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7 de novembro de 2010

As Facínoras da Beira rio


A imagem enviada por Juliano Carvalho Bueno, mostra as mesmas figueiras da rua Hermann August Lepper, numa calçada em Buenos Aires.

Pela imagem é possível ver o efeito destruidor das arvores, como as raízes destroem a calçada e a floreira. Ou será que a calçada esta intacta? Se as arvores são as mesmas e o meio fio e a calçada não forma estragados pelas raízes, não será que o problema não são as arvores?

Então o que você acha o problema são as arvores ou a falta de manutenção? Será que o meio fio da beira rio esta bem feito? ou fico solto e não tem a qualidade que deveria ter? E as bocas de lobo da beira rio, aonde foram parar? Porque cairam dentro do rio Cachoeira? o que as Figueiras tem a ver com isto? E porque não arrumaram ainda a rua? A prefeitura esta esperando o que? que caia um carro no rio?

13 de agosto de 2009

O que faltou dizer


Audiência Publica sobre as Figueiras


A maioria dos participantes na audiência publica convocada para debater o futuro das figueiras da beira rio, ficou decepcionada com o baixo nível técnico das apresentações feitas pelos técnicos e especialistas convocados pelo poder publico. Se por um lado as apresentações feitas pelo poder publico se centraram em justificar o corte das figueiras, faltou qualidade e sobrou parcialidade nas apresentações.


No caso da Fundema, faltou dizer que entre 60 e 70 % das arvores plantadas pelo poder publico me ruas, parques e praças tambem são exóticas e que o seu desenvolvimento em geral é melhor do que as arvores nativas utilizadas em arborização urbana.


Para ajudar a lembrar aos leitores e recordar aos técnicos da prefeitura, os gêneros exoticos que dominam as nossas ruas e praças são:

  • Koelreuterias
  • Roystoneas
  • Archantophoenix
  • Lagerstroemias
  • Hibiscus
  • Ligustrum

Intencionalmente não inclui na lista os Fícus, tão criticados pelos técnicos da prefeitura, porque os Fícus não formam parte de um gênero exótico no Brasil. Em termos de desenvolvimento as arvores nativas presentes nas nossas ruas e praças apresentam um desenvolvimento sofrível.


As perguntas da platéia que participou da audiência publica faltou responder que os Fícus estão listados entre as 10 melhores plantas para filtrar os mais de 100 poluentes que se encontram no ar das grandes cidades, o trabalho realizado pelo Plants for Clean Air Council e que contou com o apoio da NASA e da EPA (Agencia Americana para a Proteção do Meio Ambiente), identificou as plantas que mais contribuem a melhorar a qualidade do ar. Também no trabalho realizado pelo Bloemen Bureau Holland em parceria com outras 6 entidades européias os fícus aparecem entre as 10 melhores plantas para produzir oxigeno, fixar poluentes e melhorar a qualidade do ar. Dados estes que não foram citados pelos técnicos da Fundema, que alias não conseguiram citar nenhuma utilidade para as Figueiras da Beira rio.


A empresa Geoforma, convidada pela Fundema, iniciou a sua apresentação destacando que mesmo sem as figueiras o talude é instável e oferece risco, o apresentador a pesar de justificar a sua falta de conhecimento sobre arborização, dedicou uma boa parte do seu tempo para propor o corte dos Ficus, alegando motivos pessoais, por não gostar da planta. Faltou técnica e seriedade, principalmente entre aqueles que forma convocados para informar e o que fizeram foi tergiversar e omitir informações importantes.


Publicado no Jornal Noticias do Dia
oferece risco, o Engenheiro que fez a apresentaçu a sua apresentaçpoluentes e melhorar a qualdiade do ar. do ar. frivel.

6 de agosto de 2009

Do jornal A Noticia


  • Figueiras

    Em “As Caçadas de Pedrinho”, Monteiro Lobato cria um cenário em que a burocracia do governo vem ao Sítio do Picapau Amarelo capturar um rinoceronte – o Quindim – que apareceu por lá. É uma sátira de como o “burocratoparasitismo” age. Para capturar um rinoceronte, que nem precisa ser capturado, a burocracia constrói uma babel.

    Em Joinville, que não tem rinoceronte – mas tem burocracia pública –, há uma linha de figueiras na margem do rio Cachoeira. As raízes causaram um buraco no asfalto da avenida ao lado. A Prefeitura, ao invés de consertar o asfalto, quis cortar todas as árvores.

    Apareceu também um tubo de gás da SC Gas que, segundo alguns, pode explodir se for rompido pelas raízes das figueiras.

    Diga-se: as figueiras já estavam lá quando colocaram a tubulação e o buraco causado no asfalto pelas raízes é o único que mereceu sinalização entre os milhares de buracos que há nas ruas da cidade.

    A solução seria simples. Se uma árvore traz perigo à tubulação de gás, o responsável pela tubulação só precisaria pedir autorização para cortá-la.

    A lei prevê, a Fundema atende, é caso corriqueiro. E a Prefeitura, se tivesse mesmo interesse em manter a rua em boas condições, já teria consertado o asfalto – enquanto não corta a árvore responsável pelo dano.

    Mas a burocracia precisa ocupar o tempo e assim a novela vai em frente. Vamos ver onde a garça vai pousar. Tudo leva a crer na existência de um plano de revitalização do trecho de rio, aqueles projetos que custam consultorias, muito cimento, assessorias e tudo mais que caracteriza a obra pública no Brasil.

    Milton Wendel
    Joinville

  • O texto de autoria de Milton Wendel, mostra claramente a situação que vive a cidade, em quanto o poder publico se empenha em querer cortar 40 figueiras na Rua Hermann August Lepper e dedica toda a sua "capacidade e competência" para conseguir-lo. Pelo outro não consegue cortar as árvores que ameaçam de fato e que tem o corte autorizado na pista do aeroporto de Joinville, o que alem de representar um perigo real e imediato, serve para atestar a complexidade da burocracia tupiniquim.
  • 1 de agosto de 2009

    Audiencia Publica sobre as Figueiras

    Impressionou o baixo nível técnico dos pareceres apresentados pelos representantes do poder publico.
    Não só não foram técnicos, tampouco foram imparciais.
    Os pareceres foram tendenciosos e com o unico objetivo de justificar o corte das figueiras.
    Um dos representantes da Fundema, quando questionado, insistiu em afirmar que as Figueiras não representam nada de bom.

    Para ajudar a lembrar, todas as arvores, inclusive as figueiras:

    1.- Fixam CO2.
    2.- Produzem sombra.
    3.- Amenizam o excesso de calor no verão.
    4.- Reduzem o barulho da cidade.
    5.- Melhoram o micro clima das cidades e dos espaços urbanos.
    6.- Embelezam os espaços públicos.
    7.- Proporcionam privacidade ao criar barreiras visuais para esconder elementos pouco atrativos das cidades, o que alias aqui em Joinville não tem faltado.
    8.- Produzem O2 e melhoram a qualidade do ar.
    9.- Criam um micro clima melhor nas areas arborizadas.
    10.- Protegem do sol escaldante.
    11.- E finalmente e não menos importante servem para mobilizar os joinvilenses.

    Que é mais do que muitos dos técnicos do serviço publico produzem.

    Parabens ao publico presente que não se deixou enganar pelas apresentações pirotécnicas.

    27 de junho de 2009

    Memoria



    Quando a SC Gás instalou a tubulação de gás na rua Hermann August Lepper, o projeto original previa que fosse colocada fora da rua, na margem do rio Cachoeira, exatamente no talude que ameaça desbarrancar.

    E as figueiras que já existiam na beira rio, seriam replantadas sobre a tubulação de gás. De acordo com a informação da SC Gás, as raízes não apresentariam nenhum risco, para a tubulação de aço.

    O responsável da empresa na época da obra deve lembrar, porque eu, que na época era presidente da Conurb, lembro bem.

    O motivo da proposta apresentada pela SC Gás, era que esta alternativa seria mais económica e menos trabalhosa, que ter que cortar o asfalto.

    Como as pessoas são desmemoriadas!

    Agora o risco de explosão da tubulação de gás, deverá ser utilizado como uma nova justificativa para tentar derrubar as figueiras.

    Publicado no Jornal A Noticia

    15 de junho de 2009

    Ainda sobre as Figueiras da Beira Rio




    O Eng Agr. Gert Fischer encaminha o texto seguinte:

    As Figueiras podem ficar tranquilamente. Basta um projeto de podas regulares não só de galhos, mas de raízes que descem dos galhos e assim impede-se o gigantismo da árvore que oferece a melhor sombra de Joinville. As raízes adventícias são muito fortes e se abraçam no que estiver pelo caminho, observe que a moldura da propaganda que protegia a árvores foi engolida pelas raízes. Essas raízes devem ser podadas todos os meses e anos. ai a árvore permanece bem disciplinada e não arrebenta pavimento e passeios.

    A foto mostra a incompetência do serviço publico em tratar corretamente as diferentes espécies de árvores de nossas vias publicas.

    A engenharia tem soluções para essa espécie e conforme diz a Sra. Ana Paula Cortez, fundadora e ex-presidente da AMECA - Assoc. Movimento Ecológico Carijos de SFS, dando uma excelente ideia e mais uma solução


    Esses dias o Prefeito me disse preocupado:


    ---- Eng. Gert a principio estava contra o corte das figueiras, mas já me convenceram que temos que pensar em breve em corta-las.


    Penso que uma AUDIÊNCIA PUBLICA SERÁ NECESSÁRIA para discutir a engenharia de calçadas, pavimentos asfalticos e arborização publica com manutenção inteligente.


    Seria bom não esquecer que a tubulação de gás foi colocada DEPOIS do plantio das Figueiras e que os problemas de desbarrancamento do talude já tem mais de 6 anos, resultado muito mais de um projeto de engenharia capenga, que das raízes das Figueiras.


    Descaso, abandono e incompetência.


    São três das palavras que melhor identificam a forma como tem sido tratado o tema das Figueiras da beira rio, pela administração municipal, nas anteriores e na atual.

    Durante anos as arvores da cidade não tem tido nenhum cuidado nem manutenção, abandonadas ao léu, sem podas que mantenham a forma e o tamanho. Sem nenhum outro cuidado que a desatenção. Agora elas são as culpadas do estado em que se encontra a Avd. Hermann August Lepper.

    Se na administração anterior, se apostou no quanto pior melhor e o próprio prefeito a época, ficou torcendo para que as arvores caíssem, desta forma não seria necessário derruba-las. Também nas administrações anteriores, a falta de manutenção, levou a destruição das bocas de lobo, a inutilização da drenagem da rua e a erosão das margens e dos taludes, sem que as Figueiras nada tivessem a ver.

    A proposta de troca das arvores por outras, não ataca o problema real, a falta de manutenção, o descuido e o abandono em que nossa cidade se encontra. Os prédios públicos da mesma rua, tanto a Casa da Cultura, como o Arquivo Histórico e a antiga secretaria da habitação, estão hoje mais perto de ser tombados, como refúgios e reservas da vida selvagem que reconhecidos como prédios públicos que sinalizam a presença do poder publico, voltado para a atender a sociedade.

    As margens do Cachoeira, são uma prova viva da forma como a cidade é tratada, como terra de ninguém. O abandono de hoje e de ontem, voltara na forma de obras faustuosas, de custos inverossímeis, que novamente cairão no abandono e no esquecimento. Agora vamos cortar as Figueiras. Monumento vivo a nossa incompetência e descaso.

    Seria conveniente, analisar com critério o custo dos poucos metros de Bulevar que a administração passada executou e imaginar o quanto custará ainda para o orçamento municipal a recuperação do abandono e da falta de manutenção.

    A preservação não só das figueiras da beira rio, como de quaisquer arvore, deveria ser o objetivo das ações, a construção de um arrimo, a estabilização do talude com obras de baixo impacto, devem ser as soluções priorizadas. Criar um espaço verde que permita aos joinvilenses se reaproximar do rio e recuperar este espaço urbano que hoje esta degradado e desvalorizado. Sem obras monumentais e com criatividade.

    Imagem do arquivo do Jornal A Noticia

    Publicado no Jornal Noticias do Dia

    6 de outubro de 2008

    Transparência

    A frase “O que é bom a gente mostra e o que é ruim a gente esconde” passou a formar parte da picaresca nacional, virou sinônimo, mas que de uma forma de agir, de uma forma de ser.

    Mostrar e divulgar aos quatro ventos, bradar em alto e bom som o que é feito, mesmo que as vezes, nem merecesse tanto barulho. Ao mesmo tempo esquecer de mostrar aquilo que não nos convém. Calar, às vezes ate tentar esconder. Contando tal vez com que as pessoas aos poucos esqueçam e não se volte a falar do tema.

    Em 23 de Julho, o Jornal A Noticia trouxe aos seus leitores a informação que o a prefeitura municipal tinha recebido no inicio do mês de Julho, o laudo técnico, contratado com a empresa Geoforma. O estudo, de acordo com informações da própria prefeitura, engloba situações maiores, como as condições do talude e avalia os problemas da pavimentação da rua August Hermann Lepper.

    Surpreende e levanta suspicacias, que transcorridos mais de 3 meses, desde que a prefeitura oficialmente recebeu o laudo, a situação continue a mesma, com uma pista interditada, apresentando risco para os veículos e sem que a prefeitura nada tenha feito até agora.

    Passado o efeito que a implantação do bulevar Cachoeira poderia ter no processo eleitoral, a prefeitura parece ter perdido o interesse na Rua Hermann August Lepper, e a tem como tantas outras relegado ao fim da lista. Este tipo de atitude, de se apaixonar perdidamente por um projeto e depois perder repentinamente o interesse, é sintoma claro de imaturidade e da falta de consistência de algumas das propostas, com que a prefeitura e a sua equipe técnica nos surpreendem constantemente.

    A morosidade da prefeitura em divulgar o laudo técnico e especialmente a cortina de silencio, com que os técnicos da prefeitura tem tratado o assunto, parece incompatível com a necessidade de transparência imprescindível no trato da coisa publica. Pode a sociedade considerar irresponsável a atitude da prefeitura ao não agir, numa situação que apresenta um perigo real para a população.

    Mas é o sigilo e o mutismo da prefeitura o que maiores duvidas gera. Nada deveria justificar a demora em divulgar um laudo técnico, elaborado por empresa idônea e custeado com recursos públicos.


    leia a integra da materia do jornal A Noticia.

    13 de março de 2008

    Parecer Técnico apresentado pela AJECI e o CEAJ, com relação a situação do talude da rua Herman August Lepper


    No dia 12 de março a AJECI e o CEAJ encaminharam a comunidade a Nota Tecnica, que transcrevemos a continuação.

    Algumas anotações ( em vermelho) a esta Nota Tecnica acompanham o texto original, que esta em azul e italico, para facilitar a comprensão.

    A Associação Joinvilense de Engenheiros Civis (AJECI) e o Centro de Engenheiros de
    Joinville (CEAJ) acompanhou nos dois últimos meses uma série de discussões tornada a público pela imprensa local com relação à preservação das árvores que se encontram na margem esquerda do Rio Cachoeira. ( A Nota Tecnica, tem como objetivo anunciado posicionar a sociedade, sobre a preservação das arvores, de acordo com o enunciado em negrito ) Trata-se mais precisamente da Rua Hermann Augusto Lepper entre as ruas Princesa Izabel (ponte metálica azul) e a Rua Dona Francisca. Várias opiniões foram relatadas pela imprensa em oposição e a favor do corte das mesmas.
    Membros da AJECI e do CEAJ, motivados pela discussão, efetuaram uma visita ao local com o objetivo de analisar a questão sob o ponto de vista técnico. No trecho em questão foram observados alguns pontos onde o pavimento apresenta trincas em forma de semicírculo, típicas de uma situação de instabilidade de talude, indicando movimentação.
    Corroborando os indícios evidenciados pelas trincas foram observadas árvores com seus troncos inclinados no sentido do rio, e dois pontos (duas árvores) que já deslizaram, confirmando a situação instável. Com base nestas evidências, conclui-se que o maciço de
    solo é instável e que pode a qualquer momento apresentar novas movimentações. Na opinião dos técnicos que analisaram o assunto, nenhum engenheiro irá assegurar mediante uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) que o talude é estável, e assegurar que não irão ocorrer novos deslizamentos. Qualquer solução a ser adotada para a questão implica inevitavelmente na estabilização do talude.
    As associações alertam ainda para o fato de que junto ao alinhamento das árvores, a cerca de um metro e meio das mesmas passa a tubulação da SC gás. Uma ruptura do maciço poderá provocar a ruptura desta tubulação. ( é importante lembrar que a instalação da tubulação de aço de SC Gas, foi instalada com posterioridade ao plantio das arvores, por tanto, deve ser avaliado porque foi autorizada a instalação da citada tubulação tão perto das arvores, que ja existiam no local, quem autorizou?) Esta ruptura poderá ter conseqüências desastrosas para o local sendo que o corte do abastecimento dos usuários que ficam na continuidade da tubulação será a menor das conseqüências.
    A imprensa também levantou questões quanto ao tipo de árvore ali existente. Este aspecto não foi abordado, ( se o objetivo do parecer era um posicionamento sobre a preservação das arvores, este aspecto e todos os demais relativos as arvores deveriam ser abordados) pois nos ativemos mais na estabilidade do talude em questão. Sabe-se apenas que são árvores agressivas e de rápido crescimento das raízes e que causam além de entupimento de tubulações também degradação de pavimentos e calçadas. Técnicos pertencentes às Associações acompanharam situações onde tubulações de água pluvial e esgoto, localizadas próximas ao mesmo tipo de árvore plantada na Rua Hermann Augusto Lepper, apresentavam-se totalmente obstruídas pelas raízes.
    Com relação à massa introduzida pelas árvores sobre o talude sabe-se que esta é prejudicial à estabilidade.
    Finalizando, é importante ressaltar que para a verificação da estabilidade real do talude da margem do Rio Cachoeira e junto a Rua Hermann Augusto Lepper têm-se a necessidade de se efetuar uma investigação geotécnica com vistas a se definir as propriedades do solo local. Adicionalmente, efetuar um levantamento plani-altimétrico para daí ter condições de calcular a estabilidade do talude e tecer conclusões. ( Esplicitamente as conclusões ficaram para depois de realizados os estudos referidos, pelo que a Folha Tecnica, não pode ser considerada um documento conclusivo e não se posiciona sobre a necesidade ou não do corte das arvores.)

    Ainda e para maior esclarecimento, reproduzimos as colocações do Arquiteto e Urbanista Sérgio Gollnick

    O preâmbulo da Nota Técnica fala sobre a polêmica das árvores (grifado no texto). Depois o texto cita a tubulação de gás que está a um metro e meio das árvores e na continuação afirma que a ruptura do talude poderá provocar também a ruptura das tubulações de gás. Claramente não afirma que as árvores seriam as responsáveis pelo possível dano.
    O texto afirma taxativamente que nos aspectos avaliados pela AJECI e CEAJ não foram abordadas as árvores, ou seja, não existe nenhum pronunciamento explícito nem sequer sugestivo sobre o corte ou retirada das figueiras.
    Finalmente, a preocupação das entidades limitou-se ao talude e, não existe um parecer definitivo sem que antes se façam avaliações e investigações técnicas mais profundas. Perfeito!
    Observações
    • Foi um erro de projeto colocar a tubulação de gás naquele lugar (próximo a um talude e das raízes das árvores que já estavam lá);
    • Quem foi o responsável pela análise do projeto e pela cessão do alvará para a SC Gás?;
    • Se a Prefeitura não recuperar os meio-fios que contém as águas superficiais que tem por função encaminha-las ao sistema de drenagem, teremos uma ação constante da água sobre o talude e sabemos bem que tipo de resultado isto trará (erosão + infiltração=ruptura). A situação de escorregamento recente é resultante de falta de manutenção e cuidado com o patrimônio público;
    • 90% do talude pode ser considerado estável pois não se percebem indícios de ruptura na maior parte do trecho e onde eles ocorrem há indícios visíveis de falta de manutenção da via que não recebe as correções necessárias;
    • A grande maioria dos taludes do rio cachoeira, que ainda são naturais, tem declividade muito semelhantes a do local ou até mais acentuada que a da Av. Herman Lepper;
    • A vegetação bem como as raízes das árvores sempre foram utilizadas como medidas corretas e de baixo custo para a estabilização de taludes. Porque neste caso elas estão sendo condenadas?
    • Alguns outros elementos externos tem contribuído para a desestabilização ou adensamento da via. como por exemplo o excesso de tráfego próximo ao talude bem como a falta de um dimensionamento adequado no projeto viário;
    • Existem em Joinville mais de 5.000 arvores que causam danos ao patrimônio público e privado, que colocam em risco pedestres, que impedem a acessibilidade universal, dentre outros problemas maiores ou menores. Como podemos avaliar então as prioridades?
    Certamente, a engenharia e a boa técnica permitem oferecerem-se soluções que podem salvar as árvores, proteger a tubulação de gás, estabilizar ou conter o talude e ainda oferecer a oportunidade do uso daquele espaço para a contemplação, se estiver dentro dos propósitos.
    Portanto, o assunto requer muito mais profundidade até que se condenem as árvores ou se avalize qualquer projeto.
    Sérgio Gollnick
    Arquiteto


    3 de março de 2008

    Quem avisa amigo é.....

    Neste espaço ja avisamos, com varios dos posts, sobre o risco que correm as figueiras da Beira rio, no texto As outras arvores, e ainda no texto Gostaria de entender, que foi publicado no AN Cidade, e ainda no texto Tem aqueles que chamam os outros de leigos, entre outros, quando alertamos, que a prefeitura municipal é a unica responsável da queda das arvores, que as podas de manutenção que vinham sendo feitas regularmente, foram deixadas de fazer, quando o meio fio que evitava a erosão, não foi mantido, quando deixou entupir e ate permitiu a destruição das bocas de lobo da rua Hermann August Lepper.
    Ainda os textos Para conhecer melhor as figueiras e As ruas da Argélia, fazem referencia a exemplos de como com uma manutenção adequada, algo que em Joinville é uma raridade ou uma exceção, não enfrentaríamos nenhum dos problemas que hoje enfrentamos.
    A prefeitura apostou no "quanto pior, melhor". Para poder derrubar as figueiras e todo o processo de abandono e de descaso esta documentado e provado.
    A queda de arvores, e já são duas, se produz pela falta de manutenção da prefeitura, que não consertou o meio fio caido, com o que a agua de chuva de todo o trecho da rua Hermann August Lepper, cai pelo talude do rio Cachoeira e acaba cedendo o solo.
    A prefeitura é omissa e negligente.

    28 de janeiro de 2008

    Para fazer justiça....

    Se você passa hoje, peal Avda. Hermann August Lepper, não terá mais oportunidade de ver mais o estado de abandono que mostra a foto do post Gostaria de entender, na realidade depois da polêmica que se iniciou, por conta das declarações do prefeito Tebaldi, com relação ao corte das Figueiras e das evidencias de abandono e descaso por parte da prefeitura municipal, o meio fio foi consertado.
    Levaram 2 anos.....mais é melhor tarde do que nunca.

    Gostaria de entender



    Todos nos temos aqueles temas, que não temos bem resolvidos, aqueles pontos que gostaríamos de entender melhor, claro que não temos e não teremos nunca todas as respostas e o fato de ficar com perguntas sem responder, deve ser um dos pontos que permitem o desenvolvimento e o crescimento do ser humano.

    Estes temas podem ser profundos, complexos e transcendentes, como por exemplo, saber se estamos sozinhos no universo ou saber quais os impactos, que o aquecimento global terá, na nossa forma de vida, como a conhecemos hoje.

    Ou podem ser muito mais prosaicos, triviais, como por exemplo, porque a prefeitura insiste em pintar os meio fios de branco?

    A cada meio ano, um grupo de funcionários, munido de baldes de tinta, sai a cumprir o seu trabalho que é o de pintar de branco ou de amarelo, dependendo do caso, os meio fios da cidade, no houve antes uma equipe que cuidasse do alinhamento, colocação, recolocação e limpeza dos meio fios, o que faz, que a pintura seja, muitas vezes uma lambida sobre a sujeira acumulada ao longo dos últimos seis meses, ou que a pincelada seja feita num meio fio caído, jogado ou torto, um belo exemplo disto é a beira rio, no tramo entre a Prefeitura Municipal e a Casa da Cultura, para os conhecedores a rua Hermann August Lepper, alguns meio fios estão jogados lá, faz mais de 2 anos, o que não tem sido impedimento para que tenham sido cuidadosamente pintados, pelos funcionários encarregados de tão importante missão.

    Menos sentido faz ainda quando vemos que a maioria das faixas de pedestres, não são pintadas, e muitas, não são repintadas, e me refiro as faixas de pedestres porque elas, si são importantes para a nossa segurança. Também poderiam me referir a sinalização horizontal de transito, que em geral é precária ou inexistente.

    Então faço aqui o meu apelo, gostaria de entender, porque dedicamos esforço e recursos públicos, para pintar e repintar os nossos meio fios, quando um bom jato d´agua, alem de muito mais econômico, seria mais útil, evitaríamos desta forma não só desperdício de dinheiro publico, e poderíamos nós dedicar a recolocar, alinhar, limpar e refazer os meio fios, que tanta falta fazem na maioria das nossas ruas.

    Em tempo, a Prefeitura Municipal, no seu informativo " Joinville em Ação" do mes de novembro, informa que "Joinville é um grande polo econômico e turístico. Para atrair cada vez mais os visitantes e também os moradores a secretaria tem trabalhado na pintura do meio-fio."

    Como ficou claro, com esta informação, que a Prefeitura tampouco sabe porque pinta o meio-fio eu fico pacientemente no guardo das sugestões dos leitores.

    Publicado no AN Cidade

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