17 de novembro de 2012
VLT em Rabat
22 de novembro de 2011
O VLT e o trem bala (*)
Uma declaração de Udo Dohler serviu para colocar em pauta o tema do VLT ou metro de superfície, gente que entende do riscado, acha que é viável e que esta na hora de começar a pensar nisto, sob risco que nunca seja possível. Gente que esta no governo municipal e que da noite para o dia virou especialista no tema, a defendendo o modelo movido a pneu e diesel, mais barulhento, poluidor e de tecnologia ultrapassada. Acrescentam ainda a informação saída quem sabe de onde que este modal de transporte só é adequado para cidades com mais de 1.000.000 de habitantes, seria conveniente avisar as prefeituras de Delft, na Holanda, ou de Grenoble ou Dijon na França por citar só algumas cidades de pequeno ou médio porte que tem menos de 500.000 habitantes que o VLT não é adequado.
Empresários do setor do transporte coletivo consideram que um VLT ligando nada a coisa nenhuma e sem integração não é rentável, e não estão isentos de razão. O governo da presidente Dilma, coincidentemente do mesmo partido que a equipe que governa Joinville, tem desenvolvido um modelo de investimento em transporte publico, para o Trem Bala, que caso saia do papel, algum dia ligará Campinas – São Paulo e o Rio de Janeiro. O modelo da engenharia financeira, utiliza o velho e bom BNDES, e permite que os empresários participem do investimento com 30% do valor e banco publico aporte os outros 70 %. Um modelo capaz de convencer o inversor mais temeroso. Ainda para ajudar a viabilizar o negocio esta prevista uma garantia da demanda de passageiros por meio de subsídios ou de mágicas financeiras.
O trem bala tem que balizar preços com a ponte aérea, que é a seu principal concorrente. O transporte coletivo de Joinville, concorre com carro usado, motos, com prestações do tamanho do custo de passagem de ônibus.
Estimular ou não o uso do transporte coletivo é uma decisão que precisa ser tomada, o que até agora não tem acontecido, ao contrario ao longo do tempo, temos contribuído a criar e consolidar a situação atual, o aumento do perímetro urbano, a incorporação de gratuidades e subsídios sociais, lançados integralmente sobre a tarifa, tem feito que o modelo atual seja caro e concorra em desvantagem com outros modelos de transporte, mais rápidos e mais econômicos.
Colocar Joinville as portas do futuro, ou continuar apostando em modelos ultrapassados é uma decisão de governo, a diferença de decisões de cidade e de governo e sutil, as primeiras são de longo prazo e são estratégicas, as segundas tem um horizonte de no máximo quatro anos e uma abordagem mais paroquial.
11 de dezembro de 2010
VLT cada vez mais perto de Joinville

O anuncio que Jaragua do Sul é Guaramirim estarão unidas pelo VLT, traz cada vez mais perto o VLT de Joinville (VLT JGS-GUA)
As cidades de Crato e Juazeiro no Ceara já contam com o serviço do VLT, neste caso desenvolvido com tecnologia nacional (VLT CRA-JUA)
Em quanto isto em Joinville...
29 de agosto de 2010
VLT X Corredores de Onibus
Novas opiniões enriquecem o debate entre o apoio aos corredores de ônibus ou os veículos leves sobre trilhos ou VLTs.
No jornal A Noticia o jornalista José Antonio Baço publicou o seguinte texto:
BAIXO
Li as explicações do presidente do Ippuj, Luiz Alberto de Souza, sobre a questão VLT (metro de superfície) e do BRT (corredores de ônibus). Não convence. Não adianta pegar em números e estatísticas e achar que isso explica tudo. Se a gente torturar os números, eles confessam o que a gente quiser. O BRT raramente é uma solução de planejamento, de antecipação, de previsão. É quase sempre uma forma de minimizar problemas já existentes. Pode ser uma opção mais viável em termos financeiros, mas nunca será uma solução de futuro, especialmente em termos ambientais. Mas, pensando bem, priorizar o BRT pode ser um avanço: é mais ou menos como estar à beira do precipício e avançar um passo. Ah... e nas grandes cidades do tal “primeiro mundo” os ônibus são quase sempre o pior meio de transporte coletivo.
As justificativas dos técnicos do IPPUJ, perdem consistência a cada dia, quando confrontadas a outras distintas. Se por um lado a diversidade de opiniões enriquece o debate e mostram que existem outras alternativas viaveis, pelo outro evidenciam, como o IPPUJ esta cada dias mais isolado da realidade e da sociedade joinvilense, pela defesa de posições de governo e não da cidade. A visão de governo e curta e míope. Joinville precisa enxergar e planejar para alem da mediocridade.
24 de agosto de 2010
VLT e Trem Bala (*)

VLT e Trem Bala
Uma declaração de Udo Dohler serviu para colocar em pauta o tema do VLT ou metro de superfície, gente que entende do riscado, acha que é viável e que esta na hora de começar a pensar nisto, sob risco que nunca seja possível. Gente que esta no governo municipal e que da noite para o dia virou especialista no tema, defendendo o modelo movido a pneu e diesel, mais barulhento, poluidor e de tecnologia ultrapassada.
Empresários do setor do transporte coletivo consideram que um VLT ligando nada a coisa nenhuma e sem integração não é rentável, e não estão isentos de razão. O governo do presidente Lula, coincidentemente do mesmo partido que a equipe que governa Joinville, tem desenvolvido um modelo de investimento em transporte publico, para o Trem Bala, que caso saia do papel, algum dia ligará Campinas – São Paulo e o Rio de Janeiro. O modelo da engenharia financeira, utiliza o velho e bom BNDES, e permite que os empresários participem do investimento com 30% do valor e banco publico aporte os outros 70 %. Um modelo capaz de convencer o inversor mais temeroso. Ainda para ajudar a viabilizar o negocio esta prevista uma garantia da demanda de passageiros por meio de subsídios ou de mágicas financeiras.
O trem bala tem que balizar preços com a ponte aérea, que é a sua principal concorrente. O transporte coletivo de Joinville, concorre com carro usado, motos, com prestações do tamanho do custo de passagem de ônibus.
Estimular ou não o uso do transporte coletivo é uma decisão que precisa ser tomada, o que até agora não tem acontecido, ao contrario ao longo do tempo, temos contribuído a criar e consolidar a situação atual, o aumento do perímetro urbano, a incorporação de gratuidades e subsídios sociais, lançados integralmente sobre a tarifa, tem feito que o modelo atual seja caro e concorra em desvantagem com outros modelos de transporte, mais rápidos e mais econômicos.
Colocar Joinville as portas do futuro, ou continuar apostando em modelos ultrapassados é uma decisão de governo, a diferença de decisões de cidade e de governo e sutil, as primeiras são de longo prazo e são estratégicas, as segundas tem um horizonte de no máximo quatro anos e uma abordagem mais paroquial.
23 de agosto de 2010
VLT e Trem Bala
ELIO GASPARI: Trem-bala virou uma coisa muito estranha
O projeto do trem-bala poderia ter sido uma joia da coroa da política de investimentos do atual governo, mas transformou-se num almanaque de má gestão, improvisações e leviandades.
Em 2007 o Tribunal de Contas recebeu um projeto que quase certamente concederia a obra ao consórcio italiano Italplan. Ele prometia entregar o trem sem pedir um tostão à Viúva. A obra começaria no ano seguinte, estaria pronta em 2016 e custaria em torno de R$ 9 bilhões. O TCU estudou a matemática do projeto e salvou a Viúva, chutando a bola para fora. Estava tudo errado, da estimativa dos custos à previsão da demanda.
Pior: o trem sairia do Rio e, 90 minutos depois, chegaria a São Paulo, sem qualquer parada. Não há no mundo trem de alta velocidade que faça um percurso de 400 quilômetros sem estações intermediárias.
O governo passou o assunto ao BNDES, e os estudos recomeçaram do zero. Mesmo assim, o voluntarismo do Planalto incluiu o trem-bala no PAC. Se o BNDES estava estudando a viabilidade da obra, a cautela sugeria que se esperasse a conclusão da análise. A esta altura, felizmente, a linha havia sido estendida a Campinas.
No início de 2009 a estimativa do custo do trem-bala pulou para R$ 11 bilhões, prevendo oito paradas, uma delas em São José dos Campos. A linha ficaria pronta a tempo de transportar as torcidas da Copa de 20014. Lorota total.
O Tribunal de Contas recebeu há pouco um novo projeto, no qual o custo está em R$ 34,6 bilhões. Desfez-se a fantasia do financiamento privado. Os empreiteiros e fornecedores de equipamentos entram com 30% dos recursos, e a Viúva fica com 70% da conta, quase toda financiada pelo BNDES, com recursos do Tesouro. Os interessados também querem que haja uma garantia da demanda de passageiros por meio de subsídios ou de mágicas financeiras. A tarifa, que começou em R$ 103 e agora está liberada, sob um teto de R$ 206 na classe econômica do trecho Rio-SP.
Técnicos do BNDES que estudaram o projeto viram que um trem para o percurso Rio-São Paulo-Campinas, consumindo R$ 11 bilhões em túneis, é obra de prioridade discutível. Pelas contas de hoje, o trem-bala seria um bom negócio no eixo Campinas-São Paulo-São José dos Campos, mas a prioridade de uma obra dessas poderia ser discutida com o arquiteto Hemiunu, aquele que construiu a pirâmide de Quéops.
Num governo com oito meses de vida e com um candidato oposicionista que não acredita no trem-bala, soa estrondosa a revelação feita à repórter Maria Cristina Frias por Dilma Rousseff, sob cuja coordenação está o projeto: "A primeira fase vai até São José dos Campos, que tem um aeroporto de porte internacional. (...) Além disso, você revitaliza Viracopos". Ou seja, um trem-bala que iria do Rio a São Paulo irá de Campinas e São José dos Campos. Como esse será o trecho barato da obra física (noves fora a compra bilionária de trens e equipamentos), sobrará para o futuro o caroço dos túneis e das pontes na Serra do Mar.
O governo levou dois anos para desfazer a lambança do projeto de 2007. Agora, quer apressar o Tribunal de Contas para iniciar a licitação em maio, em plena campanha eleitoral, com todas as ansiedades e promessas típicas desses períodos. Quem achar que há algo de estranho nisso pode ter certeza: há algo muito estranho nisso.
20 de agosto de 2010
VLT X Onibus
A troca de informações e desinformações que tem surgido na imprensa local nestes dias sobre o Metro de Superfície ou VLT versus a opção dos corredores de ônibus é interessante. Mas esta ficando tendenciosa. Divulgar informações de forma parcial e truncada, não ajuda a esclarecer o debate, pelo contrario gera confusão ao comparar alhos com bugalhos.
Comparar só os custos dos investimentos, sem considerar outros pontos, como a vida útil, a capacidade operacional, a velocidade media de operação, o numero de passageiros transportados, os índices de segurança, o nível de conforto para os usuários ou o nível de poluição é reduzir o debate a uma visão míope e tendenciosa.
Bem vindo o debate desde que seja amplo, transparente, esclarecedor e aberto.
19 de agosto de 2010
Corredores de Onibus - Veiculo Leve
Informar os custos dos investimentos, sem considerar a vida util, a capacidade operacional ou o nível de poluição é reduzir o debate a uma visão míope e tendenciosa.
Bem vindo o debate desde que seja amplo e aberto.