Mostrando postagens com marcador passarela Charlot. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador passarela Charlot. Mostrar todas as postagens

25 de março de 2012

Um marco arquitetônico para Joinville


Uma obra de arte

Finalmente ficou concluída a passarela que une de forma permanente uma e outra margem do Rio Cachoeira. A ligação entre dois ícones da nossa arquitetura local, o Centreventos e a Câmara de Vereadores é completada com uma obra de arte da nossa engenharia. Nem poderia ser diferente, ambas as construções mereciam uma passarela que rivalizasse em elegância e criatividade com dois dos principais marcos arquitetonicos de Joinville.

Finalmente temos uma obra, planejada, projetada e executada nesta gestão que nos provoca uma vontade irresistível de gritar: “Agora sim!”, depois de tanta obra menor, de inauguração até de sinaleiros, de praças com o pomposo titulo de parques, finalmente temos um novo referencial urbano, uma obra que teria merecido ser premiada num concurso internacional de idéias, uma obra que reúne em poucos metros toda a elegância, arrojo e leveza que a engenharia local é capaz de colocar numa única obra.

A passarela rivaliza com algumas das pontes de pedestres mais famosas do mundo, sejam elas da beleza do Puente de la Mujer, projetada por Santiago Calatrava para unir as duas margens de Puerto Madero, em Buenos Aires , ou a passarela que une as margens do Rio Clyde,  em Glasgow, no Reino Unido. Para não deixar de ser um pouco bairrista, a nossa passarela tampouco pode ser comparada em beleza, com a construida em Can Gili, Granollers na Espanha. Nenhuma delas, por citar algumas das centenas de passarelas que podem e devem ter servido de inspiração aos nossos profissionais locais, chega perto da nossa passarela.

É bom que finalmente abandonemos esta mediocridade que parecia enquistada em Joinville e busquemos novos desafios, acreditemos que podemos sim, nos comparar com o que há de melhor no mundo da engenharia, da arquitetura, do design e que podemos competir de igual a igual com os melhores do mundo. Quem poderia não se emocionar com a beleza de uma obra como esta? Como alguém poderia ficar insensível a tanta criatividade, a um uso tão comedido dos recursos públicos? Como alguém poderia deixar de elogiar a qualidade, o profissionalismo, a lisura e a transparência com que são tratadas as obras publicas? E hora de acreditar que sim, que é verdade que as coisas aqui em Joinville agora são feitas de forma diferente, que não se fazem mais como se faziam antes.

Milhares de turistas virão a Joinville exclusivamente para visitar esta nova jóia da arquitetura continental. Centenas de estudantes de engenharia de todo o pais, olharão impressionados, a leveza da passarela e desejaram ser capazes de desenvolver os complexos cálculos matemáticos que conseguiram reunir numa única peça a elegância, a escolha dos materiais adequados e o conhecimento técnico que culminaram nesta obra prima. E poderemos estar de novo orgulhosos de nossa cidade. Nem deveria ser preciso dizer que este texto é fruto do flerte com a mais pura fantasia.

23 de fevereiro de 2012

Perguntas e mais perguntas

A coluna Observatório do jornal Noticias do Dia informa: 


O vereador Osmari Fritz (PMDB) formulou pedido de informações para a Prefeitura de Joinville sobre a ponte Charlot. Fritz quer saber se houve adicional (custo extra) depois que a estrutura da ponte foi colocada e depois retirada após detectadas falhas na estabilidade. Fritz quer saber também quem errou no projeto inicial.


Correta a preocupação do vereador, agora a esperar as respostas. 



16 de janeiro de 2012

Silencio pouco habitual


Estranho silencio

Os outrora loquazes hoje guardam um estranho silencio, até agora nenhuma nota oficial, nenhum comunicado e principalmente nenhuma ação concreta para identificar qual é o problema com a passarela ou ponte do Charlot. Este governo insiste em cometer erros antigos, colocando nomes pomposos a coisas normais. Passarela é passarela e ponte e ponte. Reservatório de água é uma coisa é Mega reservatório é outra. Parque é uma coisa e três praças são outra, mas vamos lá, deve ser coisa da própria inexperiência, pecados de juventude, combinados com maus exemplos anteriores.

Há uma falta de transparência na forma como este tema da passarela esta sendo tratado pela administração municipal. É estulto imaginar que as pessoas acreditam na versão divulgada até agora. Não é normal fazer um projeto, do qual faz parte inerente o calculo da estrutura, executar a estrutura de acordo com o projeto e depois ter que retirar a estrutura, utilizando maquinaria pesada, reforçar a estrutura e colocar de volta, não pode ser considerada a pratica normal em engenharia. O que lamentavelmente tem se convertido numa pratica habitual nesta época e nesta cidade é não cumprir prazos e na maioria dos casos não respeitar tampouco o orçamento previsto, fazendo do aditivo de contrato uma pratica rotineira.

15 de janeiro de 2012

O que é ruim a gente não mostra




Parafraseando o ex-ministro Rubens Ricupero o que ruim a gente não mostra, este conceito tem muitos adeptos em todo lado e Joinville não poderia ser diferente. O estranho episodio da passarela, que algum dia unirá as duas margens do Rio Cachoeira, frente à Câmara de Vereadores, que considerou esta uma das obras prioritárias para a cidade e até destinou quase R$ 500.000 das chamadas “sobras” do orçamento do legislativo municipal, é uma destas oportunidades em que “O que é ruim a gente não mostra” ganha força.

Antes do natal a obra inexplicavelmente parou depois de colocadas as vigas metálicas unindo as duas margens, e quando parecia que a passarela entrava na reta final da construção, na que poderia ser uma das poucas obras, por não dizer a única, que se concluiria no prazo e previsivelmente dentro do orçamento aprovado, sem os famosos aditivos. A olho nu era perceptível a flexão negativa das vigas metálicas, inclusive sem que fossem colocadas as placas de concreto que formarão o piso da passarela. A obra parou. Havia um impasse. A informação oficial, ou melhor, oficiosa era que a empresa tinha dado feria coletivas a maioria dos seus funcionários. Quando em janeiro as “férias coletivas” continuaram e a obra permaneceu parada, surgiram, com veemência, os primeiros comentários sobre o que poderia estar acontecendo com a passarela. Até lá nenhuma posição oficial da prefeitura, e não por falta de profissionais que pudessem informar do que estava acontecendo. A máxima que o que ruim a gente esconde estava funcionando a todo vapor. É difícil esconder um elefante numa plantação de morango e é isto o que estava tentando fazer, intentar ocultar a situação da sociedade.

O mais provável é que estivessem todos focados em buscar quem poderia ser responsabilizado, porque se você tem um problema, mas achou alguém a quem culpar então você já não tem mais problema. No caso da passarela hoje há dois problemas, um aparentemente de engenharia, seja ele de projeto ou de execução, a apuração independente e isenta deverá dizer quem é o responsável e o que deverá ser feito para resolver o problema. O outro problema é de credibilidade de uma organização que opta por esconder durante mais de três semanas um problema grave, imaginando que ninguém vai perceber e que seja possível ficar calado. O que esta atitude coloca em evidencia são outras ações, erros ou informações são surripiadas porque não são convenientes. Há neste caso evidencias fortes de ausência de transparência, de falta de governança e de respeito para com a sociedade.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

22 de dezembro de 2011

Passarela ou pinguela?



A obra passarela do Charlot avança. No ritmo habitual das nossas obras publicas, as imagens mostram o estado da obra, alguns engenheiros insistem em alertar que a estrutura metálica da passarela mostra um grau de flexão estranho. Os leigos podem identificar o grau de flexão pelo arquejamento que a estrutura evidencia inclusive antes que sejam colocadas as placas de concreto que formaram a passarela.





Há também duvidas se as bases da passarela não produziram um estreitamento da calha da Rio Cachoeira neste ponto ou ainda se a borda inferior da viga metálica que forma o vão da ponte não esta abaixo da cota da água na maré alta com chuva. Se estes pontos fossem comprovados se produziria um represamento do rio e poderia aumentar no nível de alagamento desde este ponto e a sua montante. Influenciando o Rio Cachoeira e todos os seus afluentes.


Como não foi apresentado o projeto de engenharia da passarela e só foram divulgadas, como é habitual nesta administração, imagens ilustrativas é normal que surjam duvidas e que as fotos deste post acabem criando mais inquietude que tranqüilidade entre os moradores que possam ser afetados pelo impacto da obra.
Se, como as imagens parecem corroborar, há uma flexão no vão da passarela, a obra poderá precisar de ajustes, reforços e até ser refeita, o que ocasionaria um custo adicional e comprometeria o orçamento aprovado. É bom ficar de olho. 


Em tempo o orçamento previsto é de R$ 426.000



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...