Catarina, ao incluir também os bombeiros militares, serve de alerta e de reflexão, sobre o risco maior que correm as comunidades que não são atendidas pelos bombeiros voluntários. Além de não ter proteção quanto a segurança, também ficam desprotegidas em caso de catástrofes naturais ou incêndios.

A chantagem a que a sociedade catarinense esta submetida, compromete a imagem da policia militar e os desdobramentos sinalizarão as posições de cada lado.
As declarações do Secretario de Segurança Publica, Ronaldo Benedet a RBS Noticias, foram uma prova de fraqueza do governo estadual. A imagem dos amotinados nas portas dos quartéis, a inutilização das viaturas e o impedimento de acesso ao trabalho dos demais policiais, deixa a sociedade catarinense desprotegida e reféns, de quem tem a obrigação de proteger.
Quando a policia entra em greve, quem protege o cidadão?

A situação é explosiva e os desdobramentos podem ser graves.

Para comprender melhor a situação vale a pena ler o texto publicado no site do Jornal A Noticia. reproduzido em azul.

Juiz compara paralisação de policiais a motim

Presidente da AIJM, Getúlio Corrêa, falou em tese, sem se referir diretamente ao caso de SC

Para o presidente da Associação Internacional das Justiças Militares (AIJM), Getúlio Corrêa, um movimento conjunto de policiais militares para descumprir uma ordem de serviço caracteriza um crime de motim, previsto no Código Penal Militar e com pena mínima de três anos de prisão.
Corrêa, que é juiz de direito da Justiça Militar em Santa Catarina, falou em tese, já que não acompanha de perto o protesto dos policiais e bombeiros militares em Santa Catarina. A entidade dirigida pelo juiz tem sede em Santiago, no Chile. Corrêa foi entrevistado nesta terça-feira pela rádio CBN/Diário.
O servidor militar tem limitações legais muito maiores do que o servidor comum. Tanto que na legislação penal militar existe a previsão de crimes específicos em relação a esse tipo de movimentação. Eu não sei se esse é o caso, mas de qualquer forma, quando um policial militar se recusa a cumprir uma ordem de serviço, isso pode ser um crime de insubordinação — explicou o juiz
O caso é mais grave quando há uma associação de vários policiais que se recusam a trabalhar, segundo Corrêa.
Quando vários policiais militares, em conjunto, descumprem uma ordem de serviço de um superior, isso se chama motim, um crime previsto no código penal militar com bastante gravidade. A pena do crime de motim é, no mínimo, de três anos. A Constituição estabelece que aos militares é proibida a sindicalização e a greve.

Familiares
O presidente da AIJM ressalva, no entanto, que as punições previstas no Código Penal Militar não se aplicam aos familiares de militares.

— Não há nenhum restrição a que as esposas dos militares façam protestos. O que elas não podem fazer é aquilo que nenhum cidadão pode, como impedir a sua passagem, restringir a sua autonomia de locomoção. Mas nesse caso se aplica o Código Penal comum, não o militar.

Corrêa discorda do argumento do movimento de policiais, de que o governo também não estaria cumprindo a lei.

— Nós vivemos num Estado democrático de direito, que prevê instrumentos legais para serem utilizados por qualquer entidade associativa. O servidor público tem instrumentos legais para isso. Essa forma de se recorrer (a paralisação), especialmente quando se trata de servidores militares, especialmente quando são ligados à segurança pública, uma atividade essencial, evidentemente não é o caminho adequado.

De acordo com o presidente da AIJM, a proibição à greve e sindicalização de policiais não é exclusiva do Brasil, sendo adotada em vários outros países.

CBN/DIÁRIO


25 de dezembro de 2008

Joinville 2002 / 08


Como não poderia deixar de ser a Administração Municipal que agora se encerra, quis se despedir em grande estilo, com a publicação de relatório Governo de Joinville 2002/08 Construindo o Futuro. Alem de um gasto desnecessário de recursos públicos o trabalho merece ser discutido com a sociedade, depois que o prefeito não tenha conseguido eleger o seu sucessor, devemos considerar que a população não tenha se mostrado satisfeita com a sua gestão e que dificilmente a maioria dos projetos inconclusos ou propostos, sejam levados a cabo, menos ainda da forma que foram propostos.


A peça que mistura em proporções iguais realidade e ficção sintetiza com brilhantismo o que tem sido estes seis anos de administração municipal. Como este espaço já tinha adiantado em outros textos, muitas das obras que esta administração tem realizado nos últimos meses, tinham um objetivo meramente estatístico, como por exemplo, a implantação de ciclo faixas, que a prefeitura insiste em chamar de ciclovias, mesmo sem ser. Com isto passa a ser possível publicar informações como a de que Joinville passou de 10 km de ciclovias em 2004, a 64 km em 2008. ou que os corredores de ônibus passaram de 800 m em 2004, a 37 km em 2008.

Capitulo especial merece o referente aos parques, neste capitulo a prefeitura municipal, continua confundindo realidade com fantasia, mostrando desenhos e maquetes digitais, para preencher os buracos dos parques que Joinville continua sem ter. Sem esquecer que a pesar de todos os parques propostos e contratados, Joinville continuara um ano mais sem ter o grande parque de lazer que tanto precisa. Os projetos apresentados e em implantação estariam mais bem inseridos no capitulo pavimentação. Joinville não conseguira resolver a sua carencia de espaços verdes, com estes projetos, da mesma forma que o Parque Caieras, ou o Morro do Finder, não serviram para atender as carancias de uma sociedade que precisa de mais espaços de lazer.


Para concluir esta breve analise, só destacar o cinismo que o documento exibe ao falar do Planejamento Estratégico. Afirmar que o Planejamento Estratégico foi utilizado para elaborar o Plano Diretor, alem de ser uma inverdade, ofende a todos os que de ambos projetos participaram, seja no Pensando Joinville, ou no Conselho da Cidade. O ou do Cadastro Único de nossos 500.000 habitantes, que esta longe de ser uma realidade.


Ainda destacar, que mais da metade das 64 paginas do material publicitário, exatamente 37, fazem referencia a trabalhos não concluídos, inacabados ou que nunca saíram do papel. A forma de governar que tem sido a habitual, olhar a cidade a traves de um fantascópio de um modo tal que fica impossível para governantes e governados distinguir a realidade da fantasia.

Cobiça

Charles Ponzi na decada de 20 (wikipedia)


A vida nos mostra que, quanto mais conhecemos os homens, mais nos damos conta de quanto são parecidos.

Alguns dos seus valores e virtudes e dos seus vícios e defeitos, parecem distribuídos equitativamente entre ricos e pobres, entre dispensadores e parcos e entre espertos e estultos.

O recente escândalo financeiro arquitetado por Bernard Madoff é uma prova de que as mesmas pirâmides que recentemente levaram a Colômbia a quase entrar numa crise institucional e que tinham recentemente gerado revolta na Albânia, são as mesmas,com outros nomes e valores. As mesmas que vez por outra aparecem por estes lados, com menos estardalhaço e sem envolver nomes tão famosos, nem valores tão significativos. As pirâmides não ficam restritas a ignaros e pobres, também ricos e famosos, alguns inclusive destas terras, tem se visto envolvidos na estafa, que o ontem todo-poderoso presidente da NASDAQ, promoveu entre seus amigos e mais chegados.

O que tem igualado a uns e outros têm sido a cobiça e a ganância descabida. Que os tem levado a esquecer o bom senso e o comedimento. Os tem feito também desconsiderar o trabalho e o esforço como valores e princípios a ser seguidos. O lucro rápido e fácil faz que como afirme Warren Buffet “É quando a maré baixa, que é possível ver quem estava tomando banho desnudo”

Estafadores devem o seu sucesso aos cobiçosos, sem eles, nenhum destes logros prosperaria. Que se repitam com a mesma freqüência que os cometas se deixam ver. Desde Richard Whitney, ou Charles Ponzi, campeão dos campeões e pioneiro deste tipo de empreitadas, a Bernard Madoff, não devem faltar candidatos, que na busca do ganho fácil, engrossem as fileiras dos enganados.

Também aqui, entre nós tem muito brilho que não é ouro e muito enganador que sobrevive da cobiça dos outros, sem que precisemos ir muito alem do nosso Cachoeira.

Uma dica aos eleitos

Ser honrado do jeito como esta o mundo, equivale a ser um homem escolhido entre dez mil.
William Shakespeare (1564-1616) Escritor britânico.

Se William Shakespeare, já dizia no século XVI que ser honrado naquela época, equivalia a ser escolhido entre 10.000, a sua frase, se atualizada no tempo e no espaço, poderia ser hoje traduzida, por "equivale a ser escolhido entre 100.000 ". Isto se consideramos o aumento da população mundial e a queda da popularidade da honradez.
No caso de Joinville poderíamos dizer que equivale a ser escolhido entre 500.000 habitantes, com 170.955 votos, o tempo dirá se Shakespeare estava certo.

24 de dezembro de 2008

Depois da enchente

video
Depois da enchente é tempo de reconstruir, recomeçar, refazer
e principalmente de reconhecer a solidariedade, a força e orgulho de ser catarinense

Novo formulario da Receita Federal ...


...Tem facilitado muito o seu preenchimento, a pesar de ter aumentado o numero de questões e reduzido o tamanho da fonte. A elite que viaja ao exterior, tem a sua chegada que preencher o novo modelo de formulário DBA, siglas que correspondem a Declaração de Bagagem Acompanhada, a nova versão do formulário aprovado pela IN RFB No 818 de 2008.
Entre outras questões o passageiro deve responder qual o assento ou cabine que ocupava.
ou ainda se Visitou áreas de produção agrícola ou pequaria nos últimos 15 dias?
Não deve nos restar nenhuma duvida que os técnicos da Receita Federal, devem através destas perguntas aparentemente singelas obter importantes informações que lhes facilitam o seu trabalho de pesquisa e investigação.
Provavelmente este novo formulário esta alinhado com as novas directrizes, do presidente Lula, para reduzir ou burlar a burocracia no país.



Para pensar acordado






Burocracia é a arte de tornar o possível impossível.

Lula dá um prazo de 2 anos para acabar com a burocracia


C
omo a burocracia é uma das chagas deste pais, e este blog não tem perdido oportunidade para identificar excessos e abusos, recebemos com alegria a noticia que o presidente Lula deu um prazo de 2 anos para acabar com a burocracia.
Nas suas declarações o presidente propôs "burlar a burocracia" O brasileiro na maioria das vezes não consegue burlar a burocracia e precisa se submeter aos seus laberinticos desejos. Como este blog, já tem algum tempo de estrada, aproveitamos para declarar que a noticia nos parece otima e que a apoiamos incondicionalmente, porem temos certeza absoluta que o resultado será inócuo.

Na realidade novos processos burocráticos serão acrescentados ao longo destes 2 anos, por municípios, estados, autarquias, fundações, ministérios, departamentos e todo tipo de estrutura publica e privada, que vê na burocracia uma forma de ocultar a sua incompetência e construir uma rede de poder funcional, que corroem este pais, como um câncer e o devora como cupim.

O presidente faria muito bem de começar por casa.
Garantimos aqui que daremos amplia divulgação de todas e cada uma das iniciativas que sejam implantadas para reduzir ou acabar com a burocracia.
Para ajudar o presidente, nesta árdua labor, convocamos a todos os espíritos, para que afugentem os deuses da estupidez e da ignorância que tem se apossado do poder publico.

23 de dezembro de 2008

Sempre com novidades na cidade


A prefeitura Municipal de Joinville publicou a portaria 007/08 da Fundema que estabelece normas e padrões para a arborização urbana

De uma olhada no link e saiba mais, porque este tema também interessa a você.
A prefeitura quer determinar quais as plantas que podem ou não ser plantadas na cidade, será que o trabalho tem consistência técnica? Será que não estamos determinando que nossa cidade seja menos atrativa, e menos diversa.

20 de dezembro de 2008

Verticalização (2)


O texto Gabarito, publicado pelo Arqto. Marcel Virmond, pareceu no primeiro momento um texto mais, sem segundas intenções. Um texto para colocar em debate um tema, que tem sido recorrente, não o da verticalização, que desde que moderada, pode ser justificada, mas o tema do impacto que teria para Joinville as alterações do gabarito, que atualmente já permite 24 pavimentos e que poderia passar para 30 pavimentos, com o objetivo manifesto de aumentar o lucro e a ganância de incorporadoras e construtoras, que estariam visando o mercado joinvilense.

Agora as declarações do Arqto, Murilo Teixeira, Diretor Técnico do IPPUJ, mostram que o velho dito, "Aonde tem fumaça tem fogo", é mais verdadeiro do que nunca. O fato que o IPPUJ, cogite analisar a autorização para permitir prédios de 30 pavimentos, é descabida, e evidencia o quanto de servilismo e de fisiologismo existe nesta administração, que afortunadamente agora acaba.

Não tem o maior cabimento, colocar em pauta, o debate de construir edifícios, com alturas superiores a 24 pavimentos, o máximo atualmente permitido no município. Joinville, não só não tem problemas de espaço, como não precisa de edifícios deste gabarito.
A cronica Gabarito, soube colocar muito bem o risco que estaríamos correndo. As infelizes declarações do Diretor Técnico do IPPUJ, estão fora de lugar e são intempestivas, para quem, deve permanecer poucos dias mais no cargo.

Veja tambem o post Verticalizar do blog Urbanidades.

10 Projeto (Fazendo) Arte na Calçada

O Projeto (Fazendo) Arte na Calçada, apresenta um novo trabalho. A vibrante composição que reúne, num mesmo espaço a ordem e rebeldia. Representa com sucesso a situação do nosso espaço urbano. O sinal de transito transmite uma sensação distinta da proposta, a sua inclinação forçada sugere velocidade. Representa a revolta a aceitar a imposição de reduzir a velocidade. O autor transmite a vontade de ir alem, de transgredir, de não aceitar imposições e regulamentos.
A obra Revolta Urbana de autor desconhecido, inclui ainda um elemento adicional, o telefone publico, que propõe uma improvável ligação telefónica. Uma ligação não atendida a um 0800.
Merece destaque especial a força contida no trabalho. A força representada pelo impacto que gerou a intervenção artística, a força contida no equilíbrio inestavel da estrutura de aço, curvada frente ao forte impacto recebido.

( Esta iniciativa cultural não conta com o apoio da FCJ - Fundação Cultural de Joinville e tampouco recebe nenhum tipo de incentivo ou subvenção, nem é custeada com recursos públicos )
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