5 de maio de 2017

A maior cidade do estado


Joinville vive dividida entre o seu sonho de ser grande e sua necessidade de ser melhor. Fez a pior escolha e renunciou a ser melhor para seguir crescendo com a mesma logica que utilizam as células cancerígenas e o resultado é o titulo de maior cidade do estado. Santa Catarina é o único estado em que a capital não tem a maior população e total para que?

Ser a maior só garante que os problemas que Joinville sejam também os maiores. Os indicadores são perversos e mostram o quanto a cidade é penalizada por essa ânsia de crescer. Um crescimento sem planejamento e sem recursos. Podemos acrescentar ainda sem ideias, sem visão e sem outro modelo que não seja o de seguir crescendo. Há no imaginário dos dirigentes locais a ideia consolidada que é possível seguir crescendo indefinidamente. É um conceito que já tem sido abandonado pela maioria de cidades modernas e avançadas, que entendem que não é possível crescer sem que se estabeleçam parâmetros e indicadores de qualidade para a população. O modelo das cidades grandes é o que se baseia ainda no principio de economia linear, aquela que precisa de recursos infinitos num mundo finito.  As cidades inteligentes estão orientadas no modelo da economia circular. Cidades pensadas para ser sustentáveis. Para ser mais econômicas e eficientes. Para oferecer mais qualidade de vida aos seus habitantes. Os pedestres ganham mais espaço e o espaço público é planejado para permitir que haja uma menor necessidade de deslocamentos de um extremo ao outro da cidade. Se desestimula o transporte individual, cada vez é maior o número de cidades que fecham as áreas centrais aos veículos individuais. Nos próximos 10 anos já haverá cidades que não permitirão o acesso aos carros.


Joinville cresce muito e continua crescendo mal. As obras públicas são mal planejadas, pior executadas e a quantidade de imóveis públicos abandonados ou em péssimo estado de manutenção é a melhor prova do descaso com que é tratada a coisa pública. Ainda há tempo para reagir, mas a mudança exigiria um esforço enorme do poder público que parece aceitar bovinamente e sua incapacidade para fazer e para fazer bem feito por se isso não fosse suficientemente grave o joinvilense tem desistido de acreditar que outra Joinville é possível e aceita a inépcia como modelo de gestão e o tamanho como modelo de cidade.

22 de abril de 2017

Lei Cardosinho declarada inconstitucional

No AN o jornalista Jefferson Saavedra comenta a sentencia que declara inconstitucional a absurda "Lei Cardosinho", a lei que legitimava as ilegalidades construídas por toda a cidade a espera da anistia que lei propiciava.

Ex tunc
Ao final da decisão do Tribunal de Justiça de declarar inconstitucional a lei de Joinville sobre regularização de construções, a Lei Cardozinho, está a expressão "com efeitos `ex tunc'". isto é, 'desde o início' e não 'deste momento em diante' (ex nunc). Portanto, a decisão é com efeitos retroativos.

Os impactos
Claro que tal posicionamento deverá ser melhor esclarecido mais adiante e pode ser alvo de novos recursos, mas é possível que venha confusão caso sejam anulados os acordos que foram fechados desde 2011, ano da última versão da lei questionada pelo Ministério Público. Até a Prefeitura já deve ter gasto boa parte do dinheiro que recebeu dos donos dos imóveis como compensação prevista na lei.

16 de abril de 2017

Rio Cachoeira

Os guaras pincelam o mangue de vermelho e o céu de cor.





Moinho Joinville


O Moinho Joinville é um marco histórico da cidade. Finalizada a sua etapa como moinho de trigo é necessário tomar a iniciativa de propor um novo futuro para um prédio que forma parte da nossa historia.
Que esta sendo feito de concreto para garantir a sua preservação e fazer que siga servindo para promover o desenvolvimento econômico de Joinville? O silencio ensurdecedor preocupa.

8 de março de 2017

Começou a cansar


A administração municipal segue patinando, não sai do lugar e na medida que o joinvilense comum se da conta que nada vai mudar e que o cenário é de quatro anos mais de inépcia e de frustração, as pessoas assumem cada dia com maior frequência que cansaram de defender a gestão municipal e o alcaide. Na medida que o tempo passa e sem nenhum cambio de atitude e ritmo até os seus apoiadores mais recalcitrantes mostram sintomas de esgotamento. Cada vez mais esta mais difícil encontrar argumentos para defender o gestor municipal e sua administração. Até o momento os defensores de ontem ainda não expressam raiva o revolta, só decepção. A decepção resultado da perda da esperança. Faltam muitos meses ainda para que o governo acabe e não seria nenhuma surpresa se esta decepção fosse se transformando em raiva.

5 de março de 2017

As enchentes e o lixo.


Repetir uma mentira mil vezes faz que se converta em verdade. Em alguns casos só precisa ser repetida uma dúzia de vezes e pimba! Já tem uma serie de bobos repetindo-a e jurando que é verdade. Assim o poder público conta com a ajuda inestimável desde exercito de zumbis que repetem qualquer idiotice ou invencionice que escutam.

No caso das enchentes é evidente que o aumento da frequência, da intensidade, da gravidade e do nível das aguas tem muitas causas é não se pode reduzir unicamente a culpar de forma genérica as pessoas que jogam lixo na rua. Mesmo sabendo que a justificativa é estulta, não passa enchente que não escutemos estas sandices.

Não se sustenta a afirmação que o lixo, que uma minoria ainda joga nas ruas e córregos, seja a causa das enchentes. Temos um serviço de limpeza eficiente, as ruas estão limpas, mais ainda se as comparamos com o estado geral de abandono da cidade, chegamos inclusive ao perfeccionismo de pintar os meio fios tortos e jogados na calçada, mas não há papel ou lixo jogado na cidade. Assim que há que identificar outras causas para as enchentes em Joinville.
A falta de manutenção de rios e córregos, o secretário responsável reconhece que o ideal seria fazer quatro vezes ao ano, mas por falta de recursos só é feita a limpeza duas vezes, por tanto só a metade do necessário. Há muita gente que mora perto destes rios afirmando não ter visto ninguém limpando faz mais de um ano.

Limpeza de bocas de lobo e valetas é outra das tarefas que a prefeitura fica sempre devendo, nem adianta perguntar ou cobrar, na ouvidoria a resposta sempre será que já esta incluída na programação e fica por isso mesmo.
O aumento da impermeabilização do solo urbano ou a perda da permeabilidade é outra das causas e esta ainda unida aos aterros constantes das áreas de espraiamento das aguas de chuva, sem ter por onde infiltrar no solo a agua de chuva chega mais rapidamente às ruas e as enchentes são mais rápidas e mais intensas.

A ocupação dos fundos de vale, a redução do afastamento das margens dos rios, o corte indiscriminado da mata ciliar, a falta de fiscalização, a busca de liminares para construir em recuos menores que os previstos em lei, a construção sobre rios e a canalização de córregos e rios tem um peso muito maior que o lixo eventual que uma minoria possa ainda seguir jogando. Mas o governo e as autoridades insistem que esse é o problema e seguem sem fazer nada. Até a próxima enchente quando incluirão na lista de motivos as milenares marés, como responsáveis. Porque os culpados são sempre os outros.
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