31 de janeiro de 2013

E agora Zé?



Uma situação no mínimo curiosa, o governo anterior deixou uma bela conta para pagar e há de tudo na lista dos credores. Como quando os pescadores puxam a rede e fazem um arrastão vem junto os peixes graúdos e a miuçalha.  Claro que a divida contraída tem que ser paga. E que pagar esta conta vai comprometer ainda mais a capacidade de investimento de Joinville. Claro que a divida é maior que a encontrada pelo governo Carlito quatro anos atrás, mas se o governo anterior tivesse tido a mesma capacidade para executar e governar que teve para gastar esta seria hoje outra cidade.

O curioso agora são aqueles que tem a receber por “serviços prestados” ao governo anterior. Aqueles que trabalharam com afinco e denodo para que o Carlito se reelegesse. Olhando sob a nova perspectiva a impressão é que boa parte do denodo tinha a ver com a esperança em cobrar as dividas. E isso traz outra luz sobre muitos cabos eleitorais do candidato a reeleição.

Os caminhos do Senhor são infinitos e inescrutáveis, agora dependem para poder receber o que a anterior administração lhes ficou devendo de uma boa gestão nesta administração que tanto criticaram e a que tanto se opuseram. Não deixa de ser engraçado e curioso.

Não será novidade se surgem entre os credores vozes a bramir contra o governo atual porque não recebem as contas que o anterior lhes ficou devendo. Situação inusitada. Fica seu futuro atrelado ao governo que tanto procuraram evitar. E agora Zé, que fazer? Apoiar para que funcione e possam receber antes ou se opor raivosamente e correr o risco de até não receber? Um belo dilema.

Meu Tio Tonico



Enviado por um médico - fundador do Procords.

PARA meu amigos aposentados, pensionistas ou apenas em posição de descanso, leiam com atenção, meditem e apliquem se acharem conveniente.
A QUE PONTO CHEGAMOS! E O PIOR DE TUDO É QUE É REALIDADE!!!!!!

Meu tio Tonico estava bem de saúde,até que sua esposa, minha tia Marocas, a pedido de sua filha, minha prima Totinha, disse:
-Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico.
- Para quê, estou me sentindo muito bem!
-Porque a prevenção deve ser feito agora, quando você ainda se sente jovem, disse minha tia.
Então meu tio Tonico foi ver um médico. O médico, sabiamente, mandou-o fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano de saúde cobrisse.
Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar.
Então receitou:
Comprimidos Atorvastatina para o colesterol, Losartan para o coração e hipertensão, Metformina para evitar diabetes, Polivitaminas para aumentar as defesas, Norvastatina para a pressão, Desloratadina em alergia.
Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.
Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria em várias caixas requintadas de cores sortidas.
Nessas alturas, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos verdes para a alergia deviam ser tomadas antes ou depois das cápsulas para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou depois das refeições, voltou ao médico. Este lhe deu uma caixinha com várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado.
Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.
Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.
Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando.
Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saia mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as pílulas.
Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele usava, deu-lhe um cartão de "Cliente Preferencial", um termômetro, um frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da farmácia.
Meu tio deu azar e pegou um resfriado. Minha tia Marocas, como de costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel, chamou também o médico.
Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o dia  e  Sanigrip com Efedrina para tomar à noite. Como estava com uma pequena taquicardia, receitou Atenolol e um antibiótico, 1 g de Amoxicilina. A cada  12 horas, durante 10 días. Apareceram fungos e herpes, e ele receitou  Fluconol com Zovirax.
 Para piorar a situação, Tio Tonico começou a ler as bulas de todos os medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as contra-indicações,  advertências, precauções, reações adversas, efeitos colaterais e interacções  médicas.
Leu coisas terríveis. Não só poderia morrer mas poderia ter também arritmias ventriculares, sangramento anormal, náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas terríveis.
Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar de culpa.
- Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse médico, enquanto prescrevia uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com Rivotril 100 mg. E como titio estava com dor nas articulações deu Diclofenac.
Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP.
Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha horas
suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.
Ficou tão ruim que um dia, conforme já advertido nas bulas dos remédios,  morreu.
No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmaceutico.
Agora tia Marocas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.
Este e-mail é dedicado a todos os meus amigos, sejam eles médicos ou pacientes ..!
Qualquer semelhança com fatos reais será "pura coincidência"

30 de janeiro de 2013

Como tem se sentido ultimamente?

Se você tem se sentido oprimido, com falta de ar e principalmente com a sensação que esta todo o mundo pressionando você, pode ser que esta sensação não esteja só na sua imaginação.


29 de janeiro de 2013

Rotativo [2]

Mesmo que tarde e depois de ocasionar um desgaste desnecessário o penúltimo capitulo da novela do estacionamento rotativo se encaminha para um final feliz. A noticia que os cartões do modelo antigo poderão ser trocados por cartões novos e que o joinvilense não vai arcar com o prejuízo da incompetência da Conurb / Ittran  chegou encima da hora.

O episodio mostra que ainda há alguém que no meio da confusão consegue manter o bom senso. Era totalmente absurdo que fosse o cidadão quem devesse pagar a conta. Seria bom que nos próximos capítulos desta novela interminável, do estacionamento rotativo em Joinville, não fosse necessário presenciar um novo show de incompetência e teimosia.

Parabéns pela decisão.  

Caderno de viagem




Bunkers

Durante a época do regime comunista pipocaram, como cogumelos, por toda a Albânia centenas de milhares de bunkers, ainda hoje eles estão presentes nos lugares mais incomuns das costas do Adriático e do Jônico as montanhas nevadas da fronteira com a Macedonia e o Kosovo. Convertidos inclusive em atração turística os bunkers são o simbolo de uma época e de um movimento para unir todo o pais contra um inexistente inimigo externo.

Pontifex Maximus


Uma das grandes diferenças entre o Papa e nós, reles mortais, é a prerrogativa que os católicos lhe conferem de ser infalível. A infalibilidade papal permite que nunca erre em questões pertinentes à fé e aos costumes, quando pretende conferir uma orientação universal e decisiva. Convenhamos que ser infalível é uma tremenda ajuda na hora de governar a Igreja e faz com que as coisas sejam bem mais fáceis.

Por aqui ainda não está estabelecido que os políticos desfrutem também - ou tenham reconhecida - desta prerrogativa papal (ainda que, ao que parece, alguns a tenham incorporado ao quotidiano). É a falibilidade que faz com que os nossos políticos continuem sendo, mesmo sem parecer, pessoas normais, como você e eu, portanto com direito a equivocar-se e, com certeza, longe da infalibilidade papal.

Por isso é bom que tanto os joinvilenses, como especialmente aqueles mais próximos ao prefeito, não insistam em criar uma imagem diferente da real. Conhecer os problemas melhor que ninguém ou trabalhar em extenuantes jornadas de quase 20 horas, sem que a sua equipe possa acompanhar o seu ritmo frenético de trabalho, provavelmente são situações fantasiosas que, por exageradas, podem resultar ridículas.

A imagem do político que define, no próprio local da obra, o traçado da ponte, que visita os pontos mais recônditos da cidade de madrugada e que toma decisões de forma discricionária são adequadas para criar um mito e construir uma imagem fantasiosa. Como aquela fotografia típica do político dirigindo uma patrola ou um trator, para aparecer nas páginas do jornal, uma imagem tão comum no imaginário do nosso eleitor.

O modelo de gestão de cada um será definido pela sua formação, seu conhecimento, sua experiência, sua personalidade e seu comportamento. A sociedade atual esta suficientemente madura para não voltar a precisar de um herói, um super-homem ou um salvador da pátria. É bom, neste sentido, que não se misturem e confundam virtudes com pré-requisitos.

Neste sentido, por exemplo, ser honesto não é uma virtude, mas um pré-requisito para qualquer um que ocupe um cargo público. Ser trabalhador e ter capacidade de liderar equipes é uma virtude. Ser um líder carismático ou inspirador representaria um diferencial positivo. E ser um líder autocrático ou executivo poderia não ser o melhor estilo para a situação e o cargo.

É evidente que durante a campanha se apresentou ao eleitor uma imagem que se contrapunha à pusilanimidade do perfil do prefeito anterior. Mas é bom não exagerar na dose, porque além de não ser infalível, tampouco tem o dom de onipresença. E como esta é uma corrida de resistência, melhor que não falte fôlego quando as coisas começarem a funcionar diferente do previsto e a prática mostrar que a teoria é diferente. Justamente nessa hora será preciso ter todas as virtudes ao mesmo tempo. Um belo desafio.

28 de janeiro de 2013

Caderno de viagem

Vista de Tirana desde a estação superior do bondinho Dajti Ekspres

Vista da montanha Dajti desde a estação de embarque do bondinho


Bondinho para subir ao parque nacional Dajti

Vista de Tirana desde  a  montanha Dajti

Procurando sementes de Cannabis?


Em Barcelona (Espanha) as sementes de Cannabis são vendidas em lojas especializadas de sementes.
Em vistosos envelopes é vendida uma variedade exclusivamente ornamental que não possui a substancia psicotrópica  Se a moda pega a policia vai ter muito trabalho para diferenciar as plantas ornamentais de Cannabis das cultivadas para consumo próprio.

27 de janeiro de 2013

Um brinde a São Paulo


JAIME LERNER
Um brinde a São Paulo
O Brasil sofre de paralisia aguda no avanço de obras de infraestrutura. A burocracia aprisionante faz da execução uma corrida de obstáculos
Toda vez que São Paulo faz aniversário, o Brasil inteiro deveria comemorar. Dínamo econômico e cultural, maior metrópole da América do Sul, encontro de muitas etnias, essa cidade é superlativa nas muitas contribuição que dá ao país.

Contudo o que se vê é uma apologia da tragédia. Em vez da celebração, veste-se um manto de masoquismo: São Paulo não tem jeito; é grande demais; suja demais, violenta demais; caótica demais. Parece que o paulistano se compraz em dizer que lá nada dá certo. E se uma voz dissonante se aventura a afirmar que há solução, é tratada com desconfiança ou até repúdio.

Não se trata de minimizar os problemas ou ignorar a realidade e, sim, de mudar de perspectiva, pois quem projeta a tragédia acaba por encontrá-la.

O que São Paulo demonstra é a potencialização dos dilemas das cidades brasileiras nas questões fundamentais à sua qualidade de vida -mobilidade, sustentabilidade, identidade, diversidade, coexistência-, em sintomas exacerbados de poluição, congestionamentos, insegurança, isolamento.

A vida de uma cidade não pode se dar dentro de carros, shoppings e condomínios fechados, convivendo com rios que tornam patentes deficits em saneamento ambiental, ou com a segregação de guetos de ricos e de pobres. A separação de funções e os muros dos condomínios retiraram de São Paulo a sua maior riqueza: sua diversidade.

A cidade tem que ser o cenário do encontro que se celebra em seus espaços públicos. Tem que ser uma estrutura integrada de vida, trabalho e mobilidade, onde uma estrutura de crescimento, guiada pelo transporte coletivo, molda o seu desenho.

Tem que cultivar sua identidade, a partir da preservação de sua história e memória, da valorização da diversidade e do cultivo da coexistência. Tem que proteger seus recursos ambientais, patrimônio desta e das futuras gerações.

E São Paulo pode tudo isso. Ambiciosa que é, com esforços bem canalizados, será capaz de promover transformações positivas ao deixar de pensar a cidade para o automóvel e investir com sabedoria no transporte público; ao trazer o jovem para habitar o centro; ao melhor equilibrar a oferta de emprego no território; ao cuidar para que as leis de uso do solo não contribuam para construir uma paisagem urbana ruim.

O preço de não agir é alto. A condição de vanguarda a qual São Paulo ambiciona pode ser dilapidada pelas perdas em qualidade de vida, ativo fundamental de uma cidade hoje.
É preciso fazer, e o país todo hoje sofre de uma paralisia aguda em avançar obras de infraestrutura. Com o intuito de evitar a corrupção ou danos ao patrimônio socioambiental, criou-se uma burocracia tão aprisionante que, além de não coibi-los, transformou a execução de qualquer projeto em uma corrida de obstáculos, na qual a viabilização de uma solução é travada até o limite da desistência. Pior, em um cenário onde os recursos existem. É uma perniciosa estrutura de desconfiança que inibe a ação.

Essa estrutura de desconfiança cria o medo de decidir: ora o Ministério Público, ora as organizações sociais, ora as inúmeras instâncias colocam aos que decidem e querem fazer o pavor de um processo no qual se é antecipadamente culpado; e aos que querem procrastinar ou vender facilidades, as desculpas e motivações para nada fazer.

Simplificar esse procedimento é fundamental, e o fato repousa na responsabilidade. Mas tem que ser possível assumi-la. É uma metáfora comum no futebol dizer que um jogador de talento "chamou pra si" a responsabilidade em um momento decisivo. Por que não podemos fazer isso pelas nossas cidades?

Está na hora de celebrar o aniversário de São Paulo com um brinde de autoestima. Ao metaforicamente apagar suas 459 velas, pedir pela graça de acreditar que as soluções são possíveis.

A nossa Câmara de Vereadores custa muito caro




O poder legislativo consegue estar menos em evidencia, para a maioria da população pouco interessa o que acontece na nossa casa de leis e é uma pena, porque os nossos vereadores podem influenciar e muito na vida de cada um dos cidadãos, aprovando ou não determinadas leis.

Para o cidadão comum a Câmara de Vereadores é um ente estranho, que até intimida, a pesar de ser de direito a casa do povo a população pouco participa das suas sessões e pouco conhece da liturgia que faz, que de um dia para outro, cidadãos comuns assumam relevância inusitada. Nada mais interessante e instrutivo que acompanhar uma sessão ordinária. Os discursos, o vocabulário e as atitudes dos nossos legisladores são uma verdadeira aula. Mas o importante aqui é avaliar quanto nos custa este estrutura republicana e trazendo mais luz sobre as contas do legislativo municipal, propiciar um debate sobre os recursos destinados a sua manutenção.

O orçamento municipal de 2011 destinou exatamente R$ 23.620 mil para a Câmara de Vereadores, em outras palavras cada um dos joinvilenses contribuiu com R$ 45,35 para a sua manutenção. Comparar o custo da nossa Câmara com o de outras cidades de porte parecido é uma forma justa de poder estabelecer se o custo que Joinville paga pelo seu legislativo é adequado ou exagerado e permite estabelecer parâmetros adequados de comparação.


A Nossa Câmara é a 38a em gastos no país, na frente de Contagem (MG) com mais de 600 mil habitantes, de Cuiaba (MT) com 550 mil, de Uberlandia (MG) com 610 mil. Ainda e como referencia a Câmara Municipal de Joinville custa quase duas vezes mais que as de Juiz de Fora (MG) cidade que tem também 520 mil habitantes, ou que Caxias do Sul (RS) com 440 mil ou Feira de Santana (BA) que com 562 mil habitantes e um orçamento de R$ 10,8 milhões.


O legislativo custa hoje 2,5 % do orçamento municipal e poderia ainda custar muito mais, a Emenda Constitucional 58 de 2009 permite que até um 4,5% do orçamento de Joinville seja destinado a Câmara de Vereadores. Não devemos nos surpreender se há pressão por parte dos novos vereadores por manter carros alugados, telefones com conta ilimitada, dezenas de assessores, computadores e diárias a todos os cantos do país e do exterior.

O momento político que vivemos é oportuno para propor este debate. A ampla maioria que o prefeito tem hoje na Câmara e a rapidez com que a reforma administrativa proposta foi aprovada, mostram que chegou a hora de dar também um choque de gestão e principalmente de realidade a nossa Câmara de Vereadores, propondo um orçamento mais acorde com a situação e a realidade de Joinville.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

26 de janeiro de 2013

Os carros da Câmara


Os carros da Câmara de novo

Algumas coisas não mudam, e é uma pena, porque os eleitores votaram justamente para que as coisas mudassem. No caso da nossa Câmara de vereadores, de novo volta à tona o tema dos carros do legislativo. As informações publicadas mostram que há gente interessada em imbecilizar a sociedade, achando que apresentar o problema reduzindo-o a um debate sobre se é melhor alugar o comprar os ditos carros é a solução.

Na verdade o problema dos gastos excessivos do nosso legislativo se origina na frouxidão do executivo, que não busca adequar o orçamento da Câmara de Vereadores a valores acordes com a realidade de Joinville. Alguns podem achar que é pura venalidade ou simplesmente debilidade do executivo que não quer enfrentar o legislativo e que prefere deixar correr solto. Não é o caso neste momento, quando o prefeito conseguiu cooptar a 18 dos 19 vereadores. O momento político é o adequado para colocar o tema do orçamento e do custo da Câmara em pauta.

O presidente da Câmara adotou uma posição bíblica, estilo Poncio Pilatos, encaminhou um questionário aos nobres edis para que se manifestem sobre o uso do carro oficial. E a partir das respostas se farão os estudos econômicos para definir se a melhor opção é o aluguel ou a compra dos veículos. O questionamento deve ser abordado a partir de outra premissa: Precisam os nossos vereadores de veículos? Quantos são necessários para atender as necessidades de serviço da Câmara? Durante a campanha eleitoral era comum ver os vereadores / candidatos se dirigir aos seus compromissos de campanha utilizando o veiculo da Câmara, o que deve ser considerado uma vantagem desproporcional frente aos demais candidatos. Perguntar aos atuais vereadores se querem um carro oficial, para levar para casa e ir ao supermercado, é o equivalente a uma criança se quer bala. A resposta é clara.

A proposta mais coerente deveria ser a de que os vereadores de Joinville usassem o transporte coletivo, poderiam inclusive estar mais próximos dos seus eleitores, postos a continuar na mesma linha de raciocínio deveriam se comprometer a ser atendidos pelo SUS e conhecer de perto os PAs, o Hospital Municipal São José (HMSJ) e aqueles com filhos em idade escolar deveriam optar também por levar os filhos ao CEI ou a escola municipal mais próxima da sua residência. O resultado imediato além de reduzir o custo da Câmara seria também uma melhora sensível dos serviços públicos utilizados pela população.

Achou demagógico? Bom não fui eu que escolhi ser vereador. Quem foi eleito para representar a sociedade deve começar olhando com outros olhos o chamado dinheiro público, porque esse dito dinheiro público é na verdade o dinheiro do contribuinte. Por tanto é o seu, o meu, o nosso dinheiro. E deve ser mais bem administrado.

Tem gente que faz de conta


Cuidado! Há quem quer nos convencer que esta é uma forma de deixar a nossa cidade mais verde.
Não se deixe iludir pelo canto da modernidade e do desenvolvimento  Lute e defenda uma cidade com melhor qualidade de vida.

Progresso? Sim. Mas não a qualquer custo.

25 de janeiro de 2013

Caderno de viagem

Barcelona


Rambla - Mosaico de Joan Miró


Rambla 


Mercat de la Boqueria



Tem gente que ajuda e tem quem atrapalha

Manter ou trocar pessoas é uma decisão que não é sempre fácil de tomar. O prefeito Udo Dohler esta tomando este tipo de decisões, nomeando novos ocupantes para determinados cargos e mantendo outros nos cargos que ocupavam.

Deve estar sendo bem assessorado tanto em um como em outro caso. No caso do ITTRAN, que na administração passada demonstrou a sua capacidade de produzir noticias, não sempre boas, é provável que as situações e confusões que tão habituais foram nos últimos quatro anos continuem sendo uma constante, o prefeito deve saber o que esta fazendo.

24 de janeiro de 2013

21 de janeiro de 2013

Tentando entender


O governo municipal lança a ideia de criar uma guarda municipal armada que inicialmente contará com 150 efetivos e este previsto que alcance 500 efetivos até o final do governo. Na mesma semana informa também que serão cortados a maioria dos cargos comissionados do nível “supervisor” em total coisa de cento e poucos, os números ainda não são definitivos. Reduz-se o custo por um lado e se aumenta ainda mais pelo outro, no frigir dos ovos não esta nada claro que haja alguma economia, o mais provável é que o custo final aumente.

Por outro lado o prefeito Udo Dohler não tem feito nenhuma manifestação no sentido de usar seu prestigio político frente ao governo do estado para que Joinville receba mais efetivos da policia civil e militar. Que além de mais efetivos haja um maior investimento em segurança com câmaras, veículos, comunicação e equipamentos.

Se a guarda armada municipal terá como objetivo proteger os prédios públicos municipais, para que precisa estar equipada com armas letais? Que calculo levou a prever um efetivo de 500 guardas? Provavelmente o prefeito desde seu conhecimento tenha elementos para tomar este tipo de decisões, eu na minha insignificância tento entende-las sem conseguir.

20 de janeiro de 2013

Para pensar acordado

O pensamento de Maquiavelo atualizado de o "Fim justifica os meios" para...

Para o homem ambicioso, o triunfo desculpa a ilegitimidade dos meios.


Jean-Baptiste Massilion



Assustador


A nova elite do congresso do PMDB e do PT, por Elio Gaspari


Elio Gaspari, O Globo

Senadores e deputados devem refletir sobre a seleção que vem sendo escalada para dirigir o Congresso e ocupar cargos relevantes no plenário. A cúpula do Parlamento tem algo como 20 posições de destaque, que refletem a essência da liderança das duas Casas.
Sempre houve casos esparsos, e graves, em que foram escolhidos parlamentares com mais prontuário que biografia. Jamais se chegou ao que se está armando agora.
Para a presidência do Senado, o favorito é Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele já esteve nessa cadeira (ocupada pelo padre Diogo Feijó) e em 2007 renunciou porque foi revelada uma rede de relações perigosas na qual a empreiteira Mendes Júnior pagava as despesas da namorada com quem tivera uma filha.
O episódio valeu à senhora a oportunidade de posar para um ensaio de J.R. Duran na revista “Playboy”.
Para a presidência da Câmara, já ocupada por Ulysses Guimarães, o favorito é o deputado Henrique Alves (PMDB-RN). Mantinha em sua assessoria (paga pela Viúva) o sócio da empresa Bonacci Engenharia, que recebeu R$ 6 milhões em verbas federais direcionadas para obras em 20 municípios do Rio Grande do Norte governados por correligionários.
Na sede da empresa o repórter Leandro Colon encontrou o bode Galeguinho.
Para a vice-presidência da Câmara, a bancada do PT escolheu o deputado André Vargas. Há poucos dias, quando o ex-governador gaúcho Olívio Dutra disse que José Genoino deveria renunciar ao mandato, Vargas exibiu a ética do PT 2.0: “Quando ele passou pelos problemas da CPI do Jogo do Bicho, teve a compreensão de todo mundo. (...) Ele já passou por muitos problemas, né?".
Para a liderança da bancada do PMDB de Calheiros e Alves, exercida em outros tempos por Mario Covas, o favorito é o deputado Eduardo Cunha (RJ).
Começou sua carreira política durante o collorato, quando tinha o beneplácito de Paulo César Farias. Tornou-se poderoso padrinho nas Centrais Elétricas de Furnas e no seu fundo de pensão.
Em 2011 fechou todos os salões do Copacabana Palace para uma festa familiar com mil convidados. Tem o apoio de Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes.
Cunha disputa o lugar com o deputado Sandro Mabel, um dos homens mais ricos do Congresso. Acusado de ter oferecido R$ 1 milhão de luvas e R$ 30 mil de mesada a uma colega para que mudasse de partido, viu-se absolvido pelo plenário.
Na liderança do PT está o deputado José Guimarães (CE), irmão de José Genoino, ex-presidente do partido, que aguardará no plenário o desfecho da sentença do Supremo Tribunal Federal que o condenou a seis anos e 11 meses de prisão, impondo-lhe uma multa de R$ 468 mil. Em outra encarnação, ele liderou a bancada petista.
Em 2005 um assessor de Guimarães foi preso no aeroporto de Congonhas com R$ 200 mil numa mala e US$ 100 mil na cueca.
Juntos, o PMDB e o PT controlam 31 da 81 cadeiras do Senado e 165 das 513 na Câmara.
Essa nova elite parlamentar reflete um sentimento das bancadas e de boa parte do plenário. Elas seguem uma norma de Don Vito Corleone:
"Para mim, não tem importância o que uma pessoa faz para ganhar a vida. Entendeu?

19 de janeiro de 2013

Violência sem sentido


A proposta do prefeito Udo Dohler de criar uma guarda municipal armada que deve chegar a 500 efetivos encontra eco favorável numa parte da sociedade que vê no crescimento da violência urbana um dos maiores problemas do país.

A constante exposição a elevados níveis de violência nos deixa insensíveis. O Brasil - e Santa Catarina não é uma exceção - é um dos países mais violentos do mundo. O número de mortos por arma de fogo no ano 2011 foi de 35.556, três vezes maior que nos Estados Unidos que, no mesmo período, teve 9.484 mortos.

No Brasil, o que surpreende e impressiona não são os números absolutos, que são aterradores. Os números são mais graves porque superam os de todos os países no mundo, inclusive os de países que vivem conflitos armados, como Afeganistão, Paquistão, Iraque, a Republica Democrática do Congo e dezenas de outros países e são levemente inferiores aos de países como a Síria que vive uma autêntica guerra civil. A ONU informou que desde março de 2011 até novembro de 2012 o número de mortos naquele país é de mais de 50.000. Considerando o período analisado, o Brasil corre o risco de superar os números da própria Síria.

O grave desta situação é principalmente a naturalidade com que aceitamos estes níveis de violência, a passividade com que a sociedade recebe as informações de corpos queimados, assassinatos a sangue frio de vítimas indefesas. A extrema violência contra idosos e crianças. A virulência e a sanha dos criminosos e a futilidade. Se nos centramos nas notícias divulgadas durante os últimos dias, um jovem foi assassinado por uma diferença de R$ 7,00 na conta de um restaurante, um idoso foi brutalmente assassinado pelo pouco dinheiro que tinha em casa. Mortos aparecem com mostras de tortura, corpos queimados são abandonados em estradas rurais, um jovem foi esfaqueado até a morte, na praia Brava, por um grupo, por uma discussão banal e sem sentido, testemunhas dizem que chegaram com intenção de matar. Outras vezes o motivo é o roubo de um relógio ou de um tênis de marca.

Frente a esta situação de violência e insegurança absoluta, corremos o risco cair na armadilha  de defender a violência policial que passa a contribuir com boa parte dos dados das estatísticas. Sem querer cair na armadilha fácil de criticar a violência policial e defender os direitos dos criminosos de forma desproporcional, é evidente que a violência gera mais violência e que a situação atual esta fora de controle.

Neste quadro de violência generalizada devemos olhar com preocupação a proposta apresentada pelo prefeito de Joinville de criar uma guarda armada municipal. Seria melhor concentrar o esforço e usar o seu prestigio politico em melhorar o efetivo, o equipamento e a efetividade da policia civil e militar. Exigindo que Joinville tenha o efetivo e a segurança que precisa e merece.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

Caderno de viagem

Lago Ohrid desde Pogradec na frente a costa de Macedonia

18 de janeiro de 2013

Caderno de viagem

 Barcelona



Caminhar sobre um Miró. 


Picasso no Colégio de Arquitetos [1]


Picasso no Colégio de Arquitetos [2]

Para pensar acordado


"Não são as horas de trabalho que levam ao seu sucesso. É o trabalho que você realiza numa hora."

Stephen Kanitz

17 de janeiro de 2013

Cuidar do verde


Revoltante a imagem desta aficionada a jardinagem que fotografa as suas plantas desidratadas e praticamente irrecuperáveis  A imagem do abandono é uma imagem chocante e que não recomendamos para pessoas sensíveis.

São justamente estes jardineiros de final de semana quem não cuida das suas plantas e nos oferecem imagens chocantes como esta.

Cuide das suas plantas e flores.

Caderno de viagem




Amanhecer em Korça - Albania depois de uma noite de baixas temperaturas. 


Lago Ohrid na fronteira entre Albânia e Macedônia  As montanhas nevadas pertencem a Macedônia e o pico mais alto tem 2.600 m. O lago Ohrid é o unico em que cresce o Koran um peixe emparentado com o salmão e a truta de gosto delicioso.

16 de janeiro de 2013

Mensalão espanhol

O Brasil não é único país do mundo em que há corrupção. Na Espanha também tem havido casos graves.
Veja como os políticos daquele pais lidam com os casos de corrupção que envolvem outros políticos.

video

15 de janeiro de 2013

Anotações de viagem [4]



Restaurantes

Entrei num restaurante praticamente vazio, um único cliente sentado num canto bebericava uma xícara de café. Sentei numa mesa e esperei que o garçom aparecesse para tomar o meu pedido. Depois de mais de quinze minutos sem que ninguém aparecesse comecei a ficar irritado. Perguntei ao solitário ocupante da outra mesa, como ele tinha conseguido o seu café.

Ele me respondeu sem imutar-se, nem parecer constrangido:

- Eu sou o garçom.

Aeroportos

Hoje é normal que passemos mais tempo no aeroporto que voando. Os aeroportos tem se convertido em espaços hostis. Há sempre mais gente da que cabe. Grupos de gente de todas as idades, cores e tamanhos deslocam-se indo ou voltando, alguns correndo esbaforidos, outros passeando lentamente, como se tivessem, e provavelmente tenham, todo o tempo do mundo entre uma e outra conexão.

Os aeroportos são hoje espaços muito mais democráticos do que já foram no passado. E a verdade é que se você forma parte do seleto grupo que dispõe de um cartão de milhagem ouro, ou de um infinitum ou principalmente viajou tanto durante os últimos 12 meses que se fez merecedor de um cartão diamante da “global galaxie” achará que os aeroportos são espaços muito bem equipados e que além de bebidas e comidas grátis oferecem outras comodidades interessantes e acredite que este é um serviço disponível a todos. É bom ter claro que não é.

Companheiro de viagem

Companheiro de viagem não se refere a aquela pessoa que viaja com você, que compartilhará toda a sua aventura. Companheiro de viagem é aquela pessoa que ocupa o assento ao seu lado numa viagem. Digamos que você tenha o assento 14 A, o seu companheiro de viagem é quem esta sentado no 14 B.

O companheiro de viagem é aquele/a que tem a capacidade de fazer que a sua viagem seja mais ou menos incomoda. A palavra conforto foi abolida do dicionário dos viajantes já faz algumas décadas, quando a classe turista passou a ter os seus assentos construídos utilizando as mesmas medidas ergonômicas de uma lata de sardinhas.

Se tiver a sorte ou o azar de ser sorteado com um companheiro de viagem que responda a algum dos critérios seguintes, a sua viagem tem tudo para ser um inferno.

1.- O desastrado/a – E aquele que deixa cair tudo, quando chega a comida, consegue derrubar o copo de suco de laranja sobre você e ficará com a calça molhada e gosmenta durante as próximas 10 horas de voo.

2.- O carente – que puxa constantemente conversa e você não tem certeza se não se trata de um agente disfarçado de algum serviço secreto, porque insiste em querer saber tudo sobre a sua vida, sua viagem e sua família. Um livro pode servir para se proteger deste tipo de companheiro de viagem. Os bons conseguirão facilmente burlar a proteção que o livro oferece e importunarão você durante toda a viagem.

3.- De mudança – É aquele/a que não tendo conseguido colocar toda sua bagagem de mão no compartimento superior ainda coloca suas “outras” bagagens no meio das pernas, em baixo do assento, ao lado e em todo e qualquer canto disponível. Acrescente a isso que constantemente busca alguma pacotinho que ficou numa das bagagens, em geral o pacotinho estará sempre no ultimo lugar que ele/a procure. A viagem ficará um autentico inferno.

13 de janeiro de 2013

O cidadão primeiro



Entra governo, sai governo. Entra presidente, sai presidente e algumas coisas não mudam. É como se na hora de assumir um cargo público algumas pessoas precisassem passar por um processo de idiotização, como passo prévio a sua nomeação.  Pessoas que ate poucos dias antes posavam de inteligentes e tinham uma opinião formada e até pautada pelo seu exemplo de vida anterior, por conta do cargo que ocupam passam a defender uma posição contraria a que sempre tiveram, mudam de lado, deixam de formar parte da sociedade para passar a defender outros interesses.

Nesta semana voltou às paginas dos jornais o tema do estacionamento rotativo, uma novela que se alastra e que continua sem solução. Agora o penúltimo capítulo é o da validade dos cartões do estacionamento. O tema serve primeiro para mostrar que o cidadão continua não sendo a prioridade da administração municipal. Nem para esta, nem para a anterior e provavelmente tampouco para a próxima. Serve também em consequência, para evidenciar que outros interesses que não os da sociedade são os que pautam a ação do agente público.

Joinville já passou por mais de uma troca de empresas operadoras do estacionamento rotativo, algumas mais traumáticas que outras, mas em todas elas sempre foi preservado o interesse maior do cidadão, por isso os cartões adquiridos legalmente pelos usuários tiveram a sua validade mantida até que foram utilizados pelos motoristas. Em nenhuma cabeça poderia caber que o cartão poderia perder a sua validade. O cartão representa um direito que o cidadão adquiriu para ocupar um determinado espaço, por um tempo predeterminado. A novidade agora é que o prejuízo ocasionado pela incompetência do gestor público deverá ser absorvido pelo joinvilense. Que verá o seu dinheiro perder valor de uma hora para outra. Teve até um presidente da antiga Conurb, hoje ITTRAN, que recomendou que os cartões fossem rasgados. É de conhecimento comum que uma forma de identificar os idiotas é sua capacidade para rasgar dinheiro.

Agora num ato que é apresentado como sendo uma concessão, o presidente do ITTRAN informa que excepcionalmente os cartões que ainda estejam em poder dos usuários poderão ser utilizados até o final deste mês de janeiro. É possível que haja alguém que esteja disposto a agradecer um ato de tal benevolência. Mas é bom lembrar que, os cartões não tem e nunca tiveram prazo de validade, e decidir unilateralmente que agora perderam a sua validade representa um prejuízo para os usuários e a perda de um direito. A importância desta decisão independe do valor do cartão ou do numero de cartões que ainda estejam em poder da população. O poder público de forma pouco honesta, esta contando que como devem quedar  poucos cartões em mãos dos usuários e que pelo pouco valor unitário não haverá uma corrida ao judiciário para que os joinvilenses busquem se defender desta arbitrariedade, e é a partir desta premissa que os deixa sem validade a partir do dia 31 de janeiro.

O discurso de zelar pelo dinheiro público tem neste caso da validade dos cartões do estacionamento rotativo uma abrangência maior que parece não ter sido bem compreendido ainda pelos novos detentores do poder municipal. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

12 de janeiro de 2013

Para pensar acordado


As redes sociais


Os blogs e as redes sociais são território livre para a critica a candidatos e mandatários.
Político que não aceita critica tem que mudar de atividade ou fazer terapia. 

11 de janeiro de 2013

El seny i la rauxa (*)


El seny i la rauxa

“Seny i Rauxa” definem em duas palavras a forma de ser do povo catalão. A eterna dicotomia entre o “seny”, que se define como sentido comum é a sensatez, a cordura. A ponderação mental que predispõe a uma justa percepção do entorno e estimula aos naturais daquela terra a agir com justiça, compreensão e bom senso.

A sensatez esta baseada num conjunto de costumes e valores ancestrais. É difícil imaginar que o bom senso surja do acaso, da sorte ou do azar. A preservação destes valores e princípios se transmitia e ainda hoje se transmitem de pais a filhos por médio de provérbios, aforismos e fabulas.  Se analisados a partir da perspectiva atual a maioria dos provérbios tradicionais perderam boa parte do seu sentido. Os valores a partir dos que se constrói a identidade de uma sociedade mudam ao longo do tempo. Também aqui em Joinville é difícil imaginar que os valores do trabalho duro, o economizar para ter no futuro, a fabula da cigarra e da formiga, possam continuar validos, numa sociedade que privilegia o ganho fácil, a lei de Gerson ou vê com bons olhos o malandro esperto, o Joãozinho ou o seu equivalente.

No caso da Catalunha surge alem da sensatez outro elemento que molda e transforma o espírito catalão a “rauxa” que poderíamos traduzir por arrebato, a indignação. Reside no equilíbrio entre a sensatez e a capacidade de se indignar a força desta forma de ser. É este conflito permanente entre os princípios contraditórios que de forma similar estão presentes no ying e yang do budismo que são inerentes a cultura cristã. A eterna luta entre a virtude e o pecado, simbolizados por São Jorge o padroeiro da Catalunha, e sua luta contra o dragão. O dragão que pode tomar as formas mais variadas, a corrupção, à cobiça, o autoritarismo ou a arrogância e a opressão contra os fracos e desvalidos.

A fabula que melhor ilustra este sentimento e esta forma de ser e de pensar é a da ratazana magra, que estando quase morta de fome viu a oportunidade de fartar a sua fome na forma de um pintinho preso numa gaiola. Magra como estava, facilmente conseguiu atravessar entre a grade da gaiola e devorar o pintinho indefeso. Depois de satisfeita a sua fome, percebeu que não podia mais escapar da gaiola que agora tinha se convertido na sua prisão. Do mesmo modo é fácil identificar quem acaba preso pela cobiça na trama que formam o conjunto de leis concebidas para defender o cidadão e a sociedade dos abusos dos que as desrespeitam movidos pela ganância e falta de escrúpulos.

Não percamos nem a sensatez, nem a capacidade de indignação e usemos estes valores para construir uma sociedade mais justa.

10 de janeiro de 2013

No A Noticia de hoje


Arroz



Enquanto se autoriza o avanço do perímetro urbano sobre áreas rurais e a construção de conjuntos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida onde até ontem se produzia arroz de boa qualidade, a empresa Arroz Vilanova é vendida, entre outros motivos, porque precisa “importar” arroz do Rio Grande do Sul.

Jordi Castan, presidente do Sindicato Rural de Joinville Joinville

Causos de Joinville

Esta historia verídica chegou ao meu conhecimento diretamente por uma das vitimas

Roubo de palmito na Estrada da Ilha.




Infelizmente precisamos alertar o pessoal sobre ladrões de palmitos nestes últimos dias pela nossa região!
São "profissionais" e andam armados. Todo cuidado é pouco! Dias atrás o vizinho de nosso vizinho foi tentar afugentá-los e foi recebido com balas!!!!

Em anexo algumas fotos do estrago, na reserva legal que possuimos nos fundos de nossa propriedade. Esta reserva faz divisa com a Whirlpool e é onde se abriga a única família de bugios da região.

Isto aconteceu na madrugada de 07/01 ( 2ª feira ) para 08/01 ( 3ª feira ). Notamos o estrago somente ontem de manhã.

Liguei para o 190 que me informou se tratar da alçada da Polícia Ambiental. A Polícia Ambiental disse que nada podia fazer...( é mole???!!!). Disse apenas para eu fazer um BO na delegacia mais próxima para eu ter um documento como precaução futura, caso um vizinho me denunciasse por coletar palmito da mata. No caso, a Polícia Ambiental me multaria....( sem comentários ). Me orientou ainda que soltasse cachorros na mata e que se eles latissem, eu deveria chamar o 190!!!!!!!!

Resumindo: o ladrão pode, eu não posso!!!!!! Este país não é sério!!!!

Então eu pergunto: o porquê da reserva legal exigida por Lei de 20% da propriedade rural, se os ladrões cometem crime ambiental e a Polícia Ambiental nada faz???? É brincadeira...

Estamos muito revoltados!!!

Abs,

Anotações de viagem [3]


Anotações de viagem

Malas.

Carregar malas tem, em português, varias acepções, uma a primeira que nos vem a cabeça é a que se refere a bagagem que nos acompanha numa viagem. Há quem tenha aprendido a viajar com pouca bagagem, há quem parece que esteja em permanente mudança. Carregando praticamente uma casa nas costas. A outra acepção é a de viajar com um/a mala, não há outra forma de estragar uma viagem que escolhendo o companheiro de viagem errado.

Tente não carregar muitas malas, saiba escolher exatamente o que precisa. Não há nada melhor que viajar ligeiro de bagagem. É comum na África escutar que se quer ir rápido é melhor ir sozinho, mas se você quer ir longe é melhor viajar acompanhado.

Bagagem de mão.

 O nome se refere a bagagem que pode ser carregada na mão. Depois da invenção da roda o conceito de bagagem de mão tem mudado muito. É cada vez mais comum encontrar pessoas que carregam três ou quatro peças de bagagem de mão. Uma das experiências mais divertidas para quem viaja é observar a dificuldade que algumas pessoas tem para estabelecer uma relação direta entre espaço disponível no bagageiro e volume da mala de mão. É conhecido que um peru não cabe num pires, da mesma forma e por muito que soquemos as malas grandes não cabem nos espaços pequenos. Os conceitos de largo e comprido também são muito complexos para que possam ser compreendidos pela maioria dos passageiros que viajam em avião. Que insistem pela força em colocar a sua bagagem de mão em locais em que não há espaço nem para uma mala da metade do tamanho.

Um teste que facilmente desqualificaria a metade dos pretendentes a um cargo de gestão seria o de acomodar a bagagem de mão no bagageiro de um avião. É interessante observar como pessoas que aparentam até certa intimidade com o fato de viajar, enfrentam tanta dificuldade em relacionar coisas tão simples como volume de bagagem e espaço disponível.

Menção especial merecem os que viajam acompanhados por violões e todo tipo de instrumentos musicais, bicicletas ou pranchas de surfe e outros equipamentos para a pratica esportiva. Quando consegue passar com este tipo de artefatos como sendo bagagem de mão a confusão esta garantida.

Restaurantes.

 A ma qualidade do serviço em bares e restaurantes é uma constante em quase todos os países. Quando um restaurante oferece um bom serviço a noticia se espalha com rapidez e o lugar adquire rapidamente notoriedade.

Em viagens longas é comum que percamos a noção do tempo e atravessar diversos fusos horários ajuda ainda mais a que não tenhamos muito claro se esta na hora do almoço ou do jantar. Um restaurante que tenha horários um pouco mais flexíveis é sempre bem apreciado.

Ao chegar num restaurante recentemente, perguntei a que hora poderia jantar. A resposta de um dos garçons que estava concentrado arrumando as mesas, foi:

- O restaurante abre as 7:00 as 11:00 da noite. Nos jantamos as 8:30.

Eu respondi:

- Muito obrigado, voltarei as 9:00.

O garçom amabilíssimo me respondeu:

- NOS jantamos as 8:30 e comemos muito, acabamos com quase tudo. Seria bom que você viesse jantar mais cedo.

Agradeci a dica e fui jantar antes das 7:30. Antes que a comida acabasse.

9 de janeiro de 2013

8 de janeiro de 2013

Há um novo estilo na cidade

É o Gangnam Style que aqui alguns já começaram a denominar o Udo Style



Oppa tem o estilo de Gangnam
Estilo de Gangnam

Eu sou um cara
Um cara que parece educado, mas que quando tem que jogar, joga pra valer
Um cara que vai a loucura na hora H
Um cara que tem mais ideas do que músculos
Esse tipo de cara

Oppa tem o estilo de Gangnam
Estilo de Gangnam

7 de janeiro de 2013

A pequena Manchester




Que uma cidade que se orgulha e pavoneia de ser o 25 o PIB do Brasil, a maior cidade de Santa Catarina, a terceira economia do sul do país e dezenas de outras coisas mais, possa fechar por férias é uma contradição.

Poderíamos como alguns países já determinaram mudar a sede administrativa ao longo do ano. África do Sul, por exemplo, consegue ter três capitais, Pretoria que é a capital administrativa, Johanesburgo a capital financeira e Cidade do Cabo a capital cultural e turística, e o governo muda, de sede, de acordo com a época do ano e a agenda política.

Se utilizássemos desta estratégia agora poderíamos nos transferir de mala e cuia para Balneário Camboriú ou para Barra Velha ou Barra do Sul, dependendo de qual fosse o nosso objetivo e poderíamos colocar uma cancela no pórtico da rua XV, com uma placa de fechado por férias. Uma cidade que presume vaidosa de ter 500.000 habitantes não poderia agir de forma tão pequena e provinciana. Uma cidade como Joinville tem uma vida permanente que não deveria permitir que a cidade parasse. Ainda que se não fosse pelo calor teria sido possível deitar e dar uma cochiladinha na Rua Blumenau sem ser incomodado por nenhum veiculo durante estes dias.

Teve quem achou normal que a cidade “feche” durante as férias. Fico pensando como promover o turismo numa cidade que acha normal que restaurante feche para almoço. Definitivamente o grupo que agora assume os destinos da cidade pelos próximos quatro anos, tem um bom desafio pela frente. Porque será difícil resolver o desafio de ser um destino turístico só alguns dias por ano, só em dias de semana e desde que não coincida com a temporada de praia. Este deve ser um dos desafios mais simples de resolver se comparados aos que representam a saúde, a educação, a mobilidade e tantos outros. Alias se fechar a cidade por uns dias ou transferirmos a maioria da população para as praias e balneários de forma permanente o problema da mobilidade se resolveria facilmente sem elevados, pontes e outras soluções complexas e custosas.

O risco maior reside em acreditar que Joinville continuará crescendo sem ordem nem controle e que alcançaremos os 750.000 habitantes em poucos anos, sendo que continuaremos sem dispor da infraestrutura necessária para atender os 500.000 habitantes atuais. Em quanto o poder publico continue planejando e agindo mais devagar, que o crescimento da cidade real, estaremos perdendo a corrida. Nem é preciso comentar se as medidas tomadas não fossem as adequadas e necessárias, neste caso o nosso avanço será em marcha ré em direção à permanência no atraso.

6 de janeiro de 2013

Os monoglotas (*)


Os monoglotas

O mundo esta ficando menor, e a pesar dos avanços da tecnologia ainda hoje somos uma torre de Babel. O mandarim é o idioma falado pelo maior numero de pessoas, o hindi é o segundo, mas o inglês continua sendo o idioma estabelecido como segunda língua para viajar, fazer negócios e se relacionar. O espanhol é o quarto idioma mais falado com 450 milhões de praticantes e o árabe é o quinto.

Neste quadro é curioso que um grupo de insurrectos se mantenha firme as suas crenças e princípios e continue a acreditar que o mundo é plano, e que não há necessidade de falar outra língua que não seja a materna. A impressão no caso do Brasil é que boa parte deste grupo não superou ainda a fase da língua geral e continuam se expressando numa mistura que se faz ininteligível para a maioria dos cidadãos e que não haja um estimulo ou uma necessidade para que outras línguas sejam aprendidas.

Joinville tomou a iniciativa de implantar uma escola internacional, em que as aulas são ministradas em inglês e português, o que permite imaginar que com o passar do tempo teremos um grupo que fale fluentemente outra língua além do português. Nas escolas publicas também é comum que os alunos recebam aulas de língua estrangeira e com isso nos sentimos satisfeitos e felizes, acreditando que estamos preparados para sobreviver num mundo competitivo e global.

Como o nosso flamante prefeito discursa em alto e bom som que implantará a meritocracia no serviço público, me permito colocar dois bons exemplos de países que acreditam que não há espaço para os monoglotas na sociedade do amanha. Singapura declamada em verso e prosa como um dos países com maior qualidade de vida e maior renda per capita, tem quatro línguas oficiais: O inglês, o malaio, o mandarim e o hindu, funcionários públicos por lá precisam falar fluentemente no mínimo dois. Em Ruanda o governo instauro como língua oficial, além do Kyniarwanda, o inglês que substituiu o francês que foi a língua oficial durante décadas, assim que a maioria de funcionários públicos além da falar francês fluentemente também falam e elaboram todos os seus documentos em inglês, o que confere ao país uma vantagem competitiva frente aos seus vizinhos monoglotas. Aqui se nos aventurássemos a falar espanhol em substituição ao portunhol, já poderia ser um primeiro passo.

Os dez idiomas mais falados no mundo

1º. Mandarim - 1051 milhões - China, Malásia e Taiwan.
2º. Hindi - 565 milhões - Índia, regiões norte e central.
3º. Inglês - 545 milhões - EUA, Reino Unido, Partes da Oceania.
4º. Espanhol - 450 milhões - Espanha e Américas.
5º. Árabe - 246 milhões - Oriente Médio, Arábia, África do Norte.
6º. Português - 218 milhões - Brasil, Portugal, Angola, Moçambique.
7º. Bengalês - 171 milhões - Bangladesh, Nordeste da Índia.
8º. Russo - 145 milhões - Rússia e Ásia Central.
9º. Francês - 130 milhões - França, Canadá, Oeste e Centro da África.
10º. Japonês - 127 milhões - Japão.

Quem coloca o sino no gato?





Quem coloca o sino no gato?

A historia de um grupo de camundongos reunidos em assembleia que decidiram colocar um sininho no gato para poder escutar e poder fugir com tempo me pareceu a mais adequada para poder nos referir ao orçamento e gastos da Câmara de Vereadores de Joinville.

Que o nosso legislativo anda gastando muito não é mais nenhuma novidade. Que gasta mal e sem que haja um efetivo controle da sociedade é algo que cada dia fica mais evidente. A equação é muito simples, o orçamento da câmara de vereadores esta atrelada ao orçamento do município, que não tem deixado de crescer e de crescer muito bem nos últimos anos. Isso quer dizer que o orçamento da Câmara de vereadores também tem crescido de forma consistente. O que acontece quando a receita é maior que as despesas? Numa família normal ou numa empresa, o bom senso recomenda que se economize ou que se invista. O que acontece quando se ao final do exercício o dinheiro excedente, que sempre há, precisa ser devolvido? Pois nesse caso não há nenhum incentivo a economizar e se opta pela gastança.

Carros alugados, computadores, contas ilimitadas de telefone e dezenas de assessores para cada vereador. É verdade que a situação chegou a um ponto tão escandaloso que o Ministério Público teve que tomar medidas e como resultado mais de 50 assessores parlamentares foram demitidos e se o numero ainda é escandalosamente alto há esperanças que se cumpra o TAC (Termo de ajuste de conduta) e continue a redução dos funcionários em excesso. Hoje há em media 10 comissionados para cada concursado.

O problema reside na falta de controle por parte da sociedade sobre o orçamento do legislativo e os seus gastos, a mais recente informação da conta que a câmara tem se convertido numa agencia de viagens. O numero de viagens e o valor das diárias seja ela divida pelo numero de funcionários, numa simples conta aritmética, ou por qualquer outra conta que se faça é vergonhosa. 

A sociedade deve estar atenta e iniciar uma campanha para que o percentual do orçamento municipal destinado a Câmara de Vereadores de Joinville seja compatível com a realidade. O valor permitido é de 6% do orçamento do município que representaria mais de R$ 100 milhões por ano, um valor tão fora da realidade que tem permanecido nos últimos anos em pouco mais de 2,5% do orçamento do município, aproximadamente R$ 33 milhões anuais, se divididos pelos 19 vereadores representam mais de R$ 1,6 milhões para cada parlamentar.

 Com tanto dinheiro é fácil contratar carros, assessores, passagens, cursos e qualquer outra despesa que a criatividade parlamentar possa vir a propor. Ainda é comum que os nossos parlamentares apareçam na foto, doando os aproximadamente R$ 5 milhões anuais, que tem sobrado a cada ano e que tem ficado conhecidos como “sobras”. Sobras estas que tem sido destinadas aos mais variados objetivos, direcionados para entidades indicadas pelo legislativo ou para obras públicas, que mesmo sendo necessárias, acabam parecendo fruto da bondade discricional dos nossos vereadores. Numa situação que ofende o bom senso e fere a pratica da eficiência e da economicidade da gestão pública. Para não desperdiçar nenhum centavo do dinheiro público o ideal é que o orçamento da Câmara responda a valores exatos, sem sobras, nem excedentes.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC
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