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27 de julho de 2009

25 de julho de 2009

Novas alternativas para a UFSC


Nos últimos dias tem sido presentadas outras alternativas para a instalação da UFSC. Mesmo os defensores mais recalcitrantes ao brejo adquirido com recursos públicos, começam a perceber que o imóvel escolhido não é o melhor.

Surpreende neste ambiente de busca de alternativas, a posição intransigente e obtusa do Ex- presidente da ACIJ, Udo Dohler, que insiste com uma persistência que alcança a opacidade mental na defesa da manutenção da proposta do imóvel da curva do arroz.

Se é verdade que a escolha errada poderia se justificar pela pressa e pela falta de estudos técnicos adequados, a teimosia em defender o indefensável beira a necedade. O que não pdoe ser considerado uma virtude em nenhum dos casos.

Joinville, graças a uma iniciativa do governador Luiz Henrique, tem a possibilidade de corrigir um erro, e oferecer uma saída honrosa aos que se empenharam de uma forma equivocada em defender a pior alternativa possível. Não sempre se apresentam estas oportunidades uma segunda vez. Não aproveita-la parece pouco inteligente.

21 de julho de 2009

Pizzas e Pizzaiolos


Pizzas e Pizzaiolos


Os escândalos recentes em que esta submerso o Senado Federal e que envolvem além do presidente da casa o senador Jose Sarney, a maioria dos senadores, podem ser encarados como fatos isolados, pontuais, que não representam a realidade do país e que devem se restringir ao próprio Senado Federal e a Brasília.


Parece porem pouco provável que seja verdade, a forma com que de forma sistemática, como aparecem nomes de empresas publicas e nomes de ONGs vinculadas a políticos, a facilidade com que são transferidos recursos de umas para as outras. A tranqüilidade, com que lideres da nossa sociedade e do país, tratam o tema. As afirmações mentirosas que são desmentidas no transcurso de horas, por fatos incontestáveis. O fato que sejamos governados por hordas de mitômanos incorrigíveis, devem levar a uma analise mais profunda da crise de valores em que o pais e a sociedade esta submersa.


Por muito que me esforço, não consigo acreditar que esta promiscuidade entre política e falta de seriedade, se circunscreva exclusivamente a Brasília, que só o Senado Federal tenha a exclusividade deste mar de lama que a todos nos emporcalha e deveria nos envergonhar. Não se sustenta à imagem de pureza angelical dos demais estamentos da nossa sociedade. A possibilidade que situações como estas não se produzam em todos os níveis da nossa república federativa, parece, cada dia, mais improvável.


Só isto pode justificar o silencio cúmplice de uns e outros. Ao mesmo tempo em que os exemplos divulgados pela imprensa servem de modelo a novas falcatruas e picaretagens, se reproduzem no nível estadual e municipal, com verbas menores, porem com a mesma desfaçatez. Embaladas pela impunidade e pela omissão de uma sociedade que aceita a corrupção e a sem-vergonhice, com uma passividade assustadora. Escândalos, só abafados por novos escândalos de maiores proporções e que envolvem nomes acima de quaisquer suspeita.

3 de março de 2009

A Senadora Ideli...

A seção Portal do jornalista Jefferson Saavedra no jornal A Noticia reproduz declaração da Senadora Ideli Salvatti, aonde ela retoma o estilo combativo que tanto a caracteriza. Na sua declaração ela acertou e errou em proporçòes desiguais, acertou no alvo e errou muito. Resultado esperado de quem é acometido vez o outra por ataques de verborragia.

Acertou
quando reconheceu publicamente que é "Claro que o terreno do Campus tem problemas." É importante que a Senadora reconheça os problemas que o terreno tem e proponha soluções para resolve-los, ela deve ser das poucas pessoas que conhece bem todos os meandros da negociação da escolha do local e que com mais propriedade poderia se manifestar.


Errou ao afirmar que: "... a area utilizavél é maior do que o da UFSC em Florianopolis....Podemos até discutir a acusação de superfaturamento na compra da area, mas não o terreno."

Primeiro porque se contradiz, com a sua afirmação anterior, se reconhece que o terreno tem problemas e depois não aceita discutir o terreno esta agindo de forma no mínimo estranha.

Segundo porque ao aceitar discutir a acusação de superfaturamento, contribui ainda mais a colocar duvidas razoáveis no processo de aquisição do imovel e da propria negociação do mesmo, na qual ela teve uma participação destacada.

Terceiro, porque ao reconhecer que foi adquirida uma área muito maior da que seria necessária, busca justificar o injustificavel que é gastar mais dinheiro, num imovel maior o que seria necessario. Para despues descartar uma parte significativa, notadamente com problemas, reconhece que houve falta de economicidade, ninguém compra uma área maior do que precisa. A menos que os recursos sejam públicos, nesta caso tudo é possível.

Mas o maior erro da Senadora é o de confundir os questionamentos sobre a escolha do imóvel, sobre o custo do mesmo, sobre os investimentos necessários para poder aproveitar a área, com ser contra a vinda da UFSC e contra Joinville. A Senadora comete um erro de avaliação impróprio de alguém com a sua estatura e experiência. Ninguém é contra a vinda da UFSC e menos ainda contra Joinville. A sociedade esta se manifestando contra os problemas no terreno, que ela própria já reconheceu e admitiu, e contra o sobrepreço que também ela mesma admite que possa ter havido.

Posso garantir Senadora, que por aqui todos somos a favor de Joinville e contra os problemas e o superfaturamento. Quem deve ser contra Joinville são aqueles que pela pressa ou por outros motivos escussos, jogaram no brejo um processo que deveria ser limpo, democratico e transparente. Desperdiçar os recursos publicos sim é ser contra Joinville.

Publicado no jornal A Noticia
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