11 de fevereiro de 2017

Honestidade?

Em tempos em que a honestidade parece um diferencial no cenario politico o jornal A Notícia publicou este texto, que compartilho aqui no blog.




Honestidade?

Vivemos uma crise de valores e sofremos a perda de referencias. Provavelmente a honestidade é o valore mais em questão neste momento no país. Na recente campanha eleitoral não houve candidato que não se apresentasse como paladino da honestidade. No momento em que a percepção é que estamos sendo arrastrados por um tsunami de desonestidade é normal que o que deveria ser um pré-requisito passe a ser um atributo diferencial. Assim no meio de uma sociedade órfã de referencias chegamos ao extremo de considerar a qualquer um que não tenha sido pego em flagrante, julgado e condenado como sendo alguém honesto. Sem entender que a honestidade tem princípios e bases muito mais firmes que a do julgamento e a posterior condenação. Especialmente os homens públicos não só devem ser honestos, devem também parecer honestos. Transpirar honestidade. Ser referentes de comportamento e modelos de virtude. Utópico? Provavelmente no Brasil atual seja.

Nem faz tanto tempo assim que na televisão estávamos sendo diuturnamente bombardeados por coreografias e jingles propalando a honestidade de candidatos a todo tipo de cargos. O tempo esta nós permitindo descobrir que a maioria deles nem são tão honestos assim ou que é preciso muito mais que bater no peito autoproclamando-se honesto para poder ser considerado realmente honesto. Numa sociedade que tem critérios tão elásticos de avaliação nos deparamos com governantes aclamados como honestos, mas porque não realizaram nenhuma obra importante e assim não puderam fazer as falcatruas que lhes teriam permitido receber propinas. Porque são justamente as grandes obras que alimentam as grandes propinas e os maiores corruptos.

Como não é possível pegar dinheiro diretamente do cofre, porque há um maior controle da sociedade e a vigilancia dificulta muito que isso aconteça. Hoje podemos considerar que somos governados por três tipos de políticos, os corruptos profissionais que eventualmente podem ser descobertos, julgados e condenados, os ineptos considerados honestos pela sua baixa efetividade e finalmente pelos honestos que mesmo sendo cada vez menos insistem em se candidatar mesmo com minimas possibilidades de serem eleitos. Este é o dilema da nossa sociedade espremida entre corruptos competentes e incompetentes honestos, sem que tenham oportunidade os honestos competentes.

Na Vila muda tudo, para que tudo continue como antes

A propalada reforma administrativa acabou não mudando nada. Muita pirotecnia, muita pressa e pouca economia.


O estilo do gestor municipal é e sempre foi o mesmo o de fazer de conta. É oportuna e precisa a analise do jornalista Jefferson Saavedra no jornal A Notícia, ele disecciona o impacto da nova fase da reforma administrativa e mostra que o resultado em termos de redução de cargos é inexpressivo ou nulo. Surpresa? Só para quem não conhecesse a forma de administrar do prefeito. 



5 de fevereiro de 2017

Planejamento e gestão...

                   
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Se alguma coisa esta faltando em Joinville é planejamento e gestão. Os que acham que ainda sobrevive algo disso, reconhecem que o planejamento é de quinta categoria e a gestão esta mais proxima do gesticular que do gestionar. O mais curioso é que a Prefeitura insista em que tudo esta impecável, que não há do que se queixar.



Quer um bom exemplo de como a Companhia Águas de Joinvile (CAJ), a Prefeitura Municipal de Joinville, a Celesc, a empreiteira contratada e a fiscalização estão em perfeita sintonia e tudo flui na maior harmonia? Olhe as imagens da Rua Otto Bohem. E ainda tem quem não entenda porque os empresarios e os moradores daquela rua estão tão descontentes com a gestão municipal. Pior ainda é que os pagadores de impostos estejam cada dia mais explorados. Quem vai pagar o prejuizo destas empresas? Ainda tem a cara de pau de dizer que tudo isso é para melhorar a cidade. Primeiro pioram tudo o que podem. Depois fazem estas porcarias e as obras se alastram por meses e anos a fio sem previsão de conclusão.

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Do lado publico só silencio ou respostas desencontradas o contribuinte que se exploda. 
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