27 de abril de 2012

Inauguração do Trentino I gera polemica.


Inauguração do Trentino I gera mais polemica.

 Vereadora Tânia Eberhardt quer saber de que maneira o Executivo conseguiu o Certificado de Conclusão de Obras do condomínio se a Licença Ambiental Prévia de instalação e operação da obra só veio a ser solicitada uma semana após a entrega do imóvel.

A inauguração do conjunto de apartamentos Trentino I continua preocupando a Vereadora Tânia Eberhardt (PMDB). Dessa vez, Pedido de Informação n° 197/2012 protocolada na Casa de Leis busca uma justificativa plausível para o fato de o Executivo apresentar o Certificado de Conclusão de Obras do condomínio no dia 11 de janeiro deste ano, sendo que a Licença Ambiental Prévia de instalação só foi solicitada pela FMM Engenharia Ltda. sete dias após a entrega das chaves para os moradores, ou seja, dia 29 de março.

“Cerca de um mês atrás encaminhei o Pedido de Informação n° 67/2012 solicitando o primeiro documento. Agora, lendo os jornais, observo que a licença só foi pedida agora, conforme publicações legais do jornal A Notícia. Alguma coisa está errada e exijo explicações”, diz a parlamentar, que é a autora da Lei n° 6.929, que proíbe o Executivo de inaugurar obras sem o Alvará de Funcionamento.

Criada para garantir que o serviço público cumpra com as mesmas normas seguidas pelas empresas privadas, inclusive servido de exemplo para elas, Tânia lamenta ter de novamente elaborar documento para esclarecer o que já deveria estar resolvido. “Como podem requerer à Fundema só agora um documento que deveria existir antes mesmo do início da obra?”, questiona.

Há um ataque ao legislativo? (*)


O ataque ao legislativo

Nestes dias um vereador de Joinville expunha suas lamurias numa rede social. Expressava em tom duro o ataque que o poder legislativo esta sofrendo em todo o país. Considerava que as primeiras escaramuças se estavam produzindo nas Câmaras de Vereadores e que os ataques que os legisladores municipais sofrem hoje, na sua interpretação, são o prenuncio de um ataque maior, bem orquestrado e que ainda esta por vir. Acredita ainda que de uma forma coordenada atingira depois as Assembleias Legislativas dos estados. Posteriormente o alvo serão os deputados federais e finalmente o Senado.

Não consegui que nenhum dos meus amigos e conhecidos me confirmasse esta suposta teoria da conspiração. Ninguém identificou um movimento articulado destas características e de âmbito nacional. Tampouco foi possível imaginar quem poderia estar coordenando e liderando uma ação desta envergadura. Mas todos, e digo todos sem exceção, os consultados concordaram que se tal movimento de fato existisse ou viesse a existir, não teriam nenhum problema em se somar a ele e até em participar. Por que na opinião dos eleitores consultados, a sensação que se vive hoje é a de que os vereadores, deputados e senadores trabalham pouco ou nada, ganham muito e despendem recursos exagerados.

Os melhor informados lembraram que no caso dos vereadores, até o Ministério Publico já identificou dezenas de leis que não atendem ao principio da impessoalidade e que parecem ter sido feitas para beneficiar exclusivamente a este ou a aquele. O numero de assessores parlamentares tem aumentado bastante e se fossem obrigados a trabalhar nos gabinetes que cada vereador ocupa na Câmara, nem haveria espaço para todos eles. Não dá para esquecer a movimentação esta sim bem articulada pelos próprios legisladores, para aumentar a verba de gabinete, ter a disposição veículo sem limite de quilometragem e telefone com chamadas quase que infinitas. Notebook ou tablet também estão incluídos na lista de mordomias, as que ainda será preciso incluir, salários, planos de saúde e diárias para viagens, seminários e congressos que tem vereadores que acham que servem só para encher linguiça. O salário mais os diversos penduricalhos para muitos destes vereadores chega a representar uma renda que dificilmente conseguiriam alcançar na sua vida profissional.

Na esfera estadual e federal o quadro não é diferente. Os valores só são maiores e em alguns casos as mordomias ainda menos justificáveis. É provável que a ameaça real para o poder legislativo tenha origem no seu próprio seio. A sociedade toma cada vez mais consciência que não há espaço para este tipo de situações e que os exageros e abusos estão alcançando níveis inaceitáveis.

26 de abril de 2012

Para pensar acordado

"É inútil querer discutir e tirar de alguém as suas ideias; as pessoas não querem deixar-se convencer; o melhor é deixá-las."


Miguel de Unamuno

Projeto de revitalização da Rua das Palmeiras (2)




Sem comentários

Projeto de revitalização da Rua das Palmeiras (1)




Sem comentários

O nosso Plano Diretor é um balcão de negócios?


“Plano Diretor não é balcão de negócios”, alerta arquiteto

Em passagem por Londrina, um dos grandes nomes do urbanismo brasileiro em atividade, o arquiteto paulista Decio Tozzi alerta sobre o que chama de “balcão de negócios” em torno dos Planos Diretores país afora. Inovador e crítico, não perdoa cidades que constróem planos com fins meramente comerciais – e onde a população fica em segundo plano. O maior exemplo à mão é o de São Paulo, onde mantém seu estúdio. Ao JL, concedeu a seguinte entrevista:

JL - Por que no cenário de desenvolvimento econômico as cidades ainda ficam para trás e permanecem feias, degradadas, com espaços públicos desvalorizados?

Tozzi - Realmente as cidades explodiram com a população. As cidades não estão preparadas para suportar mais automóveis, mais gente, mais tudo. Equipamentos de infraestrutura para saúde, escola, transporte, serviços urbanos, enfim, tudo fica muito precário porque o grande número de pessoas assola o planejamento. As cidades não previram: apenas vieram a reboque do aumento das atividades econômicas. Oras, é preciso que o sistema municipal de planejamento preveja e antecipe problemas porque senão caminhamos para o caos. E o caos maior, mais visto, é o ambiental. Ocorre que a cidade é colocada como negócio e sendo assim, é sujeita à predação voraz. E o capital entrega mesmo: derruba árvores, casas antigas.... Imaginem: Londrina ainda tem muitas quadras com miolo verde. Cada vez mais esse arvoredo de fundo de quintal, tão agradável nos outros tempos, desaparece. Ninguém percebe que as árvores do quintal foram cortadas, e a cidade começa a ficar um deserto. A flora some. A fauna vai embora. E a nova fauna são os insetos, os ácaros, os fungos. Estamos criando ilhas de calor: segundo os geógrafos, núcleos onde toda a vegetação foi cortada entre o concreto e ao asfalto. E as ilhas de calor mudam o ambiente. O que causa é a verticalização? Ela pode ser feita, mas tomando os cuidados para que não se dizime o verde e o equilíbrio ambiental.

Quando se discute Plano Diretor, estão fundamentalmente presentes imobiliárias e construtoras, além de engenheiros e arquitetos... Como os moradores podem se apossar da cidade e não só os negócios?

Platão dizia o negócio como a negação do ócio. E a cidade deve ser concebida para o lazer, o convívio. Os que compram apartamentos estão ávidos por não serem expulsos. Moravam no chão e compram no 10º andar. Mas não percebem o processo perverso que a cidade como balcão de negócios pode gerar. Sou de São Paulo, cidade que já levou esse processo às últimas conseqüências. Lá é um deserto completo: temos ilhas de calor violentas e diferenças de 7 a 8 graus entre bairros com massa de prédios bairros sem verde. Imagine isso... A fauna se foi: o mais perto que se tem de um passarinho é o pingüim de geladeira. Cidades com até 200 mil pessoas ainda tem tempo de fazer um planejamento sem perder qualidades ambientais.

Contribuição de Sérgio Gollnick

Caderno de viagem




S'Agaro - Costa Brava - Catalunha - Espanha

25 de abril de 2012

Plano diretor, LOT e Audiências públicas.




Ficou mais claro que a manobra para aprovar a Lei de Ordenamento Territorial de afogadilho foi desarmada definitivamente, as últimas iniciativas para alterar o zoneamento de áreas rurais e para aumentar o perímetro urbano, ficaram sepultadas por enquanto.

Ainda que a prudência recomende ficar de olhos bem abertos, o resultado final mostra que alterações pontuais de zoneamento para beneficiar a uns e prejudicar a outros serão mais difíceis no futuro.
Os discursos pela legalidade de alguns vereadores, que até ontem foram recalcitrantes defensores do contrario surpreendem e devem ser vistos com cepticismo, ou melhor com muito cepticismo. 

O candidato sincero

video

24 de abril de 2012

Bombeiros militares custam 40 vezes mais


Os bombeiros militares custam 40 vezes mais



Bombeiros militares de Santa Catarina custam 40 vezes mais que todas as corporações voluntarias.

Os números são claros. Manter uma dotação de 12 bombeiros militares no aeroporto de Joinville custou, em 2009, R$ 2 milhões. O custeio total dos Bombeiros Voluntários de Joinville, com 7 quartéis espalhados por toda a cidade, foi no mesmo ano de R$ 4 milhões. Outro exemplo, as corporações voluntárias de Santa Catarina respondem pela segurança de um terço da população do Estado. Porém, só receberam R$ 4 milhões do Governo do Estado de Santa Catarina. Os bombeiros militares que não atendem os dois terços restantes do Estado custaram mais de R$ 160 milhões no ano de 2009. 

Além dos custos econômicos, é preocupante o avanço das corporações militares sobre atividades de defesa civil. Funções que na maioria de países desenvolvidos são desempenhadas, como o próprio nome indica, por instituições e organizações civis.

Paramédicos, bombeiros e guarda-vidas a receberem formação militar, incluindo ordem-unida, uso de armas de fogo e técnicas de defesa pessoal, é uma perigosa distorção dos seus objetivos e funções. A sociedade civil deve ser capaz de se defender dos desastres naturais, enchentes, dos incêndios (provocados ou não), de atender as vítimas dos acidentes de trânsito e tantas outras atividades que estão incluídas no que se chama defesa civil.

Hoje, soldados e oficiais das polícias militares, depois de anos de formação específica, passam a se dedicar a funções que não deveriam ser da sua competência. O que é pior: ocupam espaços tradicionalmente atendidos pela sociedade organizada, em geral com custos maiores e menos eficiência. De forma corporativista, está sendo imposta uma militarização da sociedade, gerando ainda um desatendimento das funções de segurança, uma vez que não há efetivos e orçamento adequados para desempenhar todas as missões que têm assumido.

A ninguém escapa que para a Polícia Militar é mais interessante e menos arriscado, em todos os sentidos, apagar fogo, atender feridos de acidentes de trânsito ou salvar vidas nas nossas costas e praias, quando comparado com realizar funções de vigilância ostensiva em ruas, praças e locais públicos. Ou perseguir marginais e contribuir para a redução da violência urbana.

O que identifica e diferencia a maioria dos países mais desenvolvidos que o Brasil, e até muitos outros com menor grau de desenvolvimento, são a Cruz Vermelha, Crescente Vermelho ou Estrela Vermelha, dependendo dos países e das religiões, ou a Defesa Civil e os Bombeiros Voluntários, que são não instituições civis, voluntárias ou profissionalizadas, de acordo com os casos. São instituições reconhecidas e respeitadas pela sociedade e contam com importante apoio do Estado, que reconhece a sua maior representatividade, economicidade e legitimidade. São estes os principais responsáveis pela defesa civil, sem que se estabeleça uma situação de subserviência em relação às unidades de polícia militar.

Este perigoso desequilíbrio está começando a custar caro ao Estado e representará, cada vez mais, um fardo pesado para a nossa sociedade. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

Ano 2012 - Ano eleitoral


23 de abril de 2012

20 de abril de 2012

Um pouco de historia (*)


O historiador romano Tito Lívio na sua obra Historia de Roma relata o nascimento, o crescimento, o esplendor e a queda do império romano. Um Maquiavel mais maduro e realista que aquele que escreveu O Príncipe acrescentou a obra de Tito Livio os seus comentários e a converteu numa obra de leitura obrigatória.

De toda a obra, um capítulo deveria merecer a atenção dos que insistem em defender tanto o maior numero de vereadores como o valor dos seus proventos. Os seus argumentos favoráveis tanto ao aumento, como ao valor deveriam ser analisados a partir do relato que Tito Lívio fez da experiência dos tribunos do povo.

Na Roma antiga, como no Brasil de outra época, os tribunos romanos, equivalentes, no âmbito local aos nossos vereadores, não eram remunerados. Exerciam a sua nobre função de forma gratuita. Eram eleitos pelas suas virtudes e pelos seus méritos. O seu cargo era o reconhecimento de uma vida exemplar e honesta. Com o tempo, novos ricos, gente de virtudes menor e interessada no poder e no reconhecimento que o cargo representava, passaram a buscar ser eleitos e passou a influir nas campanhas eleitorais. O que era uma escolha entre os melhores, se converteu em algo parecido ao que conhecemos hoje. As campanhas passaram a ter custos crescentes. O cargo de tribuno ainda era exercido de forma gratuita, sendo a única vantagem à honraria, à gloria e o poder que o tribuno exercia. Aos poucos as campanhas ficaram cada vez mais caras. Cada voto tinha que ser conquistado duramente e não era raro que fossem oferecidos presentes para convencer os eleitores a votar em um ou outro candidato.

A partir deste momento se estabeleceu uma remuneração para os tribunos romanos que conseguiam recuperar o investimento feito durante a campanha eleitoral. Finalmente na Roma de dois mil anos atrás as campanhas ficaram muito mais custosas a cada eleição, o resultado foi que o total da remuneração que o tribuno receberia ao longo de toda a legislatura passou a ser inferior ao custo da campanha eleitoral. Tito Lívio conseguiu a partir desta situação identificar o surgimento da corrupção de uma forma muito próxima a como hoje a conhecemos.

Como na Roma antiga, também hoje é inexplicável que alguém possa investir centenas de milhares de Reais numa campanha política, para receber uma remuneração muito menor que o custo total da campanha. É possível que haja candidatos que estejam dispostos a fazer este sacrifício pessoal, mas não era lógico na Roma antiga e continua sem parecê-lo hoje.

18 de abril de 2012

Livros nos fazem mais livres

Livros nos fazem mais livres

Projeto (fazendo) Arte na Calçada

O que a olho nu pode parecer um emaranhado de cabos elétricos, telefônicos ou de prestadoras de serviços de telecomunicação é na realidade um elaborado projeto artístico.

A obra de arte é o resultado do trabalho paciente e primoroso do coletivo "Aprontando na cidade" que tem como objetivo trazer a arte a todos e cada um dos cantos da cidade. A extrema criatividade do coletivo permite que se expressem utilizando os materiais mais diversos. Desde os que formam o quotidiano das grandes cidades, até pequenos objetos e utensílios que acompanham a pedestres e motoristas no seu dia a dia.

17 de abril de 2012

Precisa aumentar o perímetro urbano?


A mão invisível

A insistência, que beira já a teimosia, de alguns vereadores em aumentar de forma descarada e despropositada o perímetro urbano de Joinville em nome do desenvolvimento e utilizando o discurso de atender a pressão das entidades empresariais, permite identificar com claridade quem é o dono da mão invisível, a que Adam Smith fez referencia no livro A Riqueza das Nações.

Aumentar o perímetro urbano é uma decisão equivocada e aqueles que se alinham com a defesa desta iniciativa prestam um triste serviço à cidade e comprometem o seu futuro. Para obter pingues benefícios privados hoje, estão colocando em jogo o futuro não só do cinturão verde da cidade, mas também da própria cidade. Caso a ignóbil iniciativa persevere e tenha êxito, estaremos enobrecendo e legitimando a cobiça e o egoísmo. Não faltarão vozes que defendam o aumento da riqueza que este avanço sobre as áreas rurais produzira. O aumento da arrecadação que representarão, para os cofres municipais, os impostos que estas novas áreas urbanas geraram. Tampouco faltaram os que apóiem a iniciativa como uma forma de enriquecer a proprietários estultos que não conseguem vislumbrar como este aumento artificial do valor do solo os beneficiará e fará deles milionários.

O beneficio de poucos representará o aumento dos custos da cidade para todos. A costumeira socialização do prejuízo. O transporte coletivo precisará percorrer um maior numero de quilômetros e ficará mais caro. As novas comunidades exigiram escolas aonde não há. A demanda por novos postos de saúde, por mais segurança e por todo tipo de serviços públicos hoje inexistentes numa área ocupada por agricultores, gado e lavouras e formada por grandes espaços abertos e moradores tradicionais, se converterá num custo que todos teremos que pagar. Estaremos uma vez mais socializando os custos e o prejuízo, para que uma minoria aumente o lucro e os seus benefícios. Um modelo de ocupação urbana tradicional na historia de Joinville

Aprovando o aumento do perímetro urbano, estaremos extraindo, em nome do desenvolvimento e da geração de riqueza, a moral duvidosa, a culpa e o pecado. Não deverá nos surpreender que as ruas e avenidas que surjam nestes novos bairros levem os nomes dos vereadores, dos empreendedores ou das autoridades que coniventemente tenham se empenhado na aprovação e na legitimação deste absurdo.



Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

16 de abril de 2012

Para pensar acordado

"Uma fé que não duvida, é uma fé morta."


Miguel de Unamuno

Corrida desigual


A desincompatibilização de uma dúzia e meia de participantes do primeiro escalão da administração municipal serviu para dar o tiro inicial de uma corrida de obstáculos que concluirá em outubro com a eleição municipal.

É esta uma corrida injusta e desigual, porque em quanto uns correm a peito aberto, sem muitos recursos e dependendo das contribuições voluntarias, outros partem com vantagem, protegidos por uma legislação injusta e que facilita a recondução dos atuais vereadores. Arroupados por quase uma vintena de assessores, que mantém contato permanente com os eleitores, com veiculo e combustível sem limite para visitar as bases, com uma infinita conta de telefone, com computador a disposição e tudo custeado com recursos públicos, a campanha pela reeleição de um vereador é uma tarefa mais fácil que a que tem que enfrentar aqueles que para poder contar com uma estrutura semelhante devem contar com recursos próprios significativos ou com recursos contabilizados pela campanha depois de iniciado oficialmente o período eleitoral.

Não será raro que mesmo tendo aumentado o seu salário acima da inflação e contra a vontade da maioria da população, boa parte dos atuais legisladores sejam reconduzidos ao cargo. Tampouco será nenhuma surpresa se alguns dos vereadores contam com recursos significativos para enfrentar a corrida eleitoral, recursos vitaminados pela aprovação de leis que o ministério público considera que não atendiam ao principio da impessoalidade. A pessoalidade neste caso poderia ser identificada facilmente se o financiamento da campanha cumprisse todos os requisitos de transparência que a lei exige e que permitiriam identificar quais os financiadores de cada campanha.

Uma alternativa para que esta corrida tão desigual permita o emparelhamento de todos os concorrentes com as mesmas chances, só poderia acontecer se houvesse uma mobilização a favor da não renovação de nenhum dos atuais vereadores. Uma iniciativa que estimulasse a chegada ao legislativo de uma nova geração de cidadãos, que sem experiência política previa, chegaria ao poder desprovida das mazelas e vícios que enquistam a política local.

A utópica alternativa, pode não garantir um legislativo melhor, mas sem duvida nos proporcionara a oportunidade de um novo legislativo. Uma oportunidade única para não renovar as praticas que em alguns casos afrontam o eleitor que se sente traído, envergonham o joinvilense e provocam o repudio da sociedade. 


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

15 de abril de 2012

A favor dos bombeiros voluntarios


O jornal A Noticia do Grupo RBS publica neste domingo o editorial:


Um patrimônio comunitário muito perto de completar 120 anos precisa da aprovação de um parágrafo para continuar sua história de excepcionais serviços prestados a Joinville e região. Resumida a poucas linhas, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) altera a redação do artigo 112, reforçando a segurança jurídica da atuação dos bombeiros voluntários de Santa Catarina. Em resumo, institucionaliza a possibilidade de convênios com os municípios para vistorias.

A PEC em análise na Assembleia Legislativa atende a todos os bombeiros voluntários do Estado, não somente aos de Joinville. Todas as organizações têm atuação de relevância em suas comunidades. Mas é com base no desempenho da mais antiga delas em todo o Brasil que este veículo de comunicação reitera em editorial – como já fez em julho de 2010 – uma defesa pública pela aprovação da PEC.

Uma atividade tão nobre, querida e bem-sucedida não pode ser ameaçada por uma falta de compreensão por parte dos bombeiros militares – instituição também muito necessária, principalmente onde ainda não há corporações militares nem voluntárias. Ambas podem e devem continuar coexistindo, atuando com complementaridade. Santa Catarina também dá um bom exemplo desta necessidade: das 293 cidades do Estado, 177 não contam com quartéis de bombeiros, uma lacuna que poderia ser priorizada pelos militares.

Inspirado em sólidos modelos europeus, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville nasceu em julho de 1892, quando o aparelho estatal não tinha a menor condição de prestar serviços de combate ao fogo, de primeiros-socorros e de vistorias de segurança em obras. Ainda hoje, o modelo voluntário tem se mostrado mais eficiente e econômico. Os voluntários de Joinville costumam atender aos pedidos de vistoria, por exemplo, num incrível prazo de apenas três dias. E com custo zero para o empreendedor.

A longa história da corporação joinvilense – assim como as de outras instituições congêneres – permitiu a criação de uma estrutura moldada às necessidades da sociedade. Esta experiência secular e a total identificação com a comunidade atendida se refletem no nível de excelência dos serviços prestados. Nunca houve registros de questionamentos à eficiência operacional, à capacidade técnica ou à integridade ética e moral dos voluntários de Joinville. Por estes motivos é que argumentações desta natureza jamais apareceram nos exaustivos e profundos debates sobre a PEC.

Também há alicerce constitucional para sustentar a defesa da PEC. Como apontou parecer da corporação de Joinville, o artigo 144 da Constituição Federal deposita a segurança nas mãos do Estado e na responsabilidade de todos. Ainda é possível invocar os princípios da equidade, economicidade e subsidiariedade para reforçar o embasamento jurídico. Como se vê, argumentos técnicos e jurídicos não faltam e são suficientes para defender de forma vigorosa os convênios dos voluntários com as prefeituras.

No caso específico de Joinville, vale destacar ainda o vínculo afetivo: os bombeiros voluntários estão entre as instituições mais admiradas e respeitadas da cidade mais populosa de Santa Catarina. A corporação prestes a celebrar 120 anos é um enorme motivo de orgulho para os moradores de Joinville. Merecem ser enaltecidas as milhões de horas de voluntariado prestadas por milhares de indivíduos ao longo da história. Uma estrutura espalhada por toda a cidade, com diferentes modalidades de atendimento e equipamentos variados e modernos – cujo caminhão-plataforma com 54 metros é a estrela maior –, faz os joinvilenses estufarem o peito.

É por isto que a mobilização da cidade em defesa dos bombeiros voluntários cresce a cada dia, como se vê na preparação de uma caravana de lideranças políticas, empresariais e comunitárias para mostrar à Assembleia Legislativa o tamanho da vontade de Joinville. É mais que uma retribuição aos feitos dos voluntários; é um reconhecimento aos excelentes serviços prestados por uma corporação que sempre esteve ao lado da comunidade de Joinville e região.

Histórico defensor das causas comunitárias de sua cidade-sede, o jornal “A Notícia” não poderia ficar em cima do muro nem deixar de reiterar publicamente – de forma institucional e editorial – seu apoio à aprovação da PEC dos bombeiros voluntários. Não há dúvidas de que a emenda constitucional trará, ao assegurar definitivamente os direitos das corporações, benefícios para Joinville e Santa Catarina.

14 de abril de 2012

Feira do Livro em Joinville


Vermelho PT (2)


Luminárias desalinhadas, fora de angulo, desaprumadas?

Luminárias de modelos diferentes numa mesma rua?

Você já deve estar acostumado a este "novo" padrão de obra pública. é o resultado de planejar mal, de executar de maneira improvisada, se ninguém percebe deixa como esta, se alguém alerta refaz, uma, duas, três vezes, até quatro se for preciso. O que não é nenhuma garantia que possa ficar bom.

Mas como tem gente que acha que obra pública deveria ser bem feita. Ainda não entenderam que é pública.




13 de abril de 2012


Vermelho PT


Vermelho

Quando se iniciou a troca das luminárias de algumas das principais ruas e avenidas de Joinville, rapidamente alguns observadores mais perspicazes identificaram na cor uma relação próxima, alguns acham que muito próxima ao vermelho que identifica o partido no poder. 

Imediatamente a sociedade foi informada que alem do vermelho PT, outras cores estavam previstas, como o azul ou o verde. Sempre tem Candido que acredita em tudo. Até agora a única cor utilizada é o vermelho PT original.




O PT não faz mais que repetir o que já foi feito por governos anteriores. Pintar tucanos nos tetos dos ginásios, ou colocar bandeiras amarelas e azuis ou brancas e vermelhas nos mastros do Centreventos. Foram praticas corriqueiras em outras gestões. Está errado? Tem quem pode achar que não. Mas com certeza fere a inteligência do munícipe. O pior com tudo é a desculpa esfarrapada, que hoje se faz porque, os outros também fizeram. Este tipo de justificativa é estulta. Própria de párvulo. Própria de quem não assume as suas ações.

Se as luminárias são vermelhas ou azuis não teria importância, desde que a qualidade da iluminação melhorasse , o consumo fosse menor e o resultado final se plasmasse na maior segurança para pedestres e motoristas. Agora quando a sua colocação as deixa tortas e desalinhadas e o trabalho é feito sem o profissionalismo obrigatório, neste tipo de empreitadas, à cor vermelha adquire uma relevância que pode não ter sido a pretendida pelos autores da vistosa iniciativa. 

11 de abril de 2012

Contas que não fecham


O Brasil esta vivendo um momento excepcional, o vigor da nossa economia é tal que é possível encontrar no mercado local todo tipo de produtos originários de praticamente todos os cantos do globo. Este nível de internacionalização da nossa economia que evidenciam o nível de globalização que alcança a nossa sociedade. Um bom indicador pode ser uma simples visita a algum dos supermercados de Joinville. Será possível encontrar desde leite francês, batatas fritas da Malásia, geleias da Alemanha, cebolas da Holanda ou cervejas de praticamente qualquer país do mundo. A mesma realidade esta presente em qualquer das grandes redes comerciais do país. Parafusos, pratos, bugigangas das mais variadas produzidas nos quatro cantos do mundo são oferecidos a preços mais competitivos que os dos similares nacionais.

O país iniciou a fabricação de um dos smartfones mais comercializados no mundo. O seu preço, aqui está entre os mais caros do mundo, a diferença e tal que um consumidor brasileiro pode escolher entre comprar o aparelho no país ou pelo mesmo preço viajar aos Estados Unidos, ficar dois dias num bom hotel, comprar o mesmo telefone e ao fazer as contas depois de considerar o custo da passagem, da hospedagem e do telefone ainda economizará 50 Dólares. O governo brasileiro sensibilizado por esta brutal diferença de preços, incentivou a produção e desonerou quase totalmente este importante item da cesta básica do trabalhador brasileiro. O resultado desta política de incentivo é que ainda hoje é mais econômico comprar o dito telefone no exterior que aqui no Brasil.

O caso da nossa industria automotiva é semelhante. A comparação de preços entre modelos idênticos da mesma marca fabricados no Brasil, no México, na Tailândia ou na Austrália, por citar casos concretos, evidencia que temos a honra de pagar os preços mais elevados pelos mesmos produtos. Situação parecida experimentam as jovens mães que optam por viajar a Miami para fazer a compra  de todo tipo de utensílios necessários ou não, para dar as boas vindas aos futuros bebes. Que seja mais econômico viajar milhares de quilômetros para fazer as compras expõe um desequilíbrio da economia e um contrassenso difícil de aceitar.

Parece evidente que alguma coisa deixou de fazer sentido neste modelo econômico em que impostos e taxas por um lado e margens de ganância escandalosas pelo outro, formam a maior parte do preço que pagamos por qualquer produto e fazem deste um país cada dia mais caro e menos competitivo.



Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC


10 de abril de 2012

Incrementando o vocabulário


Ironia, Cinismo, Sarcasmo.

Ironia: Modo de exprimir-se que consiste em dizer o contrário daquilo que se está pensando ou sentindo, ou por pudor em relação a si próprio ou com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem.

Cinismo: Hist. Filos.  Doutrina e modo de vida dos seguidores dos filósofos socráticos Antístenes de Atenas (444-356 a.C.) e Diógenes de Sínope (413-323 a.C.), fundadores da Escola Cínica, que pregavam a volta à vida em estrita conformidade com a natureza e, por isso, se opunham radicalmente aos valores, aos usos e às regras sociais vigentes. [Cf. socratismo.]- P. ext. Impudência, desvergonha, desfaçatez, descaramento.

Sarcasmo: Zombaria, Manifestação intencional, malévola, irônica ou maliciosa, por meio do riso, de palavras, atitudes ou gestos, com que se procura levar ao ridículo ou expor ao desdém ou menosprezo uma pessoa, instituição, coisa, etc., e até os sentimentos.

Para pensar acordado


"Não prever, é já lamentar."


Leonardo da Vinci

9 de abril de 2012

ART Estrada da Ilha


A mudança de zoneamento proposta para a Estrada da Ilha representará praticamente um novo bairro naquela região, que nascerá já com problemas graves de mobilidade. Com acesso só para a Estrada Dona Francisca e a Avda. Santos Dumont vai aumentar o transito naquelas duas ruas e ocasionar problemas que hoje não existem.

Não se trata de mudar o zoneamento de duas ou três quadras como a Câmara de Vereadores tem feito com excessiva frequência, se trata de uma intervenção no planejamento urbano de grande impacto e que carece dos estudos técnicos adequados.

Aprovar o aumento do perímetro urbano naquela região na forma como esta sendo proposto é um atentado ao bom senso e representa um risco enorme para o futuro não só daquela área como de boa parte de Joinville.

7 de abril de 2012

Os novos amautas (*)


À hora dos amautas

Os amautas eram, na sociedade inca, filósofos-oradores profissionais, que tinham como missão utilizar a sua sabedoria e conhecimento para manipular a historia do soberano, criando para ele um passado cheio de proezas e de gestas. É para completar o seu trabalho e obter um impacto ainda maior, se dedicavam com o mesmo entusiasmo a criar historias constrangedoras sobre os adversários do seu senhor.

Aqui antes mesmo que os candidatos se digladiem na campanha, os amautas já estão trabalhando a todo vapor. A impressão que se consolida é a que desta vez a campanha tem tudo para ser mais sangrenta e impiedosa que as anteriores. Uns não querem perder o poder a nenhum custo e os outros querem voltar a recuperar ló . Reforça esta teoria o nível da maioria dos candidatos e principalmente os muitos interesses envolvidos. Não devem faltar recursos para que os melhores amautas tenham a sua disposição todos os meios humanos e materiais para fazer um bom trabalho. Como os amautas modernos contam hoje com meios tecnológicos que não existiam quinhentos anos atrás. Poder utilizar vídeos, fotos, recortes de jornais, entrevistas e material disponível na internet fazem o seu trabalho mais fácil.

O resultado é que a historia é reescrita uma e mil vezes ao sabor e de acordo com os interesses de cada um dos “monarcas” de plantão. Na cabeça do eleitor se cria uma confusão tal que são poucos os capazes de lembrar com exatidão do que cada um fez. Algumas obras foram iniciadas numa gestão e se alastram sem ser concluídas por varias outras. Outras foram inauguradas uma meia dúzia de vezes e revitalizadas, requalificadas ou reinauguradas outras tantas que é difícil precisar com exatidão a quem deve ser atribuída. A memória trai aos que tem mais idade e até alguns mais jovens tem dificuldade em lembrar com precisão.

Os amautas já tergiversavam a historia faz séculos, mas o nível de perfeição que alcançamos hoje, tanto em enaltecer e em tecer loas aos políticos em exercício, só fica ofuscado pela nossa competência e habilidade em contar histórias, com o único objetivo de detrair os demais candidatos. Melhor ainda se a historia é espalhada como um murmúrio, a boca pequena, aí que ela faz mais efeito. Nisso somos campeões, superamos os melhores amautas.

3 de abril de 2012

Mordomias


Não esqueça as mordomias é você quem paga

Impessoalidade

Em minuta entregue à Câmara de Vereadores, o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) recomenda oito mudanças na forma de discussão e votação dos projetos urbanísticos. Entre os tópicos, o promotor Affonso Ghizo Neto sugere que não haja alterações no Plano Diretor ou modificação da legislação de zoneamento enquanto não for reformulado o Conselho da Cidade. Outra sugestão prevista na minuta que está sendo submetida à avaliação de Legislativo e Executico é que qualquer mudança urbanística seja precedida de uma consulta prévia ao Conselho da Cidade e ao Ippuj antes de colocar um projeto em votação. O promotor apresentou uma prévia do que virá a ser um conjunto de recomendações que será entregue pelo MP-SC ao Legislativo na semana que vem. “É melhor esperarmos quatro meses antes de discutir os projetos de zoneamento do que votar projetos apressadamente e depois ver as propostas serem contestadas na Justiça”, explica Affonso, que contou com ajuda do Ministério Público Federal (MPF). Para fundamentar suas recomendações, o MP-SC analisou 11 projetos de zoneamento votados nos últimos anos na Câmara e concluiu que quase todos poderiam ser encaixados como falhos no critério da impessoalidade. “Cada vez que se aprova uma mudança de zoneamento para uma rua, uma quadra, acaba se ferindo o princípio da impessoalidade. Decisões assim, poderiam ser questionadas na Justiça. Por isso, precisamos parar por agora”, explica Ghizzo Neto.

1 de abril de 2012

Cidades mais compactas e aumento do perímetro urbano


Da Folha de São Paulo

Urbanistas defendem 'compactar' metrópole
Ideia de adensamento é rejeitada por moradores


A chegada de prédios em um bairro de casinhas é percebida como invasão pela maioria dos moradores.

Por outro lado, a corrente mais forte do urbanismo contemporâneo defende o ideal chamado de "cidade compacta". Uma grande concentração de prédios e pessoas em uma mesma área, além de opções de comércio, serviços e lazer, tudo ali por perto.

Acreditam que isso tornaria as cidades mais interessantes, porque quem vive nelas tem tudo à mão. Com tanta gente morando junto, as ruas se tornam, de quebra, mais vivas e seguras. Mas, para funcionar, é fundamental que exista uma excelente rede de transporte público e ótimo planejamento -não é o caso de uma metrópole como São Paulo, dizem urbanistas.

"Estamos verticalizando sem qualidade urbana", critica o urbanista Carlos Leite, professor do Mackenzie e consultor para cidades sustentáveis. "Não se vê gente na rua, e sim os mesmos condomínios murados e fechados", continua ele.

A ideia da cidade compacta é a base de projetos urbanos como o Nova Luz e o adensamento da Barra Funda. Aparece também num plano para a cidade em 2040, em fase de finalização.
Para Lucila Lacreta, urbanista e diretora do Movimento Defenda São Paulo (espécie de federação dos movimentos de bairro), a cidade compacta pode ser boa, mas em São Paulo é uma "falácia" usada pelo poder público para promover a verticalização. "Ainda não há infraestrutura de transporte para isso."

O arquiteto Fernando Serapião, editor da revista "Monolito", diz que a resistência à verticalização tem a ver com uma ideia romântica da vida no campo. E aponta uma contradição. Na verdade, é a cidade compacta que tem qualidade de vida mais parecida com a do interior, já que comércio, serviço e trabalho estão muito próximos.

Mesmo assim, reconhece, os movimentos de bairro são legítimos e contam muito da história do urbanismo dos últimos 40 anos. Cita o exemplo de Jane Jacobs, moradora do Village, em Nova York.

Ela organizou um movimento contra as grandes obras de renovação urbana que aconteciam na cidade nos anos 1950. Nos 1960, Jane escreveu um livro que é referência para urbanistas até os dias de hoje: "Morte e Vida de Grandes Cidades".

Nele, já aparecem algumas das bases do conceito de cidades compactas de hoje.

Para pensar acordado




"Se não digo agora o que penso, quando o vou dizer? Não tenho nada que perder. Outra coisa é quanto tempo nos deixarão seguir dizendo-o”


Rosa Maria Calaf
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...