Mostrando postagens com marcador periodo eleitoral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador periodo eleitoral. Mostrar todas as postagens

20 de agosto de 2012

Usou cavalete, eu não voto

23:30 da madrugada na sexta feira a noite, não é horário para um cavalete estar sozinho na rua.

@frmbass nos envia a imagem de um dos cavaletes da madrugada e ainda avisa, não estava sozinho, outros estavam também abandonados na rua.




26 de julho de 2012

Eleição chapa branca


Eleição Chapa branca

O inicio da campanha eleitoral da partida a uma corrida em que centenas de candidatos disputam poucas vagas, no caso da eleição para prefeito, são cinco os candidatos a ocupar uma única vaga. Para o legislativo mais de 300 nomes disputam 19 cadeiras.

A disputa eleitoral tem as suas regras definidas pela legislação eleitoral e é o seu cumprimento é acompanhado de perto pelo Ministério Público Eleitoral, pelos Juízes eleitorais, pelos próprios partidos políticos e por todos os cidadãos, que tem ao mesmo tempo o direito e a obrigação de fazer que a lei seja cumprida por todos. O objetivo principal é que haja entre os candidatos a maior isonomia e igualdade. Se por uma parte a atual legislação concede vantagens significativas aos atuais vereadores, e aos candidatos a prefeito, que buscam a reeleição, que podem usar livremente carros, telefones, material de expediente e até assessores pagos com recursos públicos para que atuem como cabos eleitorais. Pela outra também procura que as condições de desigualdade sejam minimizadas.

Num exemplo curioso de como alguns candidatos buscam conseguir vantagens sobre outros candidatos, no Estado de Alagoas, o Ministério Público impugnou candidaturas de postulantes a vereador, no dizente a utilização de nomes ou expressões que associam candidatos a órgãos ou serviços públicos. Neste caso o Ministério Público Eleitoral fez o pedido para que seja excluído do registro eleitoral o nome do órgão, sob pena de indeferimento dos registros.

Dentre as impugnações realizadas em Alagoas, oito dizem respeito ao uso de nomes ou expressões que associam as candidaturas a órgãos ou serviços públicos, tais como “da Educação”, “do Conselho”, “do Bolsa Família” ou “do Esporte”.

Para o promotor alogoana, a prática dos candidatos viola os dispositivos do art. 40 da Lei nº 9.504/97 que regulamenta as eleições, mesmo que os gestores já tenham se afastado de seus cargos ou funções. Ao vincular a candidatura ao serviço público, o candidato tenta levar vantagem da condição de servidor na propaganda eleitoral.

 “O eleitor deve estar livre para avaliar seus candidatos, sem a influência ou vinculação com os nomes desses órgãos, serviços ou programas públicos, como se somente tais candidatos pudessem disponibilizá-los. Tal comportamento quebra a isonomia e igualdade de condições entre os concorrentes”, afirma o promotor.

Seria uma situação tão esdrúxula como se um candidato se apresentasse aqui em Joinville como sendo “O Zé da Prefeitura”


23 de julho de 2012

Vou ter que votar no Tebaldi?


Deste jeito vou ter que votar no Tebaldi

Quem me conhece um pouco pode achar estranha uma afirmação como esta, mas depois de analisar detalhadamente as declarações patrimoniais dos cinco candidatos a prefeito de Joinville fiquei convencido que não há melhor candidato para Joinville.

Leonel Camassão é um candidato novo, ainda puro. Pela sua declaração de bens nem conta em banco tem. Não duvido que seja bem intencionado, mas alguém com um patrimônio de R$ 5.000 dificilmente terá a experiência necessária para administrar um orçamento de quase dois bilhões de Reais.

O candidato Udo Dohler é apresentado como um gestor, alguém com experiência e conhecimento de gestão privada, o seu patrimônio é o maior dos cinco candidatos e não poderia ser diferente, empresário bem sucedido a sua declaração de bens informa de um patrimônio de R$ 5,9 milhões entre os que cita títulos da Sociedade Ginástica de Joinville, da Sociedade Palmeiras e da Armonia (sic) Lyra que todos juntos não somam R$ 500. Uma prova do nível de detalhe e precisão que pauta a sua vida. Por outro lado não aparecem no seu patrimônio declarado nem veículos, nem apartamentos, nem sequer o imóvel de moradia. Numa sociedade patrimonialista como a joinvilense estranha que o candidato não tenha nem a residência, nem um carro aparece no seu nome.

Clarikennedy Nunes mostra uma evolução patrimonial interessante, os dados apresentados a justiça eleitoral sinalizam que nos últimos dois anos passou a administrar melhor o seu patrimônio e o incrementou sensivelmente, ainda que tenha esquecido de declarar as aplicações em bancos, como fez nos anos anteriores. Em 2006 o seu patrimônio declarado era de R$ 198 mil, em 2008 aumentou para R$ 221 mil e em 2010 aumentou um pouco mais somando R$ 224 mil, foi nos últimos dois anos que o valor cresceu até os atuais R$ 459 mil. Um aumento significativo em pouco tempo.

O prefeito Carlito Merss conseguiu aumentar o seu patrimônio de R$ 378 mil em 2008 para R$ 620 mil em 2012 o que prova que tem conseguido arrumar a casa, fazendo nestes últimos quatro anos um bom pé de meia. A justificativa para este aumento de patrimônio pode estar mais na venda do sempiterno apartamento do Guanabara que aparecia na declaração de bens de 2008 e que agora em 2012 sumiu.

Mas nenhum dos candidatos mostra um crescimento patrimonial tão expressivo como o do ex-prefeito e ex-secretário de Educação Marco Tebaldi. Para alguém que nunca ocultou que chegou a Joinville com pouco mais que a roupa do corpo na década de 80 e que desenvolveu todo a sua vida profissional no serviço publico, um patrimônio de R$ 2,45 milhões é um logro significativo. Entre os bens declarados além da sua residência na Rua Lages e um apartamento em Itapema, também aparece agora um prédio comercial na Rua Laura Andrade 73. Se o caixa da prefeitura municipal for administrado como tem cuidado do seu patrimônio declarado não vai faltar dinheiro para obras. Para ter uma ideia o seu patrimônio representa mais de 13 anos recebendo o salário de prefeito de Joinville e sem ter gastado nem um único centavo. Um mérito que não esta facilmente ao alcance do qualquer um.

Para quem tiver interesse em se aprofundar no tema do patrimônio dos candidatos, uma sugestão é visitar o site do TSE. Mas não esperem uma informação muito precisa, os candidatos informam de forma imprecisa, não identificam os imóveis, esquecem de informar os números de conta corrente e os valores. Os valores de um ano para outro, para o mesmo bem, podem mudar e se na declaração de bens esta é a pratica imagine a credibilidade que podem ter os planos de governo apresentados por estes candidatos.

19 de julho de 2012

Eleições 2012


É nesta época que aparecem os lobos com pele de carneiro, é bom ficar de olhos bem abertos e não se deixar embaucar.

8 de julho de 2012

Eleições anuais


Eleições anuais


Nada parece fazer tanto bem a uma cidade, a um estado ou a um país como se aproximar do período eleitoral. Aqui lamentavelmente as eleições acontecem a cada quatro anos e é por isso que só vemos obras publicas em lapsos quadrienais. O que convenhamos é uma pena. Não há munícipe que não goste de ver a sua cidade prosperar, crescer, se desenvolver. Mas os nossos políticos como sabem que o eleitor tem memória de cará e que esquece rápido de tudo, só se dedicam a fazer e inaugurar obras nos meses imediatamente anteriores ao período eleitoral.

Esta pratica tem vantagens para os políticos, principalmente os que tentam se reeleger, a primeira é que as obras recém-feitas não apresentam ainda sinais de decadência precoce, comuns nas obras publicas. Os telhados ainda não desabam e não aparecem os pontos de ferrugem nas estruturas metálicas, por citar alguns exemplos. A segunda é que se cria no eleitor a ilusão que a gestão atual, seja ela qual for,  tem trabalhado muito pela cidade. Há ainda os que acreditam que possa existir uma correlação entre as obras publicas eleitoreiras e o posterior financiamento de campanha, mas todos sabem que a rígida legislação eleitoral brasileira não só inibe este tipo de pratica, como a pune severamente, desestimulando-a completamente.

Alguns políticos para dar a impressão que fazem muito mais do que na realidade fazem tem desenvolvido a técnica de revitalizar, requalificar ou reformar prédios, ruas e praças que com um pouco de trabalho e um muito de orçamento em poucos dias se convertem em novos ícones urbanos. Assim pipocam a Nova Rua disso, a Nova Praça daquilo e não são poucos os estultos que caem no velho truque do lavou, pintou esta novo. Alguns destes espaços recebem uma reforma a cada quatro anos em geral sempre no segundo semestre do quarto ano.

Mas o caso mais flagrante desta técnica dissimuladora é a de inaugurar ou celebrar o lançamento da licitação, da pedra fundamental, da abertura das propostas ou da assinatura do contrato. Tanta inauguração confunde o eleitor que acaba acreditando que o foguetório, a charanga e os discursos trazem algo de concreto, quando até agora só tem servido para produzir vento, ocupar espaço na mídia e criar a falsa impressão que esta gestão, qualquer que seja ela, é a que mais tem feito pelo desenvolvimento desta cidade e dos seus habitantes. Por isso desde este espaço proponho que os governantes precisem se submeter com menor frequência a avaliação do eleitorado, que as eleições passem a ser semestrais ou no pior dos casos anuais, desta forma as nossas cidades viverão sempre nesta constante efervescência que agora experimentamos e trocaram este desenvolvimento espasmódico por uma prosperidade e um desenvolvimento contínuos.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

25 de junho de 2012

O melhor candidato


Em quem eu não voto de jeito nenhum e em quem votaria

Não votarei em ninguém que gaste “ilhõe$” para ocupar um cargo para o qual não está preparado;
Não votarei em ninguém que já não tenha sido síndico (comprovadamente) e que tenha deixado mais de 50 % dos condôminos satisfeitos;
Não votarei em ninguém que não chame Professor(a) de Senhor(a);
Não votarei em ninguém que passe num buraco na rua e não o mande consertar imediatamente;
Não votarei em ninguém que vindo do desconhecido começou a arreganhar os dentes para cada coisa viva que possua um título de eleitor;
Não votarei em quem não dê uma aula de preservação ambiental;
Não votarei em mágicos que multiplicam patrimônio;
Não votarei em quem não sabe o que é controle de natalidade;
Não votarei em quem não sabe o que é uma administração laica;
Não votarei em que quer aumentar o tamanho da cidade sem que antes consiga “linealizar” qualidade de vida a todos os cidadãos.
Não votarei em quem propaga desenvolvimento, sem envolvimento;
Não votarei em quem se compromete a vender a cidade em troca de financiamento de campanha;
Não votarei em quem confunde crescimento com metástase;
Não votarei em que viaja muito e fica longe da realidade da cidade;
Não votarei em quem se mudou pra cá só para se candidatar;
Não votarei em quem sairá daqui assim que conseguir o impulso nas costas da cidade;
Não votarei em que administra pra rico, pra carro, pra partido ou para capital ($);
Não votarei em quem não é transparente, claro, livro aberto, porta aberta;
Não votarei em quem não conheça: captação pluvial, VLT, VLP, ciclovia, ciclofaixa, bacia hidrográfica, manancial, nascente, mata ciliar, mangue, aterro, reciclagem, parquímetro, ponto eletrônico, museus, teatros, cultura, história, tradição, fio de bigode, ILS (aeroporto) e ética;

Gostaria que o voto BRANCO pudesse ser computado como voto protesto. Se esta opção obtivesse 50% +1 dos votos registrados convocariam nova eleição sem a participação de NENHUM  - n e n h u m – dos  primeiros candidatos. Aahhhhh ! que faxina na política.

Um exemplo de candidato:
Anda sumido;
Não corre atrás de votos;
Não faz conchavos;
Trata todos de forma igual;
Já provou que é fiem à cidade;
Mantem as suas origens;
Continua levando uma vida simples.

É o Jacaré Fritz.
Mas .... eu sei, eu sei.  Tá sem partido, né?

Sérgio Duprat
Administrador

16 de abril de 2012

Corrida desigual


A desincompatibilização de uma dúzia e meia de participantes do primeiro escalão da administração municipal serviu para dar o tiro inicial de uma corrida de obstáculos que concluirá em outubro com a eleição municipal.

É esta uma corrida injusta e desigual, porque em quanto uns correm a peito aberto, sem muitos recursos e dependendo das contribuições voluntarias, outros partem com vantagem, protegidos por uma legislação injusta e que facilita a recondução dos atuais vereadores. Arroupados por quase uma vintena de assessores, que mantém contato permanente com os eleitores, com veiculo e combustível sem limite para visitar as bases, com uma infinita conta de telefone, com computador a disposição e tudo custeado com recursos públicos, a campanha pela reeleição de um vereador é uma tarefa mais fácil que a que tem que enfrentar aqueles que para poder contar com uma estrutura semelhante devem contar com recursos próprios significativos ou com recursos contabilizados pela campanha depois de iniciado oficialmente o período eleitoral.

Não será raro que mesmo tendo aumentado o seu salário acima da inflação e contra a vontade da maioria da população, boa parte dos atuais legisladores sejam reconduzidos ao cargo. Tampouco será nenhuma surpresa se alguns dos vereadores contam com recursos significativos para enfrentar a corrida eleitoral, recursos vitaminados pela aprovação de leis que o ministério público considera que não atendiam ao principio da impessoalidade. A pessoalidade neste caso poderia ser identificada facilmente se o financiamento da campanha cumprisse todos os requisitos de transparência que a lei exige e que permitiriam identificar quais os financiadores de cada campanha.

Uma alternativa para que esta corrida tão desigual permita o emparelhamento de todos os concorrentes com as mesmas chances, só poderia acontecer se houvesse uma mobilização a favor da não renovação de nenhum dos atuais vereadores. Uma iniciativa que estimulasse a chegada ao legislativo de uma nova geração de cidadãos, que sem experiência política previa, chegaria ao poder desprovida das mazelas e vícios que enquistam a política local.

A utópica alternativa, pode não garantir um legislativo melhor, mas sem duvida nos proporcionara a oportunidade de um novo legislativo. Uma oportunidade única para não renovar as praticas que em alguns casos afrontam o eleitor que se sente traído, envergonham o joinvilense e provocam o repudio da sociedade. 


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

26 de março de 2012

A historia se repete


A historia se repete

A pesar do discurso repetitivo e insistente que agora as coisas são feitas de forma diferente, que nunca antes na historia de Joinville e outras frases de efeito e mensagem semelhantes o que se vê é mais do mesmo, em alguns casos, igual em outros até pior.

A imagem que ilustra este post é uma charge de Paulo Gerloff postada no jornal A Noticia faz agora quatro anos, no período prévio ao inicio do período eleitoral, só que na gestão anterior, a que hoje é responsabilizada por tudo de ruim que acontece em Joinville e que esta administração depois de mais de 3 anos dando cabeçadas não consegue se desvencilhar do pesado fardo da dita administração anterior.

Se no passado recente a historia de Joinville pode ser considerada uma tragédia pelos seus efeitos nefastos sobre o presente e a sua projeção no futuro, agora a historia se repete na forma de comedia, uma comedia de erros. As obras públicas não conseguem ser concluídas no prazo, nem dentro do orçamento, mostram envelhecimento e desgaste precoce e a alegada melhor qualidade não é perceptível pelo eleitor joinvilense, que em alguns casos demonstra ter perdido definitivamente a paciência.

O risco maior é ainda que repitamos a mesma historia não uma vez, mas duas ou quem sabe até três. Imaginar que possam voltar a administrar a cidade os mesmos que já o fizeram e não mostraram competência para isso é preocupante. A menos que cheguemos à conclusão, e parece que alguns já o fizeram, que todas as alternativas são a mesma m3#d@ e que não há solução no horizonte.

Preocupante o quadro que se apresenta no futuro próximo. Até aqui só a constatação que a historia se repete uma, duas, três vezes e que depois da tragédia e da comedia, a próxima etapa pode ser uma tragicomédia, uma comedia de erros ou simplesmente um vaudeville interpretado por atores de segunda.

7 de outubro de 2010

Tem pesquisa no blog

Em quem você votará para presidente no dia 31 de Outubro?

"O presente levantamento não se trata de pesquisa eleitoral, descrita no art. 33 da Lei nº 9.504/97, mas de mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra, o qual não utiliza método científico para sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado."

14 de setembro de 2010

Os nossos Tiriricas

Os nossos Tiriricas

Tem sido motivo de todo tipo de comentários a campanha que o candidato Tiririca está realizando, alguns questionam a sua sinceridade, outros a sua ousadia. As criticas se dirigem a sua forma de dizer as coisas, menos que as coisas que diz.

Mesmo que alguns dos nossos candidatos se apresentem com maior elegância e o seu discurso aparente uma mensagem seria, é difícil diferenciar o Tiririca paulista, de alguns dos nossos tiriricas locais. Preste atenção aos discursos, aprenda a identificar os candidatos que devem merecer o seu voto e a sua confiança.

Quem não respeite os eleitores agora, dificilmente o farão depois. Escolha bem. Não se deixe iludir pelo discurso fácil. Busque a verdade e a honestidade.

19 de agosto de 2010

Miriam Leitão - O Globo

Segunda ameaça

Míriam Leitão, O Globo, 18/08/10

O Brasil perderá esta eleição, independentemente de quem vença, se ficarem consagrados comportamentos desviantes assustadoramente presentes na política brasileira. Uso de um fundo de pensão para construir falsas acusações contra adversários, funcionários da Receita acessando dados protegidos por sigilo, centrais de dossiês montados por pessoas próximas ao presidente.

A cada eleição, fatos estarrecedores têm sido aceitos como normais na paisagem política, e eles não são aceitáveis. Quando a Polícia Federal entrou no Hotel Ibis, em São Paulo, em 2006, e encontrou um grupo com a extravagante quantia de R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo tentando comprar um dossiê falso, havia duas notícias. Uma boa: a PF continuava trabalhando de forma independente. A ruim: pessoas da copa, cozinha, churrasqueira e campanha do presidente da República e do candidato a governador pelo PT em São Paulo estavam com dinheiro sem origem comprovada e se preparando para um ato condenável. A pior notícia veio depois: eles ficaram impunes.

Nesta eleição, depoimentos e fatos mostram que estão virando parte da prática política, principalmente do PT, a construção de falsas acusações contra adversários, o trabalho de espionagem a partir da máquina pública, o uso político de locais que não pertencem aos partidos.

As notícias têm se repetido com assustadora frequência. O verdadeiro perigo é que se consagre esse tipo de método da luta política. A democracia não é ameaçada apenas quando militares saem dos quartéis e editam atos institucionais. Ela corre o risco de “avacalhação”, para usar palavra recente do presidente Lula, quando pediu respeito às leis criminosas do Irã.

Sobre o desrespeito às leis democráticas brasileiras, Lula não teme processo de “avacalhação”, pelo visto. A Receita Federal não presta as informações que tem o dever de prestar sobre os motivos que levaram seus funcionários a acessarem, sem qualquer justificativa funcional, os dados da declaração de imposto de renda do secretário-geral do PSDB, Eduardo Jorge. Nem mesmo explica como os dados foram vazados de lá. Se a Receita não divulgar o que foi que aconteceu, com transparência, ela faz dois desserviços: sonega ao país informações que têm o dever de prestar antes das eleições; mina a confiança que o país tem na instituição, porque sua direção está adiando, por cumplicidade eleitoral, a explicação sobre o que houve naquela repartição.

Nas últimas duas semanas, a “Veja” trouxe entrevistas de pessoas diretamente ligadas ao governo e que trabalham em múltiplos porões de campanha. O que eles demonstram é que aquele grupo de aloprados do Ibis não foi um fato isolado. Virou prática, hábito, rotina no Partido dos Trabalhadores. Geraldo Xavier Santiago, ex-diretor da Previ, contou à revista que o fundo de pensão, uma instituição de poupança de direito privado cuja função é garantir a aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil, era usada para interesses partidários. Com objetivos e métodos escusos. Virou uma central de espionagem de adversários políticos. Agora, é o sindicalista Wagner Cinchetto que fala de uma central de produção de espionagem e disparos contra adversários; não apenas tucanos, mas qualquer um que subisse nas pesquisas.

Esse submundo é um caso de polícia, mas há outros comportamentos de autoridades que passaram a ser considerados normais nas atuais eleições. E são distorções. Não é normal que todos os órgãos passem a funcionar como ecos do debate eleitoral, usando funcionários pagos com os salários de todos nós, estruturas mantidas pelos contribuintes. Todos os ministérios se mobilizam para consolidar as versões fantasiosas da candidata do governo ou atacar adversários, agindo como extensões do comitê de campanha. Isso é totalmente irregular. Na semana passada, até o Ministério da Fazenda fez isso. Um relatório que é divulgado de forma rotineira, virou palanque e peça de propaganda, com o ministro indo pessoalmente bater bumbo sobre gráficos manipulados para ampliar os feitos do atual governo e deprimir os do anterior. O que deveria ser técnico virou politiqueiro; o que deveria ser prestação de contas e análise de conjuntura vir ou peça de propaganda.

Um governo não pode usar dessa forma a máquina pública para se perpetuar; órgãos públicos não são subsedes de comitês de campanha; fundos de pensão não são central de fabricação de acusações falsas; o governo não pode usar os acessos que tem a dados dos cidadãos para espionar. Isso mina, desqualifica e põe em perigo a democracia. Ela pressupõe a neutralidade da máquina mesmo em momentos de paixão política. Nenhuma democracia consolidada aceitaria o que acontece aqui. A Inglaterra acabou de passar por uma eleição cheia de paixões em que o governo trabalhista perdeu por pouco, mas não se viu lá nada do que aqui está sendo apresentado aos brasileiros com naturalidade, como parte da disputa política. Crime é crime. Luta política é um embate de propostas, estilos e visões. O perigoso é essa mistura. Como a História já cansou de demonstrar, democracia não significa apenas eleições periódicas. A manipulação da vontade do eleitor, o uso de meios ilícitos, o abuso do governante ameaçam a liberdade, tanto quanto um ato institucional.

11 de agosto de 2010

Para pensar acordado

Em epoca de campanha eleitoral, devemos ter muito presente a maxima de Francisco de Quevedo:

"Ninguem ofereçe tanto, como aquele que não vai cumprir"

9 de agosto de 2010

Política e Religião (*)

Política e Religião


Neste emaranhado ideológico pragmático em que tem se convertido a política nacional, alguns grupos se destacam sobre os demais, os chamados candidatos religiosos. Agrupados em correntes como Fé na Política, Congresso Quadrangular, Políticos Carismáticos ou Evangelistas da Política, conseguem em prol da governabilidade, transitar com surpreendente facilidade por todo o espectro político partidário.


A sua atuação me lembra uma parábola, que tenho certeza de ter lido numa versão pouco divulgada da bíblia, traduzida do aramaico a língua geral e desta ao português. Conta a parábola que tendo que se ausentar temporariamente da sua responsabilidade como guardião das portas do céu, São Pedro pediu a um querubim que o substituísse na sua curta ausência. Para facilitar o labor do querubim, lhe entregou uma bíblia e um feixe de bilhetes de R$ 100, cada candidato a entrar no Céu, deveria escolher um dos dois, se fosse a bíblia, o acesso estaria assegurado, caso escolhesse o dinheiro, o destino seria o andar de baixo.


Ao voltar, São Pedro perguntou como foi, e o querubim relatou a facilidade do processo, os que escolheram a bíblia, tiveram o acesso franqueado e os que escolheram o dinheiro não foram aceitos. Ficou porem uma duvida, com um caso pontual.


Um dos candidatos escolheu a bíblia e antes que a porta se abrisse, a folheou com interesse, pediu um bilhete para marcar uma pagina determinada, porque aquele salmo preciso lê pareceu interessante. Outro bilhete marcou a pagina do Gênesis, para o Cantar dos Cantares precisou de vários bilhetes, outro serviu para sinalar o inicio da historia do Êxodo, um outro para o Apocalipse e foi marcando cada versículo e cada capitulo, até que os bilhetes acabaram. Só depois o candidato entrou no Céu, segurando fervorosamente a sua Bíblia.


São Pedro lamentou que a sua ausência tivesse sido aproveitada para furar o bloqueio que um dia sim e outro também, estabelece nas portas do céu, para evitar a entrada destes sátrapas, figuras destacadas do sinédrio. Destacados na sociedade pela sua capacidade de engabelar e multiplicar pães e peixes, em quantidades que fariam a Jesus Cristo avermelhar de vergonha.

1 de agosto de 2010

Contas e Resultados

A divulgação com pouco destaque as declarações de bens dos candidatos a cargos eletivos nas próximas eleições, evidencia a capacidade administrativa que alguns dos nossos candidatos tem desenvolvido. Alguns conseguem inclusive aumentar o seu patrimônio entre e uma a outra eleição em duas vezes o total dos salários percebidos. Um milagre da multiplicação e da contabilidade.

Alguns exemplos de politicos que não tendo exercido nunca atividade na iniciativa privada, tem conseguido aumentar o seu patrimônio, contando única e exclusivamente com o seu salário na atividade publica.

A duvida que fica é se a remuneração dos funcionários públicos é baixa, como constantemente se divulga, como justificar os aumentos de patrimônio? E ainda como poderíamos desaproveitar tão grande capacidade administrativa? A divulgação ampla dos maiores acrescimos de patrimônio servirá para que possamos eleger estes principies da gestão e da poupança.

29 de julho de 2010

Bizarrices contabeis


Ficam difíceis de explicar e ainda mais de justificar as contas que a maioria de partidos políticos locais fizeram, na hora de definir o numero de candidatos para as próximas eleições.

A lógica praticada por alguns dos maiores gurus políticos da nossa cidade, escapa completamente ao senso comum da maioria dos cidadãos de a pé. A memória ajuda a lembrar que Joinville só teve uma representação política condicente com o seu eleitorado, quando ACIJ liderou a Campanha Vote Certo, Vote por Joinville. A impressão dominante hoje é que Joinville deverá eleger menos deputados daqueles a que teria direito, pelos dados da justiça eleitoral.

Quando isto acontecer, não faltarão contadores e matemáticos que elaboram complexas contas e formulas, para mostrar que 2 + 2 não são iguais a 4. O resultado do esperneio pos-eleitoral será inútil. Como é inócua a desistência de alguns candidatos, que descobrem a inutilidade de uma campanha sem possibilidade reais de sucesso.

Fontes consultadas por este blog, são firmes em assegurar que alguns candidatos a deputado federal, não devem alcançar o numero de votos para se elegerem vereador, outros dificilmente conseguiriam se eleger síndico num conjunto de apartamentos do projeto "Minha Casa, Minha Vida"

25 de julho de 2010

Candidatos que twitam

Parece que de uma hora para outra o twitter e outras redes sociais, tem recebido centenas de novos usuários, em comum, a pouca familiaridade com o uso das redes, a transferência da labor de twitar ou blogar para assessores e a pouca qualidade das informações twitadas ou postadas.

É fácil identificar a estes recém chegados, como turistas com sandálias e meias, as costas queimadas pelo sol do verão ou com os seus santinhos numerados colados no paletó. Frequentam feijoadas, costeladas, churrascos, cafés e outras atividades gastronômicas. Abraçam crianças, beijam vovozinhas, dão tapinhas nas costas e cumprimentam até poste.

Alguns acreditam que Obama ganhou a eleição pelo Twitter, e confundem a ferramenta com a mensagem. Imaginam que os eleitores estão pendurados no blackberry ou no Iphone, prestando atenção nas suas mensagens e que isto decidirá a eleição.

Ninguém deve se preocupar, a maioria deles desaparecerá como apareceu, e com certeza depois de outubro, só quedarão os que jpa estavam em rede antes das eleições.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...