31 de agosto de 2008

Aluno Guia


Poucos projetos têm me motivado tanto e merecem o meu apoio, como o projeto do aluno guia a proposta de motivar os jovens, para que desde jovens se envolvam e assumam as suas responsabilidades sociais. É um projeto que nunca poderia ter sido descontinuado.
É uma iniciativa, que se por um lado não é nova, nem exclusiva de Joinville, precisa ser defendida, apoiada e divulgada. Nada prepara melhor para a vida e para uma vida responsável e digna, como assumir gradativamente responsabilidade e ser reconhecido por isto.
O projeto tem tido aqui em Joinville os seus altos e baixos, iniciado na gestão do prefeito Luiz Gomes ( Lula) por uma iniciativa do professor Piske, foi a única época recente em que o transito foi encarado como um projeto para a cidade. Foi naquela época que se criou a Comissão Comunitária para a Humanização do Transito, com o envolvimento de um grupo de voluntários que levaram o desafio adiante, dentre eles destaque para o empresário Mario Zendron. Foi nesta época que Joinville ganhou o premio Volvo de segurança no transito. Daquela época até hoje pouco foi feito. Não tem cabimento que o projeto Aluno Guia, não esteja na porta de todas as nossas escolas, desta forma as escolas poderão levar para a rua os ensinamentos sobre transito, que os alunos recebem na sala de aula.
Um anacronismo permanece no projeto joinvillense, que o impede de crescer e de ficar melhor, a obrigatoriedade de manter junto com os alunos guia a figura do Policial Militar, com quadro insuficiente para o policiamento ostensivo, a policia militar é hoje um dos entraves para que o projeto possa se estender a todas as escolas. Para lembrar o projeto Aluno Guia surgiu da impossibilidade de manter policiamento na frente das escolas nos horários de entrada e saída, para isto o projeto. Quando se estabeleceu a obrigatoriedade de manter um policial junto o desenvolvimento do projeto foi comprometido.
Por outro lado, se as escolas precisam ter um policial militar, para que o aluno guia? O trabalho é redundante e estabelece uma tutela, que impede os alunos de assumir as suas responsabilidades que o programa preconiza.
Nos Estados Unidos, Canada e na Europa, aonde este projeto também funciona com sucesso e sem interrupções durante décadas os alunos guias são apoiados por professores, voluntarios e funcionarios das proprias escolas, libernado os policiais para labores mais apropriadas para o seu grau de formação e treinamento. Acredito que o Aluno Guia deveria estar em todas e cada uma das nossas escolas.

Em tempo de campanha politica

Vale a pena pensar se estamos nos deixando influenciar pela vistosidade e pela midia, ou se estamos escolhendo o candidato que tem as melhores propostas. O mais eficaz para enfrentar os problemas que Joinville tem.

30 de agosto de 2008

Pobreza e Riqueza








"Somos pobres porque acreditamos na distribuição e não na produção de renda"


Gerhard Enrich Boheme

Aluno Guia (2)


Alunos Guia no Canadá


Definição

" Em uma autocracia, uma pessoa manda; em uma oligarquia algumas pessoas mandam; em uma democracia, ninguem manda em nada."
Celia Green

27 de agosto de 2008

Um dia a prefeitura faz, no outro desfaz


Num dia a prefeitura faz praças, no outro as remodela e revitaliza, porque por falta de manutenção estavam abandonadas.
Num dia constroi sanitarios publicos, no outro são demolidos para poder construir de novo.
Por falta de manutenção o investimento publico se perde e temos que pagar de novo. O pior é que ninguem é responsabilizado.
Será que o bom senso não diz que esto é desperdicio de dinheiro publico?
Num dia coloca petit pave, no outro arranca tudo, joga fora e coloca paver.
Como quem paga é o povo, fica muito facil gastar impunemente.
Para ver a imagem do sanitario que estava aqui As praças e o verde (2)

PLANEJAMENTO OLIMPICO

PLANEJAMENTO OLIMPICO

Número cabalístico pode chamar o dia 8 do mês 8 (agosto) do ano de 2008 as 8 horas e 8 minutos, todos planejados para dar inicio as cerimônias que abriram as Olimpíadas de Pequim, como também planejados foram os resultados que a China desejava obter, programado a partir da Olimpíada de Sidney, exatos 8 anos atrás. Chama nossa atenção a quantidade de números 8 e de um solitário 2, como também o sucesso dos resultados obtidos pelo pais organizador independente de conotações políticas.

Misteriosamente ou fato do acaso no dia 28 do mês 2 (fevereiro) do ano de 2008 foi aprovada na Câmara de Vereadores de Joinville a Lei Complementar que instituiu o Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável do Município de Joinville. Os números 8 e 2 continuam a nos fazer companhia. Porem estes mesmos números que vem a seguir devem sugerir a presença de forças mais poderosas, quando no artigo 82 da Lei Complementar, diz: A Lei Complementar de Democratização da Gestão Urbana regulamenta os instrumentos que visam garantir a participação popular na gestão das políticas publicas e na tomada de decisões sobre os grandes empreendimentos a serem realizados na cidade, a saber:

I - Conferencia Municipal das Cidades

II-Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável

III – Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança

Portanto a Lei Complementar de Democratização da Gestão Urbana deve ter seu projeto de lei encaminhado ao Legislativo, ate dia 28 do mês 8(agosto) de 2008, prazo este previsto na própria Lei do Plano Diretor. Neste caso surgem perguntas ao Executivo:

1. Quando o Executivo ira convocar, organizar e coordenar uma nova Conferencia da Cidade?

2. Quando o Executivo ira nomear os membros do já criado Conselho de Cidade?

3. Quando o IPPUJ, já que o Conselho é vinculado por lei a este órgão de planejamento municipal ira disponibilizar os recursos técnicos, administrativos e logísticos necessários ao seu funcionamento?

4. Quando o Executivo apresentará as normas do Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança?

5. Porque se algumas normas pré-estabelecidas na Lei do Plano Diretor quanto ao EPIV, não foram seguidas quando da implantação dos corredores de transporte publico, como: provável alteração das características de uso e ocupação do solo em decorrência da implantação, provável alteração do valor dos imóveis na área de influencia, interferência abrupta na paisagem urbana, alteração no entorno que descaracterize bem tombado?

6. Porque quando da implantação dos corredores, o IPPUJ não aproveitou para treinar esses novos instrumentos de Gestão Democrática de Planejamento?

7. Fez-se o diagnostico das áreas do projeto, e onde estão os dados e as analises dos impactos positivos e negativos, diretos e indiretos, imediatos, a médio e longo prazo, temporários ou permanentes sobre a área de influencia e quais as medidas mitigadoras propostas aos impactados diretamente?

Deixo 8 perguntas para serem respondidas, porem como disse Rosseau, nos idos do século XVI, ”fosse eu Príncipe ou Legislador não perderia meu tempo dizendo o que deve ser feito: ou o faria ou me calaria”. No século XXI as coisas continuam iguais, ou será que o judiciário fará seu dever ou também se calara?

Arno Kumlehn

Arquiteto e Urbanista.

jornalista com coragem


Vale a pena dar uma olhada neste vídeo. Tem coisas que precisam ser ditas e ainda bem que tem gente que tem coragem de dizer las.
A jornalista foi demitida e todos nos perdemos. Quem mais perdeu foi a liberdade de expressão e a democracia.

26 de agosto de 2008

Contas para iniciantes


Os valores das contas publicas são sempre herméticos, difíceis de entender e de mensurar para quem como a gente esta acostumado a lidar com valores menores no quotidiano.
Um exemplo interessante, a prefeitura informou que o contrato da troca do piso das praças no centro de Joinville deverá custar R$ 1.500.000, sem contar os possíveis e prováveis aumentos do contrato, que tão comuns tem sido nas obras publicas. Um valor significativo em quaisquer lugar.
O governo federal lançou ontem o Programa de Qualificação de Museus para o Turismo. Na primeira etapa serão beneficiadas sete instituições, entre elas o Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Sacra de Salvador (BA), a Casa das Artes do Divino (GO), o Museu da Inconfidência (MG), o Museu Emilio Goeldi (PA), o Museu do Homem do Nordeste (PE) e o Museu Oceanográfico (RS). O Valor total é de R$ 2.000.000, seria o equivalente a troca do piso das praças e o pedacinho de Boulevard.
Podemos achar que alhos não tem nada a ver com bugalhos, e até que pode ser verdade, para uma cidade rica como a nossa. Mas ninguém pode nos negar que em paver nos gastamos mais que em cultura.
Não vamos ganhar nenhum prémio cultural, nem os nossos museus receberão grandes investimentos, mas em cimento, não tem pra ninguém.

Transito, sempre o dito transito

Guto Cassiano, teve acesso a ultima versão do PRO MOB, programa de Mobilidade Urbana da Prefeitura Municipal de Joinville, você tem a imagem em primeira mão.

Para pensar










Duas coisas não se perdoam jamais: o fracasso... e o sucesso.

Laurent Fabius, político francês

25 de agosto de 2008

E a historia de Joinville?

No aniversario do Sr. Baltasar Buschle











Quando ele chega aos 90 anos de sabedoria e de experiência, as frases e as ideias de outro Baltasar, Baltasar Gracian - 1601-1658 - Jesuíta e escritor espanhol, como uma homenagem

"Aprovar tudo é ignorância, reprovar tudo é malícia"

"As coisas que tem que ser feitas, não tem que ser ditas, e as que tem que ser ditas. não tem que ser feitas."

"Não tem ninguém que não possa ser mestre de outro, em algum conhecimento"

"Não tem mestre que não possa ser aluno"

"Para governar loucos é preciso muito entendimento e para reger néscios é preciso uma grande sabedoria."

"Não tem no mundo cargo tão importante como a liberdade de coração"

"Vale mais uma grama de bom senso que arrobas de sutileza"

"São tontos todos os que parecem e a metade dos que não parecem"

"Por muito importante que seja o cargo, a pessoa precisa ser maior"

"Saber e saber mostrar é saber duas vezes"

"Coloca uma grama de audácia em tudo o que você faça"

"É tão difícil dizer a verdade, quanto oculta-la"

"Só vive aquele que sabe"

Lei seca


Este é um país de extremos, de contrastes e de contra-sensos. Depois da publicação da lei seca que reduz a zero, o teor de álcool permitido, podemos acompanhar como mudou a atuação da nossa policia, em particular e das autoridades do transito em geral.

A forma adotada é a da punição, ficou no caminho o bom senso e a educação, mesmo que o Código Brasileiro de Transito diga explicitamente que o objetivo do código é primeiro a educação e só depois a fiscalização.

A atitude de emboscar os condutores na saída de bares, restaurantes e similares, com forte aparato policial, para multar, prender e rebocar. Alias nada que a policia não poderia ter feito antes da implantação da chamada lei seca, quando os teores de álcool permitidos para os motoristas, mesmo sendo maiores que os atuais, eram tão baixos que muitos países desenvolvidos ainda os continuam permitindo.

O bom senso leva a supor, que se as autoridades do transito tivessem feito antes o que a lei autorizava e permitia já no passado os números de acidentes de transito causados por excesso de álcool já teriam reduzido e o nosso transito seria hoje mais seguro. Os nossos hospitais teriam recebido menos feridos e as unidades de emergência e traumatismo teriam tido muito menos trabalho. A omissão do passado, tem nos conduzido aos excessos do presente.

Nada impediria a uma policia voltada a educação e a prevenção, circular pelos estacionamentos de bares e restaurante e usando o bafômetro de modo preventivo, identificar os motoristas que não teriam condições de dirigir. Com menor truculência e aparatosidade conseguiriam o efeito pretendido, evitar que aqueles que tenham bebido possam dirigir.

Claro que o numero de multas e prisões diminuiriam sensivelmente. Mas o objeto da lei deve ser prioritariamente o da educação e a busca de segurança no transito.

Identificar os motoristas que não estejam dentro dos limites da lei, antes que possam dirigir, alem de ser mais seguro para todos, ajuda a construir uma sociedade que trata ao individuo com respeito e prioriza a educação. A opção pela punição e pela multa, nos traz a um modelo de sociedade em que o valor pecuniário se antepõe ao valor do individuo.

Ao final qual é o objetivo que queremos, um transito mais seguro? Ou arrecadar mais com multas mais altas?

Publicado no A Noticia

Metade, não é suficente



Um tema que prende a atenção é o transito, todo o mundo tem um palpite, uma opinião, uma sugestão a fazer. Parte desta contribuição tem a ver principalmente na falta de uma política publica, num plano concreto, de uma proposta plausível por parte do poder publico. É esta falta, a que faz que todos os motoristas e a maioria dos passageiros, se sintam a vontade para opinar.

Como a ineficiência publica transmite, a percepção que ninguém entende, então todos podemos nos sentir a vontade para opinar. Numa democrática e barulhenta participação, repleta de propostas, mais dispersivas e passionais que produtivas.

Muitas são as causas e os motivos da situação caótica em que o transito tem se convertido. O acesso de maior parte da população ao carros e motos, a falta de políticas publicas de apoio ao transporte coletivo, a falta de calçadas e passeios que estimulem e priorizem os pedestres, a ausência de ciclovias e tantas outros que poderiam encher este espaço.

Mas esquecemos que a principal causa é o fazer as coisas pela metade. Por exemplo, do binário das ruas Max Colin e Timbó, previsto desde 1973, nada foi implantado . Agora com um supermercado construído no meio da Rua Timbó, esta comprometido e sem previsão de implantação.

A duplicação da Ottokar Doerffel, como tantas outras publicas, nunca foi implantada. Da Rua Marques de Olinda foi construída a metade do percorrido e ainda só com a metade da largura. A Rua Almirante Jaceguay, é outra que não saiu do papel.

A Rua Benjamim Constant já enfrenta problemas de transito hoje, mesmo assim a prefeitura alterou o zoneamento permitindo a construção de prédios em ambos os lados da rua, o que aumentara o fluxo de pessoas e veículos e saturara rapidamente esta via.

A autorização para construção de um Shopping Center, transvestido de Centro Comercial, para burlar a lei, alem de uma vergonha, representa a criação de um novo pólo gerador de trafego, numa região que já enfrenta problemas graves de saturação hoje.

Ao deixar as coisas pela metade o poder publico inibe o desenvolvimento da cidade, tolhe os investimentos privados e faz a cidade mais ineficiente.

Planejar e esquecer o que foi planejado, mudando constantemente os projetos é uma afronta é um desperdício de dinheiro publico que só tem cabimento nesta embriagadora festa pré-eleitoral, em que parece que todas as quimeras têm espaço e publico.

24 de agosto de 2008

Economia para não economistas



Da internet.


O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.


Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo a pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis e os transformam em CDB, CDO , CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.


Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capítais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece ( as tais cadernetas do seu Biu ).


Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.

Bertolt Brecht

O Analfabeto Político
Bertolt Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

23 de agosto de 2008

Toda esta febre de recapeamentos asfalticos...


lembra o asfalto de politico, que só precisa durar até as eleições, as vezes não dura nem até o primeiro turno...no máximo até o segundo turno...

Da internet...

Muitos textos correm pela internet, alguns mais interessantes que outros.
Transcrevemos este que serve para reavaliar conceitos.
Voce o que acha?

Diamantina, interior de Minas, 1914.

O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de
sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras
dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como
presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.

Brasília, 2003.

Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado. Acha bobagem falar inglês. "Tenho diploma da vida", afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece.

Londres, 1940.

Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é
iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que
vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill
insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não
aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como
tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos
bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.

Brasília, 2005.

A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana - e consegue.
Explica, candidamente, que quer "um futuro melhor para seus filhos".
E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS?

Washington, 1974.

A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está
envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e
Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando.
Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005.

Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e
tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é
instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o "eu não
sabia de nada!", e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que
foi "traído", mas não conta por quem.

Londres, 2001.

O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido,embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005.

O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa "sujeira".
Qual sujeira?

Nova Délhi, 2003.

O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo BEM-195, da Embraer, por US$ 10 milhões.

Brasília, 2003.

Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não
serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.

E você, já decidiu o que vai fazer nos próximos cinco minutos?
Vamos repassar esse texto para a maioria dos nossos contatos?
Vamos dar ao BRASIL uma nova chance?
Ele precisa voltar para o caminho da dignidade.
Nós não merecemos o desgoverno que se instalou em nosso País e precisamos acordar e lutar antes que seja tarde.

Perca mais cinco minutos e converse com todos os seus amigos que não têm acesso a internet.


"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King

Improvisação



Não é a primeira vez que este blog se manifesta, não só sobre a falta de planejamento das obras e serviços da prefeitura municipal de Joinville o que leva a improvisação e a uma perda da qualidade. Tambem temos nos manifestado sobre a ma qualidade do asfalto e a pouca durabilidade dos trabalhos de capeamento e recapeamento das ruas.

Os textos:
Joinville se equipara as maiores metropoles do Bra...
O meio fio sumiu
Operação Tapa Buraco
Pavimentação
Um dia a gente asfalta....
Como sou leigo no assunto
O alto custo de tapar buracos
Tem feito referencia repetidamente a este tema, se por um lado o resultado, desde o ponto de vista da melhoria da qualidade do trabalho e do aumento da durabilidade do asfalto, tem sido pífio. Por outro lado serve para mostrar que o tema não é novo e que não deve melhorar a curto prazo.

No Jornal A Noticia de hoje, dia 23 de Agosto, o jornalista Jefferson Saavedra publica duas fotos sobre o lamentável estado em que se encontra o asfalto do corredor de ónibus da rua João Colin,
surpreende que os técnicos da prefeitura não tenham considerado que a pavimentação deveria ser reforçada para atender a maior exigência, por se tratar de um corredor exclusivo para ónibus.
Fica uma vez mais a impressão que a rotineira falta de planejamento e a pressa em querer mostrar serviço antes das eleições leva a este tipo de situações.
Pode ainda ser que os técnicos do município na sua desenfreada busca pela inovação, tenham passado a utilizar um novo tipo de asfalto biodegradavel, que não polua e seja ecologicamente correto. Caso esta seja o motivo das duas imagens que acompanham este post, devemos considerar que o resultado não tenha sido o esperado, porque o asfalto não tem durado nem dois meses.
Sempre é bom lembrar que quem paga o fazer e o refazer das obras mal feitas e pior planejadas e o contribuinte.

22 de agosto de 2008

As Promessas da Campanha




















400 novos leitos para a saude
Acabar com as filas
VLT (Veiculo Leve Sobre Trilhos)
Metro de superfície.

Túnel do Boa Vista.
Eixo Norte - Sul
Parques e Praças.
Parque na Expoville
Passe livre
Acabar com o turno intermediário.
Despoluir o Rio Cachoeira.
etc...

21 de agosto de 2008

Para pensar na cama

Muitos executivos gostam de iludir-se pensando que são empresários. Minha idéia de empresário é de alguém que venda a casa, passa a morar em um trailer e usa o dinheiro obtido com a venda para comprar ou arrendar uma pequena fábrica a fim de produzir algo que quer vender ao mundo. Quantos executivos você conhece, dispostos a correr tal risco?

Allan Cox


Pensando no futuro de Joinville


Quando em Joinville os candidatos apresentam projetos cada vez mais ousados e menos criveis, para o desenvolvimento da cidade e a definição do seu futuro. Este blog publica um texto de Gerhard Erich Boehme, que nos coloca uma visão diferente, a partir de olhar as pessoas, os cidadãos e entender as suas necessidades, as suas aspirações e especialmente a busca de uma vida com mais qualidade e a construção de uma cidade melhor. A reflexão que é muito interessante, poderia servir de referencia, não só para nossos candidatos a prefeito e vereador, também e muito especialmente para os representantes da sociedade organizada. Mesmo utilizando Curitiba como referencia, as suas considerações são perfeitamente validas para quaisquer outra cidade brasileira, inclusive Joinville.



A Costa Rica vem sendo apontada como um sucesso no que se refere à defesa da liberdade e suas conquistas sociais, todos os indicadores sociais, os quais, mesmo comparados com Cuba, são os melhores. Vale lembrar que em Cuba estes muitas vezes, ou melhor, na maioria das vezes são propositada e ideologicamente alterados ou de difícil comprovação. A começar pelos indicadores relativos à corrupção e ao exercício da liberdade, uma vez que os demais comprovadamente decorrem destes dois, da liberdade de empreender em especial.

Curitiba, uma das principais capitais do Sul do Brasil foi durante décadas apontada como tendo a melhor qualidade de vida dentre as grandes cidades brasileiras.


O que Curitiba e a Costa Rica tinham em comum?

- Em ambas a discriminação espacial era praticamente inexistente, mas por conta da forma como ocorre o direcionamento de seu desenvolvimento, tanto aquele país como hoje a Região Metropolitana de Curitiba, estão se tornando locais onde a qualidade de vida se deteriora rapidamente e já se encontra entre as piores do mundo, se igualando as demais regiões brasileiras, sem que o poder público possa, de forma eficaz, se fazer presente, em especial em termos de proteção contra à violência.

Não vou entrar no mérito de como a Costa Rica, através do profundo respeito à Filosofia¹) da Liberdade, conquistou a posição que hoje ocupa. Mas em Curitiba, onde em uma mesma rua se podia, e ainda hoje se pode ver, ao lado de verdadeiras mansões, casas simples de madeira, com seus cidadãos convivendo muitas vezes os mesmos problemas. Da padaria à farmácia, da escola ao transporte público são comuns. Assim como o convívio e dele decorrente, a solidariedade.

Mas com o crescimento desordenado que Curitiba sofreu nos últimos anos, retirando dela toda a característica de ter sido a maior cidade brasileira de colonização alemã, a qual foi responsável pela ocupação espaçada, com excelentes escolas e que se mobilizou de forma fantástica, isso a quase cem anos atrás, para ter a sua primeira Universidade no Brasil, a qual foi posteriormente federalizada. Hoje é conhecida como a UFPR e ela guarda consigo boa parte do patrimônio da antiga escola alemã, terrenos onde hoje se encontra o Hospital de Clínicas.

Pertencente à UFPR temos a sua Escola Técnica, a qual divide com o Colégio Martinus, Divina Providência e Colégio Bom Jesus a mesma história, durante décadas, desde a fundação. Formada por bairros bucólicos, hoje Curitiba sofre e promove indiscriminadamente também a discriminação espacial.

Por desconhecer ou desconsiderar o Princípio da Subsidiariedade, decisões foram sendo tomadas nas três últimas décadas, todas afastando de um crescimento sustentado e humano, seguiram a lógica da cultura da lombada – a de atuar no efeito e não na causa do problema - e da discriminação espacial. Vieram os condomínios fechados, a urbanização seletiva e as invasões promovidas pelo, hoje Governador, Roberto Requião, o qual pôs por terra todo um planejamento urbano, liderado pelo arquiteto Jaime Lerner, que conferia a Curitiba ser uma, senão a única cidade brasileira com um plano diretor efetivo, isto é, colocado em prática. Foi dele também o Plano Diretor original da cidade do Guarujá em São Paulo, abandonado por políticos demagogos.

Políticas públicas são fundamentais, e estas devem prever e rejeitar a descriminação espacial, pois é da discriminação espacial que nasce ou a partir dela concorre ao principal fator para o crescimento da violência e perda da qualidade de vida.

As soluções existem, sendo fundamental que os municípios tenham a Agenda 21 Local e o Plano Diretor.

Mas observem os candidatos a vereadores e prefeitos, poucos estão preparados para conduzir estes temas em consenso e com respeito ao Princípio da Subsidiariedade com a sociedade. Nada é discutido. Optam por defender e criar projetos demagógicos de “favelização” com seus conjuntos populares ou urbanização demagógica, seguem a “cultura da lombada”.

A discriminação espacial nestes casos é mais grave, pois geram a violência por uma série de razões, dentre as quais destaco:

1. não permitem que as crianças tenham espaço para brincar sob os olhos dos pais ou responsáveis, já que em tenra idade são “expulsadas” para as ruas, com todo tipo de influência negativa; fazendo com que a educação não venha de pessoas responsáveis;

2. as famílias não possuem condições, em seu espaço físico, de exercer uma atividade econômica, como uma oficina, um atelier, etc., nem hoje e muito menos no futuro;

3. as famílias, impossibilitadas pela área disponibilizada, não podem ampliar as suas construções de forma que tenham uma vida mais digna e que acompanhe o seu crescimento natural, com a chegada dos filhos ou mesmo a vinda de pais ou parentes em idade mais avançada;

4. as famílias ficam impossibilitadas de terem uma complementação da alimentação, através de árvores frutíferas, hortas ou criação de pequenos animais (galinhas, codornas, etc.);

5. as famílias, devido a irracional ocupação dos espaços, ficam privadas de sua intimidade;

6. as famílias ficam impossibilitadas de ampliarem as suas residências, conferindo a elas mais conforto, qualidade de vida e praticidade;

7. as famílias ficam impossibilitadas de investirem suas poupanças, tempo e recursos em suas residências, possibilitando o aumento natural do valor de seu patrimônio;

8. as famílias passam a ocupar o espaço sem preocupações com o ambiente que as cercam, criando e agravando os impactos ambientais e deteriorando o espaço urbano.

Eu poderia apontar mais de uma centena de justificativas, mas a questão é que esta irracionalidade não é combatida, o crescimento das cidades brasileiras é feito de forma violenta, e isso desde a quartelada que muitos chamam de “Proclamação da República”, com suas invasões, de forma irracional através do “enclausuramentovirificadas nos projetos com condomínios fechados ou ainda promovendo de forma mais vergonhosa a discriminação espacial, com seus conjuntos e moradias populares. E isso em um país com vastas áreas para seu crescimento.

Voltando à Costa Rica, inicialmente recomendo o excelente artigo que nos foi disponibilizado pelo Instituto Liberal, o qual reproduzo abaixo. Mostra o lado bom de uma economia livre. Por outro lado, e, como bem nos lembra o jornalista Luiz Carlos Azenha, a principal denúncia que se faz é que ela, a Costa Rica, está à venda.

Escreve ele que oitenta por cento das áreas nas praias mais populares do país, especialmente na costa do Pacífico, foram adquiridas por estrangeiros - principalmente americanos. Depois de comprar o Alasca, os Estados Unidos estão comprando seu próprio paraíso tropical. Quem encomenda as placas anunciando projetos imobiliários nem se preocupa em anunciar em espanhol. É tudo em inglês.

Existe uma infinidade de fatores positivos nisso, e Cuba também se envereda pelo mesmo caminho, com seus condomínios e hotéis internacionais, só que neste caso são completamente inacessíveis aos cubanos. A discriminação espacial é total, é uma imposição do Estado, exceto aos que nesta atividade encontram seus empregos.

A América Central é conhecida como um lugar que se promove dizendo o que não tem. No Panamá, anúncios no aeroporto dizem que o país é um bom destino para investimentos, entre outras coisas porque não enfrenta risco de terremotos, nem de furacões. Na Costa Rica o motorista de táxi repete o bordão segundo o qual está tudo bem. "Não somos El Salvador, nem Honduras", disse ele sobre a criminalidade. Nas cidades da Costa Rica, que é um país de classe média, a população se esconde atrás de cercas e de arame farpado.

Lá, como aqui em Curitiba, se diz que a criminalidade é atribuída “a estrangeiros”, especialmente imigrantes da vizinha Nicarágua, aqui às pessoas que vieram de São Paulo, Nordeste e alguns casos do interior, o que de fato não deixa de ser verdade.

Os indicadores sociais da Costa Rica são mesmo muito melhores que os de toda a região, com exceção de Cuba, ao menos os oficiais, e isso sem a necessidade de ter sua diáspora ou criar suas prisões políticas. O país não tem exército e montou um sistema público de atendimento médico e hospitalar de alcance universal. A geografia é linda: mar, montanhas e florestas tropicais. O terreno acidentado impede o agronegócio em grandes extensões de terra. É a geografia a serviço da estabilidade política. A Costa Rica tem um grande número de pequenos proprietários, o que garante uma distribuição de renda bem melhor que a média regional.

Assim como Curitiba, a Costa Rica tem no turismo uma das principais atividades econômicas. Curitiba conquistou a fama de ser a cidade ecológica, uma grande farsa, aqui se constroem os binários, o transporte público se deteriora dia-a-dia – com superlotação constante, se derruba árvores de forma indiscriminada, sendo uma das cidades que mais perdeu área verde nas duas últimas duas décadas. Cidades no seu entorno lembram a Araucária, a qual está praticamente extinta, Pinhais, São José dos Pinhais, Araucária e por que não Core-atuba – muito pinhão, como chamavam a nossa cidade. A Costa Rica já não depende tanto da exportação de café, banana e plantas exóticas. A contradição está em que a própria expansão do chamado "turismo ecológico" se dá às custas da destruição de florestas, do surgimento de novos condomínios onde a discriminação espacial é gritante, da falta de infra-estrutura para atender aos novos projetos. Os americanos adotaram a Costa Rica como refúgio depois da aposentadoria. O refúgio se dá por conta do aumento da discriminação espacial.

Citar cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, como as que possuem pior qualidade de vida, em especial para as populações mais pobres, não é novidade, mas a questão é que por conta da discriminação espacial posta em prática é que se chegou a este resultado. São formadas por favelas.


Qual é a vantagem que a Costa Rica leva com tal liberdade?

Como bem nos lembra também o Luiz Carlo Azenha, na Costa Rica, agora os condomínios para estrangeiros vão se espalhar de vez. O país fica a duas horas de vôo de Miami e a três de Atlanta. As praias americanas são feias. O país não tem floresta tropical. A Costa Rica tem praias lindas, muito verde, calor tropical e mão-de-obra barata. Além disso, por causa das estradas precárias e das montanhas, lá os americanos podem brincar com os jipes com tração nas quatro rodas, que nos Estados Unidos só usam para ir de casa ao supermercado.


Qual foi a vantagem para os curitibanos terem conquistado a fama de terem uma boa qualidade de vida?

Aqui somente se ampliou a discriminação espacial. Exceto com Lerner, os demais alcaides foram incompetentes em considerar esta questão, e muito menos realizam um trabalho conjunto com os municípios da região, os quais por conta da discriminação espacial se tornaram cidades dormitórios ou palcos de extrema violência. Cito esta palavra, alcaide, pois estes últimos prefeitos foram verdadeiros alcaides, nos dois sentidos da palavra, substantivo e adjetivo. Promoveram a discriminação espacial, sendo o então Prefeito Roberto Requião o pior deles, com suas invasões promovidas visando à conquista de massa de manobra e sua fábrica de votos.

Requião é o que promoveu em Curitiba a maior discriminação espacial de sua história. Incentivou, através de seu aparelhamento ideológico, pequenos agricultores ou cidadãos de pequenas cidades de interior a virem morar em Curitiba. É um dos que usa e abusa do conceito da “distribuição”, mas é incompetente na geração de riqueza, renda e qualidade de vida.


"Somos pobres porque acreditamos na distribuição e não na produção de renda, este resultado do empenho de todos quando se observa o esforço em poder competir com liberdade e dignidade, observando a Filosofia da Liberdade¹, o Estado de Direito, o Princípio da Subsidiariedade e se combate o clientelismo² e a demagogia política". (Gerhard Erich Boehme).

Sim, mas como sair desta situação e efetivamente combatermos a discriminação espacial.

Alguns pontos de ação são fundamentais. Devemos começar por exigir de nossos políticos que efetivamente sejam competentes no que se refere a Agenda 21 Local e o Plano Diretor, mas não só deles, mas de nós mesmos.

Para entender a importância desta questão recomendo que acessem: http://www.boehme.com.br/agenda21.htm ou entrem em contato comigo através do e-mail: agenda21@boehme.com.br ou iso14000@web.de e venham a saber como a Agenda 21 Local pode reverter muitos problemas que hoje estão fora de controle.

Outra questão fundamental é não aceitarmos, em qualquer lugar do Brasil, novos projetos que visam a discriminação espacial e para tal é fundamental cobrar das autoridades que:

1. Conjuntos populares a serem criados tenham terrenos com área superior a 800m², sendo o recomendado áreas de 1.000 a 1.500m²;

2. Novos condomínios devem reservar parte de sua área a casas populares e a pessoas cadastradas junto a órgãos públicos;

3. Nos casos em que forem criados conjuntos populares com a construção de pequenos prédios, estes deverão contemplar uma área verde e área destinada ao convívio social, como churrasqueira, quadras e parques infantis, a exemplo do que estava programado para Curitiba por parte do ex-prefeito Jaime Lerner e sua equipe e que, de fato, se tornou realidade em alguns bairros.

Se não tirarmos as nossas crianças da rua, dificilmente seremos competentes em construir um Brasil melhor e seremos também responsáveis por promover a discriminação espacial, a qual é muito mais grave que todo e qualquer tipo de discriminação, mesmo a racial, pois parte significativa de nossa sociedade não sofre os efeitos da discriminação racial, mas sim da discriminação espacial e ela atinge a todos, direta ou indiretamente através de seus efeitos.

Quando me formei em engenharia na UFRJ, constava no nosso convite de formatura o compromisso de combater as causas que levavam a criação das favelas, em especial a que tínhamos como vizinhos, a Favela da Maré, hoje uma das maiores e mais violentas do Rio de Janeiro. Nunca me afastei deste compromisso.

Hoje, por conta da violência, não posso mais ministrar minhas aulas lá no período noturno.

Mas confesso, com o tipo de político que temos e o que é pior, que escolhemos, é difícil colocar em prática este compromisso. Entendo que o combate a discriminação espacial é a melhor alternativa. Ou uma das poucas alternativas que temos, o que obriga também termos políticas públicas consistentes que promovam a interiorização de nosso Brasil, em especial observando o princípio da subsidiariedade, o qual é desconhecido ou ignorado pelos brasileiros. O investimento a novos negócios deve ser direcionado às cidades com menos de 300mil habitantes e a estados menos populosos. A liberdade de escolha deve ser do cidadão ou empresário, mas o incentivo deve ser público, consensado pela sociedade.

Recomendo a leitura do artigo “A produção do espaço diferenciado dentro da favela: uma visão dos moradores da Maré”, nele encontramos uma importante referência que o morador de uma favela possui da cidade e da hierarquia urbana.

http://www.tamandare.g12.br/IsimposioCD/extra/mare.pdf

“Devido a forma com que vem se apresentando, o processo de globalização conduz a cidade a um (re)ordenamento, na tentativa de atender as novas exigências do capital global, tornando o espaço cada vez mais fruto de uma lógica mercadológica, onde as classes menos favorecidas ficam à margem dos projetos públicos e privados.” (Fabricio R. Migon)

E para concluir, se não combatermos a discriminação espacial, seguramente estamos contribuindo para a segregação social, e dela decorrente, estaremos concorrendo para todo tipo injustiça que se produz dentro da sociedade, a começar pela violência que se inicia quando uma criança é colocada na rua, sem atenção daqueles que a amam ou a deveriam amar.

Se observarmos a Costa Rica, Cuba ou o Brasil, independentemente da linha ideológica posta em prática em cada país, os três possuem em comum a falta de políticas públicas que inibam a discriminação espacial.


¹ Filosofia da Liberdade: http://isil.org/resources/introduction-portuguese.swf

² Clientelismo:http://www.puggina.org/outrosautores/news.php?detail=n1207225935.news

Uma realização política...

Peça que seu político responda às seguintes perguntas quando este for apresentar um projeto para moradias populares:

a) Onde as crianças poderão ou irão brincar?

b) Como e onde os atuais moradores poderão fazer as reformas necessárias para conferir à residência condições para uma melhor qualidade de vida de seus moradores?

c) Como e onde os moradores poderão adequar a construção para conferir a ela espaço para o aumento da família?

d) Como e onde os atuais moradores poderão desenvolver uma atividade econômica que lhes permitam aumentar a receita familiar?

e) Como e onde os atuais e futuros moradores poderão auxiliar o orçamento doméstico com pequenas hortas, criações ou a produção de frutas?

f) Como a intimidade familiar pode ser preservada?

g) Como e quando os atuais moradores poderão ter contato com pessoas com renda superior ou inferior a delas?

h) Como os moradores poderão preservar o patrimônio que vai sendo conquistado com o tempo, tornando-as menos vulneráveis a furtos e roubos?

i) Como evitar a segregação das pessoas que residem neste tipo de habitação?

j) Onde poderão ser plantadas árvores e plantas? Onde ficarão as flores que encantam e tornam a vida mais humana?

Gerhard Erich Boehme
gerhard@boehme.com.br


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