31 de maio de 2013

Caráter



Dizem que caráter é o que somos e fazemos  quando ninguém nos vê e também que se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.

O lamentável episódio em que o prefeito Udo Dohler afirma que: “O lobby daqueles vereadores, eles viram naquilo a chance de cifrões etc...e aquilo tinha um preço. Eu fui procurado pra isso.”  serviu por um lado para trazer para a luz o que já era um segredo a vozes para quem acompanha de perto as negociatas e articulações pela aprovação da LOT. Outro dos resultados, provavelmente não pretendidos foi a declaração da sua assessoria em que o prefeito alegava que não sabia que estaria sendo gravado.

Ser ou não ser gravado, não deveria mudar o dialogo entre os dois interlocutores ou a veracidade da sua declaração. Tenho dificuldade em confiar em gente que diz uma coisa agora e outra depois, que diz ou que desdiz com facilidade. As pessoas, e ainda mais aquelas, que ocupam cargos públicos deveriam ter uma única moral. Ter uma moral publica, para quando os outros estão vendo e outra em privado ou na intimidade, não é um bom exemplo. Acabamos sendo levados a confundir caráter com reputação. A reputação é o que as pessoas pensam de alguém, o caráter é como essa pessoa é realmente. Tem muita gente por aí com boa reputação e péssimo caráter.

Com esse tipo de gente você acaba sem saber direito qual será o critério, como agirá. Não são gente confiável. Falam uma coisa e fazem outra.  Entre políticos, profissionais ou recém chegados, este tipo de dupla moral é até vista como uma virtude, e tem que ache elogiável esta capacidade para o dissimulo e a trapaça. É aí que reside a armadilha em que facilmente cairíamos a de acreditar que o errado passe a ser certo.

Assim que fique atento e não acredite em quem fala uma coisa e pensa outra.
Desconfie de quem  tenha a reputação de ser obstinado, dizia Hebbel que "A obstinação é o substituto mais barato do caráter."  Achar quem mantenha intatos seus valores morais continua sendo na Joinville de hoje tão difícil como foi na Atenas de Diógenes. 

Conselho da Cidade



A eleição dos representantes da sociedade e a divulgação da relação dos nomes indicados pelo prefeito municipal para representar o poder publico, permitem fazer uma primeira analise sobre o Conselho da Cidade e o que esperar.

O maior bloco, e o mais compacto, é formado pelos representantes do poder publico, que pelo seu perfil, votarão uniformemente alinhados com os interesses do prefeito municipal, defensor declarado da aprovação da LOT de forma rápida. Não se deve esperar que esse grupo participe ativamente do debate com contribuições ou sugestões, o seu voto será um voto ordenado e disciplinado. Não se deveria duvidar que o prefeito receba informações atualizadas e precisas de como vota cada um dos seus representantes e proceda a substituir qualquer um que não apoie de forma entusiástica o processo.

No setor privado estão claramente formados dois blocos, com alguns indecisos sendo disputados por cada um dos blocos.  Os representantes do poder econômico vinculados ao setor imobiliário, com seus lobistas e os representantes da sociedade organizada, em maior numero agrupados nos chamados movimentos populares e no caso das ONGs e Entidades profissionais com membros divididos entre cada um dos setores.

Se o Conselho da Cidade optar por realmente debater o texto da LOT e analisar com critério o seu impacto e implicações Joinville e a democracia sairão vencedores deste embate. Se o poder publico continuar articulado com o poder econômico e usar da pressão e do poder que detém, todos perderemos.

30 de maio de 2013

"Não democratiza..."

Não pode se dizer que o nosso prefeito seja uma caixinha de surpresas. Ele é absolutamente coerente com a sua forma de ser. Há poucos dias, numa reunião com representantes de uma escola que enfrenta problemas de transito depois que foi implantado um corredor de ônibus na sua frente, foram debatidas diversas alternativas para poder resolver a situação criada.

O IPPUJ sugeriu que o tema fosse mais bem debatido, a resposta do prefeito foi curta e direta:

SIC. "É melhor não democratizar, não democratiza, encaminha logo..." 

- Se bem que, até agora, ficou só na frase de efeito, porque nada de resolver o problema da escola.

Já imaginou se esse tipo de espírito, digamos, pouco democrático prosperar? 

29 de maio de 2013

Tá difícil

Fundema prepara importante licitação

O presidente da Fundema além de todo o trabalho que tem, precisa dar atenção a um tema importante. Os melhores técnicos da Fundema estão preparando uma licitação internacional para contratar um especialista na captura de aligátores  crocodilos e jacarés.

O objetivo é contratar a um profissional do nível do conhecido Crocodilo Dundee para poder capturar vivo o crocodilídeo que aproveitando a lua cheia e a tradicional  falta de segurança do Parque Zoobotânico optaram por mudar para um local melhor. O local anterior não era do gosto do seu ocupante e optou por uma melhor vizinhança, com mais espaço e melhores condições de lazer para a pratica das atividades aquáticas.

Se espera para os próximos dias a publicação no Jornal do Município do edital para que todos os interessados possam participar. Informações preliminares divulgadas de forma confidencial asseguram que o valor do contrato terá um valor significativo.

28 de maio de 2013

Asfalto? Sim, mas no local errado

Udo prometeu 300 kms de asfalto: 50 metros já estão. Agora só faltam 299,995 kms.
Enquanto um grupo insiste que meio ano ainda é pouco tempo para poder tecer qualquer critica a gestão do atual prefeito. A sua administração faz tudo o possível para ser notada. As ações para reduzir o deficit de asfalto em Joinville começaram com força. Os próximos locais que tem previsto receber asfalto são a Arena Joinville, lá a grama será trocada por asfalto, desta forma se reduzira o custo de manutenção do gramado em 74,695% e voltou com força a proposta de asfaltar o Rio Cachoeira.

O projeto de asfaltar o Morro do Boa Vista depende de recursos para algumas desapropriações, mas deve ser incluído no próximo pacote do BNDES.
Por que se é para fazer bobagem, deve ser bem grande. Pequenas bobagens hoje passariam despercebidas.


Udo prometeu 300 kms de asfalto: 50 metros já estão. Agora só faltam 299,995 kms.

Para pensar acordado


Somente os extremamente sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam.

Confúcio


27 de maio de 2013

Que feio!


Estacionar fora do lugar permitido ou ocupar vaga de deficiente esta errado. Quando quem não cumpre a lei é quem deveria dar exemplo a situação é mais difícil de aceitar.
E agora, como fica?

26 de maio de 2013

Joinville parou?


Joinville parou, parou porque?




Se acreditarmos na gritaria e na algaravia  ("barraco", em linguagem popular) dos defensores do desenvolvimento a qualquer custo e dos mercenários ao seu serviço, a cidade de Joinville está parada. A fuga de investidores e de empresas para o éden das cidades vizinhas deveria produzir um engarrafamento gigantesco nas BRs 280 e 101 que seria notícia nacional. Os profetas do apocalipse, que se instalou na cidade por conta da não aprovação da LOT, querem, à base de repetir o mantra do desenvolvimento, convencer a população que faltará emprego, que não haverá desenvolvimento. E que, por tanto aqueles que defendem uma maior discussão e transparência com relação a LOT são os que querem o atraso e são contra o progresso. Fazem esse discurso sem apresentar outros dados que o aumento do volume da voz e a insistente repetição da sua largumentação.

Não apareceu um único dado que de sustentação ao discurso dos ventríloquos e suas marionetes provando a fuga de empresas ou o engessamento da cidade.

De acordo com os dados gerados pela Seinfra, setor responsável pela liberação dos alvarás para construção, em 2011 foram outorgados 2087 alvarás em Joinville, uma média de 174 por mês e foi liberada a construção de 1.061.460 m2. Em 2012 com a votação da LOT suspensa por determinação judicial, o setor da construção civil continua firme e foi autorizada a construção de 988.950 m2 em novas áreas.

O número de alvarás liberados pela Prefeitura foi de 1.998, ambos valores os de alvarás e os de metros quadrados muito próximos dos do ano anterior. O setor que mais vigor mostra é o da construção residencial multifamiliar ( prédios),  que passou de 234 mil metros quadrados, em 2011, para 321 mil metros quadrados em 2012.

Independentemente de turbulências econômicas, que nada tem a ver com a aprovação ou não da LOT,  o setor da construção civil tem vivido (quase) num céu de brigadeiro e começa agora a mostrar, em todo o pais, um certo esgotamento. Em Joinville há muitos projetos prontos para serem lançados quando o mercado imobiliário voltar a crescer.

O nível de endividamento por uma lado, e aumento dos custos, por outro, tem reduzido a procura por novos lançamentos e o crescimento do mercado depende muito dos recursos do programa MCMV (Minha Casa Minha Vida),que em ano pré-eleitoral não devem faltar.

Não parece haver nenhum motivo para que o futuro de Joinville precise ser discutido de afogadilho, sem o amplo debate ou sem cumprir todos os prazos e exigências legais. O discurso da urgência e a pressão dos especuladores e seus prepostos não tem base técnica, que possa ser sustentada pelos dados gerados pelo próprio poder público.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

24 de maio de 2013

Já pensou se fosse em Joinville?

Elio Gaspari na Folha de São Paulo informa que:


ÓTIMA NOTÍCIA
A prefeitura de São Paulo exigirá que seus 135 mil funcionários ativos informem seus patrimônios.
Trata-se de uma medida que beneficiará os servidores do município, jogando luz sobre aqueles que cuidam dos próprios bolsos. A análise de uma amostra com cerca de 60% desse universo informou a seguinte gracinha:
Há 813 servidores com patrimônios imobiliários que valem trinta vezes os rendimentos que receberam da Viúva nos últimos dez anos.
Outros 858 acumularam patrimônios 35 a 50 vezes maiores que o total de seus rendimentos.
Sessenta bateram a marca das cem vezes e, no cercadinho VIP, ficam cinco gênios financeiros. Eles amealharam, só em imóveis, o equivalente a 576 vezes o que receberam.

Quem sabe um dia a prefeitura de Joinville administrada por um prefeito "Mãos Limpas" toma uma iniciativa semelhante aqui em Sambaquilandia e outorga um premio aos funcionários públicos que melhor administram seu patrimônio pessoal.

23 de maio de 2013

Caderno de viagem





Bryant Park em Nova Iorque um modelo de parque que é administrado por uma ONG http://www.bryantpark.org/

Joinville parou!


Joinville parou

Pela gritaria e os discursos inflamados da gangue do tijolo Joinville parou. A não aprovação da LOT fez a cidade retroceder, dezenas de industrias trocaram Joinville por Araquari. A Nova Manchester prospera por conta da não aprovação da LOT.

Da para acreditar no discurso dos representantes da apocalipse? Os dados não sustentam estas afirmações. O jornalista Claudio Loetz na sua coluna Livre Mercado, no jornal A Noticia, divulga os dados da própria Seinfra sobre alvarás e sobre o total de metros quadrados autorizados para construir. Mesmo sob risco de ser repetitivo cito os dados apresentados:

CONSTRUTORAS MOVIMENTAM MAIS DE R$ 1 BILHÃO

Em 2012, as construtoras de Joinville receberam autorização da Prefeitura para erguer 988.750 m². A se considerar valor do custo unitário básico (CUB) de R$ 1.220, o setor movimenta, na economia, uma receita de R$ 1,2 bilhão. Como há imóveis de valor muito mais elevado, e a julgar por uma média de R$ 2 mil o m², dá para estimar faturamento que se aproxima dos R$ 2 bilhões. Outra leitura: no período entre janeiro e abril de 2013, foram emitidos alvarás para construção totalizando 240.989 m², o que significa receita de estimados R$ 295 milhões, pelos cálculos simplificados levando-se em conta o CUB. Em igual período do ano passado, a Seinfra concedeu licenças para as construtoras edificarem 313.150 m².

29 COMÉRCIOS

A Seinfra autorizou a construção de 29 empreendimentos comerciais nos primeiros quatro meses do ano. Juntos, vão erguer 33.286 m². Para comparar: de janeiro a abril do ano passado, foi autorizada a construção em tamanho ligeiramente inferior (31.447 m²) para 52 empreendimentos do varejo.

MENOS INDUSTRIAS

E o número de indústrias instaladas em Joinville nos primeiros meses deste ano (sete) foi bem inferior às 13 autorizadas a funcionar no mesmo período do ano passado. Mas o porte das companhias é outro: a área total permitida a ser construída no quadrimestre de 2013 totaliza 41.963 m², contra 28.679 m² do ano passado.

A insistência em aprovar a LOT de forma rápida, e no formato original deve despertar duvidas e obriga a população a ficar atenta. Conhecer melhor o que representará para Joinville a aprovação da LOT, com as suas ARTs e suas Faixas Viárias é uma obrigação de todos. Não se deixar iludir pelo canto de seria dos desenvolvimentistas, seus lobistas e seus representantes, parece um bom conselho neste momento.

Joinville mostra o esgotamento do modelo econômico atual, o Brasil ano trás ano apresenta resultados pífios em crescimento econômico e o PIB é a melhor prova disso. O dinamismo da nossa economia tem conseguido índices de crescimento maiores e melhores que os nacionais, mas essa é uma situação que não deve se sustentar por muito mais tempo. Empresas tradicionais tem experimentado resultados pobres ou até negativos e isso nada tem a ver com a aprovação ou não da LOT.

Para quem tiver interesse em se aprofundar mais sobre o que a LOT propõe para Joinville e porque o interesse desmedido de uns e outros na sua aprovação a qualquer preço sugiro os vídeos:


É difícil não se surpreender com a genialidade dos nossos planejadores oficiais e a cobiça inesgotável da gangue do tijolo. Um conselho acredite menos nos discursos de lobistas e interessados e busque mais informações sobre a sua cidade.

22 de maio de 2013

Ameaçado o Aterro do Flamengo



Nunca é demais repetir o que disse em 1964 Lota de Macedo Soares, a quem o Brasil deve o parque, quando pediu proteção e respeito ao projeto original do aterro:

"Pelo seu tombamento, o parque do Flamengo ficará protegido da ganância que suscita uma área de inestimável valor financeiro, e da extrema leviandade dos poderes públicos quando se trata da complementação ou permanência de planos".

São grandes as chances que seja autorizada a construção de um Centro de Convenções, 50 lojas e estacionamento para 400 veículos não previstos no projeto original

20 de maio de 2013

Vem aí a V Conferencia Ordinaria da Cidade


Definitivamente há pessoas que apresentam dificuldades fortes de aprendizado. Mesmo as situações mais simples se apresentam como problemas insolúveis. Estas dificuldades acabam sendo transferidas para as instituições em que estas pessoas estão envolvidas.

O IPPUJ, por exemplo, tem feito um enorme esforço para organizar a Conferencia Extraordinária da Cidade que no passado sábado concluiu, salvo determinação em contrario com a eleição dos membros que comporão o Conselho da Cidade.

Agora o mesmo IPPUJ e presumivelmente a mesma equipe, que organizou a Conferencia Extraordinária acomete a empreitada de organizar a V Conferencia Ordinária, e para isso esta encaminhando o convite que segue:

Prezados,

A Prefeitura Municipal de Joinville convida a participar da V Conferencia da Cidade de Joinville, momento em que poderemos discutir os rumos que queremos para nossas cidades e poderemos eleger pessoas que irão nos representar na Conferência Estadual.

Segue em anexo o convite, a ficha de inscrição, modelo de carta de indicação de delegado e o regimento interno da V Conferência da Cidade.

Informamos que a ficha de inscrição, junto com a carta de indicação e cópia do documento de identidade deverão ser entregues no dia 25 de maio das 8h as 9:30h no local do evento.

As pessoas que não forem indicadas como delegadas, participam como observadores e devem levar a ficha de inscrição preenchida e impressa.

Segue a programação da Conferência:

8h às 9h30min - Credenciamento 
9h às 9h15min - Abertura
9h15min às 9h30min - Leitura e aprovação do Regulamento
9h30min às 10h30min - Palestra sobre o tema
10h30min às 12h - Debate e elaboração de propostas em grupos dos segmentos sociais e eleição dos delegados
12h às 13h - Intervalo para almoço
13h às 13h30min - Orientações e suporte para formulação das propostas
13h30min às 15h - Debate e conclusão de propostas em eixos
15h às 16h - Plenária de votação das propostas e moções
 16h às 16h30min - Apresentação dos delegados eleitos
 16h30min - Encerramento

Leitores atentos ficam convidados a identificar quantos erros há entre o convite enviado e o que determina a lei complementar 380.

As diferenças entre os prazos, documentação e demais requisitos exigidos para fazer a inscrição para a Conferencia Extraordinária, já realizada e a vindoura V Conferencia Ordinária, devem ser vistos como firulas propostas pela Comissão preparatória da Comissão Extraordinária. Os erros ou discrepâncias com a lei devem ser procurados nos itens relacionados a antecedência, pauta, temário, publicação, credenciamento e etapa preparatória.

LEI COMPLEMENTAR 380
Art. 3º A Conferência Municipal da Cidade ocorrerá a cada 3 (três) anos, respeitando o calendário das Conferências Estadual e Nacional e, extraordinariamente, sempre que solicitado pelo Chefe do Poder Executivo.

§ 1º O processo de organização das Conferências Municipais deverá ser regulamentado de modo a incentivar e garantir a participação social, considerando no mínimo os seguintes parâmetros:

I - da finalidade;
II - da organização;
III - do credenciamento;
IV - do temário;
V - da eleição dos membros do Conselho da Cidade. 

§ 2º A convocação da Conferência Municipal deverá ser publicada pelo órgão oficial do Município e amplamente divulgada na mídia local, com antecedência mínima de 20 (vinte) dias.
§ 3º A Conferência Municipal deverá ser precedida de etapa preparatória, no âmbito das Secretarias Regionais do Município ou instância administrativa similar.

Como será a Joinville do amanha?


19 de maio de 2013

Expogestão de novo




Joinville tem um encontro anual com a excelência e não tem faltado a ela desde 2002 a Expogestão é um evento que pela lógica já deveria ter saído de Joinville. Não tem faltado iniciativas para levar para Curitiba ou Porto Alegre, cidades maiores, com mais publico, com infraestrutra adequada e com maior visibilidade. Só a teimosia dos seus idealizadores a mantém ainda em Joinville a pesar da precariedade das instalações disponíveis na cidade para a realização de eventos deste quilate.

A Expogestão é destes eventos que marcam e definem o perfil do joinvilense, sua capacidade de trabalho, sua persistência que não poucas vezes beira a teimosia, sua busca do sucesso a traves da união de um grupo motivado e com objetivos claros e finalmente a constante superação de desafios.

Na edição deste ano se realizaram mais de 60 worshops, que contaram com a participação de mais de 3.000 empresários e bom lembrar que a participação nas oficinas é totalmente gratuita e é uma forma de gerar e disseminar conhecimento que permanecera na cidade e na região.

A feira recebeu aproximadamente 6.000 visitantes profissionais um espaço para negócios que traz para Santa Catarina produtos e serviços que interessam desde o pequeno empresário ao executivo da empresa transacional
O ponto principal é o Congresso que contou com 1.400 inscritos, mas que acabaram se convertendo em mais de 2.300 participantes por conta da possibilidade de participar de palestras selecionadas. A melhor prova do nível do Congresso é a participação nesta edição de
6 palestrantes internacionais de Espanha, Israel, frança, Reino Unido e Alemanha.  Os temas das palestras cobriram os mais diversos aspectos da gestão e incluiram neste ano um painel sobre gestão publica com a participação de três governadores de estado. Pelo lado empresarial palestraram o representante da melhor empresa para se trabalhar no Brasil e como em edições anteriores houve um destaque especial ao empreendedorismo catarinense, com os belos exemplos da Dudalina, o porto de Itapoa e o caso de Acari Menestrina, da empresa Gran Mestri.
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E tudo isso aqui em casa, sem precisar se deslocar para outras cidades, sem custos adicionais de hotel para quem é de Joinville, mas com todos os hotéis lotados, os restaurantes cheios e a maioria das empresas aproveitando o evento para promover a vinda dos seus clientes, para fazer novos negócios e fortalecer os de sempre. Expogestão é uma cita que Joinville não pode deixar de ter a cada ano.

Publicado no jornal A Notícia de Joinville SC

14 de maio de 2013

Para pensar acordado


Muitos empregados, que se queixam da estupidez do seu patrão, estariam desempregados se ele fosse mais esperto.

Chuck Combs

Sonho ou pesadelo?


Como as Faixas Viárias impactarão Joinville

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Caso a LOT seja aprovada com o texto elaborado pelo IPPUJ, mais de 160 ruas serão convertidas em Faixas Viárias e é bom que você saiba mais sobre elas. Em que ruas? Que tipo de industrias e serviços poderão ser instaladas nas Faixas Viárias e o impacto que essa criação joinvilense terá na sua vida e na sua cidade.

Todos os dados e documentos apresentados estão disponíveis no site do IPPUJ e são oficiais.

13 de maio de 2013

12 de maio de 2013

Taxonomia dos ratos


Taxonomia dos ratos


Se é impossível resolver, classificamos: o taxonomista é, antes de tudo, um resignado; convido a iniciar uma taxonomia da corrupção

Face a problemas insuperáveis, a ciência classifica.

Médicos classificam tumores em benignos, malignos, perversos ou dóceis. Zoólogos falam de baratas pretas, marrons, voadoras, cascudas ou molengas; ratos de rabo longo, camundongos, ratazanas, roedores urbanos e rurais. O método se chama taxonomia.

Se é impossível resolver, extinguir ou explicar, classificamos. O taxonomista é, antes de tudo, um resignado.

Convido o leitor a iniciar uma taxonomia da corrupção.

Existe a corrupção do fiscal, do policial, do oficial de justiça, do perito avaliador, do inspetor da prefeitura, do parlamentar. Esta é a malversação do tipo público. E a corrupção do setor privado, obviamente, faz par a cada uma das classes de corrupção do setor público.

Mas gêneros, espécies e subespécies ainda não foram bem definidos.

Contribuo, então, com uma classificação que, mesmo modesta, pode aumentar a produtividade dos caçadores de ratos, fabricantes de inseticidas e ratoeiras, auditores, corregedores, promotores, funcionários do Ministério Público, jornalistas e até gente do terceiro setor que ainda se incomode com o tema.

Dividiria a corrupção do setor público em dois grandes grupos.

A grande corrupção (chamemos de corrupção "a la grande") está associada a investimentos públicos enormes. É o mundo das negociatas impressionantes, das concessões viciadas, das toneladas de cimento.

O caso famoso do prédio do Tribunal Regional do Trabalho, na Barra Funda, em São Paulo, é bom exemplo. O prédio está lá. É grande, espaçoso e funcional. Pode-se dizer até que é bonito. Custou 160 milhões de reais a mais do que deveria ter custado. Mas está lá.

O culpado pelo desvio foi morar em Miami, comprou um monte de carros esporte e voltou preso. Quem ficou aqui acabou devolvendo em prestações o superfaturamento praticado. A relação custo-benefício, no final das contas, foi positiva: houve custo excessivo, mas o prédio, repita-se, ficou pronto.

As características desse tipo de corrupção são duas: primeiro, o bem público foi produzido e entregue. Depois, o valor subtraído ficou conhecido e teve limite. Acabou a obra, acabou o roubo. E os culpados mudam de ramo e nos deixam em paz, se não forem presos.

Existe também a corrupção pequena (de custeio, diriam os economistas): contrata parentes, compra papel higiênico superfaturado, orienta a criação de empresas de fachada para prestarem serviços, cria cooperativas para pagar funcionários terceirizados, faz acordo de "kick back" com os fornecedores e, principalmente, avacalha, paralisa, lasseia e termina por matar a organização que administra.

Esse tipo de corrupto "petit cash" instala-se em organizações públicas menores, nas quais pode atender a fisiologia e necessidades de financiamento eleitoral sem ser percebido de imediato.
Sangra a organização anos a fio, faz favores a seus superiores e enche-se de queijo de maneira paulatina e continuada. A alta administração do órgão se afasta e se esconde dos funcionários de carreira; o segredo e a confidencialidade passam a ser as regras na organização.

E os serviços públicos que seriam oferecidos vão perdendo qualidade, tornam-se irrelevantes. Os funcionários acabam deprimidos, pois não têm o que fazer, ganham mal e sabem que o "andar de cima" ganha bem por dentro e por fora. O resultado é o apodrecimento da organização até a morte definitiva.

O custo desse tipo de corrupção parece pequeno. Mas um desvio de 1 milhão por ano por tempo indefinido tem um valor atual elevado. Se a taxa de juros de desconto for de 7,5% ao ano, 1 milhão por ano custa ao contribuinte mais de 10 milhões.

Pior ainda, a relação custo-benefício é infinita: custa 10 milhões e não oferece nenhum benefício público. Não há adição, só subtração. É dez dividido por zero.

Não há um prédio, não há nada concreto no fim da linha, só há ruínas e desmoralização. E a sociedade fica sem o serviço público direito, enquanto centenas de funcionários passam anos em meio ao lixo.

Finalmente, esse tipo de corrupção tem um agravante.

Como é obtido em suaves prestações, não permite ao parasita fugir para outro país, ir morar na praia ou dedicar-se à criação de cavalos. O parasita permanece grudado na instituição hospedeira da qual suga o sustento por longos períodos, até que mudem os partidos no governo.

É uma corrupção mixa, que não produz fóruns, estradas ou pontes.

Proponho, a quem tiver paciência de continuar o trabalho de classificação, chamá-la de "corrupção brega". Minha vontade de prosseguir na tarefa acabou. Estou indignado.

JOÃO SAYAD, 67, doutor em economia pela Universidade Yale (EUA), é presidente da Fundação Padre Anchieta. Publicado no jornal Folha de São Paulo

Será que contaria?


Alckmin, a guilhotina e os ratos

"O povo não sabe de um décimo do que se passa contra ele. (...) Senão, ia faltar guilhotina para a Bastilha, para cortar a cabeça de tanta gente que explora esse sofrido povo brasileiro."

Quem disse isso foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Noves fora o fato de a prisão da Bastilha ter sido derrubada em 1789, antes da instalação da guilhotina numa praça de Paris (1792), sua afirmação engrandece-o, até porque tem dez anos de sabedoria acumulada no cargo. Ele sabe. Deveria contar mais, mas pelo menos estimulou o debate.

Alckmin levantou o fantasma da guilhotina três dias depois de o professor João Sayad, ex-ministro do Planejamento, ex-diretor do Banco Interamericano do Desenvolvimento e atual presidente da TV Cultura, uma emissora do governo paulista, ter publicado o artigo intitulado "Taxonomia dos ratos". Nele, Sayad propõe uma classificação dos larápios. 

Num grupo ficariam os roedores do "rouba mas faz" No outro, aqueles que mordem aos poucos, o tempo todo. É a turma da "corrupção pequena". Ela "contrata parentes, compra papel higiênico superfaturado, orienta a criação de empresas de fachada para prestarem serviços, cria cooperativas para pagar funcionários terceirizados, faz acordo de 'kick back' com os fornecedores e, principalmente, avacalha, paralisa, lasseia e termina por matar a organização que administra."

Alckmin poderia perguntar se ele falou em tese ou se, como presidente da TV Cultura, sabe de algo que o governador de São Paulo deveria saber. Como disse Sayad, para os ratos, "o segredo e a confidencialidade passam a ser as regras da organização".

Joinville ganharia muito se o prefeito Udo Dohler contasse menos da metade do que sabe sobre como se constrói o futuro da cidade, de quem são e que defendem os principais protagonistas da nossa politica local, não só os que tem filiação partidária  também os que tem acesso ao seu gabinete desde o elevador privativo do gabinete.


O Iprefeito


Em tempo de Iphone, Ipad, Itunes, Ipod, Iwatch e tudo o que esta por vir neste turbilhão tecnológico que é capaz de deixar obsoleto em questão de meses ou semanas qualquer produto inovador, surgiu um novo produto o Iprefeito. O produto é o primeiro de uma serie que deve ser complementado com o Ivereador, o Ideputado ou Isenador.

O modelo de prefeito tradicional a que estamos acostumados será substituído por um novo modelo, mais moderno, com maiores prestações e principalmente com soluções prontas para todos os problemas havidos e por haver. O Iprefeito pela sua extraordinária eficiência, onisciência e capacidade de trabalho nao precisará vir acompanhado de periféricos externos como secretários, assessores e chefes de gabinete. Poderá prescindir de presidentes de fundações, autarquias e institutos. Terá na ponta da língua ou dos dedos dependendo de qual for o caso, as propostas e projetos ideais para cada problema. Acabar-se-á a custosa estrutura dos Institutos de Planejamento, o Iprefeito saberá instantaneamente qual é a melhor alternativa para a mobilidade urbana, aonde deverá ser construída uma nova ponte, qual a melhor solução estrutural ou de engenharia. Qual o seu custo e quem a empresa melhor qualificada para vencer a licitação. Poderá inclusive em instantes compor o hino da Companhia Municipal de Água e esgoto ou escrever uma ode ao desenvolvimento da maior cidade do estado utilizando indistintamente sonetos heptassílabos ou haikais.

Caso o Iprefeito venha a ser o modelo utilizado, nao haverá em Joinville espaço para quem não tenha a competência para acompanhar o ritmo de trabalho do Iprefeito. O novo modelo, lançado inicialmente na sua versão beta, já tem mostrado as suas vantagens sobre os modelos precedentes. Como nao precisa receber salário é mais econômico que as versões anteriores. Não precisa de tempo para analisar as diversas soluções e alternativas já que vem programado com as melhores respostas, é verdade que alguns representantes dos setores mais críticos, consideram que as respostas sao sempre as mesmas e não dependem dos problemas apresentados e mais parecem soluções pré-gravadas no programa original, restos de uma versão "demo" utilizada durante a campanha eleitoral e que ainda nao foram atualizadas e contrastadas com a realidade. Tampouco precisa despender muito tempo escutando a assessores e especialistas, que em poucos meses ficarão obsoletos. A melhor definição do novo protótipo é que o Iprefeito ouve a todos, mas não escuta a ninguém.


Publicado no jornal A Notícia de Joinville SC

10 de maio de 2013

Para pensar acordado


Oscar Wilde: “Os loucos as vezes se curam. Os imbecis nunca”.

Politicamente correto




Eu não conheço nenhum intelectual a sério que seja a favor do politicamente correto. Conheces? Olhaê, já viste o manual do politicamente correto elaborado por uns burocratas do governo federal?

Promove uma esterilização da língua. Exclui coisas como:

- a coisa ficou preta
- africano
- analfabeto
- anão
- apenado
- bárbaro
- barbeiro
- beata
- bêbado
- burro
- caipira (eu sou um português-caipira, como todo o prazer - mas podem chamar capiau)
- ceguinho
- comunista (fico ofendidíssimo)
- coxo
- de menor
- denegrir (foda-se - é uma ofensa aos negros)
- doido
- encostado
- está russo (parece que ofende os russos)
- fanático
- farinha do mesmo saco (what the fuck?)
- fascista
- funcionário público (ofende os que se consideram servidores públicos - muitos não funcionam e nem servem)
- gringo (essa é para ofender o Jordi)
- homossexualismo (tem que ser homossexualidade)
- inculto
- índio
- judiar
- latino-americanos 
- lazarento
- louco
- macumbeiro
- malandro
- maneta
- maluco
- maria vai com as outras
- melhor idade (o Carlito é que usava muito)
- menor
-mulato
- mulher de vida fácil (concordo, porque é mau esteticamente falando)
- mulher no volante, perigo constante
- negro ou preto (escurinho não proíbem)
- peão
- pivete
- pobre (ai meujesuscristinho)
- político (uah uah uah)
- preto de alma branca (mas o Vinícius dizia que era o branco mais preto do Brasil e ninguém reclamava)
- samba do crioulo doido
- turco
- vadia
- viado 
- velho (viado velho então, nem pensar: estás fora, Sandro)
- xiita
E tem mais...

Por José António Baço

As minorias ignoradas pela minoria

A minoria de sempre ignora a soma das minorias que formam a maioria.

Hoje no A Notícia


LOT

Ao ter certeza de que a lei que foi feita é a melhor para Joinville, as pessoas que a desejam esqueceram das minorias, o que ocasionou pequenos descontentamentos de vários setores. Ao descontentar várias pessoas em pequenas coisas, o que era pequeno ficou grande e a bagunça se generalizou. Proibir geminados com 3,50 m de frente está descontentando o pequeno investidor.

Mudar zoneamentos rurais em benefício de grandes proprietários de terras está descontentando os pequenos produtores rurais. Forçar a verticalização de determinadas áreas agrada ao grande investidor, mas prejudica o morador nativo, o qual ganha 200 e tantos vizinhos do dia para a noite. Não se pode negar que o governo tenta aprovar leis mais dinâmicas e modernas. Mas se não abrir espaço para as minorias, a vitória do atraso, novamente, será retumbante.

Giovanio Gonçalves

Joinville

7 de maio de 2013

Conferencia da Cidade


O jornal A Noticia publica na coluna Portal do jornalista Jefferson Saavedra a seguinte nota:

MP FAZ MEDIAÇÃO DA GUERRA DA LOT

O Ministério Público de Santa Catarina está tentando buscar uma saída para a guerra judicial envolvendo questões urbanísticas em Joinville. Ontem, parte de integrantes da comissão formada para realizar a Conferência da Cidade, acompanhada de representantes do Ippuj, foi receptiva à sugestão da promotoria para elaboração de acordo (termo de ajuste de conduta, um TAC) sobre a pendenga.

Hoje será a vez dos autores da ação judicial (ainda não julgada) contra comissão conversarem com o promotor Cristian Stahelin Oliveira. Se o grupo concordar, os dois lados se reúnem já na quarta para tentar assinar o acordo e encerrar a judicialização do caso. A Conferência da Cidade está mantida para o dia 18, mas há a possibilidade de adiamento caso o TAC implique alterações mais profundas de procedimentos da comissão preparatória. A tentativa de mediação do MP começou com abertura de inquérito civil.

A nota tece algumas considerações que precisam ser esclarecidas. Gostaria de dizer que não existe guerra judicial envolvendo a LOT. O que existe é um grupo de cidadãos e associações de moradores lutando na Justiça para que o IPPUJ e a Prefeitura cumpram o Estatuto das Cidades e as leis da República. O que alias, parece que tem enorme dificuldade em fazer.

 A respeito do TAC que foi noticiado na coluna, entendo ser INADMISSÍVEL  formular qualquer transação denominada de Termo de Ajustamento de Conduta-TAC em ação popular perante a Promotoria de Justiça ou qualquer órgão público. Salvo melhor entendimento, a previsão de ajustamento de condutas está na Lei da ACP (art. 5, § 6º - Lei 7.347/85) e não na Lei da APop (Lei 4.717/65). Aliás, sequer existe comando normativo semelhante nessa última norma.Por uma questão da própria filosofia da lei, a Lei da Ação Popular NÃO permite acordos e  difere e muito da Lei da Ação Civil Pública.

 Se faz estranho aos olhos de quem acompanha de perto a situação que a Comissão Preparatória, cujo Coordenador ( e o IPPUJ) vem afirmando publicamente que não há nada de errado com os trabalhos do órgão, emita sinais tão claros de aceitação das Recomendações ministeriais e se proponha a assinar, sem titubear, um TAC com a Promotoria de Justiça.

 Só assina TAC quem está irregular, praticou nulidades e deseja convalidar atos administrativos viciados,  porque temeroso em virar  réu em Ação Civil Pública promovida pelo MPSC. E, os autores populares, como cidadãos, não praticaram tais atos.

6 de maio de 2013

"Não há como tratar de forma igual a todos..."

"O senhor Alvaro Cauduro comentou que não há como tratar de forma igual a todos porque todos não são iguais."

Um discurso bem diferente do que ele mesmo usou na Camara de Vereadores de Joinville  (Clique para ver o video) em que defende a isonomia. Um bom exemplo do "Faça o que eu digo, mas não faça o que faço" ou sera que o dizer e o fazer mudam de acordo com a brisa? 


Falta de coragem


5 de maio de 2013

Orquestra Municipal



Recentemente tive oportunidade de assistir a uma apresentação da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque. O programa incluía Mozart e Bruckner, mas principalmente serviu como uma aula de musica e cultura.

A Filarmônica de Nova Iorque realizou em 2012 um total de 150 apresentações, quase uma a cada dois dias e tem sua sede no Lincoln Center, o conjunto formado por mais de 29 salas e espaços é também sede permanente do New York City Ballet,  da Metropolitan Opera, da Juilliard School, entre uma dezena de outras não menos importantes.O mais interessante é que desde a sua fundação na década de 50 é uma instituição privada, mantida por doadores, pela venda de ingressos, pelo aluguel de espaços e por aportes públicos, exatamente nessa ordem de importância.


O Lincoln Center e cada um dos seus espaços foram construídos e são mantidos com recursos privados. Sua construção foi liderada pelo próprio J.D. Rockfeller que conseguiu arrecadar pessoalmente mais da metade dos 185 milhões de dólares necessários para a obra, inclusive recursos significativos da sua família.

Aqui quando se fala em cultura ficamos todos a esperar que o estado, o mesmo estado que não consegue garantir um mínimo para a saúde ou a educação, faça os investimentos necessários. Seria bom deixar de esperar que o faça. Eu até diria, melhor que não o faça. Vai custar mais, não terá a mesma qualidade e dificilmente terá o nível e a intensidade desejável para esse tipo de atividade.

Desnecessário constatar que o espirito que permitiu no passado a construção da Harmonia Lyra ou que levou a sonhar com um teatro municipal digno desse nome deixou de existir. A falta de lideres que assumam este tipo de desafios e viabilizem estes projetos é a maior evidencia que não é esta a mesma Joinville do nosso passado recente. Tampouco são os lideres atuais feitos da mesma estirpe que os que os antecederam e por isso a cultura deixou de ser uma prioridade nesta cidade.

Acompanho de longe, o trabalho da maestrina Fabricia Piva e sou testemunho do seu entusiasmo pela musica. Sou dos que não acredito que uma orquestra municipal composta por músicos concursados o comissionados seja o melhor Modelo. Sem uma participação ativa e a liderança forte da sociedade o projeto tem poucas chances de êxito. Se nem conseguimos manter funcionando a Casa da Cultura e as diversas escolas que nela funcionam, imaginemos o futuro que espera a uma iniciativa que não tenha o suporte forte dos joinvilenses.

Em tempo, o projeto do Lincoln Center foi objeto de um concurso internacional e dos projetos de ampliação tem participado arquitetos do nível de Norman Foster,  Frank Gehry, Skidmore, Owens & Merril , entre outros.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC
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