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23 de julho de 2014
2 de julho de 2014
Livros nos fazem mais livres
Relacionamos a leitura mais com as humanidades que com as ciências,
numa cidade como Joinville em que a maioria dos cursos universitários esta
voltado para as engenharias e acabam direcionando seus formandos para um
mercado de trabalho voltado para a industria pagamos um preço por este
direcionamento e especialização do ensino para o mercado.
Quando ciências e letras ou as carreiras cientificas e as
humanas se separaram cometeu-se um erro, hoje é comum que o saber cientifico
tenha mais prestigio que o saber humanístico. O progresso de uma nação se mede
pelo numero de cientistas e de engenheiros, os humanistas são pouco mais que um
enfeite, sociólogos, filósofos, filólogos, historiadores são vistos como
detentores de um conhecimento pouco útil. Esta simplificação, como todas as
simplificações, é perigosa.
Se originam nas humanas os conceitos mais importantes para nossa convivência: a
dignidade humana, os direitos, a estrutura política, os modelos de convivência são
todos criações humanísticas. O vinculo entre leitura e capacidade intelectual em uma sociedade, que como a nossa, é baseada na linguagem é fortissimo. Ler implica dominar a linguagem, conhecer mais palavras, poder nos expressar melhor e ter um vocabulario mais rico, poder assim comprender melhor e poder defender com melhores argumentos conceitos como a dignidade, o direito, a justiça, a razão. Faze-lo ainda desde perspectivas diferentes de quando abordamos os mesmos conceitos desde o cartesianismo cientifico. Em
quanto às humanidades tratam dos fins, as ciências tem se especializado nos
meios.
Quando deixamos de ler, empobrecemos nosso vocabulario, estamos contribuindo a que se esqueçam os maiores logros de humanidade, e corremos o risco de voltar a epoca das invasões bárbaras, quando se destruiu boa parte da cultura e do conhecimento occidental. Olhando Joinville e as alternativas que estão sendo propostas, a impressão é que
prevalece o pensamento retilíneo e o culto a obtusa simplicidade. Hoje se le pouco e na maioria das vezes e ler se resume a pura e
simples leitura de titulares e a pasteurização dos conceitos, estamos empobrecendo
culturalmente e como sociedade. A quem interessa esse modelo de sociedade que
não lê e tampouco pensa, uma população que não questiona e não debate?
11 de março de 2013
4 de março de 2013
2 de fevereiro de 2013
28 de agosto de 2011
Para pensar acordado
Os entes públicos em geral dedicam tempo e esforço maior em impor a obrigação de concordar com tudo o que fazem, que em convencer e provar o correto e consistente das suas obras.
Não aceitam ser criticados ou simplesmente questionados.
Em Joinville o livre arbítrio, o livre pensar ou se manifestar não pode ser mais praticado, quando em desacordo com a visão oficial e oficialista das coisas e dos fatos.
Quem realmente conhece o significado de democracia e a pratica quotidianamente? Como se faz planejamento democrático?
Como se estimula a participação livre da sociedade? Aonde ficaram os foros de participação?
Qual será o desfecho de tudo isso?
28 de junho de 2011
Para pensar acordado
De George Orwell, assustadoramente atual.
"Se a liberdade significa alguma coisa, será, sobretudo, o direito a dizer a gente o que não quer ouvir."
"Se a liberdade significa alguma coisa, será, sobretudo, o direito a dizer a gente o que não quer ouvir."
1 de abril de 2011
Para pensar acordado
6 de julho de 2009
31 de dezembro de 2008
12 de dezembro de 2008
Liberdade de expressão
A liberdade de expressão permite que este blog exista, que as opiniões divergentes possam ser expressadas, que denunciemos a corrupção e que possamos dizer que um governante é incompetente e desonesto, sem que nos aconteça nada. E ao governante corrupto tampouco lhe aconteça nada.
Uma beleza esta liberdade de expressão.
Uma beleza esta liberdade de expressão.
29 de setembro de 2008
Liberdade
Se liberdade significa alguma coisa, significa dizer aos outros o que eles não querem ouvir.
( George Orwell, introdução a Revolução dos Bichos, 1945)
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