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24 de abril de 2012

Bombeiros militares custam 40 vezes mais


Os bombeiros militares custam 40 vezes mais



Bombeiros militares de Santa Catarina custam 40 vezes mais que todas as corporações voluntarias.

Os números são claros. Manter uma dotação de 12 bombeiros militares no aeroporto de Joinville custou, em 2009, R$ 2 milhões. O custeio total dos Bombeiros Voluntários de Joinville, com 7 quartéis espalhados por toda a cidade, foi no mesmo ano de R$ 4 milhões. Outro exemplo, as corporações voluntárias de Santa Catarina respondem pela segurança de um terço da população do Estado. Porém, só receberam R$ 4 milhões do Governo do Estado de Santa Catarina. Os bombeiros militares que não atendem os dois terços restantes do Estado custaram mais de R$ 160 milhões no ano de 2009. 

Além dos custos econômicos, é preocupante o avanço das corporações militares sobre atividades de defesa civil. Funções que na maioria de países desenvolvidos são desempenhadas, como o próprio nome indica, por instituições e organizações civis.

Paramédicos, bombeiros e guarda-vidas a receberem formação militar, incluindo ordem-unida, uso de armas de fogo e técnicas de defesa pessoal, é uma perigosa distorção dos seus objetivos e funções. A sociedade civil deve ser capaz de se defender dos desastres naturais, enchentes, dos incêndios (provocados ou não), de atender as vítimas dos acidentes de trânsito e tantas outras atividades que estão incluídas no que se chama defesa civil.

Hoje, soldados e oficiais das polícias militares, depois de anos de formação específica, passam a se dedicar a funções que não deveriam ser da sua competência. O que é pior: ocupam espaços tradicionalmente atendidos pela sociedade organizada, em geral com custos maiores e menos eficiência. De forma corporativista, está sendo imposta uma militarização da sociedade, gerando ainda um desatendimento das funções de segurança, uma vez que não há efetivos e orçamento adequados para desempenhar todas as missões que têm assumido.

A ninguém escapa que para a Polícia Militar é mais interessante e menos arriscado, em todos os sentidos, apagar fogo, atender feridos de acidentes de trânsito ou salvar vidas nas nossas costas e praias, quando comparado com realizar funções de vigilância ostensiva em ruas, praças e locais públicos. Ou perseguir marginais e contribuir para a redução da violência urbana.

O que identifica e diferencia a maioria dos países mais desenvolvidos que o Brasil, e até muitos outros com menor grau de desenvolvimento, são a Cruz Vermelha, Crescente Vermelho ou Estrela Vermelha, dependendo dos países e das religiões, ou a Defesa Civil e os Bombeiros Voluntários, que são não instituições civis, voluntárias ou profissionalizadas, de acordo com os casos. São instituições reconhecidas e respeitadas pela sociedade e contam com importante apoio do Estado, que reconhece a sua maior representatividade, economicidade e legitimidade. São estes os principais responsáveis pela defesa civil, sem que se estabeleça uma situação de subserviência em relação às unidades de polícia militar.

Este perigoso desequilíbrio está começando a custar caro ao Estado e representará, cada vez mais, um fardo pesado para a nossa sociedade. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

22 de julho de 2010

Férias Solidárias

Férias Solidárias

As férias de Julho não têm no hemisfério sul a mesma duração e significado que tem no hemisfério norte, o período de Julho e Agosto deles, equivale ao nosso verão. Numa viagem recente a conexão no aeroporto de Miami, foi uma boa oportunidade de observação e aprendizagem.

Entre os grupos de turistas dois se destacavam da multidão, os brasileiros e os estadunidenses que optaram por fazer das suas férias uma oportunidade para praticar a solidariedade, realizando um trabalho voluntário. Numa única manha, encontrei um grupo de jovens, a maioria mulheres que com as suas camisetas vermelhas divulgavam o seu projeto de férias, uma missão ao Equador para praticar o que tem aprendido no seu curso de medicina, promovendo a saúde de altitude a mais de 3.000 m. Outro grupo muito mais numeroso estava composto por professores, que se dirigia a Honduras para levar educação e o seu objetivo, tirar do abandono as crianças daquele país, professores dando aula nas suas ferias. Vários grupos das mais variedades idades, informavam nos seus bonés e camisetas que o seu projeto era ajudar a reconstruir o Haiti. Além de dezenas de grupos cristãos, pentecostais ou evangélicos, que fazem das férias a sua oportunidade para ajudar o próximo. A quantidade de grupos, a diversidade de objetivos e o seu entusiasmo não podiam deixar de ser notados.

Os brasileiros formavam grupos mais alegres e barulhentos, indo ou voltando de Orlando e dos seus parques, ou de Miami e dos seus Centros Comerciais. Era fácil identifica-los, carregados como retirantes, quase com uma casa nas costas. Rodeados com as coisas mais inverossímeis, desde uma Minnie de 2 m, a TVs de plasma de 50 ou mais polegadas, não lembro de ter visto ninguém carregando uma geladeira, mas não seria nenhuma surpresa. É a forma escolhida para contribuir e participar de um projeto solidário, para que os Estados Unidos possam superar a grave crise que tem atingido a sua economia. Cada dólar gasto nestas latitudes, traz alegria, ao lar de uma família carente e contribui a manter um emprego americano ou chinês, não tenho certeza. Cada um desenvolve os seus projetos sociais. E mesmo o resultado e objetivos serem diferentes o entusiasmo e a alegria eram comuns nos dois grupos.

Em Joinville, cidade voluntária e solidária por excelência, temos exemplos constantes de quem combate o fogo, ou prepara uma feijoada solidária, ou quem cuida e atende o próximo todos os dias não só nas ferias de Julho. Um bom motivo para nos orgulhar.

Publicado no jornal A Noticia

10 de julho de 2009

Fazer o Bem

Vale a pena ler o texto de Sérgio Luiz Dallacqua, publicado no Jornal A Noticia, Fazer o Bem por Licitação

O texto não precisa nenhum comentário adicional é irretocavel. Em quanto o governo federal distribui milhões a ONGs de amigos, aqui tratamos a mingua as entidades que de forma voluntária assumem com maior competência e menor custo labores e responsabilidades que deveriam ser publicas.

O governo municipal parece que também neste terreno tem escolhido o caminho errado. Se fosse tão facil resolver os problemas por decreto ou por licitação, este pais seria outro. Nem melhor nem pior, seria diferente.

1 de abril de 2009

Fazendo mal as contas


Quando o caixa aperta, existe uma tendência natural em buscar soluções imediatistas que podem a médio prazo se converter em graves dores de cabeça. Na administração municipal não é diferente e em alguns casos se corre um risco real de causar um grave prejuízo a sociedade e a cidade.

Joinville como muitas cidades catarinenses há desenvolvido ao longo dos anos um forte tecido social composto por instituições voluntárias que realizam com competência, economia e seriedade um forte trabalho social. As suas ações contam com o apoio e a simpatia da sociedade, que vê nestas entidades uma transparência e um compromisso que não sempre esta presente nas instituições publicas. Desta forma as organizações sociais unem aos recursos públicos que recebem, contribuições e apoios da comunidade.

Começou a tomar corpo, entre importantes membros do primeiro escalão municipal, a idéia que seria melhor deixar de repassar recursos a estas entidades e que os serviços que estas entidades oferecem, passe a ser oferecidos pela estrutura publica e custeados integralmente com os recursos do orçamento. Caso prospere esta tese, estaríamos cometendo um erro grave.

Todos sabem que o custeio das corporações de bombeiros voluntários tem um custo operacional dezenas de vezes menor que o das corporações militares, do mesmo modo que o trabalho voluntário é uma ferramenta estruturadora do tecido social. Entidades como a Ação Social, o Lar Abdon Batista, o Abrigo Animal, a AMA, as APAEs, a Rede Feminina e dezenas de outras, precisam do apoio regular do poder publico, porque com o seu trabalho ganhamos todos, economizamos recursos e desoneramos o poder publico. Ainda que como entre as instituições que recebem recursos públicos algumas podem não ter o mesmo nível de idoneidade, nada melhor que melhorar a fiscalização e garantir que os recursos não sejam direcionados para entidades pouco serias. A lista de entidades que hoje recebem recursos publicos poderia ser reduzida.

Atrasar os recursos, não assinar os convênios ou simplesmente deixar de atualizar os valores seria um desserviço a Joinville e comprometeria a capacidade destas entidades prestarem os seus valiosos serviços.

Cada real de dinheiro publico investido nestas entidades se multiplica por muitos outros, pela gestão operosa, democrática e capaz que estas entidades realizam. A prefeitura compete fiscalizar com seriedade e isenção o uso dos recursos. Deixar de investir neste modelo de voluntariado aumentará os custos da sociedade e inchará ainda mais a maquina publica.

28 de julho de 2008

Na Austria os bombeiros tambem são voluntarios


Esta equipe de bombeiros voluntários de Áustria, é responsável pela defesa civil da sua pequena cidade.
Sem precisar de uma estrutura militar de apoio, a sociedade civil organizada, assume a responsabilidade da sua Defesa Civil.

27 de julho de 2008

O resgate tambem é feito por voluntarios


Na Europa o resgate marítimo, mesmo em condições extremas é feito pelos voluntários da cruz vermelha.
A sociedade civil cuida da defesa civil.
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