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2 de abril de 2010

A passarela sobre o Cachoeira (*)


Orçamento Participativo

Recentes declarações surgidas do executivo municipal sobre obras e investimentos publicos, obrigam a voltar ao tema. Se por um lado o Orçamento Participativo é um direito da sociedade que quer e pode decidir sobre como e aonde são gastos ou investidos uma parte dos recursos do orçamento do município. Pelo outro o executivo abriu mão do direito de decidir em que estes recursos devem ser gastos.

O executivo, por inexperiência, entrou numa armadilha que ele mesmo armou. Os delegados do OP decidem as obras e as prioridades, por tanto não é elegante que o prefeito queira agora pressionar os delegados para que incluam projetos do seu interesse, porque o principio da participação da sociedade se subverte e prostitui.

O executivo tem desenvolvido um modelo pseudo-democrático, Através de conselhos que controla e nós que tem maioria, de modo que seja possível transferir a responsabilidade e o ônus das decisões à sociedade. O exemplo mais claro é o Conselho da Cidade. Joinville escolheu, não seguir o modelo sugerido pela legislação federal, para dispor de um conselho, que possa influenciar com maior facilidade. Isto faz que hoje o executivo tenha mais dificuldade em aceitar as decisões que a sociedade toma, nos foros em que o equilíbrio é mantido e respeitado.

Como o OP só administra uma parcela mínima do orçamento do município, é demagógico, querer jogar nas costas dos delegados do OP das regiões Centro e Iririu a responsabilidade de incluir no OP a obra da passarela frente ao Centreventos. Alias é bom lembrar que já teve uma iniciativa neste sentido e foi rejeitada pelos delegados, que não aceitaram o direcionamento proposto. Se a Prefeitura quer fazer esta obra, por considerar que é importante e necessária, deverá remanejar os recursos do orçamento do município, para que seja executada. Não tem outro jeito. Democracia participativa é assim. As coisas não são sempre como gostaríamos, são como a maioria deseja.
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31 de janeiro de 2008

no An Cidade de hoje....

Na coluna do Jefferson Saavedra, uma imagem irônica do verdadeiro Aquabus.
No meio das enchentes, os onibus tem sido uma alternativa de transporte, porem a cidade tem mostrado a precariedade da sua infraestrutura e os joinvilenses tem sofrido.
Porque se permitiu a ocupação de areas alagaveis? quem deve ser responsabilizado pro isto?
Porque a ponte da rua Itaiopolis é mais larga, que a da frente da prefeitura ou do Mercado Municipal? Porque se esta estreitando a calha do cachoeira? porque se permite a construção sobre os rios e corregos?

28 de outubro de 2007

O outro lado do bulevar

Contrariamente ao que muitos poderiam imaginar um bulevar, não é uma novidade para nossa cidade, menos ainda um bulevar as margens do Cachoeira, já temos um, na margem oeste do rio.

Claro que não é nenhuma Brastemp, nem poderia, mais temos que entender que já tem mais de 25 anos, ao longo deste tempo não recebeu praticamente nenhum cuidado e nenhuma atenção, a ultima foi a calçada em petit pavê, na primeira gestão do saudoso prefeito Wittich Freitag.

As arvores faz lustros, que não vem uma poda, uma singela limpeza e muito menos uma aplicação de fertilizante. As únicas arvores novas, que não formavam parte do projeto original, são uma meia dúzia de goiabeiras, plantadas pela ação da passarinhada, que aléia ao orçamento municipal, tomou a iniciativa. As gardênias que teimosamente sobrevivem, pouco mais da metade que foram plantas faz também décadas, não recebem o mínimo cuidado e as que por um ou outro motivo morreram, nunca foram substituídas, oferecendo o conjunto um aspecto triste e deplorável, incompatível com o que Joinville merece e precisa.

Este outra lado do bulevar, nunca terá o luxo, a sofisticação e a pretensão do seu primo rico. Mesmo que seja mais charmoso, mais tradicional, mais comprido e faça a ligação entre o histórico marco zero, que sinaliza o ponto da chegada dos primeiros imigrantes e o museu de sambaqui que homenageia e resgata a historia dos que estavam aqui antes. A verdade é com bem menos de 10 % do que custou o primo rico, poderia ter recebido uma remoção completa e ainda um pouco do carinho e atenção que lê foi sonegado ao longo dos anos. Tenho quase certeza que a resposta a este carinho teria sido bem recompensada e a cidade ganharia dois bulevares, o rico e este outro mais simples, mais que sem duvida tem tambem o seu encanto.

As obras publicas, sempre são assim, nunca são bem compreendidas pela comunidade, tanto dinheiro investido no Boulevard e agora descobrimos que bem ao lado, já tínhamos um bulevar, menos pretensioso, que tem cumprido em estóico silencio a sua função de servir de caminho a ciclistas e pedestres, que compartilham harmoniosamente este espaço verde, que margeia o nosso Cachoeira.

Um bulevar que com uns trocados poderia ter deixado de ser uma gata borralheira, para se converter na linda princesa.

Publicado no AN Cidade

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