13 de março de 2013
Teoria da incompetência do Estado
23 de fevereiro de 2012
Os dois infernos (*)
21 de julho de 2010
A construção da Incompetência (*)
A pesar que as criticas mais furibundas a administração municipal, podem ser facilmente identificadas com as chamadas “viúvas” da administração anterior, começa a se consolidar a idéia que, esta administração esta muito longe de atender as expectativas que a maioria dos eleitores tinham. É cada dia mais comum escutar, nos lugares mais inusitados, comentários sobre a atual gestão, e posso dizer que até agora, a maioria são de pessoas que normalmente não tinham um posicionamento político, e poucos comentários podem ser consideradas elogiosos.
Neste espaço já abordamos o risco que representava o excesso de expectativas que esta administração despertou. Este excesso facilmente poderia derivar, como de fato parece ter acontecido, para uma frustração desproporcional. Porque desproporcional? Por que objetivamente, as administrações anteriores não foram muito melhores, e a possibilidade que a próxima seja boa, é muito remota. A baixa qualidade das administrações publicas é tão comum, que as poucas que conseguem um mínimo de destaque, são consideradas exceções e inclusive se busca destacar estas raridades com prêmios e todo tipo de reconhecimento.
Cria corpo entre alguns setores a idéia que o problema da gestão municipal é um problema do gestor. Imaginando que alguém com um perfil mais executivo, resolveria facilmente a maioria dos problemas. A proposta, que seja um empresário cria corpo. A administração publica tem desenvolvido uma enorme capacidade para ser complexa e pouco eficiente, na maioria dos casos o corporativismo estimula a omissão, a procastrinação, o não tomar decisões e não assumir responsabilidades,são consideradas virtudes, numa estrutura feita para não funcionar. Um mundo muito diferente do empresarial.
O culto a incompetência pode ter iniciado com as administrações coloniais, mas tem alcançado em nosso país, um nível de perfeição e sofisticação, inimaginável décadas atrás. O conjunto de leis, normas, portarias e regulamentos que protegem este câncer, faz que seja praticamente impossível demitir funcionários incompetentes, como que seja totalmente inimaginável, estabelecer quaisquer indicador real de desempenho ou de produtividade. Será preciso muito mais que um novo Salvador da Pátria, para desfazer este nó Gordio, que impede o nosso desenvolvimento.
19 de julho de 2010
Para pensar acordado
O filosofo da Marechal me respondeu:
"Não fazem melhor, não porque não querem, é porque não sabem"
26 de janeiro de 2010
Noções Basicas de Administração Publica (*)
Em 2004, não faz tanto tempo, a praça do mercado municipal foi reformada, o orçamento foi de mais de R$ 600.000 o que não era pouco dinheiro e continua não sendo. Foi na gestão do prefeito Marco Tebaldi.
Como a prefeitura municipal insiste em não fazer nenhuma manutenção dos espaços públicos e não prevê orçamento nem para repor os elementos mais simples, em pouco tempo a imagem que fica é a do abandono e o desleixo. Como se alguém de nós não repintasse a casa de tanto em tanto, ou não cortasse a grama do jardim, em pouco tempo o jardim estaria tomado de mato e o gramado irremediavelmente perdido. Com Joinville não é diferente.
A falta de manutenção faz que o patrimônio publico se deteriore a olhos vista e que sejam necessários investimentos desproporcionais para revitalizar, reformar ou quaisquer outro nome que a administração de plantão venha a utilizar, para justificar o que fica difícil de justificar.
Esta forma de agir, não é exclusividade do executivo municipal, também o nosso legislativo, que inaugurou, incompleta a sua pomposa sede, faz menos de 5 anos, é já esta tendo que reformar-la e modificar-la. Em parte porque não teve a manutenção adequada, em parte e parece mais grave, porque o projeto não previa adequadamente atender as demandas básicas que se propunha. E os gabinetes dos vereadores ficaram acanhados e já precisam de reformas.
Esta forma de gerir os bens públicos esta baseada na equação:
BP = CB + FM + RC
traduzida seria BP (Bem Publico) = CB (Construção Barata) que deve ser entendida como da baixa qualidade e não como de baixo custo. + FM (Falta de Manutenção) que deve ser entendida exatamente como ausência total + RC (Reforma Cara) que não deve necessitar de maior esclarecimento. Esta equação traz os resultados que todos conhecem.
12 de abril de 2009
Da Folha de São Paulo ( 2)

A segunda nota publicada pelo jornalista Elio Gaspari, reproduz a incompetência que viceja nas estruturas publicas. Da que tampouco a nossa Joinville esta a salvo.
Poderes do Planalto
Pela enésima vez Nosso Guia reuniu sua equipe para pedir que as coisas aconteçam. Sua queixa é a mesma: o governo decide, os burocratas aplaudem, o tempo passa e tudo continua na mesma. Trata-se de uma briga eterna. Os poderes do Planalto, supostamente infinitos, às vezes são humilhados. Em 1966 o presidente Castello Branco e o presidente da Câmara, Adauto Lúcio Cardoso, entraram num curso de colisão quando o deputado se recusou a aceitar a cassação do mandato de seis parlamentares.
O marechal achou que só havia um caminho: fechar a Câmara. Planejou-se a operação militar, a tropa cercou o Congresso e uma equipe foi mandada ao centro de distribuição de energia elétrica para que, à hora combinada, o prédio ficasse às escuras.
Tudo funcionava de acordo com o plano. As comunicações telefônicas já haviam sido cortadas e, quando chegou o momento do apagão, o chefe de Serviço Nacional de Informações, Golbery do Couto e Silva, e seu secretário, Heitor Ferreira, foram a uma janela do Planalto para ver o espetáculo.
Tchan. Apagaram-se as luzes do Palácio do Planalto.
