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4 de abril de 2013

Politica não é para qualquer um

Definitivamente a política não é feita para você e ou para mim, dizia Monteiro Lobato: “A política virou um privilégio restrito, com feroz exclusivismo à casta dos mais audaciosos amorais” e o tempo cuidou de lhe dar toda a razão.

3 de novembro de 2012

Aliança sem moral não ganha voto

O prefeito Carlito Merss ficou desnorteado depois da derrota no primeiro turno das eleições. Quem ficou desnorteada depois foi a população de Joinville que não conseguiu entender como se aliava e declarava voto a favor do candidato Kennedy Nunes no segundo turno.

A resposta do eleitor foi bem clara. votou conta o fisiologismo petista e contra a falta de princípios morais mais elementares. O eleitor rejeitou na urna as alianças espúrias feitas pelos inimigos de ante ontem.


24 de julho de 2011

Para pensar acordado

Simón Bolívar heroi da independência da Venezuela, Colômbia, Equador e Peru, entre outros países, faz mais de 200 anos já identificou que:


Moral e luzes são nossas primeiras necessidades

o problema é que duzentos anos depois, estas continuam sendo as nossas primeiras e maiores necessidades.

8 de fevereiro de 2011

Sinceridade

"Como vamos dizer que ele [Delúbio] não pode se filiar? Nenhum de nós tem condição moral ou política de dizer que ele não pode militar no PT."

A frase anterior sobre Delúbio é de André Vargas, secretário de Comunicação do PT.


A sinceridade era um dos pontos fortes do velho PT, é bom ver que estes valores estão voltando com força.

13 de dezembro de 2010

Para pensar acordado


" Ser humano significa conhecer ao extremo que pode chegar a cobiça, a avareza, o prejulgamento, a crueldade. A corrupção moral é isso. Algo que não existe entre os animais, uma exclusividade dos humanos"


Mario Vargas Llosa

15 de julho de 2010

Elasticidade Moral (*)

Elasticidade Moral


Os valores morais e éticos, passaram neste pais a serem totalmente subjetivos ou o que é pior elásticos, podem ser mudados a conveniência de cada um. Os nossos políticos não são diferentes, eles representam a sociedade que os elegeu, com as suas virtudes, valores e defeitos. Por isto não deve surpreender que iniciativas que possam servir para moralizar, não prosperem e que os poucos políticos que ainda tem um mínimo de seriedade, comecem a desistir da vida publica e que os cidadãos que cultivem um mínimo de decência não considerem a possibilidade de se adentrar nestes lôbregos corredores.

Cada um de nós pode fazer a sua parte, conhecendo melhor os candidatos e a sua vida pregressa. Você deixaria durante três meses o seu negocio nas mãos de algum deles? Se não, como poderia votar nele para legislar ou governar o Estado ou o Brasil? É um dilema de difícil solução.

Como exemplo desta elasticidade moral, nada melhor que a historia de um jovem estudante, vindo do interior do Rio Grande do Sul, para estudar em Santa Catarina, um exemplo como centenas de outros. O dinheiro na republica estudantil era curto e quase nunca chegava a fim de mês. Alguma coisa precisava ser feita. Uma alternativa seria a de trabalhar e com isto poder complementar os parcos recursos que as famílias enviavam. A alternativa escolhida foi mais criativa.

No supermercado em que faziam as compras do mês, tinha uma jovem caixa que jogava olhares tímidos para um dos jovens estudantes de engenharia, o que não deixou de ser notado pelos demais companheiros. A estratégia foi a de retornar os olhares e iniciar uma relação de interesses, a jovem caixa receberia a atenção do jovem estudante. A sua paixão, com tudo, a levava a “esquecer” de digitar alguns produtos, de modo que mesmo com um orçamento escasso, não faltou mais nem galinha com polenta, nem churrasco, nem cerveja na republica. O romance acabou como tinha começado, com a formatura, o interesse pela jovem desapareceu, com a mesma rapidez. Com o tempo o jovem Casanova passou a militar na política local e continuo praticando as suas habilidades. Será candidato a algum cargo em 2010.

Não terá problema com a “Ficha Limpa” seria um caso típico de moral elástica.

14 de julho de 2010

Para pensar acordado

Quem teve a oportunidade de estudar na Université de Paris aprendeu a frase de Napoleão Bonaparte:

"Para o político existem duas morais, a moral pequena e a moral grande"

Quem estudou em outras escolas tem consciência que a frase se aplica perfeitamente em estas latitudes

12 de julho de 2010

Covardia (*)

Covardia


No passado recente uma boa reprimenda ainda fazia efeito. Na maioria das vezes nem precisava do castigo. Ser chamado pelo diretor ou diretora na escola, depois de ter aprontado uma e outras, tinha um efeito que hoje chamaríamos de sócio-educativo, que na maioria dos caos não seria preciso tomar medidas punitivas mais duras.


Aos poucos temos perdido a maioria dos valores morais que em tempos passados já constituíram o esteio da nossa sociedade. Honestidade, ética, seriedade, pontualidade, comprometimento e tantos outros que hoje foram esquecidos e não são aprendidos nem na escola, nem o que é pior na própria família. Os valores morais que formam o caráter de um individuo e da sua sociedade, devem ser aprendidos primeiro em casa, no seio da família, pai e mãe são os referenciais. O que aprendamos deles nós marcará para toda a vida.


São cada vez mais comuns as historias de alunos dando carteiraços em professor, tem caso de aluno de 8 anos em escola tradicional de Joinville, dizendo para o professor: Você sabe de quem eu sou filho? Estes casos são ainda mais comuns em faculdades e universidades em que os professores já perderam a conta do numero de vezes que escutaram: Você sabe com quem esta falando?


A Administração publica é o reflexo da mesma sociedade, com os seus valores, virtudes e defeitos, aumentados em geral pelo uso do poder e da autoridade que os cargos públicos conferem. Quando os guardas de transito se escondem para multar, sem deter o veiculo e notificar primeiro verbalmente ao motorista, agem covardemente, escondidos trás o poder de policia e a autoridade que a fé publica lês confere. Prestam porem um desserviço ao fugir da sua obrigação primeira, que é a de advertir, educar, ensinar e só em ultima instância punir. Agem sem coragem para cumprir sua função publica ocultos por postes e arvores.


É fácil dizer que multar é a melhor solução, renunciando a educar, a advertir. O resultado que teremos cada vez mais é uma sociedade violenta, formada por indivíduos que não fazem nada mais que se defender da truculência, do abuso de poder e da prepotência dos que tem a obrigação de servir a sociedade, e tem a responsabilidade de ser referenciais dos valores éticos e morais que consolidam uma sociedade justa e plural.

4 de julho de 2010

Para pensar acordado


Num pais em que determinados lideres insistem em assumir o papel de paladinos da moralidade publica é bom lembrar de José Luis López Aranguren

"Os valores morais se perdem soterrados pelos interesses econômicos"

30 de maio de 2010

Os súditos da rainha são gente curiosa


Para um brasileiro a compreensão de alguns valores e atitudes de outras latitudes é complexa.

David Laws, Ministro do Tesouro britânico renunciou apos denuncia sobre gastos pessoais. O motivo da renuncia é que o ministro responsável pelo orçamento tinha solicitado ao longo de 9 anos, em que foi deputado, o reembolso dos gastos de aluguel, no valor de 40.000 libras pouco mais de U$ 57.000, por dois quartos na residência de quem hoje é seu amante. Mesmo que na epoca oficialmente eles não formavam um casal estável, a lei não permite aos deputados alugar de familiares e o reembolso dos gastos é considerado irregular.

Mais ainda quando o deputado Laws, no cargo de Ministro do Tesouro, é o responsável pelo orçamento e os gastos do governo. Não esta previsto que pessoas que não tenham uma moral ilibada possam exercer cargo tão importante.

São varios os pontos a considerar:

1.- Primeiro o valor, que para os nossos padrões locais de gastos e reembolsos para deputados federais é baixo. Este valor aqui representa a ajuda de custo de um ano ou pouco mais.

2.- O fato que um deputado possa sublocar dois quartos. Aqui os que optam por não utilizar o apartamento a que tem direito, alugam suites em hoteis e flats da capital.

3.- Que a sua condição de homossexual, não seja objeto de discussão, se fosse por aqui os titulares seriam outros, bem diferentes. La o grave é o mau uso de recursos públicos, aqui os valores éticos e morais são outros.

4.- Que ele próprio encaminhe ao Comissão de Ética do Parlamento o caso para julgamento, sem esperar que o seu partido ou outro partido o faça.

5.- Que reconheça publicamente a culpa, se comprometa a pagar e renuncie, sem esperar o julgamento. Não é o modelo a que temos nos acostumado por aqui. Em que ministros e deputados tem se especializado em por cara de paisagem, quando "pegos no flagra"

Definitivamente estes britânicos são uma gente estranha. O jornal A Noticia publica a matéria completa.

Situações mais graves tem desdobramentos bem diferentes por estes bairros.

7 de março de 2010

Pulseirinhas coloridas (*)


Pulseirinhas coloridas


A nossa Câmara deve estar com pouco trabalho ou o ano eleitoral faz que alguns vereadores sintam uma vontade adicional de se expor. Ocupando a tribuna para debater sobre a necessidade de proibir que crianças utilizem pulseiras coloridas, as chamadas “pulseiras do sexo”.


Inclusive existe uma proposta para proibir que as crianças usem as ditas pulseiras, a idéia por si só já é pouco inteligente, o pior ainda é a intromissão do estado em assunto de foro intimo da família, o perigo que representa para a sociedade aceitar este tipo de intromissão publica, em temas de natureza privada.


Se queixam as escolas que os pais transferem a responsabilidade da educação para as escolas, confundindo ensino de conhecimento, com a formação dos valores do individuo. O erro é perigoso, porque não é a escola quem deve, nem pode substituir a família na labor de educar, de transmitir os valores éticos e morais que formarão o individuo e a sociedade do amanhá. Mais perigoso ainda é imaginar que possa ser o nosso legislativo quem possa por meio de leis, propor ou impor modelos de educação.


Temos nas nossas escolas profissionais com formação especifica, com conhecimento em pedagogia, com vocação para ensinar e que conhecem as crianças pela sua experiência de anos. As escolas podem e devem, com a participação das APPs, iniciar com os pais que precisem de ajuda, um trabalho de esclarecimento, de educação e de formação, para que seja a familia a base do processo de formação, sem criar um clima de pânico que remeta a promiscuidade e obscenidade.


Se concordamos em politizar uma modinha passageira e inconseqüente, em pouco tempo concordaremos em definir a altura das saias, o comprimento das bermudas e outras medidas igualmente desnecessárias e futeis. Ocupar a tribuna das nossas Câmaras de vereadores com temas tão pouco importantes é preocupante. E querer fazer da cor das pulseirinhas das crianças um tema serio e importante é infantil.

22 de fevereiro de 2010

Os novos templarios (*)


Monopólio Democrático


Existe a nível nacional e também em Joinville um forte movimento para consolidar um novo monopólio, um monopólio totalitário, perdoem a redundância, o da moralidade, da participação popular, dos conselhos, comissões e assembléias o dos donos da verdade, da única verdade.


A idéia que se busca consolidar é que a moral, a ética e tudo o que é democrático é hoje exclusividade da esquerda, leia-se o PT e os demais partidos da base de sustentação, como o PDT,PMDB, inclusive o PP, um partido histórico de esquerda de toda a vida. A visão que se busca consolidar é de um lado os paladinos da moral e do outro os corruptos. Esta forma simplista e superficial pressupõe e estabelece uma visão maniqueísta do mundo e da sociedade, dividida entre bons e maus, entre honestos e desonestos.


Ninguém acredita mais em fadas e elfos de um lado, nem em ogros e trolls do outro, inclusive depois do Shreck a imagem dos ogros, tem melhorado muito na sociedade e entre os elfos há discrepâncias sobre a sua bondade e intensidade da sua luz. Não existe hoje, uma linha definida que coloque uns e outros em campos opostos. Por isto é perigoso que prospere esta visão infantil de bons e maus, de amigos e inimigos, como se de uma batalha se tratasse.


A idéia que aos amigos ou aliados tudo esteja permitido e que se deve combater aos inimigos, serve para estigmatizar e colocar na outra trincheira, todos aqueles que não são amigos, compadres ou cupinchas. Convertendo-os automaticamente em inimigos. Numa guerra inexistente, em que cada ação, mesmo as mais singelas se converte numa batalha sangrenta e cruel.


Como novos templários, senhores da luz, uma parte dos políticos deste pais, que dificilmente podemos diferenciar da outra parte, pelos seus hábitos e costumes, querem convencer a sociedade que são os novos cruzados, que trocaram a cruz pela estrela e enfrentam inimigos ferozes que trocaram a meia lua nos escudos por outros símbolos. Temos pela frente lideres messiânicos comandando bandos de fanáticos.

2 de janeiro de 2010

30 de junho de 2009

Curiosidades de um pais de loucos

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !

Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.


Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.

Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

4 de maio de 2009

Certo e Errado


“Não acho correto. Mas também não acho crime um deputado dar uma passagem para um dirigente sindical ir a Brasília. Eu, quando era deputado em Brasília, muitas vezes convoquei dirigentes da CUT, de centrais para se reunir com passagens do meu gabinete. Graças a Deus nunca levei nenhum filho meu para Europa. Acho que um deputado levar a mulher para Brasília, qual é o crime?”

O site do jornal A Noticia divulgou (acima) a infeliz declaração do presidente Lula, ao mesmo tempo em que expõe de uma forma real e direta a grave situação em que se encontra a ética e o bom senso. Quando a sociedade, representada pelos seus políticos, que a rigor representam o País, não consegue separar mais o certo do errado, perde a capacidade de discernimento mais elementar.

Estamos às portas de uma crise de valores. O presidente não percebe que há crime, de que não haveria se ele quando deputado pagasse a passagem dos dirigentes da CUT do seu salário. Faze-lo com o dinheiro do contribuinte é crime. Que não houvesse controle, como parece que continua sem ter, não justifica o erro.

Penso que na medida em que a mesma situação se repete em maior ou menor escala em todos os Estados e municípios do País, transpusemos a porta para entrar na sala. Em quaisquer uma das esferas federativas que olhemos é possível identificar não um caso isolado e sim centenas de situações que já se tornam corriqueiros de mau uso do dinheiro público.

O escândalo das passagens, amplamente noticiado é o desta semana, e não fica restringido a Brasília. Nos Estados, é comum que deputados, além de viajar em primeira classe em viagens internacionais, levem também mulher e filhos em missões, pagas as despesas com dinheiro público.

Cabe lembrar que mulher e filho não são funcionários públicos e não viajam por tanto a serviço. Podem sempre acompanhar o deputado, desde que custeando integralmente todas as despesas, com os seus recursos próprios, aliás os salários e benefícios que recebem permitem que assumam estes custos.

A Câmara de Vereadores de Joinville mostra dificuldades em achar o prumo. O distanciamento da sociedade que representa e que a elegeu é cada vez maior. O episodio do aluguel dos carros vem se somar ao valor da verba de gabinete, a criação de mais cargos comissionados e outras ações que pela freqüência com que se produzem já começam a formar parte do nosso cotidiano.

O grave desta situação é a sensação que nada tem de errado, que é normal, que sempre foi assim e que um erro justifica outro. No caso da nossa Câmara, resta ainda um fio de esperança. Pela forma sigilosa e sorrateira como conduziu o tema do aluguel da nova frota de veículos, evidenciou que sabia que estava errada e que a população não aceitaria esta nova afronta. Existe ainda o discernimento do que é o certo e o errado. O próprio presidente num momento de lucidez afirma timidamente, “Não acho correto”.

Publicado no Jornal A Noticia

2 de maio de 2009

Cestas Basicas


A nota a lado, publicada no Jornal A Noticia, na coluna Portal, motivou o desabafo do nosso fiel leitor e colaborador Eng Agr Gert R. Fisher.

Na verdade é que a sensação que fica para o eleitor médio, aquele como você e como eu e que este pais definitivamente virou terra de ninguém, todo o mundo se acha com o direito de espremer um pouco mais as tetas do governo. Esquecendo que o governo não produz nada, só desenvolveu ao longo de décadas e séculos o habito de consumir de forma doentia e compulsória.

Cada um dos três poderes desenvolve uma luta feroz para avançar de uma forma incontrolada, quase cleptocratica sobre os recursos públicos, priorizando os seus benefícios pessoais antes que servir a população, que é em definitiva o seu patrão.

Cada um procurando tirar um naco maior. Ontem os carros da Câmara de vereadores, hoje as Cestas Básicas da prefeitura, partindo da base que a prefeitura hoje é o maior empregador do municipio com mais de 10.000 funcionarios, representa uma cesta basica para cada dois funcionarios. Um numero assutador. Amanha, quem sabe qual será a nova surpresa que nos esta reservada.

Jordi,
Fiquei super indignado com essa noticia. Como pode a corporação dos funcionários públicos municipais, fazer essa apropriação indébita, se todos deveriam ser concursados, que os concursados recebem seus salários, ferias, 14 salário, auxilio doença, seguro saúde, aposentadoria integral, licença prémio de seis meses, etc. etc. ainda recebem cestas básicas que são entregues nas casas dos mesmos contratando transporte especial?

O custo desse disparate é de 5,8 milhões de reais ou mais por ano.
Soube também que os vereadores, os funcionários da câmara que não são poucos também recebem diariamente cotas de leite?
O que esta havendo afinal?

Será que para os contribuintes não há retorno dos impostos na redução das filas de médicos? Com esse dinheiro das cestas e do leite, daria para reduzir as 48.000 consultas medicas marcadas para os próximos 3 anos, em questão de semanas? Daria sim.
Por que todos esses benefícios para os funcionários públicos que legislam em causa própria ?
Pague-se corretamente os funcionários competentes e compromissados, mas não os humilhe com cestas básicas.

A democracia deverá desvendar esses saques, fazendo com que os impostos sejam aplicados por quem os paga e paga muito bem.
Não concordo que funcionário publico com emprego e renda garantidos, recebam como indigentes cestas básicas.
Isto é um deboche.

Gert Roland Fischer

7 de fevereiro de 2009

Isenção e Etica


Isenção e Ética são temas delicados, tanto que devem ser aprendidos em casa e se preferencialmente na infância, para que contribuam a uma firme formação cívica e moral do individuo. Numa cidade, como Joinville, que ao mesmo tempo é a maior cidade do estado, uma das 3 ou 4 maiores da região sul, tem atitudes e cultura provinciana, de cidade pequena do interior, como se nunca conseguisse superar a sina da sua origem colonial estes temas parecem ambíguos e as vezes mudam dependendo dos envolvidos.

Ocupar ao mesmo tempo um cargo publico, principalmente se for comissionado e escrever profissionalmente num jornal ou ter um programa de radio ou televisão, em que sejam tratados temas e assuntos relativos ao próprio cargo, pode gerar situações potencialmente conflitantes. Nada que não possa ser facilmente superado por profissionais competentes, que conseguem manter claramente separados cada um dos cargos e dos espaços profissionais que ocupam. Claro que o que para uns é claro e diáfano, como um manguezal numa noite de lua nova, pode criar confusão na cabeça dos leitores e ouvintes.
Poderia ajudar muito se cargos públicos e espaços privados, quando houvesse conflito de interesses, não coexistissem simultaneamente.

O terreno da ética é um terreno escorregadio, cheio de armadilhas em que mesmo os mais versados e experientes, cometem por vezes erros infantis. Muitas profissões tem além do seu código de ética, a sua deontologia especifica que estabelece os deveres, os princípios e os fundamentos morais de cada profissão. O que não é possível é definir e detalhar um código de ética para cada individuo, porque alguns não tem a menor noção do que isto possa vir a ser. Passando a achar normal situações que em outras sociedades poderiam ser consideradas achaques, chantagem ou inclusive prevaricação.

18 de dezembro de 2008

Amanha


Vivemos numa sociedade em que os valores são cada dia mais voláteis, menos firmes. O que ontem era uma verdade inquestionável pode passar num curto espaço de tempo, não só a ser questionável, como pode com a mesma facilidade deixar de ser verdade.

É neste ambiente dinâmico e inconstante, que nós tocará viver cada vez com maior intensidade. Esta constante falta de referenciais faz que ao mesmo tempo, em que desenvolvemos habilidades novas para adaptarmos a esta situação. Teremos cada dia mais dificuldade, em poder escolher, quais são os pontos importantes que devem compor o nosso legado e quais os exemplos que precisamos identificar para as gerações futuras, que não são outras que os nossos filhos. Por tanto, não estamos falando de estranhos, nem de um futuro distante.

Conseguimos, em muito pouco espaço de tempo, menos de uma geração. Perder completamente, a nível coletivo, o conceito de certo ou de errado. Desde o “Rouba mais faz”, até “Ele não sabe de nada”. Passamos a aceitar que ética e moral, não sejam princípios básicos imprescindíveis para eleger um governante. Nem estou imaginando um presidente, hoje tenho certeza que a chance de se eleger para quaisquer cargo publico, diminui na medida em que a pessoa seja mais honesta, ou independente.

O numero de situações a que um prefeito, um secretario municipal, inclusive o presidente de uma entidade de classe, terá oportunidade de colocar a prova os seus princípios éticos e morais, aumenta a cada dia e os interesses envolvidos, podem atenuar de uma forma assustadora seriedade e a rigidez dos seus princípios.

Aumentar de uma canetada o valor do Cartão Joinville em 25 %, poderia ter feito tremer ligeiramente a mão de um administrador, que tivesse princípios firmes. Poderia na duvida, ter deixado a decisão para o próximo administrador municipal que deverá assumir nos próximos dias. Aprovar a compra de um imóvel inundável, atravessado por linhas de alta tensão, em plena área rural, para construir a Universidade Federal, poderia ter merecido uma analise mais profunda e conscienciosa. Porem os nossos lideres, são homens destemidos, a quem não treme a mão, nem enturva a visão, porque tem a certeza do futuro e do amanha. São estes alguns dos exemplos que precisamos explicar aos nossos filhos. Confesso que esta ficando cada vez mais difícil.

29 de outubro de 2008

A Mesquita e a oração.




Chama a atenção a quem se aproxima a uma mesquita na hora da oração, as centenas de pares de sapatos que de uma forma mais ou menos ordenada, esperam a finalização da oração, para reencontrar os seus proprietários.

Porque ninguém escolhe o seu melhor calçado para ir a Mesquita? Porque quase todos os que cometerem o erro de levar para a mesquita o seu melhor par de sapatos, não o encontraram de volta.

Parece um contra-senso, que homens que se reúnem para orar, pedindo perdão pelos seus pecados, para chegar mais perto de Deus, tenham que escolher com atenção qual sapato usar, porque não é possível confiar na honestidade daquele que pode estar orando piamente ao seu lado.

O exemplo dos sapatos da mesquita, me faz pensar, no quanto de hipocrisia existe ao redor de nós. Quantos batem no peito e se colocam como exemplos de ética e moral, e vivem uma vida paralela, em que estes valores e princípios parecem distantes ou inexistentes.

Em alguns casos precisamos cuidar dos sapatos, em outros da carteira, na maioria dos casos existe uma forte diferença entre o que a maioria diz e o que faz. Pode ser que por estes e outros exemplos, não tenhamos desenvolvido o costume de deixar os sapatos na porta das nossas igrejas.

Algumas mesquitas, enfrentam esta situação, disponibilizando sacolas de pano, para que os fieis, possam adentrar descalços, com os seus sapatos na mão e manté-los ao alcance de vista durante todo o tempo dedicado a oração.

Existe de fato uma enorme distancia entre o que o que dizemos e o que fazemos, você deixaria os seus sapatos na porta da mesquita? Estariam a sua espera na saída?

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