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8 de agosto de 2011

Otimismo é ruim

Otimismo pode matar
Estudos comprovam que o otimismo é perigoso, que aqueles vêm o mundo cor de rosa e que acreditam piamente que vivemos no melhor dos mundos possíveis e que o amanha será ainda melhor, além de provavelmente estar errados podem sofrer muito com isto. Os pessimistas são por outro lado os que tem a capacidade de ver só o lado negativo das coisas, o que os prepara melhor para o que virá, e quando chega já estão preparados.
Mais interessantes são os realistas, esta minoria que consegue caminhar no fio da navalha entre otimistas e pessimistas, que são capazes de enxergar as coisas como realmente são não como os políticos as enxergam, nem como os eleitores gostariam que fossem. O contato com a realidade é a melhor forma de enxergar a sociedade.
Não só os otimistas vivem menos, os otimistas erram na maioria de decisões que tomam. No Brasil 81% das famílias acreditam que em um ano terão mais dinheiro, sem que seja possível identificar nenhum motivo especial para isto, na maioria dos casos as despesas aumentam por conta da expectativa de receita futura, por tanto a divida com o cartão de credito ou no crediário aumenta. Quanto maior o otimismo, maior a divida. Ser otimista é na maioria dos casos prejudicial, a pessoa cria falsas expectativas, subestima os riscos e acaba se dando mal. Não só as pessoas sofrem de otimismo compulsório, também as organizações e as sociedades. Em não poucos casos os políticos em campanha prometem o inatingível, motivados pelo otimismo inconseqüente, depois ao ser eleitos descobrem que implantar 70 % do esgoto sanitário, ou construir um novo hospital na zona sul, são metas impossíveis e pagam o preço do excesso de otimismo, unido a permanente falta de realismo.
Estes 80% da sociedade que acredita num futuro melhor, em finais felizes, em cavaleiros que resgatam belas princesas, em cidades melhores, em um mundo sem doenças, sem miséria, justo e sem violência. Otimismo e pessimismo estão intimamente ligados, um não existe sem o outro. O caminho é fugir dos dois extremos e buscar a realidade, sem cair no engano de um mundo cor de rosa. solidaria e a nossa sociedade será menos solidaria, mesmo assim a imensa maioria continuará acreditando num mundo e num futuro melhor. Insistir em ver a vida através de um lente cor-de-rosa é fugir da realidade, uma forma de fugir do sofrimento, vivendo permanentemente num mundo fantasioso e irreal. Sonhando futuros impossíveis e cidades improváveis.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

15 de junho de 2011

Otimismo, pessimismo ou realismo?

Otimismo, pessimismo ou realismo?



Tem se convertido em numa das estratégias preferidos dos áulicos de plantão considerar como profetas do desastre quem não elogia em verso e prosa a gestão do PT em Joinville. Quem não aponta a administração petista como a melhor da história de 160 anos da cidade é encarado como inimigo mortal da maravilhosa Joinville. Ou chamado de pessimista compulsório. Os otimistas insistem em querer nos convencer que vivemos na melhor de todas as Joinvilles possíveis. Os pessimistas temem que isso possa ser verdade.

Estamos rodeados de Cândidos, como o de Voltaire, que acreditam piamente que vivemos no melhor dos mundos possíveis, que não há, nem houve melhor gestão municipal que a atual, que nunca a ética, a eficiência e os mais elevados padrões morais estiveram tão presentes e atuantes no governo. Chegam inclusive a assumir o papel de seres acima do bem e do mal, seres superiores, que levitam sobre os simples mortais, como você e como eu. Quanto mais se os conhece, mais fica a impressão que estão mais perto de ser um bando de iluminados, inebriados por ter alcançado um minúsculo poder temporal, que durante anos se converteu no seu único objetivo.

Como as duas metades do Vis-conde Partido ao Meio, de Ítalo Calvino, estes otimistas perambulam por Joinville inovando nas trapalhadas. Quanto mais tentam fazer o melhor para a cidade, mais e mais se afundam num mar de desatinos, numa seqüência constante de extravagâncias.

O coro dos realistas aumenta diariamente, mais e mais gente tira a venda para enxergar a Joinville real que se descerra frente aos seus olhos. A pesar da declaração de Candido: "Bem me dizia Mestre Pangloss que tudo está o melhor possível neste mundo". ‘Esta cada vez mais difícil negar o evidente, não tem mais como tampar o sol com uma peneira. A luz e a claridade inundam a cidade e transborda pelos quatro costados.

Otimistas, realistas e pessimistas convivem, enxergando a cidade desde ângulos distintos. Vislumbrando a mesma realidade desde prismas diferentes, uns de cor de rosa, outros preto e a maioria olhando a traves de um fino cristal transparente.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

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