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3 de agosto de 2010

Os jogadores de Pólo



Os jogadores de Pólo

Joinville é uma cidade moderna e cosmopolita, com uma enorme capacidade para absorver modas, tendências e novidades. Até pouco tempo atrás era normal que grupos de jovens se identificassem pelo uniforme do uniforme do seu time de futebol. O futebol tendo adquirido uma grande popularidade, tem feito que alguns grupos percam o interesse e que novos esportes ganhem o coração do publico.

É cada vez mais freqüente que encontremos, principalmente nas proximidades da rua Visconde de Taunay, uma novo grupo, a tribo dos praticantes do pólo, facilmente reconhecíveis pelas suas camisas coloridas, que identificam as suas equipes e a posição em que jogam no time. Os números 1 e 2 identificam os atacantes, 3 meio de campo e 4 defensor. A maioria destes jogadores evidenciam um bom nível internacional, suas camisas os identificam como membros de seleções nacionais de outros países, o que mostra o sucesso que o esporte alcançou em Joinville.

A pesar do elevado numero de praticantes, a imprensa não tem divulgado ainda a realização de partidas oficiais, nem existem muitas lojas em que seja possível adquirir as bolas e os tacos. Chegou a hora para que a Fundação Municipal de Esporte, organize um campeonato e de as condições para que este esporte se popularize. É verdade que um bom cavalo de pólo, custa dezenas de milhares de dólares e que um jogador precisará um cavalo diferente para cada um dos 4 tempos em que se divide uma partida, e como em alguns casos a partida pode chegar a 6 tempos, denominados Chukkas, podem ser necessários 6 cavalos. Os melhores cavalos do mundo são os argentinos e isto é bom para nos, porque ao ser nossos vizinhos do Mercosul, a compra poderá ser feita praticamente sem taxas de importação.

O campo para a pratica do pólo mede 275 metros de comprimento por 180 metros de largura, mais de 6 vezes o tamanho da Arena Joinville, o que por aqui pode ser um freio ao desenvolvimento do esporte, áreas como estas planas e disponíveis são escassas e caso existissem, com certeza já estariam sendo prospectadas para a implantação de mais um novo empreendimento do “Minha Casa, Minha Vida”. Por enquanto os nossos jogadores de pólo, são vistos com maior freqüência atrás de um copo de cerveja ou dirigindo um carro, que montados num cavalo.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

13 de julho de 2008

Os rebeldes da Visconde

Podemos dormir tranquilos, seguros que o nosso sono esta a salvo e que a nossa Joinville será amanha uma cidade melhor.

Finalmente os cidadãos de bem estão decididos a tomar uma atitude, a enfrentar de peito aberto os problemas que afetam a nossa cidade, alguns estão inclusive dispostos a colocar o seu nome num abaixo assinado na internet e outros pensam seriamente em escrever uma carta algum jornal.

Claro que não será hoje, ocupados que estão em bebericar um chopp a mais, em falar mal do emprego que a penas permite chegar a fim de mês, porem sem coragem de pedir a conta e buscar o emprego dos sonhos que pague aquilo que eles pensam que merecem.

Estes rebeldes de boteco, são os que estão fazendo dia a dia uma revolução, com a sua inércia e os seus cochichos, tem a certeza que mudarão o mundo.

O transito esta ficando cada dia pior, e cada um deles teve trabalho para encontrar um espaço para estacionar o seu veiculo. Como é fácil resolver os problemas da cidade aqui, depois de um outro chopp e umas batatinhas fritas. Como é terrível a corrupção, esquecendo que dei R$ 5 para o flanelinha.

O dinheiro esta curto, e a nova televisão de 42 polegadas, me come uma boa parte do salário, mas eu não deixo de reclamar, entre um chopp e um frango a passarinho, de como a cidade esta ficando pior, como a insegurança esta aumentando.

Aos poucos os rebeldes da Visconde, fazem a sua rebelião, na medida que o numero de chopps aumenta, a coragem dos nossos aguerridos combatentes vai crescendo, amanha será um novo dia e tudo terá mudado.

Pelo teor dos discursos, pela força das convicções e pela firmeza das asseverações, podemos imaginar que uma nova Joinville surgirá, construída com o esforço destes heróis, ainda que antes precisamos pensar em trocar de carro. Quem sabe se não seria melhor deixar esta revolução para a próxima semana.

Combinado, na próxima terça a mesma hora, no mesmo lugar, voltaremos a falar. A tomar um chopp e a mostrar nossa revolta com a forma como nossa cidade é administrada. Protestaremos pelo aumento de salário dos vereadores e especialmente do novo imposto e da nova taxa que será criada. quem sabe se desta mesa não elegemos um vereador, na próxima eleição?

Publicado no Jornal A Noticia

6 de janeiro de 2008

A Via Gastronômica



Alguns exemplos servem claramente para entender como são as coisas por aqui.

Inicialmente, alguns empresários de uma forma individual e desorganizada implantaram os seus negócios na que hoje passou a se chamar Via Gastronômica.

Alguns empreendimentos tiveram sucesso, outros não conseguiram cativar os desejos volúveis dos consumidores e fecharam as suas portas. Mas o passo inicial estava dado.

Aos poucos, um maior número de estabelecimentos escolheu a rua Visconde de Taunay e as suas imediações para se instalar e progredir. O poder público (e foram muitos os prefeitos e secretários que já passaram por aqui - desde que abriu o Parapluie, o Casablanca, o Slice, o Biergarten e tantos outros mais recentes) fez de conta que nada estava acontecendo, não soube antever a mudança que estava se iniciando e não tomou nenhuma providência. Deixou simplesmente “correr solto”.

O resultado está aí: uma pujante mostra do empreendedorismo e da criatividade do joinvilense, de empresários que foram capazes de antecipar uma demanda e investiram para atendê-la.

Quando os empresários perceberam que a falta de investimentos públicos e de medidas adequadas começou a inibir o desenvolvimento dos seus negócios, se uniram para buscar soluções conjuntas e propuseram, em parceria com o poder público, soluções que poderiam contribuir para a melhora da Via Gastronômica.

Não preciso comentar que fora a colocação de um totem, nada mais aconteceu e a situação só piorou. Imagino que, se por um lado os empresários do setor devem estar se sentindo frustrados e desiludidos, por outro lado devem agora acreditar piamente nas promessas que todos e cada um dos candidatos a prefeito, no pleito deste ano, farão.

É por isto que é bom que entremos num ano eleitoral, porque é o momento em que todas as promessas podem ser refeitas não só uma, mas mil vezes. Por algum estranho feitiço, os eleitores mesmo os mais esclarecidos, passam a acreditar que as coisas acontecerão.

É bom não perder a esperança, mas é melhor não se deixar iludir pelas falsas promessas e pelas empulhações.

Publicado no AN Cidade

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