12 de setembro de 2013
15 de maio de 2013
30 de julho de 2011
Um parque para Joinville
Um Central Park em Joinville, por Humberto Thormann Bez Batti*
Que é notório que a maior cidade do Estado de Santa Catarina não tem nenhum parque para lazer da população, todo mundo sabe... Que passa governo, entra governo, todos prometem milhões de parques: estamos cansados... Todas as cidades desenvolvidas têm um parque para lazer da sua população: Curitiba com dezenas deles, Porto Alegre com a Redenção, Marinha do Brasil e Parcão; Jaraguá com o parque da Malwee. E nós?
Sugiro uma opção de parque central, arborizado, com amplo estacionamento, prédios para oficinas culturais. E se ele já estiver pronto não seria fantástico? Se ele fosse “à prova de maracutaias e comissões milionárias” não seria perfeito?
A ideia é simples, muito simples, está na frente de todos nós. Sugiro transformar o terreno do 62º Batalhão de Infantaria do Exército no Central Park de Joinville. O terreno é central, enorme, arborizado, com estacionamento para muitos carros, inúmeros prédios que podem ser usados para oficinas, aulas e cursos. Por que não fazer uma parceria com o Exército, governo federal, Ministério da Cultura e Esporte e Prefeitura? Compensar economicamente o Exército pelo terreno, podendo adquirir uma área gigante em Pirabeiraba, construindo um moderno centro de treinamentos, área para exercícios de tiro fora do perímetro urbano (transferir o estande de tiro do Exército da rua Marquês de Olinda para uma zona mais afastada seria muito prudente). Os oficiais teriam suas casas antigas e pequenas ao redor do batalhão atual trocadas por modernas residências e um clube de lazer no novo Batalhão.
A Prefeitura pode economizar milhões dos aluguéis dos prédios das secretarias municipais, transferindo-as para as edificações do batalhão. Crianças irão crescer fazendo atividades esportivas; adultos poderão cuidar de sua saúde deixando de ser sedentários. As gerações atuais e futuras serão sempre gratas ao Exército Brasileiro. Se o que falta é vontade política, está na hora de desenvolvermos cidadania e cobrarmos de nossos governantes o que deveria ser uma preocupação nata deles. Proponho iniciarmos a campanha “Um Central Park em Joinville”.
A cidade que mais contribui com impostos neste Estado não merece?
9 de maio de 2011
Parque do Boa Vista (*)
Parque do Boa Vista
Como vizinho do Morro do Boa Vista e joinvilense, tudo o que tem a ver com o morro merece minha atenção. Acho que a única alternativa para o morro e para a cidade é preservar o morro e permitir que partes dele sejam convertidas em áreas de lazer, partes sejam preservadas quase que integralmente e que numa atitude corajosa, se detenha de vez a pressão imobiliária sobre o morro.
A idéia de fazer um parque no Morro é uma idéia a ser elogiada, desde faz muitos anos o espaço tem sido uma das poucas áreas de lazer do joinvilense. Os mais velhos ainda devem lembrar o camping que passou de receber pessoas a receber macacos e outros bichos. O mirante e o seu acesso eram uma das visitas obrigatórias quando recebíamos turistas, fossem do interior de Santa Catarina, brasileiros ou do exterior. A visão deslumbrante da baía da Babitonga, da lagoa de Saguassu e o verde luxuriante do mato em redor, eram sempre um elogio garantido. Não tinha quem não ficasse emocionado.
O acesso foi fechado, o zoobotanico e as áreas em volta deixaram de ser atrativas e começaram a ser abandonadas, por conta das obras do parque e ninguém pareceu se importar muito. As obras do Parque começaram. Foram feitas algumas audiências publicas para apresentar o projeto do parque, lembro de ter participado de duas, uma delas na Ajorpeme. Desenhos coloridos, bonitos, sem detalhes e sem propostas concretas, idéias soltas, que sem ser debatidas, foram aceitas, mais pela vontade de ter um parque, que por achar que a proposta era boa. As obras se alastram durante anos, a culpada é a meteorologia, na verdade o problema é outro, que acabou vazando. Finalmente a Prefeitura cancelou o contrato com a empreiteira.
Alguns dizem que devemos elogiar a ação corajosa do IPPUJ de cancelar o contrato, porque mostra determinação. Fico com a impressão que esta coragem tardia, esta mais para bravata. Que se a decisão tivesse sido tomada antes da situação ficar insustentável, deveria elogiar o zelo com os recursos públicos. Depois que todos os prazos informados pelo prefeito foram descumpridos, não restava outra saída que cancelar o contrato ou continuar passando vexame. Coragem é tomar as decisões na hora certa, ser abalroado pelas decisões não tomadas, não deveria merecer elogio.
6 de abril de 2011
Os parques que não chegam
Os parques que não chegam
A novela dos parques se alastra mais que telenovela mexicana, a cada semana novos capítulos, como numa novela barata, a tia que tinha sido assassinada pelo amante argentino, no capitulo 237, volta linda e formosa no capitulo 413. E o protagonista depois de 20 plásticas e retoques, volta tão jovem e esticado que começa a namorar com uma amiga da neta.
Que Joinville dançou nesta historia, já começou a ficar claro para todos. Na cidade das oportunidades perdidas, a opção foi reformar, remendar e requalificar parques que já existiam, como os do Morro do Finder, do Boa Vista, o Caieras e inventar outros que nem teriam como sair do papel como o Kaesemodel e o das Nascentes ou que só serão parques algum dia no nome, como a Porta do Mar ou o das Aguas.
Os joinvilenses têm expressado em repetidas ocasiões os seus desejos, por um parque de verdade, os exemplos mais lembrados são o do Parque Barigui em Curitiba ou o Parque Malwee em Jaraguá, para citar exemplos próximos.
O parque que os cidadãos desejam esta formado por áreas verdes abertas, com espaço para ciclovias, passeios, com gramados para caminhar,namorar, brincar ou simplesmente poder evadir-se momentaneamente de uma cidade cinza e barulhenta. A demanda concreta é por espaços para usar. As grandes ofertas de lazer atuais são a calçada do 62 BI, que não precisou dos recursos do Fonplata e a rua de Lazer na Hermann August Lepper que funciona menos de 8 horas por semana e que tem se convertido numa opção concreta para esta Joinville sem espaços de lazer e entretenimento.
O poder público perdeu a oportunidade de dotar a cidade de um parque de verdade e optou por uma coleção de obras menores, inadequadas, complexas e caras, que não atenderão as demandas e expectativas. Não devemos alimentar grandes ilusões, Joinville terá gastado recursos significativos, aumentado o seu endividamento e continuará carente dos espaços de lazer que precisa. Por outro lado é importante e meritório que o IPPUJ tenha reconhecido que houve má condução na negociação do financiamento em 2006, que causou os problemas que vem se alastrando, ao longo de toda a novela.
Minha proposta é trocar de canal de TV, assumir que continuaremos sem um parque digno deste nome e recomeçar a luta para que Joinville tenha um parque de verdade. Que seja o parque que a sociedade quer e deseja e que responda a todos os anseios.
Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC