17 de abril de 2014

4 de abril de 2014

A falta que faz um pouco de oposição


Em nome da governabilidade a política tem se convertido numa geleia real que reúne em torno do poder e principalmente das suas benesses a inimigos até ontem irreconciliáveis.

Tudo vale para alcançar o poder e neste quesito a falta de princípios morais e éticos é o melhor aliado dos políticos que fazem do assalto sistemático aos recursos públicos, a ocupação de cargos e o preenchimento de espaços políticos a sua pratica quotidiana.

O resultado mais evidente é o aumento da arrogância e da prepotência dos ocupantes de cargos públicos, que se consideram acima do bem e do mal, e se acham no direito de tratar o eleitor e a sociedade como um tudo, com total falta de respeito. Projetos de lei são encaminhados a Camara de Vereadores sem os estudos e as justificativas necessários e suficientes e esta pratica cada vez mais habitual é o resultado da pressa por um lado e da certeza que a ampla maioria do executivo no legislativo, permitirá que os projetos sejam aprovados no grito, sem maior debate, sem que possa ser adequadamente avaliado o seu impacto sobre a sociedade.

O caso da chamada “Reforma administrativa” encaminhada pelo executivo e aprovada com inacreditável celeridade pelo legislativo é um bom exemplo de como podem ser extintos fundações e institutos, remanejados cargos, funções e responsabilidades e tudo isso possa ser feito sem maior discussão e transparência. A pressa tem se convertido na conselheira do governante autocrático e quando acrescida com a arrogância permite que se cometam atropelos que comprometem e ameaçam a própria democracia.


Episódios como este e outros recentes, mostram a importância e a necessidade de contar com uma oposição no legislativo, que seja atuante, critica e combativa. Surpreende a incompetência e torpeza da maioria que desde a sua arrogância e superioridade acha que tudo pode e comete erros e descumprindo procedimentos de forma repetitiva. Da mesma forma como fica evidente a capacidade da minoria opositora que tem conseguido obter importantes resultados para impedir abusos e autoritarismos. Uma sociedade mais democrática se constrói desde o dialogo, o respeito às minorias e a pluralidade. A imposição de um modelo político em que 51% podem impor sua vontade aos outros 49% da sociedade é a deformação da democracia.

21 de março de 2014

Governo?

"O que há no governo é mais que má gerencia. É uma fé infinita na empulhação, ofendendo a inteligência alheia."

Elio Gaspari

13 de março de 2014

Quem é mesmo que cuida dos centavos?

Cuidar dos centavos

Não há político que não goste de fazer discursos emotivos. Dizer que cuidará de “cada centavo dos recursos públicos”, não é exclusividade de este prefeito ou daquele governador. Aonde tiver uma plateia disposta a acreditar, haverá um político disposto a fazer um discurso no limiar do deboche e da sem-vergonhice.

Nem se passaram três meses da inauguração do flamante trinario das ruas Max Colin, Timbó e XV e a pintura das ciclofaixas já mostra um nível de desgaste inaceitável para uma obra recém concluída. O pior é que não há novidade, a ma qualidade ou escolha das soluções erradas são tão constantes, que há até quem acredite que é assim que deve ser, e que cada 4 ou 5 meses tudo devera ser repintado novamente. Na Joinville que nem consegue manter a pintura das faixas de pedestres na frente de escolas, hospitais e lugares de maior afluência de público, imaginar que as ciclofaixas receberão manutenção adequada é um sonho, mais que um sonho é uma quimera.

E se de fato fossem pintadas e repintadas com a frequência requerida, quem teria coragem para bater no peito e dizer que esta cuidando de cada centavo? Difícil imaginar alguém falando uma um bobagem dessas.

Outra mostra da forma como os centavos são zelosamente vigiados e administrados é a comedia de erros em que se converteu a implantação do corredor de ônibus, no Guanabara, ou seria uma ciclofaixa? O que foi projetado e executado pelo conjunto de Institutos, fundações e secretarias que tem por responsabilidade cuidar dessas coisas, causa espanto. É inimaginável que tanta incompetência possa caber em tão pouco espaço. Um dia era um corredor de ônibus, no seguinte um corredor de uso compartido para bicicletas e ônibus, ao dia seguinte era só para bicicletas e só no dia seguinte ou dois dias depois o prefeito escutou a população do Guanabara.


O pior é que ninguém foi demitido ou veio a público a reconhecer que aquilo tudo foi uma trapalhada. Na iniciativa privada é provável que alguém tivesse perdido o emprego, aqui o mais provável é que ainda seja promovido, por que a pratica comum é que os mais incompetentes ocupem os cargos mais altos na escala hierárquica.

Publicado no jornal A Notícia de Joinville SC
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