22 de abril de 2017

Lei Cardosinho declarada inconstitucional

No AN o jornalista Jefferson Saavedra comenta a sentencia que declara inconstitucional a absurda "Lei Cardosinho", a lei que legitimava as ilegalidades construídas por toda a cidade a espera da anistia que lei propiciava.

Ex tunc
Ao final da decisão do Tribunal de Justiça de declarar inconstitucional a lei de Joinville sobre regularização de construções, a Lei Cardozinho, está a expressão "com efeitos `ex tunc'". isto é, 'desde o início' e não 'deste momento em diante' (ex nunc). Portanto, a decisão é com efeitos retroativos.

Os impactos
Claro que tal posicionamento deverá ser melhor esclarecido mais adiante e pode ser alvo de novos recursos, mas é possível que venha confusão caso sejam anulados os acordos que foram fechados desde 2011, ano da última versão da lei questionada pelo Ministério Público. Até a Prefeitura já deve ter gasto boa parte do dinheiro que recebeu dos donos dos imóveis como compensação prevista na lei.

16 de abril de 2017

Rio Cachoeira

Os guaras pincelam o mangue de vermelho e o céu de cor.





Moinho Joinville


O Moinho Joinville é um marco histórico da cidade. Finalizada a sua etapa como moinho de trigo é necessário tomar a iniciativa de propor um novo futuro para um prédio que forma parte da nossa historia.
Que esta sendo feito de concreto para garantir a sua preservação e fazer que siga servindo para promover o desenvolvimento econômico de Joinville? O silencio ensurdecedor preocupa.

8 de março de 2017

Começou a cansar


A administração municipal segue patinando, não sai do lugar e na medida que o joinvilense comum se da conta que nada vai mudar e que o cenário é de quatro anos mais de inépcia e de frustração, as pessoas assumem cada dia com maior frequência que cansaram de defender a gestão municipal e o alcaide. Na medida que o tempo passa e sem nenhum cambio de atitude e ritmo até os seus apoiadores mais recalcitrantes mostram sintomas de esgotamento. Cada vez mais esta mais difícil encontrar argumentos para defender o gestor municipal e sua administração. Até o momento os defensores de ontem ainda não expressam raiva o revolta, só decepção. A decepção resultado da perda da esperança. Faltam muitos meses ainda para que o governo acabe e não seria nenhuma surpresa se esta decepção fosse se transformando em raiva.

5 de março de 2017

As enchentes e o lixo.


Repetir uma mentira mil vezes faz que se converta em verdade. Em alguns casos só precisa ser repetida uma dúzia de vezes e pimba! Já tem uma serie de bobos repetindo-a e jurando que é verdade. Assim o poder público conta com a ajuda inestimável desde exercito de zumbis que repetem qualquer idiotice ou invencionice que escutam.

No caso das enchentes é evidente que o aumento da frequência, da intensidade, da gravidade e do nível das aguas tem muitas causas é não se pode reduzir unicamente a culpar de forma genérica as pessoas que jogam lixo na rua. Mesmo sabendo que a justificativa é estulta, não passa enchente que não escutemos estas sandices.

Não se sustenta a afirmação que o lixo, que uma minoria ainda joga nas ruas e córregos, seja a causa das enchentes. Temos um serviço de limpeza eficiente, as ruas estão limpas, mais ainda se as comparamos com o estado geral de abandono da cidade, chegamos inclusive ao perfeccionismo de pintar os meio fios tortos e jogados na calçada, mas não há papel ou lixo jogado na cidade. Assim que há que identificar outras causas para as enchentes em Joinville.
A falta de manutenção de rios e córregos, o secretário responsável reconhece que o ideal seria fazer quatro vezes ao ano, mas por falta de recursos só é feita a limpeza duas vezes, por tanto só a metade do necessário. Há muita gente que mora perto destes rios afirmando não ter visto ninguém limpando faz mais de um ano.

Limpeza de bocas de lobo e valetas é outra das tarefas que a prefeitura fica sempre devendo, nem adianta perguntar ou cobrar, na ouvidoria a resposta sempre será que já esta incluída na programação e fica por isso mesmo.
O aumento da impermeabilização do solo urbano ou a perda da permeabilidade é outra das causas e esta ainda unida aos aterros constantes das áreas de espraiamento das aguas de chuva, sem ter por onde infiltrar no solo a agua de chuva chega mais rapidamente às ruas e as enchentes são mais rápidas e mais intensas.

A ocupação dos fundos de vale, a redução do afastamento das margens dos rios, o corte indiscriminado da mata ciliar, a falta de fiscalização, a busca de liminares para construir em recuos menores que os previstos em lei, a construção sobre rios e a canalização de córregos e rios tem um peso muito maior que o lixo eventual que uma minoria possa ainda seguir jogando. Mas o governo e as autoridades insistem que esse é o problema e seguem sem fazer nada. Até a próxima enchente quando incluirão na lista de motivos as milenares marés, como responsáveis. Porque os culpados são sempre os outros.

Mentiras


Saramago escreveu sobe George W. Bush: "Ele sabe que mente, sabe que nos sabemos que esta a mentir, mas, pertencendo ao tipo comportamental do mentiroso compulsivo, continuará a mentir.

Sem muito esforço posso fazer uma lista de politicos locais que tem o mesmo comportamento e atitude. Mentem, sabemos que mentem e continuam mentindo cada dia, mentem sobre coisas banais, mentem sobre pessoas, sobre prazos e datas, mentem sobre metas e objetivos, não há nada sobre o que não mintam. 

O resultado mais perverso desta mitomania compulsiva e sistemática e que no dia seguinte acreditam nas mentiras que publicam os jornais, resultado das suas mentiras, empulhações e patranhas de hoje. Ao final não conseguem diferenciar mais a realidade da mentira. 

1 de março de 2017

A velha e boa classe média

VELHA E EFICIENTE RECEITA....

Vejam este diálogo de quase 400 anos.
O diálogo, da peça teatral
"Le Diable Rouge", de Antoine Rault, entre os personagens Colbert e Mazarino,
durante o reinado de Luís XIV, século XVIII que, apesar do tempo decorrido, é bem atual.

Atentem principalmente ao último trecho:

Colbert:
Para arranjar dinheiro, há um momento em que
enganar o contribuinte já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente,
que me explicasse como é possível continuar a gastar
quando já se está endividado até o pescoço.

Mazarino:
Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas
e não consegue honra-las, vai parar na prisão.
Mas o Estado é diferente!
Não se pode mandar o Estado para a prisão.
Então, ele continua a endividar-se.
Todos os Estados o fazem!

Colbert:
Ah, sim? Mas como faremos isso,
se já criamos todos os impostos imagináveis?

Mazarino:

Criando outros.

Colbert:
Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino:
Sim, é impossível.

Colbert:
E sobre os ricos?

Mazarino:
E os ricos também não.
Eles parariam de gastar.
E um rico que gasta, faz viver centenas de pobres.

Colbert:
Então, como faremos?

Mazarino:

Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente!
Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer.
É sobre essas que devemos lançar mais impostos,
cada vez mais, sempre mais!
Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos.
Formam um reservatório inesgotável...
É a classe média

11 de fevereiro de 2017

Honestidade?

Em tempos em que a honestidade parece um diferencial no cenario politico o jornal A Notícia publicou este texto, que compartilho aqui no blog.




Honestidade?

Vivemos uma crise de valores e sofremos a perda de referencias. Provavelmente a honestidade é o valore mais em questão neste momento no país. Na recente campanha eleitoral não houve candidato que não se apresentasse como paladino da honestidade. No momento em que a percepção é que estamos sendo arrastrados por um tsunami de desonestidade é normal que o que deveria ser um pré-requisito passe a ser um atributo diferencial. Assim no meio de uma sociedade órfã de referencias chegamos ao extremo de considerar a qualquer um que não tenha sido pego em flagrante, julgado e condenado como sendo alguém honesto. Sem entender que a honestidade tem princípios e bases muito mais firmes que a do julgamento e a posterior condenação. Especialmente os homens públicos não só devem ser honestos, devem também parecer honestos. Transpirar honestidade. Ser referentes de comportamento e modelos de virtude. Utópico? Provavelmente no Brasil atual seja.

Nem faz tanto tempo assim que na televisão estávamos sendo diuturnamente bombardeados por coreografias e jingles propalando a honestidade de candidatos a todo tipo de cargos. O tempo esta nós permitindo descobrir que a maioria deles nem são tão honestos assim ou que é preciso muito mais que bater no peito autoproclamando-se honesto para poder ser considerado realmente honesto. Numa sociedade que tem critérios tão elásticos de avaliação nos deparamos com governantes aclamados como honestos, mas porque não realizaram nenhuma obra importante e assim não puderam fazer as falcatruas que lhes teriam permitido receber propinas. Porque são justamente as grandes obras que alimentam as grandes propinas e os maiores corruptos.

Como não é possível pegar dinheiro diretamente do cofre, porque há um maior controle da sociedade e a vigilancia dificulta muito que isso aconteça. Hoje podemos considerar que somos governados por três tipos de políticos, os corruptos profissionais que eventualmente podem ser descobertos, julgados e condenados, os ineptos considerados honestos pela sua baixa efetividade e finalmente pelos honestos que mesmo sendo cada vez menos insistem em se candidatar mesmo com minimas possibilidades de serem eleitos. Este é o dilema da nossa sociedade espremida entre corruptos competentes e incompetentes honestos, sem que tenham oportunidade os honestos competentes.

Na Vila muda tudo, para que tudo continue como antes

A propalada reforma administrativa acabou não mudando nada. Muita pirotecnia, muita pressa e pouca economia.


O estilo do gestor municipal é e sempre foi o mesmo o de fazer de conta. É oportuna e precisa a analise do jornalista Jefferson Saavedra no jornal A Notícia, ele disecciona o impacto da nova fase da reforma administrativa e mostra que o resultado em termos de redução de cargos é inexpressivo ou nulo. Surpresa? Só para quem não conhecesse a forma de administrar do prefeito. 



5 de fevereiro de 2017

Planejamento e gestão...

                   
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Se alguma coisa esta faltando em Joinville é planejamento e gestão. Os que acham que ainda sobrevive algo disso, reconhecem que o planejamento é de quinta categoria e a gestão esta mais proxima do gesticular que do gestionar. O mais curioso é que a Prefeitura insista em que tudo esta impecável, que não há do que se queixar.



Quer um bom exemplo de como a Companhia Águas de Joinvile (CAJ), a Prefeitura Municipal de Joinville, a Celesc, a empreiteira contratada e a fiscalização estão em perfeita sintonia e tudo flui na maior harmonia? Olhe as imagens da Rua Otto Bohem. E ainda tem quem não entenda porque os empresarios e os moradores daquela rua estão tão descontentes com a gestão municipal. Pior ainda é que os pagadores de impostos estejam cada dia mais explorados. Quem vai pagar o prejuizo destas empresas? Ainda tem a cara de pau de dizer que tudo isso é para melhorar a cidade. Primeiro pioram tudo o que podem. Depois fazem estas porcarias e as obras se alastram por meses e anos a fio sem previsão de conclusão.

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Do lado publico só silencio ou respostas desencontradas o contribuinte que se exploda. 
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