20 de fevereiro de 2014

O rei que queria pescar

Era uma vez um rei que queria ir pescar ...

Consultou o seu Ministro da Meteorologia que lhe disse que faria bom tempo.
No entanto, no caminho para a pescaria, encontrou um velho camponês, montado no seu ainda mais velho burro que lhe assegurou que iria chover:
- Majestade, é melhor não ir à pescar hoje pois vai chover bastante.
- Meu bom homem, eu tenho um Ministro da Meteorologia, bem informado e melhor pago, que me jurou que  não ira chover. Vou seguir em frente
 E o rei, confiando mais no seu erudito Ministro da Meteorologia do que na simplicidade do velho homem do campo, decidiu ir pescar ... e apanhou uma chuva que o deixou empapado.
Choveu toda a chuva do mundo !!!!
Furioso, chegou ao palácio e despediu o Ministro.
Mandou chamar o camponês com intenção de o contratar para o lugar do ministro, mas este, sincero (não era político), disse-lhe que não possuía quaisquer dotes de adivinhação do tempo ... simplesmente se guiava pelas orelhas do seu burro: 
Se estivessem arrebitadas o tempo estaria bom.. senão, se estivessem baixas, iria chover.
O Rei então decidiu contratar o burro para Ministro da Meteorologia.


E assim começou o costume de nomear burros para o governo ...

16 de fevereiro de 2014

O paradoxo do navio de Teseu


A reforma administrativa anunciada desde o ultimo trimestre de 2013, foi, aos poucos vazando, de forma deliberada e gradativa pela imprensa ou por canais informais. “Fulano vai sair da presidência e assumira um cargo na Camara”. “Zicrano, é o nome de confiança do prefeito para dirigir o Instituto”. “O instituto tal será extinto e as suas funções e competências serão distribuídas entre varias secretarias e fundações”. Uma vez divulgada com fanfarra e foguetório o mais provável é que nada mude muito. E tudo não passe de um factoide efêmero.

Viveremos novamente o paradoxo do navio de Teseu, na sua versão sambaquiana. O que um filosofo local poderia denominar: O paradoxo da batera do Udo. O paradoxo de Teseu propõe uma situação interessante: a tripulação do navio, ao longo do tempo tem ido substituindo todas as tabuas podres ou estragadas e as substituiu por madeiras e aparelhagem novas. De forma que pouco quede do navio original que saiu do porto. Tudo no navio é novo. Mas continua sendo o mesmo navio de Teseu. Assim, mesmo que todo o navio tenha sido substituído, o navio mantém o rumo, a velocidade e o capitão. Nada por tanto mudou.

As mudanças anunciadas projetam um novo paradoxo, o de que tudo mude, para que tudo permaneça como esta. No estilo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa na sua novela Il Gattopardo. Alias quanto mais o tempo passa, mais este governo municipal fica parecendo com o anterior e ganhará quem aposte em que não se diferenciará nada do próximo.  Joinville vive uma situação paradoxal. Entra governo, sai governo, assume este ou aquele administrador e os nomes que ocupam cargos comissionados e tem poder de decisão no mudam, permanecem firmemente grudados e mamando nos úberes fartos do poder público. Mesmo com a alternância do poder, a maioria dos cargos é ocupada pelos mesmos nomes de sempre, num caso de mimetismo partidário e de sobrevivência política que merece estudos mais aprofundados.


A conclusão é a de que a reforma administrativa não conseguirá, tampouco esta vez, remover a craca, que presa ao casco do navio municipal, atrapalha a navegação, até o ponto de impedir que o navio singre livremente o Cachoeira e reduz a velocidade até que fique atolado no cais lamacento. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

12 de fevereiro de 2014

Alerta sobre a LOT

Em quanto uns seguem sem enxergar. Há cada dia um grupo maior que percebe o futuro que uma Joinville mal planejada projeta. Ainda há tempo para corrigir os erros. 
O maior problema são os que mesmo sabendo dos absurdos insistem em defender o texto atual da LOT. 

11 de fevereiro de 2014

A copa do mundo vem ai

O custo do “Stade de France” (Estádio da França) foi de 280 milhões de Euros (o mais caro da França), uma vergonha se comparado ao “Olimpiastadium” sede da final da Copa da Alemanha em 2006, que consumiu menos de 140 milhões de Euros. Mas, perto do Brasil, isso não é nada. Cada estádio custa em média mais de MEIO BILHÃO de euros.

Fonte France Football

5 de fevereiro de 2014

Intimidação


Intimidar com ações violentas é ultrapassar o bom senso e alcançar um degrau inaceitável. A violência não tem espaço numa sociedade que se pretende democrática. Ops! Esqueci que a nossa deixou de ser já faz algum tempo.

4 de fevereiro de 2014

A Cosip agora é receita?

“A Cosip tem trazido boa receita para a Prefeitura de Joinville. No ano passado, a contribuição cobrada na conta de luz passou de R$ 21,9 milhões para R$ 23,9 milhões. Dá e sobra para bancar a iluminação pública, despesa que fechou em R$ 16,3 milhões no ano passado (inclui manutenção).” Coluna do jornalista Jefferson Saavedra no jornal A Noticia

Como contribuição a Cosip não pode ser usada para outro fim que aquele a que esta destinada, mas qual é o objetivo de arrecadar R$ 5.600.000 mais do necessário? em 2013, numa situação que pode se repetir em 2014. São recursos que saem do bolso do joinvilense e que acabam ou parados numa conta ou servindo para projetos dispendiosos como o da troca de luminárias na administração anterior.


Seria bom ver os recursos da Cosip direcionados a reduzir o custo da iluminação pública, a troca de luminárias por outras com leds, sem que isso represente desperdício de dinheiro público como frequentemente acontece. Excesso de dinheiro na conta não sempre é uma boa noticia para o contribuinte. O objetivo deve ser o de buscar uma Cosip justa e uma iluminação pública eficiente e econômica. 
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