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5 de setembro de 2012

Para pensar acordado

"Podes, e deves, ter ideias políticas, mas, por favor, as «tuas» ideias políticas, não as ideias do teu partido; o «teu» comportamento, não o comportamento dos teus líderes; os interesses de «toda» a Humanidade, não os interesses de uma «parte» dela. E lembra-te de que «parte» é a etimologia de «partido»."

Agostinho Silva

22 de agosto de 2012

Para pensar acordado

"Eu não voto por rótulos. (...) Eu não quero saber das campanhas eleitorais para nada. Eu quero saber das ideias que as pessoas têm e da maneira como depois as vão defender e praticar."


Agostinho Silva

31 de maio de 2012

Para pensar acordado

"A consequência de não pertencer a nenhum partido será a de que os incomodarei a todos."


Lord Byron

4 de maio de 2012

Para pensar acordado

"Partido político é um agrupamento de cidadãos para defesa abstracta de princípios e elevação concreta de alguns cidadãos."


Carlos Drummond de Andrade 

2 de março de 2012

Aberta a temporada de caça


Aberta a temporada de caça

Antes mesmo que a campanha eleitoral de inicio, sem que os candidatos tenham sido homologados pelas convenções partidárias, os pré-candidatos se lançam a busca dos votos, mais que a sua busca, se lançam a caça do eleitor. No Brasil ao contrario que na maioria de democracias o voto é obrigatório. Nem os partidos, nem os candidatos precisam se esforçar em convencer o eleitor a votar. A estratégia de campanha tem como foco exclusivo direcionar os votos para o candidato.

O Brasil tem ainda outras peculariedades que fazem da caça ao voto um esporte único, a primeira é o elevado nível de analfabetismo funcional, a segunda a geléia ideológica em que os partidos tem se convertido e que faz que em nome da governabilidade se juntem em coligações os inimigos de ontem para derrotar os amigos de anteontem. Numa situação que para qualquer eleitor medianamente informado é difícil de compreender é seguir.  

É mais fácil para um político em campanha se concentrar na caça dos votos dos menos esclarecidos. Além de ser mais influenciados por discursos inflamados e grandiloqüentes representam hoje no Brasil a maior parcela do eleitorado. No país o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população. Se somados a esses 68% de analfabetos funcionais os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) são plenamente alfabetizadas. O candidato não precisa se expor em debates frente a platéias melhor informadas, mas esclarecidas e em geral mais criticas. Pode se concentrar em pescar nos cardumes em que os votos são mais fáceis de convencer.
Os partidos políticos, por outra parte, tampouco contribuem muito para que o eleitor possa escolher melhor. Em geral só o confundem ainda mais. Ao compartir o mesmo palanque com os mesmos que ontem ou anteontem eram seus inimigos mortais, ao aparecer lado a lado em santinhos e outdors o eleitor vai construindo a imagem que são todos iguais, que são todos, farinha do mesmo saco, e que por tanto é a mesma coisa votar em um ou em outro. Sem outra proposta ideológica que chegar ao poder e conseguir empregar o maior numero de companheiros e apaniguados, os partidos hoje atuam mais como agencias de emprego que como verdadeiros foros de debate político e o resultado é este que aqui esta.
O mais provável é que ao conhecer o resultado das próximas eleições, a máxima de Ulysses Guimarães que pior que este congresso só o próximo será verdadeira uma vez mais.

8 de maio de 2011

O caminho mais curto



Aonde vai a nossa política paroquial?


A mudança de partido, como quem troca de camisa é uma pratica comum num pais em que ideologia é um mero acessório. A aparição de partidos de ocasião, como barrigas de aluguel, prontas a parir casamentos de interesse, são tão comuns, que não surpreendem mais. A rigor nem deveriam ser noticia.


A fundação ou a refundação dos partidos de sempre é só uma estratégia para tentar apresentar a sociedade como algo novo, o mesmo modelo do ano passado, ou pior ainda da década passada. Boa parte do eleitorado gosta de se iludir com os discursos vazios e com a emoção forjada de palanques e comícios.


Depois que nossa paróquia foi invadida por tribos de pigmeus morais, as mudanças de partido de uns e outros não têm servido para que surjam novas lideranças, são as mesmas de sempre agora com camisas limpas e recém passadas, mas com as estampas de sempre. A nossa política local tem poucas novidades e as que tem não empolgam ao eleitorado, que fica cada vez mais forçado a escolher entre, o menos ruim e o menos pior. Sem poder escolher entre o bom e o melhor.


Triste sina de uma cidade que vai ficando inchada, balofa, uma cidade grande só de aparência e não mais de conteúdo. Sem lideranças que a tirem do marasmo em que vive submergida desde já faz mais de uma década.


O novo partido não é mais que uma cortina de fumaça para que surjam novas amizades, para que inimigos ferozes de ontem apareçam de braços dados, sorridentes, mofando-se de um eleitorado ignaro, que quer acreditar no sonho de uma cidade melhor. Imaginando que o milagre será possível sem esforço, sem trabalho e sem sacrifício.


A política tem se convertido também aqui em espaço para arrivistas, trambiqueiros e todo tipo de embaucadores e trapaceiros, que vendem a alma ao diabo das urnas, na busca de poder, dinheiro e fama. Sem que a parte ética da sociedade não faça a sua parte e assuma a sua responsabilidade, continuaremos reféns destes modernos bucaneiros e corsários que tem se apossado das arcas publicas com o único objetivo de se locupletar. O fato é que hoje nenhuma outra atividade licita permite enriquecer e confere uma pátina de honestidade, conhecimento e ilibado proceder, tão rapidamente, como a política. O que tem afugentado a pouca gente seria que poderia ainda mudar as coisas.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

15 de outubro de 2010

Politicos honestos existem...

Acredite...


Quer saber onde existem políticos honestos e trabalhadores? Confira a reportagem da TV brasileira sobre os deputados do Parlamento Sueco: Isso deveria passar 10 vezes por dia na casa da mãe joana, isto é o nosso Congresso nacional.

Confira no link: http://www.youtube.com/watch?v=3aC4A7bSnXU

25 de março de 2010

Forma de governar

A cada dia que passa mais difícil fica para o cidadão comum diferenciar a administração Carlito de quaisquer uma das anteriores administrações municipais. A forma de governar do PT, repete os erros e não agrega nenhuma virtude nova. Consolidando o conceito que "todos são iguais".

O que se por um lado não foi nenhuma surpresa, pelo outro causa um impacto forte sobre a população que esperava uma mudança de forma e de fundo. A decepção de uns e outros, deverá ser sentida nas próximas eleições.

Menos impactante que os aumentos que a prefeitura deverá conceder, é a forma como o tema é tratado e o pouco esforço que é feito para amenizar o tema, no caso do aumento da agua, a tese da inflação interna da aguas de Joinville é de uma estultícia constrangedora.

A perda da esperança e da ilusão é um preço alto a pagar para a sociedade, que fica mais pobre é mais descrente de um futuro melhor.

22 de fevereiro de 2010

Os novos templarios (*)


Monopólio Democrático


Existe a nível nacional e também em Joinville um forte movimento para consolidar um novo monopólio, um monopólio totalitário, perdoem a redundância, o da moralidade, da participação popular, dos conselhos, comissões e assembléias o dos donos da verdade, da única verdade.


A idéia que se busca consolidar é que a moral, a ética e tudo o que é democrático é hoje exclusividade da esquerda, leia-se o PT e os demais partidos da base de sustentação, como o PDT,PMDB, inclusive o PP, um partido histórico de esquerda de toda a vida. A visão que se busca consolidar é de um lado os paladinos da moral e do outro os corruptos. Esta forma simplista e superficial pressupõe e estabelece uma visão maniqueísta do mundo e da sociedade, dividida entre bons e maus, entre honestos e desonestos.


Ninguém acredita mais em fadas e elfos de um lado, nem em ogros e trolls do outro, inclusive depois do Shreck a imagem dos ogros, tem melhorado muito na sociedade e entre os elfos há discrepâncias sobre a sua bondade e intensidade da sua luz. Não existe hoje, uma linha definida que coloque uns e outros em campos opostos. Por isto é perigoso que prospere esta visão infantil de bons e maus, de amigos e inimigos, como se de uma batalha se tratasse.


A idéia que aos amigos ou aliados tudo esteja permitido e que se deve combater aos inimigos, serve para estigmatizar e colocar na outra trincheira, todos aqueles que não são amigos, compadres ou cupinchas. Convertendo-os automaticamente em inimigos. Numa guerra inexistente, em que cada ação, mesmo as mais singelas se converte numa batalha sangrenta e cruel.


Como novos templários, senhores da luz, uma parte dos políticos deste pais, que dificilmente podemos diferenciar da outra parte, pelos seus hábitos e costumes, querem convencer a sociedade que são os novos cruzados, que trocaram a cruz pela estrela e enfrentam inimigos ferozes que trocaram a meia lua nos escudos por outros símbolos. Temos pela frente lideres messiânicos comandando bandos de fanáticos.

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