Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC
3 de agosto de 2010
Os jogadores de Pólo
Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC
13 de julho de 2008
Os rebeldes da Visconde

Finalmente os cidadãos de bem estão decididos a tomar uma atitude, a enfrentar de peito aberto os problemas que afetam a nossa cidade, alguns estão inclusive dispostos a colocar o seu nome num abaixo assinado na internet e outros pensam seriamente em escrever uma carta algum jornal.
Claro que não será hoje, ocupados que estão em bebericar um chopp a mais, em falar mal do emprego que a penas permite chegar a fim de mês, porem sem coragem de pedir a conta e buscar o emprego dos sonhos que pague aquilo que eles pensam que merecem.
Estes rebeldes de boteco, são os que estão fazendo dia a dia uma revolução, com a sua inércia e os seus cochichos, tem a certeza que mudarão o mundo.
O transito esta ficando cada dia pior, e cada um deles teve trabalho para encontrar um espaço para estacionar o seu veiculo. Como é fácil resolver os problemas da cidade aqui, depois de um outro chopp e umas batatinhas fritas. Como é terrível a corrupção, esquecendo que dei R$ 5 para o flanelinha.
O dinheiro esta curto, e a nova televisão de
Aos poucos os rebeldes da Visconde, fazem a sua rebelião, na medida que o numero de chopps aumenta, a coragem dos nossos aguerridos combatentes vai crescendo, amanha será um novo dia e tudo terá mudado.
Pelo teor dos discursos, pela força das convicções e pela firmeza das asseverações, podemos imaginar que uma nova Joinville surgirá, construída com o esforço destes heróis, ainda que antes precisamos pensar em trocar de carro. Quem sabe se não seria melhor deixar esta revolução para a próxima semana.
Combinado, na próxima terça a mesma hora, no mesmo lugar, voltaremos a falar. A tomar um chopp e a mostrar nossa revolta com a forma como nossa cidade é administrada. Protestaremos pelo aumento de salário dos vereadores e especialmente do novo imposto e da nova taxa que será criada. quem sabe se desta mesa não elegemos um vereador, na próxima eleição?
Publicado no Jornal A Noticia
6 de janeiro de 2008
A Via Gastronômica

Alguns exemplos servem claramente para entender como são as coisas por aqui.
Inicialmente, alguns empresários de uma forma individual e desorganizada implantaram os seus negócios na que hoje passou a se chamar Via Gastronômica.
Alguns empreendimentos tiveram sucesso, outros não conseguiram cativar os desejos volúveis dos consumidores e fecharam as suas portas. Mas o passo inicial estava dado.
Aos poucos, um maior número de estabelecimentos escolheu a rua Visconde de Taunay e as suas imediações para se instalar e progredir. O poder público (e foram muitos os prefeitos e secretários que já passaram por aqui - desde que abriu o Parapluie, o Casablanca, o Slice, o Biergarten e tantos outros mais recentes) fez de conta que nada estava acontecendo, não soube antever a mudança que estava se iniciando e não tomou nenhuma providência. Deixou simplesmente “correr solto”.
O resultado está aí: uma pujante mostra do empreendedorismo e da criatividade do joinvilense, de empresários que foram capazes de antecipar uma demanda e investiram para atendê-la.
Quando os empresários perceberam que a falta de investimentos públicos e de medidas adequadas começou a inibir o desenvolvimento dos seus negócios, se uniram para buscar soluções conjuntas e propuseram, em parceria com o poder público, soluções que poderiam contribuir para a melhora da Via Gastronômica.
Não preciso comentar que fora a colocação de um totem, nada mais aconteceu e a situação só piorou. Imagino que, se por um lado os empresários do setor devem estar se sentindo frustrados e desiludidos, por outro lado devem agora acreditar piamente nas promessas que todos e cada um dos candidatos a prefeito, no pleito deste ano, farão.
É por isto que é bom que entremos num ano eleitoral, porque é o momento em que todas as promessas podem ser refeitas não só uma, mas mil vezes. Por algum estranho feitiço, os eleitores mesmo os mais esclarecidos, passam a acreditar que as coisas acontecerão.
É bom não perder a esperança, mas é melhor não se deixar iludir pelas falsas promessas e pelas empulhações.
Publicado no AN Cidade