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21 de julho de 2013

Defesa dos voluntários



A resistência dos bombeiros militares em aceitar a emenda ao projeto de poder de polícia é um exemplo de que as corporações de voluntários se converteu em alvo predileto. Com a emenda, o poder de polícia nas cidades de Santa Catarina onde há convênios com os voluntários, como Joinville, continua com as prefeituras. Onde há atuação dos militares, o poder de polícia vai para essas corporações. Em resumo, os voluntários só querem continuar o seu trabalho, sem eventuais interferências. Nem fazem questão de ter o poder de polícia (na prática, o poder de interditar), só querem manter suas atuais funções. E há ainda outra ameaça: a a ação apresentada no STF (ainda não julgada) pela Federação Nacional das Entidades de Oficiais Militares Estaduais contra a lei catarinense que possibilita aos bombeiros voluntários o convênio com as prefeituras. Por que tamanha ameaça aos voluntários?

A luta constante para acabar com os bombeiros voluntários, para apresentá-los, para quem não os conhece, como sendo despreparados, pouco ou mal equipados e incapazes de oferecer segurança a população é uma boa prova que a sua existência irrita ao ponto de pregar a destruição das corporações voluntários. Seu denodado esforço é a maior prova que as corporações voluntárias são um exemplo que incomoda e evidenciam uma outra realidade possível.

A defesa civil, o combate ao fogo e aos desastres naturais é na maioria dos países desenvolvidos uma tarefa da sociedade. Desnecessário apresentar de novo os dados que provam o quanto as corporações voluntárias são mais econômicas, em média custam cem vezes menos que as militares. Ou repetir o quanto são mais enxutas, eficientes e em muitos casos até melhor equipadas. A sociedade já sabe que elas são melhores e é nesta percepção da população que reside a sua maior força e sua credibilidade e a fonte do seu respeito.

Numa época em que o brasileiro descobriu a força da sua mobilização, não se me ocorre nenhum motivo melhor, mais digno e mais justo para tomar a rua para defender os bombeiros voluntários contra a sanha corporativista que quer destruir instituições históricas tão nobres e legitimas. Num momento em que as mobilizações são contra isso ou contra aquilo, defendo que saiamos as ruas por um grande movimento a favor dos bombeiros voluntários. Mostrando o forte respaldo que tem da sociedade que eles protegem e a que servem, colocando inclusive em risco a sua própria vida.


Os voluntários tem essa credibilidade e merecem hoje mais que nunca o nosso apoio, não só na forma de comissões empresariais e de lideranças políticas, também na forma de cada um de nos que acredita e defende este modelo. É hora de encabeçar um abaixo assinado, com tantas assinaturas como seja possível e uma mobilização popular que percorra ruas e praças para mostrar aos nossos deputados o erro que cometeriam sancionando uma lei que, sem a emenda, será  perversa e equivocada para os voluntários.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

24 de abril de 2012

Bombeiros militares custam 40 vezes mais


Os bombeiros militares custam 40 vezes mais



Bombeiros militares de Santa Catarina custam 40 vezes mais que todas as corporações voluntarias.

Os números são claros. Manter uma dotação de 12 bombeiros militares no aeroporto de Joinville custou, em 2009, R$ 2 milhões. O custeio total dos Bombeiros Voluntários de Joinville, com 7 quartéis espalhados por toda a cidade, foi no mesmo ano de R$ 4 milhões. Outro exemplo, as corporações voluntárias de Santa Catarina respondem pela segurança de um terço da população do Estado. Porém, só receberam R$ 4 milhões do Governo do Estado de Santa Catarina. Os bombeiros militares que não atendem os dois terços restantes do Estado custaram mais de R$ 160 milhões no ano de 2009. 

Além dos custos econômicos, é preocupante o avanço das corporações militares sobre atividades de defesa civil. Funções que na maioria de países desenvolvidos são desempenhadas, como o próprio nome indica, por instituições e organizações civis.

Paramédicos, bombeiros e guarda-vidas a receberem formação militar, incluindo ordem-unida, uso de armas de fogo e técnicas de defesa pessoal, é uma perigosa distorção dos seus objetivos e funções. A sociedade civil deve ser capaz de se defender dos desastres naturais, enchentes, dos incêndios (provocados ou não), de atender as vítimas dos acidentes de trânsito e tantas outras atividades que estão incluídas no que se chama defesa civil.

Hoje, soldados e oficiais das polícias militares, depois de anos de formação específica, passam a se dedicar a funções que não deveriam ser da sua competência. O que é pior: ocupam espaços tradicionalmente atendidos pela sociedade organizada, em geral com custos maiores e menos eficiência. De forma corporativista, está sendo imposta uma militarização da sociedade, gerando ainda um desatendimento das funções de segurança, uma vez que não há efetivos e orçamento adequados para desempenhar todas as missões que têm assumido.

A ninguém escapa que para a Polícia Militar é mais interessante e menos arriscado, em todos os sentidos, apagar fogo, atender feridos de acidentes de trânsito ou salvar vidas nas nossas costas e praias, quando comparado com realizar funções de vigilância ostensiva em ruas, praças e locais públicos. Ou perseguir marginais e contribuir para a redução da violência urbana.

O que identifica e diferencia a maioria dos países mais desenvolvidos que o Brasil, e até muitos outros com menor grau de desenvolvimento, são a Cruz Vermelha, Crescente Vermelho ou Estrela Vermelha, dependendo dos países e das religiões, ou a Defesa Civil e os Bombeiros Voluntários, que são não instituições civis, voluntárias ou profissionalizadas, de acordo com os casos. São instituições reconhecidas e respeitadas pela sociedade e contam com importante apoio do Estado, que reconhece a sua maior representatividade, economicidade e legitimidade. São estes os principais responsáveis pela defesa civil, sem que se estabeleça uma situação de subserviência em relação às unidades de polícia militar.

Este perigoso desequilíbrio está começando a custar caro ao Estado e representará, cada vez mais, um fardo pesado para a nossa sociedade. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

15 de abril de 2012

A favor dos bombeiros voluntarios


O jornal A Noticia do Grupo RBS publica neste domingo o editorial:


Um patrimônio comunitário muito perto de completar 120 anos precisa da aprovação de um parágrafo para continuar sua história de excepcionais serviços prestados a Joinville e região. Resumida a poucas linhas, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) altera a redação do artigo 112, reforçando a segurança jurídica da atuação dos bombeiros voluntários de Santa Catarina. Em resumo, institucionaliza a possibilidade de convênios com os municípios para vistorias.

A PEC em análise na Assembleia Legislativa atende a todos os bombeiros voluntários do Estado, não somente aos de Joinville. Todas as organizações têm atuação de relevância em suas comunidades. Mas é com base no desempenho da mais antiga delas em todo o Brasil que este veículo de comunicação reitera em editorial – como já fez em julho de 2010 – uma defesa pública pela aprovação da PEC.

Uma atividade tão nobre, querida e bem-sucedida não pode ser ameaçada por uma falta de compreensão por parte dos bombeiros militares – instituição também muito necessária, principalmente onde ainda não há corporações militares nem voluntárias. Ambas podem e devem continuar coexistindo, atuando com complementaridade. Santa Catarina também dá um bom exemplo desta necessidade: das 293 cidades do Estado, 177 não contam com quartéis de bombeiros, uma lacuna que poderia ser priorizada pelos militares.

Inspirado em sólidos modelos europeus, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville nasceu em julho de 1892, quando o aparelho estatal não tinha a menor condição de prestar serviços de combate ao fogo, de primeiros-socorros e de vistorias de segurança em obras. Ainda hoje, o modelo voluntário tem se mostrado mais eficiente e econômico. Os voluntários de Joinville costumam atender aos pedidos de vistoria, por exemplo, num incrível prazo de apenas três dias. E com custo zero para o empreendedor.

A longa história da corporação joinvilense – assim como as de outras instituições congêneres – permitiu a criação de uma estrutura moldada às necessidades da sociedade. Esta experiência secular e a total identificação com a comunidade atendida se refletem no nível de excelência dos serviços prestados. Nunca houve registros de questionamentos à eficiência operacional, à capacidade técnica ou à integridade ética e moral dos voluntários de Joinville. Por estes motivos é que argumentações desta natureza jamais apareceram nos exaustivos e profundos debates sobre a PEC.

Também há alicerce constitucional para sustentar a defesa da PEC. Como apontou parecer da corporação de Joinville, o artigo 144 da Constituição Federal deposita a segurança nas mãos do Estado e na responsabilidade de todos. Ainda é possível invocar os princípios da equidade, economicidade e subsidiariedade para reforçar o embasamento jurídico. Como se vê, argumentos técnicos e jurídicos não faltam e são suficientes para defender de forma vigorosa os convênios dos voluntários com as prefeituras.

No caso específico de Joinville, vale destacar ainda o vínculo afetivo: os bombeiros voluntários estão entre as instituições mais admiradas e respeitadas da cidade mais populosa de Santa Catarina. A corporação prestes a celebrar 120 anos é um enorme motivo de orgulho para os moradores de Joinville. Merecem ser enaltecidas as milhões de horas de voluntariado prestadas por milhares de indivíduos ao longo da história. Uma estrutura espalhada por toda a cidade, com diferentes modalidades de atendimento e equipamentos variados e modernos – cujo caminhão-plataforma com 54 metros é a estrela maior –, faz os joinvilenses estufarem o peito.

É por isto que a mobilização da cidade em defesa dos bombeiros voluntários cresce a cada dia, como se vê na preparação de uma caravana de lideranças políticas, empresariais e comunitárias para mostrar à Assembleia Legislativa o tamanho da vontade de Joinville. É mais que uma retribuição aos feitos dos voluntários; é um reconhecimento aos excelentes serviços prestados por uma corporação que sempre esteve ao lado da comunidade de Joinville e região.

Histórico defensor das causas comunitárias de sua cidade-sede, o jornal “A Notícia” não poderia ficar em cima do muro nem deixar de reiterar publicamente – de forma institucional e editorial – seu apoio à aprovação da PEC dos bombeiros voluntários. Não há dúvidas de que a emenda constitucional trará, ao assegurar definitivamente os direitos das corporações, benefícios para Joinville e Santa Catarina.

22 de julho de 2010

Férias Solidárias

Férias Solidárias

As férias de Julho não têm no hemisfério sul a mesma duração e significado que tem no hemisfério norte, o período de Julho e Agosto deles, equivale ao nosso verão. Numa viagem recente a conexão no aeroporto de Miami, foi uma boa oportunidade de observação e aprendizagem.

Entre os grupos de turistas dois se destacavam da multidão, os brasileiros e os estadunidenses que optaram por fazer das suas férias uma oportunidade para praticar a solidariedade, realizando um trabalho voluntário. Numa única manha, encontrei um grupo de jovens, a maioria mulheres que com as suas camisetas vermelhas divulgavam o seu projeto de férias, uma missão ao Equador para praticar o que tem aprendido no seu curso de medicina, promovendo a saúde de altitude a mais de 3.000 m. Outro grupo muito mais numeroso estava composto por professores, que se dirigia a Honduras para levar educação e o seu objetivo, tirar do abandono as crianças daquele país, professores dando aula nas suas ferias. Vários grupos das mais variedades idades, informavam nos seus bonés e camisetas que o seu projeto era ajudar a reconstruir o Haiti. Além de dezenas de grupos cristãos, pentecostais ou evangélicos, que fazem das férias a sua oportunidade para ajudar o próximo. A quantidade de grupos, a diversidade de objetivos e o seu entusiasmo não podiam deixar de ser notados.

Os brasileiros formavam grupos mais alegres e barulhentos, indo ou voltando de Orlando e dos seus parques, ou de Miami e dos seus Centros Comerciais. Era fácil identifica-los, carregados como retirantes, quase com uma casa nas costas. Rodeados com as coisas mais inverossímeis, desde uma Minnie de 2 m, a TVs de plasma de 50 ou mais polegadas, não lembro de ter visto ninguém carregando uma geladeira, mas não seria nenhuma surpresa. É a forma escolhida para contribuir e participar de um projeto solidário, para que os Estados Unidos possam superar a grave crise que tem atingido a sua economia. Cada dólar gasto nestas latitudes, traz alegria, ao lar de uma família carente e contribui a manter um emprego americano ou chinês, não tenho certeza. Cada um desenvolve os seus projetos sociais. E mesmo o resultado e objetivos serem diferentes o entusiasmo e a alegria eram comuns nos dois grupos.

Em Joinville, cidade voluntária e solidária por excelência, temos exemplos constantes de quem combate o fogo, ou prepara uma feijoada solidária, ou quem cuida e atende o próximo todos os dias não só nas ferias de Julho. Um bom motivo para nos orgulhar.

Publicado no jornal A Noticia

10 de julho de 2010

Bombeiros Voluntarios ou Bombeiros Militares

Não tenha duvidas, faça as contas.

Manter uma dotação de 12 bombeiros militares no aeroporto de Joinville custou em 2009 R$ 2.000.000.
O custeio total dos Bombeiros Voluntários de Joinville é de R$ 4.000.000.

Continuando com os bombeiros, por exemplo, todas as corporações voluntarias de Santa Catarina, que respondem por um terço do estado, receberam R$ 4.000.000 do Governo do Estado de Santa Catarina.
Os bombeiros militares que não chegam a atender os dois terços restantes do estado custaram mais de R$ 160.000.000 no ano de 2009.

Os Bombeiros Voluntários são a melhor alternativa para o bolso e a segurança de Joinville. São um exemplo de eficiência, eficácia e economicidade e prestam um excelente serviço.

2 de outubro de 2009

Ambulancias

A noticia que das 6 ambulâncias do SAMU em Joinville só uma esta operacional, é grave.
Por outro lado é oportuno comparar o serviço e o nível de manutenção e operacionalidade das ambulâncias do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville. O extremo profissionalismo desta corporação e a seriedade da sua gestão e principalmente o seu elevado espírito publico são uma garantia para a população de Joinville.

Aqueles que acham que as instituições publicas são melhores e mais eficientes, devem reflexionar sobre qual é o modelo mais adequado, o mais eficiente e o mais económico para a sociedade.

A comparação entre os serviços públicos e os prestados pelos Bombeiros Voluntários de Joinville não deixa duvidas. Joinville tem sorte de poder contar com um serviço desta qualidade.

Publicado no Jornal A Noticia

1 de abril de 2009

Fazendo mal as contas


Quando o caixa aperta, existe uma tendência natural em buscar soluções imediatistas que podem a médio prazo se converter em graves dores de cabeça. Na administração municipal não é diferente e em alguns casos se corre um risco real de causar um grave prejuízo a sociedade e a cidade.

Joinville como muitas cidades catarinenses há desenvolvido ao longo dos anos um forte tecido social composto por instituições voluntárias que realizam com competência, economia e seriedade um forte trabalho social. As suas ações contam com o apoio e a simpatia da sociedade, que vê nestas entidades uma transparência e um compromisso que não sempre esta presente nas instituições publicas. Desta forma as organizações sociais unem aos recursos públicos que recebem, contribuições e apoios da comunidade.

Começou a tomar corpo, entre importantes membros do primeiro escalão municipal, a idéia que seria melhor deixar de repassar recursos a estas entidades e que os serviços que estas entidades oferecem, passe a ser oferecidos pela estrutura publica e custeados integralmente com os recursos do orçamento. Caso prospere esta tese, estaríamos cometendo um erro grave.

Todos sabem que o custeio das corporações de bombeiros voluntários tem um custo operacional dezenas de vezes menor que o das corporações militares, do mesmo modo que o trabalho voluntário é uma ferramenta estruturadora do tecido social. Entidades como a Ação Social, o Lar Abdon Batista, o Abrigo Animal, a AMA, as APAEs, a Rede Feminina e dezenas de outras, precisam do apoio regular do poder publico, porque com o seu trabalho ganhamos todos, economizamos recursos e desoneramos o poder publico. Ainda que como entre as instituições que recebem recursos públicos algumas podem não ter o mesmo nível de idoneidade, nada melhor que melhorar a fiscalização e garantir que os recursos não sejam direcionados para entidades pouco serias. A lista de entidades que hoje recebem recursos publicos poderia ser reduzida.

Atrasar os recursos, não assinar os convênios ou simplesmente deixar de atualizar os valores seria um desserviço a Joinville e comprometeria a capacidade destas entidades prestarem os seus valiosos serviços.

Cada real de dinheiro publico investido nestas entidades se multiplica por muitos outros, pela gestão operosa, democrática e capaz que estas entidades realizam. A prefeitura compete fiscalizar com seriedade e isenção o uso dos recursos. Deixar de investir neste modelo de voluntariado aumentará os custos da sociedade e inchará ainda mais a maquina publica.

27 de fevereiro de 2009

In –Segurança


Cada vez que se quebra o frágil equilíbrio entre segurança e insegurança, aparecem textos, artigos e opiniões para comentar, com maior ou menor atino, os problemas recorrentes da nossa segurança.
Eu prefiro falar de in-segurança, porque faz muito tempo que não tenho me sentido seguro, ao entrar, ao sair, ao cruzar com alguém na calçada, nem ao entrar em casa estou mais seguro.

O fácil seria culpar a policia. É verdade que a migração de uma boa parte dos policiais militares, para outras funções, como os serviços administrativos, o transito, o policiamento ambiental, o serviço de guarda vidas nas praias, o serviço de paramédicos e inclusive o combate ao fogo, que com tanta competência e seriedade é desempenhado por corporações civis, com sucesso. Tem reduzido o numero de policiais para policiamento ostensivo e para os serviços de prevenção.

Tampouco nos fazemos a nossa parte, poucos de nos conhecemos os nossos vizinhos e frente a uma situação suspeita, na maioria das vezes damos graças a Deus que não é conosco e fechamos a janela. Evitamos chamar a policia e nos envolver. Nos bairros em que os vizinhos se conhecem, em que os muros são mais baixos e as portas e janelas ainda permanecem mais tempo abertas que fechadas, o risco de roubos e assaltos é menor, porque as pessoas se conhecem. Pagamos e pagaremos um preço ainda maior, pela nossa omissão e silencio.

Gostaria de deixar no ar um questionamento, quando com 8 ou 9 anos, comecei a brincar na rua, a sair para ir na padaria, a ir a pé para escola, o primeiro conselho da minha mãe, foi: Se você se perder ou alguma coisa lhe acontecer, procure um policial e diga o seu nome, não se preocupe, ele cuidara de você e fique com ele até que nós cheguemos. Alguém de vocês deu um conselho como este ao seus filhos? Porque será, que não confiamos na nossa policia?

26 de dezembro de 2008

Motim na Policia Militar


Preocupante o motim instalado na Policia Militar de Santa Catarina, ao incluir também os bombeiros militares, serve de alerta e de reflexão, sobre o risco maior que correm as comunidades que não são atendidas pelos bombeiros voluntários. Além de não ter proteção quanto a segurança, também ficam desprotegidas em caso de catástrofes naturais ou incêndios.

A chantagem a que a sociedade catarinense esta submetida, compromete a imagem da policia militar e os desdobramentos sinalizarão as posições de cada lado.
As declarações do Secretario de Segurança Publica, Ronaldo Benedet a RBS Noticias, foram uma prova de fraqueza do governo estadual. A imagem dos amotinados nas portas dos quartéis, a inutilização das viaturas e o impedimento de acesso ao trabalho dos demais policiais, deixa a sociedade catarinense desprotegida e reféns, de quem tem a obrigação de proteger.
Quando a policia entra em greve, quem protege o cidadão?

A situação é explosiva e os desdobramentos podem ser graves.

Para comprender melhor a situação vale a pena ler o texto publicado no site do Jornal A Noticia. reproduzido em azul.

Juiz compara paralisação de policiais a motim

Presidente da AIJM, Getúlio Corrêa, falou em tese, sem se referir diretamente ao caso de SC

Para o presidente da Associação Internacional das Justiças Militares (AIJM), Getúlio Corrêa, um movimento conjunto de policiais militares para descumprir uma ordem de serviço caracteriza um crime de motim, previsto no Código Penal Militar e com pena mínima de três anos de prisão.
Corrêa, que é juiz de direito da Justiça Militar em Santa Catarina, falou em tese, já que não acompanha de perto o protesto dos policiais e bombeiros militares em Santa Catarina. A entidade dirigida pelo juiz tem sede em Santiago, no Chile. Corrêa foi entrevistado nesta terça-feira pela rádio CBN/Diário.
O servidor militar tem limitações legais muito maiores do que o servidor comum. Tanto que na legislação penal militar existe a previsão de crimes específicos em relação a esse tipo de movimentação. Eu não sei se esse é o caso, mas de qualquer forma, quando um policial militar se recusa a cumprir uma ordem de serviço, isso pode ser um crime de insubordinação — explicou o juiz
O caso é mais grave quando há uma associação de vários policiais que se recusam a trabalhar, segundo Corrêa.
Quando vários policiais militares, em conjunto, descumprem uma ordem de serviço de um superior, isso se chama motim, um crime previsto no código penal militar com bastante gravidade. A pena do crime de motim é, no mínimo, de três anos. A Constituição estabelece que aos militares é proibida a sindicalização e a greve.

Familiares
O presidente da AIJM ressalva, no entanto, que as punições previstas no Código Penal Militar não se aplicam aos familiares de militares.

— Não há nenhum restrição a que as esposas dos militares façam protestos. O que elas não podem fazer é aquilo que nenhum cidadão pode, como impedir a sua passagem, restringir a sua autonomia de locomoção. Mas nesse caso se aplica o Código Penal comum, não o militar.

Corrêa discorda do argumento do movimento de policiais, de que o governo também não estaria cumprindo a lei.

— Nós vivemos num Estado democrático de direito, que prevê instrumentos legais para serem utilizados por qualquer entidade associativa. O servidor público tem instrumentos legais para isso. Essa forma de se recorrer (a paralisação), especialmente quando se trata de servidores militares, especialmente quando são ligados à segurança pública, uma atividade essencial, evidentemente não é o caminho adequado.

De acordo com o presidente da AIJM, a proibição à greve e sindicalização de policiais não é exclusiva do Brasil, sendo adotada em vários outros países.

CBN/DIÁRIO


30 de setembro de 2008

Sociedade organizada


Uma sociedade só se desenvolve a partir das ações e das iniciativas dos seus membros, não podemos esperar de braços cruzados, que alguém faça por nós aquilo que nos mesmos devemos e podemos fazer.

Esperar, não só que outros façam, mas especialmente que outros conheçam os nossos anseios e necessidades e ainda se empenhem em buscar as soluções que precisamos, tem se mostrado pouco produtivo.

O poder publico parece ter perdido, faz já algum tempo o seu contato com a realidade, voltado que esta, na maioria dos casos a confundir o interesse publico, com o interesse privado. Ficando cada vez mais dissociado da sociedade.

É neste ambiente, em que a organização da sociedade ganha importância, a sociedade passa a se aglutinar em torno das suas lideranças e das suas entidades representativas, para defender os seus interesses.

Joinville se caracteriza pela sua capacidade social, pelo que o professor Melim, chama o seu capital social, a capacidade que a sociedade tem de criar um capital e direcionar este potencial, na obtenção de objetivos de interesse comum.

As nossas entidades empresariais: ACIJ, CDL ou Ajorpeme, tem dado mostras no passado recente da sua capacidade de mobilização e dado grandes contribuições ao desenvolvimento da cidade. Do mesmo modo que as entidades voltadas a Assistência Social, agrupadas sob a coordenação da AJOS, cumprem um papel social importantíssimo, ao suprir com competência, capacidade e economicidade funções e tarefas que deveriam ser cumpridas pelos órgãos públicos. Não podemos esperar destes nem a eficácia, nem o comprometimento e muito menos a voluntariedade que as pessoas que participam destas entidades demonstram no seu dia a dia.

Menção aparte merece, no caso de Joinville, os bombeiros voluntários, que são um exemplo nacional, o mesmo destaque merecem os mais de 30.000 contribuintes voluntários que com as suas doações mensais, ajudam na manutenção de corporação voluntária mais antiga do Brasil.

Joinville é um dos melhores exemplos de como a sociedade se organiza para promover o seu desenvolvimento e de como os resultados são melhores quando a sociedade traça o seu caminho.

30 de julho de 2008

A militarização da sociedade


A militarização da sociedade

Não me refiro aqui ao fato do exercito ser usado para garantir a segurança de empreiteiras privadas nas favelas do Rio. Estou me referindo ao avanço das corporações militares sobre atividades de defesa civil, que na maioria de paises, são desempenhadas por instituições civis.

Que paramedicos, bombeiros e guarda-vidas recebam formação militar, incluindo ordem-unida, uso de armas de fogo e técnicas de defesa pessoal, é antes que nada uma perigosa distorção. A sociedade civil deve ser capaz de se defender dos desastres naturais, enchentes, dos incêndios provocados ou não, de atender as vitimas dos acidentes de transito e tantas outras atividades que estão incluídas no que se chama defesa civil.

Hoje soldados e oficiais das policias militares, depois de anos de formação especifica, passam a se dedicar a funções que não deveriam ser da sua competência. O que é pior ocupam espaços tradicionalmente atendidos pela sociedade civil organizada, em geral com custos maiores e menos eficiência. De forma corporativista esta se impondo uma militarização da sociedade e ainda gerando desatendimento as que são as que devem ser as suas principais obrigações constitucionais, por não dispor de efetivos e orçamento adequados para desempenhar todas as missões em que tem se envolvido.

É perigoso, enfraquece a sociedade civil e transfere para esta sociedade militarizada papeis e responsabilidades que a afasta das suas obrigações responsabilidades especificas.

A ninguém escapa, que para a Policia Militar é mais interessante, em todos os sentidos, apagar fogo, atender feridos de acidentes de transito ou salvar vidas nas nossas costas e praias, que realizar funciones de vigilância ostensiva em ruas, praças e locais públicos. Perseguir marginais e contribuir para a redução da violência urbana.

Na maioria dos paises mais desenvolvidos que o nosso e em muitos outros que não tem o mesmo grau de desenvolvimento, a Cruz Vermelha, Crescente Vermelho ou Estrela Vermelha, dependendo dos paises e das religiões, a Defesa Civil e os Bombeiros Voluntários, são não só instituições civis, voluntárias ou profissionalizadas, de acordo com os casos. Reconhecidas e respeitadas pela sociedade e que contam com importante apoio do estado. São os principais responsáveis pela defesa civil, sem que se estabeleça uma situação de subserviência, com relação às unidades de policia militar.

Este perigoso desequilíbrio, esta começando a custar caro ao estado e representara cada vez mais um fardo mais e mais pesado para a nossa sociedade.

28 de julho de 2008

Na Austria os bombeiros tambem são voluntarios


Esta equipe de bombeiros voluntários de Áustria, é responsável pela defesa civil da sua pequena cidade.
Sem precisar de uma estrutura militar de apoio, a sociedade civil organizada, assume a responsabilidade da sua Defesa Civil.

27 de julho de 2008

O resgate tambem é feito por voluntarios


Na Europa o resgate marítimo, mesmo em condições extremas é feito pelos voluntários da cruz vermelha.
A sociedade civil cuida da defesa civil.
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