
Em primeira mão este blog divulga as imagens do lago que surgirá, que com o aumento da cota de Rua Minas Gerais, no Bairro Morro do Meio.

AS CIDADES E SUAS ESTRANHAS SOLUÇÕES
Na ultima reunião do CONDEMA (Conselho Municipal do Meio Ambiente), Funcionário qualificado e com anos de serviços prestados no poder publico municipal informou que:
Estão estudando soluções para o problema das enchentes para região do Morro do Meio.
O acesso às áreas que alagam estará garantida pela elevação do leito da Rua Minas Gerais, levantar a rua sem levantar as residências, parece uma solução estranha, porque servira para agravar os problemas atuais. Com a rua atuando como uma represa, que aumentará logicamente o nível de um lado, causando estragos e prejuízos maiores.
Podemos chamar tal intenção da grande Barragem do Morro do Meio.
A elevação de leito carroçável da Rua Minas Gerais, deverá formar um lago à montante dos rios Águas Vermelhas, Piraizinho e Arataca, a nova obra da engenharia local poderá ter vários usos, alem do já citado de aumentar o nível das próximas enchentes na região, o lago que se formará também poderá ser usado:
A lógica mostrada por esta iniciativa parece inversa ao bom senso, o que alias já tem virado praxe nesta administração.
Pois o correto seria elevar as cotas das áreas ocupadas. Retirar moradores em áreas impossíveis ou inviáveis de elevar. Conter novas ocupações. Revisar as leis que permitem a ocupação destas áreas alagáveis, estabelecendo restrições ao direito de construir ou impondo condicionantes preventivas ou mitigadoras.
Pelas recentes declarações publicas de alguns integrantes do primeiro escalão municipal, é fácil imaginar de onde podem ter se originado as idéias da criação do LAGO.
O técnicos do IPPUJ tem, também neste caso, uma visão diferente do bom senso e propõem e apóiam a ocupação da área, aumentando o numero de moradores e garantindo mais trabalho para a Defesa Civil e os bombeiros a cada nova chuva.
A primeira imagem (em verde) mostra a planta que foi aprovada na Consolidação das leis de urbanismo.
A segunda imagem mostra o quanto já foi aumentado o perímetro urbano aproveitando o Macro-zoneamento. O avanço da cidade sobre áreas alagáveis, morros e espaços rurais tem sido constantemente proposto pelos técnico do IPPUJ que tem ignorado os alertas da sociedade e dos próprios órgãos ambientais. O resultado é a destruição de áreas de cultivo, maiores prejuízos para a cidade a cada chuva e maiores custos de recuperação de áreas que não deveriam ter sido ocupadas.
Até agora não tem faltado aviso. O que tem sobrado é cego e surdo.