31 de janeiro de 2012

Um dia após outro


Nada como tempo ao tempo.

A decisão do Juiz Roberto Lepper concedendo a liminar para a Ação Popular proposta por um grupo de cidadãos deve ser vista como uma vitoria do bom senso e um freio, mesmo que temporal, a uma forma de agir e de tratar a cidade e os cidadãos que não parece correta.

Não faltaram avisos sobre a duração dos mandatos dos conselheiros do Conselho da
Cidade, a resposta por varias vezes foi a mofa ou a ignorância. Tampouco faltaram avisos sobre a falta da gestão democrática da cidade, e resposta o velho partir para a ignorância. Agora o tempo da a razão a esta minoria absoluta que enfrenta um dia sim e outro também aos que imbuídos de espírito messiânico se propõem a salvar Joinville de todos os erros cometidos no passado, nem que para isto tenham que passar sobre tudo e sobre todos.

Bom que a sociedade tenha obtido uma vitoria, mesmo que parcial. Bom que o resultado promova o debate sobre a cidade e sobre o seu planejamento na direção de um modelo mais participativo, justo e menos impositivo. Ninguém esta com vontade de comer pratos feitos. Audiências públicas informativas, com o único objetivo de acatar decisões já tomadas. Não são o modelo adequado e o que mais surpreende é que quem cometa estes erros grosseiros tenha sido eleito utilizando o discurso da gestão participativa, democrática e plural.

Falta experiência aos atuais gestores públicos e sobra voluntariosidade e messianismo, o que pode conduzir a incompetência funcional. O resultado final tem tudo para ser desastroso.

Ano 2012 - Ano eleitoral


28 de janeiro de 2012

Obras publicas


Da serie mistérios inexplicáveis


A imagem é de mais uma obra publica parada, mesmo tendo recursos garantidos a obra do CEREST ( Centro de Referencia da Saúde do Trabalhador) parou inexplicavelmente. Não houve por parte do poder publico nenhuma informação oficial que permita saber qual é o motivo que também esta obra esteja parada, nem quem possa ser o responsável pela obra.

Na linha de que o que é ruim a gente não mostra, o poder publico esquece de informar de mais esta obra inacabada que esta se deteriorando e evidencia desperdício de recursos públicos.

O que é o CEREST e para que serve?

Título Conteúdo  Centro de Referência em Saúde do Trabalhador
Os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância. Existem dois tipos de Cerest: os estaduais e os regionais.

Cabe aos Cerest capacitar a rede de serviços de saúde, apoiar as investigações de maior complexidade, assessorar a realização de convênios de cooperação técnica, subsidiar a formulação de políticas públicas, apoiar a estruturação da assistência de média e alta complexidade para atender aos acidentes de trabalho e agravos contidos na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho e aos agravos de notificação compulsória citados na Portaria GM/MS nº 777 de 28 de abril de 2004 .

De acordo com a Portaria GM/MS nº 2.437 de 7 de dezembro de 2005 , a equipe de profissionais dos Cerest regionais é composta por pelo menos 4 profissionais de nível médio (sendo 2 auxiliares de enfermagem) e 6 profissionais de nível universitário (sendo 2 médicos e 1 enfermeiro). No caso dos Cerests estaduais, a equipe é integrada por 5 profissionais de nível médio (sendo 2 auxiliares de enfermagem) e 10 profissionais de nível superior (sendo 2 médicos e 1 enfermeiro).

O CEREST de Joinville é de nível regional é esta localizado na Avenida Doutor Paulo Medeiros 200 Centro 89201-210

Coordenadora Ana Aparecida Pereira

(47) 342-3716
            47-34222925      
            (47) 3423-3716      

27 de janeiro de 2012

A crise europeia em poucas palavras


Urbanismo de salão


Urbanismo de salão

A LOT (Lei de Ordenamento Territorial) obriga todo o joinvilenses a transformar-se com urgência em exímio urbanista ou advogado, sem ter recebido formação para tanto. De um lado se reúnem os que apostam numa linguagem críptica, confusa, recheada de tecnicismos e que aparentam estarem mais interessados em afastar do debate aos verdadeiros interessados. Tanto no legislativo, como no executivo pululam bandos de prolixos pernósticos que contribuem pouco para que o debate seja colocado de forma compreensível. 

Os mapas que mostram, apenas superficialmente, o alcance das mudanças tem sido trocados constantemente, aumentando duvidas e gerando insegurança entre os munícipes. A falta de informações precisas faz crescer a desconfiança sobre a proposta hoje em pauta. A urgência demonstrada pelo executivo e por parte de camaristas e grupos ditos desenvolvimentistas da sociedade para que o projeto de lei 69/11 seja aprovado apressadamente e sem o necessário debate democrático, não ajuda a gerar confiança ou convencer a maioria da sociedade de que a proposta seja a melhor para toda Joinville.

O Estatuto da Cidade estabelece a obrigação da gestão participativa, que deve ir muito além de poucas audiências publicas para um tema tão importante. Na maneira pouco didática, reduzida de conceitos, resultados e no tempo podemos considerar a forma como foi conduzido o processo como cerceamento da participação popular. Os representantes do executivo apontam para um processo democrático em todos os tramites exigidos pela lei. Não é bem verdade, os prazos não foram cumpridos a entrega do projeto de lei foi feito com atraso, os debates nas Câmaras que compõem o Conselho da Cidade, foram feitos de forma apressada. Para ter um elemento de comparação, o projeto de Lei 312/10, que consolidou o galimatias de leis em que tem se convertido a cidade, precisou de mais de 2 anos para ser analisado e votado pela Câmara de Vereadores e só se tratava de uma consolidação. Agora uma lei que muda e amplia radicalmente o uso e ocupação do solo de toda a cidade, incluindo as áreas rurais e as urbanas, pretende ser aprovado em menos 40 dias de analises superficiais e restritas.

É bom que haja um esforço de todos para aumentar o nível de transparência do processo, que se garanta de forma adequada a participação da sociedade e que se disponibilizem todas as informações, mapas detalhados e os seus anexos completos e referenciados, para que o debate possa ser realizado em termos de absoluta igualdade entre os urbanistas de formação, os de salão ou de gabinetes e os que terão as suas vidas e propriedades afetadas de forma definitiva por uma lei que até agora tem gerado mais duvidas que respostas.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

25 de janeiro de 2012

Gente estupida

video

Se pilotos experimentados com horas de treinamento e preparados para situações de combate podem cometer erros como o deste piloto que fez um looping muito abaixo do nivel adequado de segurança e com muita sorte só destruiu o helicóptero, imagine quanta coisa não esta nas mãos de gente sem conhecimento e que vivem fazendo as coisas na base da tentativa e do erro.

Para pensar acordado

"Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis." 


 Maquiavel

24 de janeiro de 2012

A Locomotiva da LOT


A LOCOMOTIVA DA LOT-LEI DE ORDENAMENTO TERRITORIAL

Está escrito no Jornal A NOTÍCIA, edição 24.01.2012, para quem quiser ler. Os corredores viários, inicialmente previstos na Nova Lei de Ordenamento Territorial- LOT, fruto da criatividade dos comissários do IPPUJ, sofreram acréscimo.

Nossos ilustres representantes estabeleceram outros eixos viários, contemplando bairros como Aventureiro, Vila Nova, Espinheiros, Boa Vista, São Marcos e Glória

Nunca antes na história de Joinville se viu um retrocesso de conformação de uso do solo urbano, como a Lei de Ordenamento Territorial em vias de aprovação.
 

O ímpeto dos trabalhos na Câmara de Vereadores e a velocidade em aprovar a Nova Lei de Ordenamento Territorial-LOT e respectivas emendas na sessão extraordinária no dia 31.01.2012, são absolutamente avassaladores.

Suas excelências estão trabalhando como uma locomotiva a todo vapor, apresentando emendas ao projeto de lei sem, no entanto, realizar audiências públicas, esquecendo-se da obrigação constitucional prevista no art. 182 da CFRB/1988, no Estatuto das Cidades-Lei Federal 10257-2001 e na Lei Complementar 261-2008, que devem explicações à sociedade, a participação cívica denominada de gestão democrática das cidades

Vamos traduzir: Você, morador numa raio de 100 metros do eixo viário, vai ter que conviver com instalação de indústrias “limpas” numa distância de 200 metros da sua casa e com a verticalização de condomínios, porque alguns edis se valem do discurso fácil, alegando que o modelo da LOT visa “aproximar as pessoas do trabalho”.

Perguntamos: Por acaso se tem notícia que alguma indústria de porte como a Whillpoor, a Fundição Tupy, Wetzel e Multibrás estão pensando em modificar suas respectivas sedes para se localizarem “ próximo aos seus colaboradores”? Olhem em volta de suas casas, nas suas ruas e nos seus Bairros. Imaginem indústrias, distribuidoras, transportadoras e por aí afora. Indústrias necessitam de logística, de sinergia e rapidez para transportar seus produtos e receber a matéria prima. Necessitam de espaço físico para crescimento, instalações adequadas e ergonométricas que atendam as exigências do Ministério do Trabalho e a Legislação Ambiental.

Opa, aí é que está a chave de toda a sabedoria: Se não der indústria, será ótimo para o setor imobiliário e para três ou quatro figurinhas carimbadas desta Cidade.

No Santo Antônio teremos 04 eixos viários, Prudente de Moraes, Dona Francisca, Almirante Jaceguai e Av.Santos Dumont. Vamos enumerar as Ruas que vão sofrer diretamente os impactos com estes eixos viários: Rua Guilherme Koch, Ricardo Landmann,Marcílio Dias, Vênus, Marte, Felix Eizelmann, Guia Lopes, General Polidoro, Catanduvas, Visconde de Mauá, Ernesto Ravache, Caixa da Agua, João Ravache, Carlos Eberhardt, Alexandere Humboldt, Carlos Willy Boehm, Rua Iguaçu, Fredeirico Eick, Professor Ludwig Freitag, Guilherme Lemke. Faltou alguma Rua ou alguém tem dúvida que vão fatiar o Santo Antônio?

Se você é morador destas ruas, restam duas opções: silenciar e aceitar a Nova Lei de Ordenamento Territorial- LOT como está e daqui a alguns anos, eventualmente, ter que vender seu imóvel para investidores, ou juntar-se a nós, para tentar aprofundar a discussão deste projeto mais alguns meses no parlamento municipal. Mas não se iludam, o Poder Executivo está, nos bastidores, colocando lenha nesta fornalha. Quer liquidar a fatura logo.

Até a comunidade do Bairro Atiradores que trabalhou um ano para obter uma emenda diminuindo a verticalização, de 08 para 04 andares, está usando um nariz vermelho. A emenda permitindo gabaritos de 08 andares está lá, contrariando a vontade popular, independente da realização de inúmeras audiências públicas ao longo de 2011.

Estamos em pleno ano eleitoral e vamos registrar cada voto no dia 31 de Janeiro e, quando ingressarmos na cabine eleitoral no segundo domingo de outubro, daremos o troco àqueles que votaram contra a Cidade de Joinville.Somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas pelo deixamos acontecer à nossa volta

Os críticos estão todos errados


O jornal A Noticia publica hoje na seção de cartas, o texto de Carlos Franco que com o titulo "Milagres" mostra que os críticos as criticas, podem não só não estar certos, como estar tremendamente errados. A pesar da insistência obsessiva em querer desqualificar, inclusive pessoalmente os que criticam, não há melhor solução que dados e provas. A carta cita dados do próprio Banco Central, que evidenciam que a divida interna e externa aumentaram e que as reservas internacionais baixaram.

Interresante a carta de Arnaldo César do Nascimento (23/1) contrapondo o artigo de Apolinário Ternes (8/1). No entanto, após pesquisa ao site do Banco Central – relatório à imprensa de 20/12/2011 – constatamos que nossas reservas internacionais são de US$ 352 bilhões em vez de US$ 400 bilhões; nossa dívida externa subiu de US$ 271 bilhões em fevereiro para US$ 301,5 bilhões em dezembro de 2011. A dívida interna subiu nos últimos oito anos de US$ 841 milhões para US$ 2,3 bilhões, resultado de um governo federal perdulário e deficitário. Portanto, ações concretas da presidente para a mudanca deste catastrófico quadro econômico por ela herdado ou uma intervenção do Criador seria bem-vinda às finanças do País.

Carlos Franco - Joinville

Falta menos de um ano


A cada dia fica mais fácil entender o sentimento que a sociedade joinvilense externa em conversas particulares, nas mesas de bar, em cartas a jornais, inclusive em comentários e posts nas redes sociais. E, cada vez mais, com menos inibição.

Quanto maiores as esperanças depositadas no mandatário, seja ele municipal, estadual ou nacional, maior o risco da frustração. Ao esperar demais, na maioria das vezes segue o desencanto. Não porque os eleitos façam pouco e sim porque esperamos demais. E por esperar demais entenda-se esperar que se cumpram as promessas feitas durante a campanha. Tendemos a acreditar que as ditas promesas são verdadeiras e que há vontade e capacidade real de cumpri-las.

As campanhas políticas contribuem para consolidar, ainda mais, esta imagem. As pesquisas buscam identificar quais são os sonhos, as esperanças e oferecem, de forma mais ou menos velada, a imagem de um candidato que, depois de eleito, atenderá os nossos desejos mais íntimos. Como resultado, não elegemos governantes, mas sim aspirantes a super-heróis ou candidatos a compor o nosso santoral.

Os marqueteiros políticos constróem a imagem dos candidatos como se fossem super-heróis, semideuses, seres míticos capazes de resolver todos os problemas reais ou imaginários de cidades como Joinville. Nem consideram estar oferecendo ao consumidor-eleitor uma fraude, alguém que não poderá atender as expectativas criadas e que o eleitor julgou reais. E não existe um Código de Defesa do Eleitor, que garanta a devolução ou a troca do produto defeituoso ou que não cumpra as especificações anunciadas.

Em outras palavras, quanto maior a esperança que colocamos em algo ou em alguém, maior será a nossa frustração, ao descobrirmos que era infundada, que não correspondia à realidade. O erro não está em ter esperança. O erro está em confundir o que desejamos e queremos com aquilo que é possível.

Seria inimaginável há poucos meses, mas a impressão que está se consolidando, neste momento, é de que Carlito Merss até não é um mau prefeito, que é uma pessoa bem intencionada tentando dar o melhor de si. A frustração reside em ter sido depositada nele e na atual administração uma esperança desproporcional à sua real capacidade de gestão e de execução.

Nada melhor que aprender como diferenciar o real do imaginário, o possível do impossível. Isto não garantirá a escolha de melhores prefeitos, mas evitará frustrações e desencantos. 

22 de janeiro de 2012

Gastos da Camara






O vereador Lauro Kalfels que não recebeu nenhuma diária e tampouco fez nenhuma viagem neste ano, alega que:  Só viajo se o curso é muito necessário. Mas a maioria do que é oferecido para nós é encheção de linguiça. Daí, prefiro não fazer.


A Câmara de Vereadores de Joinville gastou neste ano R$ 728.000 em diárias, passagens e cursos. Mesmo que o valor tenha se mantido muito próximo do gasto no ano passado, a afirmação do vereador Kalfels deve motivar a reflexão. Se como ele afirma a maioria do que é  oferecido aos vereadores é “Encheção de lingüiça” utilizando a expressão do próprio vereador, a lógica diz que mais de R$ 700.000 de encheção de linguiça é muita encheção ou muita linguiça.

Circula pela internet


A fábula do álcool

Era uma vez um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana-de-açúcar. Seu presidente falou ao mundo todo sobre a "sua" conquista e foi muito aplaudido por todos.

Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos.

Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.

A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo.

O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado. Ao mesmo tempo adotaram uma política de comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio.

Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.

Primeiro começou com o álcool, já importou mais de 400 milhões de litros, e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobrás Biocombustíveis.

Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação. Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.

Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionado à gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno.

Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.

A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras compraram no último ano várias grandes usinas produtoras de álcool e já são donas de 25% do setor.

A verdade é que hoje este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto de inferior qualidade e seu povo aceita (calado) pagar por estes produtos um dos mais altos preços do mundo.

Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.

21 de janeiro de 2012

Aprendendo com os outros








Proposta vencedora no concurso publico para o Museu da Imagem e do Som (MIS) Rio de Janeiro





Aprender exige uma boa dose de humildade. Exige também reconhecer que não sabemos. Que outros sabem mais que nós. Não conseguimos aprender aquilo que achamos que já sabemos.Viajar nos oferece uma oportunidade adicional de aprender. Muitas vezes nos lugares e momentos em que menos esperamos surge uma oportunidade para aprender e para repensar como fazemos as coisas.

A Bolívia, pequeno país vizinho do Brasil, não pareceria a primeira opção para aprender como fazer melhor as coisas.
Em principio o nosso é um pais mais desenvolvido, avançado e moderno. Porem a Bolívia é uma caixinha de surpresas, tem uma legislação que obriga que todo projeto de arquitetura de obras públicas ou que sejam custeadas com recursos públicos tenham que ser objeto de um concurso publico para a elaboração do projeto de arquitetura. Uma forma de democratizar o acesso dos profissionais as oportunidades de trabalho e promover idéias e alternativas mais criativas. O bom deste modelo boliviano é que as obras públicas são o resultado de uma seleção entre mais de uma alternativa e há uma participação mais efetiva da sociedade no processo de escolha, é uma forma eficiente de democratizar a cidade e o espaço publico. Liberando-a a cidade da unicidade de pensamento e da ditadura de idéias, que é a pratica dominante nestes lados.

No Brasil, não há uma legislação que obrigue os administradores públicos a realizar concursos públicos para elaborar projetos de arquitetura e é uma pena, porque o concurso permite que possam surgir idéias e propostas melhores que as que em geral surgem das burocratizadas pranchetas oficiais.

O aeroporto Santos Dumont, o Museu da Imagem e do Som, O projeto da Beira Mar de Fortaleza ou a revitalização da rua 15 de Novembro em Blumenau, são exemplos do resultado de um concurso publico, não parecem ter sido soluções ruins.
Em Joinville por exemplo, a sede da ACIJ foi resultado de um concurso que recebeu 16 propostas, todas de bom nível.

Caso esta pratica fosse implantada aqui, entre outras vantagens, permitiria que os técnicos do IPPUJ pudessem concentrar toda a sua capacidade criativa em elaborar propostas para resolver os problemas mais urgentes que a cidade tem e que não são poucos. 

Alem que poderia ter produzido propostas mais interessantes e criativas para o obras publicas como o Centreventos, o Expocentro Edmundo Doubrawa, a Arena Joinville, os próprios parques do Fonplata ou a Megacentro Wittich Freitag, por citar alguns casos recentes da nossa realidade local. Imaginemos que a Ponte do Charlot, fosse a opção ganhadora de um premio, poderia ter um custo menor, escolhido soluções mais criativas e tecnicamente melhores e tivesse podido ser concluída no prazo previsto.

Para pensar acordado


20 de janeiro de 2012

Prédio de 12 andares?


12 andares?
O jornalista Jefferson Saavedra no Portal do jornal A Noticia informa que a Prefeitura Municipal tem o plano de entregar o imóvel do antigo Fórum a uma construtora que fará um prédio de 12 andares e cederá alguns andares ao município.

PRÉDIO DE 12 ANDARES NO ANTIGO FÓRUM
A Prefeitura de Joinville não pretende reformar o prédio do antigo Fórum, no Centro, recebido do Judiciário. O plano é entregar ao imóvel à construtora que fará prédio de 12 pavimentos e, em troca, cederá alguns andares ao município. A atual estrutura, é claro, seria demolida. A empresa seria escolhida por meio de licitação. “É uma das áreas mais valorizadas da cidade, por isso nos interessamos pela permuta”, diz o chefe de gabinete da Prefeitura, Eduardo Dalbosco. Outra possibilidade seria a venda da área. O prédio foi repassado ontem pelo Judiciário. Em troca, o município cedeu o imóvel vizinho ao atual Fórum e ocupado pela Justiça Federal. Quando a Justiça Federal construir sua sede própria (não data definida ainda, mas será até 2015), o prédio será ocupado pelo Justiça comum.

A informação é estranha, primeiro porque o projeto de lei elaborado pelo executivo para o novo ordenamento territorial de Joinville não prevê mais de 10 andares na região central, entre outros motivos pela falta de infraestrutura viária para absorver um adensamento e uma verticalização ainda maior. Segundo porque para que a proposta tenha consistência e possa ser avaliada corretamente implicaria no encaminhamento a Câmara de Vereadores um projeto de lei especifico para possibilitar a dita permuta. É importante diferenciar claramente as idéias, os sonhos e as fantasias das propostas concretas. Não seria um bom exemplo que a própria prefeitura estimulasse a construção de mais pavimentos que os que a própria legislação prevê.

Este tipo de propostas precisam ser melhor analisadas antes de ser divulgadas, a impressão é que se trata mais de uma cortina de fumaça ou de pirotécnica, para responder a falta de uma proposta concreta para o imóvel, que de uma alternativa real e viável.

19 de janeiro de 2012

17 de janeiro de 2012

Índice de Democratização da Cidade*


Índice de Democratização da Cidade*

A democratização da cidade não é discurso acadêmico, de ideário politico exclusivo ou forma de julgo preconceituoso de minorias. Democratizar é verbo, e como todos os verbos afirmam existência de ação. Democratizar significa tornar algo acessível a todas as classes.

É também prática de boas políticas urbanas em suprir escassez de serviços públicos em áreas carentes, como saneamento ou abastecimento de água, no custo e qualidade do transporte publico e mobilidade, na ausente segurança publica, na educação e saúde qualificada, no controle e diminuição de resíduos poluidores, na promoção cultural, na conservação de espaços e edifícios públicos, em eliminar áreas de risco, na garantia e preservação de áreas de recursos hídricos e naturais e mais muitos requisitos.

A cidade justa, acessível e democrática se obriga no equilíbrio das diferenças sociais, econômicas e ambientais de todo território e passam pela pontual inacessibilidade dos passeios, perdas temporais no trânsito, vazamentos ou ligações clandestinas nas redes de infraestrutura, buracos sistêmicos nas ruas ou manutenção precária dos espaços, ditas como deseconomias urbanas e se aprofundam nas garantias e distribuição para todos da cidade da qualidade de vida sustentável.

As avaliações quantitativas do PIB (Produto Interno Bruto) são meramente econômicas, e poderiam ser implementadas pelo Índice de Democratização da Cidade (IDC proposta por Sérgio Magalhães), para quem sabe monitorar ente outras a redução das assimetrias na prestação dos serviços e recursos à sociedade e no que isso possa representar em termos de oportunidades atuais e futuras. Democratizar a cidade é torná-la menos desigual e representa trabalhar em toda área de sua influência para que seja suprida em suas necessidades de ambiência, independente de identidades ou interesses.

Não faltam siglas, a teoria do Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (DLIS) propõe ações desenvolvidas em comunidade que possam operar impacto considerável na mudança da vida das pessoas na cidade, mesmo que seja realizada por uma pequena parcela de pessoas. Falta sim exercer ou praticar ações propostas pelos verbos colocados nos discursos.

Arno Kumlehn
Arquiteto e Urbanista

O caminho das águas


Ao lermos hoje a coluna do articulista Jefferson Saavedra[1], chamou a atenção a divulgação de uma brilhante ação institucional do Poder Executivo contra os alagamentos, a chamada “rota de fugas das águas”.
A idéia cintilante dos Comissários é divulgar aos motoristas,  pedestres e moradores, roteiros para escapar dos alagamentos, a chamada “via alternativa para fugir de regiões alagadiças”.
É uma espécie de manual dizendo:morador da Rua W, região de alagamentos no Bairro Santo Antônio, pegue a Rua X e o entroncamento da Rua Y para chegar em casa, comprar pão, ir ao Supermercado....
Qual é a utilidade disto? Será que os comissários não imaginam a existência de locais- que historicamente sofrem com inundações- nos quais o deslocamento só pode ser feito através de barcos ou veículos de porte, como caminhões e ônibus, em períodos de chuvas fortes?
Estamos falando de ruas onde pessoas ficam ilhadas temporariamente. Ninguém entra e ninguém sai, como se observa na foto abaixo obtida em dezembro de 2011, na Rua Guia Lopes.





E o que dizer das regiões em que o índice de permeabilidade é quase zero-trocando em miúdos- levam 3h, 6h , ás vezes 12h para a água baixar.
Se o Poder Público sabe exatamente, a nominata de ruas e regiões alagadiças de Joinville, porque insiste em autorizar a construção nestas áreas, gerando adensamento e impermeabilização do solo?
Qual o propósito de divulgar rotas alternativas em regiões de alagamentos nos Bairros, se os próprios moradores sabem perfeitamente o itinerário nestes momentos difíceis.
Não seria mais razoável fazer uma campanha, esclarecendo a população acerca da importância de evitar o contato humano com águas pluviais, diante do fantasma da leptospirose?
Não basta por si só o documento oficial denominado de Mancha de Inundação do IPUUJ, divulgado em abril de 2010?.
Recusamo-nos a acreditar que a divulgação deste roteiro venha substituir o enfrentamento do grave problema de alagamentos nos Bairros de Joinville, que demandam a realização de obras de infra-estrutura, limpeza preventiva das bocas de lobo, desassoreamento do Rio Cachoeira e seus tributários.
Mas, quando ocorrer a divulgação da “rota de fuga de águas” teremos uma única certeza : o deboche institucionalizado chegou para ficar.
É o fim...
Texto da Associação de Moradores do Bairro Santo Antonio 

[1]FUGA DAS ÁGUAS Estão sendo montados pela Prefeitura de Joinville roteiros para tentar escapar dos alagamentos. São rotas alternativas a serem sugeridas para os motoristas usarem quando determinadas ruas alagarem – geralmente são as mesmas. Campanhas vão mostrar por onde dá para escapar da água  Jornal A Noticia, edição 1373, acesso em 17.01.2012,no endereço http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3633766.xml&template=4191.dwt&edition=18798&section=941
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