Agostinho Silva
5 de setembro de 2012
Para pensar acordado
Agostinho Silva
22 de agosto de 2012
Para pensar acordado
Agostinho Silva
31 de maio de 2012
Para pensar acordado
Lord Byron
4 de maio de 2012
Para pensar acordado
Carlos Drummond de Andrade
4 de março de 2012
2 de março de 2012
Aberta a temporada de caça
6 de junho de 2011
8 de maio de 2011
O caminho mais curto

Aonde vai a nossa política paroquial?
A mudança de partido, como quem troca de camisa é uma pratica comum num pais em que ideologia é um mero acessório. A aparição de partidos de ocasião, como barrigas de aluguel, prontas a parir casamentos de interesse, são tão comuns, que não surpreendem mais. A rigor nem deveriam ser noticia.
A fundação ou a refundação dos partidos de sempre é só uma estratégia para tentar apresentar a sociedade como algo novo, o mesmo modelo do ano passado, ou pior ainda da década passada. Boa parte do eleitorado gosta de se iludir com os discursos vazios e com a emoção forjada de palanques e comícios.
Depois que nossa paróquia foi invadida por tribos de pigmeus morais, as mudanças de partido de uns e outros não têm servido para que surjam novas lideranças, são as mesmas de sempre agora com camisas limpas e recém passadas, mas com as estampas de sempre. A nossa política local tem poucas novidades e as que tem não empolgam ao eleitorado, que fica cada vez mais forçado a escolher entre, o menos ruim e o menos pior. Sem poder escolher entre o bom e o melhor.
Triste sina de uma cidade que vai ficando inchada, balofa, uma cidade grande só de aparência e não mais de conteúdo. Sem lideranças que a tirem do marasmo em que vive submergida desde já faz mais de uma década.
O novo partido não é mais que uma cortina de fumaça para que surjam novas amizades, para que inimigos ferozes de ontem apareçam de braços dados, sorridentes, mofando-se de um eleitorado ignaro, que quer acreditar no sonho de uma cidade melhor. Imaginando que o milagre será possível sem esforço, sem trabalho e sem sacrifício.
A política tem se convertido também aqui em espaço para arrivistas, trambiqueiros e todo tipo de embaucadores e trapaceiros, que vendem a alma ao diabo das urnas, na busca de poder, dinheiro e fama. Sem que a parte ética da sociedade não faça a sua parte e assuma a sua responsabilidade, continuaremos reféns destes modernos bucaneiros e corsários que tem se apossado das arcas publicas com o único objetivo de se locupletar. O fato é que hoje nenhuma outra atividade licita permite enriquecer e confere uma pátina de honestidade, conhecimento e ilibado proceder, tão rapidamente, como a política. O que tem afugentado a pouca gente seria que poderia ainda mudar as coisas.
Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC
15 de outubro de 2010
Politicos honestos existem...
25 de março de 2010
Forma de governar
O que se por um lado não foi nenhuma surpresa, pelo outro causa um impacto forte sobre a população que esperava uma mudança de forma e de fundo. A decepção de uns e outros, deverá ser sentida nas próximas eleições.
Menos impactante que os aumentos que a prefeitura deverá conceder, é a forma como o tema é tratado e o pouco esforço que é feito para amenizar o tema, no caso do aumento da agua, a tese da inflação interna da aguas de Joinville é de uma estultícia constrangedora.
A perda da esperança e da ilusão é um preço alto a pagar para a sociedade, que fica mais pobre é mais descrente de um futuro melhor.
22 de fevereiro de 2010
Os novos templarios (*)
Monopólio Democrático
Existe a nível nacional e também em Joinville um forte movimento para consolidar um novo monopólio, um monopólio totalitário, perdoem a redundância, o da moralidade, da participação popular, dos conselhos, comissões e assembléias o dos donos da verdade, da única verdade.
A idéia que se busca consolidar é que a moral, a ética e tudo o que é democrático é hoje exclusividade da esquerda, leia-se o PT e os demais partidos da base de sustentação, como o PDT,PMDB, inclusive o PP, um partido histórico de esquerda de toda a vida. A visão que se busca consolidar é de um lado os paladinos da moral e do outro os corruptos. Esta forma simplista e superficial pressupõe e estabelece uma visão maniqueísta do mundo e da sociedade, dividida entre bons e maus, entre honestos e desonestos.
Ninguém acredita mais em fadas e elfos de um lado, nem em ogros e trolls do outro, inclusive depois do Shreck a imagem dos ogros, tem melhorado muito na sociedade e entre os elfos há discrepâncias sobre a sua bondade e intensidade da sua luz. Não existe hoje, uma linha definida que coloque uns e outros em campos opostos. Por isto é perigoso que prospere esta visão infantil de bons e maus, de amigos e inimigos, como se de uma batalha se tratasse.
A idéia que aos amigos ou aliados tudo esteja permitido e que se deve combater aos inimigos, serve para estigmatizar e colocar na outra trincheira, todos aqueles que não são amigos, compadres ou cupinchas. Convertendo-os automaticamente
Como novos templários, senhores da luz, uma parte dos políticos deste pais, que dificilmente podemos diferenciar da outra parte, pelos seus hábitos e costumes, querem convencer a sociedade que são os novos cruzados, que trocaram a cruz pela estrela e enfrentam inimigos ferozes que trocaram a meia lua nos escudos por outros símbolos. Temos pela frente lideres messiânicos comandando bandos de fanáticos.


