O meu post no Chuva Ácida desta semana estava dedicado a Sociedade dos mutirões. Um dia e sim e parece que outro também algum telhado cai, algum prédio publico é interditado ou oferece risco serio para a população. A mais recente inclusão nesta lista que insiste em só aumentar é o Centreventos.
A falta de manutenção e a ausência de fiscalização levam a esta situação de risco que tem tudo para ficar pior.
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20 de novembro de 2011
15 de abril de 2010
O Novo Teatro (*)
O Novo Teatro
A proposta de construir, ao custo de R$ 18 milhões o novo teatro de Joinville, no estacionamento do Centreventos, porque é caro adquirir outros imóveis no centro da cidade. Não parece uma idéia brilhante. A impressão é que economizar no imóvel é uma decisão pouco analisada e em geral as decisões tomadas as pressas, não acostumam a ser boas. A proposta de utilizar as ruas adjacentes como estacionamento, esta alinhada com a sugerida em outras situações semelhantes passadas e futuras pelo poder publico.
Quando foi concebido o projeto do Centreventos, existia o consenso que o projeto não era o ideal, mas seria o melhor possível, por partir da premissa de aproveitar uma construção inacabada, que estava inclusive começando a deteriorar. O resultado final foi este que esta ai, um pato. Você sabe o pato é um animal curioso, voa, mas não o faz com a graça de outras aves, caminha com uma graciosa torpeza e nada com pouca agilidade. Da mesma forma um projeto que se propõe atender ao mesmo tempo, grandes eventos desportivos, concertos de musica erudita, apresentações de dança ou servir para formaturas e congressos, provavelmente acabara não sendo o ideal para nenhuma delas. Agora prospera de novo a tese da solução menos pior.
A ociosidade do Centreventos tem provocado que os espaços na sua volta, tenham se transformado numa terra de ninguém, parte do estacionamento foi convertido num Expocentro, e outra parte esta sendo sugerida como sendo a ideal para o novo teatro. O resultado deste amontoado de edifícios e inquilinos pode não ser o imaginado pela administração municipal, podendo ficar mais próxima de um cortiço cultural que de um Centro Cultural e de Eventos.
A dificuldade que o poder publico tem para administrar os espaços públicos, fica evidenciada a cada evento que se realiza no Centreventos pela ação de flanelinhas que “privatizam” o estacionamento e se apossam, mesmo que temporariamente, do espaço. Agora estes empreendedores correm o risco de perder o seu ganha pão.
2 de abril de 2010
A passarela sobre o Cachoeira (*)

Orçamento Participativo
Recentes declarações surgidas do executivo municipal sobre obras e investimentos publicos, obrigam a voltar ao tema. Se por um lado o Orçamento Participativo é um direito da sociedade que quer e pode decidir sobre como e aonde são gastos ou investidos uma parte dos recursos do orçamento do município. Pelo outro o executivo abriu mão do direito de decidir em que estes recursos devem ser gastos.
O executivo, por inexperiência, entrou numa armadilha que ele mesmo armou. Os delegados do OP decidem as obras e as prioridades, por tanto não é elegante que o prefeito queira agora pressionar os delegados para que incluam projetos do seu interesse, porque o principio da participação da sociedade se subverte e prostitui.
O executivo tem desenvolvido um modelo pseudo-democrático, Através de conselhos que controla e nós que tem maioria, de modo que seja possível transferir a responsabilidade e o ônus das decisões à sociedade. O exemplo mais claro é o Conselho da Cidade. Joinville escolheu, não seguir o modelo sugerido pela legislação federal, para dispor de um conselho, que possa influenciar com maior facilidade. Isto faz que hoje o executivo tenha mais dificuldade em aceitar as decisões que a sociedade toma, nos foros em que o equilíbrio é mantido e respeitado.
Como o OP só administra uma parcela mínima do orçamento do município, é demagógico, querer jogar nas costas dos delegados do OP das regiões Centro e Iririu a responsabilidade de incluir no OP a obra da passarela frente ao Centreventos. Alias é bom lembrar que já teve uma iniciativa neste sentido e foi rejeitada pelos delegados, que não aceitaram o direcionamento proposto. Se a Prefeitura quer fazer esta obra, por considerar que é importante e necessária, deverá remanejar os recursos do orçamento do município, para que seja executada. Não tem outro jeito. Democracia participativa é assim. As coisas não são sempre como gostaríamos, são como a maioria deseja.
26 de março de 2010
Oportunidades (*)
Oportunidades
A vida esta feita de oportunidades aproveitadas e de oportunidades perdidas. O resultado final poderá ser avaliado a partir de como aproveitamos umas e como desperdiçamos outras. A vida de uma cidade também é o resultado das oportunidades que soube aproveitar.
Joinville tem ao longo do tempo tem mostrado pouca habilidade e ousadia para aproveitar as oportunidades que a vida tem lhe oferecido. A possibilidade de ter um teatro de primeiro nível foi trocada por um “galponsão multiuso” que tem ficado mais tempo fechado que recebendo eventos esportivos, como jogos de vôlei, futsal, ou recebendo grandes espetáculos nacionais e internacionais. Como foi pomposamente anunciado na época da sua inauguração. Agora estamos considerando a possibilidade de construir no seu estacionamento um teatro, que não pretende ocupar o vazio deixado pelo projeto anterior.
A oportunidade de projetar uma serie de parques, para que Joinville pudesse atender uma demanda que hoje já se converteu num clamor, vieram da mão de um financiamento do Fonplata, hoje vários milhões de dólares depois, Joinville continua longe de ter o parque que precisa, com áreas para lazer, grandes espaços abertos para caminhadas, ciclovias e bem arborizados e que sigam o modelo que Curitiba tem consolidado. Uma serie de pequenos parques, alguns inclusive praticamente sem grama ou arvores, será o legado que quedará para a cidade.
A retirada dos trilhos do trem é uma nova oportunidade, que a cidade tem. Projetar um parque que incluísse um atrativo roteiro para ciclistas, aproveitando a topografia, com passeios arborizados, aproveitando o traçado do trem, poderíamos reunir num único local, todas as ansiedades que a população manifesta e que não foram atendidas nos projetos do Fonplata. O novo parque seria viável por um custo bem baixo, desde que o projeto não sofresse da megalomania, que tem sido a constante dos projetos públicos, nos últimos tempos. Se inventarmos pavimentar todo o parque, não terá orçamento que possa dar conta da empreitada. Joinville tem a sorte de uma nova oportunidade para aproveitar ou para desperdiçar. A media de acertos tem sido baixa. Vamos torcer por uma ataque de bom senso.
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