Mostrando postagens com marcador KGB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador KGB. Mostrar todas as postagens

3 de junho de 2012

Suficiência ou eficiência?


Na coluna do jornalista Claudio Loetz, no jornal A Noticia de hoje o Eng. Mario Aguiar, presidente eleito da ACIJ declara que:

  “Joinville precisa ter planejamento mais estruturado. O Ippuj não tem equipe suficiente para dar conta das demandas, que crescem muito. Há demandas por melhor mobilidade, por mais conforto, com parques, por exemplo.”

Se a mesma frase tivesse sido pronunciada, como já o foi em varias ocasiões por algum membro da KGB, (grupo de arquitetos e urbanistas que tem se posicionado contrario a mediocridade do planejamento urbano oficial e tem defendido e proposto outras soluções as apresentadas) produziria uma saraivada de queixas, lamentos e declarações insufladas das autoridades responsáveis pelo planejamento urbano oficial e deixaria muita gente ofendida nos corredores do IPPUJ.

O único reparo a frase de Mario Aguiar é que o foco do planejamento urbano de Joinville deve ser a eficiência das propostas e das soluções e não na suficiência.
Dos resultados insuficientes, já estamos suficientemente cansados.

27 de janeiro de 2010

Ponto e Contraponto (2)


Pelo nível do "debate" os textos estão começando a subir de tom. O que prova que as criticas constantes ao modelo de gestão que o IPPUJ tem praticado na ultima década, desperta opiniões a favor e contra.O nível de virulência dos textos, mostra que os golpes estão sendo encaixados e que o fígado esta começando a doer.

O texto do Arqt. Marcel Virmond Vieira no jornal A Noticia "Gestores" reconhece que:

"Na prática da gestão urbana, somos diariamente confrontados com difíceis escolhas. Na impossibilidade de transformar radicalmente a paisagem da cidade naquela que acreditamos ser a ideal, diante da assincronia entre a dinâmica urbana e o tempo de construção dos cenários vislumbrados, diante também das limitações técnicas e econômicas, somos levados a optar entre o bom e o razoável, entre realizar o imperfeito ou permanecer no sonho. Enquanto isso, a cidade real prossegue em seu movimento desconexo."

O Arqt. Sérgio Guilherme Gollnick, no seu blog Viver Urbanamente, escreve o texto "O Malabarista":

"Algumas atitudes se mostram patéticas, as de enjeitar responsabilidades sobre a gestão urbana, que nos últimos nove anos estiveram sob a responsabilidade cabal de um mesmo grupo, mesmo com a mudança de matiz partidária da gestão municipal. É patético, senão trágico, ver responsáveis políticos, sejam eles gestores eleitos ou àqueles indicados por alguém, que gravitam no centro do poder, a descartarem-se das suas responsabilidades,
"

Novos textos e opiniões devem aumentar o debate, o que surpreende porem é a dificuldade dos gestores públicos para "escutar" a sociedade. A soberba não é uma boa conselheira, quem é detentor de um cargo publico e por tanto servidor publico, perde a noção da realidade ao ponto de ter já todas as respostas, sem precisar escutar nem as perguntas e nem ouvir ou considerar novas alternativas. quando já se tem todas as respostas pode ser o momento certo para mudar as perguntas.

Tambem neste blog veiculamos o texto do Arqt. Arno Kumlehn, A Dialetica Espaço Temporal, e destacamos os paragrafos:

" Alguns dos resultados práticos da gestão urbana de difíceis escolhas diárias esta em parte diretamente vinculado ao tempo gasto com planejamento urbano, é realmente difícil pensar Joinville apenas em meio expediente somado aos afazeres burocráticos. Resultado pratico ou concreto deste procedimento é os camaristas fazerem planejamento urbano apenas com leis."

"“Optar entre bom ou razoável, entre realizar o imperfeito ou permanecer no sonho” no meu entendimento não são palavras apropriadas aos gestores públicos, portanto vou continuar sonhando ouvir destes que optamos (democrática e participativamente) pelo melhor para a cidade e que faremos obrigatoriamente uma gestão competente dos recursos. "

É recomendavel a leitura atenta de cada um dos textos, que estimulam um debate inexistente numa cidade, em que o dialogo se impõe pela "força da lei"
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...