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13 de janeiro de 2013

O cidadão primeiro



Entra governo, sai governo. Entra presidente, sai presidente e algumas coisas não mudam. É como se na hora de assumir um cargo público algumas pessoas precisassem passar por um processo de idiotização, como passo prévio a sua nomeação.  Pessoas que ate poucos dias antes posavam de inteligentes e tinham uma opinião formada e até pautada pelo seu exemplo de vida anterior, por conta do cargo que ocupam passam a defender uma posição contraria a que sempre tiveram, mudam de lado, deixam de formar parte da sociedade para passar a defender outros interesses.

Nesta semana voltou às paginas dos jornais o tema do estacionamento rotativo, uma novela que se alastra e que continua sem solução. Agora o penúltimo capítulo é o da validade dos cartões do estacionamento. O tema serve primeiro para mostrar que o cidadão continua não sendo a prioridade da administração municipal. Nem para esta, nem para a anterior e provavelmente tampouco para a próxima. Serve também em consequência, para evidenciar que outros interesses que não os da sociedade são os que pautam a ação do agente público.

Joinville já passou por mais de uma troca de empresas operadoras do estacionamento rotativo, algumas mais traumáticas que outras, mas em todas elas sempre foi preservado o interesse maior do cidadão, por isso os cartões adquiridos legalmente pelos usuários tiveram a sua validade mantida até que foram utilizados pelos motoristas. Em nenhuma cabeça poderia caber que o cartão poderia perder a sua validade. O cartão representa um direito que o cidadão adquiriu para ocupar um determinado espaço, por um tempo predeterminado. A novidade agora é que o prejuízo ocasionado pela incompetência do gestor público deverá ser absorvido pelo joinvilense. Que verá o seu dinheiro perder valor de uma hora para outra. Teve até um presidente da antiga Conurb, hoje ITTRAN, que recomendou que os cartões fossem rasgados. É de conhecimento comum que uma forma de identificar os idiotas é sua capacidade para rasgar dinheiro.

Agora num ato que é apresentado como sendo uma concessão, o presidente do ITTRAN informa que excepcionalmente os cartões que ainda estejam em poder dos usuários poderão ser utilizados até o final deste mês de janeiro. É possível que haja alguém que esteja disposto a agradecer um ato de tal benevolência. Mas é bom lembrar que, os cartões não tem e nunca tiveram prazo de validade, e decidir unilateralmente que agora perderam a sua validade representa um prejuízo para os usuários e a perda de um direito. A importância desta decisão independe do valor do cartão ou do numero de cartões que ainda estejam em poder da população. O poder público de forma pouco honesta, esta contando que como devem quedar  poucos cartões em mãos dos usuários e que pelo pouco valor unitário não haverá uma corrida ao judiciário para que os joinvilenses busquem se defender desta arbitrariedade, e é a partir desta premissa que os deixa sem validade a partir do dia 31 de janeiro.

O discurso de zelar pelo dinheiro público tem neste caso da validade dos cartões do estacionamento rotativo uma abrangência maior que parece não ter sido bem compreendido ainda pelos novos detentores do poder municipal. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

2 de setembro de 2012

Bagunça rotativa


As palavras que melhor definem a forma como, o poder publico, por meio da Conurb primeiro e do ITTRAN depois, esta tratando o tema do estacionamento rotativo  são: descaso e falta de respeito com o usuário, a retaliação com o operador e a incompetência no manejo do processo.

Como já é uma constante nos assuntos que envolvem esta administração municipal o tema esta longe de ser resolvido e se alastra de forma vergonhosa por meses a fio sem que se vislumbre uma luz ao fim do túnel. Faz quase um ano que o joinvilense foi surpreendido com o rompimento, pela Conurb, do contrato do estacionamento rotativo . A Cartão Joinville tem conseguido na justiça manter o direito de continuar operando o sistema. Os usuarios do estacionamento rotativo ficaram confusos sem saber ao certo, nem o que estava acontecendo, nem como proceder. O presidente da Conurb acrescentou mais confusão ao declarar pela imprensa que os cartões perderam o seu valor e deveriam ser rasgados. Declaração infeliz inoportuna. Rasgar dinheiro não é algo que possa ser recomendado a nenhum contribuinte. Menos ainda se for por causa da incompetencia na fiscalização da empresa responsavel pelo sistema por parte de quem tinha e tem a responsabilidade por zelar pela boa gestão e pela preservação dos direitos dos joinvilenses.

A idas e voltas continuaram quase sem interrupção, com declarações e noticias desencontradas informando que uma nova empresa operaria o sistema de forma emergencial, dias depois a Cartão Joinville continuava operando.  
Durante um tempo o estacionamento ficou liberado e não aconteceu o caos previsto. As placas foram cobertas com sacolas pretas, depois retiradas, depois recolocadas consolidando a situação de confusão e desconcerto que perdura até hoje.

Agora as monitoras do Cartão Joinville compartilham as mesmas calçadas e espaços com as monitoras contratadas pelo ITTRAN. Umas notificando, as outras desdizendo o que as primeiras falaram. Umas notificando e exigindo a colocação do cartão, o ITTRAN pela sua parte informando que os cartões atuais perderiam o seu valor no ultimo dia de setembro,  dias mais tarde aumentando a validade até final de dezembro. No meio desta chuva de informações desencontradas se encontra o motorista joinvilense sem saber em quem acreditar.

Até agora a única rotatividade no estacionamento é a rotatividade de desinformação, do descaso  e de incompetência na forma de tratar o cidadão que é quem mais sofre com a forma como o tema esta sendo conduzido pelo poder público.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

22 de junho de 2012

Arborização urbana (Joinville)

Aqui se cortam as arvores porque as suas raízes destroem calçadas, mas são plantadas em buracos pequenos demais para o seu desenvolvimento, não recebem nenhum tipo de manutenção regular e não são feitas as podas necessárias para que mantenham o seu porte e tamanho para possam desenvolver nos diminutos espaços urbanos que se lhes destinam.







As imagens deste post foram tomadas numa caminhada de 15 minutos, ao longo de quatro quadras, na região central de Joinville e mostram o descaso com que a arborização urbana é tratada pelo poder público que tem a responsabilidade de manter as arvores localizadas nas calçadas e vias públicas.

17 de março de 2012

Mais segurança ou mais multas?


Mais segurança ou mais multas? 


A Conurb está mais interessada na segurança das pessoas ou em cobrar multas?



As recomendações do TCE (Tribunal de Contas do Estado) levaram a Conurb a suspender temporariamente a licitação para alugar aproximadamente 100 radares e lombadas eletrônicas, pelos que a empresa pagará um valor aproximado aos R$ 23 milhões. O objetivo declarado é o de melhorar a segurança no trânsito de Joinville. Mas a verdade pode ser bem diferente.

 A Conurb desenvolveu, ao longo do tempo, um modelo de negócio de uma simplicidade assustadora: precisa multar para pagar seus custos operacionais. A receita originária das multas de transito é a fonte de recursos principal - e praticamente única - para pagar salários, alugar veículos e equipamentos e fazer frente às suas despesas operacionais. O que transforma a arrecadação através das multas em uma necessidade.

No trânsito também há soluções simples, econômicas e rápidas. O problema é que estas soluções não enchem de dinheiro as esfomeadas arcas da empresa. Pouco tem a ver, neste caso, se a Conurb é uma empresa de economia mista ou uma autarquia como está sendo proposto. O problema reside claramente no modelo do negócio. Ter que multar não é o melhor nem para a cidade, nem para os motoristas, nem para o trânsito.

Um exemplo bem simples que permite ilustrar a situação. A rua Helmuth Fallgater tem, no trecho entre o terminal urbano Tupy e a Delegacia do Boa Vista, duas lombadas eletrônicas de 40 km localizadas na frente da Escola Presidente Medici e da Igreja do Evangelho Quadrangular. Funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. Haja ou não culto, haja ou não aula. Às 2:00 da madrugada, sem alunos na rua, ou às 11h30min, horário de saída, o seu funcionamento é o mesmo. Os veículos, ao se aproximarem, reduzem a velocidade, em alguns casos até freiam bruscamente, para não serem multados. A sua função é burra, porque não obrigam a detenção do carro, só obrigam a uma redução da velocidade. Continuam funcionando mesmo quando o motivo que justificou a sua instalação deixou de existir.

Há duas sinaleiras, acionadas manualmente, a primeira na frente do terminal urbano Tupy e a segunda na faixa de pedestres entre a Igreja Católica e a Creche Bakita. Os sinaleiros são acionados exclusivamente quando os pedestres precisam atravessar a rua. Caso contrário, o trânsito flui normalmente, sem redução de velocidade, sem freadas, sem perigo. Quando acionado o sinaleiro a luz vermelha obriga o veiculo a deter-se completamente e os pedestres podem atravessar a rua em total segurança. 

A diferença entre um e outro sistema é que um multa enquanto o outro não. Que um detém completamente o veículo para que o pedestre possa atravessar em completa segurança. Que um só é acionado quando é verdadeiramente necessário e o outro esta aí esperando que alguém passe a 46 km frente a uma escola vazia. A arrecadação só aumenta, porque há cada vez mais bocas para alimentar.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

2 de março de 2012

Estacionamento rotativo

imagem - Fabrizio Motta/ND

O estacionamento rotativo

Passado um tempo prudencial e depois da volta as aulas é possível começar a sentir o impacto do cancelamento do contrato entre a Conurb e empresa concessionária do Cartão Joinville.

A primeira constatação é que o acesso a uma vaga de estacionamento nas ruas do centro de Joinville ficou mais difícil, voltou a pratica de estacionar o carro na frente da loja durante todo o dia e sem a rotatividade compulsória achar uma vaga passou a ser uma tarefa mais difícil. Os resultados não podem ser considerados validos para um estudo cientifico e profundo como o que a Conurb deve estar fazendo nestes dias para avaliar o funcionamento do sistema rotativo, ou será que não esta fazendo? Mas a quase totalidade dos motoristas contatados confirmou que sentiram a diferença. No meu caso que sempre que possível sou pedestre, no centro, a única mudança foi o desaparecimento das meninas de amarelo, que deixaram o centro mais cinzento de novo.

A segunda constatação é que paguei mico com os cartões de estacionamento que tenho no carro e imagino que centenas de outros motoristas devem estar com a mesma sensação. O presidente da Conurb, numa mostra do elevado nível de sensibilidade com os cidadãos recomendou que fossem rasgados. Eu aprendi que só tolo rasga dinheiro e os cartões que não foram utilizados tem um valor que deve ser reconhecido pela Conurb. Não adianta olhar para o outro lado e fazer de conta que não tem nada a ver com o problema. A empresa que operava o cartão o fez amparada numa licitação e o mesmo poder publico que concedeu  a uma empresa privada a exploração de um espaço publico é responsável e não vejo como pode continuar fazendo de conta que não tem nada a ver com o problema.

A terceira é que o numero de vagas incluídas no contrato parecem excessivas, principalmente nas áreas periféricas ao centro, aquelas em que o avanço das vagas pagas não parece que tenha sido o resultado de nenhum outro estudo técnico que não fosse o de aumentar a arrecadação. Sempre houveram vagas ociosas não utilizadas nestas ruas. Qual foi a base para que o contrato fosse aumentando o numero de vagas até chegar as quase 1.800 dos últimos meses é outro ponto que deve ser avaliado.

A percepção unanime é que houve improvisação e imprevidência por parte da Conurb, na forma de gerenciar o problema ocasionado pela sua própria falta, alguns qualificariam de desídia. A empresa deveria nos próximos dias apresentar os estudos e as propostas que possam servir para melhorar o sistema ou continuar olhando para o outro lado, recomendado que os usuários rasguem os cartões e assumam o prejuízo do sua ineficiência e inoperância.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

29 de novembro de 2011

Placas de transito


As placas de transito

Nem faz tanto que as placas de transito foram noticia em Joinville, ganhou inclusive destaque na imprensa pela ação do Sr. Odair Pavesi que acreditando na cidade acessível insiste em, a pesar da sua cegueira, caminhar pelo centro da cidade. Depois que uma placa de transito colocada de forma irregular lhe presenteou com vários pontos na testa, que obrigaram a um atendimento medico e a receber medicação. Com o objetivo de chamar a atenção sobre o fato, tomou a iniciativa de retirar duas placas que também estavam colocadas abaixo da altura determinada pelo Código Brasileiro de Transito e ofereciam perigo aos pedestres. Fez entrega delas na Conurb, a empresa municipal que tem por atribuição e responsabilidade gerenciar o transito de Joinville, incluindo alem de multar a sinalização horizontal e vertical.

O presidente da empresa explicou, em Janeiro deste ano, que o serviço de colocação das placas de transito é um serviço terceirizado e que imediatamente determinaria que a empresa contratada e responsável pela colocação das placas corrigisse o erro. Erro este que afetava e segue afetando a maioria das placas verificadas pelo jornalista Roelton Maciel. Na avaliação feita de uma forma aleatória 100% das placas estavam irregulares. Esqueceu de explicar porque a Conurb não fiscalizou se as placas foram colocadas corretamente, é bom lembrar que é obrigação da Conurb a fiscalização das empresas contratadas. É evidente que a fiscalização não é feita e se fosse feita deveria ser considerada deficiente.

Agora alem de não ter arrumado as placas que oferecem perigo para os pedestres, continuam sem fiscalizar a colocação das novas placas, um percorrido rápido pelas ruas Helmuth Fallgater, Papa João XXIII mostra que todas as placas novas estão em desacordo com o Codigo Brasileiro de Transito, o problema não só permanece, como se agrava, com a instalação de novas placas de forma irregular.

Mudou o presidente da empresa, permanece a forma soberba de tratar o cidadão a quem deveriam servir. Nenhuma placa foi recolocada na altura certa, o perigo para pedestres continua e tem quem aposte em que o tema caia no esquecimento. Nada é feito e parece que nada será feito sem que haja uma forte mobilização da sociedade ou o ministério publico, verdadeiro azote da incompetência e da sem-vergonhice, atue. Uma ação do ministério público seria uma boa iniciativa, para defender os cidadãos da prepotência e do descaso de funcionários que se acham pequenos sátrapas escondidos detrás dos seus cargos públicos.

23 de outubro de 2011

Respeito é bom e eu gosto!


Esta é a mesma turma que multa quando você não respeita a lei e estaciona em lugar proibido

28 de setembro de 2011

Defensas que não defendem


Defensas

O objetivo de instalar as chamadas “defensas” nas ruas é o de proteger ou defender os pedestres, evitar que possam atravessar fora dos lugares adequados, reduzindo o risco de atropelamentos, em definitiva, devem servir para melhorar o nível de segurança urbana. A sua utilização acabou distorcida, descaracterizada e servindo quase que exclusivamente para veicular publicidade, que além de poluir visualmente a cidade, acabam distraindo motoristas e aumentando a insegurança que deveriam reduzir.

Sem entrar no mérito do modelo de licitação que foi feito, que parece priorizar a veiculação da publicidade frente à segurança de pedestres e motoristas. É evidente que as defensas não estão colocadas para defender. A pergunta agora deve ser e agora Zé? Porque alguma coisa deve ser feita. Olhar para o outro lado ou fazer de conta que tudo este certo e que não há nenhum problema, como tem sido a atitude habitual dos responsáveis pela gestão e fiscalização destes contratos, não é nem correto, nem adequado.

Algumas perguntas podem ajudar a esclarecer o porquê desta distorção. A primeira, quais os pontos perigosos, de acordo com os estudos técnicos, que identificam um percentual elevado de atropelamentos de pedestres por atravessar fora da área determinada? E bom lembrar, mais uma vez, que este é o objetivo das ditas defensas. Segunda, quantas defensas sem publicidade devem ser instaladas por cada uma que veicule comercialmente publicidade? Em que pontos estão localizadas as defensas, detalhando as que veiculam publicidade e as outras. Finalmente, quantas defensas existem em Joinville, em que estado se encontram, o seu nível de manutenção. Será que o legislativo, no seu papel de fiscal do executivo, tem a informação?

São perguntas simples, que a Conurb deveria poder responder em menos de 24 horas, porque é imprescindível que disponha destes dados permanentemente atualizados para poder gerenciar, com transparência, o contrato com a empresa que detém a permissão de exploração de publicidade em defensas. Praticamente os mesmos questionamentos poderiam ser feitos com relação às placas de rua, que também são gerenciadas pela Conurb e como o contrato atual prevê a exploração comercial, como forma de remunerar a colocação de placas em todas as ruas da cidade, nada melhor que os dados sejam claros e transparentes. As respostas têm tudo para serem muito interessantes e reveladoras. 



Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

20 de setembro de 2011

Todos somos vitimas




É conhecida a historia do cachorro que tinha dois donos e acabou morrendo de fome, porque cada dono achava que o outro estava cuidando e alimentando o cachorro. No transito estamos igual. Tem tanta gente cuidando, que ninguém se entende. No recente evento organizado pelo jornal A Noticia, era difícil achar dois dados iguais. As informações da Conurb e da Policia Militar Não eram as mesmas. Os dados do IPPUJ tampouco coincidiam. Os da saúde eram outros. Um verdadeiro galimatias de informações desencontradas. Todos dando o seu melhor, mas com um resultado inadequado.


O que é um fato incontestável são as informações, capazes de deixar com calafrio aos mais fortes, que a Secretaria de Saúde apresentou, com uma media de 133 acidentes mensais só com motos, com jovens mortos e famílias destroçadas, os sobreviventes desta guerra sofrem graves fraturas expostas, que além de colapsar o atendimento do Hospital São José, representa um custo de mais de R$ 800.000 ao mês, e quase R$ 10.000.000 ao ano. Além das seqüelas de mobilidade e laborais pelas amputações e a necessidade de longas sessões de fisioterapia.


Não somos ainda capazes de identificar com precisão os pontos críticos, os locais de maior risco. O nosso melhor nível de precisão é informar quais as 50 ruas mais perigosas. Desconsiderando que as de maior comprimento aparecem com maior freqüência nas estatísticas. Quando o correto para ajudar no planejamento seria saber os pontos exatos, os horários de maior risco, o sentido, se bairro - centro ou centro – bairro, as causas e a partir destas informações precisas e sistematizadas,  propor um programa eficaz de segurança no transito, que priorize de fato os grupos mais vulneráveis, os pedestres e ciclistas. As empresas de ônibus da cidade são um bom exemplo de como coletar e tratar estas informações o seu nível informação sobre os pontos críticos do transporte coletivo estão perfeitamente identificados.


O transito é hoje um problema grande demais para as grandes cidades, não só desde o aspecto mobilidade, também desde o aspecto econômico e social, para que possa continuar sendo tratado como um cachorro com vários donos, esta mais que na hora de ter um órgão único de transito, que planeje, execute e fiscalize, com técnicos com formação especifica e com recursos orçamentários que não dependam da arrecadação originada nas infrações de transito.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

12 de agosto de 2011

Transplantadas para outros parques?


O jornalista Luiz Verissimo informa na sua coluna no Noticias do Dia que as azaleias arrancadas da Avd JK foram transplantadas para outros parques e praças.

A informação dificilmente poderá ser confirmada por dois motivos:

1.- Porque a Prefeitura / Conurb não informaram em quais parques ou praças teria sido feito o plantio

2.- Porque a "tecnica" utilizada para o arranquio e transporte, verificada "in loco" por este blog, não permitiria a sua reutilização em paisagismo.

Seria conveniente que fosse informada a população sobre qual foi o destino das azaleias.

1 de agosto de 2011

O Novo Paisagismo da JK

O Novo Paisagismo das avenidas JK e Procopio Gomes se alastra no tempo, como já estava previsto não foi concluído nem antes, nem depois do Festival de Dança.

Uma das mais importantes avenidas de Joinville mostra um dia sim e outro também um aspecto lamentável. Esta situação é o resultado da improvisação, da falta de planejamento, da ausência inclusive de um projeto técnico adequado. O proprio presidente da Conurb informou que a escolha da solução paisagística foi feita pelo proprio prefeito, que optou por escolher grama e beijo rajado.

Na avenida Procópio Gomes os canteiros já oferecem um estado lastimável e sem estar concluídos ja precisam ser refeitos. Não adianta culpar a população, os responsáveis são os que destruíram uma proteção de concreto, em perfeito estado e que oferecia segurança a pedestres e motoristas, para fazer uma intervenção tão desnecessária como custosa e mal feita.

Triste sina a de uma cidade que destrói o pouco que tem, para substitui-lo pela nada.

22 de julho de 2011

A fábrica de multas (*)


A fábrica de multas


O transito em Joinville continua sendo tratado de forma pouco profissional, as leis que defendem os cidadãos são ignoradas e o único intuito é o de manter a arrecadação em alta.Tem discursos de todos os tons e estilos, em defesa da vida e em prol da disciplina. A realidade é que as únicas alternativas que se apresentam tem como objetivo faturar mais, alternativas efetivas mas não punitivas, nem são consideradas.

Inicialmente destacar que o primeiro documento que a Conurb e o IPPUJ devem apresentar aos joinvilenses é o mapa dos pontos negros ou dos pontos de risco de toda a cidade. A partir da identificação dos locais com maior numero de acidentes, será possível fazer à primeira analise. Divulgar amplamente estes pontos de risco seria também uma forma de avisar a motoristas, ciclistas e pedestres de quais são os locais mais perigosos e inclusive em que horários do dia o risco é maior.


A escolha de lombadas na frente de hospitais e pontos de transito intenso de pedestres durante 24 horas por dia é recomendado. A sua instalação na frente de igrejas e locais de culto, que só sejam utilizados poças horas por dia e, nem sempre, todos os dias, não parece necessária. Um sinaleiro de botoeira é mais efetivo porque obriga o veiculo a se deter completamente e resolveria a demanda pontual, um bom exemplo é o instalado frente ao terminal urbano Tupy, claro que neste caso não contaríamos com uma lombada faturando 24 horas por dia.


Colocar lombadas frente a escolas que contam com o programa Aluno Guia é um desperdício de recursos e implica na duplicidade de esforços. Claro que eu esqueci que o objetivo é multar 24 horas por dia, inclusive durante as férias escolares. Do mesmo modo que em ruas em que a velocidade máxima permitida é de 60 km por hora, colocar num curto trecho lombadas que multam quem ultrapassa os 40 km e radares que fotografam quem o faz a mais de 60 km é uma forma de confundir ainda mais o motorista desavisado.


Sejam bem vindos os estudos técnicos, quando os houver, e sejam eles amplamente divulgados, que para isto recursos não faltam e a imprensa com certeza até divulgará sem nenhum custo, como sendo um serviço de utilidade pública. É importante, que de fato haja uma redução do numero de acidentes com vitimas, sem precisar manter a sanha arrecadadora.

10 de julho de 2011

As palmeiras que faltam




As duas imagens mostram o espaço que antes ocupavam duas palmeiras imperiais que ao longo dos últimos 30 anos foram atropeladas.

Neste tempo ninguém lembrou da sua reposição e hoje a rua mostra duas janelas, como a boca desdentada de uma criança de 7 anos.

Seria bom que a Conurb aproveitando o "Novo Projeto de Paisagismo da JK" replantasse as duas palmeiras perdidas.

Para facilitar o trabalho dos atarefados técnicos da Conurb, divulgamos as imagens que mostram o local exato em que as palmeiras devem ser repostas.

O Novo Paisagismo da JK



A Conurb continua com a implantação do novo projeto de paisagismo da Avda. JK, a qualidade do trabalho atende os rígidos padrões das obras publicas municipais.

Não existe ainda informação de quando será reformada a obra que ainda não foi concluída, mas empreiteiras ligadas a Conurb, estão esperando o lançamento da licitação da reforma ou da revitalização do "Novo Paisagismo da JK"

A nova cerca não oferece tampouco nenhuma segurança para evitar o choque entre veículos que circulem nas duas direções da avenida, a massa formada pelas azaléias oferecia uma segurança melhor e uma boa capacidade de absorção ao impacto.

21 de junho de 2011

Conurb e a nova Unidade Canina



A Conurb incorporou uma nova unidade.
Vejam a diligencia e eficiência da nova Unidade Canina

17 de maio de 2011

13 de maio de 2011

As azaleias da JK


O pior ficou pior


Já começamos a aceitar que não tem jeito que desta equipe que aqui esta não da para esperar mais, que estão fazendo o máximo que podem e que não tem competência para fazer mais ou para fazer melhor.


Que alguns dos máximos expoentes do planejamento urbano da cidade têm alergia ao verde, não é mais um segredo. Primeiro a birra com as figueiras da beira-rio, depois as arvores da rua XV, cortadas intempestivamente para ser substituídas por nada. O trecho da Rua XV entre as Ruas Blumenau e João Colin não receberam nenhuma arvore nova para substituir as que foram cortadas. Agora a penúltima investida são as azaléias da rua JK, , o objetivo é retira-las e no seu lugar colocar uma grade de ferro e canteiros de flor de época. Incompreensível esta ânsia psicótica pelo corte e supressão.


Será preciso explicar que as azaléias são conhecidas pela sua resistência a poluição do ar, dizer que poucas plantas seriam mais adequadas para uma situação como aquela, com fluxo intenso e constante de veículos. O objetivo das plantas neste local é formar uma cerca viva que proteja os motoristas do ofuscamento das luzes dos veículos no fluxo contrario e impedir, como de fato impedem a travessia de pedestres fora dos lugares permitidos.


A idéia que a troca não teria custo para o município, porque seria feita pela empresa que adotou a rua, é um atentado a inteligência da empresa que adotou o espaço e para os joinvilenses, porque a troca permanente de canteiros de flor representa um custo alto, desnecessário e exporá os jardineiros a um risco desnecessário tendo que trabalhar em condições de risco.


Desnecessário lembrar aos amantes das flores e dos jardins da cidade, que a chuva impede manter canteiros de flor de época floridos e que o mais aconselhável é manter canteiros de plantas de flor perenes, que não precisam troca e florescem ao longo do ano. Se as azaléias da JK florescem pouco é porque a poda é mal feita e a adubação inexistente, dois problemas que facilmente teriam solução se tivesse alguém que entendesse do tema.


Lembrando que a cerca metálica prevista, poderia ser melhor serventia em locais perigosos, como frente e próximo as escolas, hospitais e locais de afluência de publico. Neste caso é claramente um desperdício de recursos públicos que um contribuinte mais atento poderia considerar como um caso de imoralidade administrativa ou de incompetência compulsiva.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

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