10 de dezembro de 2012
25 de outubro de 2012
Que há de novo?
Mergulhei recentemente num projeto novo. O
novo é sempre desafiador. Por conta desta iniciativa estou tomando tempo para
visitar alguns amigos, identificar quem serão os parceiros ideais e dedicando
um tempo a conversar com os potenciais clientes. Uma boa oportunidade para
avaliar como estão as coisas.A empreitada é interessante e tem a ver com o mundo digital. Não me considero um experto no tema a pesar de estar envolvido em vários blogs e colaborar regularmente como editor de sites internacionais, mas neste campo sou um eterno aprendiz. A partir das entrevistas feitas confirmei que em geral usamos pouco e mal a internet, ainda que lhe dedicamos cada dia mais horas e que somos dependentes dela para quase tudo. Há um mundo de seres analógicos que tem dificuldade em abrir os arquivos que acompanham um e-mail. Há os que ligam para conformar se recebemos ou não o e-mail que enviaram. Outros demoram mais de uma semana a responder um e-mail porque não tem o habito de abrir sua caixa postal com freqüência.
Excluindo uma minoria que usa e domina a rede com solvência e que conseguem desde pedir uma pizza e programar as ferias de toda a família ou comprar geladeiras, livros ou dvds. A maioria dos que formariam o grupo dos conectados, se limitam apenas a baixar musica e filmes, reenviam correntes e apresentações com mensagens de autoajuda ou no máximo verificam o saldo bancário e realizam pequenas operações. E esta é uma situação curiosa porque estamos em pleno processo de mudança de uma sociedade de analfabetos funcionais analógicos, este grupo de mais de 70% de brasileiros que não conseguem escrever ou ler e compreender um texto simples de vinte ou trinta linhas, mas que vive conectada e interconectada, que escreve mensagens a uma velocidade capaz de deixar a qualquer um vesgo e que usam uma linguagem propria formada por monossílabos, onomatopéias e pontos suspensivos.
Me pergunto o que tanto há por dizer? Sobre o que podem versar estes diálogos intermináveis e aonde vai nos levar tudo isso?. Entretanto continuo visitando os amigos e clientes e chegando a conclusão que estamos deixando de ser uma sociedade de analfabetos funcionais analógicos, para converter-nos a passos rápidos numa sociedade de analfabetos digitais.
15 de julho de 2012
Pegando eleitores a laço
Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC
26 de janeiro de 2011
Para pensar acordado
5 de novembro de 2010
Pobre Brasil !
Falta de educação
BRASÍLIA - Ao declarar como prioridades a saúde, o combate à violência e a infraestrutura, a presidente eleita Dilma Rousseff deixou a educação em segundo plano, justificando na entrevista de quarta: "Eu considero que a educação está muito bem encaminhada".
É surpreendente em si, mas ficou mais ainda no dia seguinte (ontem), quando a ONU anunciou o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano de 2010). O Brasil é um dos dez países mais ricos do mundo, mas está em 73º lugar no IDH, entre 169 países. E o calcanhar de aquiles é justamente a educação.
Apesar de estar na categoria "alta" e com nota superior à mundial, o emergente Brasil tirou 0,699 e ficou abaixo da média da América Latina, que foi de 0,704. O Chile (45º lugar) e a Argentina (46º) foram os dois mais bem colocados da região, mas o Brasil também ficou atrás de Uruguai, Panamá, México, Trinidad e Tobago, Costa Rica e Peru. Está no nono lugar.
Como houve mudança de metodologia, não dá para comparar com o ano passado. E que nos perdoe o indiano Amartya Sen, Nobel de Economia e idealizador do ranking, mas toda pesquisa e todo indicador sempre dão margem para questionamentos, muxoxos, desdém.
Assim, a reação e o efeito do IDH dependem da ótica dos governos de plantão, principalmente quando são daqueles bons de marketing. Quando o resultado é a favor, copo cheio: o índice é perfeito. Se é contra, copo vazio: não vale nada.
Mas, já que Dilma está definindo nomes, programas e rumos para seu governo, deve estudar detalhadamente o IDH. Quem sabe assim não recoloca a educação ao lado de saúde, violência e infraestrutura?
A não ser que ela e Lula prefiram deixar o IDH pra lá e se fixar num outro ranking: o da revista "Forbes", que coloca Dilma em 16º lugar entre as pessoas mais influentes do mundo, à frente mesmo de Hillary Clinton e de Nicolas Sarkozy. E ela nem tomou posse ainda!



