31 de outubro de 2012

Trem rápido

video

Para aumentar a velocidade uma boa solução é não se deter. Esta é a logica do sistema ferroviário em Myanmar  Passageiros precisam ser rápidos para conseguir subir a bordo.

30 de outubro de 2012

Republicanismo capenga



Nem acabou de ser eleito e Udo Dohler já caminha em direção a ter um legislativo favorável, tão favorável que é provável que a maioria dos vereadores esqueça qual é a sua função e deixem de fiscalizar o executivo para passar a aclamar cada uma das suas ações.

O sucesso do modelo republicano depende do equilíbrio entre os três poderes. Executivo, legislativo e Judiciário devem manter-se em delicado equilíbrio para poder garantir o pleno funcionamento de um modelo de governo que deveria ter como seu fim único defender o cidadão. Quando dois dos três pés amancebam-se de forma promiscua ou sobra muito trabalho para o terceiro poder ou quem perde é o cidadão. Em geral a ultima tem sido a opção mais frequente.

28 de outubro de 2012

Corra que a policia vem aí!



O que já foi titulo de filme pode agora se converter no grito de guerra dos cidadãos de bem que tem cada dia menos argumentos para confiar e acreditar na sua policia. No caso de Joinville não tem faltado motivos para que a sociedade tenha cada vez mais duvidas sobre a eficiência da sua policia militar.

Entre os últimos acontecimentos podemos citar o desaparecimento, ainda sem esclarecer de mais de 100 armas que tem tudo para ter caído nas mãos de marginais e além de aumentar a insegurança e o risco para a população, podem até vir a ser usadas contra os próprios policiais. Como as armas desapareceram estando sob custodia no  BPM/SC  é de pressupor  que seja um trabalho interno e que todas as suspeitas recaiam sobre policiais do mesmo batalhão.

Depois o roubo de um malote contendo dinheiro, um grupo de policiais militares do mesmo batalhão aproveitou sua condição e roubaram parte do dinheiro no meio de uma operação de busca e captura de perigosos assaltantes a um comboio de carros fortes. Em resumo, em quanto deveriam estar perseguindo os bandidos, estavam dedicados a apropriar-se do que não lhes pertencia. Em favor da corporação neste caso vergonhoso, a rápida intervenção e a utilização dos equipamentos de rastreio da viatura que permitiram identificar os envolvidos e recuperar o dinheiro.

A ultima, ou deveremos dizer a penúltima situação é o descobrimento de que um numero não especificado de policiais militares se utilizaram de falsos diplomas de teologia de uma universidade do norte do país, para fingir uma formação que não tem. Uma nova macula sobre a corporação, que foi descoberta porque um dos policiais denunciou a situação aos seus superiores. Neste caso e de acordo com as informações divulgadas a situação irregular envolve além de policiais também a Bombeiros Militares.

O que deve preocupar é que em tão pouco tempo as paginas policiais tenham noticiado situações como estas, justamente de que tem por obrigação legal proteger a população. Como podemos esperar que a sociedade confiasse na policia militar se no seu seio há indivíduos que desonram a própria corporação, o uniforme que vestem e até colocam em risco os seus próprios companheiros de armas. É importante que a Policia Militar de Santa Catarina e especialmente o 8 BPM de Joinville de uma resposta firme, clara e contundente. Esclarecendo os fatos que ainda restam sem resposta, punindo os culpados e recuperando assim a imagem que hoje esta arranhada e manchada por elementos que nunca deveriam formar parte da corporação.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

Para o homem público

"Advirta-me de todos os meus defeitos de homem para homem. Tudo posso suportar, menos a adulação."

 (George Bernard Shaw)

27 de outubro de 2012

Quanto custa uma ponte?

Em recente debate eleitoral entre os candidatos a prefeitura de Joinville, Udo Dohler e Kennedy Nunes entrou em discussão a construção de uma ponte em Joinville. Em quanto o candidato Kennedy Nunes insistia em que a ponte não custaria menos de R$ 300 milhões de reais o candidato Udo Dohler informava que o preço da ponte não seria superior aos R$ 30 milhões, uma diferença de mais de 10 vezes entre uma a outra proposta.

Como mostra de quanto pode custar uma ponte o blog Fiscal do Badenfurt registra mês a mês a evolução das obras de construção da ponte do Badenfurt em Blumenau. A ponte com 362 metros de vão tem o seu custo orçado em R$ 32 milhões.



É bom estar de olhos bem abertos antes de votar porque entre os R$ 300 milhões de Kennedy e os R$ 30 milhões de Udo há uma diferença muito grande a esclarecer.

No caso de Joinville se a base de calculo para orçar a ponte é o preço da pinguela do Carlito podemos ter grandes surpresas. E acabar pagando muito caro mesmo.


A diferença entre céu e inferno

em alguns casos pode ser muito sutil. Só alterar a ordem das coisas, pode mudar todo o resultado.


26 de outubro de 2012

25 de outubro de 2012

Fundamentalismo é bom ir acostumando-se


O avance do fundamentalismo exige atitudes criativas da sociedade. Aqui temos uma boa alternativa.

Que há de novo?


Mergulhei recentemente num projeto novo. O novo é sempre desafiador. Por conta desta iniciativa estou tomando tempo para visitar alguns amigos, identificar quem serão os parceiros ideais e dedicando um tempo a conversar com os potenciais clientes. Uma boa oportunidade para avaliar como estão as coisas.

A empreitada é interessante e tem a ver com o mundo digital.
Não me considero um experto no tema a pesar de estar envolvido em vários blogs e colaborar regularmente como editor de sites internacionais, mas neste campo sou um eterno aprendiz. A partir das entrevistas feitas confirmei que em geral usamos pouco e mal a internet, ainda que lhe dedicamos cada dia mais horas e que somos dependentes dela para quase tudo. Há um mundo de seres analógicos que tem dificuldade em abrir os arquivos que acompanham um e-mail. Há os que ligam para conformar se recebemos ou não o e-mail que enviaram. Outros demoram mais de uma semana a responder um e-mail porque não tem o habito de abrir sua caixa postal com freqüência.

Excluindo uma minoria que usa e domina a rede com solvência e que conseguem desde pedir uma pizza e programar as ferias de toda a família ou comprar geladeiras, livros ou dvds. A maioria dos que formariam o grupo dos conectados, se limitam apenas a baixar musica e filmes, reenviam correntes e apresentações com mensagens de autoajuda ou no máximo verificam o saldo bancário e realizam pequenas operações. E esta é uma situação curiosa porque estamos em pleno processo de mudança de uma sociedade de analfabetos funcionais analógicos, este grupo de mais de 70% de brasileiros que não conseguem escrever ou ler e compreender um texto simples de vinte ou trinta linhas, mas que vive conectada e interconectada, que escreve mensagens a uma velocidade capaz de deixar a qualquer um vesgo e que usam uma linguagem propria formada por monossílabos, onomatopéias e pontos suspensivos.

Me pergunto o que tanto há por dizer? Sobre o que podem versar estes diálogos intermináveis e aonde vai nos levar tudo isso?. Entretanto continuo visitando os amigos e clientes e chegando a conclusão que estamos deixando de ser  uma sociedade de analfabetos funcionais analógicos, para converter-nos a passos rápidos numa sociedade de analfabetos digitais.

24 de outubro de 2012

Para pensar acordado


Lembrei hoje, desta celebre frase e acho que se encaixa perfeitamente para o momento político desta eleição de Joinville, no próximo dia 28.

Historicamente, sempre se verificou.
Espero que este seja o momento de Joinville, finalmente....
Se não, o momento estará próximo, antes do término do mandato, com certeza.

"Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo".
Abraham Lincoln

21 de outubro de 2012

Juntando 1 + 1 pode dar zero ou menos


O jornalista Rogemar Santos, publica no jornal Noticias do Dia a seguinte nota:

Lixeira 
Depois de vários pedidos da comunidade, a  Secretaria Regional do Bairro Jardim Paraíso   doou dois tubos para fazer lixeira na pracinha. Agora, os moradores do bairro devem  manter a pracinha limpa e realmente colocar o lixo  nas lixeiras.
O jornal A Noticia publica na seção "TEVE SOLUÇÃO" a imagem das ditas lixeiras. Só a partir da imagem ou de uma visita ao Jardim Paraíso para entender o que esta obra representa.

O prefeito Carlito Merss insiste em culpar a outros da sua derrota nas urnas.

Se "DEPOIS DE VÁRIOS PEDIDOS DA COMUNIDADE" a solução, para resolver o problema é "ISSO", podemos ficar tranquilos, porque será muito difícil que possamos ter um governo pior que o atual.



Tem solução?


Uma das seções do jornal A Noticia que nunca deixo de ler é a “Tem solução?” A estrutura da seção é simples, os leitores enviam ao jornal fotografias de situações do quotidiano urbano em que é necessária uma solução. O jornal depois de recebidas as imagens faz contato com o responsável ou responsáveis pela situação na administração municipal e publica a imagem, o questionamento e a resposta do órgão público.

Se vistas uma a uma as imagens não tem um peso significativo, nada que possa abalar a imagem de nenhum governo ou de nenhum administrador, mas o seu impacto um dia após outro é devastador. Hoje é uma boca de lobo, uma lixeira quebrada, um ponto de ônibus quebrado, um canteiro sem flores, uma arvore morta. um banco quebrado ou um parquinho que oferece perigo. São imagens do nosso quotidiano urbano. Vistas e retratadas pelo olhar do cidadão, do contribuinte, nesta época é bom lembrar também do olhar do eleitor.

O “Tem solução?” permite que o cidadão se manifeste. Na maioria dos casos o leitor informa que já procurou os órgão competentes, que já fez a denuncia na prefeitura, na secretaria regional, na Fundema, na Conurb, em qualquer um dos órgãos que tem a responsabilidade de zelar pela cidade e de atender ao munícipe. A sensação é que sem ter sido atendidos ou sem ter recebido uma resposta convincente e principalmente sem ter o problema resolvido o “Tem solução?” é a sua ultima esperança. Já não há mais a preocupação com que se resolva o problema e sim com que os outros saibam que o problema existe e permanece sem resposta.

Na outra ponta as respostas dos administradores que parecem responder a um roteiro pré-estabelecido. Em geral alegam que não tinham conhecimento do problema, enviarão alguém para poder se informar. Outras vezes a resposta é que a obra, o reparo, o conserto já esta na programação. Faltam materiais, será feita uma licitação, exige a ação coordenada de outros órgão municipais e outras respostas do gênero. Em alguns casos a resposta é precisa o problema será resolvido nos próximos dias, ou até final do mês. Nem dizer que passados 30, 60 ou 90 dias tudo continua igual e nada foi feito.

Um estudo de cada um dos casos do “Tem solução?” mostra muito mais que a inoperância e a incompetência da administração pública para resolver problemas menores que são comuns no quotidiano de qualquer cidade. O jornal ao dar voz e vez ao munícipe expõe com crueza o descaso com que o cidadão é tratado pela administração pública. A sensação é que há por parte do poder público uma ação deliberada para fazer que o cidadão se canse, desista de reclamar e deixe de importunar. O “Tem solução?” é a prova diária que o leitor / Eleitor / Cidadão tem vez e deve ser ouvido e respeitado.  

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

20 de outubro de 2012

19 de outubro de 2012

Os cavaleiros da modernidade

As recentes declarações dos presidentes de três entidades empresariais de Joinville, condenando o prejuízo e o atraso que a suspensão da Conferencia da Cidade representa para o desenvolvimento da cidade poderiam ser levadas em consideração se as entidades tivessem se empenhado em apoiar um processo legitimo, democrático e participativo. Como preferiram focar seus esforços e capacidade em promover um modelo autoritário, ranço e pouco representativo, as suas declarações não devem merecer nenhuma consideração.

Em tempo, seria bom que as mesmas entidades prestassem atenção ao despacho do Juiz Roberto Lepper e tirassem conclusões praticas que permitissem que os seus próprios processos eleitorais fossem também mais democráticos e participativos. Faria bem para a melhorar a imagem das entidades patronais e principalmente permitiria uma oxigenação salutar. As entidades só teriam a ganhar.

Para pensar acordado

"Sempre que se produz legislação baseada na religião, abre-se caminho a todo tipo de intolerância e perseguições."

 (William Butler Yeats)

18 de outubro de 2012

O que esta sendo enterrado nas nossas ruas (2)

Este blog denunciou a instalação irregular de saída de esgoto domestico em tubulação de drenagem pluvial na Rua Jaguaruna no centro de Joinville.

O post esta neste link O que esta sendo enterrado nas ruas de Joinville

A Companhia Águas de Joinville do alto da sua prepotência postou no seu blog a seguinte resposta
citando, sem citar explicitamente este blog e este blogueiro o link é este "Não confunda drenagem com esgoto"

A postagem da CAJ mereceu este post "Arrogância e desinformação"

Agora depois da vistoria da Fundema e da ação dos técnicos da Companhia Águas de Joinville que fizeram a ligação "correta" tudo esta resolvido. Por isso se você esta buscando incompetência  não precisa ir muito longe, encontrará quem a pratica bem perto de você.





Parafraseando a própria Águas de Joinville, Não confunda drenagem com esgoto ou melhor não confunda um trabalho bem feito com um trabalho de porco.

Para pensar acordado


A palavra de hoje é FANATISMO

"O fanatismo consiste em redobrar o próprio esforço quando nos esquecemos do objetivo." (Jorge Santayana)

"Fanático é o sujeito que não muda de idéia e não pode mudar de assunto."
(Winston Churchill)

"O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos." (Friedrich Nietzsche)
"A mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais se irá contrair." (Oliver Wendell Holmes)

"O fanatismo é um estado d'alma, em que a paixão do crente se converte em alucinações." (Leoni Kaseff)

17 de outubro de 2012

Religião não se discute...!!!


 Religião não se discute...!!!

Num banquete, botaram um padre sentado ao lado de um rabino.
O padre, querendo gozar o rabino, enche o prato com pedaços de um suculento leitão
e depois oferece para o 'colega'.

O rabino recusa, dizendo:
- Muito obrigado, mas... não sabe que a minha religião não permite a carne de porco?

- Noooossa! Que religião esquisita! Comer leitão é uma delííícia! - Comenta o padre com ironia.
Na hora da despedida, o rabino chega e diz para o padre:
- Mande minhas recomendações a sua mulher!

E o padre, horrorizado:

- Minha mulher? Não sabe que a minha religião não permite casamento de sacerdotes?


- Noooossa! Que religião esquisita! Comer mulher é uma delííícia!!!....

- Mas se você prefere leitão........

O que vem por aí


Acabado o primeiro turno das eleições, todos os olhares se voltam para os próximos embates. Enquanto todos estão mais atentos à movimentação dos dois candidatos que estarão no segundo turno, é bom acompanhar com atenção os bastidores da nossa Câmara de Vereadores.

Um dos temas que deveria merecer toda a atenção são as reuniões a serem realizadas pelos vereadores que ainda compõem as poderosas Comissões de Urbanismo e de Legislação. Os vereadores que formam estas comissões, acrescidos dos que tampouco se reelegeram, tem se convertido, desde o dia 7 de outubro, em autênticos mortos vivos, zumbis políticos, que gozam de uma confortável maioria na 
Câmara.  Se não houver um forte controle da sociedade, este grupo de 12 vereadores não reeleitos poderia, hipoteticamente, aprovar leis impopulares, numa forma de "dar o troco" aos eleitores que não os reconduziram. Numa forma de vingança ou de desforra.

Não é casualidade que os eleitores tenham dado uma resposta tão contundente. Em rigor, os únicos vereadores não escrutinados pela população foram Lauro Kalfels e Dalila Leal, que optaram por não se recandidatar. Os demais perderam a eleição. A sua atual situação política faz que seja mais necessária a atenta vigilância da sociedade organizada, para identificar qualquer iniciativa que tenha como objetivo aprovar, de forma intempestiva ou até truculenta, a LOT - Lei de Ordenamento Territorial.

Vale lembrar. Se aprovadas, as mudanças inicialmente propostas alterariam, de forma substancial, tanto o perímetro da cidade como a capacidade para construir e especialmente verticalizar áreas onde hoje não é permitido. Desnecessário dizer que há muita gente interessada em colher dividendos financeiros por conta destas mudanças de zoneamento. Aliás, quando sejam divulgadas as contas de campanha será possível identificá-los como doadores. Permanecerão em muitos casos dúvidas sobre a quantidade de cavaletes, placas, material de campanha, a equipe contratada e os valores declarados, e pode até ser que estas dúvidas nunca fiquem suficientemente esclarecidas.

A nova composição do Conselho da Cidade, que surgirá da próxima conferência da cidade, permitirá corrigir os erros cometidos na sua edição anterior e ainda garantirá uma maior participação da sociedade civil. Joinville terá, a partir deste momento, uma nova oportunidade para debater a LOT, de forma democrática e participativa, realizando as audiências públicas exigidas pela lei e outorgando a nova proposta uma legitimidade que a atual não tem, como foi destacado pelo Ministério Público e reconhecido pelo próprio prefeito Carlito Merss, que precisou anular os decretos 18007 e 18008 de 12.07.2011 para corrigir os erros e desatinos cometidos.

Neste quadro político, não há a menor condição de legitimidade aos membros da comissão de urbanismo para tentar impor a aprovação de uma lei tão importante sem que sejam cumpridos todos os trâmites e etapas legais. O fato de não terem sido reconduzidos pela soberana decisão do eleitor quer dizer, entre outras coisas, que a gestão da Câmara de Vereadores não foi referendada pelo voto.

Como cidadãos não podemos permitir, de novo, que leis que interferem diretamente sobre nossas vidas e patrimônio sejam aprovadas no apagar das luzes do  mandato legislativo e executivo municipal, como desejam fazer com a LOT.

Planejar para fazer bem feito


Planejar bem permite que não cometamos erros, que façamos melhor, que não seja preciso o retrabalho. 


Com frequência planejar tem se convertido uma tarefa impossível de ser atingida pela administração pública. O resultado é uma mistura de incompetência e impotência além de desperdício de recursos públicos.
Neste caso, qual deve ser a velocidade máxima permitida? 30 km /h ou 40 km/ h? 
No caso de Joinville o excesso de órgãos públicos cuidando das mesmas coisas gera resultados como o destas imagens



16 de outubro de 2012

Joinville dividida


Joinville ficou dividida entre vermelho e azul. As cores de cada candidatura fazem a campanha mais colorida, não seria melhor que tivesse também mais conteúdo?

Mais baixo ainda


Algumas coisas ficam difíceis de entender para o eleitor médio. Se tudo o que os assessores diretos do Prefeito Carlito disseram sobre o Kennedy durante quase quatro anos fosse verdade, como seria possível uma aliança tão espúria e abjeta? Só alguém completamente sem caráter poderia se aliar com alguém de quem tivesse feito acusações tão graves.

Desprende-se deste acordo eleitoral ou que as acusações não seriam consistentes e que se incluíam no que em política se denomina  conversa mole ou discurso ideológico, arte que muitos políticos praticam com total impunidade. Ainda hoje, ter a capacidade de descer ao inferno e abraçar o diabo é visto em alguns ambientes partidários como uma prova de saber fazer política. Eu pessoalmente fico dividido, não entre votar ou não votar no Kennedy, esta decisão já esta tomada faz tempo. Fico dividido entre acreditar ou não acreditar que em política tudo é possível e que não há limite para a imoralidade, à falta de caráter e a sem-vergonhice.

O PT local mostrou uma vez mais, que executando uma pequena minoria, a maioria do partido optou por descer os degraus de três em três para chegar mais rápido ao fundo do poço.

Com o fígado



Um bom conselho é não fazer política com o fígado, de novo este é um conselho que tampouco chegou aos ouvidos do prefeito Carlito e do núcleo duro do seu partido.

Ver juntos em ruidosa algaravia os novos aliados do candidato Kennedy deveria deixar os cabelos em pé de qualquer observador mais comedido. Mas ânsia e a vontade de não perder o emprego é tanta, que ninguém parece ter necessidade de dissimular.

Ver como se abraçam sorridentes inimigos de anteontem, permite prever que não durará muito esta aliança de conveniência e que esses amigos de circunstancias não sobreviverão ao primeiro desencontro. Faltam cadeiras para acomodar tantos convidados e quando a musica pare, muita gente boa ficara sem lugar para sentar.

15 de outubro de 2012

São Jorge do bordel


Direto ao Ponto por Augusto Nunes



Em agosto de 2005, publiquei no Jornal do Brasil, com o título “São Jorge de Bordel”, o seguinte artigo:

Antes da revolução dos costumes desencadeada nos anos 60, era bem menos divertida a vida de adolescente em cidade pequena. As moças se casavam virgens, motel só aparecia em filme americano, drive-in era coisa da capital. A esfregação nunca ia muito longe. E também os jovens nada saberiam de sexo se não houvesse uma zona em qualquer município com mais de 10 mil habitantes.

Ninguém chamava pelo nome completo ─ zona do meretrício ─aquele punhado de casas com uma luz vermelha na varanda, plantadas no difuso território onde a cidade já acabou sem que o campo tenha começado. O mobiliário se limitava à mesa com cinco ou seis cadeiras, um sofá, três ou quatro poltronas e uma vitrola antiga. Às vezes, nem isso. O que não podia faltar eram a cama de casal em cada quarto e o quadro de São Jorge na parede da sala.

Bonito, aquilo. Os trajes de guerreiro, o corcel colérico, a lança em riste, o dragão subjugado, as imagens beligerantes contrastavam esplendidamente com a expressão beatífica. Todo santo de retrato é sereno, mas nenhum se mete com monstros que soltam fogo pelas ventas. Só um São Jorge de bordel poderia arrostar tamanho perigo com aquela placidez que sublinhava o espetáculo da coragem.

Concentrado no duelo tremendo, o exterminador de dragões não prestava a menor atenção no que acontecia fora do retrato. Na sala, prostitutas e clientes negociavam o acerto que os levaria a algum dos quartos escurecidos pela meia-luz que eternizava o crepúsculo. Deles não paravam de chegar sons muito suspeitos, mas o santo guerreiro nada ouvia. Estava na parede para proteger a zona do meretrício, não para vigiá-la. Quem luta com dragões não perde tempo com batalhas de alcova.

São Jorge de bordel era chamado naquele tempo todo homem que mantinha a cara de paisagem enquanto desfilavam a um palmo do nariz iniqüidades, bandalheiras e delinqüências. O filho abandonara os estudos, a filha se apaixonara pelo cafajeste do bairro, a mulher vivia arrastando vizinhos para o quarto do casal, o sobrinho furtava as economias da avó — e a tudo seguia indiferente o chefe de família. Como um São Jorge de bordel.

Como um São Jorge de bordel sempre agiu Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado Roberto Teixeira nunca lhe cobrou aluguel pela casa onde Lula viveu durante oito anos. O inquilino fez de conta que nem notou. Em 2002, sobrou o dinheiro que faltara às campanhas anteriores. Lula não fez perguntas sobre o milagre. Tampouco quis saber quem financiara a milionária festa da vitória na Avenida Paulista.

Instalado no gabinete presidencial, não enxergou as agudas mudanças na paisagem. Bons parceiros como Djalma Bom estacavam na secretária do ajudante de ordens. Entravam sem bater na sala presidencial aliados como Pedro Correia ou Valdemar Costa Neto. Fundadores do PT eram expulsos do partido. Roberto Jefferson ganhava cheques em branco.

Sílvio Pereira e Delúbio Soares se tornaram clientes assíduos da casa, ganharam salas para negociar com a freguesia, assimilaram hábitos de novo-rico. Lula não ouviu o ronco do Land Rover de Silvinho nem a barulheira dos jatinhos de Delúbio. Não percebeu que sindicalistas promovidos a diretores de banco agora usavam gravata borboleta.

Despertado pelo ruído provocado por Waldomiro Diniz, voltou a dormir depois das explicações sussurradas por José Dirceu. Lula não ouviu o governador de Goiás, Marconi Perillo, assombrado com a desenvoltura dos trambiqueiros aliados que tentavam comprar mais deputados. Não quis ouvir a mesma denúncia repetida por Roberto Jefferson.
Não enxergou a expansão do pântano. Não viu as marcas de lama nos tapetes do Planalto.

Num prostíbulo de antigamente, a figura protetora desceria da parede para botar ordem na casa. No Brasil submerso na crise, o presidente só quebra o silêncio de São Jorge de bordel para berrar improvisos insensatos. Em seguida, volta ao retrato.

Que outros santos nos socorram.

Volto para concluir o resumo da ópera. Passados sete anos, o São Jorge de São Bernardo segue fingindo que de nada soube, nada viu e nada ouviu. A fila dos mensaleiros condenados aumenta. Marcos Valério começou a abrir a medonha caixa preta. Pela primeira vez, uma alta patente da quadrilha confirmou que falta alguém no banco dos réus do Supremo. Nem assim o chefe da seita se anima a falar em mensalão. Acha que vai ficar pendurado na parede até o fim dos tempos.

Não percebeu que a farra na zona foi longe demais. Nem desconfia que a casa pode cair a qualquer momento.



(extraído do Blog de Augusto Nunes)

Ele, sempre ele



O jornal A Noticia entrevistou os vereadores que perderam a eleição e não foram reconduzidos para um novo mandato.

O Vereador Alodir Cristo, definiu com firmeza a sua opinião sobre o seu futuro na Câmara de Vereadores de Joinville, com uma frase que lembra a fabula de Esopo da raposa e as uvas.





“A Câmara é pequena pra mim. Não volto mais.”

Alodir Cristo (DEM)

AN – O que deu errado?

Alodir Cristo – A onda que nós apoiamos não deu certo. O cara que puxava muito voto (Marco Tebaldi), acabou não puxando. Nós colamos nele e agora avalio que a maior parte do meu eleitor não era o eleitor dele. Daí não votaram em mim. Acreditei no projeto e deu nisso. Mas a Câmara de Vereadores é muito pequena para mim. Posso produzir muito mais na iniciativa privada. Pra cá, não volto mais.

AN – E o que o senhor vai fazer quando o mandato acabar?

Cristo – Ainda não sei. Existem algumas propostas para que eu volte a dar aula. Vou analisar. Também temos propostas dos candidatos a prefeito e vou verificar qual iremos apoiar. O DEM ainda não sabe para onde irá.

AN – Pensa em concorrer novamente?

Cristo – Não. Nunca mais. Para vereador não. Talvez para outros cargos. Esse tempo aqui foi uma escola para mim, principalmente sobre o que não fazer, mas não quero ser vereador nunca mais. Meu perfil é mais para ficar no Executivo.

Parabéns aos eleitores que tendo votado nele em 2008, entenderam a mensagem e optaram por ajudar o vereador a voltar a iniciativa privada. Alguém que declara que “A Câmara é pequena pra mim.” Não merece ser reconduzido.

A Câmara perde um dos seus vereadores mais verborrágicos e um dos maiores defensores da verticalização da cidade, do seu adensamento e do seu crescimento e expansão para além do bom senso

Uma historia da antiga União Soviética atualizada


Duas galinhas.

Pura realidade. . .

Conversa entre petistas.
- "Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?"
- "Sim" - respondeu o militante.
- "E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?"
- "Sim" - novamente respondeu o valoroso militante.
- "E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?"
- "É claro que doaria" - respondeu o orgulhoso companheiro.
- "E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?"
- "Não" - respondeu o camarada.
- "Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?"

- "Porque galinhas eu sim tenho duas."

14 de outubro de 2012

O sindico



Prefiro a ideia de olhar o cargo de prefeito, mais como sendo o Sindico de Joinville, que imaginar-lo como o proprietário. O estilo do proprietário até agora não parece que tenha dado muito bom resultado. 

A maioria conhece bem um sindico, quem mora em condomínio, seja vertical ou nos horizontais, que tanto estão crescendo por aqui, conhece o sindico e sabe qual é o seu trabalho. É um dos moradores que é escolhido para administrar os espaços e os assuntos comuns a todos. O cargo de sindico e “executivo” e não legislativo, ele tem a responsabilidade de executar, resolver, fazer acontecer. Muitos condomínios optam por fazer quase que um rodízio entre todos os proprietários, assim todos um dia terão a mesma responsabilidade.

Olhar o prefeito como um sindico, parece que aproxima mas da realidade, que o faz mais parecido com cada um de nós.

É como saber se o sindico que escolhemos é bom? Podemos usar para avaliar o desempenho do sindico de Joinville, os mesmos critérios e princípios que utilizamos para acompanhar o sindico do nosso condomínio. Sem querer esgotar o tema, proponho aqui alguns pontos a seguir:

- O sindico esta presente e é fácil de encontrar? Ou é alguém que viaja muito, e quando esta, parece inalcançável, nunca tem tempo para escutar os demais condôminos?

- Revisa os preços dos contratos antigos? Ou os renova sem negociar, porque não é o seu dinheiro que paga as contas? Em todo caso exige faturas detalhadas e justifica todas as despesas e custos não previstos? Fecha contratos de alto valor por longos períodos  comprometendo o caixa futuro da comunidade de proprietários

- Verifica se a manutenção do condomínio é deficiente ou se o imóvel esta descuidado? As manutenções preventivas e periódicas são feitas com regularidade e são contratadas, só empresas idôneas? Existe no condomínio um controle detalhado dos serviços feitos, da sua periodicidade e dos custos respectivos?

- São feitos sempre ao menos três orçamentos, antes de contratar um serviço? Existe um acompanhamento cuidadoso dos trabalhos contratados, dos efetivamente feitos e dos valores pagos?

- O custo do condomínio é adequado ao nível dos serviços que recebe ou você sente que esta pagando caro, pelo serviço que tem? As despesas do condomínio aumentam ano a ano, acima do seu salário? O sindico se esforça em manter a taxa do condomínio baixa, sem perder a qualidade dos serviços? 

- As reuniões de condomínio são abertas a todos, os temas são discutidos abertamente ou parece sempre que um pequeno grupo já tem tudo decidido e a sua participação nas reuniões é meramente figurativa?

Vamos acompanhar juntos, o desempenho do novo sindico. Esperar que o sindico que sai entregue todas as contas em dia, as obras concluídas e que o nosso condomínio prospere, com uma boa administração.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

13 de outubro de 2012

Acabou


Nem bem tinha acabado o dia 7 e já teve quem ligasse para me cumprimentar pela derrota, já prevista, do prefeito Carlito Merss. Não deveria ser o momento de nos alegrar com a derrota de ninguém. Numa sociedade democrática, como a nossa, ganhar ou perder são duas caras da mesma moeda. Nestas eleições houve ganhadores e perdedores, o importante neste caso é que a resposta das urnas sirva de aprendizado.

O prefeito Carlito já fazia tempo que tinha perdido o contato com a realidade das ruas. A sua teimosia em acreditar só no restrito grupo de acólitos que formaram seu maior esteio e ao mesmo tempo são os principais responsáveis pela sua derrota eleitoral. Acreditar só nas boas noticias, se acostumar aos elogios constantes e principalmente não reconhecer nas criticas um aviso que havia muito para corrigir, levaram ao resultado atual. Que não foi pior porque teve entre os candidatos opositores a um verdadeiro campeão em processos e provavelmente um dos gestores públicos menos probos que o pais já conheceu.

Voltando ao prefeito, ele ainda não entendeu e menos ainda assimilou que os elevados percentuais de reprovação, não poderiam ser exclusivamente achacados a uma campanha orquestrada por um punhado de radialistas venais. A maioria da população não identificou nas suas ações de governo as bondades, os resultados e as mudanças que os seus fanáticos seguidores repetiram a saciedade por todos os meios de difusão  disponíveis. Goebbels teria fracassado em Joinville, a pesar da insistência e reiteração os eleitores não conseguiram enxergar no seu dia a dia o maravilhoso mundo de faz de conta que o prefeito e os seus marqueteiros mostravam em cada programa.

Nenhum vídeo por mais alegre e ufanista que fosse poderia sobreviver às filas, aos doentes empilhados em macas nos corredores dos hospitais públicos ou a meses de espera para uma consulta. Os buracos nas ruas, as obras intermináveis e inconclusas. Os parques que continuam sem ser uma realidade ou dezenas de outras torpezas e erros. O prefeito deveria ter começado a suspeitar da competência da sua equipe, quando por um grosseiro erro aritmético o gasto em publicidade extrapolou o que a lei determina. O prefeito Carlito Merrs passou a ser acusado de ser ficha suja e teve até sua candidatura cassada, comprometendo o seu maior patrimônio, a sua credibilidade e a sua imagem de homem público.

Carlito tem pela frente dois anos sabaticos, sem nenhum cargo eletivo, poderá conhecer uma experiência nova para ele, este tempo de descanso lhe permitirá reavaliar o seu futuro político e considerando que saberá capitalizar esta derrota, deverá voltar a vida política com novos brios. Caberá fazer as escolhas e tomar as decissões corretas.

O primo do Fritz


Acharam no Rio Niger na Africa o primo do nosso jacaré Fritz. Pelo tamanho a sua dieta era mais rica e variada que a que esta disponível no Rio Cachoeira. 

12 de outubro de 2012

A campanha entra em loop


Loop (*) político

No segundo turno posições dos dois candidatos tendem a entrar num loop. O discurso fica repetitivo e há uma tendência em concordar com tudo o que tem boa receptividade no eleitorado ao mesmo tempo em que se discorda dos outros pontos. Os discursos ficam cada vez mais parecidos. E o eleitor perde porque a campanha fica vazia de conteúdo.

(*) Loop[Ingl., 'laço', 'laçada'.]
S. m.  Inform.  
 1. Trecho de programa (9) executado repetidamente um número definido de vezes, ou até que uma condição seja satisfeita.  
 2. A execução repetida dessas instruções; iteração.  

u Loop infinito.  Inform.  
 1. Aquele em que não está definida condição para a sua interrupção, sendo executado indefinidamente.  


10 de outubro de 2012

A fila do emprego



É forte a agitação entre boa parte dos comissionados, tanto no legislativo, como principalmente no executivo. Aqueles que a partir dos resultados do dia 7 já sabem que vão ficar sem emprego a partir do dia primeiro de janeiro de 2013. Tem tanto gente atualizando currículo, como gente pendurada no telefone ligando para velhos conhecidos. Há inclusive que verifica se tem ou não direito a licença premio ou a férias antes de pensar em voltar ao batente.

Para muitos voltar aos empregos anteriores representa uma perda significativa de renda, mas o que mais esta pesando é a perda de status. Voltar a fazer fila, para quem foi campeão em criar filas não deixa de ser uma tremenda ofensa.

Criatividade


A área interna desta universidade na região da Baviera na Alemanha, mostra que um espaço para o estudo e a geração de conhecimento pode ser também um ambiente lúdico e divertido.


9 de outubro de 2012

Arrogância e desinformação

A CAJ (Companhia Aguas de Joinville) dá um show de arrogância e desinformação no seu blog.

Dedica 16 linhas de texto e 4 desenhos a informar sobre o nada. Discorre o texto, sem citar explicitamente sobre denuncia feita neste blog com o titulo "O que esta sendo enterrado nas ruas de Joinville"

No post do blog há imagens que mostram de forma clara a conexão de uma tubulação de pvc de cor branca conectada numa tubulação de drenagem pluvial. O tubo de pvc esta junto a uma tampa metálica padronizada de esgoto, que tem a logomarca da antiga CASAN, empresa que fez a instalação do saneamento básico na rua Jaguaruna entre outras.

A CAJ no seu post, sem ter conhecimento de qual é a situação real no caso denunciado pelo nosso blog, informa que o blogueiro confundiu as redes de esgoto e drenagem. Ainda afirma que solicitou a Fundema que fiscalizasse a situação denunciada.

A CAJ deveria esperar o informe da Fiscalização da Fundema e só depois postar a informação correta. Lembrando ainda que as obras de infraestrutura e melhoria da rede de drenagem da Rua Jaguaruna estão sendo realizadas pela prefeitura municipal de Joinville e que se houver qualquer irregularidade a responsabilidade é do executor da obra.

O blog da Águas de Joinville reconhece que sem conhecer a situação real, já partiu para a desqualificação do blogueiro e acrescenta ainda:

"A Companhia Águas de Joinville, nesta sexta-feira, solicitou à Fundema que uma equipe de fiscalização constate a possibilidade de despejo irregular de esgoto na rede de drenagem na rua Jaguaruna, na área central da cidade." 

e continua o blog da CAJ com a afirmação:

"vale a fiscalização para verificar a possível irregularidade."




Desabafo de um candidato a vereador (real)


Prezados amigos, bom dia!
 
De uma votação estimada entre 3.500 e 4.000 votos, recebemos apenas 595. Em 1996, única vez que concorri, recebi 875, quando era um ilustre desconhecido. Depois de 10 anos da TV divulgando o esporte motor, contando com apoio de vários clubes (jipeiros, trilheiros, motociclistas e carros antigos), além dos vários amigos que voluntariamente pediram o voto para mim e dos clubes sociais que participo, contava com resultado expressivamente melhor. Havia ainda meu posicionamento nos jornais da cidade, por mais de 10 anos, com pensamento sempre crítico e ético, que atingem quinzenalmente 20 mil famílias.
 
Fizemos uma campanha séria e honesta, divulgando por onde passamos a verdadeira função do vereador, sem promessas vãs e desonestas. Encontramos eleitores que tiraram nossa placa em troca de gasolina, brita e barro, sem contar com as várias destruídas sabe-se lá por quem e qual motivo. Infelizmente, em campanha eleitoral, a força do dinheiro é ainda muito forte. Basta ver os eleitos. Há notícia de um eleito que teria recebido apenas de uma empresa a quantia de R$ 400 mil, por seu "relacionamento amistoso" enquanto comandava uma Reginal da Prefeitura. Lamentável.
 
Resta agradecer aos 594 (1 é meu, rsrsrsrs) amigos que depositaram seu voto de confiança em mim, na esperança de uma legislatura pautada pela ética e em prol do esporte. Vamos reunir o grupo de apoio e decidir nosso futuro político. Num primeiro momento, a decepção é enorme. Ainda não entendi o que aconteceu. Nem sei se vale a pena a reflexão e se tornarei a pensar em política.
 
Abraço a todos!
 
Renni A. Schoenberger

8 de outubro de 2012

6 de outubro de 2012

As bicicletas de aluguel


Faz poucos dias Ely Diniz escreveu, no jornal A Noticia, sobre a boa experiência que foi a iniciativa do Banco Itau de disponibilizar bicicletas gratuitamente durante o Festival de Dança em Joinville. A maioria gostou da ideia e a cidade por uns dias ficou mais bonita, mais sustentável e melhorou a sua mobilidade, o melhor de tudo é que não representou nenhum custo para a população.

Agora começa a ser divulgado que até o final de ano, e bom frisar também o final desta administração será aberta uma licitação para contratar o serviço de bicicletas de aluguel. É provável que esta iniciativa seja o resultado da viagem que faz um ano o prefeito Carlito Merss fez a Europa, especialmente a Paris e Barcelona, entre outras cidades, para conhecer o funcionamento deste serviço lá, depois de detalhados estudos e projetos Joinville esta preparada para receber esta alternativa de transporte.

Implantar um serviço de aluguel de bicicletas não é novo, no Brasil, muitas cidades com maior ou menor sucesso já o tem implantado, sem ir muito longe Blumenau foi pioneira aqui em Santa Catarina, com resultados pouco empolgantes. Provavelmente teria sido mais interessante visitar e conhecer os exemplos locais e avaliar o que tem funcionado e o que não e principalmente o por quê?

A menos que em Joinville exista alguma lei bizarra que proíba o aluguel de bicicletas, que ninguém deveria se surpreender que possa existir, para que este serviço só possa ser explorado comercialmente pela empresa que ganhe a licitação, a impressão é que se fosse economicamente viável alguém já teria tomado a iniciativa de propor este serviço. O projeto que tem sido divulgado é verdade que ainda de forma parcial e truncada, cita bicicletarios junto aos terminais, cria obrigações e exige investimentos ao operador do sistema que serão incluídas no preço do aluguel. Antes de ser acusado de pessimista e pé frio, aviso que prefiro o modelo gratuito que funcionou durante o Festival de Dança, acho que se complicamos muito as coisas, e alguns institutos de pesquisa e planejamento são realmente bons nisso de complicar as coisas simples, esta ideia, que era boa, vai ficar só no papel ou no discurso de campanha.

Não deve faltar muito, para que alguém proponha a criação de uma empresa municipal de aluguel de bicicletas, com presidente, três diretores e dezenas de funcionários para administrar este serviço. Há projetos guardados em gavetas do paço municipal que propõem em nome da saúde pública e do Código de Defesa do Consumidor que se faça uma licitação para montar uma rede municipal de vendedores de pipoca,  (Pipocaville) que terão seus carinhos padronizados, usariam uniforme nas cores do partido que esteja no governo e comprariam o milho pipoca diretamente dos leilões promovidos pela CONAB ( Companhia Nacional de Abastecimento) ou dos assentamentos administrados pelo MST (Movimento Sem Terra).

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

O conselho que Carlito não recebeu...

...e se recebeu, não seguiu.

O prefeito Carlito Merss esta encerrando a sua gestão com um inquestionavel elevado índice de rejeição.

Se houvesse sabido se rodear de bons assessores poderia ser que algum deles tivesse lhe dado este conselho:


A SABEDORIA NAPOLEÔNICA ! ! !

Dizem que Napoleão Bonaparte classificava seus soldados em quatro tipos:

1. os inteligentes com iniciativa;
2. os inteligentes sem iniciativa;
3. os ignorantes sem iniciativa e 
4. os ignorantes com iniciativa.

. Aos inteligentes com iniciativa, Napoleão dava as funções de comandantes gerais ... estrategistas.

. Os 
inteligentes sem iniciativa, Napoleão deixava-os como oficiais para receberem ordens superiores ... para cumpri-las com diligência.

. Os ignorantes sem iniciativa, Napoleão os colocava na frente da batalha - buchas de canhão, como dizemos.

. Os ignorantes com iniciativa, Napoleão os odiava e não os queria em seus exércitos. 

. Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer besteiras enormes e depois dissimuladamente, tentar ocultá-las.

. Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não deve, até envolve-se com quem não deve e depois diz que não sabia.

. Um ignorante com iniciativa faz perder boas ideias, bons projetos, bons clientes, bons fornecedores, bons homens públicos.

. Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade, porque resolve alterar processos definidos e consagrados.

. Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco para o desenvolvimento e o progresso de qualquer empresa e governo.

O prefeito não parece ter sabido identificar na sua equipe o numeroso grupo dos ignorantes com iniciativa e não soube se livrar deles.

É Você sabe como se livrar dos ignorantes com iniciativa? Pense que um pequeno grupo deles se eleitos forem para o nosso legislativo municipal podem causar um grande estrago.

A nova LOT em imagens


 A LOT que tanta pressa tem ver aprovada o prefeito Carlito Merss encerra alguns presentes de grego. A pesar dos discursos dos seus assessores mais diretos  dizendo que a cidade deve ser adensada a verdade é que  Joinville tem aumentado e ainda querem aumentar mais o seu perimetro urbano, avançando sobre areas rurais tradiconais como a Estrada da Ilha e a região da Vilanova. O residencial Trentino foi aprovado sobre uma antiga arrozeira igual que esta acontecendo na área da rodovia do arroz.

A imagem mostrada no grafiti mostra a forma como esta sendo tratado o planejamento urbano de Joinville, com uma voracidade desenfreada e uma complacência servil de quem deveria zelar pelo futuro da cidade.


5 de outubro de 2012

Semana de decisão eleitoral

"Toda a política do governo é cercar-se de garantias para se manter no poder."

 (Adão Myszak)

O que esta sendo enterrado nas ruas de Joinville

Um olhar mais atento nas obras que estão sendo realizadas para a implantação do saneamento básico pode trazer surpresas desagradáveis.

Conectar a saída de esgoto a rede de águas pluviais é um erro, se a conexão, como parece ser o caso é realizada pela própria empresa contratada pela CAJ (Companhia Águas de Joinville) é um crime que se faz com o meio ambiente.

As imagens são das obras de implantação do esgoto na Rua Jaguaruna. Com a palavra a CAJ.











Fica a duvida, aonde esta sendo lançado o nosso esgoto? Nas primeiras imagens é evidente a conexão do tubo branco de PVC diretamente na rede pluvial. 



4 de outubro de 2012

Semana de decisão eleitoral

"Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de que gostaria de se ter poupado: serve o partido dominante." 

(Max Frisch)

Aqui se faz, aqui se repara

No link a postagem do blog da Associação de Moradores do Bairro Santo Antonio que mostra as declarações inverídicas do Prefeito Carlito Merss no programa Casa & Condomínio da TV da Cidade e a veiculação do direito de resposta concedido pela justiça.

2 de outubro de 2012

Semana de decisão eleitoral

"Com grande freqüência, a política consiste na arte de trair interesses reais e legítimos e de criar outros, imaginários e injustos."

 (Arturo Graf)

5 anos do blog Comentários de Joinville

Este blog começou em 2 de outubro de 2007.
Obrigado a todos pelo seu apoio, leitura e principalmente pelos seus comentários


Desenvolvimento Asinino (*)







Quando os engenheiros aeroespaciais iniciaram os projetos para enviar o homem a lua ou mais recentemente previram uma missão a Marte sabiam de todas as suas limitantes. Além das inerentes a força da gravidade e os complexos cálculos matemáticos é bem sabido que todo o programa espacial define a forma e o tamanho dos seus mais modernos foguetes, a partir das medidas das ancas das mulas e cavalos, que puxavam as bigas pelas estradas, que o império romano construiu para alicerçar o seu desenvolvimento.A largura de ruas, carroças e posteriormente, dos trilhos dos trens e inclusive dos carros e caminhões de hoje, foi pautada pelas mesmas medidas. Um par de ancas passou a ser o “modulor” de toda a nossa mobilidade urbana, das nossas ruas e das nossas cidades.

Hoje as cidades buscam romper moldes e estabelecer novos parâmetros de desenvolvimento, ao romper com referenciais e ousar, correram riscos e em geral os riscos, quando não são bem calculados se pagam muito caro.

Em Joinville, por citar alguns exemplos, temos um Fórum que não previu estacionamento, quando o projeto foi apresentado com pompa e circunstância, não foram poucas as criticas que alertavam para o que aconteceria, tanto pela falta de previsão, como pelo polo gerador de trafego em que o Fórum se converteu. A ampliação do Hospital Dona Helena é outro exemplo, de mal planejamento, quando inaugurado, aumentará o transito, num dos pontos mais conturbados do centro da cidade. A idéia de construir a ampliação do Hospital São José no que era o estacionamento, só serviu para tumultuar ainda mais as áreas em volta do hospital. Os novos prédios sendo construídos na Rua Henrique Meyer tem tudo para se converter em mais um problema anunciado. Nenhum dos casos citados tem servido para aprender. Continuamos com alegria adolescente, cometendo uma e outra vez os mesmos erros. Hospitais, clinicas, fóruns, edifícios comerciais, escolas e universidades são pelas suas características polos geradores de trafego e a sua construção e ampliação impacta de forma irreversível o seu entorno.

O debate incompleto e parcial sobre elevados e duplicações mantém ainda as mesmas premissas que já foram definidas pelos arquitetos e engenheiros que projetaram as ruas e vias do império romano e que ainda hoje servem de referencia e medida para a maioria das nossas ruas e vielas.

Agora a moda é continuar adotando um modelo de desenvolvimento asinino só que em lugar de usar as ancas das mulas e jumentos como modulo, é a cabeça do simpático animal, quem serve de referencia tanto para planejadores e administradores, como principalmente para candidatos em campanha, que de forma estulta imaginam que um elevado aqui e outro acolá resolverão os problemas de mobilidade de Joinville.
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