31 de maio de 2010

Orgulhoso membro da minoria


Se você faz parte
da minoria,
você é um dos 5 %.

E a minoria esta sempre certa.

Lembre que
algumas vezes
a maioria só significa
que todos os tolos
estão do mesmo lado.





Para pensar acordado

"Para evitar as criticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada."

Elbert Hubband

Uma alternativa para o aeroporto de Joinville

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A solução poderia ser contratar este piloto, porque não precisaria aumentar a pista

30 de maio de 2010

Os súditos da rainha são gente curiosa


Para um brasileiro a compreensão de alguns valores e atitudes de outras latitudes é complexa.

David Laws, Ministro do Tesouro britânico renunciou apos denuncia sobre gastos pessoais. O motivo da renuncia é que o ministro responsável pelo orçamento tinha solicitado ao longo de 9 anos, em que foi deputado, o reembolso dos gastos de aluguel, no valor de 40.000 libras pouco mais de U$ 57.000, por dois quartos na residência de quem hoje é seu amante. Mesmo que na epoca oficialmente eles não formavam um casal estável, a lei não permite aos deputados alugar de familiares e o reembolso dos gastos é considerado irregular.

Mais ainda quando o deputado Laws, no cargo de Ministro do Tesouro, é o responsável pelo orçamento e os gastos do governo. Não esta previsto que pessoas que não tenham uma moral ilibada possam exercer cargo tão importante.

São varios os pontos a considerar:

1.- Primeiro o valor, que para os nossos padrões locais de gastos e reembolsos para deputados federais é baixo. Este valor aqui representa a ajuda de custo de um ano ou pouco mais.

2.- O fato que um deputado possa sublocar dois quartos. Aqui os que optam por não utilizar o apartamento a que tem direito, alugam suites em hoteis e flats da capital.

3.- Que a sua condição de homossexual, não seja objeto de discussão, se fosse por aqui os titulares seriam outros, bem diferentes. La o grave é o mau uso de recursos públicos, aqui os valores éticos e morais são outros.

4.- Que ele próprio encaminhe ao Comissão de Ética do Parlamento o caso para julgamento, sem esperar que o seu partido ou outro partido o faça.

5.- Que reconheça publicamente a culpa, se comprometa a pagar e renuncie, sem esperar o julgamento. Não é o modelo a que temos nos acostumado por aqui. Em que ministros e deputados tem se especializado em por cara de paisagem, quando "pegos no flagra"

Definitivamente estes britânicos são uma gente estranha. O jornal A Noticia publica a matéria completa.

Situações mais graves tem desdobramentos bem diferentes por estes bairros.

29 de maio de 2010

Portal no AN de domingo

O Arquiteto Norberto Sganzerla, que já foi presidente do IPPUJ, apresenta alternativas a linha de pensamento dominante no município. As propostas tem duas características que as fazem, lamentavelmente, alternativas pouco prováveis de ser implementadas.

Primeiro são fáceis de implementar e segundo não envolvem recursos significativos. Ainda e mais importante permitiriam no caso da BR 101 ser custeadas com recursos federais aos que o prefeito Carlito Merss deve ter acesso com facilidade.

  • SUGESTÕES PARA O TRÂNSITO

    “Gostaria de saber qual o movimento do comércio entre as 9 horas e 10 horas. Será que neste horário o custo das lojas se paga? Para que esta correria das 7 horas às 8 horas se depois as pessoas ficam horas ociosas em seus postos. Por que o comércio não abre às 11 horas como em Barcelona? Ninguém ousa responder. Poderíamos fazer as compras à noite passeando com a família, não seria bom? O horário diferenciado tornou Barcelona o maior fenômeno em animação urbana da Europa.”

  • “Já está pronto”

    “Quanto ao eixão de que se fala tanto, ligação da UFSC ao aeroporto: ele existe e está pronto, chama-se BR-101, no entanto, pouco se vê cobranças da sociedade organizada na ANTT para que a Autopista torne o trecho urbano mais seguro, com investimentos em marginais, passarelas, ciclovias, iluminação de elevados. Por que o novo shopping não abre às 10h15 para fechar as 22h15 e evitar coincidência de horário com a saída da Univille? Os tempos exigem mais criatividade na gestão, sob todos os aspectos, e certamente que temos que compreender estes fenômenos para nos adaptarmos aos novos tempos.”

Impacto urbanístico dos elevados

Documentário mostra o impacto urbanístico do Minhocão em São Paulo, numa Joinville em que boa parte da população associa elevados e desenvolvimento urbano, seria prudente aprofundar mais o debate.

Quando alguns setores, sem maior conhecimento do tema, se engalfinham numa defesa apaixonada de elevados, a sociedade deveria promover um debate serio e consciencioso sobre o seu impacto na cidade. Antes que seja tarde.




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Loop

O Que é um Loop?


Para quem não conhece o conceito de LOOP, trata-se de uma terminologia
assim nomeada por estudiosos de informática para definir uma confusão
criada e que não possui uma explicação concreta para solução do
problema...

Bem, vou tentar explicar em poucas palavras esta famosa terminologia:

Diz-se que um programa de computação "entrou em loop" quando acontece a
seguinte situação:

O diretor chama sua secretária e diz:

- Senhorita Vanessa: Tenho um seminário na Argentina por uma semana e
quero que você me acompanhe. Por favor, faça os preparativos da
viagem...

A secretária liga para seu marido:

- Alô, João! Vou viajar para o exterior com o diretor por uma semana.
Cuide-se meu querido!

O marido liga para sua amante:

- Eleonor, meu amor. A bruxa vai viajar para o exterior por uma semana,
vamos passar esta semana juntos, minha princesa ...

No momento seguinte, a amante liga para o menino para quem dá aulas
particulares:

- Joãozinho, estou com muito trabalho esta semana e não vou poder te
dar aulas ....

A criança liga para seu avô:

- Vovô, esta semana não terei aulas, minha professora estará muito
ocupada. Vamos passar a semana juntos?

O avô (que é o diretor desta história) chama imediatamente a
secretária:

Senhorita Vanessa venha rápido - Suspenda a viagem, vou passar a semana
com meu netinho que não vejo há um ano, por isso não vamos participar
mais do seminário. Cancele a viagem e o hotel.

A secretária liga para seu marido:

- Ai amorzinho! O babaca do diretor mudou de idéia e acabou de cancelar
a viagem.

O marido liga para sua amante:

- Amorzinho, desculpe! Não podemos mais passar a semana juntinhos! A
viagem da mocréia da minha mulher foi cancelada.

A amante liga para o menino a quem dá aulas particulares:

- Joãozinho, mudei os planos: esta semana teremos aulas como de
costume.

A criança liga para o avô:
- Puta merda vovô! A véia da minha professora me disse que terei aulas.
Desculpe mas não poderemos ficar juntos esta semana.

Seu avô liga para a secretária:

- Senhorita Vanessa , meu neto acabou de me ligar e dizer que não vai
poder ficar comigo essa semana, porque ele terá aulas. Portanto dê
prosseguimento à viagem para o Seminário.



Entendeu agora o que é um LOOP ????

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27 de maio de 2010

CEAJ

Posse no CEAJ


O engenheiro Ascânio Pruner assume nesta sexta-feira, dia 28, a presidência do Centro de Engenheiros e Arquitetos de Joinville (CEAJ), terá como vicepresidente o arquiteto Sérgio G Gollnick.

Ignorancia sem limite







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Se beber não dirija

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Se beber não dirija


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26 de maio de 2010

Contas publicas

De acordo com as informações da PMJ

O total de alunos que precisam de transporte escolar de responsabilidade do governo do estado: 3.335

Valor: R$ 3.119.110,00 (três milhões, cento e dezenove mil e cento e dez reais)

Cada aluno custa quase R$ 1.000 por ano, considerando que em media os alunos tem 200 dias de aula ao ano, cada aluno custa aproximadamente R$ 5,00 por dia.

Com estes recursos seria possível asfaltar 15 km de ruas.

Não se trata de questionar se o transporte escolar é necessário ou não, sim de comparar valores e verificar custos.

Fazer algumas contas elementares promove o bom senso.

Não se pode comparar coisas diferentes, o preço da passagem de onibus em Joinville hoje é de R$ 2,30 neste preço estão incluídas alem das centenas de gratuidades, os custos das linhas deficitárias e ainda a manutenção dos horários com baixa ocupação.

Quanto deveria custar a passagem escolar?

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Um texto que teria gostado de saber escrever

MARCELO COELHO

Ideias para piorar o trânsito

Tanques, caminhões, carros blindados: há uma espécie de militarização visual da vida urbana


DESDE O TEMPO em que eu andava de patinete (mas não me lembro de ter andado de patinete), ouço a teoria de que é preciso estimular o transporte coletivo. Que o trânsito só vai ter solução quando as pessoas deixarem o carro em casa.

Depois de crescido, tornei-me um daqueles que não vão a pé nem para comprar pão na padaria da esquina (mas não costumo ir à padaria).

Percebi logo a vantagem imensa de andar de carro, mesmo num congestionamento: é a sensação de privacidade, de proteção, o que mais me prende ao uso do automóvel.

"Nunca saí de casa sem ter levado porrada"" disse o escritor Pedro Nava, num momento de amargura. Embora isso também aconteça com quem dirija, há um pouco mais de segurança dentro de nossa armadura individual, feita de ferro e borracha, blindada ou não, mas sempre sobre rodas.

Os anos Lula serão lembrados, no futuro, entre outras coisas, como aqueles em que a classe alta adquiriu o gosto por dirigir caminhões e tanques de guerra.

Antigamente, o status social se media pelo comprimento dos automóveis: limusines, galaxies, rabos de peixe.

Hoje, talvez com mais coerência, o status se mede pela altura. Pajeros, Land Rovers e coisas parecidas circulam pelo asfalto das cidades, como se desbravassem amazônias já desmatadas. Alguém, que não consigo ver, me ignora do alto da cabine.

E me impede de ver, também, se o sinal lá na frente mudou de cor, se há algum carro enguiçado na esquina ou mesmo se, dentro do próprio caminhão do qual me aproximo com cuidado, existe um motorista.

Tanques, caminhões ou carros blindados (mas o meu carro é blindado também), não importa: há como que uma ruralização, que também é uma militarização, visual da nossa vida urbana.
Os carros já tinham prioridade sobre o pedestre. De uns tempos para cá, o cenário das cidades vai deixando de ter até aparência civil.

Para diferenciar-se do motoqueiro plebeu, os pilotos de Harley Davidson e outras máquinas usam capacetes da Segunda Guerra. Jovens, mesmo os mais pacíficos, aderiram aos coturnos e se cobrem com rebites de metal.

Não por acaso, são os manobristas e os seguranças quem mais parecem seguir o figurino clássico (paletó e gravata) do cidadão "de bem". Esqueci-me dos políticos, mas vá lá. Muitos burgueses -no velho sentido de "habitantes do burgo"- vestem-se hoje como lenhadores ou sitiantes.
Leio agora que a prefeitura pretende proibir o estacionamento na maior parte das ruas do chamado "centro expandido" Aprovo a medida, como um fumante que torcesse pela proibição do cigarro nos restaurantes ou um alcoólatra entusiasta do uso do bafômetro.

Sou viciado em andar de carro e sei do pequeno efeito das campanhas de cidadania sobre mim. Convenci-me de que o mero estímulo ao uso do transporte coletivo (mesmo se fosse facílimo e de boa qualidade) não mudaria a atitude das pessoas como eu.

Não é que o transporte público deva melhorar apenas. A vida de quem recorre ao transporte individual é que vai ter de piorar (ainda mais) para que um bom número de automóveis fique na garagem.

Eis, aliás, um fenômeno que comprova as velhas leis da oferta e da procura, assim como a crença liberal na "mão invisível do mercado": conheço pessoas que já desistiram de ter carro em São Paulo.

Adaptam a vida a uma área menor da cidade, andam a pé, pedem carona, aprendem o trajeto de um ônibus e o caminho da melhor calçada. Num passe de mágica, o inferno do trânsito deixou de lhes dizer grande respeito.

Invejo-os, como um drogado que admira os recuperados do seu vício.

Tenho esperanças, assim, na proibição do estacionamento nas ruas de São Paulo -mais justa, aliás, que a ideia do pedágio urbano. Não porque vá melhorar o trânsito. Mas porque tornará mais cara e difícil a vida do motorista.

Também torço pela derrubada do minhocão. Quem sabe um trenzinho silencioso, entre canteiros verdes, recompensasse com beleza a vida dos que moram com o nariz naquele elevado.

A medida pioraria o trânsito? Bem provável que sim. Mas talvez o trânsito deva mesmo ser piorado. Quem sabe é a dose que me falta para abandonar o vício.

coelhofsp@uol.com.br

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PLANEJANDO UM BANANAL


PLANEJANDO UM BANANAL


Meu filho, aluno de 2° grau veio me contando das bananas que comemos serem de bananeiras nascidas de reprodução assexuada, não tendo sementes ou são estéreis. Tal forma de clonagem permite criar uma nova planta em oposição à criação de híbridos de relação sexuada.


Vêm-me à mente a reprodução dos tecidos urbanos nas cidades dos países em desenvolvimento, quanto aos seus modelos se demonstram incapazes de solucionar problemas da vida urbana. Manchetes diárias atestam as doenças da cidade: desorganização social, riscos e violência, falta de saneamento e outras infra-estruturas, poluição e deseconomias urbanas.


Que tecido (sem pai, nem mãe) possui tal poder de desorganizar a cidade e lhe impor a decadência coletiva. Um de seus genes dominantes esta no entendimento da maioria que o crescimento constitui o progresso, pois a cidade populosa contém mais quantidades de produtos e serviços, portanto mais consumidores.


Precisamos de um tecido urbano hibrido fruto de relação partilhada e participativa que contenha e distribua seus genes pela sociedade em suas decisões e comportamentos. Este tecido hibrido teria a força de se impor pela construção autentica, solidaria e coletiva.


Ainda sobre os tecidos clonados das bananeiras, o que os “promotores de venda” não nos contam é que se uma praga atingir o “bananal”, esta será totalmente dizimada por não possuir defesas genéticas. O tecido urbano hibrido conteria inúmeros genes diferenciados que poderão nos fornecer dados ou soluções consensuadas poderosas em compromisso e legalidade.


Infelizmente a tentada “urbanificação” se reduz a esquemas superficiais e pictóricos, monólogos, descrédito de propostas e inteligências, valorizando mais aspectos econômicos e impedindo ver a real dimensão humana e desprovida de estratégias para o meio ambiente que nos sustenta, reforçando o conceito do “planejamento bananeira”, somadas ainda de nossas incapacidades em determinar uma solução equilibrada e prospera da cidade que desejamos.


Se nos encontramos sob os efeitos de tais contradições como podemos falar do homem na cidade do futuro, e pior, o que ele falará de nós?


Arno Kumlehn

Arquiteto e Urbanista

25 de maio de 2010

Para pensar acordado


Sobre a situação em que se encontram alguns dos doutos doutores do nosso governo municipal




A IMAGEM QUE PROJETAM É A DE UM ESCAFANDRISTA NO FUNDO DO MAR, COM O SEU CAMPO VISUAL LIMITADO PELO AMBIENTE E PELA MOBILIDADE, ONDE PARA PIORAR AINDA A ROUPA ENCOLHE UM POUCO A CADA DIA.

Arno Kumlehn

Dos discursos das nossas "autoridades"

SEMÂNTICA E PRAGMÁTICA

Maria Lucia Mexias Simon

"(...) Parece ser a linguagem uma variável com participação fundamental nos processos de convivência com a realidade física e social, além de sua importância na maneira de organizar as idéias sobre a realidade que nos rodeia. Sendo assim, a linguagem nunca se esgota em simples instrumento de referência ao mundo externo. Ao falarmos, manifestamos a nossa perspectiva, nossa avaliação do conteúdo do dito. Essa posição é resultado da soma de nossas experiências, de nossa própria ideologia, desaguando num discurso que, de modo algum pode ser simples e objetiva descrição da realidade.

Todo discurso quer converter a uma ideologia e essa ideologia será, evidentemente, a ideologia do falante. Uma linguagem que vise, apenas, a reproduzir as próprias coisas esgota seu poder de informação a dados de fatos."

Colaboração de Sérgio Gollnick

Protocolo de Manchester (*)


Protocolo de Manchester

Anos atrás Joinville recebeu a denominação de Manchester Catarinense, em homenagem a sua pujança, pode ser que hoje o nome tenha perdido um pouco o sentido de prospero desenvolvimento industrial que já teve naquela época. A implantação por parte da Secretaria Municipal de Saúde do chamado Protocolo de Manchester, traz a tona o nome da cidade inglesa de novo.

A idéia de melhorar a eficiência da saúde, com a implantação de procedimentos que estabelecem critérios de atendimento pela gravidade e não pela ordem de chegada, é tão obvio e lógico, que quaisquer um se surpreende ao saber que não era utilizado antes. Precisou ser desenvolvido um protocolo, para que algo tão simples comece a ser implantado, para melhorar o atendimento aos joinvilenses. Parabéns pela iniciativa.

Agora o importante é que o Protocolo de Manchester, possa ser incorporado quanto antes em todos os níveis e âmbitos da administração publica, o principio de que as coisas graves e urgentes devem ser tratadas com prioridade absoluta e que os temas menos importantes e secundários podem e devem esperar, não por obvia parece fácil de ser compreendida. Se na saúde, demorou anos em ser implantado, imaginemos quantos lustros levará para chegar aos demais setores da prefeitura municipal. Quanta dificuldade não enfrentará o administrador que assuma uma empreitada deste quilate.

Para aplicar os princípios do protocolo de Manchester, precisaremos poder contar com uma equipe, que analise, planeje e execute cada uma das atividades que conformam o tecido e a estrutura da cidade, a partir de critérios de eficiência e eficácia claros e objetivos. Esquecendo os critérios exclusivamente políticos, de compadrio ou de pirotecnia.

Vamos enfeitar Joinville, com milhares de fitas coloridas, que estabeleçam os princípios e as prioridades que devem ser abordadas em primeiro lugar. Saúde, vermelho, Duplicação da Dona Francisca, vermelho, Parques e praças, laranja, Novo Teatro, azul. Os temas mais graves e mais urgentes primeiro, os menos depois.

Para pensar acordado

São 30, 40 anos de burocracia dificultando a vida brasileira. É difícil quebrar isso de uma hora para outra.

Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento

24 de maio de 2010

EIV - Estudo de Impacto de Vizinhança


EIV


Chegou ao conhecimento deste blog um texto apócrifo, gerado no IPPUJ que discorre sobre o EIV ( Estudo de Impacto de Vizinhança) o documento, deveria a luz da transparência e da democracia que o IPPUJ tanto propala e tão pouco pratica, ser divulgado a todos os membros das Câmaras que compõem o Conselho da Cidade e a sociedade de uma forma geral.


Estranha e preocupa a visão que o IPPUJ cultiva e divulga, em que assume o papel de dono da razão e da verdade, senhor do conhecimento e da luz. No caso do EIV, dois erros graves estão sendo cometidos, o primeiro o de não priorizar os interesses dos vizinhos, os primeiros afetados pelo impacto de qualquer empreendimento, o conceito de vizinhança entranha uma proximidade física e territorial. O IPPUJ confunde os interesses da cidade, que cada vez mais são diferentes dos interesses dos cidadãos. As pessoas têm perdido o medo de manifestar-se abertamente contra projetos e propostas amalucadas, que não tem resposta na sociedade e não atendem a demandas precisas e parecem mais fruto de devaneios inconsistentes.


O segundo erro é o de insistir em apresentar pratos prontos, minutas elaboradas e quase sempre preparadas para serem referendadas pelos conselheiros, premidos por uma pressa, que tem origem no trabalho lento e desorganizado dos técnicos, que só dispõem de meio expediente para cumprir as suas responsabilidades.


Apresentar para discussão com a sociedade textos concluídos, para centrar o debate nos pontos, vírgulas e miudezas é a estratégia que o IPPUJ insiste com estulta persistência em impor. Evitando debater conceitos e idéias, que sejam diferentes que as que já tem preconcebidas. Angustia ver a cara de cansaço, dos técnicos quando algum membro da sociedade propõe quaisquer alterações, complementação ou melhoria na redação dos textos que se encaminham. A falta de uma discussão conceitual previa, compromete a qualidade do resultado e o açodamento da pressa com que são tratados os temas de maior importância, não ajuda a melhorar o resultado. Ao contrario acirra os ânimos daqueles que dedicam voluntariamente o seu tempo a construir uma cidade melhor.

23 de maio de 2010

Atravesar a rua é um desafio


O jornal A Noticia, tem divulgado os riscos que os pedestres de Joinville enfrentam para atravessar as ruas, em alguns cruzamentos os pedestres dispõem de escassos 9 segundos de tempo.

O jornal Folha de São Paulo, neste domingo, informa dos problemas que também os pedestres de São Paulo enfrentam, a Folha acrescenta algumas informações, que não tem estado disponíveis para os leitores do A Noticia.

Algumas informações úteis, que poderiam permitir ações concretas para aumentar a segurança dos pedestres. O tempo médio nos cruzamentos com sinaleiros é de 15 segundos, bem mais que os 9 segundos de alguns cruzamentos em Joinville. Curioso que o jornal FSP destaca que também em São Paulo tem cruzamentos com 9 segundos.

Os tempos calculados em estudos de tráfego mudam:

São Paulo - CET - 1,2 metros por segundo, como a velocidade do pedestre
Nova York - calcula de 1,29 a 1,37 m/s
Espanha - calcula de 1,3 a 1,5 m/s para pessoas com mais de 55 anos.

Na medida que os órgãos de transito municipais não parecem priorizar os pedestres e menos ainda os idosos, algum dos nossos vereadores poderia pospor um projeto de lei, que garantisse o tempo mínimo para aumentar a segurança dos pedestres nos cruzamentos da cidade.

Stand by Me

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um trabalho bem feito
Dica do Miguel Cañas

Para pensar acordado

" Compartilhamos o mesmo espaço, mas não compartilhamos os mesmos objetivos"

Robert Kennedy

A frase do falecido Bob Kennedy, pode se aplicar com muita propriedade para as discussões sobre a cidade e os caminhos que estão sendo propostos de forma mais ou menos democrática, para a Joinville do futuro.

Com certeza não todos compartilham os mesmos objetivos. Por isto seria tão importante que os interlocutores tenham um perfil agregador, neste momento colocar e manter pusilânimes no comando não é conveniente.

Funcionario publico é caro


LORENNA RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Folha de São Paulo


O Brasil gasta mais com seu funcionalismo público que países como Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Espanha. O servidor brasileiro custa mais em relação ao PIB que em 16 de 26 países da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos, que reúne países ricos), segundo estudo divulgado ontem.

O número de funcionários públicos federais, estaduais e municipais no Brasil está abaixo da média dos países-membros da OCDE -12% do total de empregados, ante 22%. Mas o custo deles é um dos mais altos nesta comparação. No Brasil, correspondia a 12% do PIB (a soma de todos os bens e serviços produzidos em um determinado período) em 2006, ano considerado no estudo, enquanto nos países da OCDE a média chegava a 11%. O Brasil gasta menos que países onde tradicionalmente o serviço público tem grande peso, como França e Noruega. O estudo diz que o funcionalismo brasileiro é caro e sugere que se foque mais em resultados e meritocracia, com menos cargos por indicações políticas.

A OCDE destaca o envelhecimento do funcionalismo público. Hoje, cerca de 40% da força de trabalho do governo federal tem mais de 50 anos e está prestes a se aposentar. A organização cobra a implementação de esquemas de aposentadorias complementares para que o regime público de previdência seja sustentável. A criação de um fundo complementar para o setor público já era prevista na reforma da Previdência Social de 2003, mas ainda não foi regulamentada. Segundo a OCDE, depois de ter diminuído entre 1995 e 2000, no governo FHC, o número de servidores públicos voltou a subir a partir de 2003, início do governo Lula.

Dados do Ministério do Planejamento mostram que o total de funcionários públicos federais aumentou em mais de 125 mil entre 2002 e o ano passado.
No atual governo, os reajustes dos servidores públicos federais alcançaram até 255%, ante um congelamento quase generalizado no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). A maioria dos reajustes foi alcançado depois de longas paralisações.

Número em alta
"Embora o emprego no governo federal represente apenas 15% do funcionalismo no Brasil, seus custos têm crescido rapidamente nos últimos anos, e essa tendência de crescimento deverá continuar no futuro próximo", alerta o relatório. Uma das principais recomendações do relatório é a alteração no sistema de contratações de funcionários em cargos comissionados, que não precisam de concurso público. De acordo com o documento, o governo poderia deixar a indicação política apenas para o nível mais alto da carreira. Os cargos intermediários seriam preenchidos com base em uma lista em que os candidatos seriam ranqueados de acordo com a experiência, a competência e o desempenho.

Outra recomendação é racionalizar a remuneração dos servidores, vinculando salários a resultados alcançados. O estudo sugere a diminuição na quantidade das carreiras e a modificação em sua estrutura, que prioriza o tempo de casa e a idade na promoção dos empregados, e não a qualificação. "É recomendável que o governo aumente as pressões para a busca de eficiência na gestão da força de trabalho. É altamente recomendável que as remunerações devam ser cada vez mais vistas como ferramentas para melhorar a gestão dos servidores públicos", avalia.

Funcionalismo é caro no país

Não é só este blog que alerta para o alto custo e a baixa eficiência do setor publico, também o jornal Folha de São Paulo.

Funcionalismo é caro no país, diz especialista

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Especialista em formação de salários, o economista Nelson Marconi, que trabalhou na área de recursos humanos no governo FHC e hoje coordena o curso de economia da FGV-SP, concorda com o diagnóstico da OCDE de que o funcionalismo público no Brasil é caro.



FOLHA - A OCDE diz que o salário no setor público é muito alto. Está fora da realidade de mercado?

NELSON MARCONI - Está se pagando um salário superior ao que se poderia pagar. De acordo com a última Pnad (pesquisa do IBGE), os salários do setor público são 100% superiores aos do setor privado. Na verdade está pagando recursos em excesso. Antes, a política de reposição estava desatualizada.
No atual governo, teve uma combinação da questão política, o Executivo resolveu criar uma estratégia de equiparação ao Legislativo e ao Judiciário, já fora da curva. Os sindicatos viram nisso uma chance. Vai criar problemas mais tarde.

FOLHA - Resultou em mais eficiência para a máquina pública?

MARCONI - Você conseguiu contratar servidores mais qualificados. Mas esse incentivo que tem para a entrada no serviço público não vai necessariamente configurar em um bom desempenho.
As carreiras têm regras pouco definidas para o desenvolvimento, as diferenças salariais [entre o início e o teto da carreira] foram encurtadas. O estímulo para desempenho é muito pequeno.

FOLHA - É preciso reformar?

MARCONI - Você tem que fazer mudanças ao longo do tempo. A reforma já foi feita há dez anos, mas há vários itens que têm que ser regulamentados, como a avaliação de desempenho, a comissão de remuneração, que seria formada por pessoas externas ao governo, e o fundo de pensão para a aposentadoria dos servidores federais.

22 de maio de 2010

APRENDA O CORRETO:

E a gente pensa que repete corretamente os “ditos populares” - Dicas do Prof. Pasquale:

No popular se diz: Esse menino não pára quieto, parece que tem bichocarpinteiro. Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro?

Correto: Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro. Tá aí a resposta para meu dilema de infância! EU NÃO SABIA. E VOCÊ?


Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.


Enquanto o correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão. Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?


Cor de burro quando foge.

O correto é: Corro de burro quando foge! Esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge? Qual cor ele fica? Porque ele muda de cor?

Outro que no popular todo mundo erra: Quem tem boca vai a Roma. Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!

O correto é: Quem tem boca vaia Roma. (isso mesmo, do verbo vaiar).


Outro que todo mundo diz errado, Cuspido e escarrado - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.

O correto é: Esculpido em Carrara. (Carrara é um tipo de mármore).


Mais um famoso! Quem não tem cão, caça com gato. Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá de bom humor!

O correto é: Quem não tem cão, caça como gato, ou seja, sozinho!

Vai dizer que você falava corretamente algum desses?

O Blog é cultura.

A internet como ferramenta


Internet é espaço para debater soluções para metrópoles

Daniel Annenberg
De São Paulo

Tenho falado algumas vezes sobre a necessidade de maior participação da população para resolver os problemas diários das grandes metrópoles.

Continuo acreditando que uma das únicas formas de resolver os problemas cotidianos que todos nós temos (desde tapar os buracos das ruas até multar aquele estabelecimento que estimula barulhos após o horário permitido), é, em vez de ficarmos só reclamando (o que todos nós fazemos algumas vezes), participarmos de algum tipo de ação que possa cobrar, acompanhar e ajudar na resolução dos problemas.

Apesar da responsabilidade por resolver grande parte destes problemas ser do Poder Público Municipal, o cidadão tem, cada vez mais, se interessado em participar e em cobrar a resolução destas questões.

Se por um lado os cidadãos estão cada vez mais cansados de promessas públicas, cansados de discussões ideológicas, ao mesmo tempo, a necessidade e a vontade de participar de ações que sejam efetivas e que mostrem a viabilidade de ser resolver rapidamente e sem burocracia problemas cotidianos e que atrapalham o nosso dia-a-dia é cada vez maior.

Com a crescente importância da Internet na vida das pessoas, esta participação tem ocorrido de uma forma simples e direta por este moderno meio de comunicação.

E aliando a "ferramenta" com a idéia de cidadania, percebe-se como pessoas interessadas em resolver os problemas das grandes metrópoles tem se utilizado da Internet e de portais para debater propostas, encontrar soluções e até achar novas formas de cobrar o Poder Público...

Um dos portais mais interessantes de ser acessado atualmente e que discute todas estas questões é o www.urbanias.com.br.

Como as pessoas estão cada vez com menos tempo e com menos vontade de interagir com os poderes públicos, portais como este acabam suprindo um espaço muito interessante, pois fazem, em última instância, a inter-relação entre o Poder Público e os Cidadãos.

Como dizem os próprios responsáveis pelo Portal, "Urbanias é um portal de cidade e cidadania na Internet. Unindo os mundos virtual e real, disponibilizamos informações de interesse público de forma simples, inovadora e integrada às tecnologias de comunicação e mobilidade que acompanham a vida nas cidades. A nossa proposta é impulsionar o ativismo, provendo mecanismos e ferramentas que facilitam e estimulam o empreendedorismo individual e a melhoria de todos os aspectos relacionados à qualidade de vida na cidade: rotinas dos moradores, trânsito, problemas nos bairros, meio ambiente e vida política, entre outros. Neste espaço público-virtual-real, cidadãos, ONGs, associações, meios acadêmicos, empresas e governo se encontram e se deparam com temas e questões relevantes para reflexão, debate e tomada de decisão coletiva, com o objetivo de encaminhar deliberações ou propostas aos órgãos competentes" .

Outro exemplo, também na Internet, de um espaço onde os cidadãos podem sugerir, reclamar e pressionar o Poder Público para que responda às suas demandas, é o www.sacsp.mamulti.com.

Segundo os próprios idealizadores do sítio, "O SACSP é uma iniciativa que nasceu com o Transparência Hackday promovido pela Esfera na Casa de Cultura Digital em São Paulo. A missão deste site é ajudar os munícipes a fiscalizarem o trabalho público em seus bairros usando a plataforma web. Todos os dados disponibilizados aqui vêm do site da Prefeitura da Cidade de São Paulo. "

E finalmente um outro sítio na internet pesquisado por este colunista foi o "Cidade Democrática", o qual, segundo os próprios idealizadores, é "um espaço na internet para a participação cidadã" (ver www.cidadedemocratica.org.br).

Neste sítio, também através do levantamento de diversos problemas urbanos, vários agentes (cidadãos, poder público, políticos, ongs, etc.) tem um local e uma forma de participação através dos quais podem sugerir propostas para uma cidade melhor.

Nos três exemplos, o objetivo é ajudar a resolver os problemas das grandes cidades (nos dois primeiros casos da cidade de São Paulo) ou pelo menos mostrar de forma fácil e acessível quais são estes problemas. O cidadão participa através do sítio, envia suas queixas e os sítios fazem infográficos, mostram fotos e em alguns casos até encaminham para as Prefeituras as demandas da população.

E pelo jeito estes sítios conseguem, inclusive, criar redes de pessoas e entidades interessadas em resolver os problemas levantados.

É uma nova forma de participação, mais virtual do que presencial, mas que está mais adaptada aos novos tempos.

Não sei se este formato de participação vai resolver os problemas de fato, mas que está "fazendo a cabeça" da nova geração, não tenho dúvida nenhuma.

Por isso, toda força para este pessoal "que vai à luta e mostra o seu valor"!

Daniel Annenberg é administrador público e consultor. Trabalhou no Poupatempo de sua criação até 2006: superintendente durante 7 anos e assessor por 2. Atualmente é sócio-diretor da Res Publica Consultoria em Qualidade & Serviços Públicos.

Fale com Daniel Annenberg: daniel_annenberg@terra.com.br

21 de maio de 2010

Olhar longe

Winston Churchill considerava que o político só se converte em estadista quando deixa de pensar nas próximas eleições e começa a pensar nas próximas gerações.


Ao governar com um horizonte de apenas quatro anos, no melhor dos casos, as soluções que se propõem não são as melhores, são as possíveis. O resultado é este que esta aqui. Reformas, consertos e ampliações de obras inauguradas faz pouco tempo. Num constante remendo que fica desatualizado antes de ser inaugurado.

Para pensar acordado

“Jornalismo é publicar o que alguém não quer que seja publicado; todo o resto é publicidade”.

George Orwell

Carros da Camara

Vereadores Jucelio Girardi e Odir Nunes, obrigados a escrever 100 vezes: " Não usarei o carro da Câmara fora de serviço"

Depois desta punição exemplar estão completamente restabelecidos os princípios da autoridade, da moral e principalmente da ética.

Caso a situação se repita, a punição será mais dura e os vereadores podem ficar sem sobremesa durante uma semana completa.

20 de maio de 2010

Para pensar acordado

Eu creio que a política é a segunda profissão mais velha do mundo. Eu acabo de perceber que tem muita semelhança com a primeira.

Ronald Reagan

Ficha Limpa ?

Um bom professor de português poderá explicar aos eleitores a diferença sutil entre FORAM e FOREM

Projeto ficha limpa: senadores aprovaram por unanimidade após uma pequena alteração de "redação", o que, segundo eles, não altera o conteúdo:

frase original: "... que FORAM condenados não poderão concorrer..."

frase aprovada: "... que FOREM condenados não poderão concorrer..."

... e a vida segue!

19 de maio de 2010

Resposta ao post a Cartografia e os Amanuenses


Este blog recebeu o texto que segue em azul, enviado também para opinião@an.com.br, para sua eventual publicação. o texto é uma resposta a cronica publicada no jornal A Noticia no dia 17 de Maio, com o titulo " A Cartografia e os Amanuenses" que fazia menção ao galimatias cartográfico em que esta submersa a nossa premiada prefeitura municipal, que recentemente recebeu importante prémio da Sociedade Brasileira de Cartografia.

Este post já tinha alertado para o problema e a carta assinada por Patricia de Castro Pedro e Eloy Labatut de Oliveira, reforça e comprova com maior precisão e conhecimento os problemas que já tínhamos identificado.

Sei que o espaço “opinião” é para textos de apenas 500 caracteres, mas é impossível responder um assunto específico, tratado na Edição do dia 17 de maio, na crônica de Jordi Castan em um espaço tão curto.


Os problemas da cartografia acontecem quando outros profissionais tentam fazer o que não é de sua competência. Existe um profissional especializado para transformar a realidade em mapas: o engenheiro cartógrafo. Mas, infelizmente, devido a popularização de ferramentas como gps, sites de mapas, softwares de geoprocessamento e, ainda pior, softwares de desenho que não consideram fatos importantes da cartografia, algumas pessoas acham que é simples fazer um mapa. É como se um engenheiro quisesse fazer uma cirurgia só porque tem bisturis e pinças e sabe manuseá-las. Não basta ter as ferramentas, mesmo sabendo usá-las, é preciso conhecer conceitos e fundamentos que embasam toda a ciência geodésica, tais como: sistemas de projeção, sistemas geodésicos de referência, sistema de coordenadas, escala e, principalmente, a precisão e acurácia. Se não fosse necessário, porquê existiriam cursos de Engenharia Cartográfica e pós-graduações (mestrados e doutorados) em geodésia?



A solução para estes problemas passa por diversos fatores, mas um passo inicial precisa ser dado: a contratação de profissionais devidamente habilitados, já aprovados em concurso para tratarem do tema. No concurso realizado em 2001 pela Prefeitura de Joinville, nenhum dos aprovados foi convocado. O concurso caducou, novo processo seletivo foi realizado e agora fica a esperança: será que estes profissionais serão chamados para trabalhar? Ou continuaremos com mapas elaborados por profissionais que, mesmo com muita boa vontade e se esforçando para fazer o melhor, não possuem do conhecimento técnico necessário para este trabalho tão específico e tão fundamental para a ordenação e planejamento do território?


Sabemos que o novo mapeamento de Joinville já foi realizado para a área urbana e está sendo feito para o restante do município, através de empresas contratadas para isso. Todavia, sem a existência de profissionais de cartografia, efetivados mediante concurso público, quem irá conferir e fiscalizar o trabalho realizado por estas empresas? E, ainda mais importante, quem garante a continuidade deste trabalho?


Já passou da hora das cidades, não apenas Joinville, terem profissionais específicos para tratar de problemas específicos. E não falo apenas da minha área, a cartografia, mas de todos os problemas da cidade, por exemplo: quando Joinville vai ter engenheiros de transporte para resolver o caos do trânsito?



Att.

Patricia e Eloy


Patricia de Castro Pedro
RG 684632-3; CREA/SC 73401-9
Eng. Cartógrafa
Mestre em Ciências Geodésicas
Prof.ª Topografia e Geodésia, Geoprocessamento

Eloy Labatut de Oliveira
Geógrafo
Autorizo a publicação do texto desde que com os devidos créditos.

18 de maio de 2010

Planejamento é tudo

video
Planificar é tudo

Para pensar acordado

Definição de participação da sociedade:

- Nós falamos e vocês participam escutando.

- Nós falamos e vocês participam com a sua presença na platéia.

- Nós palestramos e vocês sentam ai bem quietinhos.

- Nós elaboramos minutas de lei e vocês podem propor alterações, que não serão acatadas.

- Nós apresentamos as propostas, estudos e projetos e vocês tem duas opções, ou concordar ou aprovar.

- Nós apresentamos as propostas, estudos e projetos e vocês tem duas opções, ou calar ou consentir.

- Se alguém questionar, ou discordar de alguma das propostas apresentadas e ousar ter alguma duvida ou chegar ao extremo de discordar, será formalmente acusado, inclusive em publico, de pouco democrático, encrenqueiro, autocrático ou pouco serio. Estas afirmações serão feitas em tom e com a impostação de voz de um professor.

Para facilitar a compreensão entenda-se Nós como representantes do Poder publico, papelocratas de plantão, Burocratas de salão, alguém que tem cargo comissionado na administração publica em quaisquer um dos niveis da federação.

Entenda-se Você ou Vocês, por exatamente isto, você mesmo, ou o trouxa que paga sempre a conta.

17 de maio de 2010

Lá, como aqui...


tem gente que não sabe o que fazer para chamar a atenção.

Para pensar acordado

Hermes Ferraz da a clave de como funciona o processo participativo e esclarece porque é praticamente impossível manter quaisquer dialogo construtivo com alguns dos mais destacados planejadores da cidade.

" O burocrata não formula ideias, elas já vem prontas e, portanto não admite o dialogo."


Isto explica o gosto quase doentio pela burocracia, o papelório, oficios e formulários, uma autentica papelocracia.

16 de maio de 2010

Fazenda denuncia isenção de 30 milhôes anuais


O jornal A Noticia publica informação da existência de isenções que somam mais de R$ 30 milhões ao ano. Não queda claro se as isenções são imorais ou ilegais.

Duas situações diferentes que exigiriam soluções distintas. Se são imorais, porque beneficiam setores específicos em prejuízo da maioria da população, o prefeito pode revoga-los a quaisquer momento. Sem precisar querer a traves do seu secretario da Fazenda criar um factoide. As isenções existem e estão amparadas pela lei. Podem ser consideradas injustas, e o prefeito assume seu papel e faz justiça com equidade.

A segunda situação pressupõe que a concessão das citadas isenções seja ilegal, não tenha amparo em nenhum processo, não tenha lei, decreto ou nenhum outro ato administrativo que lhe de sustentação. Neste caso os responsáveis e os beneficiados irregularmente devem ser punidos.

Porem é prudente, tomar com cuidado as informações divulgadas pelo executivo municipal, no passado recente, esta administração tem tido dificuldade em provar as afirmações que tem feito, com pirotecnia desproporcional, sobre saldos, balanços e dividas.Verificar os dados e mostrar as provas seria de bom tino.

ainda não esta demais lembrar que em quaisquer administração, inclusive nas municipais, uma diferença anual de R$ 30 milhões parece um valor significativo e a demora em identificar a falta, não é uma prova de eficiência administrativa.

14 de maio de 2010

Sacrificio injusto (*)

Sacrifício injusto

Muitas vezes o enorme sacrifício econômico e pessoal que fazem alguns integrantes do primeiro escalão municipal, não é conhecido e por tanto não é adequadamente reconhecido pela sociedade, entre a que me incluo, que ainda criticam, inclusive publicamente, o trabalho que fazem e na maioria dos casos aquele que não fazem.

Numa recente reunião no Museu de Arte de Joinville, com a presença de vários integrantes do primeiro escalão, surgiu o tema da remuneração dos secretários. Muito pouco na opinião de um deles, que lamentava ter deixado de dar aulas em Blumenau, aonde percebia uma remuneração melhor. O salário de R$ 6.500 brutos, por meio expediente de trabalho seria pouco, para alguém com o seu currículo e capacidade. Esta situação obriga a alguns secretários, ao igual que outros funcionários públicos a ter que fazer “bicos”, para complementar o apertado orçamento domestico.

Confesso que não me consta que nenhum dos integrantes do primeiro escalão municipal, esteja ocupando o cargo obrigado. Com certeza em alguns casos, se optassem por voltar aos seus trabalhos e salários anteriores, não precisariam se queixar em publico da baixa remuneração. Tampouco parece justo que a sociedade que paga os seus salários, tenha que escutar comentários deste teor, colocados de forma aberta e sem meias palavras. Estes mesmos funcionários, insinuam que a sociedade tem uma divida de gratidão, pelo sacrifício que fazem.

É injusto que profissionais tão qualificados, precisem se sacrificar. O município tem que libera-los de tão pesado fardo, eles devem voltar quanto antes aos seus afazeres anteriores e recuperar os polpudos salários, que tanta saudade tem deixado. O prefeito Carlito Merss pode ter identificado na falta de diligencia de algumas pessoas próximas a ele, sintomas deste descontentamento. Manter esta situação não é justo desde nenhum ponto de vista. Não é justo com aqueles, que trabalham desmotivados. Menos ainda, com a cidade, que esta sendo administrada, por gente descontente e mal humorada, que não tem mais vergonha de resmungar em publico, sobre os salários que recebe.

Acha que o salário é baixo? Peça para sair.

O que podemos fazer pelo Ambiente Urbano


Enchentes, terremotos, vendavais e outras catástrofes ambientais têm causado milhares de mortes e incalculáveis prejuízos econômicos. Recebem ampla divulgação pela mídia.

A destruição do meio ambiente e o impácto negativo para a humanidade é apontada por numerosas pesquisas científicas. Empresários e governantes mostram-se preocupados com a gravidade da situação. Mas ainda é pequeno o número de empresas que desenvolvem ações relevantes em prol da natureza. O fracasso em Copenhague revela o descaso de todas as esferas de governo com as questões ambientais.


O que eu e você podemos fazer para promover a reconstrução do meio ambiente urbano? Abaixo algumas sugestões fáceis, práticas e geradoras de bem-estar e desenvolvimento para todos.

1. Reduzir drasticamente o consumo de produtos excessivamente embalados e materiais de limpeza tóxicos; separar e destinar metais, óleo de cozinha, papéis, plásticos e vidros para a reciclagem.

2. Cultivar plantas em escritórios (uma para cada trabalhador), em apartamentos (uma para cada morador), nos corredores de edifícios comerciais e residenciais (uma para cada sala comercial ou apartamento).

3. Em volta de casas ou empresas, substituir a brita e /ou concreto pelo plantio de grama, plantas ornamentais e medicinais, árvores ornamentais e frutíferas.

4. Instalar fossa-filtro.

5. Cobrir muros e paredões com vegetação.

6. Construir a calçada sem qualquer degrau, plantando faixa de grama junto ao meio-fio e árvores apropriadas para calçadas.

7. Manter o veículo regulado quanto a emissão de ruído e gases, substituindo o catalizador conforme orientação do fabricante.

8. Reduzir drasticamente o consumo de água e energia elétrica.

O resultado desta ação solidária será uma cidade com ruas
arborizadas, calçadas em boas condições para caminhar com
segurança e com faixa de serviço gramada, muros cobertos por vegetação, casas com jardim, horta e pomar, apartamentos e escritórios com plantas, corredores de edifícios comerciais e residenciais com plantas.

Nesta cidade, os moradores poderão desfrutar da sombra das árvores e de um clima mais fresco, respirar o ar mais rico em oxigênio e menos poluído, alegrar-se com o canto dos pássaros, alimentar-se de modo mais saudável, ter mais oferta de vagas no mercado de trabalho, enfim, viver de modo mais pacífico consigo mesmos, com os outros e com a natureza.

Todas as forças vivas da sociedade são convidadas a participar deste mutirão para revitalizar o meio ambiente urbano. Quando isso ocorrer, todos nós teremos oferecido à humanidade um modelo exemplar de relacionamento com a natureza.

Entretanto, é fundamental que eu e você façamos a nossa parte e não esperemos pelo outro, especialmente se esse outro for o governo. Em minha palestra "meio ambiente e paz - soluções para o século XXI", desenvolvo essas e outras propostas com maior profundidade.

De Odair Pavesi

Opinião do leitor

DIVAGAÇÕES VAZIAS


“Divagações vazias”, “frustração” e “desespero” são alguns dos adjetivos usados pela assessoria de imprensa do IPPUJ publicada na Palavra do Leitor (“Debates AN” - 12/05/2010) que caberiam bem em muitos e relevantes temas da cidade de Joinville. Dia a dia a imprensa mostra farto material sobre deficiências e necessidades que a cidade enfrenta na área da saúde, transporte público, mobilidade, planejamento urbano cujas soluções, quase sempre, esbarram nas desculpas da “falta de recursos”. Com tanto trabalho a ser feito, ficamos sujeitos até ao ridículo de briguinhas públicas por conta de faixas e cartazes.


Compreender opiniões diferentes deveria ser recebida com naturalidade por quem prometeu publicamente debater a cidade. Combater ou ridicularizar opiniões demonstra apenas pouco equilíbrio ou falta da real compreensão do papel de servir ao público. O debate proposto pela AN foi positivo embora houvesse o desejo, por parte de muitos leitores, de que a mesa permitisse uma composição mais plural, opiniões estas que foram recebidas de forma democrática pela A Notícia no seu blog e na Palavra do Leitor.

Sérgio Gollnick

Arquiteto e Urbanista

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