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17 de julho de 2009

O dilema de Mohamed


Mohamed é um homem devoto, 5 vezes ao dia, como de praxe faz as suas orações,a primeira por volta das cinco da manha, quando o imame faz a sua chamada, a ultima pouco depois do por do sol.


Ontem ao ir fazer as suas orações na mesquita, Mohamed estava feliz, tinha comprado um belo par de sapatos novos, ao chegar, antes de entrar, como sempre faz, tirou os sapatos e os arrumou com esmero junto a dezenas de outros pares, deixados la por outros devotos que como ele chegavam para fazer as suas orações. Ao sair, ficou surpreendido pela falta dos sapatos, esperou ate que o ultimo tivesse saído e ficou só um par de sapatos velhos. Triste e sem querer acreditar. Mohamed escolheu levar os sapatos velhos antes que enfrentar o longo caminho descalço.


No caminho teve tempo de pensar no que tinha acontecido, roubaram os seus sapatos novos e tinha sido um dos devotos que junto com ele oravam cinco vezes ao dia, como poderia ser que alguém tão devoto, um fiel seguidor do profeta, poderia ter roubado a um irmão? Não conseguia compreender. A volta a casa se fez mais longa. Lembrou de cada um dos que a diário compartilhavam as orações com ele, naqueles que oram com maior intensidade de voz, para que todos os notem, os que batem com força a testa no chão, como querendo mostrar que estão mais perto de Deus.


Começou a pensar se de fato a sua devoção seria sincera, se os que sempre escolhiam as primeiras filas para ver e ser vistos, ao faze-lo não estariam deixando de praticar a humildade que o imame apregoa. Chegou em casa cheio de duvidas e de pensamentos confusos. No dia seguinte ao chegar na mesquita prestou mais atenção e percebeu que ninguém chegava com sapatos novos, ao contrario pareciam estar usando os seus sapatos mais velhos.


Para Mohamed não restou duvida, nem sempre as coisas são como parecem ser. Os que oram mais alto não são os mais devotos, nem os mais devotos são os mais puros. Nem os que se dizem honestos o são. Neste mundo é preciso cuidar dos sapatos.

6 de julho de 2009

Sem Comentarios

Club des Pins, uma das praias mas conhecidas de Argel, final de tarde, mãe e filho. Sem comentarios

5 de novembro de 2008

Uma frase aprendida em Blida (Argelia)

Abrir um negocio, desenvolver um produto e não divulga-lo, não fazer publicidade é a mesma coisa que dar uma piscada a uma linda mulher, numa sala com a luz apagada.

29 de outubro de 2008

A Mesquita e a oração.




Chama a atenção a quem se aproxima a uma mesquita na hora da oração, as centenas de pares de sapatos que de uma forma mais ou menos ordenada, esperam a finalização da oração, para reencontrar os seus proprietários.

Porque ninguém escolhe o seu melhor calçado para ir a Mesquita? Porque quase todos os que cometerem o erro de levar para a mesquita o seu melhor par de sapatos, não o encontraram de volta.

Parece um contra-senso, que homens que se reúnem para orar, pedindo perdão pelos seus pecados, para chegar mais perto de Deus, tenham que escolher com atenção qual sapato usar, porque não é possível confiar na honestidade daquele que pode estar orando piamente ao seu lado.

O exemplo dos sapatos da mesquita, me faz pensar, no quanto de hipocrisia existe ao redor de nós. Quantos batem no peito e se colocam como exemplos de ética e moral, e vivem uma vida paralela, em que estes valores e princípios parecem distantes ou inexistentes.

Em alguns casos precisamos cuidar dos sapatos, em outros da carteira, na maioria dos casos existe uma forte diferença entre o que a maioria diz e o que faz. Pode ser que por estes e outros exemplos, não tenhamos desenvolvido o costume de deixar os sapatos na porta das nossas igrejas.

Algumas mesquitas, enfrentam esta situação, disponibilizando sacolas de pano, para que os fieis, possam adentrar descalços, com os seus sapatos na mão e manté-los ao alcance de vista durante todo o tempo dedicado a oração.

Existe de fato uma enorme distancia entre o que o que dizemos e o que fazemos, você deixaria os seus sapatos na porta da mesquita? Estariam a sua espera na saída?

16 de outubro de 2008

Ausência

Ausência
Mesmo que a distancia a tecnologia permite acompanhar as noticias de Joinville desde longe.
Tentarei acompanhar desde Argélia o andamento da vida de Joinville e dos joinvilenses.
Ficarei fora ate começo de Novembro.

12 de julho de 2008

Preparando as malas de novo para...


Argelia, o pais do norte da Africa, tem hoje mais de 100 nucleos de empresarios participando do projeto AAPOP, envolvendo 10 Associações Empresariais, com mais de 1100 empresarios associados aos nucleos.
Um belo exemplo de associativismo e de desenvolvimento. Um dos focos do projeto é o do desenvolvimento da economia duravel e da melhora da competitividade sistemica das micros e pequenas empresas associadas.
Na fotografia as ruinas da velha mesquita, construidas pelo exercito de Marrocos quando tentou conquistar a cidade de Tlemcen, uma das mais belas do oeste argelino.
Quem tiver interesse em conhecer mais lee aqui Santa Catarina – Argélia

20 de maio de 2008

Ausência


Por motivo de trabalho estarei afastado do blog, até o dia 8 de junho.
Como o blog permite a atualização a distancia, procurarei mante-los informados das andanças pela Argelia.
Um pais que quer aprender com Santa Catarina, que ve em nossos empresarios um modelo de empreendedorismo e desenvolvimento, que pode ser utilizado la.
O pais, que a pesar de su riqueza petrolifera, enfrente indices de desemprego do 17%, que a pesar do seu superavit nas contas publicas, vive dependente do petroleo e do gas.
O modelo de Nucleos setoriais, que nasceu em Joinville, na gestão do empresario Jose Henrique Loyola, a frente da ACIJ e que hoje serve de modelo e de referencia internacional.



21 de fevereiro de 2008

As ruas da Argélia

Tive oportunidade, por motivos de trabalho de conhecer algumas cidades da Argélia, alem claro de Argel a capital, surpreende ao visitante o cuidado e a atenção com as ruas, praças e jardins tanto os públicos, como os privados.

Entre as plantas que formam o verde urbano, algumas velhas conhecidas nossas, é comum encontrar Jerivás ( Syagrus romanzoffianum ) Tipuanas ( Tipuana tipu ) alem de Lantanas ( Lantana camara ), Paraiso ( Melia azederach) entre outras muitas, que dão vida e cor a paisagem árida de um pais do norte africano.

Alem do cuidado e da manutenção esmerada, que não estamos mais acostumados a ver por aqui, desde a saudosa gestão do prefeito Wittich Freitag. As plantas e especialmente as arvores são regularmente podadas, mantendo desta forma o seu porte e as suas características, não representando nenhuma ameaça nem para veículos, nem para pedestres.

Algumas ruas e praças de Argel, estão arborizadas com Figueiras, os mesmos fícus, que as nossas autoridades, condenam e como os arautos papais da época das cruzadas, querem erradicar. Pensei ao ver as primeiras figueiras cuidadosamente podadas, com um verde vivo, intenso, que o destino estava brincando comigo, eu quer tinha saído de Joinville, com as figueiras na cabeça, as encontrava de novo e desta vez bem longe de casa. Parei o carro e fiz uma fotografia.

Seguindo viagem, cheguei a Tipaza e Cherchell, na época do império romano, denominadas Cesárea, um dos mais importantes centros econômicos do mediterrâneo, com coliseo, templos, banhos e toda a infra-estrutura urbana que caracterizava as cidades romanas, inclusive esgoto e água. O parque que rodeia as importantes ruínas romanas, também estava arborizado com figueiras, que forneciam uma sombra agradável a famílias completas que aproveitavam o sol de inverno para passear. Figueiras que acompanharam as caminhadas de Albert Camus e que proporcionam ainda hoje a sombra, que estimula a tomar um chá com menta e curtir uma boa conversa. A mesma sombra, que as mesmas figueiras proporcionavam aos cidadãos de Bedjaia, uma linda cidade portuária, que tem as ruas e praças arborizadas.

Como nas ruas de Oran, como as de cada uma das cidades que tive oportunidade de percorrer e conhecer. As mesmas figueiras compartilhando espaço com Jerivás, Tipuanas, Paraísos e Tamareiras.

Aqui temporariamente, o prefeito aceitou mante-las, ainda que deixando no ar uma velada ameaça.

Para quem não tem oportunidade de ir a Argélia, uma recomendação visitar na rua Papa João XXIII as figueiras que o SESI mantem, com o mesmo cuidado e capricho que os argelinos tem com as suas.

Publicado no AN Cidade

31 de janeiro de 2008

Ausente


Lembram do texto Santa Catarina – Argélia, pois foi profético, estarei fora do dia 31 ao dia 19. Visitando a Argélia, para assessorar na implantação do desenvolvimento organizacional das câmaras empresariais daquele pais.

Com a tecnologia disponível é possível que possa manter o blog atualizado.
Vou sentir saudade do verde e da chuvinha, na volta colocarei algumas fotografias do segundo maior pais da África, rico em gas natural e que esta iniciando um processo de desenvolvimento, tomando como referencia os núcleos setoriais das Associações Comerciais e Industriais de Santa Catarina. Que iniciou aqui em Joinville. Um lindo exemplo.
Espero que ate a volta as figueiras continuem no seu lugar.
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