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26 de setembro de 2013

Lembrete para os desenvolvimentistas a qualquer preço

Para esse bando de ignaros que acreditam que é possível promover o desenvolvimento sem sustentabilidade, um lembrete.


Ainda que é provável que não entendam a mensagem. E todo esforço seja inútil, a ignorância, quando encontra a ganancia e a cobiça combinados são poderosos


31 de março de 2013

Rua Aquidaban



A Rua Aquidaban

A pacata Rua Aquidaban é uma das fronteiras para especulação imobiliária. A cobiça e a ganância enfrentam a qualidade de vida e um modelo residencial consolidado que equilibra muito verde e permeabilidade, residências unifamiliares e privilegia a insolação e a ventilação.

Não pode ser considerada uma via estratégica para mobilidade urbana,  pois liga nada a coisa nenhuma.A partir da abertura da Avda. Marques de Olinda e sua consolidação como um eixo viário, a Rua Aquidaban recuperou o seu perfil residencial, com redução do fluxo de veículos e potencial para um novo modelo de rua, mais bucólica, com verdadeiras ciclovias, não essas infames ciclofaixas que são uma verdadeira guilhotina para os ciclistas que nelas se aventuram.

Em 12 de abril de 2011 já houve uma tentativa de mudança de zoneamento e principalmente de gabarito. A pretensão do grupo que defende a mudança é que na rua se possam construir edifícios de até 12 pavimentos. no caso de aprovada representaria uma perda significativa de qualidade de vida para todas as residências existentes não só na própria Rua Aquidaban, como em todo o seu entorno e inclusive tendo impacto negativo por varias quadras em volta.

Da audiência daquele dia, duas imagens nítidas ficaram, a primeira foi a insistência dos representantes da proposta favorável a verticalização, que não aceitariam menos que 12 pavimentos, caso contrario o empreendimento pretendido não se viabilizaria economicamente. A segunda e mais aviltante, de que a proposta tinha como objetivo atender praticamente um único imóvel que pelo seu tamanho e localização seria o maior beneficiado com a mudança.

O texto original da LOT prevê que a Rua Aquidaban seja uma faixa viária, o que não é mais que um subterfúgio para permitir a verticalização tresloucada e o adensamento que se estenderá além da própria rua avançando 200 metros para o interior das quadras, a partir do eixo da rua, que tem o seu acesso a Rua XV, totalmente comprometido num extremo e no outro cruza a Rua Otto Bohem que tampouco tem um acesso fácil a Avda. Marques de Olinda.

De nada parecem servir os abaixo assinados, as manifestações claras e inequívocas da maioria, ou quase unanimidade  dos moradores do trecho  ao norte da Otto Boehm, tanto da rua, como de toda a área afetada pelo impacto da autorização de prédios residenciais com até 12 pavimentos ou da ampliação da permissão de usos para comércio e serviços.

 Os especuladores não irão morar lá e  pouco se importam em destruir a qualidade da via e do entorno desde que possam encher seus bolsos, utilizando de todas as formas e argumentos possíveis para transitar com ruborizante desenvoltura pelos gabinetes dos poderes municipais que, a seu turno mostram-se cordialmente receptivos a investidas de caráter pessoal, quando com caráter impessoal deveriam, claro, com cortesia, mas, fundamentalmente com transparência e publicidade, de portas abertas,  dar-lhes a mesma receptividade de modo a separar claramente o público do privado, o lobismo autêntico e democrático, das práticas nada republicanas.

É evidente que a cobiça tem um apetite desmedido e não há dieta que a coloque na linha,  encontrando sempre gente pronta a servir  ou  a se prestar para tão vergonhoso papel.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

7 de janeiro de 2013

A pequena Manchester




Que uma cidade que se orgulha e pavoneia de ser o 25 o PIB do Brasil, a maior cidade de Santa Catarina, a terceira economia do sul do país e dezenas de outras coisas mais, possa fechar por férias é uma contradição.

Poderíamos como alguns países já determinaram mudar a sede administrativa ao longo do ano. África do Sul, por exemplo, consegue ter três capitais, Pretoria que é a capital administrativa, Johanesburgo a capital financeira e Cidade do Cabo a capital cultural e turística, e o governo muda, de sede, de acordo com a época do ano e a agenda política.

Se utilizássemos desta estratégia agora poderíamos nos transferir de mala e cuia para Balneário Camboriú ou para Barra Velha ou Barra do Sul, dependendo de qual fosse o nosso objetivo e poderíamos colocar uma cancela no pórtico da rua XV, com uma placa de fechado por férias. Uma cidade que presume vaidosa de ter 500.000 habitantes não poderia agir de forma tão pequena e provinciana. Uma cidade como Joinville tem uma vida permanente que não deveria permitir que a cidade parasse. Ainda que se não fosse pelo calor teria sido possível deitar e dar uma cochiladinha na Rua Blumenau sem ser incomodado por nenhum veiculo durante estes dias.

Teve quem achou normal que a cidade “feche” durante as férias. Fico pensando como promover o turismo numa cidade que acha normal que restaurante feche para almoço. Definitivamente o grupo que agora assume os destinos da cidade pelos próximos quatro anos, tem um bom desafio pela frente. Porque será difícil resolver o desafio de ser um destino turístico só alguns dias por ano, só em dias de semana e desde que não coincida com a temporada de praia. Este deve ser um dos desafios mais simples de resolver se comparados aos que representam a saúde, a educação, a mobilidade e tantos outros. Alias se fechar a cidade por uns dias ou transferirmos a maioria da população para as praias e balneários de forma permanente o problema da mobilidade se resolveria facilmente sem elevados, pontes e outras soluções complexas e custosas.

O risco maior reside em acreditar que Joinville continuará crescendo sem ordem nem controle e que alcançaremos os 750.000 habitantes em poucos anos, sendo que continuaremos sem dispor da infraestrutura necessária para atender os 500.000 habitantes atuais. Em quanto o poder publico continue planejando e agindo mais devagar, que o crescimento da cidade real, estaremos perdendo a corrida. Nem é preciso comentar se as medidas tomadas não fossem as adequadas e necessárias, neste caso o nosso avanço será em marcha ré em direção à permanência no atraso.

12 de novembro de 2012

Abrindo o debate

Entre o bucolismo rural e a degradação urbana, qual é o ponto ideal de desenvolvimento urbano que desejamos? Este deve ser o debate que Joinville deve abordar com isenção e sinceridade.

O papel do poder público é fornecer todos os dados e informações para que o cidadão possa responder com conhecimento. Até hoje o poder público não tem feito a sua parte.


2 de outubro de 2012

Desenvolvimento Asinino (*)







Quando os engenheiros aeroespaciais iniciaram os projetos para enviar o homem a lua ou mais recentemente previram uma missão a Marte sabiam de todas as suas limitantes. Além das inerentes a força da gravidade e os complexos cálculos matemáticos é bem sabido que todo o programa espacial define a forma e o tamanho dos seus mais modernos foguetes, a partir das medidas das ancas das mulas e cavalos, que puxavam as bigas pelas estradas, que o império romano construiu para alicerçar o seu desenvolvimento.A largura de ruas, carroças e posteriormente, dos trilhos dos trens e inclusive dos carros e caminhões de hoje, foi pautada pelas mesmas medidas. Um par de ancas passou a ser o “modulor” de toda a nossa mobilidade urbana, das nossas ruas e das nossas cidades.

Hoje as cidades buscam romper moldes e estabelecer novos parâmetros de desenvolvimento, ao romper com referenciais e ousar, correram riscos e em geral os riscos, quando não são bem calculados se pagam muito caro.

Em Joinville, por citar alguns exemplos, temos um Fórum que não previu estacionamento, quando o projeto foi apresentado com pompa e circunstância, não foram poucas as criticas que alertavam para o que aconteceria, tanto pela falta de previsão, como pelo polo gerador de trafego em que o Fórum se converteu. A ampliação do Hospital Dona Helena é outro exemplo, de mal planejamento, quando inaugurado, aumentará o transito, num dos pontos mais conturbados do centro da cidade. A idéia de construir a ampliação do Hospital São José no que era o estacionamento, só serviu para tumultuar ainda mais as áreas em volta do hospital. Os novos prédios sendo construídos na Rua Henrique Meyer tem tudo para se converter em mais um problema anunciado. Nenhum dos casos citados tem servido para aprender. Continuamos com alegria adolescente, cometendo uma e outra vez os mesmos erros. Hospitais, clinicas, fóruns, edifícios comerciais, escolas e universidades são pelas suas características polos geradores de trafego e a sua construção e ampliação impacta de forma irreversível o seu entorno.

O debate incompleto e parcial sobre elevados e duplicações mantém ainda as mesmas premissas que já foram definidas pelos arquitetos e engenheiros que projetaram as ruas e vias do império romano e que ainda hoje servem de referencia e medida para a maioria das nossas ruas e vielas.

Agora a moda é continuar adotando um modelo de desenvolvimento asinino só que em lugar de usar as ancas das mulas e jumentos como modulo, é a cabeça do simpático animal, quem serve de referencia tanto para planejadores e administradores, como principalmente para candidatos em campanha, que de forma estulta imaginam que um elevado aqui e outro acolá resolverão os problemas de mobilidade de Joinville.

10 de setembro de 2012

Mobilidade e planejamento


Na campanha eleitoral de Joinville a mobilidade é um dos temas comuns ao discurso de todos os candidatos. Cada um apresenta as suas versões diferentes e até divergentes das soluções propostas para resolver um problema que é comum a todas as cidades que não tem um planejamento adequado e que ganha uma maior gravidade nos países em vias de desenvolvimento como o Brasil.

A falta de políticas públicas adequadas a nível nacional, a priorização do automóvel como meio de transporte e inclusive a redução de impostos para estimular ainda mais o uso do carro, sem os investimentos necessários em infraestrutura e nos demais modais de transporte público, fazem das cidades e Joinville é um bom exemplo, uma bomba de tempo.

A verticalização e o adensamento desenfreado, em áreas que não dispõem da infraestrutura urbana adequada, criarão a curtíssimo prazo gargalos impossíveis de resolver. No caso de Joinville, nenhum é mais evidente que o formado pelo inicio da Rua Blumenau, no trecho do Hospital Dona Helena e a sua prolongação formada pela Rua Henrique Meyer até o hotel Tannenhof. Além dos edifícios já construídos há mais três edifícios comerciais em construção e um prestes a iniciar. A estes polos geradores de trafego há que acrescentar o fluxo de ônibus e a sua localização na área de influencia do Shopping Mueller, outro dos grandes polos geradores de trafego na cidade.

Em quanto se propõem elevados, duplicações, tuneis e outras soluções pontuais e desconectadas do planejamento, ou deveríamos falar da falta dele? Outras cidades no mundo que já sofreram o preço da sucessão de erros que nos estamos comentando optam por recuperar espaços públicos degradados, demolir elevados e criar parques, jardins e áreas verdes aonde até pouco tempo atrás só havia degradação urbana e transito pesado e caos.

Quem sabe os nossos políticos e principalmente os responsáveis pelo planejamento urbano de Joinville acordem a tempo e evitem que tenhamos que percorrer um caminho que já se sabe aonde conduz.



As imagens do antes e do depois da região central de Boston mostram como é possível ter cidades melhores, com maior qualidade de vida e sem que para isso seja preciso promover o desenvolvimento a qualquer custo.

14 de janeiro de 2012

Aonde foi o verde urbano? (*)






 









Morro da Viuva – Rio de Janeiro.

Fui intimado a escrever sobre o verde urbano. Não vou aqui discorrer sobre dados e estatísticas para dizer que temos pouco verde. Mas vou me socorrer de dados apresentados pelo engenheiro agrônomo Gilberto P. Gayer, leitor assidou deste blog, para quem os indicativos de referência de área verdes existentes são questionáveis.


Para o IBAMA/FATMA seria de 8 m² por habitante (indicativo usado para calcular as áreas verdes previstas nos licenciamentos ambientais de loteamentos e condomínios).
Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica um mínimo de 12m² por habitante, mesmo sem ser clara a metodologia aplicada para chegar a este número.


“De qualquer forma, adotando o que a OMS define, em Joinville deveríamos ter um mínimo de 6 milhões de m² de área verde. 
Há quem diga que temos algo próximo de 80 m² por habitante, o que seria espantoso.
Porém, se considerarmos os mangues, rios, margens de baías e lagoas, cumes de morros e encostas mais íngremes, todos estes já são garantidos por lei federal (por enquanto).
Acrescenta-se os vazios urbanos que são privados e podem sumir a qualquer instante.
E sobra muito pouco. As cotas 40 são espalhadas e privadas.
Por isto há a necessidade de políticas de criação de Unidades de Conservação (como a ARIE do Boa Vista e Iririú), e principalmente de arborização urbana”, diz Gayer.




A EMOÇÃO DO VERDE - Não tem como não se emocionar ao chegar a Joinville pela primeira vez. Eu continuo me emocionando quando a chegada é por avião. Sobrevoar a Baia da Babitonga, a Lagoa de Saguaçu e as áreas de mangue é um espetáculo. As áreas remanescentes de verde nos morros do Boa Vista e do Iririú e a vista do verde intenso da Serra do Mar não podem deixar a ninguém indiferente.


Se a chegada é por carro, seja pela BR- 376 ou pela SC- 301, descendo de Curitiba ou de Campo Alegre, a impressão não é menos intensa. Esta impressão nos deixa com a percepção que Joinville é – ou deve ser – a capital internacional do verde e que contamos com percentuais de verde invejáveis para cada cidadão.


Mas estes dados, como tantos outros que nos são apresentados a cada dia, para nos convencer disto ou de aquilo, podem ser incluídos numa teoria científica bem consolidada, a “Teoria do Frango”. O estudo prova que se eu comi dois frangos e você nenhum, na média cada um de nos comeu um frango.


A maioria das áreas verdes que um turista poderia observar ao sobrevoar Joinville, na metade da década de 90, já não existe mais. As áreas foram desmatadas, ocupadas, urbanizadas e continuam a ser com intensidade e velocidade cada vez maior. O avanço da urbanificação sobre as áreas rurais tem o estímulo descarado do poder público em nome do desenvolvimento.


Gosto de citar, um caso emblemático do Rio de Janeiro, o Morro da Viúva as margens da enseada de Botafogo.





 Além da imagem que ilustra este post, e que mostra o Morro da Viúva rodeado por uma muralha de prédios. Duas imagens uma anterior a construção do aterro do Flamengo e a outra bem atual, servem para evidenciar a ameaça real que os nossos morros sofrem, com bandos de aloprados gananciosos estimulando o adensamento e a verticalização em volta dos morros do Boa Vista e Iririu.



ECOCHATOS E DESOCUPADOS - O verde preservado pela legislação federal, como os topos de morro, os manguezais e as margens de rios e lagoas, são espaços de preservação permanente e não podem ser considerados espaços para o lazer urbano, não atendem a estas necessidades. No caso de Joinville o avanço criminoso feito sobre os rios, as suas margens e os fundos de vale exigirá pesados investimentos públicos. Segundo os números apresentados pelo poder público, pouco mais de R$ 1 bilhão. Desnecessário dizer que estes recursos não existem e não devem aparecer facilmente.

O verde por habitante deve ser considerado pelo conjunto de praças e parques, por um lado, e pela soma do patrimônio que representa a arborização urbana do outro. Joinville tem perdido, de acordo com os dados do próprio poder público, mais de 40% das árvores que existiam nas vias públicas na década de 90. E além de não terem sido repostas as perdas, tampouco tem continuado o plantio.


O problema principal pode ser a percepção muito forte de que há um enorme estoque de verde urbano. De que esta é uma das cidades que mais perto está do paraíso. E também de os defensores da preservação da qualidade de vida representada pelo verde são uma minoria absoluta de ecochatos e desocupados.




O discurso desenvolvimentista dos talibãs do tijolo aproveita bem esta percepção da maioria. E é por isto que o verde que você já viu, hoje não vê mais. Como por arte mágica, ele está desaparecendo. Mas, ao contrário, das apresentações de mágicos e ilusionistas, ele não reaparece em outra parte do cenário.

13 de novembro de 2011

Será que Europa é a melhor referencia?



A fascinação que o chamado velho mundo exerce sobre quem não o conhece profundamente é surpreendente. Imaginar que podemos, em uma semana, decifrar a complexidade de uma sociedade plural e heterogênea parece uma ousadia. Facilmente  ficamos deslumbrados pelo funcionamento de uma sociedade que tem conseguido, ao longo do tempo, distribuir melhor a riqueza, manter e aumentar a qualidade de vida dos seus cidadãos e que se impõe metas de sustentabilidade e de justiça social impensáveis por estas terras.

O viajante apressado, no seu desejo de querer conhecer tudo ao mesmo tempo, imagina que seja possível visitar cinco países numa semana, alguns mais ousados, voltam proferindo aulas magistrais sobre o que viram, muitas vezes sem ter nem descido do ônibus descoberto, que por uns poucos euros mostra a imagem idealizada dos principais pontos turísticos. Até nem duvido que daqui a pouco alguém proponha implantar um destes serviços de ônibus turístico em Joinville.

Enxergar só a superficialidade das coisas, sem o necessário aprofundamento e conhecimento, é um risco para o administrador publico que querendo conhecer outra referencia de cidade e outros modelos de desenvolvimento, se deixa impressionar pelas aparências. É preciso ir alem da superficialidade, saber enxergar não só o aparente, mas também o oculto do aparente. Os melhores conseguem visualizar o aparente do oculto e só uma minoria, consegue ir além da superfície, e descobrir o oculto do oculto.

Conhecer só algumas partes de um todo, sem entender a complementação entre elas, a sinergia que é preciso gerar e o conjunto de leis que protegem o cidadão dos abusos da força econômica, a defesa do comercio de rua para que o zoneamento seja mantido para preservar os seus negócios em nome do desenvolvimento social e do emprego. As mesmas leis que impedem o crescimento desordenado das cidades, para além do bom senso, e colocam limitações a verticalização na maioria das cidades européias. São as mesmas leis que inclusive protegem o patrimônio histórico e cultural que hoje tem se convertido na sua principal fonte de recursos e de desenvolvimento turístico.

Europa pode servir como um bom modelo, de desenvolvimento urbano equilibrado e sustentável, para muitas cidades jovens, que ainda tem como Joinville, muitos erros para cometer e que estão se esforçando em cometer a maior parte deles no menor tempo possível. Mas o maior erro será acreditar que de uma alegre viagem de turismo poderá resultar alguma mudança, por mínima que seja, no modelo de desenvolvimento e de cidade que estamos seguindo, falta humildade para aceitar o nível e a profundidade do nosso desconhecimento. Será aconselhável que novas viagens sejam previstas também a outros destinos que estejam mais próximos da nossa realidade, tanto física como culturalmente.

9 de agosto de 2011

Para pensar acordado

Lógica da desordem


A expressão “lógica da desordem” foi cunhada Lúcio Kowarick em “São Paulo 1975: Crescimento e Pobreza”, para definir a urbanização no Brasil, a maior do mundo na segunda metade do século 20. O modelo desta lógica esta no crescimento urbano do país desde 1950, pela prioridade das obras viárias e o incentivo fiscal para o transporte individual; verticalização lote a lote nos bairros dotados de infra-estrutura de serviços públicos e privados; implantação periférica e precária de habitação popular; expansão horizontal não planejada da área urbana; destruição do meio ambiente natural; aumento na geração de resíduos e poluição pelo consumo humano; manutenção de terrenos ociosos e reprodução da desigualdade sócio territorial.


Arno Kumlehn

27 de março de 2011

De Elio Gaspari

FAVELA, ASHWAIYYAT, GECEKONDULAR


Acaba de sair nos Estados Unidos um grande livro. É "Arrival City" ("Cidade de Chegada - Como a Maior Migração da História Está Mudando Nossa História"), do jornalista anglocanadense Douglas Saunders. Ele estudou e acompanhou a vida de um tipo de comunidade das grandes cidades.


No Brasil, chamam-se favelas; no Egito, ashwaiyyat; na Turquia, gecekondular, e na China, cun. Nelas aglomeram-se algo como 800 milhões de pessoas que deixaram o campo em busca do futuro nas grandes cidades, ou descendem de pessoas que fizeram essa rota.


O trabalho de Saunders vem sendo festejado pela audácia de sua conclusão: "A periferia é o novo centro do mundo". Seu livro já foi comparado ao "Morte e Vida de Grandes Cidades", de Jane Jacobs, que mudou a maneira de pensar as políticas urbanas a partir dos anos 60.


Descrevendo essas comunidades, Saunders mostra que nelas não vivem apenas miseráveis marginalizados, mas empreendedores emergentes de um mundo novo, uma nova classe média global.


O mundo pagou caro por não entender a essência das migrações dos séculos 19 e 20. Não entendê-las agora seria um desastre. É emocionante sua narrativa da transformação de Jardim Ângela, um pedaço do inferno paulistano nos anos 80, na comunidade que é hoje.


Quando a periferia tem acesso ao crédito, a escolas, empregos e polícia livre de demofobia, ela decola. E quando seus moradores são pura e simplesmente transferidos para conjuntos residenciais, geralmente as iniciativas fracassam.


Como o livro de Jane Jacobs levou 48 anos para ser editado no Brasil, não custa avisar que a edição do e-book (em inglês) custa US$ 13,99.

De graça, há um artigo de Saunders no sítio da revista "Foreign Policy".

18 de março de 2011

A ocupação "desordenada"

Charles Henrique Voos publica no jornal A Noticia um texto interessante com o titulo:


O texto discorre sobre o modelo de ocupação urbana de Joinville e o seu impacto sobre a cidade e os seus habitantes.

2 de agosto de 2010

A paisagem urbana (*)

A paisagem urbana


Com tempo e resignação acabamos nos acostumando a tudo. Numa sociedade como a nossa, que sobre valora a tecnologia, falar de paisagem urbana deve parecer um estetismo inútil. Para muitos não tem nada mais harmônico que o alinhamento perfeito de dezenas de edifícios cinzentos, emoldurados pelo colorido berrante de placas de publicidade.


A paisagem, seja ela natural ou urbana, tem se convertido numa visão utópica de uma realidade que para cada um é distinta. Os princípios básicos da escala, a proporção e a perspectiva têm desaparecido de Joinville e nada mais impede que uma singela residência de enxaimel coexista lado a lado com um edifício de estilo e arquitetura indefinida. A paisagem urbana é uma paisagem imaginaria e aos poucos a paisagem natural, também esta se convertendo numa ficção. Para reproduzir a imagem de uma paisagem, não poucas vezes é preciso recorrer a técnicas de iluminação ou de enfoque, para obter o resultado que só existe no nosso inconsciente.


Da mesma forma na cidade, estamos nos acostumando e por tanto a aceitar esta paisagem confusa, suja, grafitada e barulhenta. Perdemos aos poucos primeiro e cada vez mais rapidamente quaisquer referencia da paisagem, como elemento que confere a uma cidade uma identidade visual e uma referencia com a que nos identificamos. As sociedades que alcançaram antes que a nossa, este elevado nível de desestruturação do entorno urbano, dedicam hoje um esforço considerável para recuperar o que foi perdido. Não poucas vezes a técnica se coloca ao serviço de criar uma paisagem, que recria de forma totalmente artificial, uma realidade que só existe no nosso imaginário.


Uma vez perdidas as referencias, a paisagem de Joinville será a de uma cidade amorfa, sem personalidade, anódina. Poderão ser feitos esforços e alocados recursos públicos para criar uma disneylândia urbana. colocando lado a lado, algumas casas de enxaimel, construções enxaimeloides e vestígios de uma historia irremediavelmente perdida para sempre.

9 de junho de 2010

#forumjlle


Fórum de Desenvolvimento Urbano


O Fórum de Desenvolvimento Urbano de Joinville e região foi uma oportunidade para que a sociedade conheça mais sobre planejamento urbano e desenvolvimento.


Evidenciou a diferença de nível que existe entre a maioria do conhecimento local, sobre o tema e o dos palestrantes convidados. Permitiu de forma muito clara, mostrar que alguns dos tópicos defendidos nas Câmaras Setoriais do Conselho da Cidade e por representantes de Associações de moradores, entidades de classe e da sociedade organizada, a pesar de não ter eco na administração local, tem seguidores em outras esferas e ambientes fora de Joinville. Mostrou que quem menos sabe mais enrola e que quem sabe, transmite o seu conhecimento com uma didática e uma simplicidade que coloca ao alcance de todos de forma clara a sua mensagem.


Entre os palestrantes, foi muito fácil identificar nitidamente três grupos, o primeiro, aqueles que sabiam do que estavam falando, que tinham idéias claras e que transmitiram os seus conhecimentos com brilhantismo. O segundo, os que a pesar de conhecer o tema sobre o que palestraram, a abordagem foi superficial e a sua relação com o Fórum foi precária, o que comprometeu o seguimento por parte do publico e finalmente os que fizeram das suas apresentações um show de “embromation”, alugando o publico e envergonhando os organizadores. Na próxima edição o sucesso será maior se o perfil do primeiro grupo domina todo o evento.


Quantas das colocações dos palestrantes do primeiro grupo foram anotadas e serão seguidas pelos planejadores da cidade?

Quais as mudanças que os nossos legisladores farão nos projetos em analise a partir dos conhecimentos adquiridos no Fórum?

Quais das recomendações feitas pelos palestrantes serão consideradas e acatadas pela administração municipal?


A partir destas respostas poderemos avaliar o impacto real do Fórum de Desenvolvimento Urbano.

29 de março de 2010

As cidades do Futuro, Hoje

Folha de São Paulo entrevista WILLIAM COBBETT

Pobres não são estúpidos ao migrarem para as cidades

Governos devem preparar centros urbanos para receber as novas populações, diz sul-africano especialista em favelas que participou do 5º Fórum Urbano Mundial, no Rio

ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO

Os pobres não são estúpidos. Ao migrarem do campo para as cidades, tendência mundial que muitos analistas veem como irreversível, fazem isso após avaliarem suas condições de vida em áreas rurais e compararem com o que encontrarão nas cidades.
As estatísticas dão razão a eles. Por isso, a tentativa de interromper o fluxo migratório tende a ser inútil, e o melhor a fazer é preparar as cidades para receberem essa população.
O alerta é de um dos maiores especialistas mundiais em favelas, o sul-africano William Cobbett, que foi um dos principais palestrantes do 5º Fórum Urbano Mundial, realizado na semana passada, no Rio.


Cobbett já visitou favelas em todo o mundo e conhece bem a realidade brasileira. Atualmente, é diretor-geral da organização Aliança de Cidades, financiada pelo Banco Mundial e que apoia projetos de melhoria das condições de vida em assentamentos precários no mundo.
Para ele, a América Latina deve ser tomada como exemplo das consequências de uma urbanização mal planejada.
Ao tentarem negar o direito dessas populações de terem terra e serviços nas cidades, os governos locais deram margem para o crescimento de poderes paralelos, que hoje são ameaça à segurança.
Não deve ser por isso, no entanto, que se deve agir para melhorar as condições de vida nesses locais. O mais importante é reconhecer o direito dessas populações à terra e aos serviços básicos de uma cidade.
Leia a seguir a entrevista que Cobbett concedeu à Folha durante o 5º Fórum Urbano Mundial.


FOLHA - A ONU acabou de realizar um fórum mundial sobre urbanismo no Rio. Encontros como esse não tendem a ficar apenas no discurso e a resultar em pouca ou nenhuma ação?
WILLIAM COBBETT -
Temos que ser realistas quanto ao objetivo desses fóruns. Antes de partir para a ação, é importante formar consensos, nacionais e internacionais, sobre assuntos que precisam ser enfrentados e suas soluções possíveis.
É preciso criar um diálogo global sobre a importância das cidades, identificando seus problemas sociais, econômicos e políticos, mas buscando também saídas para elas.
Além disso, há um aspecto importante, que é a troca de experiência entre cidades.
Nada do que acontece ou aconteceu na América Latina será completamente diferente do que está se passando agora em alguns países da Ásia ou da África subsaariana.
É importante ter o que chamamos de aprendizado horizontal, ou seja, cidades aprendendo a partir da experiência de outras cidades, países aprendendo com outros países, em vez de contar apenas com o antigo modelo de assistência técnica, do hemisfério norte para o sul.

FOLHA - Em 2007, pela primeira vez na história mundial, a população urbana superou a rural em todo o planeta. Trata-se de um fenômeno irreversível, ou ainda é possível pensar em estratégias para manter as populações no campo, para que elas não sobrecarreguem as cidades?
COBBETT -
Cada país tem uma realidade distinta, mas a tendência global de urbanização é muito forte. Ela começou historicamente na Europa, nos Estados Unidos e em países da Ásia oriental. Depois se espalhou para a América Latina e agora acontece na África e no restante da Ásia. Pode-se discutir se ela é natural ou evitável, mas é fato que é uma transição demográfica em curso.
Acho que a resposta mais inteligente dos governos de países onde esse processo ainda está em curso é planejar com antecedência. É preciso ter consciência dos números e tendências, e é por isso que fóruns como esse são tão importantes. Em nenhum lugar do mundo houve sucesso em políticas de governos que tentaram manter pessoas em áreas rurais.
Se as pessoas querem migrar para as cidades, elas certamente o farão. Além disso, é preciso reconhecer que as pessoas pobres não são estúpidas. Elas olham para as condições que têm no momento e comparam com as cidades.
Se decidem migrar, fazem isso a partir de julgamentos. Elas pensam que, se mudarem para uma cidade, terão melhor acesso para elas e seus filhos a escolas, hospitais e serviços públicos em geral. E, estatisticamente, elas estão certas. É por isso que migram.

FOLHA - A transição do rural para o urbano então é positiva?
COBBETT -
Não podemos fingir que a urbanização é uma resposta a todos os problemas. Definitivamente, não é. Se mal gerenciada, como aconteceu na América Latina, governos terão que passar 10, 20, 40 anos resolvendo problemas de falta de planejamento.
É por isso que os países da África subsaariana ou a Índia, entre outros, têm muito a aprender com a experiência dos latino-americanos.
É importante se conscientizarem dos problemas que podem vir antes que eles se tornem inevitáveis e consumam décadas para serem resolvidos.
Eles precisam perceber que há um processo em curso e tentar o mais rápido possível se preparar para poder aproveitar os efeitos positivos que a migração do campo para as cidades traz para a economia.
É bom lembrar que todas as economias bem-sucedidas do mundo, sem exceção, passaram por um processo de urbanização e industrialização. Nenhum país atingiu níveis satisfatórios de renda sem passar por essa fase.

FOLHA - Mas, ao menos na América Latina, a urbanização veio acompanhada do crescimento da violência. Na África e na Ásia, países pobres que passam por essa transição não correm sério risco de verem crescer em favelas grupos criminosos ou terroristas à margem do Estado?
COBBETT -
Sem dúvida, e devemos nos preocupar seriamente com isso. Mas não deve ser por isso que devemos agir para impedir que a população viva em condições precárias.
É dever dos governos planejar o futuro de seus países. O que vimos em muitas cidades foi um fracasso das autoridades em prover terras e serviços básicos para os mais pobres, reconhecendo sua cidadania. Se eu vou para a cidade e o governo não me dá terra, água ou energia, eu vou conseguir isso informal ou ilegalmente.
O fracasso de governos locais e nacionais em reconhecer esses direitos é o que cria espaço para sistemas de poder alternativos à margem do Estado.
Só que, em muitas cidades, em vez de serem reconhecidos como cidadãos ao chegarem, a mensagem que os pobres recebem é oposta: vocês não são bem-vindos, não te daremos terra nem serviços e não reconhecemos seu direito de estar aqui. Os governos que negaram isso acabaram fracassando e agora se sentem ameaçados pela imagem da insegurança.
Mas, repito, não deve ser esse medo que nos leve a agir.

FOLHA - Mesmo melhorando as condições de vida em algumas favelas, as pessoas continuam carregando um estigma negativo por viverem ali?
COBBETT -
De fato, somente investir em favelas não resolverá o problema. É preciso mudar a forma como as pessoas de classe média e com propriedades veem a população que vive nessas áreas. Será que reconhecem que são cidadãos? Percebem que é preciso fazer investimentos não para que essas populações saiam dali, mas para que as favelas sejam incluídas e façam parte da cidade legal?
É a atitude discriminatória das elites que, em muitos casos, mantém os moradores de favelas nessa situação. A favela em si não é um problema, mas um sintoma da forma diferenciada com que as pessoas são tratadas nas cidades.
Além disso, em muitas cidades, a população em favelas ou assentamentos precários é a maioria da população. Então, não devemos encarar como um problema de favelas, mas como um problema das cidades.

FOLHA - O sr. vem com bastante frequência ao Brasil. Notou desta vez alguma diferença em relação às condições de vida nas favelas?
COBBETT -
Acho que há uma mensagem positiva a ser dada ao resto do mundo em relação ao Brasil. A Constituição de 1988 e o Estatuto das Cidades, de 2001, são importantes marcos de melhoria do gerenciamento do acesso às terras. Mas vocês têm uma história de 500 anos que não se muda em dez. É um processo longo que requer uma política estável e investimentos constantes. Acho que é isso que o governo vem fazendo nos últimos oito anos, mas ainda há muito a fazer.
Eu visitei nesta semana, por exemplo, a Rocinha, e vi os investimentos que o PAC está propiciando no local.
Mas o lixo nas ruas ainda é visível. Todo mundo joga tudo em qualquer lugar.
Os investimentos são importantes para as comunidades perceberem que os governos reconhecem o direito de as pessoas estarem ali e tratá-las como cidadãos, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

FOLHA - O sr. conhece muitas favelas no mundo. Dá para identificar alguma peculiaridade das que já viu no Brasil?
COBBETT -
Em primeiro lugar, uma favela em Salvador é diferente de outra no Rio, que é diferente de uma em São Paulo. Mas uma característica do Brasil é que, aqui, vocês têm cidades fortes, e o prefeito tem autoridade para tomar muitas decisões importantes.
Em muitos países, o poder local não é tão forte.
Também chama a atenção na comparação das favelas brasileiras com as da Índia ou de países africanos que, aqui, o nível de miséria é muito menor.
Obviamente, não se trata de uma competição, mas quando se visita uma favela nesses países percebe-se que, apesar dos problemas, as condições de vida aqui são melhores.

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28 de março de 2010

Para pensar acordado


Frase


"Os grandes aglomerados urbanos têm que ter múltiplos centros. Para isso, é preciso investimento intelectual e uma corrida incessante entre a vontade política e os investidores privados, os especuladores e os assentamentos irregulares"

YVES DAUGE

Senador socialista francês e ex-diretor de Urbanismo da gestão Mitterrand.

Se transferimos esta frase para nossa realidade sambaquiana e local, já perdemos a corrida a que Yves Dauge se refere, faz tempo.


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9 de março de 2010

Elevados e desenvolvimento (*)


Elevados e desenvolvimento

Alguém colocou na cabeça que os elevados são um símbolo do desenvolvimento, da modernidade e do avanço tecnológico, que projetam a prosperidade de uma sociedade. Eu cada vez tenho mais duvidas que a construção de elevados vá fazer de Joinville uma cidade melhor.

A modernidade não deve ser confundida com o fato de ter ou não ter elevados, do mesmo modo que a construção de grandes edifícios não pode ser associada diretamente a desenvolvimento e a qualidade de vida. A fascinação que a gente do interior tem por edifícios altos, por elevados e inclusive por engarrafamentos, só pode ser explicada pela ausência deles, nas suas cidades de origem. Queremos sempre o que não temos. Existe uma fascinação quase mórbida pelo que não temos. Que se agrava se o vizinho tem. Se Curitiba tem um parque nós queremos sete, se tem elevados, nós não dormimos direito até ter os nossos, se os prédios la têm 30 andares, nós não podemos aceitar menos e deveremos alterar a legislação para poder ter 32 pavimentos.


Um bom psicólogo pode explicar o quanto de complexo de inferioridade e insegurança existe nesta falta de imaginação e na fixação obsessiva com o vizinho. A ausência de uma identidade própria e a baixa autoconfiança faz que os adolescentes se vistam todos iguais, que comprem os mesmos tênis, as mesmas roupas e tenham os mesmos gostos. As cidades, e Joinville não é uma exceção, buscam ser iguais, repetir os modelos de outras, sem perceber que o bonito esta na diferença, na individualidade.

Os nossos elevados são agora promessas de campanha. Conta à lenda que um político em campanha prometeu construir uma ponte, numa pequena cidade do interior catarinense, alertado por assessores, que não tinha nenhum rio na cidade para receber a ponte, respondeu sem se alterar:

- E ainda vou fazer mais por esta prospera cidade, colocarei um rio em baixo desta ponte. Sendo freneticamente aplaudido em pé.

20 de novembro de 2009

Conferência da Cidade



O IPPUJ esta tendo dificuldades para conseguir acomodar a todos os interesados em participar da 4a Conferencia da Cidade. no momento que a cidade esta sofrendo o seu mais feroz ataque dos talibans do concreto e das Ongs do tijolo, O IPPUJ se concentra em debater o tema: Avanços, Dificuldades e Desafios na Implementação da Politica de Desenvolvimento Urbano.
A Conferencia preve varios eixos tematicos, um dos mais concorridos é o que tem por titulo: Relação entre programas governamentales como PAC e Minha Casa, Minha Vida e a politica de desenvolvimento urbano.
Os joinvilenses não sabem o que estão perdendo. Uma dica, parte das dificuldades que existem para a implementação de uma politica de Desenvolvimento urbano, pode ter a ver com os temas escolhidos nos eixos tematicos. No mas puro estilo assembleismo - petista.
Poucas pessoas parecem dispostas a dedicar um dia completo a participar de tão apaixonante debate. Os demais Eixos temáticos são tão apaixonantes e motivadores como o aqui citado. Visite o site do IPPUJ e conheça a programação completa.
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