28 de fevereiro de 2011

Caderno de viagem


A vista da cidade histórica de Cartagena desde Boca Grande.

Como brindar em 40 idiomas

Do site do Yahoo.es, Dicas de viagem, como brindar em 40 idiomas.

Alemán
: Prosit (pro-zit) o prost.
Albano
: Gezuar.
Armenio
: Genatzt.
Austriaco
: Prosit.
Azerbayano
: Nuş olsun (Nush ohlsun).
Belga
: Op uw gezonheid.
Birmano
: Aung myin (Au-ng my-in).
Bosnio
: Živjeli (Zhee-vi-lee).
Brasileño
: Saude.
Catalán
: ¡Salut!
Checo
: Přípitek.
Chino
: Ganbei.
Coreano
: Kong gang ul wi ha yo.
Croata
: Nazdravlje Zhee-ve-lee (Naz-dra-vlee).
Danés
: ¡Skål!
Euskera
: Osasuna.
Egipcio
: Fee sihetak.
Eslovaco
: Na zdravie (Naz-drah-vee-ay).
Estonio
: Tervist.
Francés
: ¡Santé!
Filipino
: Mabuhay.
Finlandés
: Kippis (Kip-piss).
Galés
: Iechyd da.
Gallego
: Salud.
Hawaiano
: Okole malune.
Hebreo
: L'Chaim.
Hungaro
: Kedves egeszsegere.
Holandés
: Proost o Geluch.
Indio
: A la sature.
Inglés
: Cheers.
Italiano
: Salute o chin chin.
Japonés
: Kampai.
Latín
: ¡Salutem!
Lituano
: I sveikas.
Macedonio
: На здравје (Na zdravye) .
Mongol
: Эрүүл мэндийн төлөө (Eruhi mehdiin toloo).
Neozelandés
: Kia ora.
Noruego
: Skal.
Portugués
: ¡Á vossa!
Esperanto
: Je via sano.
Hebreo
: Lechaym (le-chaim).
Islandés
: ¡Skál!
Polaco
: Na zdrowie.
Rumano
: ¡Noroc!
Ruso
: Na zdorovje (pronunciado algo como nazdarobia; se usa solo en algunas regiones de Rusia).
Sueco
: Skal.
Tailandés
: Chok dee.
Turco
: Şerefe Sher-i-feh.
Ucraniano
: Boodmo.
Vietnamita
: Dô (Jou).
Yiddish
: Sei gesund (Say geh-sund)

Para pensar acordado


Uma inundação começa com uma gota.
Provérbio árabe

27 de fevereiro de 2011

Modelo de Urbanismo


Manhattan é um exemplo norte-americano do design sustentável, com o seu pulmão verde em Central Park, com bairros adaptados aos pedestres, com um escasso numero de veículos particulares e um excelente sistema de transporte público.

Norman Foster


Da para imaginar quantos apartamentos do MCMV caberiam num vazio urbano destes? Tem gente na Prefeitura que pensa deste jeito.

Para pensar acordado

De Rodolfo Llinás

Os professores devem ser guias do conhecimento, não proprietários dele.

26 de fevereiro de 2011

Quem avisa amigo é

José Antonio Baço pode ser acusado de muitas coisas, mas ninguém poderá acusá-lo de ser um critico nem do PT, nem do prefeito Carlito. Na sua coluna no jornal A Noticia deste domingo publica um texto que deveria servir de alerta ao cardume de rêmoras que o prefeito insiste em carregar nas costas.



“ Qual é o problema? Ora, qualquer bom gestor sabe que deve se cercar de pessoas mais competentes que ele. É bom estar cercado por pessoas de confiança, mas a competência é essencial. No entanto, os gabinetes da prefeitura parecem estar cheios de gente sem imaginação, sem capacidade de resolver problemas e talento para antecipar soluções criativas. E o pior: algumas dessas pessoas parecem distraídas pelo gostinho do poder.


A integra do texto esta em Pão e Circo

Lula refazendo a vida

Caderno de Viagem



Dacar, Senegal. Porto e mercado de peixe.

Só para iniciados


Na antiguidade os Smurfs eram bons, não gostavam de multar, mas o velho Gargamel lhes deu uma poção e se converteram nesta gente triste, amargada. Se escondem embaixo das arvores, para multar as suas pressas. A sua existência hoje se reduz a multar, perderam a alegria de viver. Não ecoam mais na floresta as risadas alegres dos Smurfs. Na verdade já não tem mais floresta, cortaram até as arvores da Rua XV.

25 de fevereiro de 2011

Para pensar acordado

Amo o trabalho. Ele me fascina. Posso passar horas vendo alguém trabalhar.

Jerome K. Jerome (1859-1927), escritor inglês

Caderno de viagem


Depois de uma semana de trabalho, final de tarde em Boca Grande, Cartagena, Colômbia.

Os vazios urbanos

Os vazios urbanos

Comentar as recentes declarações de Carlos Schneider, publicadas na imprensa, sobre os vazios urbanos, o IPTU, o modelo de planejamento urbano e as corriqueiras mudanças de zoneamento, feitas para atender interesses pontuais, é oportuno, as vésperas do debate do ordenamento territorial.

Inicialmente destacar que o tema tenha sido colocado abertamente e de forma direta, com freqüência alguns nomes são colocados como sinônimos dos grandes latifundiários urbanos. Com maior freqüência ainda os latifundiários urbanos são demonizados, execrados e responsabilizados por todos os erros e mazelas que Joinville experimenta hoje.

Não me consta que os proprietários destes imóveis os tenham adquirido de forma ilegal, imoral ou fraudulenta, menos ainda que os tenham invadido o ocupado de forma violenta, por tanto não me parece correto que se lhes demonize, com um discurso maniqueísta.

Quem deve ser responsabilizado pela existência de 52 milhões de metros quadrados de vazios urbanos? A resposta mais fácil é que são os proprietários destes imóveis vazios que os guardam para especular e que isto penaliza a todos porque a cidade mantém áreas pouco utilizadas. É uma meia verdade, e as meias verdades estão muito próximas das inverdades. O município é o primeiro que incentiva a ocupação de áreas rurais e periféricas, provocando a expansão da cidade sobre áreas pouco valorizadas e que com as mudanças de zoneamento decuplicam o valor e garantem lucro fácil a outro tipo de especuladores.

Ao manter uma oferta regular e constante de áreas baratas para a especulação imobiliária, a traves das mudanças pontuais de zoneamento e das “regras do jogo”. Os nossos planejadores subvertem os conceitos de valor e de mercado e promovem que Joinville conviva com enormes vazios urbanos pouco valorizados e com uma política demagógica de ocupação do solo urbano, em nome da função social da propriedade, ou do acesso de todos, as áreas mais nobres da cidade. Estes Robin Hood de araque destroem e criam valor ao seu bel prazer, pela forma irresponsável que planejaram e continuam planejando a cidade.

Joinville poderá conhecer, em curto prazo, uma nova realidade urbana. A depreciação acelerada do centro, como resultado de uma política estulta de ocupação. Que busca construir uma Joinville baseada no preconceito e no conflito.

24 de fevereiro de 2011

Mapa das inundações


Mapa das inundações

O jornal Noticias do Dia informa que:

“Desde quinta-feira, as sete secretarias regionais inseridas na bacia hidrográfica do Rio Cachoeira contam com uma nova ferramenta de gestão: o mapa de inundações. Eles foram produzidos a partir de um estudo do Plano Diretor de Drenagem Urbana que integra o Viva Cidade (Projeto de Revitalização Ambiental e Qualificação Urbana em Áreas das Bacias Elementares dos Rios Cachoeira, Cubatão e Piraí), realizado pela Prefeitura com financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Para mapear as áreas, o estudo levou em consideração os dados de chuvas históricas e maré. “Para calibrar o modelo utilizamos como base as áreas atingidas pela enchente de 2008”, explicou a coordenadora do Viva Cidade, Carla Cristina Pereira.”

O texto só comprova o que já estamos ficando roucos de falar, o planejamento urbano de Joinville não considerou no macrozoneamento e continua sem considerar as áreas de risco de Joinville. Ainda da tempo para corrigir o esquecimento e incluir no Plano Diretor as informações contidas neste mapa.

Como não poderiam incluir no planejamento informações que não estavam disponíveis, a pesar de citadas pelos conferencistas, agora é a hora de incluir.

A bronca com a Conurb


A bronca com a Conurb


Poucos órgãos da administração municipal conseguem tal unanimidade como a conquistada pela Conurb e pelo IPPUJ. Não tem conversa, enquete o estudo que não apontem as duas como as campeãs de criticas, inclusive dentro da própria prefeitura. Os seus presidentes alcançam os maiores índices de antipatia e rejeição.


A Conurb consegue, por ter uma presença mais visível nas ruas, um merecido primeiro lugar a forma como entende o seu trabalho e constrói a sua relação com a sociedade, merecem um estudo cientifico profundo, que evidencie o prazer quase mórbido que os seus gestores experimentam ao tratar aqueles a quem deveriam servir, com truculência, grosseria e soberba, que só pode ser o resultado de estudos, treinamento e constante aperfeiçoamento, porque não formam parte da cultura do servidor publico de Joinville.


O ponto mais visível da ação da Conurb é as blitz de transito, o que irrita aos motoristas, não são tanto a realização das próprias blitz e sim o objetivo declarado e escandaloso de fazer delas instrumento de arrecadação. Que os agentes de transito atuem com grosseria e às vezes até com truculência, deve ser visto como um adereço adicional, com o objetivo de aumentar a irritação dos contribuintes. Ao antepor a arrecadação e a punição a educação e a prevenção a Conurb mostra o seu real objetivo.


Deixar que as escolas nos horários de entrada e saída de alunos não tenham segurança porque os agentes de transito estão ocupados em outros afazeres mais rentáveis, irrita os pais que acham com toda a razão que as prioridades estão invertidas. Que os agentes se escondam detrás de arvores, embaixo de marquises, encostados em postes e sinais, com o único objetivo de multar, faz que todos, mesmo quem não cometeu nenhuma infração desenvolva uma atitude de revolta contra o que é um abuso e uma falta de respeito.


O outro lado é o surgimento de um espírito solidário entre os motoristas que passam a avisar dos locais em que há blitz. Este sentimento de revolta e de defesa frente as arbitrariedades merece nosso apoio y respaldo. Porque a solidariedade é mais forte e se identifica mais com o jeito joinvilense de ser, que a grosseria, a truculência e a safadeza.


O IPPUJ merece outro texto.

23 de fevereiro de 2011

Para pensar acordado


O blog Falando Dormindo publica esta "aula" de capitalismo básico para iniciantes. É evidente que em Joinville tem um grupo de aprendizes de capitalista que assistiram a primeira aula do curso.

A Barbarie do Especialismo

É de José Ortega e Gasset o título deste post e o texto a seguir:

A especialização começa, precisamente, num tempo que chama homem civilizado ao homem “enciclopédico”. O século XIX inicia seus destinos sob a direção de criaturas que vivem enciclopedicamente, embora sua produção tenha já um caráter de especialismo. Na geração seguinte, a equação se deslocou, e a especialidade começa a desalojar dentro de cada homem de ciência a cultura integral. Quando em 1890 uma terceira geração assume o comando intelectual da Europa, encontramo-nos com um tipo de científico sem exemplo na história. É um homem que, de tudo quanto há de saber para ser um personagem discreto, conhece apenas determinada ciência, e ainda dessa ciência só conhece bem a pequena porção em que ele é ativo investigador. Chega a proclamar como uma virtude o não tomar conhecimento de quanto fique fora da estreita paisagem que especialmente cultiva, e denomina diletantismo a curiosidade pelo conjunto do saber.

O objetivo é refletir sobre o notável saber de nossos especialistas, que sabem cada vez mais de cada vez menos. Especialistas absolutos na nada. O que pode servir como justificativa e explicação para o elevado nível de bobagens a que nos submetem a diário, a cada novo projeto, a cada nova proposta.

21 de fevereiro de 2011

Humor

Vida de americano: iPhone, iPod, iPad, iMac, i30, iBM, intel,

Vida de Brasileiro: iPtu, iPva, iCms, iSS, iNss, iR...

20 de fevereiro de 2011

Como ocupar o tempo livre

Para pensar acordado

Joinville vive momento delicado, enquanto discute o que fazer com a lagoa que deveria abrigar o campus da federal, como duplicar avenidas vitais sem planejamento algum, apesar de estruturas burocráticas de presidentes, diretores, executivos, gerentes e chefes disso e daquilo para a produção final de quase nada. Tudo depende de Brasília e das relações do PT, frágeis e vulneráveis como nunca antes estiveram, depois do vexame eleitoral de 2010.

Apolinario Ternes - Historiador e escritor

Aprendendo com os erros (*)

Aprendendo com os erros


Passando na Rua Conselheiro Arp, me chamou a atenção uma faixa anunciando a venda de um imóvel. O mesmo exatamente, que foi usado como ponta de lança, para justificar uma mudança de zoneamento na Rua Conselheiro Arp. Os vereadores presentes na audiência pública, se sensibilizaram com o discurso histriônico e emotivo, em defesa das viuvas carentes e dos aposentados, que com experiência de profissional, foi apresentado pelo líder do movimento pro mudança de zoneamento. Amparado num abaixo assinado, que continha poucas assinaturas de moradores e proprietários afetados pela mudança, e muitas de amigos, conhecidos e vizinhos de outras ruas. Faltou rigor técnico e sobrou emoção e superficialidade aos vereadores na analise daquele projeto, que acabou sendo aprovado.


A mobilização da sociedade organizada permitiu que o projeto original, recheado de absurdos e que trazia no seu bojo, também uma mudança do gabarito, que permitiria um adensamento da área e a conseqüente valorização, fosse alterado e o seu impacto final acabasse sendo bem menor que o pretendido. Sobre a sinceridade das lágrimas do líder do movimento e do seu discurso inflamado em defesa de viúvas e desafortunados a faixa que informa da sua decisão de vender, depois de obtida a valorização, fala mais alto.


No passado recente, também foi alterado o zoneamento de um único imóvel localizado na confluência das ruas Aquidaban e XV por conta da suposta vinda de um empreendedor que instalaria la um hotel, e só o faria se o zoneamento mudasse, Mudou, e do hotel nada. A mesma coisa aconteceu com a área em volta do polêmico imóvel da UFSC, por conta da possível instalação da universidade. A cada dia surgem mais duvidas sobre se de fato a universidade se instalara naquele brejo, mas as mudanças já forma incluídas no macro-zoneamento.


Seria muito recomendável que a Câmara de Vereadores passe a analisar com maior atenção o impacto das leis que aprova, verificar a veracidade das informações que acompanham os projetos e checar a credibilidade e representatividade dos lideres da sociedade civil. Os vereadores devem exercer com firmeza o papel republicano de fiscalizar o executivo. Acreditar piamente em todas as informações que acompanham os projetos tem se mostrado pouco recomendável e tem colocado a própria câmara em situações delicadas. Aproveitar a experiência do caso do IPTU para aprender dos erros parece um bom conselho.

19 de fevereiro de 2011

Resultado da Pesquisa no Blog

Com quase 400 votos em três dias, a enquete feita por este blog para identificar quais são os Secretários Municipais e Presidentes de Fundações que tem o maior índice de rejeição para os internautas.

O sistema de votação não aceitava mais de um voto de cada IP. Alguns votantes alegaram que a pesquisa não incluiu alguns nomes importantes do secretariado, como o Secretário da Fazenda, (que na data da pesquisa já tinha apresentados sua carta de demissão), ou a secretaria da SECOM. O objetivo da enquete foi o de "fotografar" um momento e optou por escolher os nomes mais citados.

Não é nenhuma surpresa que os primeiros colocados são também os mesmos cujas pastas ou Fundações tiveram o pior desempenho na pesquisa anterior feita pelo blog, que identificou a Conurb e o IPPUJ como os dois órgãos da Prefeitura menos valorados pelo seu atendimento ao joinvilense.

É muito provável que o prefeito na sua mini reforma, acabe mantendo justamente os nomes que aparecem primeiros na pesquisa. O que representa uma garantia, que a relação entre os secretários e uma parcela da sociedade permanecerá igual, o que pode não ser bom para o executivo.

Destacar ainda que informações de dentro da própria prefeitura, garantem que a enquete se converteu num verdadeiro tiro ao alvo para derrubar desafetos e promover aliados. Dando a este blog e a sua enquete uma relevância desproporcional. Em definitiva a sociedade sabe quem são os bons secretários e quem ocupa um cargo que é maior que a sua competência.

Para pensar acordado


As pessoas têm interesses distintos, talvez egoísticos, e de qualquer forma freqüentemente conflitantes pela simples razão de que as demandas possíveis são sempre muito maiores do que os meios de satisfazê-las. A sociedade democrática dá aos seus membros o direito de expressarem as suas divergências. Não tenta obrigar ninguém a amar o seu próximo como a si mesmo.

Roberto Campos

18 de fevereiro de 2011

Para pensar acordado

Se a autoridade não tem ouvidos para escutar, não tem cabeça para governar.

Provérbio dinamarquês

Uma imagem vale por mil palavras

Acho que ontem o presidente do Conselho da Cidade fez ...

858 acessos em um unico dia

O blog alcançou a marca de 858 acessos num único dia. Esta marca é historica e evidencia o interesse dos joinvilenses pelos temas abordados pelo blog.

O twitter @comentjoi tambem foi por primeira vez trend no
Que indica os twitters e temas mais acessados no dia.

Obrigado a todos.

Nem cheguei tarde, nem cochilei (2)

O Arquiteto Sérgio Gollnick, que acompanha este blog e contribui com seus comentários e opiniões encaminha esta comentário ao post "Nem cheguei tarde, nem cochilei"

"Não é possível que um cidadão, com todo seu arcabouço de conhecimento e responsabilidades, chegue a este ponto. Falta-lhe a noção da importância e do significado que é coordenar um conselho como o Conselho da Cidade que é plural e tem que ser um ambiente de conhecimento e debate até o esgotamento. Creio que é o sintoma do poder autoritário, comum a quem nunca teve este nível de responsabilidade, que está se alastrando neste governo, que deveria ter uma postura democrática e aberta. Isto apenas mostra o grau de irritação frente a inúmeras críticas bem como a unanimidade que se forma na sociedade quanto à falta de preparo e competência para gerir o planejamento de uma cidade com meio milhão de habitantes. Não apenas é uma atitude de desrespeito, mas acima de tudo é um enfrentamento que merece a resposta certa no momento certo. Talvez na pesquisa deste blog sobre quem devesse sair do governo tenha esquecido a principal figura deste enredo, o diretor que avalisa atitudes de pessoas que não possuem estrutura e capacidade para ocupar um cargo público da maior cidade de Santa Catarina."

Cidade para pessoas

CIDADE PARA PESSOAS


A deterioração da qualidade dos ambientes de Joinville é vista e sentida por todos. Essa somatória de passivos estruturais deve ser encarada como oportunidade; ponto de partida para rever erros e reordenar o foco de nossas lentes sobre o futuro na cidade. Este é o primeiro paradigma a se alterar, a cidade é para as pessoas (“Cities fit for People” – Uner Kirdar), reconhecendo que o futuro da cidade não se realiza por si próprio. ''Para termos um mundo apropriado para as pessoas, temos que ter primeiro cidades apropriadas para as pessoas.''


Ao aceitar que o espaço da cidade é o local que sustenta e realiza a ecologia humana de hoje e do futuro, deveremos reinventar ou inovar as formas de produzir e consumir todos os seus recursos internos e externos. Reeducarmo-nos nas formas de uso de espaços públicos e privados, assumindo um real compromisso de diminuirmos individualmente nosso impacto sobre as pessoas e coisas que nos rodeiam.


O custo de nossa inércia e na falta para com as exigências das garantias estratégicas e qualificadoras dos ambientes construídos (urbano e rural) e naturais faz do tempo um conspirador contra nós. Não temos mais desculpas para de forma passiva assistir ao agravamento promovido pelos ultrapassados modelos do pensar urbano, movido a pressões ou vontades políticas e particulares. Submeter-se a essas imposições nos torna no mínimo cúmplices dos promotores de venda do crescer insustentável.


Políticas públicas, participação e instrumentos de controle social voltados para sustentabilidades, abrangente e integrados devem ser a urgente prioridade e diretriz na forma de urbanificar a cidade, na tentativa de corrigir os efeitos nefastos da urbanização.


O debate sobre a construção da cidade para pessoas além da obrigatória participação democrática deve conter a acessibilidade informativa de conceitos e princípios amplos sobre as responsabilidades comuns e individuais. A acessibilidade da informação deve ainda ser avaliada de uma forma que os participantes demonstrem sua capacidade de visualizar a cidade eco eficiente e justa.


Sem a avaliação objetiva e coletiva, os membros da comunidade terão ideias diferentes do que é mais importante e menos importante, dos impactos negativos e positivos. Não mudar a metodologia implica na permanência dos mitos, suposições imprecisas, procedimentos amadores e charlatanismo. Isso contribui para desunião e retarda a execução de ações transparentes e efetivas. Essa é uma proposta de inovar para alem das ineficientes audiências públicas, e é baseada no modelo da Pesquisa e Avaliação Participativa (PAP) já aplicada em outros países em desenvolvimento.


Quem fará? Ou de quem é a responsabilidade da tarefa?


Arno Kumlehn
Arquiteto Urbanista

17 de fevereiro de 2011

Nem cheguei tarde, nem cochilei


Nem cheguei tarde, nem cochilei


Na condição de membro eleito da Câmara Comunitária e Técnica da Integração Regional do Conselho da Cidade, participei no dia 17 da reunião conjunta das Câmaras que compõem o Conselho. O objetivo da reunião era conhecer as diretrizes que devem nortear os trabalhos das Câmaras e do Conselho.


Como tantos outros representantes da sociedade organizada, dedico boa parte do meu tempo a trabalhar por uma Joinville melhor, participando também da Associação de Moradores do Bairro América e das reuniões do orçamento participativo da regional centro.


Depois de concluída a apresentação técnica do Arquiteto Murilo Teixeira Carvalho do IPPUJ, foi franqueada a palavra aos participantes, para que pudessem fazer as suas considerações, contribuições e criticas a proposta apresentada. No papel de mestre de cerimônias o presidente do IPPUJ, coordenou a reunião. Quando me foi concedida a palavra, ponderei e coloquei os pontos que não me pareciam claros e que alias continuam sendo poço diáfanos. A falta de uma visão estratégica, a ausência de uma metodologia de trabalho estruturada, a falta de hierarquização dos temas e das prioridades, a necessidade de considerar as áreas alagáveis e de risco e a priorização de uma abordagem sustentável da cidade.


A minha surpresa foi escutar do douto presidente do IPPUJ: “Você ou chegou tarde ou cochilou” , vou repetir aqui ou que respondi a sua infeliz colocação:

“Nem cheguei tarde, nem cochilei.” Cheguei as 17:50 numa reunião prevista para iniciar as 18:00, cumprimentei inclusive o presidente do IPPUJ quando chegou as 18:15. Tampouco cochilei, preste atenção a apresentação e anote as minhas duvidas e questionamentos.


Deveria o professor universitário imaginar que estava se dirigindo a alunos rebeldes em sala de aula, sem perceber que deve respeito aos cidadãos que dedicam seu tempo graciosamente a participar democraticamente do debate dos destinos desta cidade. Enganou-se se pensou que com sua abordagem conseguiria desacreditar ou desmerecer as contribuições.


Não é de hoje que acho que o presidente do IPPUJ não tem o equilíbrio para ocupar o cargo que ocupa, nem a isenção para desempenhar cumulativamente o papel de presidente do Conselho da Cidade. As suas declarações públicas e publicadas evidenciam alem de fortes ranços e rancores mal resolvidos, preconceitos e instabilidade incompatíveis com os cargos e a responsabilidade que para eles se exige.


Não cochilei, não cheguei tarde e continuarei atento as ações que possam comprometer a qualidade de vida de Joinville.

16 de fevereiro de 2011

Para pensar acordado



'' A observação e a experiência podem e devem restringir drasticamente a extensão das crenças''


Thomas Kuhn

Minha Casa, Minha Vida

Abriu inscrição na Caixa para o MCMV em DUBAI...


“MINHA CASA MINHA VIDA”


Eu já fiz a minha inscrição e estou aguardando aprovação...

15 de fevereiro de 2011

Para pensar acordado

Ultimamente tem aumentado as lamúrias de secretários e presidentes de institutos e fundações que não conseguem entender, como a sociedade não elogia a boa gestão que estão fazendo.

Só receber criticas, lhes parece uma injustiça, frente ao esforço que fazem no meio tempo em que se dedicam aos seus afazeres públicos.

Para consolar no seu inconsolável pranto, uma frase de Pierre Beaumarchais:


"Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero."

Equipamento de sobrevivencia em Joinville

Os Terroristas Urbanos


TERRORISTAS URBANOS


Os cavaleiros do apocalipse lançaram seus raios sobre a cidade: “vai começar a guerra rua por rua.” Pergunto se é sob o enfoque do “terrorismo urbano” que devemos discutir a cidade justa e sustentável.

O crescimento induzido como foram os diversos ciclos de nossa história, transmutados para o desenvolvimento, depois ao prosperar autentico,merecem mais cuidados, debates e conceitos claros de nossas vontades futuras sobre a cidade.

Vejo que o problema não reside no desenvolvimento, mas na maneira pela qual ele tem sido definido ou indefinido, e mesmo do que dele podemos esperar pesando os custos e benefícios. O que temos assistido é a vitória dos custos devidamente socializados sobre toda a sociedade produtiva. A urbanização gerou congestionamentos, inseguranças, perda da identidade cultural e social, riscos, doenças e insalubridades entre outras.

Os que se preparam para guerra como afirmam alguns devem sim redefinir seus conceitos sobre sustentabilidade. Entender que o conceito do sustentável vai além dos volumes de produção econômicos e da cidade do velho e desprestigiado PIB. Devem os gladiadores do novo Coliseu, incorporar neste contexto o chamado IDH com suas
variáveis relativas à esperança de vida e educação. Devido a sua beligerância não podem ser tímidos, buscando ainda o campo da distribuição de renda, geração de emprego, segurança e criminalidade que influem decisivamente no conjunto das variáveis que definem o que chamamos de qualidade de vida.

Incorporar uma nova matriz metodológica e decisória onde os ambientes sejam priorizados sob o aspecto de nossa necessidade de vida e não apenas como reprodutor econômico de mais valia.

Existem muitos instrumentos de avaliação que devem justificar as propostas das novas leis sobre os usos da cidade: relatórios de impacto urbanístico, infra-estruturais, sociais, energéticos e poluidores, climáticos, riscos e emergências, conforto, segurança pública, econômicos.

A sustentabilidade apresenta hoje conceito abrangente e indivisível, não podendo ser aplicada isoladamente nas esferas da ação humana. Não tomada como parâmetro ou levada de forma fragmentada não produzirá as mudanças necessárias a transformação do conjunto dos ambientes humanos, rumo ao imprescindível equilíbrio ambiental.

Arno Kumlehn
Arquiteto Urbanista

Lago do Morro do Meio sai do papel


Em primeira mão este blog divulga as imagens do lago que surgirá, que com o aumento da cota de Rua Minas Gerais, no Bairro Morro do Meio.

14 de fevereiro de 2011

Pesquisa no blog

Enquete no blog

Encerrada a pesquisa feita entre os leitores do blog (http://comentariosdejoinville.blogspot.com/) para identificar os órgãos públicos que na opinião dos votantes prestam o melhor serviço.


Os órgãos incluídos na pesquisa foram:


  • Seinfra
  • IPPUJ
  • Fundação Cultural
  • Conurb
  • Secretaria Regional

Os participantes ainda tinham a opção de escolher “nenhum dos citados”


Em primeiro lugar a opção Nenhum dos citados com 65 % dos votos


Os dois órgãos melhor avaliados foram a Seinfra e a Fundação Cultural com 13 % e 10 % dos votos respectivamente.


Os que apresentaram o pior resultado foram a Conurb e o IPPUJ com 1% e 3 % dos votos.


Casualmente os dois órgãos pior avaliados pelos internautas, também são os que centram a maior parte das criticas da população.


A pesquisa não tem validade jurídica e representa a opinião dos 83 votantes. Não era permitida a votação mais de uma vez desde o mesmo computador.

Os escribas do faraó


Por que o esforço do IPPUJ em defender projetos “esdrúxulos” ?


Elio Gaspari escreveu, ao se referir a estranha forma como o governo esta tratando o projeto do Trem Bala, na sua coluna na Folha da São Paulo:


Empreiteiro é aquele sujeito que convenceu o faraó a empilhar umas pedras no deserto. No caso do trem-bala, é o faraó quem quer convencer o empreiteiro.”


Parafraseando o jornalista, poderíamos nos perguntar por que tanto interesse e insistência dos escribas do IPPUJ em garantir ao faraó que deve convencer os empreiteiros das pirâmides façam determinados investimentos em lugares específicos? Supõe-se que ninguém melhor que os empreiteiros para convencer os escribas do faraó sobre os melhore$ locai$ para fazer os investimentos.


Estranho é o interesse dos escribas ao propor conjuntos residenciais de baixa renda do projeto MCMV (Minha Casa, Minha Vida) em lugares aparentemente pouco convencionais ou rentáveis para este tipo de empreendimento.


Ainda mais estranho a insistência neste discurso caduco contra os ricos, e a favor dos pobres os últimos que defendiam este discurso deixaram a todos pobres. O que não representou uma melhora significativa para a sociedade. O resultado final foi que hoje há mais estacionamentos que carros, nas sociedades que acreditaram no discurso.

Guerra rua a rua

O jornalista Claudio Loetz publica na sua coluna Livre Mercado a entrevista com o presidente da Comissão de Urbanismo, o vereador Lauro Kalfels.

As declarações do vereador sinalizam com clareza a sua linha de pensamento e como vê temas importantes como verticalização, adensamento e modelos de planejamento urbano. A entrevista na integra esta no link: Livre Mercado - Lauro Kalfels.

Especial atenção merece a posição que esta começando a consolidar que "O debate sobre o Lei de uso e ocupação do solo, será uma guerra, rua por rua." Recentemente o próprio presidente do IPPUJ também se expressou no mesmo sentido. Devemos estar alerta, para evitar que se consolide este conceito, que só evidenciará a forma torpe e tendenciosa como o esta sendo conduzido o proc
esso, buscando e estimulando um conflito, em que teremos vencedores e vencidos.


A ninguém deve interessar que o debate sobre o modelo de cidade que a sociedade quer se converta numa guerra rua a rua. É aconselhável que busquemos quantos interlocutores capazes de buscar o consenso e a conciliação. Incendiários armados com galões de gasolina e dando declarações estapafúrdias, buscando culpados e escusas não apresentam neste momento o melhor perfil para conduzir o processo. Seria bom tanto executivo, como legislativo estar atentos.

13 de fevereiro de 2011

Saida do Secretario Marcio Florencio


O Secretário da Fazenda de Joinville pediu para sair e encaminhou a sociedade uma carta em que expõe seus motivos, discorre sobre a sua versão dos resultados da sua gestão e faz os agradecimentos de praxe.

Independentemente que sua situação já era insustentável, o texto evidencia as caracteristicas que fizeram dele um dos secretários mais controvertidos deste administração, num indiscutível primeiro lugar.

Pode ser que sua saída como secretário não seja muito sentida, mas Joinville perdeu um escritor de talento.

Tuitadas

Marlon J Anjos
@ Engraçado como o custo da máquina aumentou na gestão atual. Não consigo entender estes números.

»
Marlon J Anjos
@ Prefeitura de Joinville Só fiscaliza o que rende multa...



Nico Douat
@ @ Do jeito que vai, em vez de elevado, melhor pensar em hidrovias pra Joinville. Viraríamos a "Veneza tupiniquim"!
»
Nico Douat
@ Não demora em vez de moto, melhor jet sky. E a "vereadorada" discutindo de quem é a culpa pela burrice do IPTU... é mole???

O Palco


O PALCO


O roteiro mal escrito da lei do IPTU nos possibilita muitas avaliações sobre o conteúdo e os atores envolvidos nesta pantomima, a começar pelo executivo na continua ampliação do modelo arrecadador para suprir seus passivos ou criar outros, inclusive projetos pessoais confirmando Rousseau que escreveu que “o estado se sustenta com o supérfluo do privado.”

Ao termo de enganados como se assumiram os legisladores municipais, esqueceram que é nas salas de aula que temos ensinamentos sobre matemática. Pelo que vemos nenhum deles se deu tempo de aplicar suas funções como somar, multiplicar e aferir os resultados da lei proposta.

O vereador Osmari Fritz confessa não conhecer o principio da função parlamentar de fiscalizar e criar leis a favor da sociedade, ao afirmar que “não nos foi dito o tamanho do impacto.” Aos vereadores na defesa e nas garantias democráticas cabe exigir que as leis sejam informadas não só de suas vantagens, mas também seus impactos econômicos, sociais ou ambientais na busca da cidade de qualidade e mais justa. Especificamente aos passeios recomendaria um debate não tão financista e mais urbanístico sobre a ordenação jurídica do sistema viário, onde ao estado cabem as garantias da circulação e de acessibilidade no espaço de sua servidão (de servir para), ao que o executivo resiste a décadas em assumir sua responsabilidade. Aos outros ditos dos camaristas surgem direções inúmeras, dos defensores do executivo que se amparam nas palavras “desentendimento ou aumento,” e dos acusadores ou dos inocentes em acreditaram na não aplicação de lei aprovada pelo próprio.

Nesse palco ainda fica clara a ausência dos principais atores, a sociedade civil que não assiste ao espetáculo que seus impostos sustentam, ficando refém dos resultados e agindo somente após tomar conhecimento da tragédia.
Se a simples aplicação de uma alíquota de 0,5% ou 2% pode gerar tamanha confusão ou revolta, surge à pergunta: todas as leis na Câmara de Vereadores são aprovadas com a mesma falta de critérios e de analises técnicas aprofundadas?

Foi assim na criação do Conselho da Cidade? Foi assim na Consolidação da 27/96? Foi assim no Macro-zoneamento? Será assim no EIV ou na Outorga Onerosa? Será assim na Lei de Uso e Ocupação do Solo? Será assim em muitas
outras?

A continuar o grau de subjetividades do pensar e construir a cidade, vista pelas propostas, apresentações, analises e fiscalizações, todos nós, os atores neste palco ficaremos cada vez mais sujeitos a toda ordem de riscos e de seus possíveis resultados.

Arno Kumlehn
Arquiteto Urbanista

12 de fevereiro de 2011

Urbanidade

Urbanidade é uma palavra interessante, por um lado faz referencia ao que é urbano, em oposição a ruralidade, de fato a partir que a população passo a migrar de uma forma maciça para as cidades, passamos a formar parte de uma sociedade urbana.

A mesma palavra se usa também para definir a forma de comportamento, inclusive passou a ser sinónimo de boas maneiras.

Os dois sentidos estão intimamente ligados, ao passar a viver em sociedades urbanas e compartilhar também espaços mais próximos, foi preciso estabelecer normas de comportamento, que servem para facilitar o relacionamento entre as pessoas.

Muitas das ações e atitudes que num meio rural, com uma densidade de população menor, poderiam ser toleradas, são hoje incompatíveis com a vida na cidade.

Por outro lado o conceito de urbanidade envolve também situações novas que são resultado da vida na cidade, resultado da verticalização e que influem na nossa educação e nas relações entre as pessoas.

Na medida em que avançamos no espaço dos demais, ou que com as nossas ações podemos interferir na vida dos outros, se cria uma linha tênue, quase invisível, que divide o agir com urbanidade ou ser um anti-social, um incivilizado, porque o sinônimo de urbanidade é civilidade.

Quando jogamos lixo na rua, quando no transito dirigimos de forma perigosa, mesmo que sem cometer nenhuma infração, ou quando mantemos a musica excessivamente alta, depois das 8 da noite.

Quando não mantemos limpa a nossa calçada, inclusive quando não cumprimentamos o vizinho que encontramos no elevador, estamos contribuindo para perder parte da civilidade, que é imprescindível para facilitar o convívio entre as pessoas que formam parte de uma comunidade.

A perda da qualidade de vida que tanto nos preocupa, não acontece de uma hora para outra, é o resultado de uma perda gradativa, de pequenas perdas, aos poucos deixamos de enxergar o muro grafitado, o papel no chão, o saco de lixo rasgado, O buraco na calçada, a sujeira, o abandono.

A cidade vai se deteriorando aos poucos, não tendo outros responsáveis que nos mesmos, que aos poucos vamos perdendo a educação, a urbanidade e depois de perder a civilidade, nos convertemos numa sociedade de incivilizados.

Publicado no jornal A Noticia
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