31 de março de 2013

Rua Aquidaban



A Rua Aquidaban

A pacata Rua Aquidaban é uma das fronteiras para especulação imobiliária. A cobiça e a ganância enfrentam a qualidade de vida e um modelo residencial consolidado que equilibra muito verde e permeabilidade, residências unifamiliares e privilegia a insolação e a ventilação.

Não pode ser considerada uma via estratégica para mobilidade urbana,  pois liga nada a coisa nenhuma.A partir da abertura da Avda. Marques de Olinda e sua consolidação como um eixo viário, a Rua Aquidaban recuperou o seu perfil residencial, com redução do fluxo de veículos e potencial para um novo modelo de rua, mais bucólica, com verdadeiras ciclovias, não essas infames ciclofaixas que são uma verdadeira guilhotina para os ciclistas que nelas se aventuram.

Em 12 de abril de 2011 já houve uma tentativa de mudança de zoneamento e principalmente de gabarito. A pretensão do grupo que defende a mudança é que na rua se possam construir edifícios de até 12 pavimentos. no caso de aprovada representaria uma perda significativa de qualidade de vida para todas as residências existentes não só na própria Rua Aquidaban, como em todo o seu entorno e inclusive tendo impacto negativo por varias quadras em volta.

Da audiência daquele dia, duas imagens nítidas ficaram, a primeira foi a insistência dos representantes da proposta favorável a verticalização, que não aceitariam menos que 12 pavimentos, caso contrario o empreendimento pretendido não se viabilizaria economicamente. A segunda e mais aviltante, de que a proposta tinha como objetivo atender praticamente um único imóvel que pelo seu tamanho e localização seria o maior beneficiado com a mudança.

O texto original da LOT prevê que a Rua Aquidaban seja uma faixa viária, o que não é mais que um subterfúgio para permitir a verticalização tresloucada e o adensamento que se estenderá além da própria rua avançando 200 metros para o interior das quadras, a partir do eixo da rua, que tem o seu acesso a Rua XV, totalmente comprometido num extremo e no outro cruza a Rua Otto Bohem que tampouco tem um acesso fácil a Avda. Marques de Olinda.

De nada parecem servir os abaixo assinados, as manifestações claras e inequívocas da maioria, ou quase unanimidade  dos moradores do trecho  ao norte da Otto Boehm, tanto da rua, como de toda a área afetada pelo impacto da autorização de prédios residenciais com até 12 pavimentos ou da ampliação da permissão de usos para comércio e serviços.

 Os especuladores não irão morar lá e  pouco se importam em destruir a qualidade da via e do entorno desde que possam encher seus bolsos, utilizando de todas as formas e argumentos possíveis para transitar com ruborizante desenvoltura pelos gabinetes dos poderes municipais que, a seu turno mostram-se cordialmente receptivos a investidas de caráter pessoal, quando com caráter impessoal deveriam, claro, com cortesia, mas, fundamentalmente com transparência e publicidade, de portas abertas,  dar-lhes a mesma receptividade de modo a separar claramente o público do privado, o lobismo autêntico e democrático, das práticas nada republicanas.

É evidente que a cobiça tem um apetite desmedido e não há dieta que a coloque na linha,  encontrando sempre gente pronta a servir  ou  a se prestar para tão vergonhoso papel.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

30 de março de 2013

Esses europeus são loucos

Esses europeus são doidos, todos os anos eles podam as arvores das ruas. Com podas corretas e regulares as arvores mantém o seu porte durante anos. Os galhos não crescem além do necessário e se retiram os galhos velhos, doentes ou deformes que podem oferecer risco para pedestres, veículos e patrimônio.



Por estes lados o comum e não fazer nenhuma manutenção nas arvores publicas. Há até quem acredite que a poda criminosa ( para a arvore) feita pelas companhias elétricas ou suas terceirizadas é a única poda que as arvores precisam. Na verdade essa poda além de deformar as arvores e feita sem nenhuma técnica arborícola e só tem como objetivo proteger as instalações elétricas.




O resultado da ignorância e do descaso é que as arvores crescem além do recomendável para os exíguos espaços urbanos e muitas arvores acabam sendo cortadas pelos próprios órgãos públicos que deveriam zelar pelo seu cuidado e fitosanidade. Um exemplo de que não manter acaba custando muito caro.

29 de março de 2013

Para pensar acordado


O homem sem princípios é também comumente um homem sem caráter; pois, se tivesse nascido com caráter, teria experimentado a necessidade de criar princípios para si.

Nicolas de Chamfort

27 de março de 2013

Perguntas que pedem resposta


Prefeitura volta atrás

As mudanças em relação aos 15 minutos de pausa e ao ponto facultativo de quinta-feira são mostra da fraqueza de um lado e da força do outro? Quem ganhou e quem perdeu? Quais serão os próximos episódios? A Prefeitura fez um recuo estratégico, para voltar mais tarde a carga? Há chances que o horário da prefeitura volte a ser integral como as entidades empresariais gostariam? Qual seria o nível de reação do funcionalismo público a uma iniciativa como esta? As perguntas estão colocadas.

Historia econômica do Brasil


                                                                                   Um pouco da nossa História.
Passada e Atual.


O   1/5 e os 2/5 dos infernos

 
Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.

Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".

Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam

"O Quinto dos Infernos".

E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira chegou ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...

Para quê?

Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de "Diretores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)?

Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente...! 

26 de março de 2013

25 de março de 2013

Como é?


NÃO FOI À TOA QUE, PERGUNTADO, FHC DISSE "AS VEZES EU ENTENDO O QUE ELA QUER DIZER".



QUESTIONADA SE IRIA A ROMA PARA ASSISTIR A SOLENIDADE  QUE MARCARIA O INÍCIO DO PAPADO DE FRANCISCO, EIS A RESPOSTA DE DILMA:

"O papa eu irei lá em Roma, eu comparecerei lá em Roma, na medida em que me convidaram, e o Brasil é um país que tem uma população católica muito expressiva e eu acredito que será importante eu, enquanto presidente – e eu não tô falando aí enquanto pessoa, porque enquanto pessoa eu fui criada na Igreja Católica –, mas eu tô representando aí enquanto presidente essa população católica do nosso país”.

ENTENDERAM???

24 de março de 2013

Comer


En la mesa y en el juego se conoce al caballero

(Na mesa e no jogo se conhece o cavaleiro)

O invento de vender a comida por quilo é um invento brasileiro. A historia situa em Belo Horizonte o nascimento desta criação tipicamente nossa, exportada primeiro para outros estados e inclusive para outros países. É importante inicialmente diferenciar modelos semelhantes, o rodízio, a venda por quilo e o buffet livre. No primeiro há um preço fixo e cada um pode se servir quantas vezes quiser. No segundo cada vez que se serve a porção é pesada e o valor é anotado. No terceiro o céu e o limite.

O rodízio em geral beneficia aos glutões, quem come pouco acaba subvencionando os grandes comilões, quem já viu uma mesa de adolescentes famintos num rodízio de pizza sabe muito bem do que estamos falando, o rodízio, principalmente de carne é também um invento brasileiro, como o chamado Café Colonial, que é uma versão pantagruélica do requintado chá das cinco e que não é recomendado para quem quer manter uma dieta austera.  A venda de comida por quilo tem inúmeras vantagens, iniciando pelo preço em geral mais baixo que outras opções de serviço. Também é mais justo, cada um escolhe o que mais gosta e paga pelo que efetivamente foi servido. A redução dos custos de serviço permite ter preços mais baixos.

Mas só no Buffet livre alcança-se o clímax, o superlativo total. Poder comer praticamente sem medida e ainda sem ter que pagar a conta é uma situação que gera quantidades imensas de endorfinas, os rostos de satisfação de gentes de todas as idades, dirigindo-se de volta as suas mesas, com pratos repletos de comida, transparecem prazer. Para um gourmet, minimamente refinado, ver num mesmo prato, salada de folhas tenras misturada com o molho madeira da carne e acompanhada de creme de batata inglesa com postas de robalo e espaguete a carbonara pode não ser o ideal. Mas para os gourmands nada parece satisfazer mais. Todos parecem ter os olhos maiores que o estomago. Sonhar com quantidades infinitas de comida é quase uma visão do paraíso.

 Imaginar o chef que preparou com tanto esmero cada um dos pratos, escolheu os melhores temperos, selecionou os produtos para criar pratos únicos que pudessem encantar os convidados e ver como as melhores receitas e ingredientes acabam convertidos numa gororoba informe, deve provocar uma enorme frustração em quem tanto se esmerou. Redescobrir o prazer das coisas simples, da comida bem feita, sem exageros é um desafio nos dias de hoje, os excessos nos deixam sem referenciais e desaprendemos a saborear o que a vida nos oferece.

22 de março de 2013

Antena de celular

Antenas de celular podem integrar-se melhor com a paisagem. Ser menos agressivas e gerar menos poluição visual.


21 de março de 2013

Ignorância, Crendice, ...


O risco de misturar a ignorância de uns com a esperteza de outros pode nos levar a situações como a do vídeo.

20 de março de 2013

Os idiotas perderam a modestia


Os Idiotas Perderam a Modéstia

"Ele [Nelson Rodrigues] dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento" Nelson Jobim em discurso durante a comemoração dos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso.

Nelson Jobim é do PMDF fisiológico. Faz tudo para ficar perto do poder. 

17 de março de 2013

Necessidade e criatividade




Nada estimula tanto a criatividade quando a falta de recursos. Alguns dos grandes inventores da historia sofreram até fome e necessidade antes de alcançar o sucesso. A situação declarada de penúria em que se encontra a nossa cidade requer soluções criativas. É necessário identificar alternativas para Joinville.
A ideia de avançar sobre as receitas, aumentando alíquotas, criando novas fontes de arrecadação serve de muito pouco se as despesas correm soltas e aumentam mais que a arrecadação. Tampouco a ideia de apelar à boa vontade dos contribuintes para que doem graciosamente em nome de um suposto espírito de benemerência que contrasta com o titulo pomposo de terceira maior economia do sul do Brasil, maior cidade do estado e tantos outros que alagam o ego, mas em nada contribuem a resolver os nossos problemas.

O governo anterior dedicou um tempo que não tinha a discutir o sexo dos anjos e fazer de conta que debatia os temas importantes do planejamento urbano e acabou perdendo a oportunidade de dotar a Joinville de uma legislação atual através de instrumentos de política urbana, como a outorga onerosa, transferência do direito de construir, preempção, Estudo de Impacto de Vizinhança e outras ferramentas que permitiriam tanto otimizar retorno financeiro de infraestruturas já implantadas, como obter recursos com a valorização mobiliaria através  da legislação urbanística, para que Joinville pudesse seguir se desenvolvendo, mesmo sem recursos em caixa. O foco até agora tem sido o de LOTear o solo, maximizando o lucro de uma minoria, desnecessário dizer, os mesmos de sempre. Em prejuízo da maioria.

Se a lei autoriza a construção de edifícios com 18 ou mais andares, pela benevolência tanto do executivo, como do legislativo, quedará pouco espaço para que o município possa receber recursos gerados pela outorga onerosa ou pela figura do solo criado. E continuará a mendigar doações, que dificilmente acontecerão à troca de nada. Seria melhor para a cidade propor um gabarito menor, mais baixo e quem desejasse verticalizar mais, dentro de determinados limites tivesse que adquirir esse direito de construir além do permitido. Estes recursos direcionados especificamente formariam um fundo que hoje precisamos para fazer os investimentos imprescindíveis para um futuro melhor.

Esta administração pode continuar desperdiçando tempo ou dotar Joinville de modernas ferramentas de planejamento e gestão da cidade que transcendam o mero ordenamento territorial e a visão de ocupação do espaço urbano . A decisão esta com quem tem a batuta.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

16 de março de 2013

Para pensar acordado

Entendendo e conhecendo quais são os nossos valores e as nossas referencias sociais, ajuda a lidar com as pessoas individualmente e com a sociedade em geral.


"Admira-se o talento, a coragem, a bondade, as grandes dedicações e as provas difíceis, mas só temos consideração pelo dinheiro."

Nicolas de Chamfort



15 de março de 2013

Para pensar acordado


Pense no quão estúpida uma pessoa normal é, e perceba que mais da metade das pessoas são mais estúpidas que isso.

George Carlin

14 de março de 2013

Para pensar acordado




« Um número cada vez maior de pessoas acreditava que havia sido um erro terrível da espécie descer das árvores. Algumas diziam que até mesmo subir nas árvores tinha sido uma péssima ideia, e que ninguém jamais deveria ter saído do mar. »

Douglas Adams

Dirigindo bebado

A lei seca tem feito que a policia rodoviária extreme a atenção para identificar os motoristas que apresentem evidencias de estar sob o efeito do álcool. O maior problema encontrado até agora é que as evidencias podem  mudar, e muito, de uma país para outro.

Veja os dois exemplos:




13 de março de 2013

Para pensar acordado


Neste mundo, existem três espécies de amigos: aqueles que nos amam, aqueles que não se preocupam conosco, e os que nos odeiam.

Nicolas de Chamfort

Teoria da incompetência do Estado


Teoria da incompetência do Estado

 1 a Hipótese -  Não há nada que o Estado não possa fazer mais caro, de forma menos eficiente, com qualidade menor, dedicando mais tempo e utilizando um numero maior de pessoas.

 2 0 Hipótese - Quando algum produto ou serviço oferecido pelo Estado diretamente ou a traves dos seus contratados, subcontratados e prepostos não cumpra a primeira hipótese se procederá imediatamente a aumentar o orçamento previsto, aditar o contrato, aumentar o numero de pessoas envolvidas, reduzir as especificações e fazer quantas alterações sejam necessárias na licitação, para que a 1 a Hipótese possa ser atendida.

3 0 Hipótese – Custos e qualidade dos produtos e serviços adquiridos pelo Estado evolucionarão em proporção inversamente proporcional ao numero de instancias públicas envolvidas no processo. Sendo que quanto maior o primeiro, menor será o segundo.

4 0 Hipótese – A teoria se cumpre em cada um dos três níveis do Estado, seja no municipal, no estadual ou no Federal e em cada um dos três poderes no executivo, no legislativo ou no judiciário. 

O síndrome de Dunning-Kruger


O síndrome de Dunning – Kruger



De uma hora para outra se fez a luz, passei a entender alguns dos mistérios que durante anos me produziam desassossego e inquietação. Tomei conhecimento que o complexo de Dunning-Kruger explica porque gente sabidamente estúpida anda por aí com este incontornável ar de superioridade.

O estudo de David Dunning e Justin Kruger da prestigiosa universidade de Cornell, nos Estados Unidos, identifica um desvio de conduta que leva a pessoas de baixo nível cognitivo a sofrer de superioridade ilusória, por erroneamente avaliar a sua capacidade como sendo muito superior a media. O desvio se produz basicamente pela sua completa incapacidade em reconhecer os erros que cometem.

De uma forma pratica, o síndrome de Dunning-Kruger pode ser facilmente identificado quando gente incompetente não só não consegue reconhecer a sua incompetência, como passa a se considerar muito superior aos outros. Em outras palavras são estúpidos demais para perceber a sua própria estupidez.

Pessoalmente consigo facilmente identificar uma dezena em áreas estratégicas do governo municipal, a maioria com anos de pratica no desvio identificado por Dunning-Kruger. Entender isso me permite ser mais condescendente com eles e compreender o porque de muitas situações que Joinville tem vivido, vive e deverá continuar sofrendo ao longo da sua historia. A natureza na sua sabedoria tem cuidado que seja possível encontrar indivíduos que sofrem do síndrome de Dunning-Kruger em praticamente todas as áreas e níveis da sociedade. Ainda que seja evidente, que o impacto do seu desvio, é maior quanto mais alto o posto e cargo que galgam dentro das diversas organizações públicas e privadas em que vicejam.

12 de março de 2013

Frases de Hugo Chavez


"Sempre ouvi dizer, e repito, que não seria estranho que tivesse havido uma civilização em Marte, mas o capitalismo chegou lá primeiro e acabou com o planeta"

sobre o papel do capitalismo na ausência de vida em Marte, em 2011

"Não seria estranho que tivessem desenvolvido a tecnologia para induzir câncer e ninguém soubesse disso até agora"

ao acusar a CIA de espalhar o câncer na América Latina, em 2011

Prédios públicos interditados (*)




Há um forte descontentamento em determinados setores com a interdição de escolas e outros prédios  públicos em Joinville. O descontentamento se foca em três pontos:

O primeiro é o suposto excesso de zelo da Vigilância Sanitária, entendem os descontentes que as crianças e as famílias sofrem por conta da interdição e que seria possível não aplicar medidas tão extremas como a interdição de todo o edifício.

O segundo ponto, quando se refere as escolas, é o que responsabiliza ao governo estadual, já que as escolas interditadas são de responsabilidade da GERED (Gerencia Regional de Educação) e por tanto do governo de Santa Catarina, de omissão, descaso e falta de previdências adequadas. Não deixa de fazer sentido a queixa, porque as escolas além de supostamente precisar estar em boas condições de uso durante todo o ano escolar tiveram quase três meses de período de férias para poder realizar os trabalhos mais intensivos ou de maior porte, sem precisar para isso atrapalhar o dia a dia das escolas. A verdade é que nada foi feito neste período e o tempo não tem sido aproveitado convenientemente para que os alunos possam voltar as aulas na data prevista. É bom lembrar que vários edifícios municipais também tem sido objeto de interdições e muitos deles continuam ainda interditados.

O terceiro ponto se centra em perceber que em quanto escolas e outros edifícios e locais públicos são interditados outros não são vistoriados e mesmo apresentando problemas, que até tem sido noticiados pela imprensa local nada é feito.

Neste vai e volta de acusações e interdições quem sofre são de fato os alunos e suas famílias que tem dificuldades em achar soluções adequadas e ainda correm o risco de perder aulas que depois precisarão ser recuperadas.

Porém surpreendem algumas atitudes no mínimo esdrúxulas. Os pais e professores deveriam apoiar e até elogiar que a vigilância sanitária cumpra o seu trabalho e fiscalize com rigor e utilize o seu poder de policia para fazer cumprir o que a lei exige. A luz das recentes interdições de mais de uma dezena de casas noturnas em Joinville é evidente que fiscalizar é  algo que não parece formar parte do dia a dia dos órgãos públicos que tem a responsabilidade e obrigação de faze-lo . É estranho que as criticas são dirigidas a quem fiscaliza e não a quem se omite e não mantém de forma adequada, executa de forma precária e não cumpre os prazos estabelecidos no calendário escolar, continuaremos atirando no alvo errado e estimulando o tradicional jeitinho. Alegando que as irregularidades encontradas não são tão graves e que bem poderiam ser obviadas.

Sobre a insinuação que possa haver procrastinação na vigilância e fiscalização de outros locais públicos, o caminho é o de denunciar. Locais que possam oferecer risco devem ser denunciados e interditados se for o caso. Porque a lei deve ser igual para todos e por todos cumprida.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

11 de março de 2013

Liberdade


Precisa dizer mais? A luta pela liberdade é o motivo mais nobre para lutar.

A duplicação da Avda. Santos Dumont



Nem é necessário comentar a afeição que temos em acreditar em Papai Noel ou no coelhinho da Páscoa ou no Saci Perere.  Acreditamos que porque o foguetório anunciou a assinatura de uma ordem de serviço para a duplicação da Avda. Santos Dumont possa ser uma realidade ou esteja próximo de ser. Ledo engano. A duplicação tem tudo para ser mais uma daquelas obras públicas que se alastra por anos a fio.

Dois temas chamam a atenção sobre este obra, a primeira que o governo de estado ainda tenha credibilidade ao ponto de reunir mais de duas dúzias de políticos em volta de um ato que já não deveria iludir ninguém. Foguetório, discursos inflamados e salamaleques não deveriam nem ser noticiados. A menos que o fossem na seção de humor dos jornais. Por que o ato estava mais perto da pantomima que de um ato público. A historia recente, já deveria ter mostrado aos joinvilenses que o que começa mal, dificilmente termina bem. E sem os projetos executivos completos, sem as licenças necessárias e sem as desapropriações é um atentado ao bom senso que se faça um ato envolvendo governador, secretários de estado, prefeito e secretários do município entre outras autoridades.

O segundo tema é o das desapropriações. A cantilena que a prefeitura não tem recursos para fazê-las e  que conta com a boa vontade dos proprietários para que doem as áreas afetadas pela duplicação. A simples ideia que alguém acredite sinceramente que as pessoas doarão me faz lembrar de aquela historia da antiga União Soviética em que um comunista de carteirinha foi visitado por um comissário para testar a sua fidelidade ao partido.

Comissário: - Se você tivesse duas casas, você doaria uma para o partido?
- Claro, para que preciso duas casas, se com uma tenho suficiente para mim e minha família.
- Ótimo, camarada, não esperava menos de você. E se tivesse dois carros?
- Pois ficaria só com um. Não preciso de dois.  
- É isso mesmo camarada, não esperava menos de você. Respondeu animado o comissário. – E se tivesse duas vacas?
- Para que precisaria duas vacas? Com uma teria o leite, queijo e de vez em quando os bezerros, poderia perfeitamente dar uma para o partido.
- E isso mesmo. O partido precisa de companheiros como você. E me diga, se tivesse duas galinhas, daria uma para o partido?
- Não, de nenhuma maneira.
- Mas como? Você daria uma casa, um carro, uma vaca e não daria uma galinha? Como pode ser?
- Pois é comissário, EU TENHO duas galinhas.

Do mesmo modo, parece-me que a maioria dos que defendem e acham natural que alguém doe áreas na Avda. Santos Dumont são os que não têm nenhuma área lá.

Precisa duplicar? Duplique-se e pague-se o valor justo pela área. Nada mais justo.

10 de março de 2013

Unanimidade burra


A comissão preparatória da Conferencia da Cidade é o terreno aonde se trava a luta surda, que antecipa os embates que haverá na Conferencia. Da mesma forma que o fascismo de Hitler e Mussolini utilizou a guerra civil espanhola (1936 -1939) como campo de provas para táticas e armas de guerra que depois seriam amplamente praticadas e aperfeiçoadas na Segunda Guerra Mundial, também na comissão preparatória é possível identificar de uma lado a sociedade representada pelos movimentos populares e do outro o poder publico abertamente mancomunado com o poder econômico.  

No seu anterior formato a Conferencia da Cidade não seguia a representação da sociedade que o Estatuto das Cidades estabelecia no decreto 5970 e que já tinha sido utilizada na audiência que elegeu os delegados que redigiram a minuta do Plano Diretor de 2006.  A prefeitura e o IPPUJ  mudaram a composição para atender os seus interesses criando uma pseudo paridade, que concedia de fato a maioria ao poder público. A nova composição reduziu a desproporção, mas não evitou que o poder público continue controlando o processo, em prejuízo da democracia e dos interesses da maioria da sociedade.

Dizia Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra e provavelmente estava antecipando os debates da citada comissão preparatória. Quando todos os representantes do poder público votam unanimemente as propostas do coordenador, antes mesmo que tenha sido concluída a sua apresentação quer dizer que há um grupo significativo que escolheu deixar de pensar. Convenhamos que há abertamente declarada uma comunhão de interesses entre o poder público e o poder econômico, representado neste caso pelas entidades empresariais e outros segmentos que sofrem da sua influencia. O prefeito Udo Dohler não é homem de meias palavras e declara com veemência a necessidade de aprovar a LOT, ele não tem mencionado que haja necessidade de debater a proposta com a sociedade e cumprir a lei, seu discurso se reduz a necessidade de aprovar.

É evidente que ainda haverá de passar muita água por baixo das pontes do Cachoeira antes que Joinville tenha um modelo de desenvolvimento urbano que seja democrático, participativo e busque atender os interesses de todos e não de uma minoria. Mas os indícios de autoritarismo e a manipulação em que tem se convertido as reuniões da comissão preparatória, são um caso para ser estudado. Seria conveniente que em prol da transparência e da justiça as reuniões fossem registradas adequadamente, as atas até agora elaboradas estão mais perto de ficção que da realidade.

Publicado no jornal A Notícia de Joinville SC

9 de março de 2013

Transparencia si, pero no mucha

A transparência não é o forte da comissão preparatória da Conferencia da Cidade, nem do IPPUJ veja a resposta a uma solicitação das gravações das reuniões da citada comissão.


"Quanto às gravações de áudio das reuniões, o Coordenador solicitou que estas sejam disponibilizadas a quem as solicitar somente após consulta à Comissão Preparatória, já que em reunião anterior foi definido que não será dada publicidade às gravações, constituindo a divulgação das atas a forma de dar publicidade aos trabalhos da comissão".


Tem medo de que? Ou será que com tanto advogado ninguém lembrou que há legislação federal que garante o direito a transparência e o acesso as informações? 

Hino a Joinville


Uma forma de homenagear Joinville no dia do seu aniversario. Uma chuva sem água. Uma chuva que não molha. 

Feliz Aniversário


Parabéns para esta cidade que acolhe a próprios e estranhos com generosidade e carinho. Desejo prosperidade para todos os que constroem o seu futuro e o das próximas gerações.

8 de março de 2013

A Joinville do futuro


Que não seja por falta de aviso. Esta é a Joinville do amanha.

40 frases venenosas


Car­los Wil­li­an Lei­te  |  car­loswil­li­an@uol.com.br |

Publico uma seleção de 40 frases célebres de personalidades de díspares perfis, nacionalidades e épocas — venenosas, mal humoradas, engraçadas ou cruéis —, as frases revelam o olhar preciso e ferino de seus autores sobre os temas abordados. A autenticidade de cada frase foi checada para não incorrer nos risco das falsas atribuições em meio a profusão de textos apócrifos e equívocos relativos à autoria. A seleção traz nomes como H. L. Mencken, Ambrose Pierce, Ernest He­mingway, Nelson Ro­drigues, Voltaire, Paulo Francis, Otto Von Bismarck, Woody Allen, Robert Benchley, J. Pierpont Mor­gan, Simone de Beauvoir, além provérbios e frases autorais, que foram emprestadas às personagens e obras por intermédio de seus criadores.

Abaixo,as 40 frases escolhidas.
 
— O adultério é a democracia aplicada ao amor.
H. L. Mencken

— Todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive.
H. L. Mencken

— A guerra é a forma de Deus ensinar geografia aos americanos.
Ambrose Pierce

— Se as duas pessoas se amam, não pode haver final feliz.
Ernest Hemingway

—  Qualquer idiota consegue ganhar a vida representando. Ora, Shirley Temple já fazia isso aos 4 anos! 
Katharine Hepburn

— A cama é a ópera dos pobres.
Provérbio italiano

— Todo canalha é magro.
Nelson Rodrigues

— O casamento é a única aventura ao alcance dos covardes.
Voltaire

— Todos os casamentos são felizes. Tentar viver juntos depois é que causa os problemas.
Shelley Winters

— Os baianos invadiram o Rio para cantar “Ó, que saudades eu tenho da Bahia.... ”Bem, se é por falta de adeus, PT saudações.
Paulo Francis

— O filme é uma merda, mas o diretor é genial.
Paulo Francis

— Ser da classe média é achar Godard o máximo.
Paulo Francis

— Quando ouço falar em ecologia, saco logo meu talão de cheques.
Paulo Francis

— A ignorância é a maior multinacional do mundo.
Paulo Francis

— O balé é o  beisebol das bichas.
Oscar Levant

— Todo homem se torna a coisa que mais despreza.
Robert Benchley

— Deus não existe e, se existe, não é muito confiável.
Woody Allen

— O que importa não é o fato, mas a versão.
José Maria Alkmin 

— Se você tem de perguntar quanto custa, é porque não pode comprar.
J. P. Morgan

— A velhice é a paródia da vida.
Simone de Beauvoir

— Só há uma coisa mais rara do que uma primeira edição de certos autores: uma segunda edição. 
Franklin P. Adams

— As pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma guerra ou antes de uma eleição.
Otto Von Bismarck

— A mulher ideal é sempre a dos outros.
Stanislaw Ponte Preta

— Abraço e punhalada a gente só dá em quem está perto.
Otto Lara Resende

— Todas as coisas de que gosto ou são imorais e ilegais ou engordam.
Alexander Woollcott

— De vez em quando um homem inocente é escolhido para a legislatura.
Kin Hubbard

—  A filosofia é composta de respostas incompreensíveis para questões insolúveis.
Henry Brooks Adams

— Na política é difícil distinguir os homens capazes, dos homens capazes de tudo.
Henri Béraud

— A maneira mais fácil de ficar livre da tentação é ceder a ela.
Tristan Bernard

— Fez o melhor que podia — é porque não foi bom o bastante.
Arthur Koestler

— Aquele que se casa por dinheiro, tem pelo menos um motivo razoável.
Gabriel Laub

—  Um conservador é um homem muito covarde para lutar e muito gordo para correr.
Elbert Hubbard

— O homem se desenvolve, melhora ou corrompe, mas não cria nada.
Antoine Fabre d’Olivet

— Aplique o marxismo em qualquer país e você sempre encontrará um gulag no final.
Bernard-Henri Lévy

— O segredo do sucesso, nos negócios como no amor, é a dissimulação.
René Girard

— Nasce um otário a cada minuto.
P.T Barnum

— O patriotismo é o último refúgio dos canalhas.
Samuel Johnson

— Ao contrário do que se diz, pode-se enganar a muitos durante muito tempo.
James Thurber

— O objetivo do socialismo é elevar o nível de sofrimento.
Norman Mailer

— Perdoar, sim; esquecer, nunca.
John Kennedy

8 de Março - Dia Internacional da Mulher



O dia internacional da mulher se celebra em praticamente todo o mundo, em alguns países com o nome do dia da mulher trabalhadora. O curioso, ou o interessante é como em cada país a data tem características diferentes e também complementares. Em quanto no Brasil, por exemplo, há motel e restaurante oferecendo promoções, em Ruanda, Alemanha ou Colômbia, países que tenho tido oportunidade de visitar, a data é acompanhada de palestras, apresentações e atos cívicos com o objetivo de alertar para o papel da mulher na sociedade. O tema gênero é colocado com profundidade e se estabelece um debate construtivo com a sociedade sobre como reduzir ou acabar com a discriminação de gênero e como estabelecer políticas públicas de igualdade de gênero.

Por aqui estamos mais interessados em fazer da data mais uma data comercial ou uma festa. Enfrentar o debate é enfadonho não parece ser o objetivo principal. 

7 de março de 2013

Um pouco de autoritarismo é muito



Conversando ontem com um amigo fiquei surpreendido com a informação que cresce a cada dia o numero de joinvilenses que gostam e até aplaudem a figura do líder autoritário. A situação pode facilmente estar ligada a dois aspectos, o primeiro é uma reação a administradores pusilânimes, que com a sua atitude e forma de agir estimulam a frouxidão e transmitem a imagem que com a sua fraqueza deixam correr as coisas soltas. O resultado é uma cidade ao Deus dará. 

A outra possibilidade, pode ser relacionada a necessidade de ter como referencia uma figura forte, alguns pensarão na figura paterna, num país em que grande parte das famílias tem como cabeça de família uma mulher, não é tão direta a relação entre figura forte e a figura paterna. O resultado real e concreto é que há quem este adorando o perfil “Deixa que eu chuto” e acham que um pouco de autoritarismo é bom. Sou dos que acho que um pouco de autoritarismo de muito. 

Para pensar acordado




Millôr: “O Brasil é o único pais em que os ratos conseguem botar a culpa no queijo”.

6 de março de 2013

O perigo da gente estúpida em grupo


Gente estúpida isolada é perigosa, quando formando grandes grupos a sua periculosidade aumenta exponencialmente.

A Dor (*)



A Dor

A natureza, com toda a sua sabedoria, proporcionou a humanos e animais a dor, alguns especialistas defendem que também as plantas sentem dor. O objetivo da dor é o de nos proteger. Evitar que cheguemos a situações mais graves. Ao aproximar uma parte do corpo de uma chama, antes mesmo que o efeito do calor possa nos produzir uma ferida, o sentimento da dor age como um alerta, e ao retirar rapidamente a parte do corpo dolorida da fonte de calor evitamos uma ferida que poderia ser grave.

Alem da dor física, também estamos dotados da capacidade de sentir outros tipos de dores, em principio esta característica, parece destinada exclusivamente aos humanos, a dor emocional. Reagimos a perda de seres queridos, a traições de amigos, a decepções, a criticas. As dores que estas situações nos produzem nos permitem reagir, a dor também neste caso nos protege. Em casos excepcionais, pessoas sofrem de uma doença, pouco conhecida, chamada analgesia, que produz a perda de sensibilidade a dor. Ao perder a proteção da dor, ficamos expostos a nos machucar, em alguns casos inclusive, gravemente.

Do mesmo modo, na vida publica, a dor nos protege. Quando a sociedade de forma majoritária faz criticas a gestão que fazemos, e esta critica, nos causa desconforto o inclusive dor emocional tem a oportunidade de reagir, de mudar o que estamos fazendo ou passar a fazer as coisas de uma forma diferente, para buscar resultados melhores. As criticas devem ser vistas, como a chama de uma vela, quando isoladas e pontuais, o seu efeito é mínimo. Quando generalizadas e unânimes, podem se converter numa fogueira, que consome tudo ao seu redor.

Não reagir a dor, ou o que seria pior, mesmo sentindo a dor das criticas, teimar em permanecer perto do fogo ou de elementos cortantes, alem de evidenciar idiotia, produzirá com certeza feridas, que podem chegar a ser graves. A menos que os gestores públicos estejam afetados por uma rara epidemia de analgesia coletiva, seria recomendável esboçar uma reação, que mostre claramente, que não estamos sendo governados por um bando de masoquistas aparvalhados ou que a insensibilidade, a surdez e a cegueira se apossaram, de quem teria que prioritariamente estar voltado a escutar, ver e sentir os anseios da sociedade.

5 de março de 2013

Mudou o discurso

No passado na Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) podia se escutar com orgulho:

- "O que é bom para Joinville, é bom para a ACIJ"

Ultimamente o discurso mudou radicalmente e passou a ser:

- "O que é bom para a ACIJ, é bom para Joinville"

É um daqueles casos em que a ordem dos fatores altera o resultado.

Que coisa!


Não sei quem é o autor dessa coisa, mas é uma coisa boa de se ler... 

A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.

A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".

Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.

Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!"

Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.

Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).

Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!

Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".

Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.

Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".

Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquecem, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.

Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.

A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!

Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.

Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas”                                              
 ENTENDEU O ESPÍRITO DA "COISA"  ?
       
                                                                             
                      Gente, ótima semana! Eta, COISA boa!

4 de março de 2013

Seja livre


Quando vejo tanta gente pensando, agindo, opinando e falando igual penso em como é importante uma sociedade formada por indivíduos livres e com opiniões próprias.

Sobre a politica e a etica


Política e etica

Do livro “O ultimo abade” de Marti Gironell, Dialogo entre o representante papal e o recém-empossado abade beneditino do mosteiro de São Benedito de Bages.

- Nãããooo - disse sorrindo Della Casa o representante papal – Não, Não se engane, não menospreze a política. A política é o exercício do poder que busca um objetivo transcendente, mais ou menos como a religião. Você precisará entrar no jogo perverso da política.

- Mas a ordem, a sinceridade, a lealdade, a integridade, a serenidade, a compreensão, a honestidade e a moral – enumerou o abade – Todas as virtudes beneditinas estão opostas a política.

- É que política é moral são incompatíveis – sentenciou Della Casa.

- Então, você esta me dizendo que, se quiser atuar na política forçosamente terei que prescindir da moral? - Perguntou o Abade.

 - A política esta liberada de toda servidão moral. O poder político é impuro, este corrompido, contaminado de forma irremediável e por tanto há que se manter afastado. A política se rege pelas leis da força, da astucia e da aparência. Não há espaço para a ética. – Pontificou Della Casa sem medo de errar. – Mas a pesar de tudo isso, precisará se envolver com a política, não há alternativa.

3 de março de 2013

Beatos, Mitos e Heróis




Acompanho com um misto de preocupação e curiosidade o processo de criar um santo joinvilense à força de marketing e insistência. Imaginar que porque alguém faz o que tem que ser feito, acorde cedo e trabalhe com dedicação já é motivo para erigir uma estatua equestre em praça pública ou reverencia-lo como a um semideus é um exagero.  

Temos uma especial predisposição a criar mitos e eleva-los a condição de heróis, salvadores da pátria ou santifica-los. A facilidade com que isso sucede faz também que tenhamos grandes decepções quando descobrimos que a maioria dos nossos heróis são ídolos com os pés de barro e não sobrevivem durante muito tempo. A própria imprensa tem contribuído a aceleração deste processo de criação e desconstrução de mitos. Quando ex BBBs são promovidos a condição de heróis, ou jogadores de futebol que apenas começam a sua carreira são comparados a estrelas consolidadas ou quando é noticia de destaque a figura da penúltima namorada de este ou daquele passa a ser importante que reavaliemos os nossos conceitos sobre santos, mitos e heróis.

A igreja católica que já esta neste negocio de beatificar e santificar faz alguns séculos, tem abordado este tema com mais conhecimento e experiência, que o que temos mostrado por aqui, para isso criou a Congregação para as Causas dos Santos que tem como função processar e dar seguimento ao complexo trâmite que levará ou não à canonização dos santos, passando primeiro pela declaração das virtudes heroicas e posteriormente propondo inicialmente a beatificação. Isso só depois de elaborado um processo detalhado e preciso em que deverá estar incluída a constatação canônica dos milagres. Só depois deste passo o caso é apresentado ao Papa, que decidirá se proceder ou não à beatificação ou a canonização dependendo do caso.

Gostaria de propor que seguindo a orientação de quem já esta neste negocio a um bom tempo, que antes de sair canonizando santos de forma leviana e irresponsável, iniciemos por identificar e comprovar os milagres que o candidato a beato primeiro e a santo depois tenha realizado, e só depois de confirmados e verificados se de inicio ao processo. No meu parvo entendimento, é exagerado considerar que equilibrar receitas e despesas e cumprir uma parte das promessas de campanha passem a serem consideradas virtudes heroicas passiveis de beatificação. Administrar Joinville é uma tarefa árdua e que exigirá da atual administração um esforço maior que o inicialmente previsto, mas esta longe, muito longe de qualificar alguém para um processo de beatificação.

Publicado no jornal A Notícia de Joinville SC

Abraham Lula da Silva




Nosso Guia vive numa história própria. Já disse que Napoleão foi à China e que Oswaldo Cruz descobriu a vacina da febre amarela. Comparando-se a Abraham Lincoln, informou que "estou lendo" a edição brasileira do livro de Doris Kearns Goodwin e "fico impressionado como a imprensa batia no Lincoln em 1860, igualzinho batia em mim".

Onde ele leu isso, não se sabe. Em 1860 Lincoln era um azarão na disputa pela indicação do Partido Republicano e foi beneficiado pela atividade de dois jornalistas/empresários metidos em política. (Depois ambos brigaram com ele porque não queriam o fim da escravidão, mas essa é outra história.) Nessa fase, Lincoln foi poupado, e no livro que Lula disse estar lendo há duas referências da imprensa a Lincoln, ambas elogiosas. Ele acompanhou o resultado da convenção na Redação de um jornal.

Durante a campanha e a Guerra Civil o pau comeu, e os jornais do Sul, bem como os Democratas do Norte, chamavam-no de semianalfabeto, "terrorista inculto", mas esse era o jogo jogado. A imprensa republicana exaltava sua origem humilde, sua simplicidade e a abstinência de fumo e álcool (páginas 75 e 76).

Numa coisa Nosso Guia está inteiramente certo: aliados e adversários subestimaram aquele advogado desengonçado que gostava de contar histórias.

Elio Gaspari - Folha de São Paulo

2 de março de 2013

As obras da Rua Timbó


A Rua Timbó

As obras do Rio Morro Alto que margeia a Rua Timbó no Bairro América continuam lá como ficaram no final do governo anterior. Inconclusas, pelo ritmo até parece a construção da Catedral de Colonia na Alemanha que levou mais de 700 anos para ser concluída e também estorou o orçamento previsto. 

Por parte do novo governo até agora só silencio. Se alguém perguntar é provável que a resposta seja que não há dinheiro e que retomarão quando possível.

A situação atual é de risco, a sinalização viária esta incompleta e o transito de veículos e pedestres oferece perigo. De fato já houve vários acidentes ocasionados pela falta de sinalização como pela imprudência.
Os moradores da Rua Timbó e adjacências têm aproveitado as feiras estivais e o marasmo dos canteiros de obras para sugerir alternativas ao projeto.

 “Uma das propostas surgidas nas calçadas da Timbó Street é de que se concluam as CINCO PONTES ( haja vista que nenhuma está pronta) e que SE INTERROMPA a Timbó Street entre as ruas Orleans e dos Atletas, fazendo daquela quadra um calçadão , que possa ser incorporado no entorno paisagístico do novo Ginásio Ivan Rodrigues .” 

Há quem ache que pode ficar do jeito que esta, uma rua larga, sem buracos e com pouco transito. À  exceção seria a de resolver a falta de sinaleiros nas esquinas das Ruas Conselheiro Arp e Jaraguá, o resto pode ficar como está. Poderia inclusive ser convertida em Rua de Lazer, como a Beira Rio nos domingos pela manha, ficaria maravilhosa! Esperamos que fique assim...ou que as obras se concluam de uma vez. Mas que se decida.

Sortudo


As vezes é importante ter sorte. Outras vezes é preciso ter MUITA sorte.

1 de março de 2013

Para pensar acordado


Para pensar acordado traz hoje uma frase do genial Albert Einstein. Quanto mais medíocres maior o grau de radicalismo, fanatismo e violência envolvida.
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