16 de novembro de 2011
Pontos de ônibus em Bogota
22 de outubro de 2011
20 de novembro de 2009
Ponto de Onibus na rua Marechal Deodoro
A imagem mostra o ponto de ónibus localizado na rua Marechal Deodoro, a sinalização precária e a falta de segurança para os usuários do transporte colectivo, mantém o padrão técnico da maioria de pontos de ónibus da cidade.Lembrando que a sinalização, manutenção e melhoria dos pontos de ónibus é responsabilidade da Prefeitura Municipal de Joinville.
5 de janeiro de 2009
Transporte Coletivo

Os Usuários
Usuário, contribuinte, eleitor, cidadão, todos eles são sinônimos para se referir a pessoas, como você e como eu.
Na discussão que iniciou pela imprensa, sobre o aumento do preço das passagens de ônibus e que passou a incluir também o encerramento dos serviços denominados Pega-Facil e Linha Direta, incluindo ainda a adequação de linhas, horários e freqüências. Fica me faltando o elemento mais importante o dito pagante, que alias é outro sinônimo para se referir a nós.
O processo todo se olhado desde o ponto de vista estritamente legal, esta perfeito, como alias não poderia deixar de ser, tanto as empresas permissionárias do serviço de transporte coletivo, como os técnicos da prefeitura municipal, são profissionais competentes naquilo que fazem.
Só que continuo achando que o processo esqueceu do usuário. As empresas adequam os seus serviços, horários e meios as suas necessidades, para obter o santo lucro, que alias é justo e necessário. Se com isto se cancela um serviço que atendia a algumas dezenas ou centenas de usuários, não é problema delas. E não é que as empresas estão certas!.
Quem deve zelar pelos interesses dos usuários, contribuintes, cidadãos pagantes é a Prefeitura, que deve concordar ou não, inclusive propor as alternativas necessárias para atender o principal interessado, que é você.
Parece pelo desenvolvimento dos fatos que alguém andou gazeteando a aula, e com certeza não foram as empresas, que ao longo dos anos e estimuladas pelas diversas administrações municipais, que tem se sucedido, só tem aperfeiçoado e melhorado a sua abordagem e a sua técnica. Porem, preciso insistir, que todo o sistema só existe e só funciona porque existem usuários que o utilizam e pagam pelo serviço, os seus interesses e desejos não parecem ter sido escutados e atendidos.
Quais são os dados que a prefeitura levantou ou consultou antes de concordar ou não com as mudanças propostas? Quais os controles e auditorias independentes que atestam as contas, os valores e resultados do sistema que todos pagamos? Como funciona o subsidio cruzado, que beneficiou os usuários do Pega Fácil? Quais são os canais que a prefeitura utiliza para ouvir as demandas e anseios dos usuários?
A discussão sobre o transporte coletivo em Joinville deve ser muito mais profunda que o simples aumento do valor da passagem, o debate deve envolver principalmente o usuário, e adequar se as necessidades. A gestão, e principalmente a fiscalização do serviço é publica, mesmo que concessionáda a empresas privadas, e como tal deve ser transparente, eficiente e voltada ao cidadão.
Publicado no Jornal A Noticia
31 de março de 2008
O mapa do tesouro
De uma hora para outra, parece que todos ao mesmo tempo, tomamos conhecimento que o transito esta caótico, na realidade a própria denominação que implica movimento, fluxo, circulação ou passagem, tem perdido boa parte do sentido e ultimamente a visão que temos do transito esta mais ligada a filas intermináveis de veículos imóveis.Cada um, com maior ou menor conhecimento e com a sabedoria que nós confere o ser usuário e vitima ao mesmo tempo, fazemos sugestões, nos ambientes mais diversos, desde rodas de amigos, conversas de boteco, no trabalho ou inclusive através da imprensa e dos demais médios de comunicação.
Entre as muitas propostas apresentadas, a única que parece que reúne ao mesmo tempo a unanimidade das opiniões e tem a vantagem adicional de estar sustentada pelo bom senso, e a que faz referencia a necessidade de estimular e priorizar o transporte coletivo. Como uma das alternativas mais eficazes para retirar o excesso de carros da rua.
Em Joinville, quem tenta utilizar o sistema de ônibus, se depara com alguns absurdos, que poderiam ser facilmente sanados. Um deles é a ausência de um mapa das linhas – e não vamos a aceitar que é difícil de implementar - A maioria das cidades européias de tamanho maior que o nosso, tem e ainda esta disponível gratuitamente nas estações de integração e nos locais de afluência de publico. Um mapa de fácil compreensão e simples de usar.
O sistema de numeração das linhas é de tamanha complexidade que ninguém se refere as linhas pelo numero, nos veículos é indicado o ponto de destino, lembrando ainda que é possível chegar ao mesmo ponto a partir de diversos itinerários. Porque diversos caminhos podem conduzir ao mesmo destino. A divulgação dos itinerários de forma a que fossem mais facilmente conhecidos, permitiria usar com mais facilidade o sistema.
Os pontos de ônibus estão sinalizados na maioria dos casos por uma pequena indicação, um totem, mesmo nos mais sofisticados, não existe indicação de quais as linhas que nele fazem ponto.
Imaginar que fosse possível divulgar os horários, mesmo que aproximados, seria um sonho, e nos aproximaria as outras cidades mais desenvolvidas, não imagino que possamos alcançar a perfeição a curto prazo, mais não devemos ter vergonha ao copiar outras cidades, inclusive no Brasil, quando trabalham com maior competência que nos.
Para resolver o problema do transito, será preciso alem de algum arrojo, saber desenvolver uma nova mentalidade que nos permita aproveitar as soluções simples, porque são elas as que nos levam a pensar em direções distintas das que tem seguido e a que tem nos acostumado os especialistas do tránsito urbano, nas ultimas décadas.
Publicado no Jornal AN Cidade