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11 de setembro de 2011

O Pendulo (*)


Tudo na vida parece regido pelo poder do pendulo, tudo o que vai, vem. Tudo o que sobe, desce. Joinville não poderia ser diferente.

Passamos de uma administração municipal carrancuda e pouco habituada a escutar os anseios da população, a outra alegre e festeira que permanece numa eterna assembléia. Do modelo discricionário anterior, a um modelo em que tudo esta por definir, em que a sociedade participa a traves de conselhos, comites e reuniões intermináveis. E tudo isto, para que os aumentos que são negados num dia, sejam concedidos no seguinte. De um modelo de gestão apoiado no rancor, para um modelo baseado na memória fugaz.

Passamos através de um movimento pendular a conhecer uma outra forma de governar. Um outro jeito de tratar as coisas da cidade. O que não quer dizer que seja melhor, é diferente. É importante entender que cada um dos dois extremos deste movimento pendular representa posições extremas e que a sociedade tradicionalmente busca o equilíbrio, a traves de um percorrido as vezes errático e vetorial, quase nunca direto e com certeza mais penoso.

Governar olhando, escutando e principalmente pensando nas pessoas, parece um caminho melhor que faze-lo de costas a elas, porem convocar reuniões intermináveis, para decidir coisas de pouca importância ou convidar a sociedade a se manifestar sobre temas fúteis, em que as pessoas se sintam usadas, acabará levando a uma perda de credibilidade deste modelo participativo, que se esgota pelo excesso de participação e falta de resultado.

Ninguém gosta de não poder contribuir, como gostaria ou sentir que o seu bem mais precioso esta sendo desperdiçado. Porque é o tempo o elemento que iguala a ricos e pobres, a letrados e incultos, concedendo-nos, 24 horas por dia a cada um, para utilizar-los como melhor desejemos. E participar de conselhos que não aconselham, de audiências publicas que não decidem, ou de reuniões que não resolvem, não parece a melhor forma de utilizar os 1.440 minutos que marca o pendulo do relogio todos os dias.

10 de abril de 2011

Memoria seletiva


O jornalista Jefferson Saavedra, publicou na sua coluna Portal, no jornal A Noticia o seguinte texto:

Ainda dos anos 90

O ex-prefeito Marco Tebaldi garante que a maior parte da dívida de quase R$ 6 milhões da Conurb com empresa de fotossensores vem ainda do governo Freitag. Depois de quase 15 anos, a Prefeitura reconhece o débito que também se formou no governo LHS – o “serviço foi feito e tem de ser pago”, diz Carlito Merss – e começa a pagá-lo em parcelas. Tebaldi diz que na sua administração tudo foi pago em dia.


A memória ou melhor a falta dela esta jogando uma má passada ao ex-prefeito Marco Tebaldi. Posso assegurar que no tempo em que fui presidente da Conurb (1997 a 1999) não ficou nenhuma pendência com a empresa Fotosensores. Tendo a Conurb pago sempre em dia todas as contas. E que tampouco existia nenhuma divida anterior da Conurb ou do Fundo Municipal de Desenvolvimento com a citada empresa.

19 de junho de 2010

Campus da UFSC

A coluna Portal do jornalista Jefferson Saavedra do jornal A Noticia divulga texto do ex-prefeito Marco Tebaldi com o titulo:

“Tem espaço”

“Ah, esqueceram quem comprou a área, o que vale agora é só aquele pedacinho do Sinuelo? Graças ao nosso esforço, a UFSC veio para cá. Tínhamos 30 dias para fazer a compra e negociamos com o Sinuelo para não atrasar. E o posto ficou com aquela faixa. Mas compramos 1,2 milhão de metros quadrados. Ficaria melhor com a área do Sinuelo? Ficaria. Mas tem muito espaço lá, tem dois quilômetros da frente ao fundo”, diz Tebaldi.

Confirmada a informação, a insistência para adquirir e a pressa da Prefeitura Municipal em faze-lo poderia gerar mais duvidas. Se por um lado é inegável a importância que tem para Joinville e região a vinda da UFSC, não parece que tenha que acontecer a quaisquer preço e com certeza não a quaisquer custo.

Se entre as prioridades do orçamento municipal para 2010, esta a de gastar mais de R$ 3 milhões em adquirir um imóvel, que na época já se considerou desnecessário, alguém pode perguntar se Joinville não tem outras prioridades mais prementes.

2 de setembro de 2009

Tem novo blogueiro na area

O ex- prefeito Marco Tebaldi lançou o seu blog

Com as caracteristicas que lhe são peculiares o ex-prefeito ataca de blogueiro.

O blog que se intitula "uma visão critica sobre Joinville e região" ( guarda uma curiosa semelhança com este, na forma e na diagramação) aproveita a brecha que a legislação eleitoral abriu, para que políticos, com projetos políticos em 2010, possam utilizar a internet para divulgar os seus projetos políticos.

Particularmente considero que o neo-blogueiro poderia se sentir mais a vontade utilizando o Twitter, porque ao utilizar textos mais curtos e menos complexos. Seriam mais adequados ao perfil lírico do ex-prefeito. Leitores avidos de abordagens mais profundas ou textos inteligentes, podem não ficar satisfeitos com o nível dos posts. Mas quem conhece o ex-prefeito não devem se sentir defraudados. O Blog é fiel ao perfil do autor.

Joinville ganha um novo blog. Não deve chamar a atenção de quem esteja interessado em textos profundos ou com maior conteúdo, o blog parece mais orientado para a auto promoção e a propaganda politica.

15 de março de 2009

Para pensar....


Se Carlito antes de começar a governar tem que arrumar tudo o que o Tebaldi deixou. Ficará sem tempo para governar.

14 de março de 2009

“Eu não sou candidato a prefeito em 2012.
Nunca mais vou concorrer a prefeito.
Isso não vai mudar.
Em seis anos, fiz o que pude como prefeito.
Cumpri meu papel. Voltar para lá para quê?”.


Marco Tebaldi, Engenheiro Sanitarista e Ex-prefeito de Joinville.

Frase publicada no Jornal A Noticia pelo Jornalista Jefferson Saavedra.

14 de fevereiro de 2009

A outra Joinville


Me sinto como se tivesse acabado de acordar de um sonho e estou vivendo um pesadelo. Em pouco mais de 30 dias a Joinville maravilhosa, mais, super, melhor cantada em verso e prosa, como a melhor cidade do mundo, embalada por uma campanha publicitária que agora se mostra vazia e mentirosa, acabou. Não quedou rastro.


As Secretarias Regionais estão sucatadas, não é possível imaginar que isto tenha acontecido em 30 dias, à impressão que fica e que já estavam assim faz muito tempo e que esta informação era ocultada do joinvilense. Sem maquinas, sem peças de reposição, sem estrutura operacional adequada, fora das dúzias de cargos comissionados, as secretarias não conseguem atender as demandas mais preementes da população.


O turno intermediário continuará a pesar das promessas feitas durante a campanha eleitoral, por um e outro candidato. As afirmações do prefeito que saiu, se mostram hoje vazias e fantasiosas, as escolas continuam fechadas, as obras inacabadas e as chuvas, não podem ser utilizadas como escusa para os atrasos, que deixam novamente sem o direito a educação de qualidade.


Além da falta de remédio de uso continuado nos postos de saúde e nos PAs 24 horas, agora tambem os Joinvilenses que sofrem de câncer continuam sendo tratados com uma tecnologia antiquada e mais traumática, como a bomba de cobalto, construída na gestão Freitag, na primeira, se não me falha a memória. E uma nova casamata não foi construída, por descaso e sem-vergonhice, porque não se me ocorrem outras palavras para descrever a criminosa omissão, que condena aos pacientes, que dependem da saúde publica a recorrer a alternativas piores e menos eficazes que as disponiveis.


Não tem faltado recursos para a Arena, nem para o Bulevar, nem para a reforma das praças, todas feitas com recursos próprios do município, fora outras despesas e obras de duvidosa importância e necessidade. Como não tem faltado recursos para carros, celulares e assessores parlamentares na Câmara de Vereadores.


Porque só agora a imprensa noticia fatos que não são novos? Que mudou? Será que esta instaurada uma campanha de denuncismo? Com certeza que não pode ser acusado de denuncista quem mostra a verdade que estava oculta, que ficou mascarada por uma imprensa que parece ter estado comprometida com o poder, seja ele qual for. Quem informa tem a obrigação de fazê-lo com isenção, por dura que seja a verdade. Joinville tem o direito de saber e a imprensa, inclusive este jornal tem a obrigação com os seus leitores de informar, sem ocultar nada por grave que seja.


A imagem deste post esta disponível no site do jornal A Noticia


Publicado no Jornal A Noticia


Carta publicada no Jornal A noticia no dia 20 de Fevereiro

A outra Joinville

Quero parabenizar Jordi Castan pelo artigo “A outra Joinville” (17/2, página 10). Ele conseguiu repassar o sentimento de moradores dos diversos municípios de Santa Catarina onde houve mudança no poder.

Minha opinião é de que, na transição, contrate-se uma auditoria externa, para o fechamento das contas, sem ficar esse empurra-empurra de querer descobrir quem fala a verdade, se a atual administração ou a anterior. Outro fato é a preocupação se conta com a maioria ou não na Câmara de Vereadores.

Ora, vereador está lá para legislar e aprovar projetos que sejam bons para o município. Se cumprissem o papel para o qual foram eleitos, não precisava prefeito nenhum ficar preocupado se tem minoria ou maioria.

Claudio S. Sousa

São Francisco do Sul

4 de fevereiro de 2009

Agora entendo melhor.


Entender Melhor.

O tempo nos permite enxergar melhor as coisas, também a distancia facilita que possamos ver desde uma perspectiva diferente e poder entender melhor as coisas. O poeta J.V. Foix, escreveu “É ao dormir que enxergo com claridade”. Do mesmo modo algumas situações que num momento determinado nos parecem confusas e pouco claras, de repente aparecem com diáfanas e simples de compreender.


No final do ano passado, nos últimos dias do governo do prefeito Marco Tebaldi, a Câmara de Vereadores debateu e aprovou o pagamento de um divida antiga, da época da construção da Arena Joinville, uma divida que naquele momento não parecia tão urgente, porque já estava atrasada mais de 3 anos, poderia por tanto ser paga depois., porem que mesmo assim foi aprovada e provavelmente tenha sido paga, com rapidez surpreendente.


Ao iniciar o ano, alunos da rede publica, não poderão iniciar as aulas na data prevista porque as obras de reforma das suas escolas não foram concluídas a tempo.Antes que algum expoente da gestão anterior, se apresse a justificar o atraso, por conta das chuvas, que parecem agora o unico motivo de todos os atrasos e do caos administrativo em que foi deixada a cidade. Uma pessoa acima de quaisquer suspeita, tido por amigos e desafetos, por ético e correto, o que depois de permanecer mais de 12 anos como Secretario de Educação de Joinville, convenhamos avaliza a sua credibilidade. O ex-Secretario de Educação, Professor Silvio Sniecikovski declarou que houve um corte de recursos nos meses finais da gestão anterior que impediram a conclusão das escolas nos prazos previstos. Nada a ver com chuvas e outras intemperies.


Agora ficou claro, qual era o problema, não foi o excesso de chuva e sim a sequia de recursos, convenientemente drenados para outras áreas prioritárias, como seria o pagamento de velhas dividas, originadas na construção da Arena Joinville.


Parece que a educação deveria ser a prioridade numero um, até antes que a saúde, mas o Pão e Circo, foram priorizados nos últimos dias de 2008.


Em azul a nota publicada na coluna do Jefferson Saavedra no jornal A Noticia, durante a interinidade de Rosane Felthaus

O que diz o ex-secretário

Ontem, ao comentar a entrevista do secretário Marquinhos Fernandes ao jornal “A Notícia”, o ex-secretário Sylvio Sniecikovski atribuiu o atraso na conclusão das quatro escolas municipais e a lentidão das obras nas unidades interditadas pela Vigilância Sanitária ao corte orçamentário. “O pessoal que cuidava das finanças emperrou a liberação de verbas no apagar das luzes do governo e prejudicou a educação na reta final da gestão.”

3 de fevereiro de 2009

Em quanto novo administrador...


Não consegue fechar as contas, o antigo gerente festa na praia.
10 % da costela foi doada a entidades beneficientes.
Até porque 10 % é um numero magico que traz sorte.

9 de janeiro de 2009

Segunda leitura da nova equipe

As pessoas estão muito impacientes, esperando que já desde o primeiro momento a gestão Carlito, imporia um ritmo diferente. Se por um lado, é possível identificar uma forma diferente de trabalhar, também é verdade que algumas ações de maior impacto não tem acontecido ainda, o que tem deixado a uns e outros um pouco decepcionados, talvez por esperar demais.

Algumas das constatações dos primeiros instantes da gestão:

- Em geral as mesmas pessoas e equipes que trabalharam na gestão Tebaldi, estão sendo mantidos, nos mesmos postos e alguns ainda foram promovidos. Por tanto ficará difícil imaginar mudanças significativas.
- O processo de inicio de funcionamento da maquina, estão lentos, o que pode ser o resultado da demora em definir a equipe.
- Não houve o cancelamento do aumento absurdo do valor do Cartão Joinville
- Surpreende descobrir o poder quase total que o ex-secretário do Planejamento Antonio Poletini, detinha, sobre tudo e sobre todos.
- O período de ferias esta dando uma folga para que a equipe nova se entrose e comece de verdade a trabalhar.
- A forma como será tratado o aumento do transporte coletivo, servira de balizador, sobre o que devemos esperar da nova gestão.
- A Secretaria de Educação, que parecia mais redonda na gestão Tebaldi, esta dando ao vereador Marquinhos mais dor de cabeça do que ele tinha imaginado. Imaginem nas demais secretarias...
- É muito mais fácil ganhar a eleição que administrar Joinville, com uma coligação tão díspar.
- Ter um perfil mais académico, não é sempre garantia de bom desempenho, as vezes muito curriculum não vem acompanhado do mesmo desenvolvimento na hora de executar.
- Destacar o importante papel estratégico da Primeira Dama, Marinete Merss, que alias da um outro significado ao título de Primeira Dama
- Os joinvilenses precisam ser um pouco mais pacientes. Não se deve esperar nenhum resultado significativo a curto prazo.

2 de janeiro de 2009

Na hora da troca de comando na Prefeitura.

Ninguem deixa o cargo de presidente com o mesmo prestigio e respeito que o levou a ele.
Thomas Jefferson (1743-1826) Político Estacionamento.

A frase de Thomas Jefferson é duplamente inteligente, porque permite duas leituras distintas, ambas verdadeiras. Qual é a sua?
O prefeito Marco Tebaldi, saiu do cargo com mais prestigio e respeito, ou ficou com menos, daquele que tinha ao assumir?
E Carlito Merss, acabara seu mandato, com mais prestigio, ou concluirá desgastado e em crise?

31 de dezembro de 2008

Para pensar acordado




Ao concluir a gestão do prefeito Marco Tebaldi, um conhecido provérbio italiano, pode servir de reflexão.

Ao término do jogo, o rei e o pião voltam para mesma caixa.

A vida segue e não tem nada tão reconfortante, como um dia depois do outro.


25 de dezembro de 2008

Joinville 2002 / 08


Como não poderia deixar de ser a Administração Municipal que agora se encerra, quis se despedir em grande estilo, com a publicação de relatório Governo de Joinville 2002/08 Construindo o Futuro. Alem de um gasto desnecessário de recursos públicos o trabalho merece ser discutido com a sociedade, depois que o prefeito não tenha conseguido eleger o seu sucessor, devemos considerar que a população não tenha se mostrado satisfeita com a sua gestão e que dificilmente a maioria dos projetos inconclusos ou propostos, sejam levados a cabo, menos ainda da forma que foram propostos.


A peça que mistura em proporções iguais realidade e ficção sintetiza com brilhantismo o que tem sido estes seis anos de administração municipal. Como este espaço já tinha adiantado em outros textos, muitas das obras que esta administração tem realizado nos últimos meses, tinham um objetivo meramente estatístico, como por exemplo, a implantação de ciclo faixas, que a prefeitura insiste em chamar de ciclovias, mesmo sem ser. Com isto passa a ser possível publicar informações como a de que Joinville passou de 10 km de ciclovias em 2004, a 64 km em 2008. ou que os corredores de ônibus passaram de 800 m em 2004, a 37 km em 2008.

Capitulo especial merece o referente aos parques, neste capitulo a prefeitura municipal, continua confundindo realidade com fantasia, mostrando desenhos e maquetes digitais, para preencher os buracos dos parques que Joinville continua sem ter. Sem esquecer que a pesar de todos os parques propostos e contratados, Joinville continuara um ano mais sem ter o grande parque de lazer que tanto precisa. Os projetos apresentados e em implantação estariam mais bem inseridos no capitulo pavimentação. Joinville não conseguira resolver a sua carencia de espaços verdes, com estes projetos, da mesma forma que o Parque Caieras, ou o Morro do Finder, não serviram para atender as carancias de uma sociedade que precisa de mais espaços de lazer.


Para concluir esta breve analise, só destacar o cinismo que o documento exibe ao falar do Planejamento Estratégico. Afirmar que o Planejamento Estratégico foi utilizado para elaborar o Plano Diretor, alem de ser uma inverdade, ofende a todos os que de ambos projetos participaram, seja no Pensando Joinville, ou no Conselho da Cidade. O ou do Cadastro Único de nossos 500.000 habitantes, que esta longe de ser uma realidade.


Ainda destacar, que mais da metade das 64 paginas do material publicitário, exatamente 37, fazem referencia a trabalhos não concluídos, inacabados ou que nunca saíram do papel. A forma de governar que tem sido a habitual, olhar a cidade a traves de um fantascópio de um modo tal que fica impossível para governantes e governados distinguir a realidade da fantasia.

11 de dezembro de 2008

É possivel que o prefeito Marco Tebaldi...

..fique bem entretido nos meses e anos proximos, caso se confirmem as diversas ações que correm na justiça, em que o seu nome é citado.

Uma delas envolve a adquisição do imovel da UFSC

MPF e MP/SC questionam desapropriação de terrenos para implantação de campus da UFSC - 01/7/2008 17h49min

Superfaturamento de terrenos foi comprovado por laudo pericial.

O Ministério Público Federal (MPF/SC) e o Ministério Público Estadual de Santa Catarina (MP/SC) ajuizaram ação de improbidade administrativa devido ao superfaturamento ocorrido nas desapropriações de terrenos para implantação do campus universitário da Universidade Federal em Santa Catarina (UFSC) em Joinville.

A ação foi proposta contra o município de Joinville, o estado de Santa Catarina e as empresas Comercial Sinuelo e Esperança Administradora de Bens. A ação também foi proposta contra Ademiro Palmério Custódio, Divaldo Marcon, Alceu Valdo Juliani, Ubiraci José da Silva, Perci Muller, Hélio D'Aquino, Vicente Ruon, Osmarina Ruon, Fábio Luiz Tavares e Marco Antônio Tebaldi, todos infratores da Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92).

Caso condenados, os réus terão que reparar os cofres públicos pelos danos provocados e por terem se beneficiado diretamente das práticas imputadas, além de estarem sujeitos a todas as demais sanções da Lei de Improbidade Administrativa, como perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez ano. As únicas exceções são Vicente e Osmarina Ruon, pois não foi constatado superfaturamento no imóvel expropriado pertencente a estes dois particulares.

Em caráter liminar, os MPs querem que seja confirmada a suspensão do pagamento das parcelas remanescentes das desapropriações e que são de responsabilidade do estado de Santa Catarina, cujos valores deverão ser depositados, nas respectivas datas de vencimento, na Conta Única do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina. Caso os valores sejam repassados pelo estado de Santa Catarina em favor do município de Joinville, deverá este efetuar os respectivos depósitos mensais, sob pena de responsabilidade criminal por desobediência à ordem judicial. Os MPs querem também que seja determinada a indisponibilidade dos valores eventualmente depositados nas contas dos desapropriados, cada qual até o limite dos depósitos individuais efetuados pelo município.

Em caráter final, a ação requer que sejam declarados nulos ou viciados os laudos das avaliações dos terrenos. Em conseqüência, requer que sejam declarados nulas as escrituras públicas e os registros imobiliários, relativos à aquisição dos respectivos imóveis, com condenação para que sejam devolvidos aos cofres públicos os valores já percebidos, devidamente corrigidos. Pede ainda que seja declarado nulo o convênio celebrado entre o estado de Santa Catarina e o município de Joinville.

A ação foi encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça para apurar crime praticado pelo prefeito Marco Antônio Tebaldi, autoridade com foro privilegiado em matéria criminal. A ação foi ajuizada pelo promotor de Justiça Assis Marciel Kretzer e pelo procurador da República em Joinville Mário Sérgio Ghannagé Barbosa.

Entenda o caso - Conforme a ação, os dez imóveis desapropriados, que totalizam uma área de 1.181.190,07m², foram avaliados pelo município de Joinville em R$ 9.447.400,00. Porém, o laudo de avaliação solicitado à Presidência do Fundo de Reconstituição dos Bens Lesados do Estado de Santa Catarina, realizado por profissional habilitado, concluiu que os imóveis adquiridos pelo município tiveram um superfaturamento de R$ 2.624.884,00.

Outro ponto questionado pelos MPs é o favorecimento dado em favor da Comercial Sinuelo. De acordo com a ação, o prefeito de Joinville permitiu que a empresa Comercial Sinuelo Ltda., já favorecida com superfaturada expropriação de sobra de suas terras, obtivesse ainda mais enriquecimento ilícito, uma vez que esta permaneceu com o domínio da parcela mais valiosa do imóvel originário, justamente a acessível à BR-101.

Além do favorecimento e do superfaturamento, a ação aponta a questão que envolve o contorno ferroviário de Joinville. O laudo beneficiou os particulares expropriados, uma vez que não considerou esse problema na elaboração da avaliação: "Mostra ainda a facilitação da comissão de avaliadores ao superfaturamento, ao final permitido com a conivência do prefeito requerido, a existência de dois projetos, um de engenharia e outro de desapropriação de áreas destinadas ao desvio ferroviário da cidade de Joinville (ambos de conhecimento e contemporâneos ao governo Tebaldi)". Para os MPs, os projetos foram propositadamente ignorados nos laudos oficiais, visto que certamente se apresentariam como variantes negativas à pretendida supervalorização dos bens.

Na ação, além das dúvidas despertadas em relação às próprias avaliações dos imóveis desapropriados, foi levantada a inexistência de projeto, de viabilidade ou definitivo, ou mesmo aceno oficial do governo federal nesse sentido, que importasse em garantia de que os recursos públicos fossem eficazmente aproveitados com a construção de um campus universitário em Joinville, ou mesmo de que os imóveis desapropriados fossem compatíveis ao objetivo do empreendimento.

O município de Joinville já efetuou o pagamento aos expropriados correspondente a 40% do valor das avaliações, no total de R$ 3.818.578,85. Em contrapartida, o estado de Santa Catarina se comprometeu, por convênio, ao pagamento do restante, no total de R$ 5.668.449,00, a serem desembolsados em dez parcelas.

Cautelar - Em abril, o MPF/SC e o MP/SC, em conjunto, ajuizaram ação cautelar (nº 038.08.017947-6) perante a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Joinville, por meio da qual foi obtida decisão liminar favorável que determinou a suspensão dos pagamentos aos ex-proprietários das terras desapropriadas. Com a efetivação da medida liminar, o Ministério Público teve um prazo para o ajuizamento da ação principal, período durante o qual aguardou a realização de exame pericial. Concluída a perícia, foi apresentada a presente ação civil pública cumulada com ação para aplicação das sanções pelo cometimento de improbidade administrativa.

Ação nº 038.08.037176-8


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República em Santa Catarina
(48) 2107-2466

maiores informações neste link Imovel UFSC


9 de dezembro de 2008

Para lembrar...


Projeto do trevo novo, para atender ao Angeloni, que deveria ter ficado pronto antes do dia 4 de Dezembro, e que no dia 10 ainda não ficou concluído. O Supermercado foi inaugurado sem que os acessos fossem entregues no prazo. Para um leigo, pode parecer que é mais complexo construir um hipermercado que fazer as alterações no transito em volta, para que os clientes possam chegar e as ruas em volta não fiquem totalmente congestionadas.


Prefeito entrega Alvará de demolição da Casa Amarela ao gerente do Angeloni em 2 de Julho de 2008. Imprevidência e desorganização, não permitiram que a parte de responsabilidade da prefeitura, paga com os impostos dos contribuintes, fosse concluída no prazo.

1 de dezembro de 2008

O flotflux no meio da enchente

Uma bela imagem do site Terra, mostrando o nosso Flotflux funcionando a toda potencia, para melhorar a qualidade da agua do Rio Cachoeira. Quanto foi que custou?

29 de novembro de 2008

As arvores da praça Nereu Ramos


O texto publicado no Anexo Idéias do Jornal A Noticia deste domingo,pelo Arquiteto Marcel Virmond Vieira, faz a afirmação que a arvore que caiu na praça Nereu Ramos, estava doente e com problemas fitosanitarios.
A arvore que caiu na praça Nereu Ramos, não estava doente, mas era sim uma arvore tombada pelo município e NENHUM tratamento o cuidado recebeu desde que foi tombada pelo próprio prefeito Tebaldi. Na realidade houve omissão de poder publico, como tantas outras vezes, na proteção de um bem tombado.
para não ter duvidas forma protegidas pelo
DECRETO N 12.388, de 02 de maio de 2005. As arvores em questão são as referidas na letra a) do mencionado decreto.Que alias atesta o estado fitosanitario satisfatório das duas arvores.
Ainda o decreto estabeleceu no seu artigo segundo que
Deverá ser mantida e preservada uma área mínima de 80 m_
em torno das árvores mencionadas no artigo 1º deste decreto.

Parágrafo único. As áreas acima descritas deverão ser desimpedidas de qualquer obstáculo que prejudique os padrões atuais de absorção hídrica do solo e a manutenção das suas raízes, de modo a permitir a perfeita sobrevivência dos espécimes descritos no artigo 1º.

O que tampouco foi feito.
Este tema ja foi abordado por este blog, veja o link
Outros estragos

20 de novembro de 2008

Maldade








Piadinha de corredor:
O prefeito Tebaldi mandou parar de chover......
Não parou........ por que?
Ele não manda mais nada....

10 de novembro de 2008

Tebaldi desiste de viagem à Europa

O jornal A Noticia informa que o prefeito Tebaldi desiste de viagem à Europa

O prefeito Marco Tebaldi comunicou há pouco a assessores que desistiu da viagem para a Alemanha e França, onde assinaria convênios de intercâmbio com cidades-irmãs de Joinville. A missão oficial está mantida e Tebaldi será substituído pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Bérgson. A princípio, Tebaldi desistiu por problemas particulares. Os motivos serão divulgados ainda hoje pela assessoria de imprensa da Prefeitura.

Opinião deste blog: SEM COMENTARIOS

7 de novembro de 2008

Viajar


Por conta das novas tecnologias que nos obrigam a passar a maior parte do tempo da viagem em filas, em salas de embarque cheias em aeroportos distantes ou em situações que relembram sessões de strip-tease de inicio do século XIX, tendo que tirar sapatos e cintos em controles de segurança cada vez mais exigentes. Viajar perdeu boa parte do encanto de outras épocas.

No meio de uma viagem destas, a internet me permitiu receber a informação de outra viagem, a do nosso prefeito, com a correspondente comitiva e custeada pelos cofres públicos.

Como o que me sobrava era tempo, comecei a pensar na possibilidade que a qualquer momento aparecesse ele, seguido da sua comitiva, para a sua última viagem internacional. Imaginei se no seu roteiro para Alemanha e França, não teria a oportunidade de me deparar com a sua comitiva oficial, formando um grupo animado e festeiro. Alegre e divertida, encaminhando se a cumprir uma heterogênea agenda política e administrativa.

Mas por mais que me esforce, não consigo imaginar que importantes motivos oficiais levam o nosso alcaide a realizar uma viagem internacional, quando lhe restam menos de dois meses de mandato. Qual o custo da viagem, qual o tamanho da comitiva? E principalmente quais os tratados internacionais, as reuniões e as visitas previstas? Qual a importância desta viagem? Até foram realizados determinados questionamentos em sessão da Câmara de Vereadores. Evidentemente não seria esta Câmara a que poderia negar a autorização para a viagem, inclusive por contar com a participação de dois parlamentares.

Convenci-me depois de um tempo de reflexão, que minhas preocupações, careciam de fundamento. Uma viagem internacional, neste momento, Não poderia ser uma viagem oficial. Só poderia se justificar por motivos pessoais, uma viagem de férias, puro lazer, porque ninguém é de ferro. Para se repor do esforço realizado ao longo de todo seu mandato. Melhor, porque além de não onerar os cofres públicos, acredito que ele, mais do que ninguém merece umas boas férias. Depois de tanto trabalho árduo.

Claro que tem quem possa pensar que as férias do prefeito, poderiam começar depois do dia primeiro de janeiro, quando do seu retorno ao quadro de funcionários da Prefeitura Municipal de Joinville. O que não deixa de ter a sua lógica.

Publicado no Jornal A Noticia



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