Mostrando postagens com marcador Construçào Civil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Construçào Civil. Mostrar todas as postagens

15 de dezembro de 2010

Produtividade e Qualidade

A construção civil vive um momento de expansão gerando empregos e promovendo o desenvolvimento do pais. Outros países possuem capacidade produtiva e modelos tecnológicos que podem ser incorporados ao nosso dia a dia, vejam alguns exemplos.






4 de novembro de 2010

Ninguém merece !


O empresario Ely Diniz, publicou hoje no jornal A Noticia um texto forte, contundente e real, porque o relato se desenvolve a partir da sua própria experiência. O exemplo de compartilhar o espaço urbano com vizinhos indesejaveis, barulhentos e desrespeitosos. A falta de fiscalização adequada e o conseqüente descumprimento da legislação atual e principalmente a ausência de leis que se adequem a realidade do dia a dia, merece atenção e resposta adequada do poder publico.

Joinville tem se convertido na meca do desenvolvimento a quaisquer preço e a quaisquer custo.

Ninguém merece!

Há alguns meses, aposentei o despertador. Sei o que você está pensando: estou dormindo mais, curtindo mais a vida e me desligando do trabalho rotineiro. Não, meu amigo. Todos os dias, de segunda a segunda, sábado, domingo e feriados incluídos, eu e todos os moradores do meu prédio e da vizinhança, na rua Expedicionário Holz, somos acordados invariavelmente entre 6h30 e 7 horas da manhã pelo barulho da construção de um prédio de 18 andares. Todas as manhãs!

No início, ficamos indignados, imaginando que a construtora estivesse extrapolando o horário permitido, e fomos em comissão reclamar a todas as instâncias do Poder Executivo. Para nossa surpresa, soubemos que tudo estava de acordo com a legislação.

Os códigos de postura e meio ambiente do município, implantados há dez ou 15 anos, permitem que edifícios sejam erguidos de forma ininterrupta. A única coisa que a legislação exige é que a poluição sonora não ultrapasse 60 decibéis (?), em determinados dias e horários.

Para verificar isso, a Fundema seria obrigada a colocar um técnico de plantão em cada obra, durante 12 horas, pois o barulho intenso não é constante. O ruído ensurdecedor de serra elétrica, trator, caminhão, etc. é pontual. Apenas o suficiente para cortar o sono, seja no início da manhã ou à tarde – se num sábado, depois do almoço, você tiver a ideia absurda de descansar.

O mais interessante é que numa madrugada, por volta de 1h30, fomos todos à janela acordados pelo barulho ensurdecedor de um caminhão imenso descarregando um trator igualmente titânico. Isso se repetiu outro dia, às 5h30, com o descarregamento de uma máquina para fazer os buracos da fundação do prédio.

Esse tipo de transporte que atrapalha o trânsito só pode ser feito entre meia-noite e 6 horas da manhã. Incrível, o trânsito não pode ser prejudicado, mas o nosso sossego pode.

Com o atual boom imobiliário, as construções pipocam, principalmente nas zonas residenciais, onde se presume que os moradores tenham alguns direitos ao conforto urbano. O progresso precisa ter limites. Essa legislação, feita sei lá quando nem de que forma, precisa ser revista pelos poderes constituídos, para o bem de Joinville.

elydiniz@edmlogos.com.br

ELY DINIZ, EMPRESÁRIO DE COMUNICAÇÃO


16 de dezembro de 2008

Os novos navios negreiros



Chama a atenção a grande quantidade de empresas de construção chinesas que em pouco tempo, tem instalado os seus canteiros de obra em paises africanos.
O volume de empregados chineses na construção civil, só na Argélia, supera, de acordo com dados do ministério da Pequena e Media Empresa, os 70.000.
Um numero significativo. Em outros paises, principalmente naqueles com bons portos, é comum que a entrada de empresas construtoras chinesas, venha acompanhada de estranhos navios, que ancorados perto da costa, servem de alojamento para estes milhares de trabalhadores, que trabalham sete dias por semana, 52 semanas por anos, em turnos ininterruptos de mais de 10 horas. Em canteiros de obra que não param dia e noite.

Alem de concorrer de uma maneira desleal com empresas de outros paises, inclusive brasileiras, que em outras épocas, desempenhavam um papel de protagonista em grandes obras publicas internacionais. Este sistema de trabalho relembra os tristemente celebres, campos de trabalho e representa uma oportunidade de dinheiro fácil, para as empresas que empregam este tipo de mão de obra e principalmente, para os clientes que as contratam.

Importantes hotéis, resorts e principalmente grandes obras publicas, são resultado deste tipo de contratação. A perda de empregos nos mercados locais, a pratica de preços aviltados parecia afetar só ao setor industrial. Até pouco tempo atrás as reclamações, contra a concorrência desleal, que a China representava, se restringiam a alguns setores. Agora o modelo chinês ataca também o setor da construção civil e pode não estar tão longe o dia em que estes modernos navios negreiros aportem também em nossas costas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...