Mostrando postagens com marcador orgulho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador orgulho. Mostrar todas as postagens

15 de dezembro de 2009

Orgulho

Os infinitamente pequenos têm um orgulho infinitamente grande.


Orgulho local

Sentimos orgulho do nosso estado, da nossa cidade, da nossa rua, quanto menor o nosso referencial, maior é o nosso orgulho. O orgulho pode ser entendido como soberba em alguns casos, ou como um conceito exagerado de si próprio, e neste contexto tem uma conotação negativa, também entendemos como orgulho, o brio, ou o sentimento de dignidade, que nos leva a defender com veemência as nossas origens e crenças.

Este duplo sentido, ao mesmo tempo positivo e negativo, deve nos levar a moderar o uso desta expressão. Quando uns e outros, desenvolvem campanhas de forte bairrismo, com o objetivo de estimular e fomentar o conceito abstrato do orgulho local, devemos estar atentos. Porque em muitos casos acabaremos nos transformando, em massa de manobra e estimulados a apoiar uma forma de agressão. Não poucas vezes escutamos a formadores de opinião, desacreditar aqueles que têm uma visão diferente e ousam discordar da linha oficial de pensamento, e acusam aos desafetos de não fomentar o orgulho local. O orgulho de ser, de se sentir daqui.

O despertar deste sentimento de orgulho local, se situa mais próximo da soberba e conduz facilmente a perda da noção de realidade. Produz uma imagem de Joinville como sendo a melhor cidade do mundo, a mais rica, a mais limpa, a dos jardins mais floridos, a dos políticos mais honestos. Sem que nem sempre os valores sejam verdadeiros, nem verificáveis objetivamente. Acabamos criando uma realidade fantástica, inexistente e o que é pior a defendemos com uma paixão e as vezes até com uma agressividade que surpreende e assusta.

Este orgulho local tem como particular o fato de não representar nenhum resultado pratico, o orgulho incondicional a Joinville, distorce a realidade, nos impede de melhorar o muito que pode e deve ser melhorado, nos cega e impede que vejamos a cidade como ela é, por acreditar na nossa soberba que somos os melhores, que nada pode ser superado. A exploração política deste sentimento de orgulho faz que políticos inescrupulosos, que não tem faltado, façam dele uma ferramenta para a destruição urbana e rural desta cidade, da sua identidade e inclusive do seu futuro. Construindo uma imagem diferente da real e da que cada dia é mais difícil se orgulhar. Atacando com virulencia que ouse discordar deste triunfalismo oco e sem sentido.

Publicado no jornal A Noticia

1 de maio de 2008

A soberba


Parece que para alcançar determinados cargos e postos importantes dentro da sociedade, sejam públicos ou privados, tenha se convertido num pré-requisito ser soberbo.

Na definição do dicionário Aurélio, a soberba, um dos sete pecados capitais e um dos mais letais na vida, significa “orgulho excessivo; arrogância”.

Os romanos, em pleno esplendor do seu império, tinham o costume de colocar imediatamente atrás do imperador, que chegava triunfante das batalhas, um escravo, que ate poucos dias antes, tinha sido ele próprio rei de um império e que a partir da sua derrota, se veia convertido num escravo, a função do escravo era a de lembrar ao imperador, inebriado de orgulho e aclamado pelo seus triunfos, que ele era um mortal, e que poderia caso fracassasse ser ele próprio um escravo no futuro. Uma maneira inteligente de lembrar a fragilidade da condição humana.

Mesmo sabendo que todo orgulho, que leva ao excesso de autoconfiança é prejudicial, também a arrogância pode se transformar em uma arma tão letal para nossa capacidade de gerar mudanças produtivas quanto a carência de confiança.

Ninguém esta a salvo de cometer este pecado, pessoas ricas e pobres, de ambos os sexos e níveis de escolaridade, caem nele com facilidade, corremos o risco de generalizar dizendo que quanto mais alto se ascende na escala social, maior a propensão a ser soberbo. Ao contrário que se acredita, os ricos não necessariamente são mais soberbos que os pobres ou que os pobres são humildes, apenas por serem pobres. Encontramos em todas as classes sociais pessoas soberbas e humildes.

A soberba traz com ela a falta de humildade para ouvir e aprender, também é responsável pelo excesso de vaidade pelo próprio saber ou sucesso. E finalmente orgulho excessivo, altivez, arrogância e presunção. A pessoa Acaba ficando emburrecida e medíocre.

Qualquer paralelismo ou semelhança com pessoas e situações recentes do nosso quotidiano, não são mera coincidência e devem servir de profunda reflexão e de oportunidade para a pratica da humildade. Joinville é uma cidade orgulhosa, nunca foi uma cidade soberba.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...