30 de abril de 2011

Faixa de pedestres

Vamos respeitar a faixa de pedestres

Viadutos, EIV e outras confusões

O jornalista Jefferson Saavedra, na sua coluna Portal, no jornal A Noticia, informa que o IPPUJ propõe que o Deputado Kennedy Nunes poderia destinar recursos a fazer o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) no caso do Viaduto / Elevado proposto pela CDL no cruzamento das ruas Marques de Olinda e Ottokar Doerffel. A solicitação do IPPUJ não confere, porque o projeto de lei para regulamentar o EIV elaborado pelo próprio instituto, não contempla a necessidade de EIV para este tipo de obras publicas. Caso fosse aprovado a proposta original do IPPUJ, sem alterações na Câmara de Vereadores, só obras de grande impacto, do tamanho, de bairros inteiros ou de municípios menores precisariam de EIV, o que não é o caso do elevado citado.


É uma pena que a pratica da empulhação técnica, continue sendo praticada, na nova gestão do IPPUJ, alguns otimistas acreditaram erroneamente que este tipo de episódios tão freqüentes com o presidente anterior, não deveriam ter continuidade. A velha pratica de se não puder convencê-los, confunde-os, continua viva.


O elevado, de novo

Kennedy Nunes e as entidades empresariais querem elevado na Ottokar Doerffel com a Marquês de Olinda. O Ippuj diz que é muito caro bancar as desapropriações para construir as alças. Kennedy e a CDL recomendam elevado sem alças, os motoristas que quiserem dobram que o façam depois.

Os impactos

O Ippuj volta à carga. A presidente Roberta Schiessl sugere então a Kennedy que reserve parte de sua emenda ao PPA para bancar os estudos de impacto de vizinhança dos elevados. Seria uma maneira de saber exatamente os impactos dos elevados no entorno. E a sociedade saberá opinar com mais clareza sobre elevados, segundo Roberta.


O Arqto. Arno Kumlehn esclarece porque a presidente do IPPUJ pode ficar tranqüila,


DATA VENIA, ME PERMITA TRANQUILIZÁ-LA DRA. SCHIESSL


Os índices propostos no Projeto de Lei Complementar do EIV, se aprovados pelo legislativo na forma redigida pelo IPPUJ só serão obrigatórios para quando os projetos ou empreendimentos forem do tamanho de cidades como Bom Jardim da Serra ou bairros com população de 4000 habitantes [Jardim Sofia].
Portanto ações do tipo viaduto ou elevados [qual a diferença entre eles], dificilmente serão atingidos pela obrigação do EIV.



PONTES URBANAS

viaduto- obra que se destina a manter constante a circulação sobre obstáculo, normalmente perpendicular
Viaduto do chá - metálico
elevado- obra que se destina a manter constante a circulação sobre vários obstáculos paralelos ou perpendiculares
Elevado costa e silva minhocão


O esclarecimento alerta que o EIV proposto pelo IPPUJ é por tanto inócuo para a maioria de intervenções urbanas e em nada protege os cidadãos ou os próprios interesses de Joinville.



29 de abril de 2011

Investimento ou Morte !!


Investimento ou morte


O conjunto de medidas apresentadas pelo prefeito Carlito Merss para reduzir o custeio da maquina publica e melhorar a sua eficiência são elogiáveis, porem precisam ser mais ambiciosas. O objetivo deve ser conseguir a nossa independencia. Parafraseando a mítica frase de Pedro I, no riacho de Ipiranga: “Independência ou morte” que levou a independência de Portugal, é imperativo, que as margens do Rio Cachoeira, proclamemos de novo a independência. Ao grito de “Investimento ou morte”.


O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) recomenda que os países mantenham uma taxa de investimentos de entre 6 e 8 % do PIB, para evitar o apagão da infra-estrutura. Os dados, divulgados a diário, mostram uma Joinville sucateada pelos quatro costados. Não se trata mais das obras de infraestrutura estratégicas que não estão nem previstas, se trata da manutenção do que ainda existe. Informação publicada no jornal A Noticia expõe o estado de degradação de boa parte da malha viária municipal, concretamente 97 quilômetros, de ruas estruturais, precisam de recuperação urgente. Fora os 45 % da malha urbana que ainda não estão pavimentados.


Joinville precisa se livrar do custeio elevado que corroeu a sua capacidade de investimento. A folha tem crescido com vigor inusitada, sempre acima e ultimamente muito acima das receitas do município, mesmo numa situação de economia aquecida, nos últimos 10 anos as despesas com a folha aumentaram 119 % e a receita 45 %, drenando a capacidade de investimento.


A LOM (Lei Orgânica Municipal) autoriza a Câmara de Vereadores a receber até 6% do orçamento do município. Atualmente o legislativo consegue consumir 3,22 % a para isto tem usado da criatividade, alugando carros, aumentado o numero de assessores e funcionários e inchando os seus custos até alem do razoável.



Joinville precisa priorizar de forma adequada os recursos do seu orçamento, assegurando os percentuais adequados para continuar investindo e mantendo os investimentos já feitos. A péssima qualidade das obras públicas fica evidenciada quando a maioria das ruas que precisam de recuperação é de construção mais recente que outras que estão em melhor estado. Permitir que o custeio, e principalmente a folha, avance até o limite da irresponsabilidade é hipotecar o futuro de Joinville.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

Dialogos reais

Diálogo entre Colbert e Mazarin durante o reinado de Luís XIV:

Jean Baptiste Colbert – ministro de estado de Luis XIV - (Reims, 29 de Agosto de 1619 – Paris, 06 de Setembro de 1683);
Jules Mazarin – nascido na Itália foi cardeal e primeiro ministro da França - (Pescina, 14 de julho de 1602 — 9 de março de 1661).

Colbert:

Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar, quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarin:
Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado...o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se...Todos os Estados o fazem!

Colbert:
Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de obtê-lo se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarin:
Criam-se outros.

Colbert:
Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarin:
Sim, é impossível.

Colbert:
E então os ricos?

Mazarin:
Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert:
Então como havemos de fazer?

Mazarin:
Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável!

Com a colaboração de Arno Kumlehn

Orçamento participativo

Orçamento Participativo???

Quando encaminhei a nota “Orçamento. Participativo, não”, A Notícia 20/05/2010, logo em seguida fui criticado por Eduardo Dalbosco AN 22/05/2010 que dizia á época que eu era “contra a participação popular na elaboração do orçamento público”.

Agora, passados quase um ano, leio matéria de João Kamradt “dinheiro liberado a conta-gotas” A Notícia de 23/04/2011, que mostra que eu tinha razão.

Dos R$ 14 milhões para o (OP) de 2011 , apenas e tão somente R$ 1 milhão foram transferidos para a realização das 114 obras prioritárias escolhidas pelos iludidos moradores, que perderam seus preciosos tempos acreditando no Orçamento Participativo.

Essa é a prova inconteste de que esse método não funciona. Sendo apenas mais um engodo, no sentido de fazer a população crer que está interferindo e aprovando algo, que na verdade, só sai do papel por vontade política.

Orçamento. Participativo? Não

Paulo Curvello

Joinville

Nem pacote, nem reforma

Pacote ou reforma?


Na medida em que são mais bem conhecidas, o conjunto de medidas apresentadas pelo prefeito para melhorar a eficiência da gestão municipal é possível identificar melhor o que é possível esperar. Até agora não chega a ser uma reforma, porque não apresenta nenhuma mudança estrutural digna deste nome, e só propõe, na tônica habitual nesta gestão, remendos e mudanças cosméticas, tem tudo para ser um pacote.


A ausência de valores, não permite avaliar o impacto de cada uma delas, nem verificar em base a que informações é possível identificar os “aproximadamente 10 milhões de economia” anunciados pelo prefeito. O risco é o governo municipal se coloque de novo numa enrascada, que acabe dando mais prejuízo que os recursos previstos. Já aconteceu com o ITBI ou no episodio do aumento do IPTU para os imóveis sem calçada.


A falta de estudos mais elaborados e consistentes, ou a ausência deles, caso existam, na apresentação feita, faz temer que, uma vez mais, as medidas tenham sido tomadas na base do achismo, o que tem tudo para gerar mais desgaste. A sociedade poderá melhor apoiar o pacote de medidas, quanto maior a transparência e o nível e qualidade das informações.


Devemos apoiar todas as medidas que tenham como objetivo a redução de custos e o aumento da eficiência do poder público. Avaliar com atenção o seu impacto real, sem confundir o que é desejável com o que é possível. Ainda considerar se realmente as medidas propostas gerará a redução custos prevista, não poucas vezes a fantasia prevalece nestes casos, e muitas vezes os custos permanecem inalterados a pesar do esforço feito. Finalmente evitar que novos impostos e taxas sejam criados para onerar ainda mais a sociedade.


Em resumo o pacote apresentado não permite identificar e medir realmente o seu impacto sobre as contas públicas e sobre os bolsos dos contribuintes. Os poucos dados apresentados e os valores mencionados pelo prefeito, criam mais duvidas e esclarecem pouco. Prefeito, luz, mais luz, para que seja possível sair do mundo do achismo e boa vontade para o mundo real e concreto dos dados e dos valores.

28 de abril de 2011

Goool !!!

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Gol de Messi
Real Madrid 0 - Barcelona 2

Japão

JAPÃO
Por Monja Coen



Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras.

A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.

A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.

Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos -
mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.

Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.

Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.

O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Buda.

Mãos em prece (gassho)

Monja Coen

27 de abril de 2011

Criatividade africana


Faltou orçamento e sobrou criatividade, o exemplo da cadeira de rodas do aeroporto de Ziguinchor no Senegal

BR 171

BR “171” !!!!!!!!

Após mais um périplo de autoridades catarinenses em Brasília, sonhando em vislumbrar uma data para conclusão da BR 101. E nada. Chutaram 2014.

E não são apenas sapos e pererecas, empreiteiras que da noite para o dia abandonam os canteiros, que comprometem o cronograma de obras. Também a (FUNAI) não sabe o que fazer com um pequeno grupo de índios no Morro dos Cavalos, em Palhoça.

Por causa , daquela meia dúzia , não sai a licença ambiental para construção de um túnel na localidade.

Aliás, segundo reportagem recente da revista “Veja”, aqueles índios são paraguaios.

Durma-se com um barulho desses...

Paulo Curvello

200 anos em 4 minutos

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200 anos, 200 países e tudo em 4 minutos

Ignorantes, falidos e felizes (3)

continuação:


O cidadão desrespeita o cidadão. Falta-nos educação e respeito pelo coletivo – pelo bem e patrimônio coletivo. Não nos importamos com a qualidade de vida do morador do outro bairro. Não nos importamos com a segurança do comerciante do outro bairro. Logo, o morador do outro bairro também não se importa conosco.

Duas reportagens do fantástico: “ninguém quer ser pediatra” – “mulher joga bebe no lixo”

Quanto custa formar um pediatra?
Quanto o plano de saúde paga ao pediatra por uma consulta? ... nas coxas.
Quem quer investir e estudar 8 anos e receber R$ 20,00 por uma consulta de 40 minutos?

Quanto custa formar um cidadão?
Quanto custa um cidadão, da gestação até o momento em que se torne socialmente produtivo? Quem paga essa conta?

Sairia mais barato para o governo dar casa para o casal que não tivesse filho. O casal, então, poderia crescer, se estruturar, produzir e acumular; e aí sim, decidir se teria um filho ou não. Mas com certeza de qualidade de vida.

Chegamos, então, ao âmago da questão. Gente. Tem muita gente. Tem gente demais.
A mulher jogou o bebe no lixo. Ela já tinha seis. SEIS!!!
Será que ninguém – administrador, sacerdote, parente ... cidadão - se incomoda em saber que esta criatura esta gerando um problema social para daqui a vinte anos? Hein?
Ah!O governo cuida.
Pó, meu! Nós somos o governo. Daqui a vinte anos, o imposto cobrado da minha filha de 9 anos vai dar suporte a uma geração, que esta chegando agora, sem nenhuma estrutura.
Planejamento demográfico nas coxas.
Obs: a frase ficou esquisita, mas até que seria uma solução. ... me perdoe.

Onde esse povo vai morar?
Onde esse povo vai estudar?
Onde esse povo vai trabalhar? Consumir? Estacionar? Cuidar da saúde? Se aposentar?
E o lixo gerado nesse processo?


Prédios de 30 andares em ruas que só permitem um carro no meio, se outros estiverem estacionados junto às guias. Planejamento nas coxas.

E o esgoto desse povo todo? Existe planejamento? Nas coxas.
Construtoras, imobiliárias, comercio ... nós sabemos no que estamos nos metendo?

Sun Tzu diz (em A arte da Guerra) – “se o exercito vai mal, a culpa é do general.”

A culpa é do administrador – não quero saber se é de agora ou de outrora.
Todos, sem exceção, usaram Joinville, sua população e sua riqueza, como trampolim para outras esferas administrativas .... geralmente longe daqui.
Eu não quero saber se o pato é macho, ...... eu quero ovo.

Estamos no meio de um jogo de pirâmide social.
Vivemos em busca de consumidores para nossos produtos.
Não nos importamos de onde eles vêm e nem como sobrevivem, desde que continuem a consumir nossos produtos.
As administrações comemoraram a chegada ao patamar de 500.000 cidadãos.
Por quê? Pra que?
Quem ganha com isso? Temos ou vislumbramos um aumento de nossa qualidade de vida?
Nossa vida hoje é melhor do que há 20 anos?

Temos mais confortos e menos tempo para usufruir deles.
Temos mais conhecimento e permanecemos na ignorância.
A felicidade que deveria ser usufruída agora, é lançada para o futuro, usada como justificativa para o sacrifício do presente.

Receio que nosso destino seja pior do que “falidos, ignorantes e felizes”.

Perdoe se me estendi

Um grande abraço

Sérgio Duprat

Ignorantes, Falidos e Felizes (2)

Ignorantes, Falidos e Felizes


Lamento concluir que a cidade é toda feita nas coxas. O termo, chulo e grosseiro, em nada se refere às nossas belas mulheres.

Infelizmente me refiro à nossa convivência coletiva.

Nosso transito é planejado nas coxas – nada é projetado para 30/40 anos. Se durar até a próxima eleição já será um milagre. Li que o Rio de Janeiro prevê 1 carro para cada dois habitantes em 2020. Nós somos 500.000 e temos 270.000 veículos licenciados – é 1 veículo para cada 1,8 habitantes. Estamos 10 anos à frente do Rio.

Nossa malha viária festeja 160 anos. Dirigimos (todos nós cidadãos) como se morássemos em Pomerode. A administração não peita os condutores para acabar com a circulação nas vias vicinais do centro. As ruas de mão dupla entre os binários retardam o fluxo dos que querem entrar e dos que querem sair da via principal. Estas mesmas mãos duplas fazem dos cruzamentos uma loteria, tamanho o numero de combinações possíveis.

Mas quem se interessa?
Quem vai ser o antipático a mudar as regras?
Quem vai obrigar o morador a dar a volta na quadra?

E o ciclista atropelado? E a moto caída?
Dizem que cada acidente de moto custa aos cofres públicos algo em torno de R$ 40.000.
E aquela ambulância que colidiu no cruzamento?
E os bombeiros desviados?
E o atraso da produtividade de todos que ficaram presos no transito?

Nosso transito é planejado ... nas coxas.

E a policia que pede para fechar as lojas porque não consegue dar segurança? Nas coxas.
E os bancos que retiram os caixas eletrônicos ?!

E as escolas pintadas na brocha, tinta de terceira, as cadeiras enferrujadas, lâmpadas queimadas, janelas quebradas ... tudo nas coxas.
A quadra em construção desabou. Desabou !!!!
E a merenda escolar ..... nas coxas.
É público. P Ù B L I C O – do povo. Putz! Tudo deveria ser de primeira. Durar dezenas de anos. Receber uma manutenção primorosa e ser foco de zelo e respeito do cidadão. E que o rigor da lei recaísse sobre aquele que o profanasse.

E o salário do professor. Aquele que deveria ser o cidadão mais respeitado da comunidade.
Aquele que deveria ser o orgulho da família. Aquele que deveria ter seus rendimentos triplicados e que fosse servido por todo o suporte e toda a tecnologia disponível incondicionalmente. ... tratado nas coxas.

E nossos hospitais? Nas coxas.
E nossa rodoviária? Nas coxas.
E nosso aeroporto? Hahahahaha ....... nas coxas.
E nosso estádio de futebol? E o teatro municipal? E o centro de exposições?
E os parques? Patakaparau .... só nas coxas.


26 de abril de 2011

Para pensar acordado


@comentjoi

Interior do Senegal, hotel bem simples, o unico na cidade digno deste nome e tem internet banda larga gratuita. Hoteis de Joinville cobram.

Ignorantes, Falidos e Felizes (*)

Ignorantes, Falidos e Felizes


Joinville tem 500.000 habitantes, ou almas como se usava na época do Brasil colonial. A cidade convive com um passivo que só faz que aumentar, de acordo com dados da própria prefeitura 46 % das ruas não são pavimentadas, das pavimentadas quase 100 Km estão em estado entre lastimável e esburacado. Não há recursos para remendar os buracos, menos ainda para fazer os recapeamentos necessários. O saneamento básico, que o promessometro de campanha anunciava em 70 % ao final de esta gestão, e agora esta se convertendo em menos da metade, acima dos bengalis 10 %, porem muito abaixo do esperado para a maior cidade do estado. Parques, arborização urbana e áreas verdes continuam pertencendo ao mundo da ficção.


Agora esta sendo projetada uma Joinville de 750.000 habitantes para 2050. Por outro lado, os mesmos técnicos, que projetam esta população, propõem mudanças de zoneamento que permitirão construir até 30 andares, numa área que se estenderia do Bairro Santo Antonio a Estação Ferroviária, coisa para colocar mais de 4.000.000 de habitantes, se construídos a metade dos prédios previstos. Evidentemente os números não fecham. Em Joinville parece que conseguir que os números fechem é missão praticamente impossível. Pode ser tanto pelo excesso de dados, como pela falta de cabeças capazes de saber como utilizar da melhor maneira os dados disponíveis.



Ninguém explica como Joinville conseguirá zerar o passivo que já tem consolidado, nem como fará para que este passivo não siga aumentando antes de alcançar os 750.000 habitantes projetados.


O melhor exemplo deste descompasso é a construção de prédios, seja de 6, 8 ou 18 andares, em servidões e ruas que nem permitem a passagem de dois carros. É obvio que é um total desatino, o que não impede que continue acontecendo e até mantido na proposta de Lei de Ordenamento Territorial, que insiste em tratar como iguais avenidas, ruas e servidões desiguais. Os exemplos das Ruas São Luiz e Fernando Machado no Bairro América, da Rua Professora Laura Andrade, no Centro, e questão de tempo para que seja construído um espigão de 18 andares na Rua Senhorina Soares, no Bairro Anita Garibaldi , são exemplos de que continuamos estultos, duplamente ignorantes porque não conseguimos aprender dos erros que já cometemos e perseveramos neles novamente.


Por isto continuamos falidos, ignorantes e felizes.

25 de abril de 2011

Legalidade ilegítima (*)

Legalidade ilegítima

Vez por outra volta a discussão o Conselho da Cidade. A sua importância, o avanço que representa este foro para debater os rumos da cidade, o seu funcionamento e a sua composição são objeto de textos, opiniões encontradas e desencontradas, de reuniões e discursos mais ou menos inflamados.

Com relação ao Conselho da Cidade é melhor ir devagar com o andor, porque o santo é de barro. Depois de quase dois anos de criado e empossado, não é possível ainda identificar grandes resultados, os temas propostos, para estudo nas Câmaras Técnicas, são em geral de menor importância e pouco ou nada tem a ver com o conjunto de leis que o executivo precisa encaminhar, com urgência, para aprovação na Câmara de vereadores. Criou se uma situação esdrúxula, as câmaras analisam, debatem e propõem melhorias para projetos, que nunca são encaminhados ou que são desconsiderados pelo Conselho. Originando desassossego e frustração entre os representantes da sociedade civil que vem o seu trabalho perdido e ignorado.

Em alguns casos, o Conselho da Cidade vota e aprova temas que nem foram debatidos nas Câmaras, e tem conselheiros que chegam a votar de forma diferente do que foi decidido e aprovado na Câmara Técnica a que pertence. Contribui para este processo, que arranha a legitimidade do Conselho da Cidade a sua composição, em que o executivo tem maioria confortável. Situação esta que não é a proposta e recomendada pelo Estatuto das Cidades, legislação que deveria nortear a composição e funcionamento do Conselho.

Ainda devemos acrescentar, a difícil situação em que se encontra a presidente do Conselho da Cidade, na dupla situação de presidente do IPPUJ e do Conselho, por varias vezes a sua situação, a converteu uma versão local do estranho caso Dr. Jekyll e do Sr. Hyde. Uma posição que tem sido objeto inclusive de registros nas atas do próprio Conselho, por entender alguns conselheiros que a posição de presidente do Conselho da Cidade exige uma imparcialidade e isenção que até o momento tem sido impossíveis de atingir.

Em quanto o executivo, pede mais paciência e compreensão, a sociedade vai aumentando a voz e fazendo chegar as suas ponderações a níveis mais altos, na esperança que o rumo mude.

Dinheiro e poder

Dinheiro e Poder

No artigo de Jordi Castan "candidatura de Maslow" AN de 25/04, ele fala sobre a teoria da hierarquização das necessidades.

Teoria interessante , principalmente na parte que diz que "Nestes casos, não há altruísmo por parte do candidato, nem vontade de servir, o que há é a busca com afinco dos seus objetivos, servindo-se para isto das organizações e das pessoas."

Esse fato no Brasil é notório ou alguém conhece algum político diferente.

Dias desses fui apresentado a um político de renome estadual, quicá nacional. Nosso amigo em comum falou que eu era gente boa. Papo vai, papo vem, e após algumas doses de whyski a língua do político ficou mais solta. E quando já me chamava de "amigão" tasquei a pergunta:

Para você (político) é mais importante o dinheiro ou o poder. Ele mais que rapidamente respondeu que ambas as coisas.

Mas que no fundo tinha verdadeira adoração pelo poder, disse em alto e bom som que não conseguiria viver mais sem o poder.

Preferiria perder a metade do seu patrimônio , mas não o poder.

Paulo Curvello

Balneário Camboriú

curvell@terra.com.br

Para pensar acordado

A Manchester original em 1851

Caderno de viagem


Aeroporto de Dakar - Super King Air 200 da Senegalair


Embarcando em direção a Ziguinchor


Pleno vôo, sobrevoando a Gambia


Prontos para aterrissar em Ziguinchor, depois de 1 hora de viagem

Ser critico






Ter uma posição critica é o caminho escolhido por este blog. Não ser crédulo, buscar caminhos, mostrar alternativas, propondo a reflexão. Sem impor soluções, nem determinar nada, alem de proposições, sem outra proposta, que a de estimular o debate e a troca de idéias. Sem pretender estar certo e sem medo de estar errado.

Uma frase interessante de Eugène Ionesco sintetiza a nossa forma de ser e de pensar.
Os críticos devem escrever, não prescrever.

24 de abril de 2011

A gerenta

A gerenta

Políticos, quando precisam exibir eficiência ou amainar cobranças administrativas, cultivam o hábito de apelar aos técnicos. Uma categoria que no imaginário coletivo não carrega a pecha nem os vícios da política e dos políticos.

Foi assim que Lula, político de sensibilidade agudíssima, apresentou Dilma Rousseff: uma técnica competente, gerentona brava, dura, que corria longe das mazelas dos políticos profissionais. Aquela que tudo sabia sobre energia, a mãe do PAC, a que, de fato, mandava em seu governo.

Vencidos os palanques e a eleição, Dilma não prestou contas dos programas que coordenou para o seu padrinho, muito menos deu norte ou fôlego aos que prometeu iniciar. Projetos gerenciados por ela desde que assumiu a Casa Civil de Lula, há mais de quatro anos, empacam ou insistem em não sair do papel.

O de saneamento tem menos de 2% concluído, os de ferrovias não chegam perto disso. Só para citar alguns exemplos. Com ela na presidência, o PAC só executou 0,25% dos recursos previstos.

Dilma e a sua gestão se desentendem como se um fizesse oposição ao outro.

Um dos melhores exemplos é o Minha Casa, Minha Vida, menina dos olhos da presidente. O programa não consegue sair do lugar. Ao contrário, anda para trás.

Embora a Caixa Federal relate um milhão de casas em produção, menos da metade foi entregue e apenas 10% delas ao público alvo de até três salários mínimos. Ou seja: é impossível atingir a promessa de 60% de moradias para essa faixa de renda.

O maior problema, alegam, é o custo do terreno, especialmente nas grandes metrópoles. Ora, não é admissível que o programa tenha sido planejado sem levar em conta essa variável. Seria admitir uma incompetência sem precedentes.

Nem mesmo empreendimentos simbólicos escapam. O Residencial Nova Conceição, em Feira de Santana (BA), primeiro do programa, vendido e revendido a terceiros, virou caso de polícia.

O de Governador Valadares (MG) é ainda mais irônico. Inaugurado por Lula e Dilma em fevereiro de 2010, com fogos, textos e fotos no site da Casa Civil e no blog da então candidata ilegal e extra-oficial, o conjunto destinava-se a famílias removidas de áreas de risco, que hoje correm o risco de nada ter: as casas, erguidas sobre um lixão, ruíram, outras foram saqueadas, estão sem telhas ou fiação.

Não era bem essa a vida prometida.

Em Parintins, no Amazonas, a falta de senso é de arrepiar. Para dar lugar às casas foram derrubadas 207 castanheiras que sustentavam 130 famílias. Fora o absurdo de o governo ser o agente desmatador, é claro que a compensação, com o plantio de mais de mil árvores idênticas, não foi feita.

Ainda que fosse, só estariam maduras para garantir o sustento dos netos dos que perderam seu ganha-pão.

Tida como estreante na política, Dilma não deveria sê-lo como gestora. Ou, então, tudo não passou mesmo de uma bem sucedida encenação. Conseguiram criar, com sucesso inigualável, a figura da gerente eficaz. Falta só tirar o script do papel.

Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan

Ivo Gramkow

Ivo Gramkow era além de amigo, amigo dos meus amigos. A sua partida nos entristece e nos deixa mais sozinhos. O vazio ficou maior, mais frio e mais escuro.

Faça a sua parte

video

Porque fazer a sua parte é muito fácil.
Faça você também a diferença

Colaboração de Gert Fischer

23 de abril de 2011

22 de abril de 2011

caderno de viagem




Porto de Pesca de Dakar, Senegal

Para pensar acordado

A vocação do político de carreira é fazer de cada solução um problema.”

[Woody Allen ]

BNDES 40 Milhões


BNDES 40 Milhões


A divulgação do conjunto de obras, que poderão ser executadas com o empréstimo de 40 milhões de reais contratado, pelo governo do estado com o BNDES para atender pleitos antigos de Joinville. Alguns projetados desde 1973 e nunca executados. Mostra a precariedade com que são tratados os temas referentes aos investimentos públicos imprescindíveis para que a cidade recupere a competitividade e qualidade perdida.



Em tempo, em dois anos o orçamento de Câmara de Vereadores de Joinville, que hoje mantem dezenas de assessores parlamentares, carros alugados, notebooks e contas de celular, permitiria fazer investimentos de grande impacto e importância para a cidade, equivalentes aos previstos com os recursos emprestados do BNDES, sem necessidade de maior endividamento, para a cidade. Só com o aumento de 70 milhões de Reais que sofreu da folha da prefeitura entre 2008 e 2009, seria possível executar quase o dobro das obras previstas pelo projeto do BNDES.



E ainda tem gente achando que a prefeitura pode continuar aumentando a folha até chegar a irresponsáveis 52%. A cidade esta hoje refém de uma minoria que drena os seus recursos e impede que sejam feitos os investimentos necessários para o desenvolvimento.

20 de abril de 2011

Caderno de viagem

Estrada de Thies a Mbour - os magníficos Baobás do Senegal

Para pensar acordado

Os agravos despertam a cólera nos peitos mais humildes

Miguel de Cervantes

Fazendo as contas da verticalização


Sérgio Gollnick mostra como avaliar o impacto que um prédio representa para uma rua, bairro, cidade...


Fazendo algumas contas:


Prédio Residencial

Terreno: 2.000 m2

Área Pavto Tipo: 750 m2 (37,5% de ocupação da torre)

Total Construído: 6.500 m2 (garagens e térreo


– 86% de ocupação do terreno) + 19.500 m2 (pavimentos tipo) = 26.000 m2 (25% de área para permeabilidade)

Unidades por Pvto. 6 UH (+ 125 m2 área total por unidade)


Unidades Totais: 156 (para 26 pavtos + 4 patvos garagem)


Pessoas Habitando: 600 pessoas

Numero de vagas de garagem: 312 vagas = 6.240 m2

Efluentes gerados: 72.000 lts/dia

Água consumida: 72.000 lts/dia

Resíduos sólidos: 360 kg/dia

Tráfego gerado veicular: 811 viagens/dia


Agora multiplique esta quantidade por vários prédios na mesma rua.

18 de abril de 2011

A gestão anterior

A gestão anterior


Esta sacada da “gestão anterior” é coisa de gênio, reconheço que se eu tivesse conhecido esta justificativa antes na minha vida, teria tirado partido muitas vezes. Achar alguém para culpar de tudo o que este errado o que não funcione ou que quebrou é o sonho de consumo de quaisquer um. Em Joinville é usada varias vezes por dia, para justificar tudo e qualquer coisa. Tem quem acha que as chuvas são culpa também da gestão anterior.


Falta dinheiro no caixa, a culpa é da gestão anterior. Faltam leitos hospitalares ou médicos no PA, a culpa só pode ser da gestão anterior. Foi a gestão anterior quem não negociou bem os parques do Fonplata e com certeza ninguém mais poderá ser responsabilizado do problema do transito que a gestão anterior. O mais engraçado é que muitos que utilizam desta justificativa, esquecem que eles próprios formavam parte daquela mesma gestão anterior.


Acreditar que todos os problemas que enfrentamos têm origem na gestão anterior é cômodo porque nos desobriga de agir. Acreditamos piamente que a sociedade nos acompanha nesta fantasia, que podemos impunemente responsabilizar a gestão anterior por tudo de ruim que acontece. Em alguns casos o conceito de gestão anterior, pode voltar no tempo e não ser só impessoal, também passa a ser atemporal. A culpa das enchentes em Joinville é dos colonizadores, que escolheram mal o local, os colonizadores, neste caso é sinônimo de gestão anterior.


Gostei tanto da idéia que tentei sem sucesso incorpora-la ao meu quotidiano, se o final do mês chega bem depois do final do orçamento, tento explicar a minha mulher que o problema é da gestão anterior. Se o almoço não ficou como previsto, a culpa é da gestão anterior. Evidentemente ela não, só não acredita como me olha com a expressão que reservamos aos idiotas e ignaros. É difícil convencê-la que tudo o que não funciona adequadamente é culpa da dita gestão anterior. Ela que é muito esperta, nunca acreditou nesta justificativa e me lembra que esta é a nossa gestão e ela que tem que dar conta do recado.


A cantilena de que a culpa de tudo é da gestão anterior, não esta funcionando nada bem aqui em casa, e não entendo porque tem gente que acha que depois de dois anos, possa funcionar em outros lugares. As pessoas e minha mulher não é diferente, acham que devemos deixar de culpar os outros, inventar desculpas e resolver os problemas pelos que somos responsáveis. Estou começando a achar que ela esta certa e que a gestão anterior não serve para justificar a inoperância e a incompetência.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

16 de abril de 2011

Aprendendo rapido

O jornalista João Kamradt entrevistou o mais novo filiado ao PMDB, o empresario Udo Dohler

Uma resposta chama a atenção ao leitor atento:


AN – O senhor tem o sonho de ser prefeito?

Döhler –
Isso nunca me passou pela cabeça. A única coisa que sei é que não podemos fugir das nossas responsabilidades. Já tenho feito isso na área empresarial, dentro da Acij, e agora estou indo tentar dar algo nessa ação político-partidária. Mas isso longe de estar me colocando como prefeito.

Impressiona a rapidez com que o flamante proto-candidato a prefeito aprende tecnicas de entrevista que são mais freqüentes em politicos mais experientes, de continuar nesta linha é provável que a credibilidade acumulada ao longo de anos de vida empresarial seja colocada em duvida antes que a campanha inicie oficialmente

14 de abril de 2011

Para conferir

E em Joinville como é o pagamento de horas extras nas ferias? Será que tambem tem isto?


DOIS ADVOGADOS GAÚCHOS CONTRA DOIS SENADORES E 3.883 SERVIDORES DO SENADO FEDERAL


Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as horas extras pagas e não trabalhadas, no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.
A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e "todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney".
O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro de 2009, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras não trabalhadas - segundo a petição inicial..
Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, o ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado. Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prestados.
A ação popular também busca "a revisão mensal do valor que cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários); mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos); mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia; mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia fixa residencial, mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com salários a partir de R$ 6.800,00; mais 25 litros/DIA de combustível, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta, para visitar a 'base eleitoral'; mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os seus dependentes, sem limite de valor; mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos" .
Esse conjunto de gastos está - segundo os advogados Mariani e Giordani - "impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado, de:
- R$ 406.400.000, 00 (quatrocentos e seis milhões e quatrocentos mil reais); ou
- R$ 5.017.280,00 para cada senador.
Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do contribuinte em média de:
-
R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República".
Mariani disse ao 'Espaço Vital' que, "como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção".

Abaixo, resultado da pesquisa na internet pelo site http://www.jfrs.jus.br/, em 16.01.2010:

Consulta Processual Unificada - Resultado da Pesquisa

AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197-9 (RS)
Data de autuação: 31/03/2009
Juiz: Vania Hack de Almeida
Órgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
Órgão Atual: ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
Localizador: GR
Situação: MOVIMENTO
Valor da causa: R$ 6.200.000,00
Assuntos:
1. Adicional de horas extras
2. Horas Extras

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