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16 de setembro de 2013

Joinville e as bicicletas

A relação de Joinville com as bicicletas e os ciclistas já foi melhor. Em épocas não tão distantes, era até considerada a Cidade das Bicicletas. A sua topografia, predominantemente plana, facilita que seja a melhor opção de transporte para distâncias curtas e médias.

Apesar do aumento dos quilômetros de ciclofaixas implantados nos últimos anos, não é visível um crescimento proporcional do número de ciclistas. Se alguém prestasse um pouco de atenção, essa informação por si só já deveria provocar uma reflexão. É evidente que não a produz, porque o nosso planejamento é feito de olho nas estatísticas e na ficção e não nas pessoas.

Joinville corre o risco de ter a maior malha de ciclofaixas do hemisfério Sul e conviver com um aumento do número de ciclistas mortos ou feridos em acidentes de trânsito e ver uma redução do número de ciclistas que ousam circular por ruas mal sinalizadas e que não podem contar com uma malha de ciclofaixas interligadas, seguras e confortáveis, que ofereçam uma opção de mobilidade segura e confiável. A melhor prova da pouca confiabilidade e segurança que oferecem é o pouco uso que os próprios ciclistas fazem das existentes. Alguém se perguntou por que será?

As ciclofaixas que estão sendo implantadas, agora na rua 15, são um bom exemplo deste planejamento moderno, que intercala trechos sinalizados com espaços em que a ciclofaixa simplesmente inexiste. A impressão que fica é de que os ciclistas devem se teletransportar entre um trecho e outro da ciclofaixa. Outro exemplo é a ciclofaixa nunca concluída que deveria unir o Centro com o chamado Parque da Cidade. Devemos acrescentar ainda o tipo de sinalização feita que nem chega a durar seis meses; a pintura rapidamente desaparece, perdendo totalmente a função e deixando de oferecer a segurança de que o ciclista precisa.

A iniciativa de propor um serviço de aluguel de bicicletas sem contar com uma rede segura de ciclofaixas parece de novo uma ação mal planejada e que tem mais possibilidade de dar errado que de ter sucesso. O tempo dirá.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

8 de setembro de 2013

JOINVILLE cidade das Bicicletas



Joinville passou por uma fase, em que, a sua característica, se apresentava ideal para o uso de bicicletas, como meio de locomoção e de inúmeras utilidades, até de transporte. A cidade se apresentava adensada, tanto na área populacional , bem como, economicamente. Empresas se localizavam próximas ao centro da cidade. Ex. Fundição Tupi, Dohler, Meias Centauro, Metalúrgica Wetzel, Malharia Arp,Fabrica de velas Wetzel, Esquadrias Brand ,Irmãos Meister, Usina Metalúrgica JOINVILLE. Cia. Fabril Lepper, assim como o Comercio em geral, destacando-se Stein, Hoepke,Casa do aço e outros.

Esta situação permitia que todos as pessoas relacionadas às atividades econômicas, que habitavam o município e que residiam nas proximidades, se deslocassem ao trabalho, ou a negócios , a pé , ou em condições melhores, de bicicleta. Esta característica , com o desenvolvimento e a cultura, fez com que, um grande número de pessoas optassem pelo uso da bicicleta, as quais eram importadas. A importadora Jobrasil, se apresentava como líder no setor.

A infraestrutura foi dimensionada para os hábitos e as disponibilidades tecnológicas da época.
 Com o decorrer do tempo as transformações se evidenciaram , a cidade expandiu , as indústrias, se deslocaram para locais mais distantes, a evolução social mudou, o comportamento e o habito das pessoas também se modificaram. .  . 

As transformações tecnológicas , geraram novos meios de locomoção , como o transporte coletivo, (obrigando as empresas a conceder o vale transporte),as motocicletas , os automóveis, utilitários etc. Cujo uso e consumo, foram estimulados

O ser humano, naturalmente, busca conforto e dispondo de outros recursos, naturalmente fará uso dos mesmos.

Levar chuva na cara, tomar suador e chegar com roupa molhada ou transpirada, no serviço, passar frio,deslocar-se longas distancias, a custa de um esforço físico enorme certamente, não são estimuladores de consumo da atualidade.

 Não podemos omitir o crescimento da idade média dos habitantes, onde os idosos não poderão usar tais meios.

As bicicletas deixaram de liderar as vendas, deixando de ser, na sua maioria, um utilitário, para ser mais um equipamento, para exercício físico e de lazer,.

As ruas, em função da inadequação dos planos diretores, não mais atendem as necessidades de mobilidade dos usuários. Ou seja,defrontamo-nos com congestionamentos, causadores de prejuízo para a qualidade de vida dos cidadãos.

Manifesto-me favorável a implantação de ciclovias, fato que não se tem constatado em JOINVILLE . Aqui se reduz áreas dos meios de locomoção   emergentes, para dar espaço, aos que representam uma minoria no âmbito global, divulgando-se que se esta criando mais quilômetros de ciclovias, o que é um equívoco.
. A supressão de áreas nobres,dos  automóveis, motocicletas e meios de transporte coletivo, resultam em geradores de congestionamentos e acidentes. Tenho constatado, ciclovias que levam nada a lugar nenhum e portanto acéfalas.

Questiona-se quais critérios técnicos são efetivamente considerados ,no momento da tomada de decisão, para implementação de tais procedimentos. Poderíamos citar outros fatores, como o custo da área ocupada com tais supressões (o preço do metro quadrado, no local utilizado). A prioridade logística da sua implementação, o real custo beneficio, que tais procedimentos trazem em para a qualidade de vida dos Joinvillenses.

Um indicador que avaliasse a intensidade de pessoas, usuárias dos espaços disponibilizados, com quais tipos de locomoção deveriam ser considerados.

Que se criem ciclovias compatíveis com o ambiente e as características e os comportamentos locais. Temos que copiar,exemplos de países em evolução , avaliar o crescimento demográfico e os meios de transportes utilizados, bem como, as distancias, percorrida pelos mesmos.
Jamais poderemos regredir, suprimindo espaços nobres e sim, criando-os, para o bem  da comunidade.


Por Nivaldo Nass

30 de dezembro de 2012

Nova sinalização para as ciclofaixas em Joinville


O perigo que representam as ciclofaixas em Joinville justifica a instalação de novas placas de transito que avisem os ciclistas que por elas ousem se aventurar que é bom pensar duas vezes.

4 de setembro de 2012

Do nada a lugar nenhum



Lembra daqueles críticos que dizem um dia sim e outro também que as ciclofaixas de Joinville não ligam nada com nada, ou que começam no nada e acabam em lugar nenhum? pois aqui tem a prova que eles estão errados.

As ciclofaixas de Joinville são o resultado de detalhados estudos, projetos avançados e a melhor tecnologia disponível que permite aos ciclistas levitar quando chegados ao ponto em que a ciclofaixa simplesmente desaparece.

19 de agosto de 2012

A Teoria do Forno




A teoria do forno é muito conhecida em estudos econômicos, mas alcança a perfeição na política. Em tempo de campanha a sua utilização pelos candidatos é até abusiva. É uma teoria muito simples e se baseia em pesquisas e estudos reais e concretos. Se estiver com a cabeça no freezer e o traseiro no forno a estatística provará que estou na temperatura perfeita. As duas temperaturas extremas divididas pelo numero de pontos de amostragem tem como resultado a temperatura ideal.

Na hora em que os candidatos se esmeram em mostrar o que fizeram durante a sua gestão é o momento de provar que as estatísticas não mentem. Um bom exemplo disso é a informação recente do IPPUJ (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville) que divulgou a extensão de ciclovias e ciclofaixas que, aplicando a teoria do forno, fariam de Joinville uma das cidades referencia para ciclistas e uma das que mais tem investido na mobilidade e segurança deste meio de transporte.

Se você não morasse aqui, ou não conhecesse a realidade local, até poderia se sentir impelido a colocar a sua bicicleta na bagagem e vir fazer ciclo turismo. Caso se atrevesse levaria uma bela desilusão. Os dados são que há 101,4 km de ciclovias e ciclofaixas, sendo 85,8 km de ciclofaixas e 15,6 km de ciclovias. Esquece de mencionar que não estão interligados. O resultado é uma malha desconexa, sem sequencia nem continuidade. Há ciclofaixas que depois de iniciadas nunca foram concluídas, ou acabou o orçamento ou faltou planejamento. Um bom exemplo é a que deveria ligar o centro com o Parque José Alencar (Parque da Cidade) além de interrompida em vários trechos, na sua parte final não foi concluída.

O que se vê é uma política, de estimulo ao uso da bicicleta, espasmódica e pontual, feita mais para aparecer nas estatísticas que para ser uma opção real para ao cidadão. Um dos poucos trechos em que poderíamos falar de uma ciclovia digna de tal nome é na Avda. Beira rio. Sem interligação efetiva com o resto da malha, o resultado é que acaba sendo pouco usada pelos ciclistas. Em outros casos como nas Ruas Otto Bohem ou Dona Francisca a ciclofaixa além de iniciar e terminar de forma abrupta ainda compartilha espaço com pontos de ônibus o que reduz a segurança dos ciclistas. As normas de segurança e principalmente o bom senso sugerem que o ciclista seja mais protegido e se possível segregado do carro.

Mas não há problema, tanto nas estatísticas como no material de campanha os kilometros de ciclofaixas pintados e sinalizados nesta gestão estarão plasmados como um dos grandes logros desta gestão. E é provável que seja mesmo um “logro” ainda que o objetivo estatístico tenha sido atingido.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

29 de julho de 2012

Qual é o melhor modelo de cidade?


Enrique Peñalosa é ex-prefeito de Bogotá, é dele o projeto das ciclovias, das calçadas largas e acessíveis e da priorização do transporte coletivo, incluindo táxis como uma alternativa real de transporte publico.
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