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16 de outubro de 2013

Acorrentar-se é a solução

Acorrentar-se é a solução

Demorou mas o problema da saúde em Joinville esta em vias de solução. A Secretaria de Saúde esta abrindo licitação em caráter emergencial de correntes e cadeados para que os pacientes com casos mais graves possam se acorrentar as grades dos edifícios públicos e com isso receber a atenção da imprensa, assim a possibilidade de ser atendidos de forma prioritária passa a ser uma realidade.

Especialistas recomendam a quem for se acorrentar que escolha muito bem o local, acorrentar-se na porta de um PA num bairro longínquo da periferia tem poucas chances de êxito. Mas fazê-lo na grade do Hospital Municipal São José é mais recomendado, casos mais graves devem se dirigir diretamente a sede central da Prefeitura Municipal, lá o atendimento prioritário esta garantido.


O protocolo de Manchester ganha em Joinville, graças a criatividade sambaquiana um novo componente, a corrente. Assim as pulseiras coloridas que parecem alegres adereços de festa ou de balada, ganham uma versão mais metaleira e pesada a corrente de aço dos desesperados que cansados do discurso enfadonho optam por medidas mais radicais.

28 de fevereiro de 2013

O dinheiro vai para a saúde

Quando escuto politico dizer que o dinheiro que iria para isso ou para aquilo será destinado a saúde, me vem a mente esta charge e fico com a sensação que estou sendo engabelado.


28 de fevereiro de 2012

Um pouco de sujeira faz bem (*)





Um pouco de sujeira é bom

Não estou me referindo a toda esta sujeira política, que ocupa o nosso quotidiano, deste tipo de sujeira nenhuma quantidade é aceitável. 

Médicos e cientistas europeus descobriram o que o bom senso já preconizava, que o excesso de higiene esta nos matando.
Ótima noticia para uma cidade que tem um tratamento de esgoto comparável ao do Timboktou? Nada disso. A mesma higiene que tem reduzido as doenças infecciosas, tem feito aumentar as do sistema imunológico, a ausência de algumas bactérias influi no aumento da diabetes, a obesidade ou as alergias.

A cultura que tem se estabelecido de proteger as crianças numa redoma de vidro, esta produzindo uma nova geração mais vulnerável a novas doenças, claro que a higiene é boa e devemos ser limpos e lavar as mãos com freqüência. Só que junto com as bactérias nocivas convivem bactérias benéficas que com o excesso de higiene e limpeza acabam sendo eliminadas e perdemos a proteção que elas nos propiciam. 

Frente a esta febre pela assepsia, os médicos recomendam o bom e velho bom senso, quando uma criança leva um objeto a boca, esta desenvolvendo também os anti-corpos que o protegerão no futuro. As dermatites tem duplicado nos últimos 10 anos. Os remédios, a alimentação e o contato com a natureza influem para desenvolver maior ou menor resistência. As crianças que convivem com animais tem menos alergias. E para concluir em época de diversidade, os estudos descobrem que aflora intestinal é o ecossistema mais populoso da terra.

Pode ser por isto que depois da queda do muro de Berlim, foi possível comprovar que a incidência de alergias, asma e outras patologias era menor entre os habitantes da Berlim oriental e maior entre os habitantes da rica, limpa Berlin ocidental, com maior acesso também a antibióticos a vacinas.

Não podemos imaginar que a luz destas informações Joinville deixe de dar prioridade a implantação do saneamento básico. Reduzir as doenças originadas pela falta de higiene, pelas valas a céu aberto e pelo abandono,deve ser uma obsessão de todo administrador publico. O problema do excesso de higiene esta longe da maioria dos nossos bairros. Se por um lado não corremos o risco de contrair as doenças ligadas ao excesso de higiene, pelo outro estamos sujeitos a contrair outras que deveriam ter sido erradicadas faz anos.

3 de novembro de 2011

Oportunista




Se houvesse um premio para oportunistas, ninguém ganhava dele. Dizer que gostaria de ficar doente para poder ser atendido no UPA em Pernambuco foi infeliz, demagógico e populista.

Claro que os defensores do populismo selvagem, alegarão que neste momento dificil que o ex-presidente vive é inoportuno trazer este tema a publico.

Com a colaboração de @fakecarlito

31 de março de 2011

Perguntas que ficam

Depois de tomar conhecimento da grave situação econômica que enfrenta a Prefeitura de Joinville, tem gente querendo saber porque não se reduziu o numero de comissionados? Ou porque não foram extintas as secretarias regionais? Ou porque simplesmente não se cortaram as secretarias desnecessárias e se reduzem cargos?

É evidente que o PT optou por manter os cargos para poder atender as demandas dos partidos aliados e com isto aumentar o custo fixo da maquina. Por outro lado como o prefeito focou todos os esforços em resolver o problema da saúde. Joinville hoje apresenta nesta area uma situação inegavelmente melhor que a que tinha dois anos atras. Hoje filas, demoras no atendimento e pacientes sendo atendidos em macas nos corredores são imagens do passado. O joinvillense agradece o esforço e reconhece que agora as coisas neste campo estão muito melhores.

15 de agosto de 2010

Criatividade é bom

Uma iniciativa inteligente para que as pessoas deixem de usar a escada rolante e utilizem as escadas. Fazer exercício pode ser também resultado de propostas inteligentes.

Aceite o desafio !!!

25 de maio de 2010

Protocolo de Manchester (*)


Protocolo de Manchester

Anos atrás Joinville recebeu a denominação de Manchester Catarinense, em homenagem a sua pujança, pode ser que hoje o nome tenha perdido um pouco o sentido de prospero desenvolvimento industrial que já teve naquela época. A implantação por parte da Secretaria Municipal de Saúde do chamado Protocolo de Manchester, traz a tona o nome da cidade inglesa de novo.

A idéia de melhorar a eficiência da saúde, com a implantação de procedimentos que estabelecem critérios de atendimento pela gravidade e não pela ordem de chegada, é tão obvio e lógico, que quaisquer um se surpreende ao saber que não era utilizado antes. Precisou ser desenvolvido um protocolo, para que algo tão simples comece a ser implantado, para melhorar o atendimento aos joinvilenses. Parabéns pela iniciativa.

Agora o importante é que o Protocolo de Manchester, possa ser incorporado quanto antes em todos os níveis e âmbitos da administração publica, o principio de que as coisas graves e urgentes devem ser tratadas com prioridade absoluta e que os temas menos importantes e secundários podem e devem esperar, não por obvia parece fácil de ser compreendida. Se na saúde, demorou anos em ser implantado, imaginemos quantos lustros levará para chegar aos demais setores da prefeitura municipal. Quanta dificuldade não enfrentará o administrador que assuma uma empreitada deste quilate.

Para aplicar os princípios do protocolo de Manchester, precisaremos poder contar com uma equipe, que analise, planeje e execute cada uma das atividades que conformam o tecido e a estrutura da cidade, a partir de critérios de eficiência e eficácia claros e objetivos. Esquecendo os critérios exclusivamente políticos, de compadrio ou de pirotecnia.

Vamos enfeitar Joinville, com milhares de fitas coloridas, que estabeleçam os princípios e as prioridades que devem ser abordadas em primeiro lugar. Saúde, vermelho, Duplicação da Dona Francisca, vermelho, Parques e praças, laranja, Novo Teatro, azul. Os temas mais graves e mais urgentes primeiro, os menos depois.

8 de março de 2010

A cidade que queremos


O jornal A Noticia publica o texto de Valmor Bueno da Luz, com o título a Cidade que Queremos
o texto alerta sobre a importância de uma cidade saudável, construída com a participação de todos

"Esta cidade é fruto da participação popular. Apesar de muitos dos problemas das cidades terem origem nas políticas estaduais e federais, as experiências vitoriosas das administrações populares indicam um caminho a seguir. E quem anuncia este caminho é a vontade popular, que se impõe na construção de seu próprio futuro."

7 de janeiro de 2010

Cobras e Lagartos




Que o maior hospital de Joinville consiga ficar sem nenhum dos seus seis aparelhos de raio-x funcionando é de deixar a quaisquer um falando cobras e lagartos da administração municipal.

6 de janeiro de 2010

Saúde Doente


Saúde Doente


A noticia que o ultimo dos seis aparelhos de raios-X do hospital São José quebrou e que o hospital não pode oferecer mais o serviço de raios-X, um dos atendimentos mais básicos e solicitados pela população, deve nos escandalizar. A mesma noticia, nos permite saber também, que os seis aparelhos do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt estão operacionais e funcionando. Em termos futebolísticos uma goleada de 6 a 0.


O prefeito Carlito Merss, reconhece que o problema da saúde em Joinville, não é um problema de recursos e sim de gestão, o que, se não serve para aliviar as filas, deve servir para tranqüilizar aos milhares de pacientes que a cada dia procuram os serviços de saúde no município.


Numa cidade com 500.000 habitantes, dos quais mais de 180.000 são segurados do sistema de saúde complementar, é claro que não poderia faltar dinheiro. Uma parcela significativa da população, a traves do seu esforço e principalmente dos seus recursos, faz uma dupla contribuição, a obrigatória e a voluntária. Numa conta singela 500.000 pagam para poder atender a 320.000, não devem por tanto faltar recursos.


Se o problema é claramente de gestão, como o prefeito declara, a solução parece bem mais fácil, porque no caso de Joinville, o município desde faz anos tem a gestão plena do sistema. Não cabe por tanto procurar outros responsáveis que os que administram a nossa saúde e a nossa cidade. Ou será que o problema não é só de gestão?

18 de fevereiro de 2009

Saude em coma

A caótica situação que vive a saúde em Joinville, ganha mais um degrau na sua crise particular.
Depois da noticia da falta de medicamentos de uso continuado nos PAs 24 horas. O que deixa a população que precisa de tratamento contra doenças como hipertensão, diabetes e outras completamente desassistida.

A pertinente falta de médicos, nem só de especialistas e sim de médicos em geral, é tão corriqueira que já deixou de ser noticia.

Veio a informação que o Hospital São José tinha perdido o alvará sanitário e que além de não poder receber recursos do SUS, não poderia realizar determinados procedimentos médicos e cirúrgicos.

A perda do alvará sanitário é muito grave, porque se acontecesse num consultório medico, seria imediatamente fechado, no caso das escolas municipais e estaduais a sua falta tem levado a interdição de varias delas. A situação do hospital São José não é mais precária, porque parece que as autoridades sanitárias, para evitar o caos total, insistem em fechar um olho, ante tantas e tão graves irregularidades. O que alias não ajuda a população que deixa de ser atendida pelos padrões médicos necessários de sanidade, higiene, limpeza e segurança.

Estoura agora e chega finalmente a população a informação, que já vinha se arrastando desde faz ANOS, não meses, ANOS, que Joinville, não instalará no prazo previsto, o novo acelerador linear, que foi comprado pelo estado de Santa Catarina faz mais de um ano, porque não construiu a imprescindível casamata de concreto, que deve servir para evitar a radiação. O mais grave é que de acordo com os dados divulgados a parcela da contrapartida do governo municipal seria de reles R$ 80.000.

Faltou dinheiro? Parece que não. o Estado de Santa Catarina já conta com 7 aceleradores lineares. Joinville que tanto se orgulha do pomposo título da maior cidade do estado, pena pela incompetência que não conseguiu em mais de um ano viabilizar a necessária casamata. Tal vez a maior prova que os problemas da saúde, não sejam só de recursos e sim também de capacidade. Neste caso são sempre mais difíceis de resolver.

14 de fevereiro de 2009

A outra Joinville


Me sinto como se tivesse acabado de acordar de um sonho e estou vivendo um pesadelo. Em pouco mais de 30 dias a Joinville maravilhosa, mais, super, melhor cantada em verso e prosa, como a melhor cidade do mundo, embalada por uma campanha publicitária que agora se mostra vazia e mentirosa, acabou. Não quedou rastro.


As Secretarias Regionais estão sucatadas, não é possível imaginar que isto tenha acontecido em 30 dias, à impressão que fica e que já estavam assim faz muito tempo e que esta informação era ocultada do joinvilense. Sem maquinas, sem peças de reposição, sem estrutura operacional adequada, fora das dúzias de cargos comissionados, as secretarias não conseguem atender as demandas mais preementes da população.


O turno intermediário continuará a pesar das promessas feitas durante a campanha eleitoral, por um e outro candidato. As afirmações do prefeito que saiu, se mostram hoje vazias e fantasiosas, as escolas continuam fechadas, as obras inacabadas e as chuvas, não podem ser utilizadas como escusa para os atrasos, que deixam novamente sem o direito a educação de qualidade.


Além da falta de remédio de uso continuado nos postos de saúde e nos PAs 24 horas, agora tambem os Joinvilenses que sofrem de câncer continuam sendo tratados com uma tecnologia antiquada e mais traumática, como a bomba de cobalto, construída na gestão Freitag, na primeira, se não me falha a memória. E uma nova casamata não foi construída, por descaso e sem-vergonhice, porque não se me ocorrem outras palavras para descrever a criminosa omissão, que condena aos pacientes, que dependem da saúde publica a recorrer a alternativas piores e menos eficazes que as disponiveis.


Não tem faltado recursos para a Arena, nem para o Bulevar, nem para a reforma das praças, todas feitas com recursos próprios do município, fora outras despesas e obras de duvidosa importância e necessidade. Como não tem faltado recursos para carros, celulares e assessores parlamentares na Câmara de Vereadores.


Porque só agora a imprensa noticia fatos que não são novos? Que mudou? Será que esta instaurada uma campanha de denuncismo? Com certeza que não pode ser acusado de denuncista quem mostra a verdade que estava oculta, que ficou mascarada por uma imprensa que parece ter estado comprometida com o poder, seja ele qual for. Quem informa tem a obrigação de fazê-lo com isenção, por dura que seja a verdade. Joinville tem o direito de saber e a imprensa, inclusive este jornal tem a obrigação com os seus leitores de informar, sem ocultar nada por grave que seja.


A imagem deste post esta disponível no site do jornal A Noticia


Publicado no Jornal A Noticia


Carta publicada no Jornal A noticia no dia 20 de Fevereiro

A outra Joinville

Quero parabenizar Jordi Castan pelo artigo “A outra Joinville” (17/2, página 10). Ele conseguiu repassar o sentimento de moradores dos diversos municípios de Santa Catarina onde houve mudança no poder.

Minha opinião é de que, na transição, contrate-se uma auditoria externa, para o fechamento das contas, sem ficar esse empurra-empurra de querer descobrir quem fala a verdade, se a atual administração ou a anterior. Outro fato é a preocupação se conta com a maioria ou não na Câmara de Vereadores.

Ora, vereador está lá para legislar e aprovar projetos que sejam bons para o município. Se cumprissem o papel para o qual foram eleitos, não precisava prefeito nenhum ficar preocupado se tem minoria ou maioria.

Claudio S. Sousa

São Francisco do Sul

4 de setembro de 2008

Saude e campanha eleitoral


Se a saúde esta tão bem, como os candidatos alinhados com a continuidade querem mostrar, porque são necessários tantos novos investimentos, se fala em 400 novos leitos, tantas melhorias e contratações?
Se estivesse bem, com certeza que não seria preciso martelar tanto na campanha, alias pode se entender no caso dos candidatos de oposição, mas o candidato da situação, deveria se mostrar satisfeito com o quadro atual, que alguns dentro da prefeitura consideram de bom a excelente. Eu que devo estar confundido. Tem tanta promessa na campanha que é fácil ficar confundido, já estou misturando o real com o imaginário, como alguns candidatos, que acreditam no que falam e ainda querem nos convencer.

9 de julho de 2008

A Saúde em boas mãos


Todos devem olhar com bons olhos a decisão do prefeito Marco Tebaldi de chamar para sim a gestão da secretaria da saúde, o seu perfil como administrador publica, pode ajudar a que a Saúde deixe de ser a maior preocupação dos joinvilenses.
Desejamos todos, que do mesmo modo, que a sua passagem pelo JEC deixou marcas, também ao assumir a secretaria de Saúde, deixe marcas indeléveis.
Quem sabe não precisaremos ter mais uma reinauguração do Complexo Ulysses Guimarães. A casamata que permitira a retomada do tratamento radiológico adequado será construída. No Hospital São José, em poucos dias. O Hospital Infantil passara a ser ocupado e utilizado na sua total capacidade. Aparecerão, como por arte de mágica os médicos especialistas de que a população tanto carece.
Tenho a firme convicção que só a presença do prefeito municipal, criara de uma hora para outra a mudança de atitude que a saúde em Joinville tanto esta precisando.
Estes pouco mais de 5 meses, que faltam para concluir o seu mandato, tem se convertido num momento de euforia, de gloria, da realização de tudo o que não foi conseguido, nos outros mais de 5 anos do seu governo. O prefeito esta empenhado em deixar nos joinvilenses uma boa lembrança da sua passagem pela administração da maior cidade do estado.
Se o prefeito dedica o mesmo esforço e a mesma fúria que tem dedicado nos últimos dias a resolver o problema do transito, tentando fazer em 15 dias, o que não fez em mais de 2000 dias que já transcorreram do seu mandato. Podemos ter a segurança que a Saúde em Joinville vai mudar.
Só o prefeito Tebaldi, com o seu conhecimento do setor, tem condições, como Hércules fez com os estábulos de Augias, de resolver num átimo, todos os problemas que a saúde de Joinville tem enfrentado e mostrar que ele é a pessoa certa para enfrentar o desafio

18 de junho de 2008

A saude....numero um em preocupação do Joinvilense

A SAÚDE NO BRASIL É ASSIM....
NUM HOSPITAL PÚBLICO QULQUER....
...você sabe do Celso ?...
- Bom dia, é da recepção?
- Sim, no que posso ajudar?
- Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre um paciente. Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou...
- Qual e o nome do paciente?
- Chama-se Celso e está no quarto 302.
- Um momentinho, vou transferir a ligação para o setor de enfermagem...
- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja?
- Gostaria de saber as condições clínicas do paciente Celso do quarto 302, por favor!
- Um minuto, vou localizar o médico de plantão.
- Aqui é o Dr. Carlos plantonista. Em que posso ajudar?
- Olá, doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.
- Ok, meu senhor, vou consultar o prontuário do paciente... Um instante só! Hummm! Aqui está: ele se alimentou bem hoje, a pressão arterial e pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta em três dias.
- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!
- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?
- Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302!
É que todo mundo entra e sai desta merda deste quarto e ninguém me diz porra nenhuma. Eu só queria saber como estou.....

6 de janeiro de 2008

A desambição e o desenvolvimento



O desenvolvimento de Joinville foi impulsionado, desde as suas origens, pela ambição dos seus líderes. A criação das suas empresas, os esforços feitos ao longo de décadas para dotar a cidade de uma rede de ruas, estradas, de abastecimento de água, de energia, ou inclusive quando foram instalados os primeiros telefones, foram construídos olhando não só a pacata Joinville daqueles dias, foram planejados e construídos antevendo o futuro de Joinville. Ambicionado uma cidade melhor, mais próspera e preparada para crescer.

Poucos exemplos são tão representativos daquela Joinville ambiciosa e altiva como a construção, há mais de um século, da Rua das Palmeiras e da atual sede do Museu Nacional de Imigração e Colonização, impensáveis hoje a luz do atual padrão das nossas obras públicas. Belo conjunto arquitetônico, que reúne num único ambiente o melhor e mais representativo de uma cidade que fitava o futuro.

Quando uma cidade cresce 1200 carros novos ao mês, e a medida que se toma é a implantação de mais binários, estamos vivendo uma fase de profunda desambição.

Não que os binários não sejam soluções adequadas a uma cidade como Joinville, que faz anos que deixou de ambicionar um futuro melhor para se conformar com um futuro possível.

A desambição não se limita ao trânsito, permeia também a nossa forma de tratar a saúde, onde o máximo que aspiramos é reduzir as filas, nem nos propomos a acabar com elas. Nem sonhamos em melhorar a nossa infra-estrutura urbana, só um remedinho aqui e outro lá.

A sensação é a de estarmos desistindo de sonhar e de querer uma cidade melhor. A sensação é a de que o que temos já está bom demais, que devemos nos satisfazer, que não temos o direito de querer uma cidade melhor, que pense e planeje um futuro melhor para os nossos filhos e netos.

Devemos recuperar a nossa capacidade de desejar veementemente, de querer com toda a força e dedicar a nossa capacidade a construir uma Joinville melhor. Afastando a mediocridade dos que querem nos convencer que já temos mais do que merecemos e que não devemos esperar mais. Que esta é a única Joinville possível.

Publicado no AN Cidade

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