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10 de setembro de 2010

Anotações de viagem


Não deixe de tomar um chá de Coca ou um mate de coca, se viajar ao altiplano andino. O Mal de altura que lá é conhecido como Sorojchi desde faz centenas da anos, pode afetar duramente quem não esta acostumado a altitudes superiores aos 3.000 m.

Casos mais agudos podem exigir de atenção medica e inalação de oxigênio. A dica mais comum é a dos tres "itos" :

- Andar despacito (Caminhar devagar)
- Comer poquito (Comer pouco)
- Dormir solito (Dormir sozinho)

Todos os hoteis oferecem aos hospedes folhas de coca e agua quente, para poder preparar a infusão. No comércio aumentou muito a oferta de produtos elaborados a base de coca, de balas a biscoitos. De licores a chás, bolos e petiscos.

21 de março de 2010

O Berço do Surf



No norte do Perú, no departamento de Lambayeque, é possível acompanhar todos os dias entre as 14:00 e as 15:00 horas a volta dos Caballitos de Totora. O engenhoso sistema que os pescadores peruanos desenvolveram para pescar.

Com pequenas embarcações feitas de uma planta da família da nossa Taboa, que chegam a suportar até 100 kg de peso, os pescadores de Pimentel e Sta. Rosa avançam mar adentro, por mais de 4 horas a remo, para pescar, na volta surfam as ondas e voltam a praia com a pesca do dia.










15 de junho de 2009

A cozinha peruana



Por motivos de trabalho, viajei a Lima, e descobri com assombro, que a Unesco tinha tombado a gastronomia peruana. Se inicialmente duvidei da informação depois de uma semana, pude comprovar a riqueza, a variedade e a deliciosa mistura de sabores, cores e texturas que compõem a culinária daquele pais.


Amazônico como o Brasil, Peru acrescenta ainda a diversidade dos ingredientes do altiplano e o sabor dos abundantes peixes e mariscos, trazidos as costas do pacifico pela corrente de Humboldt, berçário de sabores e de frescor.


A gastronomia peruana incorpora com delicado equilíbrio, a exuberante riqueza amazônica, com peixes de água doce, as suas frutas como o cupuaçu, o cacau, o maracujá, as anonas e tantas outras. Combinadas com as trutas do Titicaca, com as variedades de batatas e tubérculos, que recebem nomes exóticos e que com cores que vão do roxo escuro, ao branco intenso, percorrendo todos os tons de laranja e amarelo, incorporam uma deliciosa combinação de cores e sabores a uma gastronomia refinada e rica.


Menção especial recebem as diferentes variedades de milho, quase todas desconhecidas do nosso paladar e que surpreendem pela diversidade, pelo tamanho e pelo gosto. Os peixes e mariscos completam a oferta, na forma de deliciosos cebiches ou grelhados.


E a nossa gastronomia? Parece mortalmente ferida por centenas de restaurantes de comida por kilo, templos dedicados a uma proposta em que a quantidade é mais importante que a qualidade, a variedade se orienta a ingredientes sobre cozidos, com uma apresentação pouco interessante e com uma oferta em que o sabor desapareceu para dar lugar a monotonia do gosto, da cor e do tempero.


Pode ser que um movimento esteja se iniciando para propor a Unesco o tombamento da comida por kilo, um invento tão genuinamente brasileiro, como o rodízio e a seqüência. Para desta forma buscar um lugar de honra no pódio da gastronomia mundial. Particularmente, acredito que o Brasil, poderia ocupar um papel mais importante se valorizasse o tempero da sua comida regional, o prazer do fazer bem feito e de recuperar o sabor a qualidade dos nossos ingredientes naturais e tradicionais.
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