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2 de janeiro de 2010

7 de fevereiro de 2009

Isenção e Etica


Isenção e Ética são temas delicados, tanto que devem ser aprendidos em casa e se preferencialmente na infância, para que contribuam a uma firme formação cívica e moral do individuo. Numa cidade, como Joinville, que ao mesmo tempo é a maior cidade do estado, uma das 3 ou 4 maiores da região sul, tem atitudes e cultura provinciana, de cidade pequena do interior, como se nunca conseguisse superar a sina da sua origem colonial estes temas parecem ambíguos e as vezes mudam dependendo dos envolvidos.

Ocupar ao mesmo tempo um cargo publico, principalmente se for comissionado e escrever profissionalmente num jornal ou ter um programa de radio ou televisão, em que sejam tratados temas e assuntos relativos ao próprio cargo, pode gerar situações potencialmente conflitantes. Nada que não possa ser facilmente superado por profissionais competentes, que conseguem manter claramente separados cada um dos cargos e dos espaços profissionais que ocupam. Claro que o que para uns é claro e diáfano, como um manguezal numa noite de lua nova, pode criar confusão na cabeça dos leitores e ouvintes.
Poderia ajudar muito se cargos públicos e espaços privados, quando houvesse conflito de interesses, não coexistissem simultaneamente.

O terreno da ética é um terreno escorregadio, cheio de armadilhas em que mesmo os mais versados e experientes, cometem por vezes erros infantis. Muitas profissões tem além do seu código de ética, a sua deontologia especifica que estabelece os deveres, os princípios e os fundamentos morais de cada profissão. O que não é possível é definir e detalhar um código de ética para cada individuo, porque alguns não tem a menor noção do que isto possa vir a ser. Passando a achar normal situações que em outras sociedades poderiam ser consideradas achaques, chantagem ou inclusive prevaricação.

30 de dezembro de 2008

O contador de centavos



Numa viagem recente, Sentou ao meu lado um menino de uns nove anos, ao seu lado uma senhora que pela idade e pelo carinho e atenção que lhe dispensava, só poderia ser a sua avó.
Pela frente duas horas de proximidade e de forçada intimidade. Aos poucos o menino começou a procurar nos bolsos da sua calça e das suas mãos ainda pequenas começaram a surgir moedas, pequenas moedas de um centavo, nem lembrava que existiam, de cinco centavos e algumas, poucas, de dez centavos.
O seu punho cheio de moedas se abria aos poucos e com a dificuldade natural de gente tão jovem, começou a contar, a formar pequenos montes, e durante tempo interminável, contou e recontou a sua fortuna.
O jovem poupador tinha conseguido o que aos seus olhos, parecia uma verdadeira fortuna, depois de contar e recontar, de trocar e voltar a trocar de um bolso, para outro, concluiu a sua tarefa. Não pude deixar de perguntar, quanto era o valor do seu tesouro, ele orgulhoso respondeu 3,42.
O orgulho na sua mirada, transmitiu, num átimo o quanto de esforço, o quanto de poupança estava acumulada naquela pequena fortuna. Não pude deixar de sentir uma pitada de orgulho, deste pequeno poupador, que construiu o seu pequeno tesouro na persistência, no esforço e na perseverança.
A experiência me transmitiu uma mensagem de esperança e me levou a acreditar que os valores do trabalho e do esforço, ainda têm vez e lugar neste país.
Acabou a viagem e ficou na minha memória a imagem da avó dizendo ao neto, com orgulho, você este rico e o brilho nos olhos do pequeno poupador.
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