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5 de março de 2017

As enchentes e o lixo.


Repetir uma mentira mil vezes faz que se converta em verdade. Em alguns casos só precisa ser repetida uma dúzia de vezes e pimba! Já tem uma serie de bobos repetindo-a e jurando que é verdade. Assim o poder público conta com a ajuda inestimável desde exercito de zumbis que repetem qualquer idiotice ou invencionice que escutam.

No caso das enchentes é evidente que o aumento da frequência, da intensidade, da gravidade e do nível das aguas tem muitas causas é não se pode reduzir unicamente a culpar de forma genérica as pessoas que jogam lixo na rua. Mesmo sabendo que a justificativa é estulta, não passa enchente que não escutemos estas sandices.

Não se sustenta a afirmação que o lixo, que uma minoria ainda joga nas ruas e córregos, seja a causa das enchentes. Temos um serviço de limpeza eficiente, as ruas estão limpas, mais ainda se as comparamos com o estado geral de abandono da cidade, chegamos inclusive ao perfeccionismo de pintar os meio fios tortos e jogados na calçada, mas não há papel ou lixo jogado na cidade. Assim que há que identificar outras causas para as enchentes em Joinville.
A falta de manutenção de rios e córregos, o secretário responsável reconhece que o ideal seria fazer quatro vezes ao ano, mas por falta de recursos só é feita a limpeza duas vezes, por tanto só a metade do necessário. Há muita gente que mora perto destes rios afirmando não ter visto ninguém limpando faz mais de um ano.

Limpeza de bocas de lobo e valetas é outra das tarefas que a prefeitura fica sempre devendo, nem adianta perguntar ou cobrar, na ouvidoria a resposta sempre será que já esta incluída na programação e fica por isso mesmo.
O aumento da impermeabilização do solo urbano ou a perda da permeabilidade é outra das causas e esta ainda unida aos aterros constantes das áreas de espraiamento das aguas de chuva, sem ter por onde infiltrar no solo a agua de chuva chega mais rapidamente às ruas e as enchentes são mais rápidas e mais intensas.

A ocupação dos fundos de vale, a redução do afastamento das margens dos rios, o corte indiscriminado da mata ciliar, a falta de fiscalização, a busca de liminares para construir em recuos menores que os previstos em lei, a construção sobre rios e a canalização de córregos e rios tem um peso muito maior que o lixo eventual que uma minoria possa ainda seguir jogando. Mas o governo e as autoridades insistem que esse é o problema e seguem sem fazer nada. Até a próxima enchente quando incluirão na lista de motivos as milenares marés, como responsáveis. Porque os culpados são sempre os outros.

12 de julho de 2016

A Joinville das grandes avenidas


A Joinville das avenidas

Joinville é uma cidade que quer e merece ser grande, mas insiste em pensar pequeno. Desde o plano diretor de 1973 a cidade sonha grande as avenidas: Almirante Jaceguay, Marques de Olinda, JK, não saíram do papel, seguem incompletas, nunca foram concluídas, ficaram pela metade. Muito por falta de ousadia e ambição. O resultado é uma cidade acanhada, com ruas da largura, das ancas de duas mulas lado a lado, ou de uma carroça, que mantem o traçado colonial e pelas que agora queremos que passem carretas, caminhões, carros, ônibus e permitam estacionar em ambos os lados da rua, com ciclovia e calçadas largas que priorizem os pedestres.

 Há quem, no limite da irresponsabilidade, proponha entupir ainda mais essas ruelas. Não só adensa-las, também querem permitir comércios, indústrias e verticaliza-las, com prédios de mais de 30 pavimentos de altura em ruas que não tem nem infraestrutura prevista de esgoto para todos os moradores que a LOT esta projetando, nestas áreas, pomposamente chamadas de "adensamento prioritário". Há um divorcio evidente entre a realidade e a ficção, a Joinville moderna e cosmopolita, precisa de uma infraestrutura urbana adequada para crescer, o que temos hoje é “um peru num pires” é só acompanhar as intervenções urbanas a que o IPPUJ vive nos submetendo, dia sim, dia também. Remendos de planejamento, para acomodar uma cidade que quer crescer e não tem nem dinheiro para desapropriar os imóveis que precisaria para alargar uma rua, como a Avda. Santos Dumont e acaba transformando o que era para ser uma duplicação num arremedo de solução, que em pouco tempo estará obsoleta.

Joinville comporta edifícios de grande porte nas poucas avenidas que dispõem de infraestrutura e neste sentido nenhuma melhor que a Beira rio. A Avda. Getulio Vargas era para ser uma via rápida, é agora é um grande engarrafamento a maior parte do dia. Há uma boa dose de inépcia em quem planeja uma cidade que não cabe na infraestrutura atual e não prevê as obras necessárias para que possa crescer no futuro.  Há irresponsabilidade em quem insiste em defender um modelo de cidade comprovadamente inviável, insustentável, a beira do colapso e cada dia mais longe do desenvolvimento. Uma Joinville em que poucos ficarão com o lucro e os prejuízos serão de novo distribuídos entre todos.  

19 de maio de 2014

O Prefeito Udo Dohler no A Notícia





Entrevista do prefeito Udo Dohler no AN

Fiquei surpreso com as queixas e lamentações do Prefeito Udo Dohler na entrevista concedida ao jornalista Claudio Loetz neste jornal A Notícia. Fica difícil acreditar que o prefeito não soubesse o que teria que enfrentar? Se de fato foi surpreendido pelo que encontrou evidencia um despreparo incompatível com a imagem que vendeu ao eleitor durante a campanha. Para alguém que se preparou tanto e durante tempo e que desejou tanto ser prefeito de Joinville faltaram na entrevista propostas e sobraram justificativas e distribuição de culpa a terceiros. O prefeito mostrou para o leitor a imagem de um capitão de navio sem rumo, perdido na neblina e atolado no lodo do mangue, o preocupante é que o navio que pilota seja a cidade de Joinville. E que transcorrido um terço do seu governo não pareça que tenha uma ideia clara de como por Joinville nos trilhos do futuro.
Quem quer e sabe fazer acha o jeito de fazer, quem não acha as escusas para justificar porque não o fez. No jornal há três paginas de escusas  

5 de março de 2014

No A Notícia de hoje

Por Apolinário Ternes

O QUE NOS ESPERA?


Joinville comemora 163 anos de fundação. Aniversários supõem avaliações. O que dizer da cidade nesta data querida? Há sempre dois olhares. O primeiro, rosa, aplaude e vê perspectivas. O segundo, mais realista, franze a testa com os desafios à frente. A cidade já não é a locomotiva de meio século atrás. Ao contrário, nos últimos 30 anos reduziu a velocidade e nos últimos governos se arrasta em trilhos colocados há duas gerações. A cidade mudou. E muito. Não foi para melhor, apesar de fatos relevantes, dos quais o crescimento da população é o mais visível. A qualidade de vida decaiu. Viver na cidade ficou complicado. Quase irritante.

Num país urbanizado nas últimas cinco décadas, Joinville é uma das raras cidades que não desfrutam de acessos duplicados e asfaltados. O trânsito é ruim, e não existem elevados ou viadutos. As pontes, igualmente, são poucas interligando as diferentes áreas. Neste sentido, a cidade parou há 30 anos. Ligações como a Dona Francisca a Pirabeiraba e o acesso ao aeroporto deveriam estar duplicadas há pelo menos 20 anos. Se estiverem prontas nos próximos dez, o atraso continuará o mesmo: 30 anos.

Escassez de água e falta de saneamento são fatos reais na vida de milhares de cidadãos, apesar dos “milagres” do discurso político dos últimos anos. Como diz o prefeito Udo, a questão não é dinheiro, é competência. A Prefeitura, o maior cabide de empregos da cidade, requer administrador capaz de abrir mão dos cargos de confiança e cumprir promessas de campanha. Azeitar a máquina com medidas rápidas e tirá-la do marasmo e da mediocridade. É disso que a cidade precisa. E de lideranças afirmativas, sempre mais escassas.

Até 2030, dois terços da população do mundo se concentrarão nas cidades. Daqui a meros 16 anos, a cidade sentirá ainda mais essa concentração, em razão do setor industrial na região que cresce a ritmo parecido aos anos 60, época do “milagre brasileiro”. É bom? Não é. Os problemas se agravarão, em todos os sentidos. Os governos estão atolados na ineficiência, no empreguismo e nos desvios de finalidade. Não há razão para entusiasmo ou para acreditar que Joinville estará melhor em 2031, quando alcançar 180 anos. A próxima geração estará em situação ainda difícil. Prefeitura pede competência, agilidade. E coerência. Continuamos esperando.

22 de junho de 2013

4,5,6 Milhões de habitantes em Joinville?

No A Notícia de hoje

AINDA HÁ MUITO ESPAÇO

A volta do debate sobre a Lei de Ordenamento Territorial (LOT) vai retomar a discussão sobre os limites de crescimento de Joinville. Espaço tem, desafio é ter infraestrutura para todos. Nos mapas e explicações sobre a LOT, disponíveis no site do Ippuj após decisão judicial, há um dado sobre o potencial construtivo em Joinville, isto é, quais os limites de metragem que podem ser construídos na cidade. Hoje, seria possível construir 444 milhões de m2. É o máximo do máximo: seria como se todo o Centro de Joinville tivesse somente prédios de 18 andares, com exceção dos imóveis públicos e tombados, por exemplo. Com a LOT, o máximo de área construída seriam 256 milhões de m2. A informação está lá, provavelmente, para tentar responder a críticos que acusam a LOT de “liberar quase tudo”. Mas mesmo com esse potencial construtivo menor, ainda é muito espaço. E depois da LOT, vem o IPTU progressivo, o que pode estimular a ocupação, embora os impactos só venham a ser sentidos na próxima década.


Já construído
Em 2008, o Ippuj apontou Joinville com área construída de 27,7 milhões de m2. Pega-se a metragem liberada pela Seinfra nos últimos anos e atualiza-se para 32 milhões de m2. A média anual tem sido 1 milhão de m2, desde casas até indústrias.

Uma fração
Portanto, mesmo levando em conta a LOT, só 12,5% do potencial são aproveitados. Claro que não dá para transformar toda Joinville em Copacabana ou Balneário Camboriú, dois dos locais mais adensados. Mas há muito para expandir.

Nas faixas
O potencial construtivo será concentrado, se a LOT passar, nas faixas viárias. E reduzido nas chamadas áreas internas dos bairros, aqueles miolos onde não passam vias de maior tráfego. Os críticos da LOT se queixam de que nem todas as faixas viárias têm estrutura para receber o adensamento.

Para 5 mi
Pelas contas do Ippuj, pelas regras atuais de ocupação, caberiam 9 milhões de pessoas (isso mesmo, nove) em Joinville. Mas teria de ter a construção máxima permitida em todos os lotes, quase uma impossibilidade. Com a LOT, vai ficar algo entre 4 milhões e 5 milhões – também no improvável limite do limite.


14 de junho de 2013

Jogo de cena


À tarde?
Em uma amostra dos embates que virão por aí, já há queixas em relação ao horário marcado para escolher o presidente do Conselho da Cidade. Será na tarde da quinta que vem. Em tal momento, pode complicar a presença dos representantes de entidades populares, afinal, muitos estão trabalhando. no horário.


Por causa das queixas, o Ippuj começou ontem a perguntar aos conselheiros qual o horário mais adequado. Também é lembrado que as inscrições para presidente do Conselho da Cidade podem ser feitas também na hora, isto é, no dia 20.


A pesar do que informa o jornalista Jefferson Saavedra no jornal A Notícia, a consulta (sic) feita pelo IPPUJ, já parte com ampla maioria favorável ao horário comercial. O bloco de representantes do poder publico preferiria este horário. 

23 de maio de 2013

Joinville parou!


Joinville parou

Pela gritaria e os discursos inflamados da gangue do tijolo Joinville parou. A não aprovação da LOT fez a cidade retroceder, dezenas de industrias trocaram Joinville por Araquari. A Nova Manchester prospera por conta da não aprovação da LOT.

Da para acreditar no discurso dos representantes da apocalipse? Os dados não sustentam estas afirmações. O jornalista Claudio Loetz na sua coluna Livre Mercado, no jornal A Noticia, divulga os dados da própria Seinfra sobre alvarás e sobre o total de metros quadrados autorizados para construir. Mesmo sob risco de ser repetitivo cito os dados apresentados:

CONSTRUTORAS MOVIMENTAM MAIS DE R$ 1 BILHÃO

Em 2012, as construtoras de Joinville receberam autorização da Prefeitura para erguer 988.750 m². A se considerar valor do custo unitário básico (CUB) de R$ 1.220, o setor movimenta, na economia, uma receita de R$ 1,2 bilhão. Como há imóveis de valor muito mais elevado, e a julgar por uma média de R$ 2 mil o m², dá para estimar faturamento que se aproxima dos R$ 2 bilhões. Outra leitura: no período entre janeiro e abril de 2013, foram emitidos alvarás para construção totalizando 240.989 m², o que significa receita de estimados R$ 295 milhões, pelos cálculos simplificados levando-se em conta o CUB. Em igual período do ano passado, a Seinfra concedeu licenças para as construtoras edificarem 313.150 m².

29 COMÉRCIOS

A Seinfra autorizou a construção de 29 empreendimentos comerciais nos primeiros quatro meses do ano. Juntos, vão erguer 33.286 m². Para comparar: de janeiro a abril do ano passado, foi autorizada a construção em tamanho ligeiramente inferior (31.447 m²) para 52 empreendimentos do varejo.

MENOS INDUSTRIAS

E o número de indústrias instaladas em Joinville nos primeiros meses deste ano (sete) foi bem inferior às 13 autorizadas a funcionar no mesmo período do ano passado. Mas o porte das companhias é outro: a área total permitida a ser construída no quadrimestre de 2013 totaliza 41.963 m², contra 28.679 m² do ano passado.

A insistência em aprovar a LOT de forma rápida, e no formato original deve despertar duvidas e obriga a população a ficar atenta. Conhecer melhor o que representará para Joinville a aprovação da LOT, com as suas ARTs e suas Faixas Viárias é uma obrigação de todos. Não se deixar iludir pelo canto de seria dos desenvolvimentistas, seus lobistas e seus representantes, parece um bom conselho neste momento.

Joinville mostra o esgotamento do modelo econômico atual, o Brasil ano trás ano apresenta resultados pífios em crescimento econômico e o PIB é a melhor prova disso. O dinamismo da nossa economia tem conseguido índices de crescimento maiores e melhores que os nacionais, mas essa é uma situação que não deve se sustentar por muito mais tempo. Empresas tradicionais tem experimentado resultados pobres ou até negativos e isso nada tem a ver com a aprovação ou não da LOT.

Para quem tiver interesse em se aprofundar mais sobre o que a LOT propõe para Joinville e porque o interesse desmedido de uns e outros na sua aprovação a qualquer preço sugiro os vídeos:


É difícil não se surpreender com a genialidade dos nossos planejadores oficiais e a cobiça inesgotável da gangue do tijolo. Um conselho acredite menos nos discursos de lobistas e interessados e busque mais informações sobre a sua cidade.

18 de dezembro de 2012

Final triste e melancólico


Prefeito Carlito Merss depois de décadas de vida política continua sem entender nem a sociedade, nem as forças que compõem a cidade, as suas declarações hoje para o jornal A Noticia reforçam a mensagem que sempre há que buscar outros culpados pelos seus erros e pela incompetência dele e da sua equipe.

LEI DE ORDENAMENTO TERRITORIAL

É um atraso político (a LOT não estar aprovada). Até hoje, não sei a que interesses os senhores que moveram a ação contra o Conselho da Cidade atendem. O Udo disse que não é gente dele, tanto que perdeu agora também na tentativa de colocar o projeto em votação. Não é gente ligada ao Sinduscon, nem mesmo a outros grandes empresários. Não sei qual a motivação para emperrar um assunto tão importante para o futuro da cidade.

Na sua visão míope e simplista da cidade e da sociedade, continua sem conseguir enxergar que haja em Joinville outras entidades representativas da sociedade diferentes da ACIJ de Udo Dohler e do Sinduscon. Justamente por não ter conseguido ao longo de quatro anos entender esta complexidade de visões e de interesses em jogo.

Que um grupo, cada vez maior, de cidadãos e cidadãs se proponha defender um modelo de desenvolvimento urbano diferente do oficial. Um modelo de cidade que anteponha a qualidade de vida à cobiça e as pessoas ao dinheiro e os interesses imobiliários.  Parece algo totalmente fora da sua capacidade de compreensão e discernimento, e mostra o quanto tem feito um governo distante da sociedade que voto nele e acreditou nas suas propostas.

Um final triste e languido em que o discurso continua sendo o mesmo que prevaleceu durante todo o seu governo, “Os culpados são os outros” ele nada fez de errado e ainda acredita que teria sido reeleito caso não tivesse sido pela perseguição que sofreu durante os quatro anos de mandato.

Um final triste, melancólico, de alguém que jogou fora um patrimônio político construído ao longo de anos de trabalho.

A integra da entrevista esta no link Entrevista Carlito A Noticia

13 de dezembro de 2012

LOT - Lei de Ordenamento Territorial


Lei de ordenamento

Muito me admira presenciar fato como este que diz respeito a lei de ordenamento territorial (LOT). O assunto, que para muitos passa despercebido, é de suma importância para a cidade de Joinville. Se algum tempo atrás alguém me perguntasse de que se tratava esta sigla, eu certamente não saberia responder, mas, mudei ao presenciar, a cada dia, o levantar de um grande arranha-céu próximo à minha casa, ignorando totalmente o direito de cidadão, o deixando totalmente cercado por paredões limitando seu acesso à ventilação e à luz solar e desvalorizando o seu imóvel.

O que fazer? A quem recorrer? Como defender nosso direito de morar em casas? Recorri à associação de moradores do bairro, onde me puseram a par da situação. Hoje, sabendo muito mais do que ontem, posso garantir a você, caro leitor, que ficam as perguntas, as quais, publicamente, como eleitora e cidadã, faço à Câmara de Vereadores de Joinville.

1 – Por que a urgência em votar se, legalmente, ela estaria impossibilitada de ser votada ainda este ano, pois existe uma liminar proibindo este ato em função de irregularidades?

2 – O que leva alguns vereadores a se reunirem para pôr em votação a lei na ausência do presidente da Câmara (Odir Nunes), um dia após ele ter declarado publicamente a intenção de deixar a votação para o ano que vem?

3 – Por que a pressão da nova gestão na aprovação da lei antes de assumir a Prefeitura?

Encerro ressaltando que o eleitor joinvilense está cada vez mais esclarecido, e está pronto para exigir respostas de seus representantes eleitos.

Adriana Borges

Publicado na seção de cartas do jornal A Noticia de Joinville SC

21 de outubro de 2012

Tem solução?


Uma das seções do jornal A Noticia que nunca deixo de ler é a “Tem solução?” A estrutura da seção é simples, os leitores enviam ao jornal fotografias de situações do quotidiano urbano em que é necessária uma solução. O jornal depois de recebidas as imagens faz contato com o responsável ou responsáveis pela situação na administração municipal e publica a imagem, o questionamento e a resposta do órgão público.

Se vistas uma a uma as imagens não tem um peso significativo, nada que possa abalar a imagem de nenhum governo ou de nenhum administrador, mas o seu impacto um dia após outro é devastador. Hoje é uma boca de lobo, uma lixeira quebrada, um ponto de ônibus quebrado, um canteiro sem flores, uma arvore morta. um banco quebrado ou um parquinho que oferece perigo. São imagens do nosso quotidiano urbano. Vistas e retratadas pelo olhar do cidadão, do contribuinte, nesta época é bom lembrar também do olhar do eleitor.

O “Tem solução?” permite que o cidadão se manifeste. Na maioria dos casos o leitor informa que já procurou os órgão competentes, que já fez a denuncia na prefeitura, na secretaria regional, na Fundema, na Conurb, em qualquer um dos órgãos que tem a responsabilidade de zelar pela cidade e de atender ao munícipe. A sensação é que sem ter sido atendidos ou sem ter recebido uma resposta convincente e principalmente sem ter o problema resolvido o “Tem solução?” é a sua ultima esperança. Já não há mais a preocupação com que se resolva o problema e sim com que os outros saibam que o problema existe e permanece sem resposta.

Na outra ponta as respostas dos administradores que parecem responder a um roteiro pré-estabelecido. Em geral alegam que não tinham conhecimento do problema, enviarão alguém para poder se informar. Outras vezes a resposta é que a obra, o reparo, o conserto já esta na programação. Faltam materiais, será feita uma licitação, exige a ação coordenada de outros órgão municipais e outras respostas do gênero. Em alguns casos a resposta é precisa o problema será resolvido nos próximos dias, ou até final do mês. Nem dizer que passados 30, 60 ou 90 dias tudo continua igual e nada foi feito.

Um estudo de cada um dos casos do “Tem solução?” mostra muito mais que a inoperância e a incompetência da administração pública para resolver problemas menores que são comuns no quotidiano de qualquer cidade. O jornal ao dar voz e vez ao munícipe expõe com crueza o descaso com que o cidadão é tratado pela administração pública. A sensação é que há por parte do poder público uma ação deliberada para fazer que o cidadão se canse, desista de reclamar e deixe de importunar. O “Tem solução?” é a prova diária que o leitor / Eleitor / Cidadão tem vez e deve ser ouvido e respeitado.  

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

17 de agosto de 2012

...Ai de ti, Joinville!

O texto publicado no jornal A Noticia de autoria de Juarez Machado tem sido um campeão de envios e reenvios pela rede. Eu mesmo já recebi mais de 10 e-mails com o texto.


..Ai de ti, Joinville!

Entre memórias e reflexões sobre uma Joinville de ontem e de hoje, o artista Juarez Machado escreve carta aberta aos candidatos à Prefeitura de Joinville. Sem deixar de lado o estilo provocativo, nosso artista maior declara sua esperança de ver a cidade adotar suas identidades culturais, ao mesmo tempo em que se confronta com os males da modernidade
Título lembrado de uma crônica de Rubem Braga de 1958, “Ai de ti, Copacabana”. De maneira premonitória, o autor canta a falência do famoso bairro de Copacabana. Fomos amigos e vizinhos no bairro de Ipanema nos anos 60/70, quando aquele logradouro estava ditando o novo comportamento da inteligência brasileira. Na data, o grito de guerra era: “Proibido proibir”.

Caros senhores candidatos a prefeito da minha sagrada cidade de Joinville: quem sou eu para dar conselhos? Porém, permito dar algumas dicas. Sou urbano de pai e mãe. Conheço muito mais cidades do mundo do que vocês de palanques de comício. Já montei mais de 36 atelieres em várias partes desta terra de Deus. De todos, como num ventre fértil, fiz minha pátria, não importando em que lugar fosse, aqui ou acolá. O inteligente aprende vendo os erros dos outros. Todo forasteiro que tenta impor seus valores em terras alheias acaba sendo sacrificado; boi no pasto do vizinho é vaca. É necessário saber, com muito cuidado, seduzir, não impondo suas verdades, mas sim deixando transparecer. Cada cidade já tem seu código, sua moral, seus pesos e medidas. Não tente mudar. Mesmo por que a cidade tem mais tempo de vida que os senhores. E, com certeza, os senhores irão morrer muito antes que ela.

Como joinvilense de corpo e alma, tenho consciência de que nossa querida cidade não tem grandes apelos de belezas anatômicas, como praias, lagos, montanhas cobertas de neve, cascatas, ilhas, dunas e outras maravilhas de valores turísticos e ecológicos. Temos alguns morros que, se não tivermos atenção, vão virar favelas. Sou testemunha da transformação dos morros do Rio de Janeiro. Na gastronomia, temos algumas delícias, pratos e doces típicos da nossa cultura, porém não é dado estímulo às novas gerações para aprenderem as receitas da vovó.

Temos um rio morto e podre. Vários prefeitos prometeram salvá-lo, mas nada aconteceu. Também vivi como testemunha ocular que o rio Cachoeira já foi tão bonito quanto o rio Sena em Paris e o rio Arno em Florença. Lembro que, aos domingos, nas margens, as famílias faziam piquenique. Havia competições de barcos a remo. Namorados navegando em canoas, outros simplesmente mergulhando nas águas limpas e senhoras nas câmaras de pneus no belo e largo rio. Navios de grande calado atracavam no porto do Bucarein ou no do mercado municipal, trazendo riquezas do mundo (tenho dezenas de fotos tiradas por meu pai, João Machado). Afinal, o rio foi o caminho para chegada dos primeiros imigrantes, se isso fosse hoje, voltariam todos caminhando sobre a lama.

Nosso clima é outra coisa séria e que ninguém reflete sobre. Ou chove muito ou tem sol de rachar, com os mesmos problemas que se repetem ano a ano: inundações, deslizamentos, engarrafamentos, postes caídos, etc, etc. E os eleitores pedestres com a água na cintura. Caros senhores, estes problemas já conhecidos – mais esgoto, transporte público, saúde, luz, gás, educação... – não é privilégio para o povo; é obrigação do governo.

Vamos proteger os que andam a pé, que é o meu caso (joguei no lixo meu carro quando fiz 60 anos, meu melhor presente). Pessoas a pé também são humanas e têm sentimentos. Digo isto porque arquitetos, engenheiros e outros mais acabaram com as marquises na nossa cidade. Em muitos lugares do mundo, caminho tranquilamente sem me molhar ou assar os miolos, graças às protetoras marquises que foram criadas para isto. Plante árvores de folhas grandes por toda a cidade. Generoso que sou, dou de graça o nome da nova campanha: “Uma árvore para cada cidadão”. Simples, bonito e útil.

O código de Joinville está ficando nebuloso. Na verdade, é um grito de nostalgia de coisas que os governos anteriores deixaram de lado. “Cidade das Bicicletas”, que bicicletas? Este veículo nasceu para ser transporte, não vejo alguma circulando pelas ruas, nem mesmo um projeto decente de ciclovias, onde o ciclista possa ir tranquilamente ao banco, trabalho, escola, supermercado e até o lazer.

“Cidade das Flores”, onde? Quais? Quantas? Só vejo as tais nas vitrines das lojas de 1,99, todas de plásticos com cores ácidas, já meio desbotadas pelo sol do meio-dia. Os parques da cidade, onde estão? Lugares onde as pessoas possam caminhar entre árvores, flores e orquídeas ao canto de passarinho e cigarras. Lembram das cigarras?

Tudo virou estacionamento, onde em breve irão construir mais um espigão de mau gosto. A cidade está à beira de um colapso de identidade. Ficaremos igual a qualquer cidade medíocre deste enorme Brasil.

Esqueçam o Centro da cidade. Guardem o que resta deste espaço num caixinha de joias e façam disto um patrimônio histórico único. Proíbam os carros, camelôs, botequins e façam desta área um lugar para se andar a pé, longe dos barulhos urbanos. Em todas as cidades inteligentes do mundo, é construído o shopping center longe do Centro, obrigando as pessoas a saírem do miolo da cidade e atendendo aos moradores da periferia. Protegendo, assim, a pracinha florida que abriga o coreto com a bandinha, a esquina de encontros e os pequenos comerciantes. Na rua do Príncipe, que só Joinville tem, incentivem os cafés típicos, lojas de lembranças, livrarias de autores locais, galerias de arte com artistas da terra, chocolates, sorvetes. O joinvilense ainda chora de saudades do sorvete da Polar, que não existe há mais de 40 anos.

Tenham uma honesta humildade se eleitos. Os senhores não virarão imperadores da cidade. Terão apenas uma pequena autoridade de síndico. Cuidem da melhor forma possível do que existe e criem coisas novas, desde que sejam geniais. Cerquem-se de pessoas talentosas e cultas, para bem polir seus projetos. Todos os senhores já são bastante viajados, mas isto não basta. Parem de frequentar lojas de departamento e só pensarem em compras. Visitem museus, galerias, escolas, catedrais e igrejas. Esqueçam os restaurantes caros em busca de vinhos estrelados, tomem o vinho da casa e vão conhecer os jardins, parques e avenidas. Não aluguem limusine, andem a pé pelas ruelas das cidades, metrô ou ônibus. Aprendam a observar, observar tudo e todos. Comprem uma máquina fotográfica, não para o álbum de viagem, mas para fotografar ideias e soluções. Sejam uns vampiros de ideias boas para adaptarem para nossa cidade. Fiquem tranquilos, roubar ideias não é pecado e nem ilegal. Picasso fez isto nas artes e foi o maior pintor, bebeu na fonte das esculturas greco-romanas e máscaras africanas. Todos os artistas impressionistas se inspiraram nas artes seculares dos japoneses.
Quando tiverem alguma dúvida, perguntem a um desconhecido, jamais aos seus assessores, pois sempre irão responder ao seu favor para lhe agradarem.

Sei que os tempos mudaram e não mais se administra uma cidade como outrora. O poder do prefeito não tem mais alguma autonomia. Não é mais “personagem”. Agora ele tem que dividir a mesa de trabalho com outros filhos de outros casamentos. Tem que seguir à risca as leis da bíblia do partido. Tem que rezar os projetos de suas seitas, igrejas ou bordéis patrocinadores. Portanto, caros senhores candidatos, não prometam nada, nada mesmo, que não possam realizar. O povo – entre ele, eu – ainda acredita na dignidade e na grandeza do ser humano. Por todo nosso amor a Joinville!

Juarez Machado, Joinville, agosto de 2012.

*Juarez Machado, joinvilense, é artista plástico, escultor, desenhista, caricaturista, designer, escritor, fotógrafo e ator. Tem seu trabalho reconhecido em todo o mundo, seja em prêmios ou em exposições. É autor do mural “O Grande Circo”, que dá as boas-vindas aos visitantes do Centreventos Cau Hansen, e celebrou seus 70 anos com a mostra “Soixante-Dix”, exposição aberta no ano passado em Paris e que está em cartaz até 2 de setembro no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc).

4 de julho de 2012

Prêmio imerecido



O leitor Carlos Augusto Machado publicou nesta quarta feira esta carta na seção correspondente do jornal A Noticia:

Jordi Castan merece um prêmio pelo artigo desta segunda-feira (“Os dois infernos”, Você Leitor). Sempre atacando a administração pública, conseguiu agora ofender todos os servidores públicos. Uma opinião de alguém que já teve cargo comissionado e que nos enche de pessimismo todas as segundas-feiras.

Ao mesmo tempo em que agradeço a leitura, devo lembrar que o texto em nenhum momento se refere a TODOS os servidores públicos, só aqueles incompetentes. Que os há, não há nenhuma duvida, caso contrario as coisas públicas estariam melhor, as obras seriam executadas no prazo, dentro do custo e com qualidade igual ou equivalente as obras e serviços contratados e entregues pela iniciativa privada.

Com relação a minha passagem pelo serviço público em cargo comissionado, como corretamente fez questão de frisar, é justamente esta experiência a que me permite opinar com maior conhecimento de causa, tendo estado em ambos os lados do “balcão”.

Ainda o que ele entende como sendo pessimismo, há outros que o consideram realismo puro e simples. Alguns enxergam o copo como estando meio cheio, outros o enxergam como meio vazio e alguns simplesmente bebem o seu conteúdo sem se preocupar muito com quão cheio ou vazio esteja o copo.


15 de abril de 2012

A favor dos bombeiros voluntarios


O jornal A Noticia do Grupo RBS publica neste domingo o editorial:


Um patrimônio comunitário muito perto de completar 120 anos precisa da aprovação de um parágrafo para continuar sua história de excepcionais serviços prestados a Joinville e região. Resumida a poucas linhas, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) altera a redação do artigo 112, reforçando a segurança jurídica da atuação dos bombeiros voluntários de Santa Catarina. Em resumo, institucionaliza a possibilidade de convênios com os municípios para vistorias.

A PEC em análise na Assembleia Legislativa atende a todos os bombeiros voluntários do Estado, não somente aos de Joinville. Todas as organizações têm atuação de relevância em suas comunidades. Mas é com base no desempenho da mais antiga delas em todo o Brasil que este veículo de comunicação reitera em editorial – como já fez em julho de 2010 – uma defesa pública pela aprovação da PEC.

Uma atividade tão nobre, querida e bem-sucedida não pode ser ameaçada por uma falta de compreensão por parte dos bombeiros militares – instituição também muito necessária, principalmente onde ainda não há corporações militares nem voluntárias. Ambas podem e devem continuar coexistindo, atuando com complementaridade. Santa Catarina também dá um bom exemplo desta necessidade: das 293 cidades do Estado, 177 não contam com quartéis de bombeiros, uma lacuna que poderia ser priorizada pelos militares.

Inspirado em sólidos modelos europeus, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville nasceu em julho de 1892, quando o aparelho estatal não tinha a menor condição de prestar serviços de combate ao fogo, de primeiros-socorros e de vistorias de segurança em obras. Ainda hoje, o modelo voluntário tem se mostrado mais eficiente e econômico. Os voluntários de Joinville costumam atender aos pedidos de vistoria, por exemplo, num incrível prazo de apenas três dias. E com custo zero para o empreendedor.

A longa história da corporação joinvilense – assim como as de outras instituições congêneres – permitiu a criação de uma estrutura moldada às necessidades da sociedade. Esta experiência secular e a total identificação com a comunidade atendida se refletem no nível de excelência dos serviços prestados. Nunca houve registros de questionamentos à eficiência operacional, à capacidade técnica ou à integridade ética e moral dos voluntários de Joinville. Por estes motivos é que argumentações desta natureza jamais apareceram nos exaustivos e profundos debates sobre a PEC.

Também há alicerce constitucional para sustentar a defesa da PEC. Como apontou parecer da corporação de Joinville, o artigo 144 da Constituição Federal deposita a segurança nas mãos do Estado e na responsabilidade de todos. Ainda é possível invocar os princípios da equidade, economicidade e subsidiariedade para reforçar o embasamento jurídico. Como se vê, argumentos técnicos e jurídicos não faltam e são suficientes para defender de forma vigorosa os convênios dos voluntários com as prefeituras.

No caso específico de Joinville, vale destacar ainda o vínculo afetivo: os bombeiros voluntários estão entre as instituições mais admiradas e respeitadas da cidade mais populosa de Santa Catarina. A corporação prestes a celebrar 120 anos é um enorme motivo de orgulho para os moradores de Joinville. Merecem ser enaltecidas as milhões de horas de voluntariado prestadas por milhares de indivíduos ao longo da história. Uma estrutura espalhada por toda a cidade, com diferentes modalidades de atendimento e equipamentos variados e modernos – cujo caminhão-plataforma com 54 metros é a estrela maior –, faz os joinvilenses estufarem o peito.

É por isto que a mobilização da cidade em defesa dos bombeiros voluntários cresce a cada dia, como se vê na preparação de uma caravana de lideranças políticas, empresariais e comunitárias para mostrar à Assembleia Legislativa o tamanho da vontade de Joinville. É mais que uma retribuição aos feitos dos voluntários; é um reconhecimento aos excelentes serviços prestados por uma corporação que sempre esteve ao lado da comunidade de Joinville e região.

Histórico defensor das causas comunitárias de sua cidade-sede, o jornal “A Notícia” não poderia ficar em cima do muro nem deixar de reiterar publicamente – de forma institucional e editorial – seu apoio à aprovação da PEC dos bombeiros voluntários. Não há dúvidas de que a emenda constitucional trará, ao assegurar definitivamente os direitos das corporações, benefícios para Joinville e Santa Catarina.

19 de março de 2012

O tempo é o senhor da razão

O Editorial do Jornal A Noticia de hoje, põe o dedo na ferida, faz um alerta e chama a reflexão. E o faz quando ainda há tempo, para que sejam corrigidos os equívocos até aqui cometidos.


19 de março de 2012. | N° 1435
OPINIÃO DE A NOTÍCIA

Regras urbanas
Se todas as comunidades se envolverem na busca de qualidade de vida, como estão fazendo os grupos adversários da verticalização citados na edição de domingo de “AN”, certamente uma Joinville melhor será construída. Cidadania também é conquistada com engajamento. Mas as autoridades responsáveis pela palavra final em regras urbanísticas, seja Prefeitura ou Câmara, precisam estar atentas para evitar que o planejamento da cidade seja completamente desfigurado. Ou que seja construído com base em grupos de pressão, com a coletividade deixada em segundo plano.

Montar uma equação que atenda aos interesses de todos é impossível, devido às complexidades de uma cidade de mais de meio milhão de habitantes. Mas é possível, sim, montar um planejamento e obedecer a diretrizes sem alterações das regras a todo momento. Entende-se a necessidade de alterações motivadas pelo dinamismo das relações sociais e econômicas. Só que o modelo colcha de retalhos não só desvirtua o planejamento global como também pode trazer vantagens e prejuízos, dependendo do grupo.

Se determinada região foi escolhida para o adensamento, todos sabem das consequências da maior ocupação, sejam positivas ou negativas. Claro que o tempo poderá comprovar que a área não tem como receber mais construções e pode-se corrigir a lei. Por ora, o volume de mudanças de zoneamento é tão grande em Joinville nos últimos anos que não dá para crer que os impactos foram analisados devidamente em todos os casos. Com o tempo, eventuais equívocos cobram seu preço.
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