27 de junho de 2011

Publicidade 100% Hetero

Em tempo de união homoafetiva, marcha da diversidade e kits anti-homofobicos, os publicitarios descobrem um novo filão, a publicidade dirigida ao publico hetero.


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Planos Diretores participativos


Vale a pena agendar
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Soberba e aprendizado (*)


Soberba e aprendizado


Nos últimos 20 anos, participei de mais de uma dezena de projetos de cooperação internacional, envolvendo entidades de uma dúzia de paises em quatro continentes. De cada nova experiência guardei a oportunidade de aprender, de olhar as coisas desde outras perspectivas e principalmente a constatação de como somos ao mesmo tempo idênticos e diferentes.


Em comum asiáticos, africanos, latino-americanos e europeus tem a vontade de aprender, de fazer melhor, de desenvolver, as suas empresas, a sociedade em que vivem. Reconhecer que não sabemos que não temos resposta para todo, é uma parte necessária do processo de aprendizado. Só a partir deste momento que podemos começar a aprender. Ninguém pode aprender aquilo que acha que já sabe. Porque a capacidade de aprender esta totalmente tomada pelos preconceitos, pelas respostas já definidas aos problemas que nem entendemos direito. A soberba nos impede aprender, sem aprender, cometemos uma e outra vez os mesmos erros, entrando numa repetição constante de respostas erradas, que não resolvem os problemas apresentados.


Só a partir que desistamos da soberba e fizermos um exercício de humildade, estaremos preparados para começar a aprender, só depois que o cérebro seja capaz de se despir dos preconceitos e esvazie completamente as respostas de sempre, estará preparado para ser preenchido com novas idéias, com novos conceitos, que venham a substituir os antigos ou confirmem as soluções, para os problemas que um dia sim e outro também a cidade precisa enfrentar e resolver.


O chamado “Urbanismo Oficial” alega ter as respostas para todos os problemas, inclusive para aqueles que nem foram identificados ainda. Os joinvilenses não têm podido experimentar, todavia o milagre dos remédios mágicos prometidos pelos detentores de todas as respostas. Tem quem ache que só a partir de um exercício de humildade extrema e depois de desnudar se completamente de preconceitos e de soberba, estarão, os urbanistas oficiais, preparados para começar o longo périplo do aprendizado e poderão alcançar o gozo da sabedoria. Hoje uma meta a todas as luzes inalcançável.


Até lá, como os asiáticos, africanos, latino-americanos e europeus já aprenderam, não será possível aprender nada do que achamos que já sabemos e permaneceremos transpirando ignorância, propondo obviedades, alimentando e engordando a arrogância que nos impede de desenvolver e prosperar.

Os psicopatas

Psicopatas !!!

Muito bom o artigo ”então o mundo está cheio de psicopatas” AN de 26/06.


Lola Aronovich – autora do artigo – fala com muita propriedade sobre estupro.


Mas estarrecedor mesmo, é a opinião de Dom Luiz Bergonzini – bispo de Guarulhos-SP.


Esse Bispo, com o exemplo da caneta e a tampa, faz uma comparação infeliz . Só faltou defender os padres pedófilos de sua igreja.


Isso que ainda tem gente que acredita que a roupa da mulher incentiva ao estupro.


Como o estupro é uma violencia não só contra a mulher, gostaria de ver o religioso com uma arma na cabeça, após algumas coronhadas ver se não entregava o seu “anel”.


Pelo exemplo dele mesmo. Basta não abrir a mão, que o anel não sai.


Paulo Curvello

curvell@terra.com.br

Do twitter

O texto "O Caminho mais curto"


suscitou também comentários no twitter:


@alexsetter muito bom mesmo. Alias, navegando pelo blog, li muita coisa boa. Parabéns.


@fernandomiano Parabéns Jordi, cada dia minha admiração pelas suas crônicas aumenta. Cidade de falsos líderes, poder pelo "poder"! Gde abraço!


Bom dia ! A coluna de segunda foi uma martelada na canela desta politicada besta que está aí ! #MudaJoinville2012

26 de junho de 2011

Matemática do mendigo

MATEMÁTICA DE MENDIGO

Tenho que dar os parabéns ao estagiário que elaborou essa pesquisa, pois o resultado que ele conseguiu obter é a mais pura realidade..

Preste atenção...

Num sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para pedir a 5 motoristas e receber pelo menos de dois deles R$ 0,20 e faturar em media pelo menos R$ 0,40 o que numa hora dará: 60 x 0,40 = R$24,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x R$ 24,00 = R$ 4.800,00.

Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 24 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 20 centavos e sim 30, 50 e às vezes até 1 Real.

Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 12,00 por hora terá R$ 2.400,00 no final do mês.



Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode até descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para lhe censurar por causa disto.



Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.

De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos numa conceituada padaria. Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imaginem o que ela respondeu?



É isso mesmo, de 120 a 150 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 120 = 3.000 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.


Moral da História :

É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...

Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.

Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.



E lembre-se :

Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrões.

Viva a Matemática.

Minoria absoluta

Minoria Absoluta

A proposta deste blog é a de total independência, democrático e participativo.
O que o tem consolidado como um espaço que representa as opiniões e os interesses de uma minoria absoluta, a dos seus leitores e colaboradores.

Em sua honra uma frase de Giacomo Leopardi - poeta italiano.

" A minoria vê sempre as coisas ocultas; a maioria, só enxerga as evidentes."

25 de junho de 2011

O novo paisagismo da JK


Depois de uma arrancada impetuosa, a execução do novo projeto de paisagismo da JK empacou.
Depois da desistência das empresas Whirpool e Embraco de continuar mantendo a Rua das Palmeiras e a Avd. JK.


Obras da JK estão paradas
e a situação evidencia a forma amadora como são tratadas as ações de governo em Joinville. A retirada intempestiva das azaleias, sem que o projeto definitivo estivesse concluido e sem que a empresa que fazia a manutenção do jardim tivesse sido informada, escancara o pouco profissionalismo com que jardins, praças e areas verdes são tratados. Situação alias que é a mesma das demais obras publicas.


Sem coordenação e sem planejamento a administração municipal gasta muito e mal. Concluir a desnecessaria reforma da JK antes do Festival de Dança é uma prova mais que a obra será executada as pressas e com a qualidade a que já estamos ficando acostumados. A possibilidade que a reforma tenha que ser revitalizada antes da sua conclusão ou do fim do próprio governo municipal é elevada.

Em tempo, será que o novo projeto de paisagismo da JK, preve a reposição das duas palmeiras imperiais perdidas nos últimos 20 anos por acidentes automobilísticos? Ou esta parte foi esquecida também?

23 de junho de 2011

Jaragua do Sul marca o passo




Jaragua do Sul em Santa Catarina foi a primeira cidade da região norte a se posicionar claramente contraria ao aumento do numero de vereadores, outras cidades seguiram o seu exemplo. Agora os cidadãos de Jaragua continuam dando o exemplo e lançam uma campanha com outdoors reforçando a sua luta para impedir o aumento do numero de vereadores.

Quem será que vai liderar este processo aqui em Joinville?

Para pensar acordado

Numa Joinville que teima em não lembrar é bom escutar que:

A história é émula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.


Miguel de Cervantes

21 de junho de 2011

20 de junho de 2011

O mestre Pangloss

Em Cândido ou o Otimismo, Voltaire estabelece uma permanente contradição entre o ingênuo otimismo do jovem Cândido e os ensinamentos de seu mestre Pangloss. Em síntese, como filosofia de vida do mestre, tudo está bem quando está mal, ou, ainda, vivemos o melhor dos mundos e o que vem pela frente é muito pior.

Roberto Siegmann

Transladado a nossa sambaquiana realidade, sobram Mestres Pangloss neste governo a querer nos convencer que esta é a melhor Joinville possível, e que o que teríamos pela frente seria muito pior.

Deus nos acuda!!!

Porque enquanto estamos perdidos no meio da neblina, sendo guiados por um grupo de amalucados, que como lemings avançam em louca corrida para o precipício, querendo arrastar junto toda uma cidade, na sua desvairada fugida em avante, outros se apresentam desde já como candidatos a nos salvar desta Joinville maravilhosa e oferecendo atalhos seguros no meio da escuridão.

Para pensar acordado

De Stephen Kanitz no twitter.

19 de junho de 2011

Gozação?


O Centro de Joinville começa a ganhar um toque. Em vários canteiros podemos encontrar flores variadas, fazendo valer o apelido de “Cidade das Flores”. Algo que estava fazendo falta.

A imagem e o rodapé são da coluna do jornalista Rogemar Santos, ou a foto e o rodapé são uma ironia do jornalista, que não parece ser o caso, ou se trata de um flagrante de fogo amigo.

+ Ricos e também + pobres


+ Ricos e também + pobres


Joinville é uma cidade de contrastes. A propalada maior cidade de Santa Catarina, a terceira economia do sul do Brasil, o primeiro PIB do estado e 31o PIB do pais em 2009 não consegue mostrar a mesma eficiência na hora de distribuir a renda que produz.


O IBGE divulgou os dados da renda media dos municípios brasileiros e Joinville não ficou bem na foto, não aparece entre os 50 primeiros municípios. Joinville ocupa o 59 o lugar. Entre os catarinenses Florianópolis ocupa o segundo lugar, com R$ 1.905 de renda media mensal. Outros municípios catarinenses que aparecem na lista são: Balneário Camboriu (8 o) com R$ 1.725,4, Joaçaba (8 o) R$ 1.269,94, Blumenau (25 o) R$ 1.212,07,São José (32o) R$ 1.1.62,22 e Treze Tilias (50 o) R$ 1.117,89. Joinville ocupa o 10 o lugar em Santa Catarina, com uma renda media de R$ 1.098.


O debate cada vez mais intenso sobre o modelo de cidade que Joinville deseja, deve também levar em conta o seu modelo de desenvolvimento econômico. O modelo atual concentra renda e faz desta uma cidade cada vez mais pobre. Outros municípios de Santa Catarina evidenciam um crescimento maior e principalmente uma maior distribuição de renda, por tanto uma sociedade mais igualitária e mais justa.


Outros dados de municípios da região norte são:São Francisco do Sul com R$ 902 e os municípios de Itapoa e Barra do Sul com rendas entre R$ 800 e R$ 900.


A baixa renda media do município tem impacto em todas as áreas de Joinville e fortalece a chamada teoria do frango, que diz que se eu comi dois frangos e você nenhum, os dois comemos um frango cada um. Este parece o nosso modelo, uns comendo dois frangos e outros fazendo uma dieta de faquir.

Pensando acordado


Lei de Ordenamento Territorial

A apertada a agenda de trabalho das Câmaras e do Conselho da Cidade e o patrolamento sobre os debates, que impede que os temas sejam tratados com a profundidade e o detalhamento necessários.

Lembra a sabedoria dos monges tibetanos que após anos de estudos, reflexões e profundas analises, desenvolveram o seguinte pensamento:


“Tudo aquilo que algum lazarento diz que é “URGENTE”,

sempre é algo que um outro imbecil deixou de fazer em tempo hábil

e quer que você se foda, para faze-lo em tempo recorde”

Para pensar acordado

Vendo o desenvolver de algumas coisas na nossa sambaquiana comunidade, Pitágoras aparece mais atual que nunca.

Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo, e fazer bem-feito.

Enjambração urbana (*)


Planejamento urbano e mobilidade


Cada vez que vejo a Rua Timbó atravessando o estacionamento de um supermercado, imagino como eram feitas as telhas no Brasil colônia, nas coxas dos escravos. O binário das ruas Timbó e Max Colin será o dia que seja implantado, uma mais daquelas obras publicas resultado da enjambração e da improvisação. O projeto sofrerá adaptações e mudanças porque um supermercado apareceu no meio da rua, e a desafetação da rua, foi autorizada pelo nosso instituto de planejamento


A Marques de Olinda é outro belo exemplo de como é feito o planejamento de Joinville, projetada a décadas, iniciou com pista dupla na zona norte, perto da rotatória do tecelão e depois se converte me pista simples, até interromper bruscamente, no entroncamento com a Rua Anita Garibaldi. Os técnicos do IPPUJ informam que a Avda. Marques de Olinda não será duplicada, que a solução será um binário que incluiria a Rua Paraíba. O resultado desta constante improvisação é que a cidade é construída aos trancos e barrancos.


As decisões são tomadas de forma pontual, sem analises mais profundas e sem estudos detalhados. Por tanto ou a decisão da duplicar um trecho da Marques de Olinda na zona norte foi tomada de forma intempestiva e errada ou a proposta atual de propor um binário para substituir a duplicação prevista da Rua Gothard Kaesemodel é apressada. A causa desta forma politiqueira de planejar a cidade, faz que as obras que se executam, quando se executam, cheguem tarde, sejam insuficientes e tenham que desviar de supermercados ou de prédios construídos na calha de ruas projetadas. Inviabilizando de vez o desenvolvimento futuro de uma Joinville construída ao bel prazer de interesses pontuais.


Outro bom exemplo de como são feitas às coisas é a Avda. Almirante Jaceguay, prevista no plano diretor de 1973 e que em mais de 40 anos nunca mereceu a menor atenção de nenhuma das administrações municipais. Não podemos pensar Joinville tendo em mente um horizonte de quatro anos, o tempo das cidades é maior, mais longo. O impacto das decisões apresadas tomadas hoje, marcará o futuro da cidade durante décadas. Em quanto o planejamento da cidade seja feito olhando só a próxima eleição e os interesses políticos se anteponham aos do planejamento urbano, continuaremos sendo conduzidos por cegos, perdidos no meio de um dia ensolarado.


18 de junho de 2011

Para pensar acordado

Os africanos tem um bom conselho para os planejadores locais, que mostram não ter muita certeza do que estão fazendo

Quando não souber para onde ir, olhe de onde vem.

Provérbio africano

17 de junho de 2011

Obras publicas, lá e aqui


O Viaduto de Millau (em francês: Viaduc de Millau) é uma grande ponte suspensa por cabos que facilita a travessia do vale do rio Tarn, próximo de Millau, no sudoeste da França. Projetada pelo arquiteto inglês Norman Foster e pelo engenheiro francês especializado em pontes Michel Virlogeux, é a mais alta ponte aberta ao tráfego de veículos do mundo, com 343 metros de altura. Foi inaugurada em 14 de dezembro de 2004 e aberta ao tráfego dois dias depois.

A construção começou em 10 de outubro de 2001, e estava planejada para durar três anos, mas as más condições climáticas atrasaram a inauguração. O viaduto foi finalmente inaugurado pelo presidente Jacques Chirac em 14 de dezembro de 2004 e aberto ao tráfego dois dias depois.

Entre Outubro de 2001 e Dezembro de 2004 o tempo de construção foi de 37 meses.

E a nossa via Gastronômica? E a calçada do 62 BI? E ...?

Para pensar acordado

Toda sociedade é um organismo podre que se conserva graças ao gelo da hipocrisia.

Enrique Jardiel Poncela

Sobre o fim da greve

Homens e nações comportam-se sabiamente depois que eles esgotam todas as outras alternativas.

Abba Eban

Olha quem foi preso

Polícia Federal prende José Rainha por desvio de verbas


Prisão do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra faz parte da Operação Desfalque


iG São Paulo | 16/06/2011 10:08 - Atualizada às 10:28


O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior, foi preso na manhã desta quinta-feira, segundo a Polícia Federal de Presidente Prudente, durante a Operação Desfalque. A ação tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa que vem atuando na região do Pontal do Paranapanema, envolvida em desvios de verbas públicas federais destinadas aos assentamentos de reforma agrária.


Também foi detido pela PF o superintendente do Incra em São Paulo, Raimundo Pires da Silva, e pelo menos dois coordenadores regionais do órgão.


Ao todo são cumpridos dez mandados de prisão temporária, sete de condução coercitiva e treze de busca e apreensão nas cidades paulistas de Andradina, Araçatuba, Euclides da Cunha Paulista, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Sandovalina, São Paulo e Teodoro Sampaio.


A investigação, que começou há cerca de dez meses e contou com ajuda do Ministério Público Federal, verificou que o grupo criminoso utilizou associações civis, cooperativas e institutos para se apropriar ilegalmente de recursos públicos destinados à manutenção de assentados em áreas desapropriadas para reforma agrária.


São investigados crimes de extorsão contra proprietários de terras invadidas, estelionato, peculato, apropriação indébita de recursos de assentados, formação de quadrilha e extração ilegal de madeira de áreas de preservação permanente.

No A Noticia

Matemática e lógica

Duas informações surgiram em “AN” sobre o planejamento da cidade (14/6). A primeira, na coluna “AN Portal”, refere-se à priorização do zoneamento da ART Sul solicitada pelos empresários, onde estão previstos os empreendimentos do parque da Ajorpeme, da UFSC e a GM, e a proposta teria apoio do Ippuj. Pelo que sei, nenhum destes empreendimentos tem características rurais, ao contrário do que a presidente do Ippuj afirma no artigo “Entre a matemática e a vida”, que as ARTs são “áreas rurais de uso controlado”. Controlado por quem? Um campus, um polo industrial e uma indústria de grande porte atrairão ao entorno gente, negócios, construções, tráfego, etc., alterando a área. Saindo da matemática e entrando na lógica, as afirmações sugerem que a cidade tem donos, que decidem como o planejamento deverá ser tocado.

Sérgio Gollnick
Joinville

Arvores


Já imaginou se estas arvores estivessem em Joinville? Eu já.



Fotos da coleção particular de Gert Fischer

Verticalização

Quantos prédios de 12 andares você consegue identificar na imagem?

16 de junho de 2011

Caderno de Viagem


Cartagena de Indias - Colômbia

Para pensar acordado

Os infelizes e mal amados se julgam no direito de questionar o amor dos outros.

Arno Kumlehn

A poética de Ideli

A poética de Ideli

Por Guilherme Fiuza

Ficou famosa a frase do bandido Elias Maluco, ao ser apanhado pela polícia: “Prende, mas não esculacha”. Era um apelo ético do torturador e assassino de Tim Lopes.

Agora, a opinião pública também poderia fazer um apelo ético ao governo Dilma. Especialmente ao ver a ministra Ideli Salvatti tomar posse recitando versos de Ivan Lins.

Ideli perdeu a eleição para governadora de Santa Catarina e ganhou de Dilma o cabide do Ministério da Pesca. Continuou remando firme até tomar o lugar do companheiro Luiz Sérgio no ministério das Relações Institucionais.

Luiz Sérgio foi acomodado no cabide da Pesca – criado por Lula para consolar os companheiros que ficam no sereno. Ainda teve que ouvir de Ideli: “Cuida bem dos meus peixinhos”.

É o momento mágico em que uma ex-senadora assume um cargo de despachante, e um ex-despachante assume um cargo irrelevante. E o Brasil só fala disso.

Não dá para entender direito por que esse balé particular das boquinhas do PT domina as manchetes. É assunto deles, ninguém tem nada com isso.

O que deveria interessar ao Brasil (além de um estudo sobre Palocci – o homem, o mito e o consultor) seria se o governo Dilma já tem data para começar, depois da temporada de pantomimas feministas.

Tudo bem. Governar é uma coisa muito trabalhosa, e compreende-se que Dilma e suas meninas não queiram falar sobre isso agora. Mas tentar fazer poesia numa hora dessas já é escárnio.

Saída da repescagem para o ministério do toma lá, dá cá, Ideli Salvatti ornamentou o momento histórico:

“No novo tempo, apesar dos perigos; Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta; Pra sobreviver, pra sobreviver”.

O compositor Ivan Lins jamais poderia imaginar que seus versos fossem um dia celebrar “a luta para sobreviver” nas tetas do Estado.

Como se não bastasse, Luiz Sérgio filosofou sobre as águas da sua nova pasta: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Fernando Pessoa, quem diria, foi parar no Ministério da Pesca.

Em meio a tanta erudição no governo Dilma, só resta mesmo parodiar o clássico de Elias Maluco: “Engana, mas não esculacha”.

15 de junho de 2011

Urbanismo Oficial

Li hoje que existe uma coisa chamada "Urbanismo Oficial" e me senti em "1984" não o ano e sim a obra de George Orwell, que com tanta propriedade descreve uma sociedade totalitária.

A incapacidade do dito "Urbanismo Oficial" que implica na existência de "urbanistas oficiais" para lidar com os problemas reais são evidentes. A dita incapacidade tem varias facetas, nenhuma das quais é boa para a cidade.

A primeira é mais evidente é a situação em que Joinville se encontra. Sobre isto não é preciso fazer nenhum novo comentário. Esta tudo dito é salta aos olhos.

A segunda é a incapacidade de escutar a sociedade, ainda que para ser justo, o IPPUJ divulgou a noticia que vai perguntar aos taxistas, como anda o transito da cidade, ou melhor aonde não anda.

A terceira é a dificuldade de conseguir que centenas de técnicos que há décadas trabalham no tema, consigam apresentar propostas coerentes, estruturadas e que contenham menos erros que acertos.

A quarta é a soberba, que os faz ficar preocupados, pelas opiniões e os comentários, de menos de meia dúzia de cidadãos, que discordando da visão oficialista, apresentam para debate, em espaços públicos e em reuniões abertas, outras alternativas que as elaboradas pelo "Urbanismo Oficial".

Para encerrar, a certeza que a unanimidade é burra, mas não consegue superar na sua burrice, os resultados de décadas de "Urbanismo Oficial".

Estamos salvos!

Estamos salvos!

Se o pré-candidato à prefeitura de Joinville pelo PMDB dedica a resolver todos os problemas da cidade, o mesmo entusiasmo e dedicação que dedica a mudar o zoneamento da área em volta da UFSC, todos os problemas de Joinville estarão rapidamente resolvidos.

Troca de e-mails

Em 14 de junho de 2011 11:39, Ione Rosa Kursancew escreveu:

Acabei de ler o texto Azaléias publicado no jornal A Noticia de hoje e tomo a liberdade de dizer que descreve exatamente o sentimento que tive ao ver executarem tamanha sandice. Senti que há momentos em que sinto vergonha de fazer parte de uma cidade em que ao invés de construir, está feliz em destruir. Quem foi o responsável por isso??? Essa pessoa tem que ser desligada de qualquer função e bem rapidinho e quem sabe pagar essa continha que não vai ser pequeninha como as ditas florzinhas......

Bom dia Ione

A gente até quer ser pró-ativo....elogiar..........mas está difícil.....

um abraço

Anselmo

Otimismo, pessimismo ou realismo?

Otimismo, pessimismo ou realismo?



Tem se convertido em numa das estratégias preferidos dos áulicos de plantão considerar como profetas do desastre quem não elogia em verso e prosa a gestão do PT em Joinville. Quem não aponta a administração petista como a melhor da história de 160 anos da cidade é encarado como inimigo mortal da maravilhosa Joinville. Ou chamado de pessimista compulsório. Os otimistas insistem em querer nos convencer que vivemos na melhor de todas as Joinvilles possíveis. Os pessimistas temem que isso possa ser verdade.

Estamos rodeados de Cândidos, como o de Voltaire, que acreditam piamente que vivemos no melhor dos mundos possíveis, que não há, nem houve melhor gestão municipal que a atual, que nunca a ética, a eficiência e os mais elevados padrões morais estiveram tão presentes e atuantes no governo. Chegam inclusive a assumir o papel de seres acima do bem e do mal, seres superiores, que levitam sobre os simples mortais, como você e como eu. Quanto mais se os conhece, mais fica a impressão que estão mais perto de ser um bando de iluminados, inebriados por ter alcançado um minúsculo poder temporal, que durante anos se converteu no seu único objetivo.

Como as duas metades do Vis-conde Partido ao Meio, de Ítalo Calvino, estes otimistas perambulam por Joinville inovando nas trapalhadas. Quanto mais tentam fazer o melhor para a cidade, mais e mais se afundam num mar de desatinos, numa seqüência constante de extravagâncias.

O coro dos realistas aumenta diariamente, mais e mais gente tira a venda para enxergar a Joinville real que se descerra frente aos seus olhos. A pesar da declaração de Candido: "Bem me dizia Mestre Pangloss que tudo está o melhor possível neste mundo". ‘Esta cada vez mais difícil negar o evidente, não tem mais como tampar o sol com uma peneira. A luz e a claridade inundam a cidade e transborda pelos quatro costados.

Otimistas, realistas e pessimistas convivem, enxergando a cidade desde ângulos distintos. Vislumbrando a mesma realidade desde prismas diferentes, uns de cor de rosa, outros preto e a maioria olhando a traves de um fino cristal transparente.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

Para pensar acordado

Nada mais certo que os próprios erros. Vale mais fazer e arrepender, que não fazer e arrepender.

Nicolau Maquiavel (1469-1527), filósofo e político italiano

14 de junho de 2011

Ainda as contas

Este blog outorga a primeira bolsa de estudos da Cátedra Al-Khwarizmi de Matemática para administradores públicos para a presidente do IPPUJ, Roberta N. Schiessl, pelo seu texto “Entre a matemática e a vida”. Não tanto pelos cálculos que fez para chegar a estranhos 99,9 %, como pelas respostas que não deu, para justificar o descompasso entre a oferta atual de espaço já autorizado para receber 9.000.000 de habitantes e os projetados 750.000 habitantes que o próprio instituto que preside apresenta. Sem que fosse preciso aumentar um único andar adicional os já permitidos hoje. Na falta de argumentos técnicos e precisos uma opção adequada é optar por uma abordagem mais emotiva e com menos conteúdo.

Sobre o fato de confundir a taxa da ocupação da torre de 50 % com a taxa de ocupação de 100 % no embasamento de 4 andares com permeabilidade 0%, para as áreas de adensamento 1 (em vermelho no mapa apresentado pelo IPPUJ ao Conselho da Cidade) não acredito que seja má fé e sim puro desconhecimento.

Como diz o meu xará Jordi Bordas, “ O menor caminho entre dois pontos é o mais bonito” e os nossos caminhos em Joinville estão ficando cada dia mais longos.

Entre a matemática e a vida, por Roberta Noroschny Schiessl*

Curioso o artigo “As contas, sempre as contas”, de Jordi Castan (13/6), uma vez que é idêntico ao texto publicado no dia 9 de maio no mesmo espaço. A repetição do artigo é demonstração de que o colunista quer e merece resposta, já que ocupa 99,9% do espaço que lhe destina este jornal para criticar incisivamente as ações do Ippuj, e deve ser, no mínimo, ouvido e avaliado. Segundo o referido artigo, dados do instituto demonstram que a cidade tem 52 milhões de metros quadrados em vazios urbanos e que a conta do articulista levaria a 145 mil lotes disponíveis para habitação. Esses lotes proporcionariam moradia para mais 600 mil habitantes, sem necessidade de adensar e verticalizar. Parece lógico? Sim, é matemático. Mas isso, segundo arquitetos e urbanistas, não é planejamento urbano.

A proposta do Ippuj prevê adensamento prioritário sobre os lotes baldios, colocando as pessoas na malha urbana onde ela já existe, para não abrir mais ruas, que dependerão de mais infraestrutura urbana, permitindo que investimentos sejam destinados aos espaços já ocupados.

Quando se impulsiona a verticalização com elevação de gabarito, propõem-se prédios com formas sustentáveis, ou seja, mais esbeltos, que ocupem menos o solo urbano e garantam mais ventilação, insolação e permeabilização. Essa proposta se coaduna com o pensamento dos urbanistas contemporâneos, que recomendam prédios altos, com taxa de ocupação do solo limitada, em lugar de construções mais baixas, ocupando maior área e impermeabilizando o solo. Convém lembrar que o texto do Ippuj limita a taxa de ocupação do solo a 50% e cria a de permeabilidade em 20%, liberando o chão da cidade para seus pedestres.

Além disso, impulsionar a moradia no Centro da cidade é dar a esse espaço maior vitalidade, mesclando moradia com serviços – conceito de cidade compacta – reduzindo o deslocamento das pessoas com automóveis, que geram queima de combustíveis fósseis e perda de qualidade de vida quando exigem uso por tempo prolongado. Como diria o arquiteto e urbanista catalão Jordi, este de sobrenome Bojas: “A menor distância entre dois pontos é o caminho mais bonito”.

Lendo atentamente a parte da proposta que trata das ARTs (áreas rurais de transição) e Arucs (áreas rurais de uso controlado), o articulista verificará que o uso continua rural, mas com efetivo controle, porque ao poder público não é dado agir quando a lei assim não o prevê. A falta de expressa previsão legal da forma como a cidade quer a ocupação dessas áreas é que contribui para seu uso inadequado. Enfim, a matemática é instigante, mas a vida é muito mais. É para ela que se pensa a cidade.

*presidente da Fundação Ippuj

Azaleias da JK

O texto publicado no jornal A Noticia de hoje, reforça com consistência e clareza o desatino que representa a retirada das azaléias da JK e o desnecessário deste tipo de iniciativa. Com abordagem técnica e criteriosa o texto não deixa margem para duplas interpretações.

Azaleias, por Anselmo Fábio de Moraes

Existem certas coisas que não há como entender. Parecem coisas de quem não tem o que fazer ou de gente que está com as ideias fora do lugar.

Passar na avenida JK e ver as retroescavadeiras retirando as azaleias foi de doer. Quando a gente pensa que o estoque de sandices esgotou, pimba: lá vem um iluminado da Prefeitura com uma nova. Tenho que reconhecer que quem está “cuidando” de Joinville tem se superado diariamente.

Na imprensa, leio que o projeto é uma forma de revitalizar a via e torná-la mais arejada; que o trecho é escuro e fechado por causa das árvores e da altura das azaleias. Querem dar uma cara nova à avenida, por ser uma das principais de Joinville.

Só pode ser gozação. Trocar uma cerca viva, que vem cumprindo a sua função há anos, por uma de ferro, e as flores permanentes da azaleia por flores de época induz claramente a desperdício de recursos públicos e a um conceito do construir o espaço urbano desprovido de lógica e de fundamentação teórica e prática.

A azaleia é conhecida pela sua resistência à poluição do ar, portanto, adequada àquele local que tem intenso fluxo de veículos e está ali há anos formando uma cerca viva, protegendo os motoristas no encontro das luzes dos veículos, impedindo a travessia de pedestres por lugares impróprios, purificando o ar pela fixação de poeiras e fotossínteses de gases, reduzindo a velocidade de ventos, favorecendo a infiltração de água no solo, servindo de abrigo à fauna e amortecendo ruídos. Enfim, exercendo uma função ecológica, no sentido de melhoria daquele ambiente urbano, e estética, no sentido do embelezamento daquela via pública e, consequentemente, da cidade.

Então, por que cortá-las? Pelo que se lê, para substituí-las por plantio de flores de época, baixas e coloridas, e instalação de cerca de ferro a um custo de R$ 186 mil.

Para quem alega ter uma prefeitura sem recursos e endividada, mexer no que está quieto, fazendo obra deste tipo, ainda mais sabendo que se criarão novas despesas, visto que flores de época trocam-se de quatro em quatro meses (o canteiro da JK tem em torno de 1.050 m² que terão perto de 21 mil mudas a cada troca), há uma baita incoerência. Parece até que o prefeito procura fazer alguma obra, só para dar “satisfação” aos joinvilenses bocudos que ficam dizendo que ele não faz obra nenhuma.

hans.moraes@gmail.com

Aqui o efeito seria bem real

13 de junho de 2011

O primeiro ministro

O primeiro ministro


A longa e interminável greve tem servido para por em evidencia, muitos pontos que até então só eram elucubrações ou suposições.


A greve iniciou quando o governo Carlito já tinha feito alguns ajustes na sua equipe, o PMDB ajudou muito a fazer os câmbios, a maioria, imprescindíveis e todos eles, tarde demais.


O desgaste gerado pela manutenção de gestores, com perfil polêmico e pouco eficientes, dificilmente poderá ser recuperado pelo governo municipal. Mas a maior mudança foi a escolha de Eduardo Dalbosco para a chefia do Gabinete. Na sua anterior posição, como secretário de planejamento, o município não aproveitava o seu potencial e sua capacidade de trabalho. A maquina emperrada e ineficiente, não permitia que se executasse o planejado e o resultado é de todos conhecido.


O perfil do prefeito é resultado de sua formação e experiência política, sempre centrada no legislativo, escuta muito, fala muito e fazer, faz pouco. Não seria grave se houvesse sabido escolher uma equipe melhor, com capacidade de trabalho, sem “enrolation” e com capacidade administrativa. Não foi o caso e o resultado salta aos olhos.


O comando de greve provavelmente não avaliou corretamente a mudança que representou para esta administração a criação da figura do primeiro ministro. Se os grevistas têm pela frente um negociador mais forte e a atitude da prefeitura deixa de ser pusilânime, o resultado é que a cidade de Joinville ganha. Estancar a sangria que representa que 2% da população drenem quase 50 % dos recursos do orçamento municipal é bom para a cidade. Se os recursos poupados forem bem administrados e direcionados para as ações prioritárias, o resultado será ainda melhor para todos.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

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