30 de abril de 2009

Joinville Perde !


A recente noticia da mudança do comando na Embraco, representa a priori uma perda para Joinville. Ernesto Heinzelmann é um destes joinvilenses internacionais, que tem colocado a nossa cidade no cenário mundial e tem projetado a sua imagem mais moderna e cosmopolita.

Na plenitude da sua capacidade intelectual e profissional, abandona, uma das melhores empresas de cidade, cedo demais. A sua inesgotável participação em causas voluntárias de interesse publico, merecem o nosso reconhecimento e aplauso.

Joinville ficará com a sua saída um pouco menor, mais provinciana e menos global. Agora só nos queda desejar sucesso ao seu sucessor e esperar que a empresa supere com serenidade o difícil momento que atravessa.

H. L. Mencken

· É difícil acreditar que um homem esteja dizendo a verdade quando você sabe muito bem que mentiria se estivesse no lugar dele.

Para pensar acordado

Hipocrisia

Hipócrita é o homem que matou os pais e pede clemência alegando ser órfão.

Abraham Lincoln

29 de abril de 2009

2010

Frase da Semana

FRASE DA SEMANA DO SENADOR PEDRO SIMON:

"Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção
que teve de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos
ter enviado para o juizado de pequenas causas".

28 de abril de 2009

Estulticia

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Este blog mantem a sua cruzada particular, contra a estultice, a idiotia e a estupidez. É uma luta inglória e de vitória impossível.

Muitos dos que estão ao nosso redor são tolos, outros néscios, muitos inclusive ocupam cargos de destaque na nossa sociedade, porem só uma minoria consegue se destacar entre a massa.

Selecionamos alguns destes heróis, que em vez de fingir, assumem de forma entusiástica a sua condição de estupidos profissionais.

É importante que estes indivíduos também votam nas eleições.

2010

27 de abril de 2009

Resultado do Concurso

Camara de Vereadores de Joinville
Cargo Consultor Tecnico Legislativo - Urbanismo e Meio Ambiente

1.- Liliane Janine Nizzola- 255 pontos

6.- Lidia Maria Penna Bastos - 235 pontos
11 .- Julio Cezar Petto de Souza (*) - 215 pontos

(*) Candidato deficiente

Curioso um concurso em que ganha quem chega em decimoprimeiro e se cria um cargo comissionado para quem fez 235 pontos, deixando de fora quem ficou de primeiro.

Para facilitar a compreensão dos leitores um texto que esclarece como deveria ser feita a indicação de candidatos com deficiencia num concurso publico

Recentemente foi publicado o edital do XLI concurso público para ingresso na carreira do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, dando-nos um exemplo quase perfeito de como deverá o Poder Público agir para não ferir direitos dos portadores de deficiência, tampouco privilegiá-los em detrimentos dos demais candidatos.

No item XI, j e k estabeleceu-se a seguinte regra: condicionou-se a primeira admissão de candidato portador de deficiência após o preenchimento da décima vaga dos não-deficientes, sendo as demais admissões efetivadas na vigésima, trigésima vaga e assim sucessivamente. Compreendeu o Ministério Público de Minas Gerais o objetivo buscado pelo Decreto n.º 3.298\99, reconhecendo o direito das pessoas portadoras de deficiência sem privilégios ou paternalismos (art.5º, III).


O grifo é nosso para facilitar a leitura.


Burocracia

Sobre as passagens dos nossos deputados

de uma olhada na RBS - Jornal do Almoço

26 de abril de 2009

Quanto custa?

A Folha de São Paulo informa que os ganhos de cada senador chegam a R$ 119,7 mil por mês; os de deputados federais somam R$ 62 mil. O salário dos parlamentares (R$ 16.512) é apenas uma parte de tudo aquilo a que os 594 congressistas têm direito em seus mandatos.


E Aqui em Santa Catarina como fica? Quanto é o custo de cada Deputado estadual? E cada vereador? Este poderia ser um bom exercício de matemática elementar.


A integra do texto da Folha de são Paulo esta a seguir:


CONGRESSO EXPOSTO

Benefícios dados a congressistas vão de cafezinho a jatinho

Ganhos de cada senador chegam a R$ 119,7 mil por mês; os de deputados federais somam R$ 62 mil

Salário dos parlamentares (R$ 16.512) é apenas uma parte de tudo aquilo a que os 594 congressistas têm direito em seus mandatos

FERNANDO RODRIGUES

RANIER BRAGON
ADRIANO CEOLIN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Quem anda pelo Congresso já ouviu a velha reclamação: um deputado ou senador não poderia ganhar "só" R$ 16.512,09 por mês tendo em vista a responsabilidade demandada pelo cargo. "Um executivo de uma grande empresa ganha muito mais do que isso", argumenta o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB-PE), ele próprio deputado federal licenciado.

Na realidade, esse valor do salário é apenas uma parte pequena de tudo aquilo a que os 594 congressistas têm direito para exercer seus mandatos.

Em resumo, pode-se afirmar que o Congresso banca desde o cafezinho ao aluguel do jatinho do parlamentar.

O valor dos vencimentos praticamente dobra apenas com a chamada verba indenizatória, de R$ 15 mil por mês, para gastos de gasolina, aluguel de escritório, alimentação, consultorias, entre outros. Há também dinheiro carimbado para telefone, motorista, envio de cartas, assinatura de jornais e revistas, passagens, auxílio-moradia etc., além de dezenas de servidores à disposição.
Quando se somam todos os benefícios em dinheiro à disposição dos deputados, chega-se a um valor mensal de R$ 48 mil a R$ 62 mil para cada um -recebem ainda 15 salários ao ano.

Aí não estão incluídos toda a infraestrutura oferecida (cerca de 5.000 funcionários e dezenas de órgãos técnicos), os extras a que deputados da cúpula têm direito em suas verbas e os gastos com os assessores para o gabinete em Brasília e o escritório no Estado -até 25 pessoas a custo de até R$ 60 mil.

Outro valor imensurável é o da assistência médica. Os deputados podem se tratar nas clínicas da Câmara, ou usar serviços externos, em caso de emergência ou quando a Casa não os oferecer. Depois, basta pedir o reembolso integral, sem limite.

No caso dos senadores, o valor total dos benefícios é ainda maior. Fica-se entre R$ 74,7 mil e R$ 119,7 mil -para representantes de São Paulo.

Essa variação ocorre, sobretudo, por causa dos gastos postais. Enquanto um senador amapaense (Estado com a menor população) está autorizado a apresentar até R$ 4.000 por mês em despesas postais, um colega de São Paulo tem direito de consumir R$ 60 mil -por vir do Estado mais populoso.

Diferentemente dos deputados, que obedecem a limites mais definidos, os senadores levam uma vida mais folgada. Na Câmara, cada um dos 513 representantes pode gastar até R$ 4.268,55 por mês com telefone e correios, à exceção de líderes e membros da Mesa, que têm adicional de R$ 1.244,55.

Já os 81 senadores têm um teto muito maior para enviar cartas e não precisam se preocupar com o telefone: as contas não têm limite. O serviço médico é igual ao da Câmara (manda-se a nota e a despesa é reembolsada), mas com um significativo acréscimo: há R$ 26 mil ao ano, por "núcleo familiar", para tratamento odontológico.

Nenhuma das Casas é um exemplo de transparência. Mas o Senado é nitidamente o mais hermético. Enquanto os deputados há anos já mostravam o valor dos gastos com verbas indenizatórias, mensalmente, os senadores só adotaram esse costume em dezembro.
Quando se busca uma informação na Câmara sobre o número de funcionários por gabinete, o dado é rapidamente oferecido. No Senado, não.

O diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, respondeu à Folha apenas de maneira parcial. Ao descrever a estrutura de gabinetes, escreveu que "o senador pode contar com cinco assessores técnicos, seis secretários parlamentares e um motorista".

Ao se recorrer a outros funcionários da Casa se descobre que, somando concursados e o desmembramento de funções comissionadas, o número total de pessoas que serve a cada senador pode passar de 80, ao custo de R$ 97,8 mil mensais, só contando salário de comissionados.

Às vezes, até detalhes prosaicos não são informados. A Folha queria saber o tamanho dos apartamentos funcionais (os de deputados têm 225 metros quadrados). Gazineo pediu "prazo para apresentar resposta" porque teria de entrar em "contato com áreas diversas". Até a conclusão desta edição, não havia respondido.

Quanto os senadores podem gastar com passagens por mês? A Casa não divulga a informação. Segundo os gabinetes, a cota vai de R$ 13 mil a R$ 25 mil.


25 de abril de 2009

Para pensar acordado

"A adaptação da cidade pode espelhar-se no conceito darwiniano de que cidades melhores serão aquelas que se adaptarem melhor às mudanças promovidas pelo homem em seu meio."

Arno Kumlhen
Arquiteto e Urbanista

24 de abril de 2009

Rui Borba

Que exemplo deixou este baiano!


Frente a textos complexos, ardilosamente elaborados para ocultar o que é fundamental, ele propunha a simplicidade. Os projetos de lei que ele propunha, transbordavam simplicidade. Coisas fáceis de ler e principalmente de entender. Um ou no maximo dois artigos, nada complicado.


Ele defendia que quanto mais clara a legislação fosse, mas facilmente as pessoas poderiam entender, compreender, conhecer e cumprir.


Frente as hordas de tecnocratas que tem tomado de assalto, não só o nosso legislativo, também toda a estrutura publica, elaborando leis, decretos e normativas que quando em vigor se contradizem umas as outras. Fazendo que as pessoas acabem ignorando as e vivam, ou melhor, vivamos todos na gangorra desenhada pela permanente ilegalidade ou a burocracia desquiciante.


Ao mesmo tempo em que a nossa legislação municipal se converte num galimatias que permite aos legisladores burlar o espírito da lei, descumprir as obrigações que a mesma lei impõe e ainda tergiversa-la ao seu bel prazer e de acordo com os seus interesses de plantão. A sociedade se afasta cada vez mais, incapaz de seguir as mudanças, de compreender exatamente o próprio texto e o sentido da legislação.


Prosperam neste ambiente de gabinete, de corredores, de muita sombra e pouca claridade, indivíduos menores, pequenos de espírito e pobres de ética, que fazem deste mundo sombrio o seu lar e dele tiram o seu sustento.


Que falta faz, a luz, o sol, a claridade e a simplicidade que o Arquiteto Rui Borba emanava. O cargo de Assessor de Urbanismo da Câmara de Vereadores, dificilmente voltará a ter um ocupante de tanto calibre e idoneidade, não porque não tenhamos profissionais com estas características e sim porque eles não têm hoje a menor oportunidade.

Publicado no Jornal Noticias do Dia

23 de abril de 2009

Sem comentarios

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A jornalista foi demitida.
Se paga um preço alto por ter coragem neste pais.
Foi contratada por outra emissora.
Tem quem ter coragem.

No blog do Leonel Camasão tem mais informação, um blogueiro complementando a informação de outro.

Os novos Fariseus


Recente audiência publica realizada na Câmara de Vereadores, permitiu alem do acalorado debate entre moradores favoráveis e contrários a mudanças de zoneamento, identificar antigas formas de agir. São os novos fariseus, que acaçapados atrás de pessoas de bem, as utilizam para alcançar os seus objetivos.


Com um discurso fácil, bonito, ensaiado, transbordante de insinuações falsas e meias verdades, é fácil arrancar aplausos de uma platéia convencida da isenção e da sinceridade de um líder de ocasião. Não é importante que mais de 80 % do discurso seja inverídico, recheado de falácias. E com a entonação adequada divulgando uma mensagem em que só acreditam os tolos.


Na verdade quando tem dinheiro em jogo, todas as iniciativas são validas e o fim justifica os meios. É importante ao debater mudanças no tecido urbano, saber separar os moradores que depois de permanecer no mesmo imóvel durante décadas, precisam fazer frente às mudanças naturais e lógicas de uma cidade que cresce de uma forma vertiginosa, caótica e desrespeitosa com o planejamento. Daqueles outros que adquiriram imóveis pouco tempo atrás, com o único intuito de apostar numa mudança da lei, num novo zoneamento ou num novo gabarito. Aposta feita muitas vezes mantendo mais de um ás na manga do colete, mantendo seus imóveis fechados e abandonados, contribuindo ao deterioro do entorno e da segurança de todo um bairro.


Estes novos fariseus, que choram em publico como carpideiras, que clamam a defesa dos pobres e dos desvalidos, que se intitulam os Davis da Bíblia, são na realidade, oportunistas, mercadores da esperança aléia, que enganam, mentem deslavadamente e querem convencer com a conversa de experientes tafuis e outras gentes de princípios éticos e morais discutiveis.

22 de abril de 2009

Porque a estulticia não conhece limites


Na Audiência Publica realizada hoje na Câmara de Vereadores, com o objetivo de debater a mudança de zoneamento da rua Conselheiro Arp. A pérola da reunião foi protagonizada por um dos lideres favoraveis a mudança do zoneamento e do gabarito.

Ele alegou que adquiriu um imovel, com o objetivo de construir uma clinica medica e o corretor não informou que a rua era exclusivamente residencial e que por tanto não poderia construir o seu empreendimento. De duas uma, ou o medico em questão denuncia ao CRECI o corretor que o iludiu e busca reaver o seu dinheiro, ou assume a sua estulticia.

O que não é legal é querer mudar a legislação para corrigir o seu erro.

2010

Escolha

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21 de abril de 2009

Inventar a roda


Em linguagem coloquial a expressão inventar a roda, se refere a alguém que descobre algo que é de todos conhecido e que não é nenhuma novidade, também se utiliza, com freqüência, a expressão inventar a pólvora, que acaba tendo o mesmo significado.


O governo federal parece ter descoberto a roda hexagonal ao propiciar uma política agressiva de redução de impostos, para dinamizar a economia, a redução dos impostos dos carros, se soma agora a de alguns materiais de construção, que na trilha aberta pelo programa de estimulo a construção civil, tem como objetivo gerar emprego e movimentar a economia.


O mais recente programa de renuncia fiscal esta orientado a chamada linha branca, geladeiras, fogões e lavadoras, sem entrar na discussão de quanto estes programas tem um forte componente eleitoreiro, é verdade que a resposta da economia tem sido a esperada, com forte movimentação dos setores beneficiados.

Surpreende porem que as entidades empresariais, tenham se manifestado pouco, a política atual esta orientada a beneficiar uns e outros e não a economia como um todo, aqueles setores com lobbys ou lobbistas mais afinados e com melhor sintonia tem conseguido os melhores resultados.


A industria automotiva com um ministro transvestido de lobista, deve conseguir manter a isenção de IPI, até as Calendas gregas. Os setores do cimento e da linha branca, tem também bons aliados, para manter as isenções obtidas. É uma lastima que o resto da sociedade empresarial, que é menos organizada e menos oligopolizada, tenha que arcar com a mesma carga tributaria. A pergunta que fica é quanto não poderia crescer este pais com uma carga fiscal menor?

2010

Para pensar....

Se você tiver estômago de avestruz.
visite este link

Você poderá conhecer o texto do DECRETO Nº 6.381, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2008.
e conhecera que mesmo depois de acabar o seu mandato os nossos presidentes continuarão a custar, e muito para o cofre da União.

Sim! você acertou, é você que vai pagar também esta conta.

20 de abril de 2009

Do blog de Josias de Souza


Em azul o texto do jornalista Josias de Souza. Em quanto aqui em Santa Catarina somos uma vez mais penalizados pelo ambientalismo mais radical, Fica bem mais facil entender agora porque o Ministro Minc faz voz grossa com Santa Catarina e a afina em Brasilia. O texto evidencia a forma parcial e politiqueira com que são tratados os temas estratégicos no pais.


Em Santa Catarina a ordem é apoiar o ecologismo mais radical, até impedir o desenvolvimento. Em Brasilia para desemPACar o PAC que apresenta atrasos em mais de 67 % das obras a lei muda e a ordem e liberar as obras sem nenhum controle, no que o jornalista chama a Lei da Selva


Na moita, Câmara libera obras sem licença ambiental


Em votação realizada na última quarta-feira, os deputados inseriram um artigo novo na medida provisória do Fundo Soberano.


A novidade passou como um detalhe, em meio a um debate que tinha como miolo a emissão de títulos públicos para despejar no Fundo Soberano R$ 14,2 bilhões.


Deve-se o “detalhe” ao relator da MP, José Guimarães (PT-CE). Autorizou a realização de obras rodoviárias sem a emissão de licença ambiental, uma exigência legal.


O texto clandestino foi injetado na peça original na altura do artigo 5º. Concede ao DNIT, órgão que cuida das rodovias, poderes inauditos.


Reza o artigo que o departamento do ministério dos Transportes fica dispensado de buscar o necessário licenciamento ambiental em três tipos de obras:


“Pavimentação”, “melhoramentos” e “adequação” de estradas. E, eis o pulo do gato, também nas obras de “ampliação da capacidade” de rodovias.


Significa dizer que o governo pode, quando bem entender, transformar uma estradinha de mão dupla numa grandiosa autopista sem dar atenção aos órgãos ambientais.


Ainda que as estradas “ampliadas” cortem pedaços da Mata Atlântica ou da selva Amazônica.

Manteve-se a exigência de licença ambiental apenas para a abertura de estradas novas. Ainda assim, com outro “detalhe”.


As autoridades ambientais terão 60 dias para se manifestar. Vencido esse prazo, as obras serão iniciadas. Mesmo que envolvam atentados ao meio ambiente.


O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) tentou evitar o descalabro. Em contato com deputados governistas, rogou que o inusitado artigo 5º fosse suprimido da MP.


Não lhe deram ouvidos. O contrabando empurrado para dentro da MP interessava à Casa Civil da ministra Dilma Rousseff, mais interessada em acelerar obras.


O PV, frágil representante da causa verde no Congresso, apresentou uma emenda para tentar derrubar o inaceitável. Foi esmagado pela maioria governista.


O PSDB voltou à carga. O líder tucano José Aníbal (SP) propôs que fosse suprimida da MP pelo menos a expressão “ampliação da capacidade” das rodovias.


Nessa hipótese, a licença ambiental seria dispensada só para obras de recapeamento de de estradas já existentes. O trator governista patrolou, de novo, a emenda tucana.


A muamba ambiental do Fundo Soberano está longe de ser um caso isolado. Na mesma quarta-feira, a Câmara produziu uma segunda velhacaria.


O relator João Leão (PP-BA) injetou numa MP que versava sobre Imposto de Renda um artigo que autoriza a União a repassar verbas para municípios inadimplentes.


Uma vez assinado o convênio, os repasses tornam-se obrigatórios. Mesmo que o prefeito atente contra a Lei de Responsabilidade Fiscal.


Crítico do excesso de medidas provisórias, o Congresso vem se servindo delas para converter absurdos em lei. Funciona assim:


1. O presidente da República manda ao Legislativo uma MP tratando de tema específico;

2. A pretexto de “aperfeiçoar” a MP, os parlamentares a transformam num monstrengo chamado “projeto de conversão”;

3. Nesse projeto, são inseridos os “contrabandos”, que nada têm a ver com o propósito inicial da medida provisória;

4. Na hora de votar, os repórteres destacados para acompanhar a usina do plenário dão mais atenção ao miolo da picanha. E frangam a gordura.

5. A maioria dos congressistas adota o comportamento de manada. Tangida pelos líderes, as bancadas entram cegamente nas porteiras que lhes indicam.


As últimas MPs aprovadas na Câmara seguiram, com os contrabandos de cambulhada, para o Senado. Salvas as muambas, o tucano Aníbal cogita recorrer ao Judiciário.


Por ora, consolida-se a impressão de que, no Brasil, a Casa de leis, na hora de legislar, guia-se por uma lei maior: a Lei das Selvas, que tudo admite.

Parada Gay


Pela insistência com que alguns radialistas da cidade citam a realização de uma "parada gay" chamada oficialmente de Marcha da Diversidade, parece que existe a preocupação que a participação seja obrigatória.

Pelas informações divulgadas até o momento pela Fundação Cultural, não existe duvida, a participação não será obrigatória, os radialistas que decidam acompanhar a marcha, poderão faze-lo livremente, sem constrangimento e tem ainda o recurso de poder alegar que estavam cobrindo o evento. Sua masculinidade não deverá ser questionada, caso sejam vistos participando da marcha ou nas proximidades do local no dia do evento.

19 de abril de 2009

Ainda a UFSC e desta vez não é o Campus


Recebemos o texto de Charles Henrique Voos, que aborda um outro aspecto da vinda da UFSC, o fato é que muitos são os que quiseram sair na foto e aproveitar para se promover com a vinda da UFSC, querendo assumir a paternidade.
Os questionamentos são bem vindos e merecem ser compartilhados. Até porque o autor esta certo, não é só de indústria que esta cidade é feita. Em azul o texto.


Muito me orgulha em saber que finalmente setores organizados da sociedade joinvilense “compraram uma discussão” no que se refere à escolha dos cursos a serem oferecidos no futuro Campus da UFSC em Joinville (não estou entrando no mérito da escolha do terreno, restrinjo-me aqui aos cursos escolhidos).

No começo deste mês de Abril, quatro procuradores do MPF protocolaram uma Ação Civil Pública contendo uma série de indagações sobre a vinda da UFSC, principalmente no atendimento das “vocações industriais da região” na escolha dos cursos de engenharias, e no esquecimento das necessidades e vontades populares, evidenciando reflexões presentes na cidade há mais de 4 anos, que infelizmente só agora vêm a tona, devido ao fato de que as manifestações eram esparsas, principalmente no site de relacionamentos Orkut, na comunidade “Quero uma Federal em Joinville”. Eu, indignado com esta situação, também enviei vários artigos aos jornais de Joinville (“UFSC: Necessidade ou vocação?” A Notícia, 16/05/2008, “Necessidade versus vocação”, ND, no início de 2008), mas pouca indagação foi construída.

Não contente ainda, procurei o Vereador James Schroeder (PDT), e após evolução das conversas, participei da elaboração da Moção nº 112/2009, a qual pede a reflexão e consulta popular na escolha dos cursos a serem oferecidos. Pouca repercussão foi dada novamente (apesar do começo dos questionamentos na imprensa, como no ND na página 13 do dia 17/04/2009), porém fico extremamente feliz que estes Procuradores e este Vereador foram corajosos em refletir, num extremo conhecimento das alterações sócio-espaciais que Joinville sofreu ao longo dos últimos anos, deixando de ser um pólo somente industrial, para ser um grande setor de serviços e demandas nas áreas de humanas, sociais aplicadas, licenciaturas, saúde e biológicas.

Ficam aqui meus elogios. Só espero que ninguém me acuse de não ser joinvilense só porque estou indagando algumas questões as quais explano há muitos anos. Quero que a UFSC venha, mas de maneira correta.



Charles Henrique Voos

Frases e Comentarios


O folclórico Senador Mão Santa (PMDB - PI), quando perguntado sobre o fato de ter viajado com a sua mulher, com passagens pagos pelos contribuintes, respondeu:

" Feio seria se eu tivesse viajado com a mulher dos outros..."

Na verdade frente a uma lógica destas, é difícil acreditar que será possível um dia, moralizar a Câmara dos Deputados e o Senado. Menos ainda presididas por figuras que já provaram que não tem perfil para promover as mudanças que o legislativo precisa e a sociedade exige.

ainda que seria oportuno perguntar a quantas anda a transparência da Assembleia Legislativa do Estado de santa Catarina, na divulgação das diárias e passagens dos nossos deputados estaduais.

E tampouco poderíamos deixar de fora as nossas Câmaras de Vereadores, começando pela de Joinville, claridade e um bom raio de sol, só faz bem e ajuda a remover as sombras e a escuridão.

18 de abril de 2009

2010

Do blog Ze Guardinha

O blog Zé guardinha, traz um texto ironico sobre o atual presidente da ACIJ.
Quem conhece o perfil do empresario Udo Dohler, poderá até achar algumas semelhanças entre o texto e o seu perfil. Amigos dele estão acrescentando outras verdades ao texto.

17 de abril de 2009

Projeto (Fazendo) Arte na Calçada 16

O leitor Gert Fischer, envia este importante trabalho, a obra intitulada "Bagunça Federal" se localiza na rua Jeronimo Coelho, frente ao INSS.

A abigarrada composição mistura elementos diversos e logra surpreender ao transeunte que se aventura num espaço que deveria ser dele. A instalação brinca com os conceitos de tempo e espaço. Tempo porque faz mais de 6 meses que permanece no mesmo local. Espaço, porque com agressividade avança sobre o espaço publico.

A indolencia é o maior estimulo a estes trabalhos.
Os materiais utilizados, estão perfeitamente alinhados com um trabalho compormetido com o meio ambiente, todos os materiais são originarios de descarte e a maioria poderiam ser reciclados.

2010

16 de abril de 2009

Historias do Código Ambiental




Debater temas ambientais desperta paixões e leva uns e outros a perder o seu bem mais precioso, o bom senso.


Um empresário de Joinville investiu na compra de uma linda chácara na região do Pirai, entusiasmado com o bucolismo do local, construiu no local uma casa de final de semana. Homem responsável e comprometido com o meio ambiente, buscou madeira de demolição para a obra, percorreu depósitos de material de construção e conseguiu também tijolos antigos, destas casas que agora todos estão demolindo em Joinville, para evitar que sejam tombadas. Achou inclusive uma olaria que faz ainda telha plana, para conseguir um melhor resultado. Depois de um bom dinheiro e muito esforço a casa ficou pronta.


Satisfeito com o resultado e escutando os palpites dos amigos imaginou, que nada melhor que construir um deck em volta da casa e ainda acrescentar uma lagoa. O resultado final com a pequena lagoa em volta, superou em muito a proposta original, o custo extrapolou, mas a beleza compensou todo o esforço.


Apreciador das coisas bem feitas, pediu vistoria da obra para poder averbar a construção no registro de imóveis e quando o fiscal chegou, com um sorriso amarelo propôs:


- Vamos fazer de conta que eu não estive aqui. Porque como tem uma lagoa o senhor tem que deixar 50 metros em toda a volta dela como Área de Preservação Permanente (APP) e a casa terá que ser demolida.


Em atenção e respeito as crianças que possam vir a ler este texto, vamos poupar os comentários que o bom homem proferiu.


Para se adequar a lei, a lagoa foi aterrada. A obra vistoriada, a lei cumprida.


Pouco tempo depois a fada da terraplenagem visitou o local e consternada com a tristeza do bom homem, construiu, numa unica noite, com a ajuda dos gnomos da floresta e outros seres mitológicos como os ecologistas com bom senso, uma nova lagoa, maior, mais profunda e cheia de peixes, para que o bom homem pudesse pescar desde a varanda da sua casa. E todos viveram felizes para sempre.

Publicado no Jornal A Noticia


O Circo


A rua Conselheiro Arp pode se converter num exemplo do que não deve ser feito em Joinville. Procurado por alguns moradores da rua, um vereador tomou a iniciativa de encaminhar um projeto de lei para permitir que possam ser instalados desde circos a centros de reinserção social, desde quadras de escola de samba a danceterias e motéis naquela área.

Com certeza, a maioria dos moradores foram induzidos a acreditar que uma mudança no zoneamento, de uma rua inserida numa região estritamente residencial, permitiria obter bons lucros pela revalorização dos seus imóveis. Só que não tomaram conhecimento ainda do grande risco que representa uma mudança feita sem os necessários estudos técnicos.

Quando não se avalia o impacto das mudanças e quando só os interesses econômicos imediatos são utilizados como referência, correm-se riscos grandes e irreversíveis. A perda de valor dos próprios imóveis é uma possibilidade que deve ser considerada pelos moradores.

São perigosas e de alto risco as mudanças de zoneamento pontuais. Se motivadas por compromissos eleitorais, ameaçam a estrutura da cidade, gerando um planejamento feito de forma clientelista e voltado só para a análise da imensidade do umbigo.

Se cada rua decide o seu planejamento de maneira isolada, Joinville se converterá numa colcha de retalhos, a implantação de polos de geração de tráfego de forma aleatória servirá para deixar o trânsito ainda mais caótico.

As perguntas que devem ser feitas e que o projeto, por falta de pesquisa e analise, não responde, são as seguintes:

Gerará aumento de densidade populacional? Gerará aumento de tráfego e demanda por transporte público? Modificará a ventilação e iluminação da região? Afetará a paisagem urbana? Impactará a qualidade de vida dos moradores das áreas próximas? Representará valorização dos imóveis afetados e próximos? Estas são algumas das perguntas possíveis sobre o tema. E ainda existem outras.

Só depois de respondidas estas questões, poderá a sociedade, especialmente a comunidade diretamente atingida, decidir se quer ou não ter um circo ao lado da sua casa.

14 de abril de 2009

Re- reforma das praças


Varias vezes neste espaço comentamos a má qualidade do projeto da reforma das praças.

Agora finalmente a nova administração declara o óbvio, que foi um trabalho politiqueiro, feito de forma atabalhoada em pleno período eleitoral.

Perdida a eleição pelo candidato da continuidade as obras ficaram abandonadas e a cidade foi penalizada.

Quando serão cobradas responsabilidades?

Um pequeno detalhe tudo isto para poder aumentar um pouco mais o preço do que já era escandalosos e os contribuintes continuam pagando a conta.

Para pensar acordado

A dúvida é o princípio da sabedoria.
Aristóteles(384 AC-322 AC), filósofo grego

2010

12 de abril de 2009

Legislador – Executivo




Cada um de nós tem o seu perfil, a sua forma de ser, de agir. Se vamos a formar uma equipe de amigos para jogar bola, um imediatamente preferirá ser o goleiro, ou volante, outro escolhera o papel de dianteiro ou de extremo.

Na gestão de uma empresa, não é diferente, quem tem um perfil mais adequado para a área financeira, provavelmente não se desempenhara tão bem na área comercial ou na direção de tecnologia.

Administrar uma cidade do porte de Joinville requer características excepcionais, tanto na forma de liderar e gerenciar, como na habilidade para compor a equipe que compartilhará a responsabilidade da gestão. Além da complexidade inerente a administração de uma cidade com 500.000 habitantes e não poucos problemas estruturais devemos acrescentar ainda o componente político.

Chegar ao cargo construindo uma coligação fará que algumas vezes os nomes colocados a disposição ou indicados pelos partidos aliados, não sejam os mais idôneos para o cargo, o que agregará dificuldades as já antecipadas. Não sempre as pessoas que tem um perfil mas voltado para o legislativo, tem o mesmo desempenho no executivo.

Os conceitos de tempo, de urgência ou de gravidade são percebidos de forma completamente diferente pelo legislativo e pelo executivo, alguns projetos de lei perambulam como zumbis pelos corredores de Câmaras e Assembléias durante legislaturas, sem chegar a ser votados. Debates e discussões pouco produtivas e infrutíferas, tomam dias e semanas, sem que nenhum resultado concreto chegue a sociedade. Esta forma de trabalho, que rende longos discursos, intermináveis diatribes e pingues resultados eleitorais, não pode ser a mesma que utilize o executivo.

Imaginemos que frente a um incêndio, uma enchente, ou uma situação emergêncial quaisquer, tivéssemos que criar comissões, grupos de estudo, elaborar detalhados diagnósticos e proceder a demoradas verificações de quorum, para poder tomar decisões. Quando as tomássemos, mesmo que sendo excelentes, pode ser que o incêndio já tivesse consumido tudo, ou que a enchente tivesse levado todos os pertences. É hora de agir como executivo, tomar decisões e assumir a responsabilidade do cargo.

serviço de utilidade publica

ATENÇÃO

Vencimento Carteira Nacional de Habilitação


Foi criada uma lei, na mesma época em que foi criada a lei seca, que só pode ser renovada a carteira durante o prazo de no máximo 30 dias após o vencimento da mesma.

Após este prazo, a carteira é cancelada automaticamente
e o condutor será obrigado a prestar todos os exames novamente: psicotécnico, legislação e de rua, igualzinho a uma pessoa que nunca tirou carteira.


Esta lei não foi divulgada como a lei seca e mais de 3.000 pessoas só na cidade de SP no mês de outubro de 2008, perderam suas carteiras de habilitação e terão de repetir todos os exames.




Fiquem atentos quanto ao vencimento de sua CNH.

Só por alto, fora a multa, para tirar novamente a CNH, fica por volta de R$ 1.200,00 e leva + ou - de 2 a 3 meses, isso se você passar por tudo da 1ª vez.

As mudanças começaram a valer no dia 1º de janeiro de 2009.Serão incluídos novos conteúdos, além de uma nova carga horária.

O Diário Oficial da União (DOU) publicou (22/11/2008) uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que altera as regras para quem vai tirar a carteira de motorista.

Entre as mudanças está a carga horária do curso teórico que vai passar de 30 para 45 horas aula e a do prático, de 15 para 20 horas aula. Serão incluídos novos conteúdos, como as conseqüências da ingestão de bebidas alcoólicas e cuidados especiais com motociclistas.

As mudanças começam a valer no dia 1º de janeiro de 2009. Quem já tiver iniciado o processo antes disso ainda vai pegar as regras antigas.

Providenciar com urgência retirar o plástico e trocar o extintor por um cheio.


EXTINTOR DE FOGO OBRIGATÓRIO DO CARRO

Mais uma regulamentação - sem a devida divulgação!!!!

Agora é norma do CONTRAN e dá uma multa de R$ 127,50 para quem for apanhado fora da lei :

O extintor de fogo obrigatório do carro tem que estar livre do plástico que acompanha a embalagem.


Tire a embalagem plástica e deixe o acesso ao extintor livre.


Não esqueça -- se um policial rodoviario, estadual ou federal parar seu carro e verificar que
o extintor está protegido pelo saco plástico - ele vai te autuar - 5 pontos na carteira; e você só segue viagem após tirar o plástico, desde que o bendito extintor esteja com a validade em dia ( e mais os tais R$ 127,50 ).

AJUDE SEUS AMIGOS E REPASSE, AFINAL ESTA É MAIS UMA "MARACUTAIA" QUE O GOVERNO FAZ PRA TOMAR NOSSO DINHEIRO E NOSSO TEMPO...

2010

Agradecimento



Este blog entrou no ar em Outubro de 2007, simultaneamente com o convite do Jornal A Noticia, para escrever no AN Cidade. A idéia era a de facilitar a leitura e o acesso aos textos.

Acabou superando todas as expectativas e com mais de 1,5 textos ou comentários a cada dia, representa hoje um forte compromisso com os leitores que acompanham os textos tanto no blog, como no Jornal A Noticia.

O resultado deste espaço tem muito a ver com as contribuições, comentários e criticas dos seus leitores. Tem a ver com os joinvilenses, anônimos ou não, que enviam suas idéias. Aos que sugerem determinados temas, para serem abordados. Com todos aqueles que com o tempo construímos um relacionamento, as vezes exclusivamente virtual, as vezes real. A todos o meu muito obrigado.

O meu agradecimento em especial ao Nilson, ao Sérgio, a Gabriela, ao Jefferson, a Ana, ao Marcos,ao Gert,ao Claudio, ao Arno, ao Anselmo, ao Rodrigo e a dezenas de outros que hoje são também editores e comentaristas deste espaço.

Todo isto me anima a continuar, me ajuda a dispor de um pedaço de tempo para compartilhar com vocês, com a certeza que o esforço vale a pena e que vocês merecem.

Continuamos juntos porque amanha é outro dia e teremos novos comentários a fazer, novos temas a abordar.

Da Folha de São Paulo ( 2)



A segunda nota publicada pelo jornalista Elio Gaspari, reproduz a incompetência que viceja nas estruturas publicas. Da que tampouco a nossa Joinville esta a salvo.

Poderes do Planalto

Pela enésima vez Nosso Guia reuniu sua equipe para pedir que as coisas aconteçam. Sua queixa é a mesma: o governo decide, os burocratas aplaudem, o tempo passa e tudo continua na mesma. Trata-se de uma briga eterna. Os poderes do Planalto, supostamente infinitos, às vezes são humilhados. Em 1966 o presidente Castello Branco e o presidente da Câmara, Adauto Lúcio Cardoso, entraram num curso de colisão quando o deputado se recusou a aceitar a cassação do mandato de seis parlamentares.

O marechal achou que só havia um caminho: fechar a Câmara. Planejou-se a operação militar, a tropa cercou o Congresso e uma equipe foi mandada ao centro de distribuição de energia elétrica para que, à hora combinada, o prédio ficasse às escuras.

Tudo funcionava de acordo com o plano. As comunicações telefônicas já haviam sido cortadas e, quando chegou o momento do apagão, o chefe de Serviço Nacional de Informações, Golbery do Couto e Silva, e seu secretário, Heitor Ferreira, foram a uma janela do Planalto para ver o espetáculo.

Tchan. Apagaram-se as luzes do Palácio do Planalto.

Da Folha de São Paulo ( 1)


O jornalista Elio Gaspari, publica duas notas imperdiveis, na edição de domingo do Jornal Folha de São Paulo

Harvard deu uma lição de crise

A Universidade Harvard acaba de tomar duas providências. Desligou dois dos quatro elevadores do edifício onde funciona sua administração e alterou a rotina do serviço de limpeza do prédio. Agora, cada um terá que esvaziar sua lata de lixo na caçamba colocada no fim do corredor e a faxina diária passou a semanal.


Esse é um caso exemplar de economia de tostões para mostrar que até tostões devem ser economizados. Antes da crise, Harvard tinha um patrimônio de US$ 37 bilhões. De lá para cá perdeu uns US$ 10 bilhões. Como a renda desse ervanário sustenta 35% do orçamento, antes de desligar os elevadores, a universidade congelou salários, obras de expansão e baixou o recrutamento de professores de 50 para 15.

A conduta da escola mais rica do mundo pode ser útil para as universidades públicas brasileiras que planejam sua safra rotineira de greves.

10 de abril de 2009

O Aumento da conta de água



Parece incrível a capacidade que esta administração municipal tem de fazer as leituras erradas e se envolver num turbilhão de criticas e comentários que poderiam ser até elogios se a estratégia mudasse de foco.


A discussão da tarifa de água é hoje um debate político, que esta sendo utilizado muito melhor pela ferrenha oposição que a administração do PT há conseguido aglutinar e a que alimenta a diário com a sua falta de ação e principalmente de visão.


Numa cidade que tem um saneamento africano, não existe espaço para reduzir o preço da água, o problema principal que Joinville enfrenta hoje é o da falta de saneamento, o foco agora e o esgoto e deverá ser enfrentado com urgência.


A partir da municipalização do serviço, duas situações convivem em Joinville, a primeira é que não tem faltado água, os rodízios formam parte do passado, o dinheiro que era drenado de Joinville e transferido para Florianópolis ou que era utilizado no chamado subsídio cruzado, em nome de manter a tarifa em outros municípios menores. Retirava recursos de Joinville que agora passaram a estar disponiveis para novos investimentos. A segunda permitiu comprobar uma vez mais que uma empresa municipal pode ser tão ineficiente ou politiqueira quanto uma estadual ou federal, ou que a utilização política de Companhia Águas de Joinville alcançou um nível equivalente ao que era habitual na tristemente famosa Casan.


A Companhia Águas de Joinville tem em caixa 37 milhões de reais, depois de ter distribuido 10 milhões e meio de Reais em dividendos, todos eles canalizados para o caixa da prefeitura, o que pode ser visto como algo positivo e elogiável, porem evidencia uma distorção do objetivo da empresa, que deixou de investir em saneamento basico, com a conivência da Amae, que como agencia reguladora, deveria ter estabelecido metas para a expansão da rede de esgoto, sem apoiar e permitir experiências custosas e de resultados duvidosos, como o malfadado Flotflux. Para ficar guardando dinheiro no colchão.


Uma empresa municipal, pode e deve ter lucro, a diferencia é qual será o destino deste seu lucro. Si se devem destinar a pagar a ampliação da Arena Joinville, ou do Boulevard Cachoeira, ou utilizar os recursos para melhorar e ampliar a rede de esgoto e a melhorar a eficiência do fornecimento atual é futuro. Entendo que este deveria ser o tema a ser debatido com a sociedade, reduzir o debate ao valor da tarifa é pura demagogia de palanque.

2010

Para pensar acordado







A impunidade exige a desmemória.

Eduardo Galeano

9 de abril de 2009

2010

Beco sem Saida

O arquiteto Arno Kumhlen, tem sido um dos colaboradores deste blog, os seus textos são bem elaborados e despertam a reflexão sobre a cidade e o seu desenvolvimento.

Transcrevemos o seu texto ( em azul)




Cul-De-Sac


Nesta ruazinha, as casas em geral são pequenas;

não há lugar para prédios.

E as pessoas que moram nestas casas, às vezes muito jovens,

às vezes muito idosas parecem impregnadas de tranqüilidade

que reina no local.”

Moacyr Sclyar


Foi no inicio da década de 80 quando das aulas de urbanismo da erudita e douta professora Margareth Pimenta (e bota pimenta nisso), tive acesso a palavra francesa cull de sac, que no bom e velho português significa rua sem saída, porém em Frances é muito mais chique. De tão chique o modelo dos becos, ruelas e servidões que levam aos meios de quadras foram incorporados aos empreendimentos imobiliários modernos do fazer urbano, e hoje desenham os condomínios fechados que em resumo são ruas sem saída. É nesses cenários, principalmente o da rua sem saída que muitos resolveram ou gostariam de morar, mesmo que limitados em sua mobilidade encontram aconchego, onde vizinhos assumem pactos não ditos de comportamentos sociais, olham pelos nossos filhos como seus, cuidam de nossas janelas abertas quando não estamos se debruçam sobre nossos muros baixos para conversar, ou seja, nos inter-relacionamos.


Como a ruazinha tranqüila, poderíamos continuar apresentando outros cenários utópicos do espaço residual reconquistado: a pracinha, o mercadinho, a igreja e a escola, o barzinho da novas e velhas do futebol e da política entre outras. O que vem acontecendo é a desvalorização desses conceitos no trato do espaço urbano frente aos fatores das ditas técnicas do fazer a cidade, entre elas à busca do aumento dos percentuais de densidade populacional sem critérios de localização e do desenho urbano existente, alem de forte pressão do setor imobiliário na busca de lucro rápido. No médio e longo prazo esse modo operante trará como resultado problemas que apenas será vivenciado pelos usuários da antiga ruazinha tranqüila, pratica continua de socialização dos prejuízos.


Acostumados a aceitar esta continua forma de fazer legislação urbanística para o território da cidade, desconhecendo ou esquecendo cenários pontuais nos vemos diante de situações como o inicio da construção de edifício residencial multifamiliar na Rua São Luiz no bairro América. A lei que disciplina o uso e ocupação do solo na cidade de Joinville (Lei Complementar 27/96) dão plenos direitos a sua execução. Porém se voltarmos a fazer comparações sob a mesma lógica do inicio do texto, utilizando a lei em vigor sobre as exigências para execução de condomínios, explicitada a partir do art. 176, observamos que a via em questão não atende os requisitos necessários nas questões de mobilidade e acessibilidade quando da obtenção de alvarás para os citados empreendimentos imobiliários, cujas diferenças simplistas estão apenas em possuir matricula única e uma portaria de controle de acesso. Para que fique claro, basta utilizar os requisitos estabelecidos na tabela do art. 178, da mesma lei onde o condomínio fica obrigado quando ultrapassa 25 unidades residências a possuir via de rolamento igual ou superior a 6 metros e passeios com largura de 1,5 metros, obrigando a Rua São Luiz terem uma distancia entre os muros frontais de no mínimo 9 metros. Poderíamos ainda solicitar para a mesma rua a obrigação do art.181, onde define o desenho da praça de retorno com raio igual ou superior caixa da rua. Em tempo, ainda cabe perguntar para as entidades de segurança publica como seriam resolvidos ou atendidos as situações de emergências no local, porém os fazejadores de plantão usarão tal questionamento como motivo para replica, acusando-me de desejar mal alheio. O antagonismo de pratica legal x pratica de utilização sustentável do espaço fica demonstrado, sendo que infelizmente o caso da Rua São Luiz não ser único, exemplos estão em todas as partes da cidade.


Aceitar comodamente o que nos é imposto ou assistir o sentimento de incapacidade generalizar-se seria fatal sob dois aspectos: primeiro facilitaria a outros as formas do fazer planejamento urbano sem a presença do dialogo e do contraditório e segundo e mais importante é de fazer parte de uma cidade que não consigo me reconhecer. Essa cidade complexa precisa ter instrumentos de planejamento estratégico e diretrizes claros e atualizados, aprimorado periodicamente sob pena de perdemos o já complexo fio da meada. Estamos postergando intencionalmente (consciente ou inconsciente) a tomada de decisões sobre o futuro da nossa cidade, enquanto isso os cenários que desejamos e que restabelecessem nossa fé sobre um futuro possível, que nos torna mais otimistas e afetivos continuam desaparecendo ou sendo modificados, o que irrita: para pior.


Arno Kumlehn

Arquiteto e Urbanista

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