11 de abril de 2013
27 de junho de 2011
Soberba e aprendizado (*)

Nos últimos 20 anos, participei de mais de uma dezena de projetos de cooperação internacional, envolvendo entidades de uma dúzia de paises em quatro continentes. De cada nova experiência guardei a oportunidade de aprender, de olhar as coisas desde outras perspectivas e principalmente a constatação de como somos ao mesmo tempo idênticos e diferentes.
Em comum asiáticos, africanos, latino-americanos e europeus tem a vontade de aprender, de fazer melhor, de desenvolver, as suas empresas, a sociedade em que vivem. Reconhecer que não sabemos que não temos resposta para todo, é uma parte necessária do processo de aprendizado. Só a partir deste momento que podemos começar a aprender. Ninguém pode aprender aquilo que acha que já sabe. Porque a capacidade de aprender esta totalmente tomada pelos preconceitos, pelas respostas já definidas aos problemas que nem entendemos direito. A soberba nos impede aprender, sem aprender, cometemos uma e outra vez os mesmos erros, entrando numa repetição constante de respostas erradas, que não resolvem os problemas apresentados.
Só a partir que desistamos da soberba e fizermos um exercício de humildade, estaremos preparados para começar a aprender, só depois que o cérebro seja capaz de se despir dos preconceitos e esvazie completamente as respostas de sempre, estará preparado para ser preenchido com novas idéias, com novos conceitos, que venham a substituir os antigos ou confirmem as soluções, para os problemas que um dia sim e outro também a cidade precisa enfrentar e resolver.
O chamado “Urbanismo Oficial” alega ter as respostas para todos os problemas, inclusive para aqueles que nem foram identificados ainda. Os joinvilenses não têm podido experimentar, todavia o milagre dos remédios mágicos prometidos pelos detentores de todas as respostas. Tem quem ache que só a partir de um exercício de humildade extrema e depois de desnudar se completamente de preconceitos e de soberba, estarão, os urbanistas oficiais, preparados para começar o longo périplo do aprendizado e poderão alcançar o gozo da sabedoria. Hoje uma meta a todas as luzes inalcançável.
Até lá, como os asiáticos, africanos, latino-americanos e europeus já aprenderam, não será possível aprender nada do que achamos que já sabemos e permaneceremos transpirando ignorância, propondo obviedades, alimentando e engordando a arrogância que nos impede de desenvolver e prosperar.
29 de janeiro de 2010
A Soberba
Na definição do dicionário Aurélio, a soberba, um dos pecados capitais, é um dos mais letais na vida, significando, “orgulho excessivo; arrogância”.
Os romanos, no esplendor do seu império, tinham o costume de colocar imediatamente atrás do imperador, que chegava triunfante das batalhas, um escravo, que ate poucos dias antes, tinha sido ele próprio rei de um império e que a partir da sua derrota, se via convertido num escravo. A função do escravo era a de lembrar ao imperador, inebriado de orgulho e aclamado pelos seus triunfos, que ele era um mortal, e que poderia caso fracassasse ser ele próprio um escravo no futuro. Uma maneira inteligente de lembrar a fragilidade da condição humana.
Sabemos que todo o orgulho pode levar a um excesso de autoconfiança prejudicial, e a arrogância pode se transformar em uma arma letal, que comprometa nossa capacidade de gerar mudanças inovadoras ou produtivas. Gera uma cegueira tal, que impede de enxergar o obvio, nós leva a ter respostas para todas as perguntas, inclusive as que nem chegaram a ser formuladas.
Ninguém esta a salvo de cometer este pecado, que não faz diferença entre rico ou pobre, nem por sexo ou escolaridade. Corremos o risco de até generalizar, dizendo que quanto mais alto se ascende na escala social maior à propensão a ser soberbo. Ao contrário do que se acredita o rico não necessariamente é mais soberbo que o pobre, nem o pobre é mais humilde e por tanto menos soberbo. Encontramos em todas as classes sociais pessoas soberbas ou humildes.
A soberba vem acompanhada pela falta de humildade para ouvir e aprender, e ainda pelo excesso de vaidade, pelo próprio saber ou sucesso. E finalmente atordoa pelo orgulho excessivo, arrogância e presunção. A pessoa fica estulta ao ponto que o seu convívio em sociedade chega a ficar comprometido.
Qualquer paralelismo ou semelhança com pessoas e situações recentes do nosso quotidiano, não são mera coincidência e devem servir de profunda reflexão e de oportunidade para a pratica da humildade. Joinville é uma cidade orgulhosa, nunca foi uma cidade soberba.
Publicado no jornal A Noticia
27 de janeiro de 2010
Ponto e Contraponto (2)

Pelo nível do "debate" os textos estão começando a subir de tom. O que prova que as criticas constantes ao modelo de gestão que o IPPUJ tem praticado na ultima década, desperta opiniões a favor e contra.O nível de virulência dos textos, mostra que os golpes estão sendo encaixados e que o fígado esta começando a doer.
O texto do Arqt. Marcel Virmond Vieira no jornal A Noticia "Gestores" reconhece que:
"Na prática da gestão urbana, somos diariamente confrontados com difíceis escolhas. Na impossibilidade de transformar radicalmente a paisagem da cidade naquela que acreditamos ser a ideal, diante da assincronia entre a dinâmica urbana e o tempo de construção dos cenários vislumbrados, diante também das limitações técnicas e econômicas, somos levados a optar entre o bom e o razoável, entre realizar o imperfeito ou permanecer no sonho. Enquanto isso, a cidade real prossegue em seu movimento desconexo."
O Arqt. Sérgio Guilherme Gollnick, no seu blog Viver Urbanamente, escreve o texto "O Malabarista":
"Algumas atitudes se mostram patéticas, as de enjeitar responsabilidades sobre a gestão urbana, que nos últimos nove anos estiveram sob a responsabilidade cabal de um mesmo grupo, mesmo com a mudança de matiz partidária da gestão municipal. É patético, senão trágico, ver responsáveis políticos, sejam eles gestores eleitos ou àqueles indicados por alguém, que gravitam no centro do poder, a descartarem-se das suas responsabilidades,"
Novos textos e opiniões devem aumentar o debate, o que surpreende porem é a dificuldade dos gestores públicos para "escutar" a sociedade. A soberba não é uma boa conselheira, quem é detentor de um cargo publico e por tanto servidor publico, perde a noção da realidade ao ponto de ter já todas as respostas, sem precisar escutar nem as perguntas e nem ouvir ou considerar novas alternativas. quando já se tem todas as respostas pode ser o momento certo para mudar as perguntas.
Tambem neste blog veiculamos o texto do Arqt. Arno Kumlehn, A Dialetica Espaço Temporal, e destacamos os paragrafos:
" Alguns dos resultados práticos da gestão urbana de difíceis escolhas diárias esta em parte diretamente vinculado ao tempo gasto com planejamento urbano, é realmente difícil pensar Joinville apenas em meio expediente somado aos afazeres burocráticos. Resultado pratico ou concreto deste procedimento é os camaristas fazerem planejamento urbano apenas com leis."
"“Optar entre bom ou razoável, entre realizar o imperfeito ou permanecer no sonho” no meu entendimento não são palavras apropriadas aos gestores públicos, portanto vou continuar sonhando ouvir destes que optamos (democrática e participativamente) pelo melhor para a cidade e que faremos obrigatoriamente uma gestão competente dos recursos. "
É recomendavel a leitura atenta de cada um dos textos, que estimulam um debate inexistente numa cidade, em que o dialogo se impõe pela "força da lei"
Ponto e Contraponto

Pelo nível do "debate" os textos estão começando a subir de tom. O que prova que as criticas constantes ao modelo de gestão que o IPPUJ tem praticado na ultima década, desperta opiniões a favor e contra.O nível de virulência dos textos, mostra que os golpes estão sendo encaixados e que o fígado esta começando a doer.
O texto do Arqt. Marcel Virmond Vieira no jornal A Noticia "Gestores" ao mesmo tempo em que reconhece que:
"Na prática da gestão urbana, somos diariamente confrontados com difíceis escolhas. Na impossibilidade de transformar radicalmente a paisagem da cidade naquela que acreditamos ser a ideal, diante da assincronia entre a dinâmica urbana e o tempo de construção dos cenários vislumbrados, diante também das limitações técnicas e econômicas, somos levados a optar entre o bom e o razoável, entre realizar o imperfeito ou permanecer no sonho. Enquanto isso, a cidade real prossegue em seu movimento desconexo."
O Arqt. Sérgio Guilherme Gollnick, no seu blog viver urbanamente, escreve o texto "O Malabarista":
"Algumas atitudes se mostram patéticas, as de enjeitar responsabilidades sobre a gestão urbana, que nos últimos nove anos estiveram sob a responsabilidade cabal de um mesmo grupo, mesmo com a mudança de matiz partidária da gestão municipal. É patético, senão trágico, ver responsáveis políticos, sejam eles gestores eleitos ou àqueles indicados por alguém, que gravitam no centro do poder, a descartarem-se das suas responsabilidades,"
Novos textos e opiniões devem aumentar o debate, o que surpreende porem é a dificuldade dos gestores públicos de "escutar" a sociedade, a soberba não é uma boa conselheira, quem é detentor de um cargo publico e por tanto servidor publico, perde a noção da realidade ao ponto de ter já todas as respostas, sem precisar escutar nem as perguntas e nem ouvir ou considerar novas alternativas. quando já se tem todas as respostas pode ser o momento certo para mudar as perguntas.
7 de julho de 2009
Transito em Joinville

A carta publicada no jornal A Noticia, sintetiza de forma irónica, quase debochada, a forma como são tratadas as coisas da cidade. O transito é um destes pontos.
A proposta da criação do cargo de Ditador, remete a forma pouco democrática, técnica e seria como são tomadas as decisões em Joinville e a ausência completa de cobrança de responsabilidades por parte da sociedade, faz que prosperem estes ditadores de araque, que com tudo ocasionam não pouco prejuízo a sociedade.
Nós já temos o nosso exercito de pequenos ditadores, que armados com pouco mais que a sua natural teimosia, soberba e um átimo de poder. Decidem e fazem acontecer contra tudo e contra todos. Convertendo a cidade no seu feudo e erigindo se em soberano de seus súditos.
O trânsito no Centro de Joinville precisa de um homem forte, um ditador. Se o poder público não acatar as ordens do ditador, o assunto vai para a imprensa, que joga a opinião pública contra o poder público quantas vezes for em necessárias, e então acatará o ditador.
O ditador é a figura de quem melhor estudou o trânsito de Joinville sob os aspectos comunitários, e suas ideias devem ser executadas sem restrições, com carta branca, sem perda de tempo com comissões que não levam a nada.
Vejam o trânsito na rua Dr. João Colin. Depois da decisão acertada de eliminar o estacionamento, o corredor de ônibus é uma farsa que não funciona, tira 33% do fluxo de todos os veículos que sobem a rua quando se reduziu de três para duas as faixas de tráfego.
Este número de 33% assustaria qualquer matemático, mas não assustou ninguém da Seinfra e do Ippuj. Quem sobe a João Colin tem 17 ruas para convergir à direita, mais três ruas sem saída, então os automóveis já são obrigados a usar a faixa do ônibus perto de 20 cruzamentos. Os motoristas já começam a desobedecer à faixa de ônibus, já que há uma consciência de que o trânsito deve ser livre.
Os nove semáforos entre a Padre Carlos e a Max Colin devem ficar dois minutos sincronizados no verde, das 10 horas às 20 horas de segunda a sexta, e das 10 horas às 14 horas no sábado, para desafogar o tráfego. Idem para os seis semáforos da rua Blumenau, entre a Max Colin e a 9 de Março.
Chega de faixa exclusiva para ônibus. A recuperação do gasto à toa na criação destas faixas, fruto da incompetência do poder público, será ressarcida com a eliminação dos salários de quem mandou fazer isso. Posse ao ditador.
Horácio Nelson Wendel
Joinville
6 de julho de 2008
Atendendo a leitores do blog

Alguns leitores, que alem de dominar o português muito melhor do que eu, o tem como lingua materna e ainda utilizam um vocabulário mais rico que o meu, tem alertado para os dois posts abaixo.
Na sua opinião o termo utilizado pelo post, para se definir as atitudes recentes do governo municipal, poderiam levar ao leitor a erro. Considerando que os termos prepotência e arrogância, podem ter significados parecidos, mas que são distintos.
Na duvida recorro ao sempre fiel Aurélio, deixando que cada um de vocês, chegue as suas conclusões.
Prepotência
[Do lat. praepotentia.]
S. f.
1. Grande poder ou influência.
2. Opressão, despotismo: "recuar parecia aos políticos, sempre pouco inclinados a qualquer sombra de renúncia, um ato de covardia ou de humilhante submissão à prepotência de um grupo de militares..." (José Maria Belo, Memórias, p. 121).
Prepotente
[Do lat. praepotente.]
Adj. 2 g.
1. Muito poderoso ou influente.
2. Que abusa do poder ou da autoridade; opressivo, despótico, tirânico: governo prepotente; pai prepotente.
3. Que revela prepotência; próprio de quem é prepotente: atitudes prepotentes.
Arrogância
[Do lat. arrogantia.]
S. f.
1. Orgulho que se manifesta por atitudes altivas e desdenhosas; soberba.
2. Insolência, atrevimento.
Soberba
(ê). [F. subst. do adj. soberbo.]
S. f.
1. Elevação ou altura de uma coisa em relação a outra.
2. Orgulho excessivo; altivez, arrogância, presunção, sobrançaria, sobranceria
Claro que o leitor sempre tem razão. Provavelmente as atitudes citadas, estão mais perto da prepotência que da arrogância e poderíamos ainda incluir A soberba como outro dos substantivos que podem ajudar a definir com maior propriedade a forma como a administração municipal tem tratado os assuntos públicos.
De todos modos, parece claro que nenhum dos substantivos mencionados faz referencia a virtudes desejáveis, para um bom administrador publico.
Obrigado a todos pelas considerações.
1 de maio de 2008
A soberba

Parece que para alcançar determinados cargos e postos importantes dentro da sociedade, sejam públicos ou privados, tenha se convertido num pré-requisito ser soberbo.
Na definição do dicionário Aurélio, a soberba, um dos sete pecados capitais e um dos mais letais na vida, significa “orgulho excessivo; arrogância”.
Os romanos, em pleno esplendor do seu império, tinham o costume de colocar imediatamente atrás do imperador, que chegava triunfante das batalhas, um escravo, que ate poucos dias antes, tinha sido ele próprio rei de um império e que a partir da sua derrota, se veia convertido num escravo, a função do escravo era a de lembrar ao imperador, inebriado de orgulho e aclamado pelo seus triunfos, que ele era um mortal, e que poderia caso fracassasse ser ele próprio um escravo no futuro. Uma maneira inteligente de lembrar a fragilidade da condição humana.
Mesmo sabendo que todo orgulho, que leva ao excesso de autoconfiança é prejudicial, também a arrogância pode se transformar em uma arma tão letal para nossa capacidade de gerar mudanças produtivas quanto a carência de confiança.
Ninguém esta a salvo de cometer este pecado, pessoas ricas e pobres, de ambos os sexos e níveis de escolaridade, caem nele com facilidade, corremos o risco de generalizar dizendo que quanto mais alto se ascende na escala social, maior a propensão a ser soberbo. Ao contrário que se acredita, os ricos não necessariamente são mais soberbos que os pobres ou que os pobres são humildes, apenas por serem pobres. Encontramos em todas as classes sociais pessoas soberbas e humildes.
A soberba traz com ela a falta de humildade para ouvir e aprender, também é responsável pelo excesso de vaidade pelo próprio saber ou sucesso. E finalmente orgulho excessivo, altivez, arrogância e presunção. A pessoa Acaba ficando emburrecida e medíocre.