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23 de maio de 2013

Joinville parou!


Joinville parou

Pela gritaria e os discursos inflamados da gangue do tijolo Joinville parou. A não aprovação da LOT fez a cidade retroceder, dezenas de industrias trocaram Joinville por Araquari. A Nova Manchester prospera por conta da não aprovação da LOT.

Da para acreditar no discurso dos representantes da apocalipse? Os dados não sustentam estas afirmações. O jornalista Claudio Loetz na sua coluna Livre Mercado, no jornal A Noticia, divulga os dados da própria Seinfra sobre alvarás e sobre o total de metros quadrados autorizados para construir. Mesmo sob risco de ser repetitivo cito os dados apresentados:

CONSTRUTORAS MOVIMENTAM MAIS DE R$ 1 BILHÃO

Em 2012, as construtoras de Joinville receberam autorização da Prefeitura para erguer 988.750 m². A se considerar valor do custo unitário básico (CUB) de R$ 1.220, o setor movimenta, na economia, uma receita de R$ 1,2 bilhão. Como há imóveis de valor muito mais elevado, e a julgar por uma média de R$ 2 mil o m², dá para estimar faturamento que se aproxima dos R$ 2 bilhões. Outra leitura: no período entre janeiro e abril de 2013, foram emitidos alvarás para construção totalizando 240.989 m², o que significa receita de estimados R$ 295 milhões, pelos cálculos simplificados levando-se em conta o CUB. Em igual período do ano passado, a Seinfra concedeu licenças para as construtoras edificarem 313.150 m².

29 COMÉRCIOS

A Seinfra autorizou a construção de 29 empreendimentos comerciais nos primeiros quatro meses do ano. Juntos, vão erguer 33.286 m². Para comparar: de janeiro a abril do ano passado, foi autorizada a construção em tamanho ligeiramente inferior (31.447 m²) para 52 empreendimentos do varejo.

MENOS INDUSTRIAS

E o número de indústrias instaladas em Joinville nos primeiros meses deste ano (sete) foi bem inferior às 13 autorizadas a funcionar no mesmo período do ano passado. Mas o porte das companhias é outro: a área total permitida a ser construída no quadrimestre de 2013 totaliza 41.963 m², contra 28.679 m² do ano passado.

A insistência em aprovar a LOT de forma rápida, e no formato original deve despertar duvidas e obriga a população a ficar atenta. Conhecer melhor o que representará para Joinville a aprovação da LOT, com as suas ARTs e suas Faixas Viárias é uma obrigação de todos. Não se deixar iludir pelo canto de seria dos desenvolvimentistas, seus lobistas e seus representantes, parece um bom conselho neste momento.

Joinville mostra o esgotamento do modelo econômico atual, o Brasil ano trás ano apresenta resultados pífios em crescimento econômico e o PIB é a melhor prova disso. O dinamismo da nossa economia tem conseguido índices de crescimento maiores e melhores que os nacionais, mas essa é uma situação que não deve se sustentar por muito mais tempo. Empresas tradicionais tem experimentado resultados pobres ou até negativos e isso nada tem a ver com a aprovação ou não da LOT.

Para quem tiver interesse em se aprofundar mais sobre o que a LOT propõe para Joinville e porque o interesse desmedido de uns e outros na sua aprovação a qualquer preço sugiro os vídeos:


É difícil não se surpreender com a genialidade dos nossos planejadores oficiais e a cobiça inesgotável da gangue do tijolo. Um conselho acredite menos nos discursos de lobistas e interessados e busque mais informações sobre a sua cidade.

25 de outubro de 2011

Mercado de oferta e procura



A sociedade moderna esta construída na base de um mercado de oferta e procura, tem sempre alguém ofertando e alguém procurando.  Fazer o encontro entre o que uns procuram e aqueles que oferecem é o principio do desenvolvimento. A diversidade da humanidade permite que o mercado se mantenha permanentemente movimentado, que haja uma entrada constante de novos produtos, que produtos tradicionais continuem em alta e que todos sejamos ao mesmo tempo ofertantes e demandantes.

Os preços são estabelecidos pela livre concorrência, a maior oferta preços mais baixos, a maior demanda os preços aumentam. Algumas vezes se produzem desequilíbrios que são aproveitados pelos oportunistas que conseguem, em pouco tempo, grandes fortunas. Alguns produtos que ultimamente tem tido os seus preços alterados de forma significativa no mercado local são:

- Valores morais de detentores de cargos públicos, o seu valor de mercado é elevadíssimo pela raridade. Em alguns casos estes valores se consideram extintos e alcançam a categoria de produtos míticos, equivalentes ao preço da grama de chifre de unicórnio.

- Eleitores de pré-candidato a prefeito. De continuar o ritmo teremos mais pré-candidatos que eleitores. Tem caso de candidato a prefeito que deve ter menos voto que muito suplente de vereador.

- Obras municipais concluídas no prazo e no orçamento, são mais raras por aqui que o leopardo do Amur. Os mais críticos as consideram tão pouco comuns como os trolls e as fadas, o seu preço caso sejam encontradas seria o de dezenas de milhares de votos.

- Verde urbano, nem com a inauguração do primeiro e único parque da cidade, se minimiza o impacto de anos de descaso com o verde urbano. Arborização urbana em Joinville é produto em risco de extinção. Greenpeace propõe que seja incluído no livro vermelho das espécies ameaçadas.

Outros produtos tem tido os seus valores totalmente depreciados, ninguém paga nada por um buraco na rua, uma rua completamente esburacada não é mais noticiada. Um dia com índice pluviométrico acima da media histórica dos últimos cinco ou dez anos é tão comum que também perdeu o seu valor. Poderíamos também incluir nesta lista mudanças de zoneamento para atender interesses pontuais, são hoje tão corriqueiras que as audiências publicas são feitas no atacado, com vários temas importantes sendo colocados numa única audiência, num trabalho de alta eficiência, para dar conta do, que no passado, era tratado como excepcionalidade.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

26 de dezembro de 2010

Mercado Livre

Na sua ultima coluna do ano, o jornalista Claudio Loetz nos oferece um presente, a entrevista com o Arquiteto e Advogado Luiz Alberto de Sousa, presidente do IPPUJ a entrevista na integra no link Livre Mercado, os comentários do blog nos próximos posts.

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